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NCST, 18 de novembro de 2009
Lupi é favorável à
redução da jornada de trabalho
Representantes da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora entregaram
ao ministro pauta de reivindicações, com destaque para
a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, recebeu na tarde desta quarta-feira representantes das
Centrais Sindicais que estão em Brasília por conta da
6ª Marcha da Classe Trabalhadora. Os sindicalistas entregaram a
Lupi uma pauta de reivindicações, que tem como principal
destaque a redução da jornada de trabalho.
"Sou favorável à
redução da jornada. Todos os países evoluídos
do mundo já praticam isso. É bom inclusive para o empresário,
porque o trabalhador produz melhor, fica um pouco mais de tempo com
sua família, que é fundamental para seu equilíbrio
psicológico".
A redução da jornada
de trabalho está para ser votada na Câmara dos Deputados.
Segundo Lupi, é preciso agilidade na votação da
proposta. "Então, vou fazer um apelo público para
que o presidente da Câmara, Michel Temer, faça uma comissão
dos parlamentares que são a favor e os que são contra,
para que se crie um campo de negociação e se vote. O que
não pode é ficar no ar".
Os representantes da Marcha
também pretendem se encontrar com o presidente Luis Inácio
Lula da Silva, onde devem apresentar a pauta de reivindicações.
Fonte: MTE
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FOLHA DE LONDRINA, 18 de novembro
de 2009 | Economia
Mantega: é preciso evitar supervalorização
do real
Brasília - O ministro
da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que um dos desafios da economia
brasileira, que está cada vez mais atraindo capitais externos,
é evitar uma ''valorização excessiva'' da taxa
de câmbio. ''Certa valorização do câmbio é
inevitável, mas temos de evitar exageros'' disse o ministro,
destacando que o governo já está agindo nesse sentido
por meio da compra de dólares e da cobrança do Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital externo.
Para Mantega, o IOF busca impedir a entrada de capitais especulativos
na economia.
Segundo o ministro, após
quase um mês da entrada em vigor da medida, já se pode
dizer que ela foi eficaz. ''O câmbio estava em trajetória
de forte valorização. Conseguimos reduzir a volatilidade.
Trata-se de eliminar exageros e evitar excesso de afluxo de capitais
para a Bolsa brasileira'', disse o ministro. Ele destacou ainda que
é preciso tomar cuidado com o câmbio para evitar que as
empresas brasileiras percam competitividade.
O ministro da Fazenda afirmou
que a economia brasileira está retomando um novo ciclo de expansão,
no qual deve ter um crescimento médio mais forte que no período
anterior, interrompido pela crise global. Segundo Mantega, de 2010 a
2016 a economia brasileira pode crescer de 6% a 6,5% de forma equilibrada,
sem que o governo abandone os compromissos com a estabilidade econômica
e a responsabilidade fiscal.
Fábio Graner e Renata
Veríssimo
Agência Estado
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SEGS
PORTAL NACIONAL, 18 de novembro de 2009
Mais completo, Congresso discutirá
o futuro da construção civil e terá como tema principal
a sustentabilidade
No próximo dia 30 de
novembro será realizado o 8º ConstruBusiness - Congresso
Brasileiro da Construção, sob o tema "A construção
do desenvolvimento sustentável", com o apoio e a participação
do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São
Paulo (Sitivesp).
Organizado pelo Departamento da Indústria da Construção
(Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp), o evento tem como meta discutir e fomentar
ideias que visem o desenvolvimento do setor da construção
civil.
Neste ano, a sustentabilidade
será o principal assunto do congresso. A importância do
setor da construção para o Brasil e os desafios para o
crescimento sustentável estarão em debate que culminará
com a apresentação do Programa de Eficiência Institucional
Pública e Privada. Estarão em pauta também os desafios
e os impactos da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016 na infraestrutura
das cidades sedes, a criação do fundo para a habitação
e infraestrutura, o desenvolvimento tecnológico no setor, financiamento
habitacional, projetos e segurança jurídica. Ao final
dos trabalhos, será validada a carta aberta sob o título:
"A Indústria da Construção e o Brasil. Uma
agenda para o Crescimento Sustentável".
Esta edição marca
algumas mudanças no evento, ocasionadas pelo sucesso dos encontros
anteriores, que levaram a criação, entre outras iniciativas,
do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Agora anual,
o ConstruBusiness deixa de ser seminário para ser um Congresso,
com mais tempo para abordar outros assuntos e abrir plenárias,
uma vez que passa a ter duração de um dia. Estão
envolvidas 105 entidades e são esperados 800 participantes. A
inscrição é gratuita.
Conjuntura favorável
A participação
do Sitivesp no ConstruBusiness não é recente. Reconhecido
como um evento rico em sugestões viáveis para o crescimento
do setor da construção civil, o Congresso é uma
oportunidade bastante significativa para a troca de informações
e dedicação de esforços a objetivos comuns. "Será
um momento em que as diversas entidades estarão voltadas ao desenvolvimento
de estratégias que garantam o crescimento contínuo e sustentado
do setor", afirma o presidente em exercício do Sitivesp,
Paulo Cesar Abrantes de Aguiar.
Ele lembra que as medidas propostas
no evento repercutem de forma direta ou indireta no desempenho do setor
de tintas e vernizes, que tem 60% do seu faturamento originado no mercado
da construção. No ano passado, o faturamento do setor
- incluindo os segmentos imobiliário, industrial, automotivo
e artístico - atingiu US$ 3,34 bilhões, correspondentes
a um consumo de mais de 1,35 bilhão de litros de tintas.
As boas notícias quanto
à recuperação da crise financeira mundial e os
reduzidos efeitos ocasionados sobre a economia brasileira em comparação
a outros países indicam que as condições são
favoráveis à retomada do nível de crescimento nacional
nos vários setores produtivos e econômicos. Com a construção
civil não deverá ser diferente e a expectativa é
de que o ano de 2010 deverá ser bastante positivo, reforçado
pelos fortes investimentos que deverão ser realizados nos próximos
anos em infraestrutura e empreendimentos voltados ao esporte, turismo,
hotelaria e transportes.
Somente o dossiê de candidatura
do Rio de Janeiro à sede olímpica prevê a aplicação
de US$ 14,4 bilhões de recursos públicos e privados na
estrutura do Comitê Organizador e para a infraestrutura dos jogos,
sendo que o montante de investimentos pode chegar a US$ 50 bilhões.
Serviços:
8º ConstruBusiness
- Congresso Brasileiro da Construção
Data: 30 de novembro de
2009
Horário: 9h às
18h
Local: Teatro do SESI -
Av. Paulista, 1313
Informações:
Departamento da Indústria da Construção - DECONCIC
Tel: (11) 3549-4499 www.fiesp.org.br/construbusiness
Perfil Sitivesp
Fundado em 1941, com o objetivo
de representar legalmente as indústrias paulistas de tintas,
o Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São
Paulo (Sitivesp), apesar de ter base estadual, possui hoje reconhecimento
nacional, devido às ações desenvolvidas em prol
não apenas de suas associadas, mas em defesa do mercado de tintas,
como um todo.
Atualmente, o Sitivesp reúne
74 empresas associadas - entre pequenos, médios e grandes fabricantes
de tintas dos segmentos imobiliário, automotivo, industrial e
gráfico, entre outros - que representam cerca de 80% de toda
a produção nacional de tintas.
Participando ativamente de todas
as questões relevantes para o setor, desde a sua criação,
o Sitivesp é reconhecido como uma entidade pró-ativa,
que se antecipa às necessidades do mercado e, por isso, suas
ações visam à integração da cadeia
produtiva e a ampliação do consumo de tintas. Através
de seus departamentos e comissões, fornece informações
e subsídios necessários para que as empresas do segmento
atuem no competitivo mercado de tintas.
SITIVESP
Telefone: (11) 3262-4566
www.sitivesp.org.br
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O GLOBO, 18 de novembro
de 2009 | Economia
Dados sobre construção e
IPC nos EUA dominam agenda
Valor Online
SÃO PAULO - Números do setor imobiliário e de construção
civil bem como o índice de preços ao consumidor nos Estados
Unidos dominam a agenda de indicadores desta quarta-feira. Por aqui,
é aguardada apenas a nota semanal sobre fluxo cambial a ser anunciada
no final da manhã pelo Banco Central (BC).
A agenda externa, portanto,
deve continuar orientando os negócios lá fora e influenciar
também as operações domésticas. Pela manhã,
será conhecido o volume de solicitações de empréstimos
hipotecários nos EUA na semana até 13 de novembro.
Também serão informadas
o volume de construções iniciadas de residências
em outubro e as licenças para novas construções
no mesmo período. Ainda na parte da manhã, será
divulgado o índice de preço ao consumidor americano (CPI,
na sigla em inglês). A previsão do mercado é de
aumento de 0,2% ante setembro.
No início da tarde, será
a vez do relatório semanal de estoques de petróleo e derivados
nos Estados Unidos. Os agentes avaliam que as reservas de cru devem
crescer mais uma vez, mas projetam recuo nas reservas de destilados,
que inclui diesel e óleo de calefação.
(Bianca Ribeiro | Valor)
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FOLHA DE SÃO PAULO,
18 de novembro de 2009 | Brasil
Encurralado entre Serra e Aécio,
DEM tenta superar racha
A cúpula do partido se reúne hoje
em Brasília para unificar seu discurso sobre a sucessão
presidencial
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enfraquecido pela permanência
fora do poder federal por quase sete anos e com uma bancada sempre em
declínio no Congresso, o DEM faz hoje almoço em Brasília
para tentar unificar o discurso sobre 2010.
Nas últimas semanas, caciques do DEM têm se desentendido
em público a respeito da estratégia a ser adotada na disputa
pelo Palácio do Planalto.
De um lado, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ),
e seu pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, atacam o PSDB pela estratégia
de aguardar até março ou abril para definir quem será
o candidato a presidente. A maioria dos deputados democratas apoia as
críticas. Essa ala enxerga no governador de Minas, Aécio
Neves (PSDB), a melhor opção como postulante ao Planalto.
Do outro lado está o grupo comandado pelo prefeito de São
Paulo, Gilberto Kassab, e pelo ex-presidente da sigla Jorge Bornhausen.
Eles apoiam o governador José Serra (PSDB-SP) e não enxergam
problemas na tática de postergar a decisão.
"O almoço terá dois objetivos principais. Vamos tentar
unificar o nosso discurso e dizer que o DEM vai apoiar o candidato a
presidente do PSDB, não importa quem ele seja. E vamos trabalhar
para ter Serra e Aécio juntos na disputa, possivelmente numa
chapa Serra-Aécio", explica o governador do DF, José
Roberto Arruda.
Foram convidados todos os 56 deputados e 13 senadores do DEM. A cúpula
também estará presente, inclusive Kassab.
Há nos bastidores do DEM também especulação
sobre como os políticos do partido vão se comportar em
2010 nos Estados diante de uma possível alta popularidade do
presidente Lula. O governador de Brasília nega um possível
apoio ao PT ou à pré-candidata dessa legenda ao Planalto,
Dilma Rousseff.
O líder na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), disse que o "sentimento
é pela busca da unidade partidária", mas ressalva:
"Enquanto o PSDB não se definir sobre quem será o
candidato a presidente, o DEM continuará a fazer alianças
localmente. Mais adiante, ninguém poderá cobrar do nosso
partido que tenhamos palanques homogêneos em todos os locais para
o candidato a presidente".
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FOLHA DE SÃO PAULO,
18 de novembro de 2009 | Brasil
SUCESSÃO 1
Ciro reafirma que deixaria disputa para
apoiar Aécio
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
Líder nas pesquisas de
intenção de voto para a Presidência nos cenários
em que Aécio Neves (PSDB-MG) é seu adversário,
o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) voltou a dizer que abrirá
mão de suas pretensões presidenciais caso o mineiro seja
o candidato tucano.
Nessa situação, "sua presença é tão
importante para o Brasil que a minha candidatura não é
necessária mais", disse Ciro em Belo Horizonte, onde se
reuniu com o tucano.
Ciro já havia feito esse discurso em julho, quando a janela para
a troca de partido estava aberta.
Aécio, que cita como vantagem de sua eventual candidatura o poder
de aliar partidos que hoje estão na base do governo federal -como
o PSB de Ciro-, disse que avalia "todas as possibilidades"
e que "seria extraordinário" estar aliado a Ciro.
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AGÊNCIA CÂMARA,
18 de novembro de 2009
Relator negocia e CCJ aprova o fim do
fator previdenciário
Janine Moraes
A Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta terça-feira,
o Projeto de Lei 3299/08, do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com
o fator previdenciário. A aprovação só se
concretizou com a retirada do julgamento de inconstitucionalidade do
substitutivo apresentado pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator
da proposta na Comissão de Finanças e Tributação,
ainda não votado.
O parecer do deputado Arnaldo
Faria de Sá (PTB-SP), relator na CCJ, considerava inconstitucional
o parecer de Vargas. Até a reunião da CCJ desta tarde,
o governo dizia que só discutiria o fator e o aumento dos aposentados
que ganham acima do salário mínimo após a votação
do marco legal do pré-sal.
De acordo com a Liderança
do Governo, essa posição não mudou. Porém,
com a garantia de prosseguimento da tramitação da proposta
de Vargas, foi possível negociar e votar a proposta, que, agora,
seguirá para ser votada pelo Plenário.
Alternativa
ao fator
O deputado José Genoíno (PT-SP) afirmou que é pelo
fim do fator previdenciário, mas que é necessário
que haja uma alternativa a ele. Ele informou que essa alternativa está
sendo discutida entre o governo, centrais sindicais e a bancada do governo.
O parlamentar adiantou que,
quando o assunto for para o Plenário, o partido deverá
defender um substitutivo que está sendo construído por
Vargas. Genoíno não quis dizer se isso poderá acontecer
ainda este ano. Ele afirmou que agora as prioridades são o pré-sal
e o Orçamento.
Mas o deputado Faria de Sá
disse que é preciso agora forçar a ida da proposta para
o Plenário, para sua aprovação. Ele afirmou que,
se depender do governo, o fim do fator só será discutido
depois das eleições, e é preciso fazer pressão
para que isso não aconteça.
FHC
X Lula
A votação do fim do fator previdenciário se deu
em plenário lotado de aposentados, que se manifestavam a cada
declaração de apoio às suas reivindicações.
Representantes de todos os partidos manifestaram apoio ao projeto. PSDB
e PT se enfrentaram em torno da responsabilidade pela criação
do fator, em 1999, durante o governo Fernando Henrique Cardoso e sua
manutenção na era Lula.
O deputado Antonio Carlos Pannunzio
(PSDB-SP) disse que o fator previdenciário foi aprovado porque
havia o temor de que, com a aprovação da Reforma da Previdência,
houvesse uma corrida às aposentadorias que pudesse quebrar a
Previdência.
Mas, no momento atual, afirmou
o deputado, isso não se justifica, sobretudo pelo crescimento
econômico vivido pelo País, em sua opinião, decorrência
das reformas realizadas por FHC.
Para Genoíno, o governo
FHC criou o fator para aumentar a idade com que as pessoas se aposentavam
e não pelos motivos apontados por Pannunzio. Inúmeros
deputado se manifestaram contra a politização do debate,
defendendo que o importante era a votação do fim do fator.
Íntegra
da proposta:
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PL-3299/2008
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AGÊNCIA CÂMARA,
18 de novembro de 2009
Aposentados vão se manifestar durante
toda a semana na Câmara
Diógenis Santos
O presidente da Confederação Brasileira de Aposentados
e Pensionistas (Cobap), Warley Martins Gonçalles, disse que os
aposentados pretendem pressionar os deputados ao longo de toda a semana,
até que o PL 01/07 seja colocado na pauta do Plenário.
"A gente vai continuar trazendo os aposentados para a rua. Se não
tiver pressão, nós não vamos chegar a lugar nenhum.
Nós fazemos uma manifestação pacífica e
vamos conseguir o que é de direito dos aposentados."
Os aposentados fizeram manifestação
nos acessos ao Salão Verde da Câmara, nesta terça-feira,
em defesa da aprovação do projeto de lei que garante a
todas as aposentadorias o mesmo índice de reajuste do salário
mínimo. A proposta, do senador Paulo Paim (PT-RS), tem o apoio
da Cobap e de outras seis centrais sindicais, como a CTB, a CGTB e a
Nova Central Sindical.
De acordo com a emenda do Senado
ao projeto, as aposentadorias e pensões seriam reajustadas de
acordo com o índice da inflação mais o aumento
real baseado no PIB integral.
Nova
proposta
Já as duas principais centrais sindicais, CUT e Força
Sindical, têm negociado com o governo em torno de outro projeto
de lei que garante às aposentadorias o índice da inflação
mais o aumento real com base na metade do PIB de dois anos anteriores.
A pedido do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, todas as centrais sindicais devem se reunir,
na próxima segunda-feira 23), em busca de uma nova proposta,
mais consensual, como informa o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). "Um acordo (de reajuste)
como querem hoje - igual ao salário mínimo -, ele [Lula]
disse que não dá e que não vai cometer essa irresponsabilidade.
Se for um pouco a mais do que a gente [CUT e Força] já
negociou - inflação mais a metade do PIB -, ele está
disposto a conceder."
O deputado acrescentou que as
centrais pretendem sair da reunião de segunda-feira com uma nova
proposta para encaminhar ao governo. "Segundo o presidente Lula,
se a gente encaminhar, ele fará uma medida provisória,
porque esse aumento tem que valer a partir de primeiro de janeiro".
Amplo
acordo
O presidente da Câmara, Michel Temer, também só
vê possibilidade de votar a matéria em Plenário
em caso de amplo acordo. "Nós vamos ver como resolver a
questão das aposentadorias, que deve nascer de um entendimento.
Qualquer outra fórmula vai ser muito difícil".
Em reunião da base governista
com o presidente Lula, na semana passada, ficou acertado que os projetos
de interesse dos aposentados só deveriam ir ao Plenário
depois da votação das propostas que tratam do pré-sal.
A oposição, no
entanto, reagiu e pretende manter a obstrução enquanto
os projetos de reajuste das aposentadorias e do fim do fator previdenciário
não forem colocados na pauta do Plenário.
Íntegra
da proposta:
-
PL-1/2007
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AGÊNCIA CÂMARA,
18 de novembro de 2009
Deputados: fim do fator não provocará
rombo na Previdência
Durante a votação do fim do fator previdenciário
(PL 3299/08) na Comissão de Constituição e Justiça
e de Cidadania, a maior parte das intervenções em defesa
do fim desse dispositivo que reduz valor das aposentadorias questionou
os argumentos de que, juntamente com o aumento das aposentadorias para
quem ganha acima do mínimo, isso poderia comprometer as contas
da Previdência.
O deputado Flávio Dino
(PCdoB-MA) disse que "o melhor governo que este País já
teve" tem de acabar com o fator. Ele afirmou que a aprovação,
assim como o aumento dos aposentados não é orçamentariamente
significativo. Ele explicou que o fator só atinge 6% dos benefícios
porque só é aplicado sobre a aposentadoria por tempo de
contribuição.
Dino afirmou que o fim do fator
significaria R$ 5 bilhões a mais. Segundo ele, este ano o Congresso
votou R$ 23 bilhões para o setor empresarial. "O governo
está se engasgando com R$ 5 bilhões, e isso tem de ser
resolvido", disse.
O deputado afirmou que o mesmo
vale para o aumento dos aposentados. De acordo com o parlamentar, a
diferença entre o que se pretende e o que o governo quer manter
é de apenas 2.8 pontos percentuais.
Injustiça
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) ressaltou que um senador do PT apresentou
o projeto de fim do fator previdenciário e o governo e o PT têm
a obrigação de apoiá-lo porque a sociedade não
pode mais aceitar a situação de injustiça com os
aposentados. O deputado Efraim Filho (DEM-PB) afirmou que há
clamor da sociedade pelo fim do fator previdenciário.
O deputado Fernando Coruja (PPS-SC)
observou que a Constituição Federal destinou recursos
para a Previdência e Seguridade, que foram sendo desviados ao
longo dos anos e, por isso, hoje se diz que ela não pode arcar
com compromissos que também são constitucionais.
"Há uma fúria
dos governos do mundo inteiro contra os aposentados porque há
uma idéia hegemônica de que eles representam prejuízo
para o País", disse. "Basta devolver à Previdência
os recursos que foram retirados dela", continuou.
Corrupção
Para o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), ao dizer que a Previdência
está ameaçada com as reivindicações dos
aposentados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega esquece as perdas
com a corrupção e os desvios das verbas da Previdência.
O deputado Alexandre Silveira
(PPS-MG) disse que os aposentados não podem pagar a conta do
crescimento. Para o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), o fator previdenciário
é uma injustiça social.
O deputado Gerson Peres (PP-PA)
disse que os governos cometeram três crueldades contra os aposentados:
o fim da paridade com os trabalhadores da ativa, o fator previdenciário
e a contribuição após a aposentadoria. Ele afirmou
que a Casa pode dar uma resposta ao Poder Executivo pelo que foi praticado
com os aposentados.
Reportagem - Vania Alves
Edição - Newton Araújo
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NCST, 18 de novembro de
2009
Senadores pedem discussão do vale-cultura
em audiência pública
Apesar da pressão do governo e de artistas, o projeto de lei
que institui o vale-cultura de R$ 50 sofreu atraso na tramitação
no Senado. A relatora, Ideli Salvatti (PT-SC), entregou requerimento
na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para discutir
o assunto em audiência pública. Além de Ideli, o
senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apresentou pedido para debater melhor
a questão.
Com a finalidade de garantir
a análise mais rápida na Casa, a matéria tramita
conjuntamente em mais três comissões. Além da CAE,
ela também é debatida nas comissões de Constituição
e Justiça (CCJ), de Assuntos Sociais (CAS) e de Educação,
Cultura e Esporte. A audiência seria conjunta.
O projeto institui o Programa
de Cultura do Trabalhador a ser gerido pelo Ministério da Cultura.
Pela proposta, o incentivo será concedido mensalmente aos que
recebem até cinco salários mínimos, hoje R$ 2.325,
com o desconto de 10% do valor do vale na remuneração.
Acima desta renda, os descontos pelas empresas variam, pelo projeto,
entre 20% e 90%, de acordo com a faixa salarial.
A proposta do governo estabelece
que até 2014, as empresas poderão deduzir em suas declaração
de imposto de renda 1% do valor gasto a título de aquisição
do vale-cultura. Para tanto, se tomará como base o lucro real
da instituição. Repórter Marcos Chagas
Fonte: Agência Brasil
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A VOZ DA CIDADE/ VOLTA REDONDA (RJ), 18 de
novembro de 2009 | Economia
RJ: Mulheres serão qualificadas
para vagas na construção civil
Projeto Mulheres em Construção
já é uma realidade em diversos municípios, diz
Santa Rita
RESENDE
O vereador Carlos Santa Rita (PSDB) solicitou estudo de viabilidade
da implantação no município do projeto Mulheres
em Construção, cuja indicação foi aprovada
por unanimidade pelos colegas de plenário, com objetivo de inserir
a mulher no mercado de trabalho no setor da construção
civil. Para isso, ele ressalta ser indispensável a realização
de cursos de capacitação de mão de obra feminina.
“O projeto Mulheres em Construção já é
uma realidade em diversos municípios, em vários estados
brasileiros e tem propiciado a inclusão da mulher no mercado
de trabalho da construção civil. Persistentes, caprichosas
e dedicadas, as mulheres vêm conquistando a confiança de
grandes empreiteiras, abrindo cada vez mais seus espaços. Chegou
o momento de as mulheres desbravarem mais uma fronteira e mostrarem
suas qualidades”, justifica Carlos Santa Rita.
De acordo com os organizadores dos projetos de inserção
da mulher no segmento da construção civil, cerca de 70%
das alunas, após os cursos, conseguem colocação
no mercado de trabalho. No Rio, várias mulheres já trabalham,
inclusive nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), do governo federal, como pedreiras e carpinteiras. Com foco na
qualificação do segmento de baixa renda, a capacitação
prevê o aprendizado de profissões como assentadora de tijolos,
azulejista/ceramista e pintora, dentre outras, ampliando a autonomia
econômica das mulheres, trabalhando com a igualdade de oportunidades
no mercado de trabalho. “Como requisitos sugeri que haja o aproveitamento
das mulheres que estão inscritas no programa Bolsa Família,
que passariam por avaliação social e exame médico.
Sugeri ainda que o prazo para o término do processo prático
do curso varie entre quatro e seis meses”, informa.
Segundo Santa Rita, em Resende o projeto poderia ser desenvolvido em
parceria com o CVT (Centro Vocacional Tecnológico), que já
realiza cursos na área da construção civil. “A
direção da unidade informou que cerca de 40% das vagas
são ocupadas por mulheres. Nossa proposta é para esse
universo, que pode e deve ser ampliado”, conclui.
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ZERO HORA, 18 de novembro
de 2009
Porto Alegre: Falta de fiscais atrapalha
operação
Apenas quatro cidades gaúchas serão incluídas numa
operação do Ministério Público do Trabalho
para evitar acidentes envolvendo operários da construção
civil. Lançada ontem em Brasília, a iniciativa ficará
restrita a Porto Alegre, Canoas, Santa Rosa e Ijuí. A escassez
de servidores para executar a fiscalização justifica a
decisão.
Segundo o procurador-geral do
Trabalho, Otavio Brito, faltam médicos, engenheiros e até
procuradores nos grandes municípios gaúchos. Para atender
toda a Região Metropolitana, existem apenas seis procuradores.
– Temos hoje uma carência
muito grande. Então, em um primeiro momento, podemos atuar apenas
nessas duas áreas (Grande Porto Alegre e Região Noroeste)
– justifica Brito.
Por falta de agentes, a procuradoria
de Santo Ângelo, responsável pelas inspeções
em Santa Rosa e Ijuí, teve de pedir ao Ministério do Trabalho
que providenciasse a vistoria. No Noroeste, existem apenas dois procuradores.
Onde não for possível realizar o trabalho, a fiscalização
ficará para 2010.
– O que vai nos fazer
falta é Caxias do Sul, que é a segunda maior cidade gaúcha.
Mas ainda há chances de se vistoriar os quatro principais municípios
até o final do ano – acredita Brito.
As irregularidades
- Em Porto Alegre e Canoas, 12 construções devem ser vistoriadas
até sexta-feira. Duas já foram totalmente embargadas,
uma no bairro Petrópolis e outra no bairro Tristeza.
- Os agentes do Ministério Público do Trabalho encontraram
falta de equipamentos de segurança e risco de quedas, choques
e soterramento para os operários. Também foram detectadas
falhas em outros dois empreendimentos e as obras foram parcialmente
interditadas.
- Em Santa Rosa, a ação foi executada ainda em outubro.
Dezoito obras foram vistoriadas.
- Em Ijuí a inspeção ocorreu na primeira semana
de novembro, com seis empreendimentos vistoriados.
leticiadeoliveira@gruporbs.com.br
LETÍCIA DE OLIVEIRA | Brasília
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CORREIO
BRAZILIENSE, 18 de novembro de 2009
DF: MPT fiscaliza setor da construção
civil e encontra várias irregularidades
O Distrito Federal é um dos estados
em que o Ministério Público do Trabalho (MPT) conduzirá
investigações, entre os dias 16 e 20 de novembro, para averiguar
possíveis irregularidades no setor da construção
civil. A intenção da operação é promover
ações judiciais e extrajudiciais que protejam os direitos
do trabalhador.
As equipes que comporão as forças-tarefas
serão coordenadas por procuradores do Trabalho que poderão
exigir dos empregadores documentos que comprovem se a empresa está
em conformidade com a legislação vigente no país.
Apenas na segunda-feira (16/11), em cinco canteiros
de obras vistoriados, 792 trabalhadores do Distrito Federal foram beneficiados
com a operação. Foram encontradas irregularidades como
aberturas de pisos nas lajes de diversos pavimentos sem o fechamento
provisório com material resistente e ausência ou inadequação
de proteções coletivas em locais onde o risco de queda
de altura está presente. O balanço das ocorrências
registradas nesta terça-feira será divulgado amanhã
pelo ministério.
Nesta etapa do Programa, o MPT vai dar prioridade
para obras com maior número de empregados ou que apresentaram
maior número de acidentes. Serão fiscalizadas obras públicas
(União, Estado e Municípios) e privadas. Em futuras etapas
do Programa Nacional, estão sendo programadas inspeções
em grandes obras da construção pesada (estradas de rodagem,
hidrelétricas, pontes e viadutos, etc), além das obras
em face da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
18/11/2009
Recolhimento das contribuições
fiscais é responsabilidade do empregador
A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições
fiscais, resultantes de crédito de empregado em condenação
judicial, é do empregador, e os descontos fiscais devem incidir
sobre o valor total da condenação, em relação
às parcelas tributáveis. Esse é o comando da Súmula
nº 368 do Tribunal Superior do Trabalho, conforme os termos da
Lei nº 8.541/92.
Por essa razão, a Quinta Turma do TST
deu provimento ao recurso de revista da S.A. A Gazeta a fim de determinar
que a retenção do imposto de renda incida sobre o valor
total da condenação, no momento em que o crédito
se tornar disponível para o trabalhador, cabendo à empresa
comprovar os recolhimentos.
O Tribunal do Trabalho da 17ª Região
(ES) havia condenado a empresa a pagar indenização ao
empregado pelos descontos fiscais efetuados. Para o TRT, se o empregador
tivesse cumprido suas obrigações na oportunidade certa,
o trabalhador estaria situado na faixa de isenção do tributo.
Com o descumprimento, tinha agora que assumir o ônus dos valores
correspondentes ao imposto de renda ou devolver ao ex-empregado, se
a retenção ocasionou-lhe dano patrimonial (artigo 159
do Código Civil).
A Gazeta pediu ao TST a retenção
dos descontos fiscais sobre o valor total da condenação,
e não sobre os valores históricos. E, segundo o relator
do recurso de revista, ministro Emmanoel Pereira, de fato, o imposto
de renda originário de sentenças trabalhistas deve incidir
sobre o montante da condenação.
Ainda de acordo com o ministro, mesmo nas hipóteses
em que tenha havido recolhimento pretérito de contribuição
previdenciária e em que se verifique a incidência de imposto
de renda, a ser retido por ocasião da quitação
dos débitos trabalhistas, permanece a responsabilidade do empregador
pelo recolhimento das contribuições legais, deduzidas
do crédito a ser pago ao empregado. (RR-1394/2005-004-17-00.9)
(Lilian Fonseca)
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18/11/2009
Varig pagará salário de secretária
a ex-empregada contratada como escriturária
A Varig S.A. – Viação
Aérea Rio-Grandense pagará diferenças salariais
referentes à equiparação salarial entre ex-empregada
escriturária e paradigma secretária. Isso porque a ex-empregada
foi contratada como escriturária, mas exercia a função
de secretária desde a admissão. Esse é o resultado
prático da decisão da Subseção I Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho que
rejeitou (não conheceu) recurso de embargos da empresa.
Por maioria de votos, a SDI-1
acompanhou a tese divergente do ministro Aloysio Corrêa da Veiga
no sentido de que o Tribunal do Trabalho da 1ª Região (RJ)
prestara esclarecimentos suficientes sobre o quadro fático do
processo, em especial que não havia tempo de serviço superior
a dois anos entre a ex-empregada e o paradigma – o que impediria
a equiparação salarial, nos termos do artigo 461 da CLT.
O relator inicial dos embargos,
ministro Guilherme Caputo Bastos, pretendia a declaração
de nulidade do acórdão regional por negativa de prestação
jurisdicional, como pedido pela empresa. Para o ministro, era necessário
o retorno do processo ao Regional para confirmar se havia diferença
de tempo de serviço superior a dois anos entre trabalhadora e
paradigma.
O relator observou ainda que,
na Sexta Turma do TST, a empresa já reclamara a nulidade do acórdão
regional por negativa de prestação jurisdicional e a impossibilidade
da equiparação salarial. Mas o colegiado também
rejeitou o recurso de revista da Varig nesse ponto.
No entanto, segundo o ministro
Aloysio, o TRT afirmou claramente que a ex-empregada trabalhava, desde
a admissão (em julho de 1986), na mesma função
de secretária que a modelo, embora a empresa tivesse feito o
seu registro como escriturária. E, na hipótese, o paradigma
também exercia a função de secretária desde
a admissão (em outubro de 1986). Para o ministro, portanto, o
retorno dos autos ao TRT seria apenas para o tribunal repetir o que
já tinha dito.
O ministro Lelio Bentes Corrêa acompanhou a divergência
e destacou o fato de que não havia controvérsia em torno
da data de admissão da empregada. A trabalhadora disse que foi
em 1986 na petição inicial e a empresa mencionou a mesma
data no recurso. Logo, seria inútil o retorno do processo ao
TRT para se pronunciar sobre isso.
O ministro Vieira de Mello Filho
também seguiu a interpretação da divergência.
Para o ministro, o que se equiparava no caso era o exercício
da função de secretária. Como a ex-empregada exercia
essa função desde o início da contratação,
não seria possível ocorrer diferença de mais de
dois anos de serviço entre ela e a modelo para impedir a equiparação
salarial, uma vez que as duas foram admitidas no ano de 1986. Assim,
não haveria utilidade no retorno dos autos ao TRT.
Com a decisão da maioria
da SDI-1 de não conhecer dos embargos, conforme proposto pela
divergência, o ministro Aloysio foi designado o novo redator do
voto. (E-RR- 712473/2000.8)
(Lilian Fonseca)
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18/11/2009
Aposentado consegue manutenção
de plano de saúde pago pela empresa
A aposentadoria por invalidez
não extingue o contrato de trabalho. Com esse entendimento, a
Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1) deu provimento a embargos contra
decisão da Quinta Turma e assegurou a manutenção
do plano de saúde a um aposentado por invalidez, comprovadamente
enfermo.
Ex-empregado da Aço Minas
Gerais S/A, ele moveu ação trabalhista visando obter o
reconhecimento de acordo tácito, sob alegação de
que sempre usufruiu do benefício, inclusive quando recebia o
auxílio-doença, além do que as condições
pactuadas no plano de saúde aderiram ao contrato de trabalho
pelo decurso do tempo. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(MG), porém, indeferiu o seu pedido de manutenção
do plano assistencial, por considerar que a aposentadoria por invalidez
suspende o contrato de trabalho.
Inconformado, o trabalhador
apelou ao TST. No entanto, não obteve sucesso na Quinta Turma,
que rejeitou o recurso, por entender que, durante a suspensão
do contrato de trabalho, cessam as obrigações principais
e acessórias do empregador, inclusive o benefício do plano
de saúde. O aposentado interpôs embargos à SDI-1,
alegando que o plano de saúde não poderia ter sido suprimido,
mesmo estando o contrato suspenso pela aposentadoria por invalidez.
A SDI-1 definiu o julgamento
por maioria, ficando vencida a relatora, ministra Maria Cristina Irigoyen
Peduzzi, que negava o pedido. O redator designado foi o ministro Horácio
Senna Pires, que defendeu a manutenção do benefício.
O redator entende que a aposentadoria por invalidez não extingue
o contrato de trabalho. Para ele, o benefício aderiu ao contrato
de trabalho do empregado, “contrato que ainda vigora após
a jubilação provisória”.
O entendimento do ministro Horácio,
prevalecente na SDI-1, é de que “a supressão do
direito ao plano assistencial lesiona o princípio protetivo do
artigo 468 da CLT”, segundo o qual, no contrato individual de
trabalho, só é lícita a alteração
das respectivas condições por mútuo consentimento,
e desde que não resultem prejuízos ao empregado. (E-ED-RR
- 4954/2002-900-03-00.9)
(Lourdes Tavares)
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18/11/2009
Aposentados se livram de limitação
à data-base para cálculo de diferenças salariais
Aposentados da Petrobras conseguem
no Tribunal Superior do Trabalho a manutenção de decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN), que
havia afastado a aplicabilidade da Súmula 322 do TST, retirando
a limitação das diferenças salariais de planos
econômicos à data-base da categoria. A decisão foi
da Seção II Especializada de Dissídios Individuais
(SDI-2), que rejeitou recurso ordinário da Fundação
Petrobras de Seguridade Social (Petros).
Um grupo de aposentados ingressou
com ação trabalhista contra a Petrobras e a Petros, para
reaver diferenças salariais do período de abril de 1987
a março de 1990, decorrentes de planos econômicos. Os autores
da ação conseguiram o reconhecimento às diferenças
sem limitação à data-base da categoria, diferentemente
do que estabelece a Súmula 322. Na fase de execução,
o TRT acatou recurso contra decisão que buscava limitar os reajustes.
Na decisão, o Tribunal
Regional ressaltou que a limitação das diferenças
foi tratada no processo de conhecimento, não sendo possível
restringir a condenação à data-base, ou seja, fora
do que havia sido declarado no título judicial. A Petros ajuizou
ação rescisória, buscando desconstituir o acórdão
do TRT, que negou o pedido. A instituição recorreu ao
TST, por meio de recurso ordinário, alegando violação
da coisa julgada, conforme o artigo 458, IV, do Código de Processo
Civil e artigo 5°, XXXVI, da Constituição Federal.
O relator do processo na SDI-2,
ministro José Simpliciano Fontes Fernandes, observou em seu voto
que o inciso IV do artigo 485 do CPC não se aplica ao caso, uma
vez que não há ofensa à coisa julgada quando se
questiona decisão proferida na execução do processo
de conhecimento. Embora as partes sejam as mesmas, o pedido e a causa
de pedir não podem ser idênticos, ponderou.
Para ele, o inciso do CPC trata
de coisa julgada material como pressuposto negativo de válida
constituição de outra relação processual
em que se verifique a tríplice identidade da parte, causa de
pedir e pedido. Ambas as decisões são oriundas da mesma
reclamação trabalhista. Quanto ao artigo 5°, XXXVI,
da CF, se fosse acolhida a tese sustentada pela empresa, aí sim,
estaria infringindo o manto da coisa julgada, pois ficou comprovado
que a limitação dos reajustes à data-base foi afastada
expressamente no processo de conhecimento.
Com isso, a Seção,
por unanimidade, negou o recurso da Fundação Petrobrás
de Seguridade Social. (ROAC-39/2007-00-21-00.7)
(Alexandre Caxito)
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