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O ESTADO DO PARANÁ, 27 de novembro
de 2009
Taxa de desemprego cai a 7,5% em outubro
Agência Estado
A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas
do País caiu para 7,5% em outubro, ante 7,7% em setembro, segundo
divulgou hoje o instituto. O resultado apurado veio levemente acima
do piso das previsões dos analistas ouvidos pela Agência
Estado, que iam de 7,4% a 8,2%, com mediana de 7,6%.
O rendimento médio
real dos trabalhadores registrou variação de 0,00% em
outubro ante setembro, ficando estável, e cresceu 3,2% na comparação
com outubro do ano passado. Os técnicos do IBGE vão conceder
entrevista coletiva ainda hoje para comentar os resultados.
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Gazeta do Povo, 27 de
novembro de 2009
Trabalho
Desemprego recua ao menor nível
do ano
Média nacional esconde a persistência
no alto número de desocupados na região metropolitana
de São Paulo
A taxa de desemprego nas seis
principais regiões metropolitanas do país atingiu em
outubro o menor patamar do ano, de 7,5%, praticamente estável
em relação a setembro (7,7%). O índice equivale
a 1,753 milhão de desempregados em São Paulo, Rio de
Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife.
O resultado também
foi igual ao verificado em outubro de 2008, quando os efeitos da crise
econômica sobre o mercado de trabalho ainda eram incipientes.
A taxa geral, porém, esconde desigualdades regionais. Enquanto
em Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro o desemprego
acumulado em 2009 está abaixo do verificado no mesmo período
de 2008, o movimento é de alta em Recife e, principalmente,
em São Paulo.
Na capital paulista, a taxa
média de desocupados de janeiro a outubro está em 9,5%,
quase um ponto porcentual acima dos 8,6% de 2008. Cerca de 850 mil
pessoas estavam desempregados em São Paulo em outubro. No Brasil,
a média anual é de 8,3% – 0,2 ponto porcentual
acima da de 2008.
Para Cimar Azeredo, coordenador
da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), o resultado está vinculado ao
forte peso da indústria no mercado de trabalho paulista. O
setor foi um dos mais prejudicados pela crise devido à queda
da demanda externa e à escassez de crédito.
Mercado formal
Azeredo aponta um sinal de
alerta: pela primeira vez desde 2004, o número de trabalhadores
com carteira assinada foi menor do que o verificado no mesmo mês
do ano anterior. A queda foi de 0,3%.
“A carteira se reduz
e consequentemente há redução da qualidade do
emprego, o que abre espaço para aumento no número de
trabalhadores por conta própria e dos empregados sem carteira,
que estão próximos da informalidade.”
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AQUI SUDOESTE/ FRANCISCO
BELTRÃO, 27 de novembro de 2009
Após passar 2009 estacionada, construção
civil deve voltar a crescer em 2010
Prédio começam a surgir nos bairros e morros também
começam a ser povoados

Leandro Czerniaski
Travada principalmente pela
crise econômica mundial que há um ano atingia em cheio
o Brasil, o setor da construção civil, um dos mais pujantes
até então, sofreu grande baixa, sendo retomada lentamente
somente a partir do segundo semestre deste ano.
A realidade de Francisco Beltrão segue as tendências mundiais.
Após um 2008 recorde na expedição de alvarás,
a Divisão de Licença e Fiscalização do município
registra em 2009 um número 41% menor de metros quadrados expedidos
através de alvarás.
No ano passado foram liberados 184 mil metros quadrados, enquanto que
neste ano, até novembro, esse número não chegou
a 110 mil metros quadrados.
Para André Tomazzoni, presidente da Associação
dos Engenheiros e Arquitetos do Sudoeste, o tão esplendoroso
crescimento registrado no ano passado deve se repetir, mas com menos
intensidade no ano que vem, porém o município enfrenta
dificuldades com o grande volume de construção, como com
a mão-de-obra, por exemplo. “O registrado esse ano é
o volume de obras que o município consegue comportar, sem que
falte mão-de-obra capacitada para atuar na área, como
ocorreu no ano passado”, frisa ele. “É grande o número
de obras que estão em fase de conclusão do projeto e devem
iniciar logo em janeiro ou fevereiro do ano que vem”, complementa.
Neste ano, os meses que vão de maio a agosto foram os que obtiveram
os melhores resultados, registrando de 12 a 18 mil metros quadrados
construídos por mês.
E a expectativa do setor é de que o bom momento continue e melhore.
A Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara dos Deputados aprovou a PEC da Habitação,
que destina, pelos próximos trinta anos, porcentagens fixas da
arrecadação de impostos para a habitação,
fato que possibilitará ainda mais o aquecimento profetizado para
a construção civil, principalmente com a adesão
de famílias de baixa renda ao programa.
COPA E OLIMPÍADAS
Na visão do presidente da Sudenge, vários benefícios
por parte do governo federal para aquisição de casas e
apartamentos por famílias de baixa renda, aliados ao grande momento
econômico pelo qual o país passa perante o mundo e outros
fatores serão os que embalarão o aumento da construção
civil no Sudoeste. “A procura será grande pelo setor. Estamos
bem de infra-estrutura, várias obras de melhorias acontecendo
e ainda poderemos sentir os efeitos da Copa de 2014 e das Olimpíadas
de 2016”, afirma ele.
ENGENHARIA CIVIL E ARQUITETURA
E URBANISMO
Para o ano que vem, a Unipar já confirmou o curso de Arquitetura
e Urbanismo e a recém aberta em Beltrão, Unisep, também
promete trazer Engenharia Civil para o município. O fato é
que a população já começa a sentir carência
de profissionais da área, tanto para o desenvolvimento do projeto
como para a finalização da obra. André comenta
positivamente a vinda dos dois cursos de graduação, alegando
que isso desenvolve toda a região, aliado á outros investimentos
por parte do poder público.
“Isso vem agregar ao município. A Unipar e a Unisep trazem
algo que era uma necessidade, algo que faltava, que é ter um
berço de conhecimento aqui em Beltrão, o que vem para
consolidar o setor no município”, diz. “Mas não
só Beltrão; há de se ter uma visão regional
e ver que a pesquisa e extensão nessas áreas irão
beneficiar toda região, principalmente se as duas grandes obras
do Sudoeste se concretizarem, que é o ramal da Ferroeste e o
Aeroporto Regional de Cargas”, finaliza.
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MONITO MERCANTIL, 27 de novembro de 2009
IBGE vê mercado de trabalho estagnado
e com perda de qualidade
O mercado de trabalho está
parado como um todo e perdendo qualidade. A afirmação
é do gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo,
ao comentar os dados divulgados nesta quinta-feira pelo instituto referentes
a outubro.
A taxa de desemprego nas seis
principais regiões metropolitanas do país passou de 7,7%
em setembro para 7,5% em outubro. Já o número de ocupados
com carteira caiu 0,3% em outubro em relação a igual mês
do ano passado, na primeira queda nessa base de comparação
desde 2004. Na comparação com setembro, houve alta de
0,1%.
"É um resultado
que não é muito favorável, mostra uma perda de
qualidade do emprego", disse o pesquisador..
O número de ocupados
somou 21,5 milhões de pessoas nas seis regiões com variação
negativa de 0,1% (considerada estável pelo instituto) ante setembro
e queda de 0,3% na comparação com outubro de 2008. O número
de desocupados, por sua vez, somou 1,75 milhão de pessoas, com
queda de 2,5% ante setembro, mas aumento de 0,6% na comparação
com outubro de 2008.
Segundo o IBGE, São
Paulo é o estado que acumula a maior taxa de desemprego no país.
Entre janeiro e outubro deste ano, a taxa da desocupação
média em São Paulo é de 9,5%, ante 8,3% nas demais
regiões do país.
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CAMPO GRANDE NEWS, 27 de novembro
de 2009
Campo Grande/ MS:Construção
civil tem 2 mil vagas de trabalho em aberto
Aline Queiroz
Com o setor da construção
civil em alta, 2 mil vagas de trabalho estão em aberto, conforme
estimativa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
da Construção Civil e do Mobiliário da Capital,
Samuel da Silva Freitas.
Somente uma construtora pediu
à entidade 60 pessoas para trabalhar, 30 pedreiros e 30 serventes.
Freitas explica que além
das grandes obras, nesta reta final do ano surgem também as reformas
e ampliações de residências e escritórios.
Campo Grande conta hoje com
cerca de 17 mil trabalhadores na construção civil.
O sindicalista ressalta que
os profissionais devem aproveitar o aquecimento do setor para fazer
cursos de qualificação, oferecidos pelo governo do Estado
e pal FIEMS (Federação das Indústrias de Mato Grosso
do Sul).
Serviço –
O sindicato é localizado na Rua Macaraju, 878, no Centro.
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Gazeta do Povo, 27 de novembro de 2009
Perdas
Caixa tenta acordo com poupadores
Os poupadores que têm ações contra a Caixa Econômica
Federal para revisão das perdas da poupança durante os
planos econômicos poderão fechar acordo a partir de janeiro
de 2010. A Caixa vai enviar a proposta por carta, informando o valor
que será pago se o poupador aceitar o acordo e desistir da ação
na Justiça. Segundo especialistas, o acordo só compensa
se a Caixa pagar, pelo menos, 70% do que dá para receber na Justiça.
Em outra notícia envolvendo o banco estatal ontem, fontes afirmam
que a Caixa vai comprar o banco Panamericano neste fim de semana.
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Folha de S.Paulo, 27 de
novembro de 2009
Governo barra desonerações
na área social
Projetos para aumentar deduções
do IR e beneficiar domésticas e menores carentes há anos
não avançam no Congresso | Cortes de impostos sobre bens
como automóveis e eletrodomésticos somaram um valor aproximado
de R$ 19,5 bi até setembro
LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enquanto de um lado o Planalto
patrocina desonerações de impostos sobre automóveis,
eletrodomésticos e móveis, de outro o governo barra no
Congresso uma série de propostas de incentivos fiscais na área
social, como deduções para o ensino de menores carentes,
no custo de moradia dos idosos e em planos de saúde para empregados
domésticos.
Para evitar o desgaste de votar contra esses projetos de apelo popular,
senadores da base aliada têm adotado diversas manobras para impedir
que as propostas sejam apreciadas pela Casa. Há casos em tramitação
desde 2003. E não importa se partem da oposição
ou de aliados do governo.
Um exemplo claro desse tipo de artifício ocorreu neste mês.
Em setembro, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado aprovou
um projeto do baiano César Borges (PR) que prevê a dedução
no IR de gastos com plano de saúde de empregados domésticos.
Assim como é permitido ao contribuinte abater da base de cálculo
do IR suas despesas médicas e a de seus dependentes, ele poderia
ter o mesmo incentivo se quisesse bancar o plano de saúde de
sua empregada doméstica.
No dia 10 deste mês estava tudo pronto para que o projeto fosse
aprovado também na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos)
em caráter terminativo (iria direto para a Câmara). Primeiro,
naquele mesmo dia, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu vistas.
Depois, no dia 19, quando a proposta seria apreciada novamente pela
CAE, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
apresentou um requerimento à Mesa da Casa para que o projeto
seja apensado a outros que tratam de deduções de IR na
área social.
Se o requerimento de Jucá for aprovado, a tramitação
do projeto do senador César Borges volta à estaca zero.
Isto é, terá de passar mais uma vez pela CAS e pela CAE
e possivelmente por outras comissões.
"Nada contra as desonerações que o governo tem promovido.
Agora, quando os projetos têm origem no Congresso, eles não
deixam passar nada", disse César Borges, que já foi
do oposicionista DEM, mas hoje integra a base aliada pelo PR.
"Está na hora de os senadores e deputados pararem de usar
esse tipo de manobra em favor do Poder Executivo, assumindo pública
e claramente suas posições", disse Mário Avelino,
presidente do portal Doméstica Legal, que apoia a proposta do
senador baiano.
Jucá, por sua vez, afirmou que o objetivo do seu requerimento
é dar tempo à Receita Federal para avaliar o impacto dessa
e das outras propostas que tratam de deduções do IR. "Não
tem nada a ver com manobra para atrasar votação."
"O governo promove desonerações com olho nas eleições
de 2010. Acha que essas medidas vão motivar as pessoas a comprar
e que isso depois vai se traduzir em votos", disse o líder
do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), sobre as medidas.
Entre os projetos a que Jucá se referiu há casos em que
a Receita teve mais de cinco anos para analisar impactos.
É o caso de proposta de 2003 de Marcelo Crivella (PRB-RJ). Seu
projeto introduz a dedução da base cálculo do IR
de despesas que o contribuinte viesse a ter com a educação
de menores carentes no ensino básico.
Na mesma linha, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs, no
ano passado, o abatimento de gastos com o ensino de crianças
e adolescentes apadrinhados que estejam inscritos no Bolsa Família.
De janeiro a setembro deste ano, a Fazenda adotou cortes de impostos
no valor aproximado de R$ 19,5 bilhões.
Já no Bolsa Família, principal programa social do governo,
o valor médio dos benefícios subiu 10% no ano, de R$ 85
para R$ 94. O número de beneficiários foi de 11,1 milhões
de famílias para 12,4 milhões.
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Gazeta do Povo, 27 de novembro
de 2009
Nova rodada de redução
do IPI divide especialistas
Benefícios trazidos pelas desonerações
são quase unanimidade. O estranho, para analistas, é o
fato de elas continuarem ocorrendo mesmo na retomada da economia
Reduções e isenções
de impostos estiveram entre as mais bem-sucedidas medidas adotadas pelo
governo federal para enfrentar a crise. De janeiro a outubro, o Fisco
abriu mão da arrecadação de R$ 21,6 bilhões,
atitude que fomentou a expansão do mercado de automóveis
e eletrodomésticos, além de reduzir as perdas no varejo
de materiais de construção. Com as desonerações
anunciadas nesta semana, o governo vai renunciar, até meados
de 2010, a outros R$ 2,2 bilhões – dinheiro capaz de bancar
44% das obras de ampliação e reforma de aeroportos anunciadas
com vistas à Copa do Mundo de 2014. Mas, se agradou empresários
e consumidores, desta vez a medida não contou com o apoio irrestrito
de economistas e tributaristas, que se mostraram divididos sobre o assunto.
Inesperada, a nova rodada de
benesses provocou uma série de desconfianças. O governo
têm dificuldades para fechar suas contas, e causa estranheza ao
renovar benefícios em meio aos sinais de retomada da economia
– abundantes no caso dos automóveis, cujas vendas cresceram
7,4% neste ano. Para o economista Joaquim Elói Cirne de Toledo,
o governo precisa redirecionar o foco dos incentivos, tirando-o do consumo
e colocando-o sobre o investimento produtivo. Caso contrário,
diz, a demanda pode sobrecarregar a indústria, gerar inflação
e, assim, antecipar um ciclo de aumento dos juros. Por outro lado, Antônio
Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, não vê risco
de descontrole inflacionário. Segundo ele, a ociosidade do parque
industrial ainda é grande, e o consumo maior naturalmente incentivará
o empresário a investir em capacidade produtiva.
A ideia de prolongar até
março de 2010 a redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) cobrado de veículos flex soou como jogada
de “marketing verde”, sob medida para ser apresentada na
conferência de Copenhague, em dezembro, junto com o
estímulo aos refrigeradores de baixo consumo
de energia. O detalhe é que, independentemente da alíquota
do IPI, os bicombustíveis dominam o mercado há
anos – eles são 9 de cada 10 carros vendidos.
Mais bem-recebida, a isenção
do IPI de móveis atende a uma antiga e insistente reivindicação
do setor. “A indústria moveleira foi uma das mais afetadas
pela crise”, lembra a economista Fernanda Feil, da consultoria
Rosenberg. Estranho é o incentivo ter chegado somente 14 meses
após o estouro da crise. Para a tributarista Lucyanna Lima Lopes
Fatuche, essa repentina lembrança por parte do governo revela
um possível caráter eleitoreiro da medida. “A indústria
de móveis está concentrada no Sul do país, onde
a ministra Dilma Rousseff sofre mais resistência.”
O tributarista Gilson Faust,
da Pactum Consultoria Empresarial, pondera que “toda desoneração
é positiva”, e diz que a demora pode estar ligada a outros
fatores. “O governo foi experimentando, tateando, testando a reação
da economia. Começou com automóveis, viu a repercussão
positiva e assim foi estendendo a desoneração a outros
setores.”
Eduardo Munhoz da Cunha, tributarista
da Katzwinkel & Advogados Associados, afirma que procedem as queixas
de estados e municípios, que juntos têm direito a 47% do
IPI arrecadado e, com as desonerações, receberão
repasses menores. “Mas quando a medida é boa, municípios
e estados são compensados com a manutenção de empregos
e a geração de outros tributos”, ressalva.
Se dividem especialistas, as
novas medidas tendem a ser bem aceitas pelo consumidor. O grupo Pão
de Açúcar, por exemplo, anunciou ontem mesmo descontos
de até 25% em produtos da linha de móveis, e disse esperar
aumento de 30% nas vendas. Até porque estímulos semelhantes
fizeram o mercado de linha branca crescer 20% nos últimos meses,
informou o grupo.
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Valor Econômico, 27
de novembro de 2009
Presidência da República
é a instituição mais confiável
Realizada pela primeira vez neste ano pelo
Ibope Inteligência, a pesquisa “Índice de Confiança
Social”, monitoramento da confiança dos brasileiros em
instituições e grupos sociais, atesta a disparidade entre
os índices de confiabilidade da população na Presidência
da República e no Congresso.
A pesquisa, que contou com 2002 pessoas entrevistadas, com 16 anos ou
mais e em número proporcional ao de eleitores de cada região
do país, mostra que a confiança na instituição
“presidente”, que na média geral atingiu 66 pontos,
alcança maior confiabilidade entre pessoas com mais de 50 anos,
em especial no Nordeste, onde fica entre as quatro instituições
mais confiáveis.
Para Márcia Cavallari,
diretora executiva do Ibope Inteligência, ainda que a pesquisa
não seja feita com foco na pessoa do presidente da República,
o momento político do país interfere na pesquisa: “É
natural que as pessoas personalizem a questão, ainda que não
façamos esse tipo de menção. A pesquisa foi realizada
no auge da crise do Senado e, não à toa, o Congresso Nacional
teve um dos piores índices”.
Instituições democráticas,
tais como prefeituras, governo federal e partidos políticos,
além dos citados Congresso Nacional e Presidência, contam
com maiores índices de confiabilidade nas classes mais baixas.
No caso do Poder Judiciário
e da polícia, 16º e 17º colocados, respectivamente,
na pesquisa geral, num universo de 22 tópicos, abaixo de instituições
como bancos e empresas, Márcia crê que a demora inerente
ao trâmite jurídico e a pouca compreensão geral
de seu funcionamento estimulam tal falta de confiança: “A
morosidade cria uma impressão de impunidade. O banco pode cobrar
caro, mas, teoricamente, funciona. Seu dinheiro está lá,
há transparência. Sentir-se informado dos acontecimentos
tira aquela impressão de que somos vítimas do processo”.
A pesquisa mostra ainda que
as ONGs – organizações não-governamentais
– alcançam confiabilidade mais alta entre os mais jovens.
Já os sindicatos ficaram na terceira pior colocação
geral. “Neste caso, a questão das greves é fator
decisivo. Por causarem muitos problemas à população
geral, este instrumento de mobilização tem sua validade
contestada. Enquanto conceito, os sindicatos podem até serem
bem vistos, mas enquanto forma de ação, por meio das greves,
não”.
Os melhores colocados, como
era previsível, foram grupos sociais – família e
amigos -, “Igrejas”, representando todo o escopo religioso
e o corpo de bombeiros. A quarta colocada entre as instituições
são as Forças Armadas. “Elas transmitem segurança
apesar de nunca terem sido testadas em momentos de conflito. Quando
acionadas, a população brasileira terá uma expectativa
alta em relação ao seu papel. Já os bombeiros são
colocados à prova diariamente, o que torna ainda mais significativo
o resultado”, pondera Márcia.
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GAZETA DO POVO, 27 de novembro
de 2009 | Economia
Paralisação
Greve do Ministério do Trabalho
afeta população
Paralisação começou há
21 dias e desde então não é possível dar
entrada no recurso para receber o seguro desemprego
Fernanda Leitóles, com informações
do Paraná TV
Trabalhadores reclamam dos
prejuízos causados pela greve dos servidores do Ministério
do Trabalho (MTE). A paralisação começou há
21 dias e desde então não é possível dar
entrada no recurso para receber o seguro desemprego.
Uma das desempregadas que aguarda
o benefício é Rosilda Fernandes, que há quatro
meses espera o resultado do recurso e agora vê o protocolo paralisado
por causa da greve. “Estou com os “papeis parados”
e por isso não consigo outro emprego”, disse Rosilda, em
entrevista ao telejornal Paraná TV.
Em Curitiba, o trabalhador pode
dar entrada no pedido do benefício na Agência do Trabalhador,
na Rua Pedro Ivo, 750, no Centro, ou nas agências que foram municipalizadas
e ficam nas Ruas da Cidadania. Porém, se houver algum erro ou
problema o benefício não é liberado e é
preciso entrar com o recurso e isso tem que ser feito exclusivamente
na Superintendência Regional do Trabalho , em Curitiba, ou nas
delegacias regionais do trabalho, no interior do Paraná. E há
21 dias não é possível entrar com recurso por causa
da greve dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego.
Normalmente, o benefício
é liberado em 30 dias, de acordo com a Secretaria de Estado do
Trabalho, Emprego e Promoção Social (Setp). Já
se for preciso entrar com recurso, o prazo fica entre 80 e 120 dias,
de acordo com a Secretaria Municipal do Trabalho.
Outro lado
De acordo com Gilberto Félix
da Silva Júnior, do Sindicato dos Servidores Públicos
Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação
Social do Estado do Paraná (Sindprevs), a greve do Paraná
não influencia, pois é a lentidão do julgamentos
dos recursos em Brasília que atrasa a liberação.
“Os trabalhadores precisam perceber os problemas que existem no
Ministério do Trabalho. A greve também tem o objetivo
de obter melhorias no atendimento aos trabalhadores”, argumentou
o sindicalista.
Sobre a greve, Silva afirmou
que até o momento o sindicato não conseguiu marcar uma
reunião de negociação com o Ministério do
Trabalho e nem com o Ministério do Planejamento. “Cerca
de 300 servidores estão em Brasília e estamos tentando
pressionar o governo federal”, afirmou
De acordo com o Sindprevs-PR,
23 estados e o Distrito Federal aderiram ao movimento, e no Paraná
a mobilização atinge 97% dos 200 servidores. Para o sindicato,
o avanço conseguido pelos trabalhadores foi a convocação
do ministro do Trabalho, Carlos Luppi, para falar ao Congresso Nacional
sobre a greve e as condições de trabalho dos servidores,
o que deve acontecer em 10 de dezembro.
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Agência Câmara,
27 de novembro de 2009
Comissão aprova nova regra
sobre embargo em sentença trabalhista
Objetivo do projeto é corrigir a redação
atual da CLT, considerada vaga em relação ao início
da contagem de prazo para apresentação de embargos.
Gilberto Nascimento
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público aprovou ontem o Projeto de Lei 5925/09, que altera o
início da contagem de prazo para a apresentação
de embargos à execução de sentença trabalhista.
Os embargos são ações ajuizadas pelo devedor para
extinguir a sua obrigação de pagar a dívida.
Pelo projeto, o devedor terá
cinco dias para apresentar embargos, contados a partir da juntada nos
autos do termo de garantia à execução ou de penhora
de bens. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT – Decreto-Lei 5.452/43) já estabelece prazo de cinco
dias, mas deixa dúvidas quanto à data de início
da contagem desse prazo.
O autor do projeto, deputado
Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), ressalta que a regra proposta já
existe na Justiça comum. “O modelo trabalhista peca por
impor ao embargante o dever de adivinhar a data em que o executante
garantiu o juízo ou apresentou bens à penhora. O processo
comum fixa a data com um termo facilmente reconhecível: a juntada
nos autos.”
O relator, deputado Pedro Henry
(PP-MT), concordou com o argumento de que o início da contagem
de prazo, na lei atual, é difícil de definir. “A
nova redação dada pelo projeto vem pôr fim a essa
insegurança”, disse.
Segundo a legislação,
o devedor pode apresentar embargos à execução trabalhista
quando considerar, por exemplo, que ocorreram vícios no processo
ou equívocos no mérito da sentença, como erros
de cálculo e critérios incorretos. Se os embargos apresentarem
alguma irregularidade grave, o juiz pode indeferi-los liminarmente.
O projeto seguirá para
votação na Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Projeto
rejeitado
A Comissão de Trabalho rejeitou o Projeto de Lei 1084/07, do
deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que tramita em conjunto com o projeto
do deputado Vital do Rêgo Filho.
O PL 1084/07 unifica procedimentos
e limita a possibilidade de retardar a execução da sentença
trabalhista. O projeto propõe a unificação, em
todas as instâncias, das fases de conhecimento e liquidação;
a limitação de recurso na fase de execução;
e a proibição de que os recursos tenham efeito suspensivo.
De acordo com o relator, deputado
Pedro Henry, a proposta pode ter efeito contrário ao que pretende.
Ele argumentou que o juiz teria de pedir ao contador do juízo
o cálculo das verbas a serem pagas, gerando um trabalho muito
grande em uma sentença que pode, inclusive, ser cassada. “Se
hoje, quando todo este trabalho contábil é feito pelas
partes, a Justiça já anda lenta, é fácil
imaginar o transtorno que advirá com a aprovação
da medida proposta”, disse.
O relator afirmou também
que a previsão de multa de 10% caso o pagamento não seja
feito em 15 dias e a exigência de que seja depositada a totalidade
da dívida para apresentar recurso poderão impedir que
o pequeno empresário se defenda na Justiça do Trabalho.
Íntegra da proposta:
§ PL-1084/2007
§ PL-5925/2009
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
27/11/2009
Prescrição: trabalhadora
ganha ação, mas verba é restrita a cinco anos
Uma ex-empregada do Unibanco
– União de Bancos Brasileiros entrou na justiça
pretendendo receber diferenças salariais a que teria direito
por ter exercido, além da sua função regular, outra
de melhor remuneração. Seu pedido foi acatado, mas, por
ter demorado a ajuizar a ação, o pagamento das verbas
foi restringido aos últimos cinco anos. Caso típico de
prescrição quinquenal, a matéria foi objeto de
apreciação pela Primeira Turma do Tribunal Superior do
Trabalho, em recurso de revista.
O empenho jurídico da
bancária começou em meados de 2005, quando ela ajuizou
a ação. Na inicial, informou que foi admitida em maio
de 94 e seu contrato de trabalho estava suspenso desde 2003, em virtude
de ter se afastado das atividades por distúrbios psiquiátricos
e problemas ortopédicos. Ela era gerente de atendimento a pessoas
físicas e queria ser equiparada à função
de gerente de atendimento à pessoa jurídica, de melhor
remuneração, pois atendia nas duas áreas.
O juiz da Vara do Trabalho de
Niterói concedeu as verbas rescisórias com base no pedido
da ex-bancária. Como a sentença foi mantida pelo Tribunal
Regional da 1ª Região (RJ) sem observar as normas da prescrição
quinquenal, o Unibanco recorreu sustentando que a decisão regional
não respeitou a legislação que regula a prescrição
– que é o tempo que se tem para ajuizar ação
trabalhista.
O recurso foi analisado na Primeira
Turma pelo ministro Vieira de Mello Filho, que, levando em conta “os
princípios da celeridade e instrumentalidade do processo”,
declarou prescritos os direitos da empregada relativos ao período
anterior a julho de 2000, considerando a data de propositura da demanda
ter sido julho de 2005. Os direitos relativos ao FGTS ficaram de fora
porque prescrevem em trinta anos. A decisão foi por unanimidade.
(RR-2157-2005-243-01-40.6)
(Mário Correia)
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27/11/2009
Trabalhador ganha terço de férias
sem ter feito pedido explícito na ação
Decisão do juiz fora
do pedido formulado na inicial, que resulta em nulidade do julgamento,
é chamada de extra petita, ou seja, além do pedido. Foi
com o argumento de que o deferimento do benefício extrapola o
que foi solicitado pelo trabalhador, que a Cummins do Brasil Ltda. tentou
reverter resultado que a condenou ao pagamento do terço de férias,
direito contido na Constituição Federal. A empresa recorreu
de decisão regional, mas seu apelo foi rejeitado pela Sétima
Turma de Tribunal Superior do Trabalho.
A decisão havia sido
adotada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
sob o fundamento de que o pagamento do terço de férias
era devido ao trabalhador por ser um benefício constitucionalmente
garantido – mesmo não tendo sido postulado. O Regional
concedeu o terço de férias, apesar de o pedido, no caso,
se dirigir tão somente às férias, por entender
que ambas as verbas se encontram “umbilicalmente ligadas”,
através do artigo 7º, XVII, da Constituição.
A empresa recorreu ao TST, sustentando ser inviável deferir parcela
não pleiteada, mas a Sétima Turma não conheceu
da apelação patronal.
Para a juíza convocada
Maria Doralice Novaes, relatora do recurso de revista, o deferimento
das férias implica a concessão do terço de férias.
A relatora explica que, “na medida em que as férias e o
terço de férias encontram-se disciplinados pelo artigo
7º, XVII, da Constituição, possuindo, portanto, a
mesma base constitucional, o pleito de uma implica o deferimento da
outra, ainda que não tenha sido expressamente postulada, o que
afasta qualquer alegação de julgamento “extra petita”.
(RR – 2290/1998-315-02-00.1)
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