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O ESTADO DO PARANÁ, 07 de janeiro
de 2010 | Economia
Mercado de trabalho deve crescer em
ritmo lento
Agência Estado
O mercado de trabalho deve apresentar melhora este ano em relação
ao ano passado, mas o ritmo de expansão do número de
vagas será lento, considerando as velocidades de crescimento
previstas para investimentos e faturamento em 2010.
A análise consta da Sondagem
de Investimentos na Indústria da Transformação,
referente ao último trimestre de 2009 e divulgada hoje pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV).
A pesquisa ouviu 762 empresas
entre os dias 12 de outubro e 30 de novembro. De acordo com a FGV, dos
21 gêneros industriais pesquisados dentro da indústria
da transformação, 18 pretendem ampliar o contingente de
mão de obra em 2010.
Do total de empresas entrevistadas,
40% planejam novas contratações. Ao se analisar cada segmento,
as empresas de bens de capital registraram o maior porcentual, com 53%
apostando em novas contratações.
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Gazeta
do Povo, 7 de janeiro de 2010
Produção
Indústria tem primeira queda em dez
meses
Setor teve um recuo de 0,2% em novembro, na comparação
com outubro, o que pode indicar recuperação mais lenta do
que o previsto
Depois de dez meses de alta, a indústria
brasileira recuou 0,2% em novembro em relação a outubro.
Porém, a produção de bens de capital, que inclui
máquinas e equipamentos, registrou expansão de 6,1% no
período, a oitava consecutiva. Para o IBGE, responsável
pela pesquisa, é um sinal de que o processo de recuperação
da indústria não foi interrompido.
“O resultado de novembro indica uma acomodação
em razão das altas anteriores, mas não altera a trajetória
de crescimento”, diz o economista André Macedo, da coordenação
de indústria do IBGE. Segundo ele, o desempenho negativo no mês
decorreu da queda no setor de bens de consumo duráveis, principalmente
automóveis, cuja produção diminuiu 2,2% depois
de crescer 107,6% entre janeiro e outubro.
Mesmo com a queda, porém, a produção
da indústria foi maior do que a verificada no mesmo mês
do ano anterior, o que não acontecia havia 12 meses. A alta,
de 5,1%, é resultado da recuperação gradual verificada
ao longo do ano aliada a uma base de comparação bem mais
baixa do que as anteriores – em novembro de 2008 o setor já
sofria uma drástica retração devido à crise.
Juros
O economista Bernardo Wjuniski, da Tendências
Consultoria, avalia que o número baixo traz um certo alívio
para quem teme a aceleração da inflação.
“Não surgirão fortes pressões inflacionárias
na maior parte do ano. Por isso não há necessidade de
o ciclo de alta dos juros se iniciar ainda no primeiro semestre”,
analisa. Segundo ele, a indústria, que acumulou uma queda de
9,3% entre janeiro e novembro do ano passado, sinaliza para uma recuperação
da atividade econômica “consistente”, mas um pouco
mais lenta do que se esperava.
O estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre
Lintz, vai além e acredita que uma possível alta na Selic
ficará para o ano que vem. “Os dados mostram que não
há espaço para subir os juros em 2010”, afirma.
Ele argumenta que a taxa negativa de 0,2% da produção
industrial indica uma recuperação gradual, que não
sustenta o otimismo demonstrado pelo mercado financeiro nas últimas
semanas.
Rogério Souza, do Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), avalia que os dados de novembro
“não são desfavoráveis” e mostram que
“não há um superaquecimento” no setor, que
prossegue mostrando alta nos investimentos. Ele ressalta que a queda
na produção em novembro ante outubro esteve praticamente
localizada em um único segmento, o de automóveis.
Crise
Os efeitos da crise, no entanto, persistem.
Segundo a economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg Consultores
Associados, a produção atual está num patamar 5,9%
abaixo do verificado em setembro de 2008, mês em que a indústria
nacional atingiu seu recorde.
A maior defasagem hoje está na produção
de bens de capital, com queda de 11,4% em relação ao pico.
No auge da crise, a diferença chegou a 31,1%, menor apenas do
que a verificada nos bens de consumo duráveis – o segmento,
que inclui automóveis e eletrodomésticos, chegou a sofrer
redução de 48% ante setembro, mas teve recuperação
mais rápida e hoje amarga perdas de apenas 5,1%.
“O setor de automóveis sofreu muito
com o congelamento do crédito e o choque de confiança
decorrentes da crise. Mas o governo atuou rápido e a retomada
também foi rápida”, diz o economista Daniel Moreira,
da Mauá Sekular Investimentos. Segundo ele, a falta de estímulos
fiscais para outros segmentos não impediu que eles também
se recuperassem.
A retomada, no entanto, tem sido bastante calcada
no mercado interno. Dos 27 segmentos industriais pesquisados, só
seis operam em patamar superior ao de setembro de 2008. Todos voltados
para o consumo doméstico, como bebidas e alimentos. Dos setores
mais importantes, o único que demorou mais a reagir foi o de
máquinas e equipamentos. “A utilização da
capacidade instalada estava muito baixa e não se vislumbrava
uma recuperação que justificasse investimentos”,
explica Zara, da Rosenberg.

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Gazeta do Povo, 7 de janeiro
de 2010
Pesquisa
Investimento virá antes dos empregos
A retomada do emprego na indústria virá em ritmo lento
em 2010, em contraste com as perspectivas melhores para investimentos
e faturamento das empresas neste ano. Quase metade das empresas pretende
elevar investimentos, e o aumento nas vendas deve ser, em
média, de 10,1% – a maior taxa dos últimos oito
anos, segundo a Sondagem de Investimentos na Indústria
da Transformação, feita pela Fundação
Getulio Vargas (FGV).
O levantamento ouviu 762 companhias,
nos meses de outubro e novembro do ano passado, e mostrou a expectativa
de recuperação 2010. Do total de empresas pesquisadas,
40% querem contratar mais pessoal em 2010, enquanto 48% vão aumentar
os investimentos e 69% esperam ter aumento de faturamento.
“O ritmo de contratações
é mais vagaroso porque o aumento de
produtividade não depende de aumento no número de vagas”,
explica o coordenador técnico de Sondagens Conjunturais da FGV,
Jorge Braga. Segundo ele, há maneiras de elevar a produção
sem abertura de vagas, como através da elevação
de horas extras, por exemplo.
Investimentos
As projeções de
aumento de investimentos da indústria para 2010 são, em
média, melhores do que as estimativas apresentadas no início
de 2009, mas ainda não retornaram ao mesmo nível das expectativas
para 2008. Entre os destaques estão os bens de consumo duráveis,
como fogões, geladeiras e freezers. Dentre as empresas pesquisadas
neste segmento, 58% planejam investir mais neste ano. Os produtos de
consumo duráveis também conseguiram os melhores resultados
nas projeções de vendas: 73% do total de empresas deste
tipo projetam alta no faturamento.
A retomada do setor de bens
de capital, como máquinas e equipamento também foi apurada
nas projeções da pesquisa. Entre as empresas do ramo,
47% planejam investir mais, e 67% esperam alta no faturamento. “O
setor de bens de capital foi um dos mais prejudicados com a crise. É
muito interessante a boa resposta nas estimativas”, comentou.
O economista ressalta que os
melhores resultados da pesquisa estão em setores mais voltados
para o mercado doméstico, que continua com bons sinais, como
perspectiva de aumento do poder aquisitivo, políticas de incentivo
do governo para compra de bens duráveis e continuidade na melhora
de oferta de crédito. “Todos estes fatores ajudam muito
no consumo interno”, comentou.
Ociosidade
A perspectiva de investimento
maior é importante em um momento em que os analistas percebem
uma redução na capacidade ociosa nas fábricas.
“Não há tanta ociosidade assim. Se houvesse tanta
ociosidade provavelmente as empresas não estariam investindo
tanto quanto estão investindo neste momento”, analisa o
economista-chefe do JPMorgan do Brasil, Fábio Akira. Akira observa
que a ocupação da capacidade está ocorrendo de
forma mais rápida do que se esperava.
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FOLHA DE LONDRINA, 07 de janeiro
de 2010 | Economia
2010 é o ano dos investimentos
Sondagem da FGV aponta que 48% das indústrias
no País se preparam para ampliações e novas contratações
São Paulo - Quase metade
das indústrias (48%) pretende ampliar os investimentos neste
ano, enquanto 17% projetam que haverá uma diminuição
no valor dos aportes, de acordo com sondagem divulgada ontem pela Fundação
Getulio Vargas (FGV).
A melhora do ambiente dos negócios,
a elevação do nível de utilização
da capacidade instalada e da confiança dos empresários
se refletiram nas previsões. As projeções para
2010 em todos os quesitos pesquisados, que incluem ainda faturamento
e pessoal ocupado, são mais favoráveis do que as feitas
para 2009, quando o setor foi fortemente afetado pela crise internacional,
mas ainda são inferiores às previstas para 2008.
A expansão mais acentuada
na previsão de investimentos foi registrada em bens duráveis
de consumo, cujo percentual de aumento é o maior da série
(58%). A elevação da renda, a prorrogação
da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) em alguns segmentos e as condições favoráveis
do crédito devem sustentar o dinamismo do setor, de acordo com
a FGV.
Em bens de capital, que reflete
o aumento de investimentos em máquinas e equipamentos, 14 dos
21 gêneros pesquisados apresentaram previsões (diferença
entre os percentuais de aumento de investimentos menos os de redução)
superiores às de 2009, e sete, inferiores. Na comparação
com o previsto para 2008, apenas cinco gêneros, voltados para
o mercado interno, superam os resultados daquela época.
O setor está sendo influenciado
pela política de incentivos do governo, como desonerações
tributárias e pelo Programa de Sustentação dos
Investimentos do BNDES, que oferece uma linha de crédito a juros
baixos e prazos longos.
Neste ano, pela primeira vez,
a faixa que atingiu o maior percentual, entre os empresários
que pretendem ampliar os investimentos, é a de expansão
acima de 20% - apontada por 33% dos entrevistados. O crescimento entre
10,1% e 20% é previsto por 20% das empresas, enquanto 32% preveem
crescimento entre 5,1% e 10%. Outros 15% esperam aumento entre 0,1%
e 5%.
Modernização tecnológica
Uma pesquisa realizada pela
Federação das Indústrias do Estado do Paraná
(Fiep), no final do ano passado, apontou que os empresários paranaenses
pretendem priorizar os investimentos para aumentar sua produtividade.
Investir em modernização tecnológica e melhoria
dos processos também foram citados entre os entrevistados como
estratégias para 2010. Na pesquisa, 81,78% dos empresários
afirmaram que usariam recursos próprios.
''Os investimentos na indústria
continuam baixos no Brasil. Prova disso é que a idade média
dos equipamentos da nossa indústria é de 17 anos, enquanto
na Alemanha é de apenas cinco anos'', disse o presidente da Fiep,
Rodrigo Rocha Loures, na coletiva de divulgação das pesquisas.
Faturamento
As previsões para 2010
são mais animadoras do que as de 2009, principalmente para bens
duráveis de consumo, que devem continuar sendo beneficiados pelo
bom desempenho dos negócios no mercado interno.
A parcela de empresas que projetam
aumento das vendas em 2010, já descontada a inflação
do período, é de 69%, acima de 2009 (62%), mas abaixo
de 2008 (71%). Já a proporção de empresas que planejam
faturar menos diminuiu de 12% para 8%.
Os prognósticos de vendas
são os maiores da série histórica. Para 2010, a
maior incidência foi verificada na faixa de crescimento entre
5,1% e 10%, apontada por 41% das empresas, o mesmo percentual do ano
passado. Em seguida, vem a faixa entre 10,1% e 20%, prevista por 30%
das empresas.
Pessoal ocupado
A sondagem também prevê
ampliação do quadro em 2010, mas em percentual inferior
ao dos investimentos e do faturamento. De acordo com a pesquisa, 40%
empresas pretendem contratar, enquanto 12% programam demissões.
O setor de bens de capital é
o que alcança o maior percentual de previsão de contratação
em 2010 (53%). Dos 21 gêneros industriais, 18 pretendem ampliar
o contingente de mão de obra em relação às
previsões feitas para 2009.
Folhapress
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FOLHA DE LONDRINA, 07 de
janeiro de 2010 | Opinião
O que diz a sondagem da FGV
As indústrias esperam um crescimento
recorde no faturamento deste ano
Primeiro foram as indústrias
do Estado do Paraná que vislumbraram um cenário favorável
em 2010. Em entrevistas a este jornal, em dezembro, empresários
e economistas já adiantavam que a conjuntura apontava para
um ano ativo, após a recessão motivada pela crise financeira
mundial.
Agora as indústrias
de outros Estados também apostam num ano marcado por demandas
em vários setores. A partir desse prognóstico, empresários
acham que devem investir, embora cautelosos. O número dos que
apostam na expansão do negócio é grande: cerca
de 48%, segundo sondagem da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), divulgada ontem. E 69% acham que o lucro será
maior.
Na dianteira do crescimento
- previsto para depois do primeiro trimestre - estão produtos
do mercado interno, puxado pelo consumidor eufórico. É
aí que mora o perigo do excesso de demanda agregada. Mas isto
é problema de quem administra os preços, como já
vimos ontem.
Enfim, o mercado interno impulsiona
a expectativa das indústrias brasileiras, que projetam maiores
investimentos e faturamento, de acordo com o levantamento denominado
''Sondagem de Investimentos da Indústria de Transformação'',
da FGV. Mais uma vez são justamente as indústrias cujas
produções são voltadas para o mercado doméstico
que apresentam as melhores perspectivas. (Veja reportagem das agências
Folhapress e AE no Caderno de Economia),
A pesquisa da FGV mostra ainda
que as indústrias brasileiras esperam um crescimento recorde
no faturamento ao longo deste ano. Ao todo, 69% das indústrias
têm expectativa de ver seus ganhos crescerem em 2010, sendo
que o incremento médio projetado é de 10,1%, maior patamar
da série histórica iniciada em 2003.
O prognóstico
paranaense estava configurado em dezembro. Será puxado pelo
agronegócio, que teve um ano adverso na exportação
que já previa um dólar baixo. Esta conta poderia ter
sido compensada pela conquista de novos mercados que não se
confirmou. Diferente de eventual euforia no âmbito nacional,
patrocinada pelo ufanismo político, no Paraná a previsão
tende a se confirmar porque o espaço existe desde 2009, apenas
teve que pular um ano.
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Agência Sindical, 7
de janeiro de 2010
Centrais preparam conferência
no FSM 2010 sobre práticas antissindicais
As seis centrais sindicais brasileiras
- CUT, CTB, FS, NCST, CGTB e UGT - realizarão uma conferência
sobre praticas antissindicais no País, que deverá ocorrer
durante a realização do Fórum Social Mundial 2010,
em Porto Alegre (25 a 29 de janeiro).
As diretrizes do evento foram
definidas, na última terça-feira (5), em reunião
na sede da CTB, em São Paulo.
A atividade foi agendada para
o próximo dia 27, às 14 horas, na Assembléia Legislativa
do Rio Grande do Sul (auditório Dante Barone).
"O FSM é um espaço
importante para dar visibilidade às práticas antissindicais
ocorridas no Brasil, tais como perseguição, assassinatos
e intervenção do Ministério Público com
interditos proibitórios", avalia Gilda Almeida, secretária
adjunta de Finanças da CTB.
Novo
encontro
Em dezembro, as entidades promoveram seminário sobre o tema na
capital do Pará (Belém), estado que tem um elevado índice
de violências praticadas contra lideranças sindicais e
trabalhadores.
A próxima reunião
organizativa acontecerá dia 14, às 15 horas, na sede da
Força Sindical, em São Paulo.
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Folha
de S.Paulo, 7 de janeiro de 2010
Empresários criticam novo
projeto para terceirização
Para indústria e comércio, proposta
mina competitividade e traz insegurança | Centrais sindicais apoiam
o projeto de lei, que deve ser encaminhado ao Congresso para proteger
trabalho de empregados terceirizados
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
O projeto de lei que regulamenta a terceirização
no país, proposto pelo Ministério do Trabalho em parceria
com as centrais sindicais, vai afetar a competitividade das empresas,
aumentar custos para a contratação de terceirizados e
dificilmente será aprovado no Congresso, segundo representantes
da indústria e do comércio.
Para as centrais sindicais, ele será um "marco" ao
proteger trabalhadores tratados hoje como de "segunda categoria".
Na avaliação da CNI (Confederação Nacional
da Indústria), o projeto é "absolutamente inadequado"
ao proibir a terceirização na atividade fim de uma empresa.
"Não há como distinguir, de forma segura, o que é
atividade fim e meio. Na construção de um prédio,
por exemplo, há várias etapas: fundação,
parte elétrica, hidráulica. O que é fim e meio
em uma obra?", diz Emerson Casali, gerente-executivo de Relações
do Trabalho da CNI. "Terceirizar significa buscar redução
de custos e mais qualidade para tornar a empresa competitiva, protegendo
os trabalhadores."
O setor produtivo também critica o fato de o projeto permitir
que o terceirizado possa responsabilizar solidariamente a empresa tomadora
de serviços, caso a prestadora de serviços (a terceirizada)
não cumpra obrigações trabalhistas. Até
então, a súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho previa
que a contratante poderia ser responsabilizada subsidiariamente -após
esgotadas as tentativas de cobrar a prestadora de serviços, o
prejudicado poderia acionar na Justiça a tomadora de serviços.
"Com a responsabilidade solidária, prevista no PL, cresce
o nível de insegurança jurídica na hora de terceirizar.
E também abrem-se brechas para fraudes, uma vez que uma empresa
prestadora de serviço pode agir de má-fé em conluio
com o funcionário terceirizado, ao processar a tomadora de serviços
na Justiça", diz Casali.
Na avaliação da Fecomercio SP, as contratantes de serviços
terão de arcar com aumento de custos administrativos e jurídicos
para cumprir a exigência de que monitorem mensalmente o pagamento
de salários, FGTS e contribuição previdenciária
por parte das terceirizadas. "O Estado é que está
terceirizando seu papel de fiscal. A empresa será obrigada a
exercer essa fiscalização, e isso tem custo", diz
Luis Antonio Flora, gerente jurídico da Fecomercio.
O advogado Luis Carlos Moro avalia que o projeto "acerta"
ao garantir o princípio da isonomia. "Evita-se que trabalhadores
permaneçam lado a lado, às vezes realizando as mesmas
tarefas, sob condições jurídicas e econômicas
diferentes."
"O projeto traz avanços, mas enfrentará resistências
do empresariado", diz Quintino Severo, secretário-geral
da CUT. "No Brasil, terceirização virou sinônimo
de precarização. O projeto permitirá maior controle
dessa situação", diz Ricardo Patah, da UGT.
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FOLHA DE LONDRINA, 07 de janeiro
de 2010 | Política
Despesa com hora extra no Senado atingiu
R$ 87,6 milhões em 2009
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI),
afirmou há pouco mais de dois meses: a hora extra no Senado 'é
uma bagunça'
Brasília - A promessa
do Senado de reduzir as despesas com horas extras em 2009 foi em vão.
A Casa gastou R$ 3,7 milhões a mais do que em 2008 com pagamentos
a servidores por serviços fora do horário de expediente.
Esse resultado confirma declaração dada pelo primeiro-secretário,
senador Heráclito Fortes (DEM-PI), há pouco mais de dois
meses: a hora extra no Senado ''é uma bagunça''.
''O pessoal passa o dia fora,
chega com o cabelo molhado no fim do dia e fica dando volta no Senado
até 20h30 para marcar a hora extra'', afirmou o senador numa
audiência pública sobre a prometida e atrasada reforma
administrativa. Nota oficial divulgada pela Secretaria de Comunicação
Social do Senado na noite de terça-feira informou que, em 2009,
foram gastos R$ 87,6 milhões com horas extras. No ano anterior,
o montante ficou em R$ 83,9 milhões.
O aumento dessa despesa chama
a atenção não só pelo valor, mas também
pelo fato de que o Senado diminuiu de 4.227 para 2.763 o número
de servidores autorizados a fazerem hora extra. O aumento de gasto é
explicado, entre outras coisas, por uma manobra efetuada em outubro
de 2008, quando o então diretor-geral Agaciel Maia decidiu reajustar
o valor máximo pago por mês por hora extra. O benefício
subiu de R$ 1,3 mil para R$ 2,6 mil. Esse dinheiro é visto pelos
funcionários como algo incorporado aos salários, assim
como as funções comissionadas, que são as gratificações
dadas a praticamente todos os 3 mil servidores efetivos.
O pagamento da hora extra foi
um dos itens da crise administrativa que tomou conta do Senado no ano
passado, cujo ápice foi a revelação dos atos secretos
pelo jornal ''O Estado de S. Paulo'' no dia 10 de junho. O Senado gastou
R$ 6 milhões em janeiro, durante férias dos senadores
e funcionários.
O presidente José Sarney
(PMDB-AP) e Heráclito Fortes anunciaram medidas para conter o
abuso, mas nada funcionou. Primeiramente, instalaram um sistema eletrônico
para os servidores registrarem a hora extra até as 20h30 do dia
em que trabalharam. Mas o próprio Heráclito admitiu, ao
usar a expressão ''bagunça'', que funcionários
deixam o Senado mais cedo e retornam à noite apenas para marcar
a hora excedida. A outra promessa era instalar um ponto eletrônico
para fiscalizar os servidores, já que hoje não há
controle sobre entrada e saída deles. Mas até agora isso
não saiu do papel.
Na segunda-feira, o jornal ''Correio
Braziliense'' revelou o aumento de despesas com horas extras em 2009
e o Senado, por intermédio da Secretaria de Comunicação
Social, acabou admitindo o fato. De acordo com dados obtidos pelo ''Estado'',
o Senado gastou R$ 6,7 milhões com horas extras em dezembro.
Em julho, período de recesso parlamentar, o valor chegou a R$
8,5 milhões. Pelo menos R$ 510 milhões foram gastos nos
últimos cinco anos com horas extras.
O aumento de despesa com esse
benefício reforça o cenário pessimista que o Senado
começa o ano de 2010. A diretoria-geral comemora a redução
de R$ 110 milhões em despesas. O problema é que a Casa
não mexe nos privilégios dos senadores e servidores efetivos,
de confiança e terceirizados. Os parlamentares, por exemplo,
ganharam um presente de fim de ano: a permissão de usar em 2010,
ano de eleições, o que sobrou da cota de passagem aérea
do ano passado. Essa prática havia sido proibida pelo ato aprovado
em abril do ano passado, que tentou estabelecer novas regras após
o escândalo conhecido como ''farra das passagens''. O Senado ainda
prorrogou a maioria dos contratos de mão de obra terceirizada
sob suspeita, atendendo a apelos desses funcionários.
Leandro Colon
Agência Estado
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de janeiro de 2010 | Política
Começa hoje o programa partidário
na televisão
Redação
Vai ao ar hoje o primeiro programa partidário de 2010. Às
20h no rádio e às 20h30 na TV, será exibido o programa
nacional do PSOL. Serão 10 minutos em cadeia nacional.
Como temas, o programa promete
trazer o combate à criminalização do movimento
popular, apoio à uma nova central dos trabalhadores, contestação
à “falsa polarização” do processo eleitoral
e defesa de um novo projeto econômico.
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Agência Sindical,
7 de janeiro de 2010
Sindicalizados podem ver “Lula,
o filho do Brasil” com desconto de 50%
A partir do dia 8 de janeiro (sexta-feira), os trabalhadores sindicalizados
poderão assistir ao filme "Lula, o filho do Brasil"
com 50% de desconto em qualquer dia da semana.
Basta apresentar a carteirinha
comprovando a ligação com o sindicato em uma das 354 salas
de cinema que exibem a obra.
Com direção de
Fábio Barreto, o elenco conta com 130 atores. Rui Ricardo Diaz
faz o papel de Lula dos 18 aos 35 anos; Glória Pires interpreta
Dona Lindu, mãe de Lula; Cléo Pires vive a primeira mulher
do presidente e Juliana Baroni atua com a primeira-dama Marisa Letícia.
Sucesso
de público
Em apenas três dias de exibição, mais de 300 mil
expectadores viram a obra que retrata a vida do presidente Luis Inácio
Lula da Silva desde o nascimento, em 1945, até a formação
do líder sindical nas fábricas e no Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC, em 1980.
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O ESTADO DO PARANÁ,
07 de janeiro de 2010 | Economia
Previdência prorroga acordo sobre
folha de benefícios
Agência Estado
O Ministério da Previdência prorrogou por mais um ano o
acordo firmado em 2007 com a Federação Brasileira de Bancos
(Febraban) para não ter de pagar aos bancos pelos serviços
de processamento e pagamento dos benefícios previdenciários.
A prorrogação
do acordo, que venceu no dia 31 de dezembro de 2009, não significa,
entretanto, que o governo tenha desistido da ideia de leiloar esse estoque
para passar a receber dos bancos pela administração da
folha de benefícios.
Segundo o ministro da Previdência,
José Pimentel, será criado um grupo de trabalho, composto
por técnicos do INSS e do Tesouro Nacional, para avaliar como
poderá ser feita a precificação do estoque de benefícios,
que soma 27 milhões.
Além disso, o ministro
destacou que, durante este ano, o governo fará uma análise
da implementação dos novos contratos assinados com os
bancos que venceram o leilão para o pagamento dos novos benefícios
da Previdência Social a serem concedidos a partir de 2010.
O acordo prorrogado incluiu
uma série de obrigações que os bancos terão
de cumprir em relação às pessoas que já
recebem benefícios previdenciários. As instituições
terão que enviar aos aposentados e pensionistas um extrato mensal
de pagamento dos benefícios, além do comprovante anual
de pagamento e a declaração de rendimentos que será
usada para fazer a declaração do imposto de renda.
Os aposentados e pensionistas
também terão o direito de fazer a transferência
do benefício para outro banco, uma vez a cada mês, de forma
gratuita. O presidente do INSS, Valdir Simão, afirmou que o governo
irá economizar cerca de R$ 55 milhões por ano por ter
transferido aos bancos a responsabilidade pela impressão e postagem
dos extratos anuais e da declaração de rendimentos.
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Agência Câmara,
7 de janeiro de 2010
Proposta garante estabilidade ao
pai durante gravidez de esposa
Edson Santos
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5936/09, do deputado Sabino
Castelo Branco (PTB-AM), que impede a demissão sem justa causa
do trabalhador cuja esposa esteja grávida e não tenha
estabilidade por sua condição.
A proposta estabelece que o
trabalhador deverá apresentar cópia autenticada do registro
do nascimento da criança até 5 dias após o parto.
Ele deverá constar como pai da criança. Caso não
entregue, o trabalhador poderá ser demitido por justa causa e
deverá pagar ao empregador multa equivalente ao seu salário
básico mensal.
De acordo com o autor, a proteção
do recém-nascido cabe a toda a sociedade. Ele lembra que a Constituição
Federal garante à gestante estabilidade provisória da
confirmação da gravidez até cinco meses após
o parto. Porém, argumenta, essa proteção só
atinge as mães empregadas.
Tramitação
A proposta, em tramitação conclusiva, será analisada
pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
§ PL-5936/2009
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Comunique-se, 7 de janeiro
de 2010
Sindicato vai entrar com ação
civil pública contra jornalista Boris Casoy
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação
de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana
de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, afirmou
que irá entrar com uma ação civil pública
contra o jornalista Boris Casoy, por sua declaração sobre
o trabalho dos garis no Jornal da Band.
"Vamos entrar com uma ação
civil pública para que ele se retrate na Justiça. Já
assinei a procuração", declarou o presidente da entidade.
O apresentador do Jornal da
Band tem sido criticado desde o dia 31 de dezembro, quando saiu no ar
o áudio de uma declaração sobre os garis que desejavam
feliz ano novo.
Ainda na vinheta do jornal,
sem saber que seu microfone estava aberto, Casoy declarou: "Que
merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras.
Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho".
No dia seguinte, no mesmo jornal,
o apresentador pediu desculpas pela atitude. "Ontem durante o intervalo
do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase
infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores
do Jornal da Band", disse.
Na última segunda-feira
(4), o Siemaco entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio
a Boris Casoy. "Não aceitamos as desculpas do apresentador,
que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e
que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores
da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores..."
Em uma nota oficial no site
do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento dado
ao trabalho dos garis.
"Lamentavelmente Casoy
demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado
por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se
que limpeza significa saúde pública e, se nossos 'lixeiros
no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente
viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias,
mas não sem limpeza", diz a nota.
A assessoria de imprensa da
Band informou que o apresentador já pediu desculpas em público.
A direção de jornalismo da emissora ainda não se
manifestou sobre o caso.
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