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Agência Brasil, 5 de janeiro de 2010
Brasil criou 1,1 milhão
de empregos em 2009, diz ministro do Trabalho
Em entrevista ao telejornal Repórter
Brasil, na TV Brasil, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi,
disse que o Brasil fechou o ano com saldo de 1,1 milhão de novos
empregos.
O que, segundo Lupi, o resultado está
acima das expectativas para um ano ainda sob os efeitos da crise financeira
internacional e "surpreendeu a todos os pessimistas".
Os números oficiais do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) devem ser apresentados na segunda
quinzena de janeiro.
O resultado, que corresponde a cerca de 350
mil a menos que em 2008, é o segundo menor desde o início
do governo Lula, superando apenas 2003, quando o saldo foi de 645 mil
novos empregos.
Até novembro, o Caged registrou 1,4 milhão
de empregos em 2009, mas as demissões de trabalhadores temporários
em dezembro devem reduzir o total de vagas criadas no ano em cerca de
300 mil.
"Todo dezembro temos uma média de
300 mil negativos. O ano passado foi atípico, com 650 mil empregos
a menos no mês, mas este ano acredito que fique entre 200 [mil]
e 300 mil, o que vai fazer com que o saldo anual fique positivo entre
1,1 milhão e 1,15 milhão", disse o ministro.
Segundo Lupi, apesar dos reflexos da crise na
economia brasileira, fatores como o controle da inflação,
o aumento do poder aquisitivo do salário mínimo e a demanda
interna seguraram a geração de postos de trabalho no país
no ano passado.
O ministro destacou a criação
de empregos no comércio e nos serviços e em setores que
haviam demitido muito no auge da crise.
"A construção civil recuperou-se
bem no fim do ano e a indústria, que começou 2009 muito
mal, demitindo muito, recuperou-se e vai começar 2010 muito positiva",
avaliou. A expectativa de Lupi é que em 2010 o Brasil crie 2
milhões de postos de trabalho.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de janeiro de 2010 | Economia
Cresce formalização
do trabalho no Brasil, diz estudo
Agência Estado
Aos poucos, a formalização avança no Brasil e reduz
o universo dos trabalhadores informais que ganham a vida em casa ou
nas ruas. É o que mostram dados da Fundação Getúlio
Vargas (FGV).
Segundo o pesquisador Marcelo
Neri, do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da FGV, a parte da população
na categoria empregador aumentou de 3.347.564 (2007) para 4.095.249
(2008). Em parte, isso ocorre pela pressão dos formalizados sobre
os informais.
"Imagine o impacto do McDonald's
na Rocinha na vida do vendedor de churrasquinho. Isso acontece em diferentes
tipos de negócio", analisa Néri. Um dos empurrões
para o crescimento das empresas formais foi a Lei do Microempreendedor
Individual, em vigor desde junho.
A previsão era que até
dezembro se chegasse a 100 mil microempresários regularizados.
Mas 2009 deve fechar com 110 mil, segundo previsão do Ministério
do Desenvolvimento e do Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A adesão não foi maior
porque, nos primeiros meses, o site para a regularização
das empresas teve problemas.
Outra peculiaridade de 2009 foi que, pela primeira vez, o número
de empreendedores brasileiros por vocação superou os que
procuraram ter o próprio negócio por necessidade, segundo
a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede a taxa de
empreendedorismo em vários países, inclusive no Brasil.
A relação, que
normalmente era de 50%, passou a ser de dois terços para aqueles
com vocação contra um terço para os abrem um negócio
por necessidade. O estudo é feito pelo Instituto Brasileiro da
Qualidade e Produtividade (IBQP), com o apoio do Sebrae.
"Isso tem a ver com
o aumento da escolaridade e com o contexto econômico, que permite
um melhor planejamento dos negócios. Além disso, os brasileiros
estão cada vez mais interessados em adquirir conhecimento antes
de montar um negócio", diz Ricardo Tortorella, superintendente
do Sebrae de São Paulo.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de janeiro de 2010 | Economia
Custo da construção civil
sobe 3,57% em 2009 em São Paulo
Agência Estado
O Custo Unitário Básico (CUB) da construção
civil do Estado de São Paulo teve alta de 3,57% no acumulado
de 2009, para R$ 855,35 por metro quadrado, informou hoje o Sindicato
da Indústria da Construção Civil do Estado de São
Paulo (Sinduscon-SP) e a Fundação Getúlio Vargas
(FGV). O indicador reflete a variação dos custos do setor
para uso nos reajustes dos contratos da construção civil.
No ano, o custo da mão de obra subiu 7,85%, o salário
dos engenheiros aumentou 5,62% e os custos dos materiais de construção
tiveram queda de 1,03%. As principais altas foram registradas nos materiais
brita 2 (9,18%), vidro liso transparente de 4 mm com massa (5,59%) e
areia média lavada (4,81%).
Em dezembro, o CUB paulista
não registrou variação em relação
a novembro. Os custos com mão de obra não variaram, enquanto
os dos materiais tiveram ligeira redução, de 0,01%.
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Gazeta do Povo, 5 de janeiro
de 2010
Indicador
Gastos em construção têm
7.ª queda nos EUA
Os gastos no setor de construção nos Estados Unidos caíram
0,6% em novembro, com recuos tanto nos segmento residencial como no
comercial. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento do Comércio
norte-americano.
O resultado é pior que
o esperado pelos analistas, que previam uma queda de 0,4%. Trata-se
da sétima queda consecutiva. Em outubro, os gastos haviam caído
0,5% (após revisão).
Após o último
balanço, os gastos chegaram a uma taxa anualizada de US$ 900,1
bilhões, menor ritmo em mais de seis anos e 13,2% menor que o
valor registrado um ano antes.
A atividade no setor residencial
caiu 1,6% em novembro para uma taxa anualizada de US$ 250,7 bilhões,
após um avanço de 4,8% em outubro. Este avanço
se deveu à corrida de construtoras e clientes para tentar aproveitar
o benefício fiscal concedido pelo Congresso para quem fosse adquirir
seu primeiro imóvel.
Já os gastos com a construção
de imóveis comerciais, como edifícios de escritórios,
fábricas e shopping centers tiveram ligeira variação
negativa de 0,03%.
A atividade no segmento comercial
foi afetada pela forte contração na oferta de crédito
devido à crise. Os gastos com construção comercial
diminuíram para uma taxa anualizada de US$ 330,5 bilhões.
Os gastos com obras do governo
caíram 0,4%, para US$ 318,8 bilhões, refletindo queda
nos gastos com projetos de governos estaduais e locais; já os
gastos federais cresceram 1,1% em novembro.
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Folha de s.Paulo, 5 de janeiro
de 2010
Mão de obra encarece construção
Inflação da construção
civil subiu 3,6% em 2009, puxada por maiores salários a operários
e engenheiros | Apesar da crise, contratações na indústria
foram recorde em 2009; carência de pessoal mais qualificado deverá
pressionar salários para cima
DA REPORTAGEM LOCAL
As despesas com mão de
obra puxaram o custo da construção civil em 2009. O chamado
CUB (Custo Unitário Básico), indicador que mede a inflação
da construção civil, subiu 3,57% no último ano,
de acordo com levantamento do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da
FGV (Fundação Getulio Vargas).
Segundo o SindusCon-SP, a elevação do custo da mão
de obra em 7,85% e o reajuste salarial dos engenheiros, de em média
5,62%, foram os tópicos que mais pesaram no custo geral da construção
civil. O custo final não ficou mais alto graças à
queda média de 1,03% no preço do material de construção.
Segundo Eduardo Zaidan, diretor do Departamento de Economia do SindusCon-SP,
apesar da crise financeira, o ritmo da construção civil
em 2009 manteve-se forte. "Houve a crise, mas as construções
que já haviam sido lançadas foram mantidas. Por isso,
a pressão sobre o custo da mão de obra permaneceu",
disse Zaidan.
O SindusCon considerou a variação de 3,57% em linha com
outros indicadores de inflação da economia brasileira,
por isso a pressão de custos vinda da mão de obra foi
considerada "normal".
Para 2010, a indústria da construção civil avalia
que os salários podem continuar a ter reajustes acima da inflação.
Contratações
Além da alta real de salários, em 2009 a indústria
da construção alcançou nível recorde de
contratações com carteira assinada. Foram admitidos 2,328
milhões de trabalhadores, com saldo de mais de 200 mil empregos
criados.
Estudo feito pela FGV a pedido da Abramat (Associação
Brasileira da Indústria de Materiais de Construção)
demonstra que um novo ciclo de investimentos (em habitações,
saneamento e infraestrutura) irá elevar a demanda por mão
de obra qualificada, que hoje não existe em quantidade suficiente
no país. O estudo alerta também que essa condição
deve provocar forte pressão sobre salários. (AGNALDO BRITO)
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Folha de s.Paulo, 5 de janeiro
de 2010
Editoriais | editoriais@uol.com.br
Gargalo habitacional
LANÇADO pelo governo
Lula em março de 2009, o programa "Minha Casa, Minha Vida"
prometia cumprir o objetivo de fomentar o mercado imobiliário
e, ao mesmo tempo, diminuir o deficit habitacional do país, estimado,
a depender da metodologia, entre 6 milhões e 8 milhões
de residências.
Reportagem publicada ontem pelo jornal "Valor Econômico"
indica que as duas metas não são necessariamente coincidentes.
O pacote de estímulo imobiliário encontrou um gargalo
para a construção de novas casas justamente na faixa de
renda familiar -até três salários mínimos-
e nas regiões metropolitanas em que se concentra, em números
absolutos, a maior carência por habitações.
Os contratos assinados com a Caixa Econômica Federal para a construção
de moradias destinadas a pessoas de baixa renda atingiram a meta estabelecida
pelo governo para 2009 em sete Estados, segundo o balanço do
banco de 21 de dezembro. Entre os que menos propostas receberam, proporcionalmente
às suas metas, aparecem Minas Gerais, São Paulo e Rio
de Janeiro.
As construtoras alegam que há poucos terrenos livres e que seu
preço é elevado nas regiões metropolitanas, o que
limitaria o número de projetos.
Especialistas já apontavam essa falha no programa desde seu início.
Centrado no lançamento de novos "produtos", que demandam
terrenos escassos nas grandes cidades, o pacote habitacional não
dedicou aos mecanismos de estímulo à urbanização
de favelas e ao uso de imóveis já disponíveis a
mesma atenção concedida ao fomento de novos empreendimentos
imobiliários.
Um dos caminhos para diminuir o deficit é a reforma de prédios
já existentes, muitas vezes abandonados. Embora previsto na lei
aprovada pelo Congresso, o uso de recursos do "Minha Casa, Minha
Vida" para a readequação desses edifícios
ainda está à espera de regulamentação da
parte do governo federal.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de janeiro de 2010 | Economia
Mercado melhora projeção
para o PIB em 2010
Agência Estado
A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 apresentou
melhora na pesquisa semanal Focus divulgada hoje pelo Banco Central.
No levantamento realizado junto a instituições financeiras,
a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou
de um crescimento de 5,08% para um avanço de 5,20%.
Para o PIB do ano passado, o
mercado piorou levemente a projeção de uma retração
de 0,22% para um recuo de 0,24%. No mesmo levantamento, a estimativa
para a produção industrial em 2010 foi mantida em alta
de 8%.
Já a previsão
para o resultado final da produção industrial em 2009
segue negativa, porém houve leve melhora, passando de um recuo
de 7,62% para uma queda de 7,58%.
Juros e inflação
A pesquisa Focus manteve a previsão
da semana passada de que a taxa básica de juros (Selic) suba
para 10,75% ao ano ao fim de 2010. A pesquisa também manteve
a avaliação da última semana do mercado financeiro
de que o início da alta da Selic será observado na reunião
de abril do Comitê de Política Monetária (Copom),
com um aumento de 0,50 ponto porcentual na taxa atual, que é
de 8,75% ao ano.
O mercado financeiro manteve
a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) em 2009 em 4,28%. A previsão dos analistas ficou dentro
da meta de inflação para o ano passado, que era de 4,50%.
Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2010 foi mantida em 4,50%,
exatamente no centro da meta, que também é de 4,50% neste
ano.
A estimativa para a inflação
de dezembro do ano passado foi mantida em 0,34%. O dado do IPCA de dezembro
de 2009 deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) no dia 13 de janeiro. Para janeiro de 2010,
a estimativa de IPCA seguiu em 0,53%.
Câmbio e contas externas
Analistas mantiveram a previsão
para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda
norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,75. A previsão de
câmbio médio no decorrer de 2010 subiu de R$ 1,73 para
R$ 1,74.
O mercado financeiro aumentou as previsões para o resultado final
do ano passado do déficit nas contas externas. A previsão
para o déficit em conta corrente de 2009 subiu de US$ 19,05 bilhões
para US$ 20,11 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit
em conta corrente do balanço de pagamentos foi mantida em US$
40,85 bilhões.
A previsão para o resultado
final do superávit comercial em 2009 caiu de US$ 24,57 bilhões
para US$ 24,20 bilhões. Para 2010, a estimativa para o saldo
positivo da balança comercial caiu de US$ 11,65 bilhões
para US$ 11,30 bilhões.
Analistas mantiveram em
US$ 25 bilhões a estimativa para o resultado final do ingresso
de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009. Para 2010, a estimativa
para o IED subiu de US$ 35 bilhões para US$ 35,20 bilhões.
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Folha Online, 5 de janeiro
de 2010
Lula é "porta-voz do
Terceiro Mundo", afirma TV Al Jazira, em reportagem
Uma reportagem do canal árabe
de TV Al Jazira em inglês chama o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva de "porta-voz do Terceiro Mundo" e afirma que,
dada à sua "extraordinária popularidade", é
muito provável que ele volte a se candidatar em 2014 e seja reeleito.
Com imagens do filme "Lula,
o Filho do Brasil", a reportagem diz que, "pela primeira vez
em 500 anos, o crescimento econômico se combina à redução
da desigualdade social".
"Com apenas um ano restante
no cargo, sua história política e econômica de sucesso
será difícil de se repetir", diz a reportagem, com
a ressalva de que os níveis de corrupção, pobreza
e crimes violentos ainda seguem muito altos no Brasil.
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FOLHA DE LONDRINA, 05 de janeiro
de 2009 | Política
Ong pressiona Congresso para votar projeto
Ficha limpa
São Paulo - As ONGs especializadas
na fiscalização de políticos e administradores
públicos se preparam para promover neste ano, marcado pela realização
de eleições presidenciais, o que chamam de ''acompanhamento
crítico'' do pleito e das atividades políticas em geral.
O Movimento de Combate à
Corrupção Eleitoral (MCCE) espera que seja levado a plenário
no Congresso Nacional, já no início do ano legislativo,
em fevereiro, o projeto de iniciativa popular 518/09 - conhecido como
Ficha Limpa - que proíbe a candidatura de postulantes a cargos
públicos com problemas na Justiça. O MCCE já entregou
1,5 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil, mais
que o necessário para que o projeto siga adiante, mas a proposta
não entrou na pauta do Congresso por falta de acordo entre os
líderes.
O Movimento Nossa São
Paulo, por sua vez, se prepara para entregar na véspera do aniversário
de São Paulo, dia 25 de janeiro, um plano de metas que deverá
ser seguido pelos administradores da cidade, com indicadores disponibilizados
à população em geral, para acompanhamento do atendimento
ou não das prioridades. A Associação Amigos de
Ribeirão Bonito (Amarribo) e a Voto Consciente, especializadas
em fiscalização de prefeitos e deputados estaduais, pretendem
ampliar a sua rede para garantir o reforço no acompanhamento
das contas públicas.
''Vamos fazer uma pressão
mais descentralizada sobre os deputados para que o assunto entre na
pauta logo no início do ano'', afirmou o coordenador do MCCE,
Chico Whitaker.
O principal objetivo da Amarribo
este ano, segundo o presidente da entidade, Jorge Donizeti Sanchéz,
é iniciar a construção de uma rede de entidades
locais pelo País para fiscalizar prefeitos e vereadores em cidades
do interior. ''Hoje temos 187 entidades e queremos chegar a 300 em um
prazo máximo de dois anos'', diz.
Já a meta da ONG Voto
Consciente, segundo sua vice-diretora, Rosângela Giembinky, é
aumentar o número de municípios brasileiros - hoje cerca
de 200 - em que está presente, por meio de parcerias. ''O desafio
é maior em ano de eleição e estamos nos preparando
nesse sentido. No fim do ano, firmamos uma parceria com o Centro Acadêmico
11 de Agosto para aumentar a fiscalização.''
O cientista político
Carlos Mello, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), aplaude o
trabalho das ONGs fiscalizadoras, mas alerta que só ele não
é suficiente. ''Infelizmente, vivemos numa sociedade apática,
em que até os escândalos são vistos como coisas
comuns. É preciso sacudir as pessoas com a reeducação
política, para que não fiquemos somente na denúncia.''
Moacir Assunção
Agência Estado
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Agência Diap, 5 de
janeiro de 2010
Imposto
sindical em pauta no Supremo Tribunal Federal
"Além de as centrais possuirem natureza
sindical (...), a Constituição não vincula a receita
decorrente da contribuição a entidades específicas,
mas à finalidade da promoção dos interesses dos
trabalhadores, o que é compartilhado pelas centrais sindicais"
Por Luiz Orlando Carneiro, no Jornal do Brasil
O Supremo Tribunal Federal deverá
concluir finalmente, no início deste ano, o julgamento da ação
de inconstitucionalidade proposta pelo DEM, em abril de 2008, contra
os dispositivos da Lei 11.648/08 que, ao reconhecer as centrais sindicais
como entidades representativas dos trabalhadores, a elas destinou parcela
significativa do imposto sindical.
O julgamento da polêmica
questão foi interrompido, há seis meses, com um pedido
de vista do ministro Eros Grau, quando três de seus colegas -
Joaquim Barbosa (relator), Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso - já
tinham acolhido a tese do partido oposicionista de que a Constituição
só prevê esse tipo de contribuição obrigatória
para as confederações representativas dos sindicatos,
e não para as entidades corporativas mais "políticas"
do que "trabalhistas", como a Central Única dos Trabalhadores
(CUT) e a Força Sindical.
Os ministros Marco Aurélio
e Cármen Lúcia divergiram da maioria então formada,
em maior e menor extensão, respectivamente.
Eros Grau devolveu à
Secretaria do STF o seu pedido de vista no último dia 6 de novembro,
e o julgamento pode ser retomado em fevereiro ou março. Além
de Grau, faltam votar os ministros Ayres Britto, Ellen Gracie, Celso
de Mello e Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli está impedido
nesse julgamento, já que se posicionou contra a ação
de inconstitucionalidade ajuizada pelo DEM, na condição
de advogado-geral da União.
A expectativa é que -
mesmo por um placar apertado - o Supremo declare que "os recursos
advindos da contribuição sindical têm finalidade
específica, vedada sua utilização para atividades
que extrapolem os limites da respectiva categoria profissional",
como defende o advogado do DEM, Thiago Boverio.
Contestação
Quando chefiava a AGU, o mais novo integrante do STF, Dias Toffoli,
contestou a alegação de que a CUT, a Força Sindical
e outras entidades com o mesmo perfil, por não "possuirem
natureza sindical", não poderiam se beneficiar do chamado
imposto sindical.
De acordo com Toffoli, os dispositivos
legais questionados na ação do DEM são constitucionais,
já que "além de as centrais possuirem natureza sindical
(...), a Constituição não vincula a receita decorrente
da contribuição a entidades específicas, mas à
finalidade da promoção dos interesses dos trabalhadores,
o que é compartilhado pelas centrais sindicais".
A Lei 11.648/08 modificou o
artigo 589 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
e determinou que, na distribuição da contribuição
sindical paga pelos trabalhadores, a central indicada pelo sindicato,
receba 10% do total, ficando 60% para o sindicato correspondente; 15%
para a federação; 5% para a confederação;
e 10% para a "Conta Especial Emprego e Salário", do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Na sessão de julgamento
de junho do ano passado, o ministro-relator da ação de
inconstitucionalidade, Joaquim Barbosa, afirmou que a CUT e associações
similares "não fazem parte da estrutura sindical, embora
possam exercer papel importante em negociações de interesse
dos trabalhadores".
Assim, "não podem
ser sujeito ativo ou destinatário de receita arrecada com tributo
destinado a custear atividades nas quais as entidades sindicais não
podem ser substituídas".
Os ministros Lewandowski e Peluso
também entenderam que o princípio da unicidade sindical
previsto na Constituição não autoriza as centrais
sindicais a exercer funções específicas dos sindicatos
e federações.
O ministro Marco Aurélio,
que abriu a divergência, sustentou que as centrais têm representação
efetiva, e citou como exemplo a CUT, à qual estão filiados,
na prática, mais de 1.600 sindicatos.
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Agência Câmara,
5 de janeiro de 2010
Projeto cria fundo de amparo ao
aposentado com recursos do FAT
Luiz Alves
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 5692/09, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que
institui o Fundo de Amparo ao Aposentado (FAA), para atender essa parcela
da população nas áreas de saúde, educação,
lazer, integração social, habitação, reciclagem
profissional e geração de renda. A proposta foi elaborada
a partir de sugestão da Associação dos Aposentados
e Pensionistas de São José dos Campos (SP).
Pela proposta, o fundo será
composto por 5% dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT),
apurados em 31 de dezembro de cada ano. O projeto também estabelece
que o novo fundo terá o mesmo modelo administrativo do FAT e
será gerido por um conselho deliberativo, que terá entre
suas funções analisar projetos apresentados, alocação
de recursos, acompanhamento e avaliação de impacto social.
Financiamento
de projetos
Para obterem financiamento, os projetos deverão ser elaborados
pelas entidades de base e aprovados e encaminhados pelas respectivas
federações ou entidades de âmbito nacional ao conselho
deliberativo. Poderão concorrer aos financiamentos as entidades
que representam os aposentados e pensionistas do INSS com pelo menos
cinco anos de funcionamento e com quadro de, no mínimo, mil aposentados
com 12 meses de filiação.
Essas entidades deverão
ser filiadas às respectivas federações estaduais
ou entidades de âmbito nacional, que ficarão responsáveis
pela fiscalização do cumprimento das condições
básicas. Para poder se beneficiar dos programas, o aposentado
também deverá se filiar a uma entidade.
A liberação dos
recursos será feita a cada três meses e vai obedecer a
ordem cronológica da entrada dos processos no conselho deliberativo,
dentro dos limites das verbas existentes no respectivo trimestre. Os
recursos não utilizados pelo fundo durante o ano fiscal serão
abatidos dos recursos previstos para o ano subsequente.
Atendimento
médico
Entre os benefícios diretos da proposta, Arnaldo Faria de Sá
destaca o impacto na área de saúde. A possibilidade financiamento
de projetos nessa área vai contribuir para preencher lacunas
no atendimento médico e hospitalar a idosos.
Para ele, "os recursos
do novo fundo vão aliviar o Sistema Único de Saúde
a médio prazo, e melhorar o atendimento a uma clientela que hoje
representa, em nível nacional, mais de 24 milhões de brasileiros".
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-5692/2009
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Agência Câmara, 5 de janeiro de
2010
Projeto prevê que perícia
do trabalho será feita sem aviso prévio
Gilberto Nascimento
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 4648/09, do deputado Vicentinho (PT-SP), que determina a imprevisibilidade
da perícia realizada em um ambiente de trabalho, com o objetivo
de caracterizar as atividades insalubres ou perigosas.
Segundo a proposta, a perícia
será realizada sempre sem aviso, independentemente de ser executada
por auditor-fiscal, médico ou engenheiro registrados no Ministério
do Trabalho e Emprego.
O projeto acrescenta a medida
à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5.452/43). Atualmente a CLT prevê que empresas ou sindicatos podem
solicitar a perícia ao Ministério do Trabalho, o que não
prejudica a realização de perícias não solicitadas.
Realidade
Vicentinho acredita que apenas a perícia realizada sem aviso
prévio pode refletir as condições reais de um ambiente
de trabalho ao qual os trabalhadores estão submetidos diariamente.
Caso a atividade que realizem seja perigosa, os trabalhadores terão
direito a adicional no salário.
"O fator surpresa é
determinante para o sucesso de uma perícia. Perícias agendadas
correm o risco de ter o resultado distorcido, pois propiciam às
empresas a possibilidade de mascarar o ambiente de trabalho", afirma.
O deputado lembra ainda que
hoje a imprevisibilidade da fiscalização é reconhecida
pelo Regulamento da Inspeção do Trabalho (Decreto 4.554/02),
que assegura ao auditor-fiscal do trabalho o direito de entrar nas empresas
livremente, sem aviso prévio e em qualquer dia e horário.
Ele observa, porém, que
nem sempre a perícia é realizada por auditor, mas também
por médico ou engenheiro do trabalho, que não estão
subordinados ao Regulamento da Inspeção do Trabalho.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-4648/2009
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Agência Câmara, 5 de janeiro de
2010
PEC aumenta estabilidade de trabalhadora
gestante
Bernardo Hélio
A Câmara analisa a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) 397/09, do deputado
Geraldo Resende (PMDB-MS), que proíbe a demissão arbitrária
ou sem justa causa da trabalhadora gestante, desde a confirmação
da gravidez até doze meses após o parto.
Atualmente, essa estabilidade
provisória é garantida da confirmação da
gravidez até o quinto mês após o nascimento do bebê.
A norma está prevista no Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
Para o autor, os cinco meses
de estabilidade no período pós-gestação
são insuficientes para garantir a tranquilidade necessária
à mãe, que, muitas vezes, é a responsável
pelo sustento da família. Segundo ele, sem a garantia do vínculo
empregatício, a trabalhadora dificilmente conseguiria se manter
no emprego ou ser reinserida no mercado de trabalho.
"A maternidade é
fato social tão relevante que a sua ocorrência deve gerar
imediatamente, por parte do Estado, a tutela legal necessária
para garantir à empregada grávida ou à mãe
todas as condições para viver esse momento com segurança",
disse Resende.
De acordo com o autor, o aumento
do período de estabilidade da gestante também beneficia
a criança, que será mais bem amparada no seu primeiro
ano de vida. "Nessa etapa, as crianças precisam de cuidados
constantes, principalmente quanto à amamentação",
afirmou.
Tramitação
A PEC terá a sua admissibilidade analisada pela Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada,
será examinada por uma comissão especial a ser criada
especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário,
onde será votada em dois turnos.
Conheça a tramitação
de PECs.
Íntegra da proposta:
PEC-397/2009
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Valor Econômico, 5 de
janeiro de 2010
92% terão bônus no
seguro sobre acidente de trabalho, segundo MPS
A partir de janeiro, entram
em vigor as novas regras do Fator Acidentário de Prevenção
(FAP) que será usado no cálculo da contribuição
paga pelas empresas para o Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). A empresa
que apresentar redução de acidentes de trabalho e investimento
na área pode ter desconto de até 50% e a que tiver grande
número de acidentes pagará um adicional até 75%.
Levantamento do Ministério
da Previdência Social aponta que 952.561 empresas terão
de contribuir com o seguro em 2010. Desse total, 92% terão bônus
com a aplicação do FAP e 7,62% pagarão acréscimo.
As alíquotas pagas são de 1%, 2% ou 3%, conforme o risco
de acidentes da atividade, e incidem sobre a folha salarial. As 3,3
milhões de empresas do Simples estão isentas.
Segundo o diretor do Departamento
de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do
ministério, Remigio Todeschini, as normas anteriores não
fixavam diferenciação de pagamento e nem benefícios
para quem investe em segurança no trabalho. As novas regras têm
o objetivo de estimular a prevenção. O fator acidentário
será calculado anualmente com o intuito de verificar quais empresas
investiram e estão aptas ao bônus.
Todeschini alerta que as despesas
com acidentes e condições inadequadas de trabalho chegam
a R$ 50 bilhões por ano, cerca de 1,8% do Produto Interno Bruto
(PIB) - soma de todas as riquezas produzidas no país. Nesse cálculo
está incluso o pagamento de benefícios e de aposentadoria
especial.
Nos últimos três
anos, os acidentes de trabalho cresceram aproximadamente 46,4%. Em 2006,
foram contabilizados 512 mil acidentes e os casos de doenças
no trabalho subiram, em 2008, para quase 750 mil. A explicação
para o aumento, segundo Todeschini, é o próprio crescimento
econômico do país sem a adoção de medidas
de segurança pelo empresariado.
Os setores econômicos
com os piores índices são alimentação, construção
civil, têxtil, automobilístico, comércio, serviços,
transporte de cargas, agricultura e armazenamento - eles respondem por
mais de 50% dos acidentes no país.
Os cortes em mãos e pés
lideram o ranking de acidentes. Em segundo lugar, aparecem movimentos
excessivos e esforço repetitivo, seguido pelos transtornos mentais
e de comportamento.
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BEM PARANÁ, 05 de
janeiro de 2010 | Cenofisco Informa
Considerações gerais sobre
a comissão interna de prevenção de acidentes -
Cipa
Anara Valéria Terbeck
A CLT determina em seu artigo 162 que as empresas deverão manter
serviços especializados em segurança e medicina do trabalho,
conforme normas expedidas pelo Ministério do Trabalho.
O MTE trouxe as Normas Regulamentadoras
de que o presente artigo trata, como a NR - 5, que traz a obrigatoriedade
da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes –
CIPA, que tem como finalidade prevenir acidentes e doenças decorrentes
do trabalho, acarretando na preservação da vida e na promoção
da saúde do trabalhador.
A CIPA deverá ser constituída
por estabelecimento, sendo obrigatória para todas as empresas
privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos
da administração direta e indireta, instituições
beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem
como outras instituições que admitam trabalhadores como
empregados.
Deverão compor a CIPA
membros eleitos pelos empregados e membros indicados pelo empregador,
sendo que o número de representantes será de acordo com
o dimensionamento constante no Quadro I da Norma Regulamentadora nº.
5. Considerando os estabelecimentos que não possuam o número
mínimo de empregados para a constituição da CIPA,
deverá ser designado um responsável para cumprir as determinações
impostas pela NR-5.
Vale ressaltar que os membros
eleitos pelos empregados para cargo de direção da CIPA
não poderão ser demitidos arbitrariamente ou sem justa
causa desde a candidatura até um ano após o final de seu
mandato. Convém mencionar que a mesma regra é aplicada
aos suplentes eleitos.
A empresa deverá proporcionar
o treinamento para os membros da CIPA, com os seguintes itens:
· Estudo do ambiente,
das condições de trabalho, bem como dos riscos originados
do processo produtivo;
Metodologia de investigação
e análise de acidentes e doenças do trabalho;
Noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes
de exposição aos riscos existentes na empresa;
· Noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida – AIDS, e medidas de prevenção;
· Noções
sobre as legislações trabalhista e previdenciária
relativas à segurança e saúde no trabalho;
· Princípios gerais
de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos;
· Organização
da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das
atribuições da Comissão.
Dentre as atribuições
da CIPA, vale destacar a elaboração de plano de trabalho
que possibilite a ação preventiva na solução
de problemas de segurança e saúde no trabalho, participação
na implementação e controle da qualidade das medidas de
prevenção necessárias, assim como da avaliação
das prioridades de ação nos locais de trabalho, verificações
nos ambientes e condições de trabalho visando identificar
situações que possam trazer riscos para a segurança
e saúde dos trabalhadores e divulgação aos trabalhadores
de informações relativas à segurança e saúde
no trabalho.
Dessa forma, todos os estabelecimentos
que admitam trabalhadores como empregados, deverão compor a CIPA
conforme os requisitos estabelecidos na Norma Regulamentadora nº.
5.
* Anara Valéria Terbeck é
advogada e consultora Trabalhista e Previdenciária do Cenofisco
– Centro de Orientação Fiscal.
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GAZETA DO POVO, 05 de janeiro de 2010 | Economia
Trabalho
Governo propõe reajuste de até
21,5% no salário mínimo regional do Paraná
Piso deve ficar entre R$ 663 e R$ 765 no estado.
Se aprovado, valor será até 50% maior do que o nacional
05/01/2010 | 11:10 | Célio Yano
O governo do Paraná apresentou
na manhã desta terça-feira (5) os valores propostos para
o reajuste do salário mínimo regional, que deve entrar
em vigor no dia 1º de maio. O novo piso, válido para as
categorias que não têm acordo coletivo de trabalho, deve
ficar entre R$ 663 e R$ 765, em quatro faixas, na qual estão
agrupados diferentes tipos de categorias profissionais.
Caso os valores sejam aprovados
sem alterações pela Assembleia Legislativa, como tem ocorrido
nos últimos anos, a mudança representará aumento
de até 21,5% para a maior faixa, e o piso chegará a ser
50% maior que o salário mínimo nacional, que subiu para
R$ 510 no último dia 1º. Atualmente, o piso paranaense chega
a R$ 35% a mais que o mínimo brasileiro.
O anúncio foi feito durante
a reunião semanal da Escola de Governo, no auditório do
Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O governo chegou às novas
faixas após estudos que envolveram as secretarias do Planejamento
e do Trabalho, as Centrais Sindicais, o Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Instituto
Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Hoje, o piso varia de R$ 605,52
a R$ 629,45, e é dividido em seis faixas: trabalhadores de atividades
agropecuárias, florestais e de pesca (faixa 1); serviços,
vendedores do comércio em lojas e mercados (faixa 2); reparação
e manutenção (faixa 3); serviços administrativos
(faixa 4); produção de bens e serviços industriais
(faixa 5); e técnicos de nível médio (faixa 6).
A partir deste ano, segundo
a proposta do governo, a distinção muda para quatro classificações,
com o agrupamento das faixas 2, 3 e 4 (veja os valores no quadro ao
lado) em um único grupo. O propósito da medida, segundo
o governador Roberto Requião (PMDB), é evitar confusões
no entendimento da classificação por parte dos empresários
e trabalhadores.
Eron José Maranho, analista
de conjuntura do Ipardes, na faixa 4, disse que o valor proposto para
o novo salário mínimo chega a ser 17% menor que o praticado,
em média, pelo mercado. A intenção do governo,
segundo ele, é equilibrar o piso entre as diversas faixas. A
proposta deverá ser encaminhada à Assembleia Legislativa
no dia 1º de fevereiro, para ser analisada pelos deputados.
Ainda durante a Escola de Governo,
representantes de diversos movimentos sindicais, além de deputados
estaduais, foram convidados para enaltecer a proposta de reajuste. Além
do Paraná, que instituiu o salário mínimo regional
em 2006, apenas outros três estados brasileiros (São Paulo,
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) adotam a mesma política.
Valores
propostos pelo governo
Faixa 1 – Trabalhadores empregados nas Atividades
Agropecuárias, Florestais e da Pesca – R$ 663 (aumento
de 9,5% em relação a 2009)
Faixa 2 –
Trabalhadores empregados em Serviços, Vendedores do Comércio
em Lojas e Mercados, Reparação e Manutenção
e Serviços Administrativos – R$ 688,50 (aumento
de 11,9% em relação a 2009)
Faixa 3 –
Trabalhadores da Produção de Bens e Serviços Industriais
– R$ 714 (aumento de 14,2 % em relação a
2009)
Faixa 4 –
Técnicos de Nível Médio – R$ 765
(aumento de 21,5% em relação a 2009)
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de janeiro de 2010 | Economia
Salário mínimo regional
poderá ser reajustado em 21,5%
Redação
O salário mínimo regional poderá ficar entre R$
663 e R$ 765 no Paraná. O reajuste foi proposto pelo governo
na manhã desta terça-feira (5). O reajuste deve entrar
em vigor no dia 1.º de maio.
A Assembleia Legislativa ainda precisa aprovar esses valores, que podem
ser modificados. Caso isso não aconteça haverá
um aumento no mínimo regional de 21,5% e será 50% maior
que o mínimo do País, que é de R$ 510.
O salário mínimo
regional foi instituído no Paraná em 2006. Os estados
de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também
adotam esta política.
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O DIÁRIO DO NORTE DO
PARANÁ, 05 de janeiro de 2010 | Economia
Economia | Trabalhadores | Criado 05/01/2010
12h44
Reajuste do salário mínimo
regional pode chegar a 21,5
O governo do Paraná apresentou
terça-feira (5), durante a Escolinha de Governo, a proposta de
reajuste para o salário mínimo regional, que deve começar
a vigorar em 1º de maio. O novo piso se aplica às categorias
que não têm acordo coletivo de trabalho e deve variar entre
R$ 663 e R$ 765 para quatro faixas, que variam conforme a categoria
profissional.
Para começar a vigorar,
o reajuste tem de ser aprovado pela Assembleia Legislativa. Se for aprovado,
o piso regional será 50% maior que o salário mínimo
nacional. Hoje, o piso regional varia entre R$ 605,52 e R$ 629,45.
Reajuste proposto
Faixa 1, no valor de
R$ 663: enquadram-se os trabalhadores empregados em atividades
agropecuárias, florestais e de pesca.
Faixa 2, no valor de
R$ 688,50: são os trabalhadores empregados em serviços,
vendedores do comércio em lojas e mercados, reparação
e manutenção e serviços administrativos.
Faixa 3, no valor de
R$ 714: enquadram-se os trabalhadores da produção
de bens e serviços industriais.
Faixa 4, no valor de
R$ 765: são os técnicos de nível médio.
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