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FOLHA DE LONDRINA, 24 de novembro de 2009
| Economia
Fim de ano traz recuperação
do emprego
Curitiba - Nos últimos três meses do ano deve ocorrer
recuperação do emprego formal no Paraná. Só
em outubro, o aumento foi de 0,60% ou 13.427 vagas, o melhor outubro
desde 1992. Este resultado foi inferior ao desempenho nacional que
registrou crescimento de 0,70%.
O economista do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), Sandro Silva, disse que a expectativa é que a geração
de empregos continue com ritmo positivo. Novembro, deve ter bom resultado,
mas abaixo de outubro. Dezembro deve fechar em queda devido às
demissões sazonais do comércio relacionadas aos empregos
temporários. A previsão é que o Paraná feche
o ano com a geração de 70 mil a 75 mil postos de trabalho,
número abaixo dos 111 mil que foram criados em 2008.
De janeiro a outubro, o nível
de emprego no Paraná teve um crescimento de 4,16% de janeiro
a outubro deste ano o que representou a geração de 89.037
postos de trabalho, o pior resultado desde 2003.
No ano, os setores que mais
empregaram foram indústria de alimentos e bebidas (16.108 vagas),
comércio varejista (13.692), construção civil (10.847),
hotéis e restaurantes (10.686), outros serviços (8.187)
e ensino (5.058). As maiores demissões ficaram com madeira e
mobiliário (-1.271 vagas) e material de transporte (-264).
Em outubro, o maior volume de
empregos ocorreu no comércio varejista (4.425 vagas), construção
civil (1.323), mecânica (1.002), hotéis e restaurantes
(863), outros serviços (764) e madeira e mobiliário (744).
Com o resultado de outubro, o número estimado de trabalhadores
com carteira assinada no Paraná é de aproximadamente 2.230
milhões.
Andréa Bertoldi
Equipe da Folha
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de novembro de 2009 | Economia
Desembolsos do BNDES somam R$ 107,5 bi
até outubro
Agência Estado
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) no acumulado de janeiro a outubro de
2009 atingiram R$ 107,5 bilhões, com alta de 50% ante igual período
do ano passado, segundo nota divulgada hoje pelo banco. De acordo com
a nota, as aprovações do banco entre janeiro e outubro
de 2009 "também atingiram valor recorde", de R$ 129,9
bilhões, com alta de 40% ante igual período de 2008. Os
enquadramentos, de R$ 150,2 bilhões, e as consultas, de R$ 183,5
bilhões, representaram alta de 16% e 20%, respectivamente, ante
igual período do ano passado.
De acordo com a nota do BNDES,
o bom desempenho da indústria foi o principal responsável
pelo resultado dos desembolsos até outubro. O setor industrial
respondeu por 49% do total de desembolsos, com liberações
de R$ 52,6 bilhões, com crescimento de 82% em relação
aos 10 primeiros meses de 2008. Entre os segmentos que mais se destacaram,
segundo o banco, estão o de material de transporte, química
e petroquímica e metalurgia.
No que diz respeito à
infraestrutura, os desembolsos somaram R$ 36 bilhões, com aumento
de 28% ante janeiro a outubro do ano passado. O destaque, neste caso,
foram os desembolsos para energia elétrica, que atingiram R$
10,4 bilhões, alta de 60% em relação aos 10 primeiros
meses de 2008.
De acordo com a nota do BNDES,
os resultados acumulados nos últimos 12 meses até outubro
revelam aumento de 48% nos desembolsos (R$ 128,3 bilhões) e de
29% nas aprovações (R$ 158,2 bilhões). Os enquadramentos
e as consultas somaram, nessa ordem, R$ 175,5 bilhões (alta de
13%) e R$ 206,4 bilhões (alta de 17%) em 12 meses.
O BNDES divulgou também
que os financiamentos do banco às exportações nos
primeiros 10 meses do ano cresceram 60%, totalizando US$ 7,2 bilhões,
ante os US$ 4,5 bilhões do mesmo período do ano passado.
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Congresso
em Foco, 25 de novembro de 2009
Nos jornais: subida de Dilma leva
oposição a pressionar Serra
Oposição vê Dilma tirar diferença
e pressiona Serra a sair candidato já
O DEM, o PSDB e o PPS vão
usar as pesquisas de intenção de voto para constranger
o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e pressioná-lo
a definir a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto
o mais cedo possível. Ontem, no almoço em que a cúpula
dos três partidos dividiram a mesa, o senador Sérgio Guerra
(PE), que comanda os tucanos, e o deputado Rodrigo Maia (RJ), que preside
o DEM, previram Serra em queda contínua, contra a ministra Dilma
Rousseff (Casa Civil) em ascensão constante. "É melhor
assumir logo isso", aconselhou Maia, diante da observação
geral de que a pré-candidata petista crescerá ainda mais
com a exposição no programa partidário do PT em
cadeia nacional de rádio e TV, marcado para 10 de dezembro.
Vantagem do líder cai desde
2008
Os últimos 11 meses mostraram
uma tendência de queda na vantagem do tucano José Serra
sobre a petista Dilma Rousseff na corrida presidencial. Nas simulações
de segundo turno feitas pelo instituto Sensus, a distância entre
os dois caiu de 39 para 19 pontos porcentuais desde dezembro de 2008.
Nas simulações de primeiro turno não há
como traçar uma linha de tempo contínua, dada a profusão
de cenários com as possíveis candidaturas de Heloísa
Helena (PSOL), Marina Silva (PV) e Ciro Gomes (PSB).
Tucano
diz que Ciro fará o que Lula pedir
Um dia após a divulgação da pesquisa CNT/Sensus,
o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), concedeu
entrevistas a programas populares de rádio e TV, durante os quais
defendeu a manutenção do Bolsa-Família e criticou
comparação entre as gestões de Lula e Fernando
Henrique Cardoso no debate eleitoral do ano que vem. Nome cotado no
PSDB para disputar a Presidência, Serra também comentou
a aproximação do governador mineiro, Aécio Neves,
outro presidenciável tucano, com o deputado Ciro Gomes, pré-candidato
do PSB. "Ciro nem candidato é. E ele não vai fazer
nada que o Lula não queira", afirmou. "Acho que isso
é jogo político, não tem consequência nenhuma
ao meu ver."
Marina negocia aliança com
Heloísa Helena
Pré-candidata do PV,
a senadora Marina Silva (AC) iniciou ontem negociações
formais com a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, para
aliança entre os dois partidos em 2010. As legendas decidiram
criar duas comissões para articular a união em torno de
Marina na corrida pela sucessão do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Após o encontro a portas fechadas, Heloísa
Helena garantiu que o PSOL não reivindica a vaga de vice na chapa
a ser encabeçada pela ex-ministra do Meio Ambiente. "É
um diálogo inicial sem escamotear as nossas diferenças",
disse Marina. "Existe a vontade de caminharmos juntas e isso vai
depender do aprofundamento do diálogo."
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Folha de S.Paulo, 25 de novembro
de 2009
Câmara vai apurar uso de
verba em eleição
"É muita coisa para ser analisada,
por isso não me peçam prazo", diz corregedor ACM
Neto; cúpula da Casa acha difícil punir alguém
| Corregedoria fará análise prévia dos casos e
depois vai ouvir as empresas e os deputados, que já começam
a expor suas justificativas
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O uso da verba indenizatória
por deputados para gastos de campanha, revelado ontem pela Folha, também
será investigado pela Corregedoria da Câmara, assim como
o caso da apresentação de notas fiscais de empresas de
fachada ou com endereços fantasmas.
Ontem, o presidente Michel Temer (PMDB-SP) definiu que todas as acusações
ligadas à verba (adicional mensal de R$ 15 mil para despesas
exclusivas da atividade parlamentar) seguirão para análise
do corregedor ACM Neto (DEM-BA) sem sofrer nenhuma triagem.
Mas, apesar de agilizar a abertura de investigações, já
há na cúpula da Câmara o discurso de que será
difícil punir alguém pelo mau uso da verba, pois o grande
número de casos dificultaria a obtenção de provas
contra os parlamentares.
Na questão dos gastos de campanha, o caso considerado mais grave
é o do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que gastou R$ 6.600
da verba indenizatória para alugar o carro que usou na campanha
à Prefeitura do Rio em 2008.
O deputado do PV disse não considerar incorreta a atitude porque
a Câmara permite o aluguel de carros e porque ele repassou um
carro seu (um Gol) para uso do gabinete.
ACM Neto disse que os trabalhos na Corregedoria não terão
prazo. "Tenho apenas dois servidores [na Corregedoria] e o Temer
deve me conceder mais dois. É muita coisa para ser analisada,
por isso não me peçam prazo." Para ele, é
preciso separar o "joio do trigo".
O corregedor fará uma análise prévia dos casos
e depois ouvirá as empresas e os deputados implicados. Numa segunda
fase, Neto pode optar por enviar casos ao Conselho de Ética,
que se pronuncia sobre a cassação ou não dos mandatos.
Explicações
Ontem, os deputados começaram a apresentar suas justificativas
ao corregedor. A maioria argumenta que não tem como ter controle
sobre as notas fiscais apresentadas.
O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA) entregou à Folha documentação
que, segundo ele, comprova que a Seven Promoções e Eventos
prestou o serviço para a qual foi contratada -criar e manter
o site do deputado. Entre os papéis estão um comprovante
da empresa e uma troca de e-mails sobre a confecção do
site.
No endereço informado pela Seven à Receita Federal existe
outra empresa, de venda de planos de saúde, que desconhece a
existência da primeira. Embora a Seven alegue prestar serviços
normalmente, as notas apresentadas pelo deputado têm numeração
1, 2 e 3, o que indica serem as primeiras emitidas por essa empresa.
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O
ESTADO DO PARANÁ, 24 de novembro de 2009 | Cidades
Operação acaba com desmate
ilegal de madeira
Newton Almeida
Vandré Dubiela/RCK
Toras de pinus, eucaliptos e até araucárias foram apreendidas.
Até o final da tarde de ontem,
a Polícia Federal (PF) havia detido 15 pessoas acusadas de explorar
madeira ilegalmente na área do Projeto de Assentamento (PA) Celso
Furtado, em Quedas do Iguaçu, na região de Cascavel, oeste
do Estado.
As prisões resultam da
Operação Tolerância Zero, deflagrada pela PF, que
também interditou 35 serrarias que atuavam em onze municípios
paranaenses. Durante a ação ainda foram apreendidos 474
metros cúbicos de madeira e 107 caminhões carregados com
milhares de toras.
Ao todo, foram expedidos 29
mandados de prisão e outras 95 ordens de busca e apreensão
pela Justiça Federal em Cascavel. A expectativa é que
os demais mandados sejam cumpridos até amanhã.
De acordo com a polícia,
os acusados teriam invadido o assentamento e ocupado indevidamente lotes
de famílias de agricultores para explorar a madeira. Entre as
toras apreendidas estavam pinus, eucaliptos e até araucárias.
Com o apoio de um grupo de donos
de serrarias e madeireiras, os infratores estariam vendendo e processando
a madeira retirada do local. Segundo a polícia, algumas das serrarias
interditadas estariam operando no interior do próprio assentamento.
Segundo o chefe da Comunicação Social da PF, Marcos Koren,
a operação resultou na apreensão de um vasto material
usado para processar a madeira, desde serras elétricas até
caminhões e tratores. “Pela quantidade de materiais apreendidos,
pode-se concluir que essa atuação ilícita causou
um dano muito grande ao meio ambiente”, diz Koren.
As investigações
que levaram à prisão dos acusados vinham sendo feitas
há cerca de um ano pela Delegacia de Repressão aos Crimes
contra o Meio Ambiente, em Curitiba.
A ação teria partido
de denúncias realizadas pelo Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra) e pelo Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST).
De acordo com a superintendente
do Incra no Paraná, Claudia Sonda, foram encaminhados 24 dossiês
para a PF que se tornaram peças técnicas importantes para
a operação.
Ela afirma que, dos mandados
de prisão expedidos, seis se destinavam a pessoas de dentro do
assentamento, onde existem 1.097 famílias. “Vamos confirmar
se essas pessoas estão ou não entre os cadastrados. Neste
caso, elas deverão ter encerrados os seus contratos com o Incra”,
afirma.
A Operação
Tolerância Zero foi resultante de um trabalho integrado entre
a PF, o Incra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) e o Batalhão de Polícia
Ambiental (Força Verde), da Polícia Militar do Paraná.
Ao todo, 550 homens participaram da operação, entre policiais
e demais servidores públicos.
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Agência Diap, 25 de
novembro de 2009
Fator: movimento sindical unifica proposta
para Previdência Social
A proposta consiste em defender a imediata aprovação da
política permanente de recuperação do salário
mínimo, até 2023, com base no INPC do ano anterior, mais
a variação do PIB de dois anos anteriores. E o ganho real
das aposentadorias e pensões com base em 80% do PIB, de dois
anos anteriores
As centrais sindicais - CUT,
Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB - e entidades representativas
dos aposentados superaram as divergências e chegaram a uma proposta
unitária quanto ao índice de reajuste das aposentadorias
para os próximos anos.
Outro ponto de consenso entre
as centrais, que se reuniram, nesta segunda-feira (23), em São
Paulo, é o fim do fator previdenciário.
Na reunião, na sede da
CTB, dirigentes sindicais deixaram clara a preocupação
em dar continuidade às jornadas unitárias, a exemplo das
marchas a Brasília, quando o sindicalismo expõe à
Nação os itens principais da agenda sindical.
A proposta consensual
consiste em:
- defender a imediata aprovação
da política permanente de recuperação do salário
mínimo, até 2023, com base no INPC do ano anterior, mais
a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos
anteriores;
- defender ainda uma política
permanente de recuperação dos benefícios das aposentadorias
e pensões com valores superiores ao salário mínimo,
com base na variação do INPC do ano anterior, acrescido
de 80% do PIB de dois anos anteriores;
- e ainda reunificar a posição
das centrais pelo fim do fator previdenciário, contra a exigência
de idade mínima para aposentadorias e contra a adoção
da chamada média curta para cálculo das aposentadorias.
Antonio Neto, presidente da
CGTB, afirma: "As centrais defendem a aprovação do
projeto de lei que garante a recuperação do salário
mínimo até 2023".
E segue: "Esta política
foi responsável pelo aumento real de quase 50% no salário
durante o Governo Lula, mas corre o risco de acabar caso não
seja transformada em lei, em política de Estado".
Acordo
A previsão dos dirigentes é que se chegue a um acordo
com o Governo ainda esse ano, para que o índice acordado seja
aplicado no começo de 2010, quando acontece também o reajuste
do salário mínimo, em 1º de janeiro.
Os presidentes das centrais
acertaram a realização de uma marcha unitária antes
do Dia 1º de Maio, para reforçar a luta pela redução
da jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
A atividade integrará
o calendário da Jornada Nacional de Lutas. A proposta será
fechada dia 20 de janeiro, quando será definida a data da passeata.
(Com Agência Sindical)
Leia a íntegra
do documento:
1. Defender a imediata aprovação
da Política Permanente de Recuperação do Salário
Mínimo, até 2023, com base no INPC do ano anterior, acrescido
da variação do PIB de dois anos anteriores, conforme projeto
de lei do Executivo;
2. Defender o estabelecimento
de uma Política Permanente de Recuperação dos Benefícios
das Aposentadorias e Pensões com valores superiores ao salário
mínimo, com base na variação do INPC do ano anterior,
acrescido de 80% do PIB de dois anos anteriores; e
3. Ratificar a posição
unitária das Centrais e das representações dos
aposentados, favoráveis ao fim do fator previdenciário,
contra a exigência de idade mínima para aposentadorias
e contra a adoção da chamada média curta para cálculo
das aposentadorias.
São Paulo, 23 de
novembro de 2009
Assinam o documento
Antonio Neto, CGTB
Wagner Gomes, CTB
Artur Henrique, CUT
Paulo Pereira da Silva, Força Sindical
José Calixto Ramos, NCST
Ricardo Patah, UGT
Warley Martins, Cobap
João Batista Inocentini, Sindicato Nacional dos Aposentados da
Força Sindical
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Gazeta do Povo, 25 de novembro
de 2009
Previdência
Centrais pedem reajuste de 7,72% para
aposentadorias
Governo havia aceito dar 6,2% para quem ganha
acima de um salário mínimo, o que dá 2,5% de aumento
acima da inflação. Contraproposta prevê ganho real
de 4%
As centrais sindicais vão
apresentar ao governo federal uma proposta alternativa de reajuste das
aposentadorias com vencimentos acima do salário mínimo
(R$ 465) para 2010. A contraproposta, fechada com a participação
da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas
(Cobap), prevê um aumento de 7,72% – 1,5 ponto porcentual
acima dos 6,2% aceitos pelo governo há três meses. Se forem
atendidos, os sindicalistas e aposentados prometem não pressionar
o Congresso Nacional a aprovar a equiparação do porcentual
de reajuste de todas as aposentadorias ao aumento do salário
mínimo.
A nova proposta significa um
aumento para os aposentados e pensionistas de 4,08% acima da inflação,
prevista para fechar o ano em 3,64%. Pelo acordo fechado há cerca
de três meses com as centrais sindicais, o governo havia se comprometido
a conceder um reajuste real de 2,55%.
A proposta alternativa corresponde
a uma fórmula em que o porcentual do reajuste seria equivalente
a 80% do porcentual do crescimento do PIB de 2008 somado ao índice
da inflação deste ano. Os sindicalistas querem que o mesmo
cálculo seja aplicado no reajuste de 2011, mas considerando a
inflação do ano anterior e o crescimento do PIB de 2009.
O aumento acertado anteriormente corresponderia a apenas 50% do crescimento
do PIB de 2008 mais a inflação deste ano.
A contraproposta é considerada
um meio termo entre o que o governo definiu com a CUT e a Força
Sindical em agosto e aquilo que a Cobap e outras centrais sindicais
vinham requisitando. A fórmula inicialmente aceita pelo governo
não agradou à Cobap e a outros representantes dos aposentados,
que continuaram a pressionar por um reajuste igual ao do mínimo
para todas as aposentadorias. No ano que vem, o reajuste previsto para
o piso nacional será de 9% – equivalente à soma
da inflação de 2009 mais o crescimento do PIB em 2008.
Uma emenda ao Projeto de Lei
01/07, que prevê que seja estendido a todos os benefícios
o mesmo reajuste do mínimo, chegou a ser colocada na pauta de
votação da Câmara dos Deputados no início
do mês. Porém, por uma manobra regimental da base governista,
ela não chegou a ser votada, o que causou uma manifestação
barulhenta dos aposentados, que lotaram as galerias da Câmara.
“Existem algumas confederações,
como a de Minas, que querem que a gente continue a luta pelo mesmo reajuste
(do mínimo). Mas ficou muito claro que, neste ano, isso não
é possível”, disse o diretor de comunicação
da Cobap, Antonio Graff.
A contraproposta, fechada na
noite da última quinta-feira pelas centrais, será
apresentada ao secretário-geral da Presidência,
Luiz Dulci, em uma reunião. Mas ainda não foi definida
a data em que o encontro ocorrerá. A expectativa das centrais
é que o governo as receba no início da próxima
semana para analisar a fórmula alternativa. Segundo Graff, caso
o novo índice não seja aceito, a Cobap sairá novamente
das negociações.
Em troca do reajuste de 7,72%
para as aposentadorias acima do piso as centrais se comprometem a parar
de pressionar pela a aprovação da emenda que equipara
os reajustes do mínimo aos das aposentadorias.
As centrais sindicais esperam
que governo edite já na semana que vem uma medida provisória
que estabelecerá o índice de reajuste das aposentadorias
superiores ao mínimo em 2010.
Outros projetos
Diferentemente do que havia
sido acertado no acordo anterior, os outros projetos que mexem como
caixa da Previdência continuarão a ser discutidos
no Congresso. “A proposta fechada trata só da emenda ao
PL, que está mais próxima de aprovação.
Não vamos retirar os outros projetos”, explica Graff.
Entre as proposta que a Cobap
e as centrais não pretendem abrir mão está a que
extingue o fator previdenciário. O projeto do senador Paulo Paim
(PT-RS) foi aprovado na semana passada na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) da Câmara.
O governo pretende derrubar
a proposta em plenário e aprovar um substitutivo do deputado
Pepe Vargas (PT-RS), que cria a fórmula 85/95. Pelo projeto,
a aposentadoria é paga integralmente sempre que a soma da idade
com o tempo de serviço chegar a 85 ou a 95 pontos – para
mulheres e homens, respectivamente.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de novembro de 2009 | Economia
Justiça do Trabalho lança
cartilha sobre seus serviços
Flávio Laginski
A Justiça do Trabalho do Paraná lançou na última
segunda-feira a Carta de Serviços ao Cidadão. O documento,
apresentado na forma de uma cartilha, que está disponível
nas 86 unidades da instituição, em sindicatos, órgãos
públicos ligados ao trabalho e também na internet, mostra
os serviços ofertados pela Justiça do Trabalho e o compromisso
desta em orientar o cidadão como ele deve proceder para que suas
necessidades sejam atendidas, seja trabalhador ou empreendedor.
De acordo com a presidente da
instituição, Rosalie Bacila Batista, a criação
dessa carta, que seria inédita no Brasil, fazia parte do plano
de estratégia da Justiça do Trabalho do Paraná
e que, após passar algum período estudando, finalmente
ela está pronta.
“Nos baseamos em um programa
do Ministério do Desenvolvimento, chamado Gespública para
criar o nosso documento. Diversos juízes e servidores da justiça
colaboraram com o processo de criação, que levou quatro
meses para ficar pronto. Essa ideia existe há pelo menos dois
anos, entretanto, por conta de alguns contratempos, somente agora conseguimos
coloca-lo em prática e cria-lo”, revela a presidente.
Batista garante que a carta
vai facilitar bastante a vida do cidadão, que contará
com informações precisas na hora de procurar a justiça.
“Muita gente vinha até nós para, por exemplo, fazer
a carteira de trabalho, coisa que não fazemos e é de responsabilidade
do Ministério do Trabalho. Com a cartilha, a pessoa vai entender
qual é a função da Justiça do Trabalho,
saberá todos os requisitos, documentos, onde procurar, entre
outros. Com isso, todos irão poupar tempo”, afirma.
Para a presidente, com as pessoas
tendo acesso às informações, ficará mais
fácil apontar críticas e sugestões para garantir
sempre um bom atendimento. “O documento é uma forma de
se ouvir a sociedade. Estaremos atentos a nossa ouvidoria com o intuito
de melhorar cada vez mais os serviços prestados pela gente”,
conclui.
Para mais informações,
o site da Justiça do Trabalho do Paraná é www.trt9.jus.br.
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O ESTADO DO PARANÁ,
24 de novembro de 2009 | Economia
MP cobra da Fiat acordo para redução
de hora extra
Agência Estado
O Ministério Público do Trabalho está cobrando
da Fiat Automóveis um acordo com os metalúrgicos para
reduzir o nível de horas extras. De acordo com denúncia
apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé
e São Joaquim de Bicas, os profissionais estão fazendo
pelo menos oito horas semanais para dar conta do crescimento da demanda
depois da redução do Imposto Sobre Produção
Industrial (IPI).
Segundo os sindicalistas, o
excesso de horas extras atinge toda a cadeia de fornecedores da Fiat,
afetando também os operários das indústrias de
autopeças da região.
A indústria automobilística
estaria trabalhando com horas extras desde maio. Na última audiência
com o Ministério Público, os representantes da montadora
argumentaram que a empresa está utilizando o regime de horas
extras em conformidade com a legislação trabalhista vigente.
A expectativa dos trabalhadores
é que até o fim da semana a Fiat apresente uma proposta
de acordo que resulte em redução do volume de horas extras
e contratação de mais mão-de-obra. O objetivo é
que o acordo provoque reflexos semelhantes na cadeia de autopeças.
Entre março e abril,
a montadora italiana anunciou a contratação de cerca de
700 operários para atender ao aquecimento da demanda. Para os
sindicalistas, no entanto, as contratações não
foram suficientes para compensar as demissões preventivas feitas
no ano passado, quando as indústrias do setor temiam os reflexos
da crise financeira internacional.
De acordo com o presidente
do sindicato, Marcelino da Rocha, cerca de 6 mil trabalhadores da indústria
automobilística da região perderam seus empregos entre
outubro e março. A assessoria de imprensa da Fiat informou que
a montadora reitera a posição defendida perante o Ministério
Público de que está agindo dentro da legalidade.
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Gazeta do Povo, 25 de novembro
de 2009
Trabalho
Greve atrasa entrega de 20 mil documentos
Servidores do Ministério do Trabalho
estão parados há 21 dias, e ainda não há
previsão para que a liberação de carteiras profissionais
e seguro-desemprego volte ao nornal
Cerca de 20 mil carteiras de
trabalho deixaram de ser entregues no Paraná em função
da greve dos servidores administrativos do Ministério do Trabalho
e Emprego, que completa hoje 21 dias. Em Curitiba, cerca de 1,3 mil
documentos estão retidos na Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR) desde o início do movimento,
que também suspendeu os serviços de registro profissional
e solicitações do seguro-desemprego.
A paralisação
tem deixado sem alternativas quem depende da entrega do documento para
começar a trabalhar. Este é o caso da atendente Morgana
Alves de Lima Freire, que deu entrada no pedido de segunda via da carteira
de trabalho há cerca de um mês e deveria ter retirado o
documento ontem. “Participei de uma seleção superdifícil
para trabalhar em uma grande rede de supermercados e fui chamada. Mas
a primeira exigência para assumir a vaga é entregar a carteira
de trabalho, o que, para mim, é impossível em função
da greve”, lamenta. “Preciso deste trabalho, a oportunidade
é boa e o salário também”, completa.
De acordo com a assessoria de
imprensa da SRTE-PR, 20% do quadro de servidores permanece trabalhando
nas funções administrativas e de fiscalização.
A entrega dos documentos à população, no entanto,
permanecerá suspensa até o fim da greve. Isso deve aumentar
ainda mais o acúmulo de documentos na SRTE-PR, que entrega em
média 1 mil carteiras de trabalho por dia em todo o estado, sendo
90 apenas na capital.
Reivindicações
De acordo com representantes
do comando de greve, as negociações com o Ministério
do Planejamento – responsável pelas negociações
com os servidores –, estão paralisadas, e não há
previsão para a retomada dos trabalhos.
“A greve nasceu da palavra
do ministro [do Trabalho], que não foi cumprida. Agora o governo
tem colocado pessoal do quarto escalão para negociar; não
consideramos isso um diálogo”, diz o diretor do sindicato
que representa os servidores da SRTE, Gilberto Félix da Silva
Júnior.
Segundo ele, representantes
do comando nacional viajam ainda nesta semana a Brasília para
tentar uma negociação que ponha fim à greve. “Queremos
forçar uma conversa com alguém que nos dê uma resposta
efetiva”, garante.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
25/11/2009
Faltas por doença não podem
ser fator de dispensa por justa causa
Assiduidade e pontualidade são
obrigações do empregado. A falta ao serviço, porém,
só se torna razão para demissão por justa causa
se for comprovado que houve desídia – negligência
– do trabalhador. Não é o caso quando as faltas
são justificadas e acontecem por motivo de doença. Coerente
a esse princípio, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª
Região (RJ) considerou que houve dispensa imotivada, ao julgar
a reclamação de uma técnica de enfermagem demitida
da FMG Empreendimentos Hospitalares Ltda.
O recurso da empresa no Tribunal
Superior do Trabalho chegou à Segunda Turma e esbarrou na fase
de conhecimento. Assim, continua valendo a decisão regional.
Segundo o ministro José Simpliciano Fernandes, relator do recurso
de revista, o TST está impossibilitado de analisar prova documental,
seguindo orientação da Súmula 126. Se o Regional
concluiu que não se caracterizou a desídia alegada pela
FMG, não há como aferir, no TST, a argumentação
recursal de erro na interpretação das provas.
A técnica em enfermagem
faltou ao trabalho por motivo de saúde, acometida de fortes dores
abdominais e febre persistente, necessitando permanecer em repouso.
Ela justificou a ausência por doença ao empregador, por
telefone, e, quando retornou ao serviço, apresentou o atestado
médico, que foi recusado pela FMG. A trabalhadora alegou, na
ação, ainda, que um técnico de enfermagem jamais
poderia exercer suas atribuições com qualquer resquício
de enfermidade ou moléstia em um ambiente hospitalar como o da
empregadora.
Pela sentença da 82ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, a punição praticada
contra a trabalhadora foi injustificada, pois a técnica apresentou
os atestados médicos, a dispensa por justa causa é a pena
máxima aplicada ao empregado e a prova produzida pela empresa
não convenceu o juiz. A FMG recorreu ao TRT/RJ, que, apesar da
argumentação, entendeu que não houve desídia
ou descuido da empregada, situações nas quais o trabalhador
falta reiteradamente ao serviço, sem justificativa, demonstrando
desinteresse pelo emprego, “na medida em que contribui para a
desarticulação do mecanismo produtivo da empresa”.
O Regional manteve a sentença,
destacando, inclusive, que o cumprimento das funções de
técnica de enfermagem, em regime de plantão noturno, como
era o caso em julgamento, “pressupõe condições
de saúde físicas compatíveis com a responsabilidade
e o desgaste que a função demanda”, sendo impossível
medir a intensidade da indisposição que o estado de debilidade
física pode acarretar a alguém, através de avaliação
subjetiva da sua capacidade de trabalhar doente. A sentença continua
inalterada no TST, com a decisão da Segunda da Turma de não
conhecer da revista da FMG. (RR-336/2007-082-01-00.2)
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FETRACONSPAR, 25 de novembro
de 2009
Brasília/DF
Presidente do DEPACOM participa de reunião
da diretoria da CNTI
O presidente do DEPACOM, da
FETRACONSPAR e Secretário Regional da CNTI/PR - GERALDO
RAMTHUN, está em Brasília/DF, onde participa
hoje e amanhã (25 e 26/11) de reunião da Diretoria da
CNTI – Confederação Nacional dos rabalhadores na
Indústria.
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