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O ESTADO DO PARANÁ, 14 de janeiro
de 2010 | Política
Empresários questionam projeto
de piso regional
Roger Pereira
Demorou, mas os empresários paranaenses manifestaram-se, ontem,
contra a proposta de reajuste do piso salarial regional no Paraná,
anunciada no último dia 05 pelo governador Roberto Requião
(PMDB).
Em reunião na sede da
Federação das Indústrias do Estado do Paraná
(Fiep), lideranças empresariais disseram que o reajuste de até
21,5% no mínimo regional é irreal e prejudica a competitividade
dos produtos paranaenses por conta do aumento nos custos.
Na Escola de Governo do dia
05, o governador anunciou que mandaria para a Assembleia Legislativa,
no primeiro dia de trabalho dos deputados em 2010 (1.º de fevereiro),
proposta que reajusta o piso regional entre 11,9% e 21,5%.
Com o projeto, o salário
mínimo no Estado passaria a variar entre R$ 663,00 e R$ 765,00.
As entidades empresariais, que reclamaram de não terem sido procuradas
para discutir os percentuais, vão solicitar audiência com
o governo estadual e com a Assembleia “com o propósito
de alertar sobre o risco que a medida representa”.
“Não somos contrários
ao reajuste do salário, mas defendemos um índice real,
com base em estudos técnicos”, disse Amilton Stival, coordenador
do Conselho de Relações do Trabalho da Fiep, que conduziu
a reunião.
Stival lembrou que a inflação
no período, medida pelo INPC, foi de 4,18%, muito abaixo dos
percentuais propostos pelo governo. “Em nenhum momento fomos procurados
para discutir o tema. A decisão foi unilateral”, afirmou.
O presidente da Federação
das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná
(Faciap), Ardisson Akel alegou que o setor terá dificuldade para
praticar o piso proposto, especialmente no interior do Estado, “onde
a economia é toda baseada em valores menores”. Representantes
dos setores agropecuário, comércio e transportes também
participaram da reunião.
O presidente do Instituto Paranaense
de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Carlos Manuel
dos Santos, disse que não há exagero no índice
de reajustes do mínimo regional. Ele explicou que os novos valores
foram aproximados ao salário praticado pelo mercado para cada
uma das categorias.
“Este é o papel
do estado: reduzir disparidades e ter uma política social pró-ativa.
Como se reduz distâncias salariais muito grandes? Propiciando
reajustes diferentes, até porque um reajuste único só
aumentaria estas diferenças”, disse.
Santos também discorda
dos riscos de prejuízos à economia do interior do Estado
e lembrou que o piso é destinado às categorias não
sindicalizadas, “ou seja, às pessoas mais necessitadas
e desprovidas de proteção de relações de
trabalho, que não se encaixam no perfil dos trabalhadores cujas
federações patronais estão questionando o reajuste”.
O economista do Ipardes
Eron Maranho lembrou ainda que o reajuste terá impacto de apenas
0,2% no PIB do Estado, “mas para as pessoas que vão receber
é uma diferença muito importante que vai ser revertida
em mais consumo, mais produção e maior lucro”.
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FOLHA DE LONDRINA, 14 de janeiro
de 2010 | Política
Reajuste do mínimo regional é
'irreal', afirmam empresários
Líderes empresariais questionam os índices
de reajuste propostos pelo governo do Estado - de 9,5% a 21,5% - e dizem
que impacto na economia pode ser negativo
Curitiba - Lideranças
empresariais reunidas ontem na sede da Federação das Indústrias
do Estado do Paraná (Fiep) questionaram os índices de
reajuste do salário mínimo regional, propostos pelo governo
do Paraná no último dia 5. Os percentuais variam de 9,5%
a 21,5%, mas ainda devem ser confirmados pela Assembleia Legislativa
do Estado, em recesso até fevereiro. Para os empresários,
o reajuste proposto é ''irreal'' e pode provocar um impacto negativo
na economia. Os empresários destacam que a inflação
no período, medida pelo INPC, foi de 4,18%, abaixo, portanto,
dos percentuais propostos pelo governo do Estado.
A reunião contou com
representantes da Fiep, da Federação da Agricultura do
Estado do Paraná (Faep), da Federação das Empresas
de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), da
Federação das Associações Comerciais e Empresariais
do Paraná (Faciap) e da Associação Comercial do
Paraná (ACP). Eles informaram que vão solicitar uma audiência
com o governo do Estado e com os parlamentares.
Os empresários lamentaram
ainda o fato de não terem sido procurados pelo governo do Estado
para discussão prévia dos percentuais. ''Não somos
contrários ao reajuste do salário, mas defendemos um índice
real, com base em estudos técnicos'', disse Amilton Stival, coordenador
do Conselho de Relações do Trabalho da Fiep, que conduziu
a reunião. ''Em nenhum momento fomos procurados para discutir
o tema. A decisão foi unilateral'', afirmou ele.
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento
Econômico e Social (Ipardes) é quem faz o cálculo
do reajuste do mínimo regional. E o Ipardes sustenta que leva
em consideração valores já praticados no mercado.
Ou seja, o governo do Estado alega que apenas estaria adequando o mínimo
regional ao cenário econômico.
No Legislativo, o governo do
Estado tem ampla maioria e não deve enfrentar dificuldade para
manter os índices que propôs. Mas a discussão no
plenário deve ser provocada pela bancada da oposição,
que, desde 2006, quando o mínimo regional foi criado, tenta transferir
os mesmos reajustes aos salários do funcionalismo público.
A oposição alega que o Estado faz ''cortesia com chapéu
alheio'', já que somente a iniciativa privada fica obrigada a
atender os índices.
O piso estadual hoje em vigor
varia entre R$ 605,52 e R$ 629,45, mas, se a proposta do Estado for
aprovada pelos parlamentares, a variação pode ficar entre
R$ 663,00 e R$ 765,00. Já o salário mínimo nacional
está em R$ 510,00. A proposta de aumento constará num
projeto de lei que será encaminhado no próximo dia 1º
ao Legislativo. O mínimo regional é válido apenas
para categorias sem representação, como a das domésticas.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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BEM PARANÁ, 14 de janeiro de 2010 |
Política
Piso regional
Empresários questionam índice
de reajuste
Para os empresários, o percentual é
irreal e vai provocar um impacto negativo na economia
Da redação
Lideranças empresariais reunidas na sede da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) na manhã
de ontem questionaram a proposta do governo Requião de reajustar
o piso salarial regional em percentuais que variam de 11,9% até
21,5%. Com o reajuste recorde anunciado pelo governador na reunião
da “escolinha” da semana passada, o piso, hoje entre R$
605,52 e R$ 629,45, seria elevado para valores que variam entre R$ 663,00
e R$ 765,00, divididos em quatro faixas conforme a categoria profissional.
A proposta ainda depende de aprovação da Assembleia Legislativa,
que só retoma as votações a partir de 1º de
fevereiro.
Para os empresários, o percentual é irreal e vai provocar
um impacto negativo na economia, comprometendo a competitividade dos
produtos paranaenses por conta do aumento no custo de produção.
Eles alegam ainda não terem sido procurados pelo governo para
discussão prévia dos percentuais. As lideranças
empresariais pretendem agora pedir uma audiência com o governo
e com a Assembleia para alertar sobre o risco que a medida representa.
“Não somos contrários ao reajuste do salário,
mas defendemos um índice real, com base em estudos técnicos”,
disse Amilton Stival, coordenador do Conselho de Relações
do Trabalho da Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep). Stival lembrou que a inflação
no período, medida pelo INPC, foi de 4,18%, muito abaixo dos
percentuais propostos pelo governo do Estado. “Em nenhum momento
fomos procurados para discutir o tema. A decisão foi unilateral”,
afirmou.
O presidente da Federação das Associações
Comerciais e Industriais do Paraná (Faciap), Ardisson Akel, presente
à reunião, alertou para a dificuldade que o setor empresarial
terá para praticar o piso proposto, especialmente no interior
do Estado, onde a economia é toda baseada em valores menores.
Além disso, ele acredita que o piso sugerido é negativo
à economia. O diretor executivo da Federação das
Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar),
coronel Sergio Malucelli, insistiu na necessidade do diálogo
com o Executivo e o Legislativo.
As críticas ao índice proposto para reajustar o salário
mínimo regional foram generalizadas por parte dos diversos setores
representados na reunião. Os industriais dos setores de alimentos,
vestuário e da madeira, presentes ao encontro, são os
mais preocupados por serem os mais intensivos em mão de obra.
Participaram também representantes de diversos outros setores.
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O ESTADO DO PARANÁ,
14 de janeiro de 2010 | Economia
Índice da construção
civil fecha 2009 em 5,85%
Agência Estado
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi),
calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em convênio com a Caixa Econômica Federal, registrou
variação de 0,54% em dezembro, com aceleração
de 0,21 ponto porcentual em relação a novembro, quando
ficou em 0,33%. O índice fechou o ano de 2009 com alta de 5,85%,
bem abaixo do avanço registrado em 2008, quando o acumulado havia
ficado em 11,73%. O custo nacional da construção por metro
quadrado, que em novembro ficou em R$ 712,50, atingiu R$ 716,34 em dezembro.
Deste total, R$ 412,64 são relativos ao material de construção
e R$ 303,70 à mão de obra.
A parcela de material no mês passado, na comparação
com o mês anterior, registrou aceleração de apenas
0,03 ponto porcentual, passando de 0,41% para 0,44%. Já a componente
mão de obra foi "pressionada por reajustes salariais ocorridos
em Minas Gerais" e ficou em 0,67% em dezembro, ante 0,22% em novembro.
Os resultados finais de
2009 apresentam variação de 4,29% em material de construção,
com desaceleração de 9,49 pontos porcentuais ante os 13,78%
registrados em 2008. A parcela do custo referente à mão
de obra ficou em 8,03% no ano passado, ficando 0,94 ponto porcentual
abaixo do observado no ano anterior (8,97%).
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Agência Estado, 14 de janeiro de 2010
Crise ajudou a conter inflação
em 2009, segundo IBGE
A crise econômica "ajudou muito a
conter a inflação em 2009", avalia coordenadora de
índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos
Por Jacqueline Farid, na Agência Estado
A crise econômica "ajudou muito a
conter a inflação em 2009", segundo avalia a coordenadora
de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos.
Ela explica que, com a crise, houve redução
da demanda internacional por alimentos, o que evitou maiores reajustes
nesses produtos no mercado interno e, além disso, houve influência
também do dólar mais baixo sobre os preços de vários
produtos.
Eulina citou também que as medidas governamentais
para reduzir os efeitos da crise, como a redução do Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) para vários produtos, também
ajudaram a conter a inflação no ano.
Segundo divulgou, nesta quarta-feira (13), o
IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em
2009 ficou em 4,31%, variação bem inferior à apurada
em 2008 (5,90%).
Entre as principais quedas de preços
no ano passado, figuram itens diretamente influenciados pela redução
do IPI, como automóvel usado (-11,90%), eletrodomésticos
(-4,85%) e automóvel novo (-3,62%).
A coordenadora destacou também a importante
contribuição para conter a inflação dada
pelo arroz e o feijão, principais alimentos na mesa dos brasileiros.
No acumulado de 2009, o feijão preto
registrou queda de 44,29% nos preços, enquanto o feijão
carioca teve deflação de 35,85%. O arroz registrou variação
negativa de 13,14%.
Segundo Eulina, esses produtos foram influenciados
pela safra elevada, que aumentou a oferta desses itens no mercado doméstico,
evitando reajustes.
Itens administrados
Os itens administrados e monitorados tiveram mais peso na inflação
medida pelo IPCA em 2009 do que no ano anterior, segundo Eulina.
De acordo com ela, esse grupo de produtos contribuiu
com 1,24 ponto porcentual para a inflação de 2009, após
dar uma contribuição de 0,99 ponto porcentual na taxa
anual de 2008.
Entre as principais variações
nesse grupo em 2009 estão as passagens aéreas (31,88%),
plano de saúde (6,38%), ônibus intermunicipal (6,21%),
remédios (5,83%), energia elétrica residencial (4,68%)
e telefone celular (2,54%).
Eulina explica que os preços administrados
e monitorados têm como característica "carregar"
a inflação do ano anterior, já que muitas vezes
são indexados por índices inflacionários.
Eulina destacou também a aceleração
nos reajustes de alguns itens de serviços em 2009, como pintura
de veículo (14,83% no acumulado do ano, ante 5,08% em 2008),
motel (12,04%, ante 6,97% no ano anterior), cabeleireiro (7,84%, ante
6,79%), condomínio (5,29%, ante 2,59%) e boate (4,83%, ante uma
deflação de 3,38% no ano anterior).
Segundo Eulina, os serviços "tiveram
uma pressão forte no IPCA do ano", especialmente porque
estão muito vinculados ao aumento do salário mínimo,
mas refletem também aumentos na demanda, como no caso de serviços
associados a automóveis, cuja frota tem crescido de forma persistente
com os incentivos para o consumo.
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Vermelho, 14 de janeiro
de 2010
Lula anuncia R$ 3 bi para construir
moradias e urbanizar favelas
O presidente Lula anunciou ontem que o governo vai liberar R$ 3 bilhões,
do Orçamento da União e do FGTS, para urbanizar favelas
e construir moradias. Desse total, R$ 2 bilhões servirão
destinados a 54 projetos de urbanização em cidades de
13 Estados.
Segundo o presidente, R$1 bilhão serão aplicados exclusivamente
na construção de 74.000 moradias, pelo programa Minha
Casa, Minha Vida, para famílias com renda mensal de até
R$ 1.395,00 e residentes em 2.014 municípios com menos de 50.000
habitantes. Terão atendimento prioritário, entre os municípios
selecionados, aqueles que sofreram calamidades
O Nordeste vai receber R$ 540
milhões. Para cidades do Norte e do Sudeste o governo destinará
R$ 161 milhões. Mais R$ 76,2 milhões serão destinados
à Região Sul e R$ 60 milhões para atender famílias
de cidades do Centro Oeste.
Os contratos assinados para
construção de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida, até
o fim de 2009, permitirão atender 250.000 famílias. E,
segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, contratos já
aprovados para receber financiamento garantirão a construção
de moradia para mais 600.000 famílias.
Entidades
Representantes do setor imobiliário
entregaram ao ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, uma série
de revindicações, entre as quais a inclusão dos
imóveis usados no programa Minha Casa, Minha Vida. Eles pedem
ainda que o FGTS possa ser usado para financiamento imobiliário
também em municípios distantes até 120 km da cidade
de origem do trabalhador e o aumento de R$ 20 mil no limite do valor
do imóvel dentro do programa.
O Minha Casa, Minha Vida prevê
financiamentos especiais para a população com faixa de
renda de zero a dez salários mínimos. Lupi considerou
razoáveis as três reivindicações, mas disse
que não pode garantir sua aprovação, porque o conselho
que decidirá a questão é formado por três
partes. Quanto aos imóveis usados, o ministro lembrou que já
existe uma linha de financiamento específica.
"Quando falam na ampliação
dos valores, conforme o mercado, já fizemos isso na última
reunião do conselho", afirmou o ministro. Ele explicou que,
nos grandes centros urbanos, os valores são diferentes dos que
vigoram no interior. Sobre o pedido de extensão dos financiamentos
a cidades mais distantes da localidade onde mora o comprador, ele disse
que é interessante e que será levado à apreciação
do conselho. "Se depender de mim, ele (o conselho) irá aprovar."
O ministro disse desconhecer
a afirmação atribuída a movimentos sociais de que
a prioridade do programa Minha Casa, Minha Vida não tem sido
a população que recebe até três salários
mínimos. "O programa tem R$ 24 bilhões à disposição
de quem ganha nessa faixa de renda, que são as chamadas casas
subsidiadas com o dinheiro do FGTS."
Para o coordenador-geral da
União dos Movimentos por Moradia, José de Abraão,
as construtoras não atendem a demanda por moradia das pessoas
com renda de até três salários mínimos. "Quando
atendem, são conjuntos de qualidade muito ruim, com habitações
de 40 metros quadrados." Ele disse que é preciso exigir
que as construtoras passem a garantir essa demanda."
Abraão informou que o
movimento defende dimensões de pelo menos 46 a 50 m² para
as moradias e participação popular na realização
dos empreendimentos. De acordo com ele, há uma exclusão
muito grande dessa parcela da população, que é
a que mais precisa.
Vítimas das enchentes
Outro problema grave atacado
pelo governo são as vítimas das enchentes que perderam
suas casas. A Caixa Econômica Federal lançou um plano de
ação para ajudar as vítimas de enchentes no país.
Serão destinadas linhas de crédito especiais para empresas
e trabalhadores, por meio da liberação do FGTS para famílias
atingidas e do recebimento de doações por depósitos
nas agências.
Segundo a Caixa, foi criada
força-tarefa com horário estendido para informações
gerais, liberação e pagamento do FGTS, indenizações
de sinistros, entre outros serviços, inclusive em ambiente externo
à Caixa. Houve reforço das equipes e há informações
diferenciadas no SAC Caixa (0800 726 0101), específico para regiões
atingidas. Além disso, houve liberação do escalonamento
do calendário do Bolsa-Família e carência de até
seis meses para parcelamento do FGTS.
A Caixa destinará linhas
de crédito habitacional e comercial, em condições
diferenciadas, para as pessoas físicas e jurídicas e setor
público. Está prevista a liberação de financiamento
de material de construção, por meio do Construcard Caixa
para imóveis rurais.
Além disso, haverá
carência de até seis meses na contratação
de financiamento habitacional com recursos do Sistema Brasileiro de
Poupança e Empréstimo (SBPE). Já o crédito
comercial parcelado poderá ter taxa de juros e prazos diferenciados,
além de flexibilização de carência.
Também estão previstas
campanha de arrecadação de donativos nas agências
e abertura de conta específica em nome do poder público
com opção de doação automática no
auto-atendimento. Os números das contas para doação
estarão disponíveis no site www.caixa.gov.br e pelo telefone
0800 726 0101.
Com agências
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FOLHA DE LONDRINA, 14 de
janeiro de 2010 | Economia
Caixa liberou R$ 45 bilhões para
moradias
40% dos recursos vão para famílias
com renda de até cinco salários mínimos; financiamento
médio de R$ 69 mil
Brasília - A Caixa Econômica Federal liberou em 2009 cerca
de R$ 45 bilhões para contratações de crédito
imobiliário, uma alta de 95% em relação ao ano
anterior, quando os empréstimos atingiram R$ 23 bilhões.
Os números ainda são
preliminares e foram divulgados ontem pela presidente da instituição,
Maria Fernanda Ramos Coelho, em evento de assinatura de projetos do
programa Minha Casa, Minha Vida, com a presença do presidente
Lula e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O presidente
e a ministra comemoraram o recorde obtido.
Segundo a presidente da Caixa,
o valor liberado para financiamento de imóveis em 2009 é
nove vezes maior que o total obtido no início do primeiro mandato
do presidente Lula, em 2003, quando o crédito imobiliário
atingiu R$ 5 bilhões.
Durante esse período,
os empréstimos da Caixa cresceram em todas as frentes: tanto
com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
quanto nas linhas com recursos próprios do banco. Cerca de 40%
dos recursos da Caixa para empréstimos imobiliários são
destinados para famílias com renda de até cinco salários
mínimos. O valor médio do financiamento é de R$
69 mil.
A Caixa é responsável
por 75% do volume de empréstimos habitacionais do país.
Em número de unidades financiadas, o banco responde por 84% do
total do mercado. Na carteira do banco existem mais de 2 milhões
de contratos ativos, sendo o perfil do credor relativamente jovem. Cerca
de 71% do total tem até 45 anos e 22%, 30 anos de idade. As mulheres
são responsáveis por 37% do total da carteira.
Hoje, durante o evento em Brasília
foram assinados protocolos de 2.042 novas propostas de projetos para
o programa Minha Casa, Minha Vida. Será liberado R$ 1 bilhão
em recursos do Orçamento da União. Outras 54 propostas
do Pró-Moradia, programa habitacional que faz parte do PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento), receberão recursos
de R$ 2 bilhões do FGTS.
Leila Coimbra
Folhapress
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Folha de S.Paulo, 14 de
janeiro de 2010
Inflação de Lula é
37% menor que a de FHC
Estabilidade amplifica efeitos de programas
sociais; para críticos, mesmo resultado poderia ser obtido com
juros menores | Nos últimos sete anos, custo de vida das famílias
de baixa renda aumentou menos do que o da parcela mais rica da população
MARCIO AITH
DA REPORTAGEM LOCAL
Com a divulgação
da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços
ao Consumidor Amplo) em 2009, ficam mais nítidos tanto o impacto
social como o custo da estabilidade de preços dos sete primeiros
anos de governo do presidente Lula.
O índice fechou 2009 com taxa acumulada de 4,31%, abaixo do centro
da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Trata-se
do segundo menor índice desde 2000, acima apenas dos 3,14% de
2006 (leia texto abaixo).
Entre 1995 e 2002, durante o período de implementação
do Plano Real, no governo Fernando Henrique Cardoso, o IPCA médio
ficou em 9,1%. De 2003 a 2009, sob o governo do PT, o índice
médio caiu para 5,7%. Ou seja: a inflação média
anual dos sete anos de Lula é mais de um terço (37%) menor
que a dos oito anos de FHC.
O resultado de 2009 deveu-se principalmente à crise externa,
que reduziu a demanda internacional por alimentos, elevou a oferta interna
e barateou produtos. Além disso, o dólar, desvalorizado,
derrubou o preço de itens essenciais.
Transferência
de renda
Associada ao aumento do salário mínimo e a programas de
transferência de renda, a inflação mais baixa funcionou
como motor de redução da pobreza.
Em 2003, com um salário mínimo, comprava-se pouco mais
de uma cesta básica (1,5). Hoje, compra-se algo mais que duas
(2,2) cestas básicas.
Além disso, nesses últimos sete anos, o custo de vida
das famílias de baixa renda foi menor do que a inflação
dos mais ricos.
Segundo indicadores fornecidos à Folha pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos),
os bens e serviços que pesam mais no orçamento das famílias
com menor renda em São Paulo subiram 45,18% entre 2003 e dezembro
de 2009. Nesses mesmos sete anos, a cesta de consumo dos que ganham
mais subiu 47,9%.
O IPCA é o índice oficial utilizado pelo BC para cumprir
o regime de metas de inflação -o objetivo foi cumprido
em seis dos últimos sete anos.
Para o presidente do BC, Henrique Meirelles, esse histórico trouxe
mais previsibilidade para a economia, o que contribuiu para um crescimento
mais acelerado do PIB e para o aumento da renda do trabalhador. "O
Brasil inicia a segunda década do século 21 [na realidade,
ela começa em 2011] com respeito internacional e com a perspectiva
de um crescimento sustentado por longo tempo."
No entanto, sobram críticas, dentro e fora do governo, de que
o custo dessa conquista foi muito exagerado, em termos de juros elevados
e da decorrente valorização do real.
"É claro que o governo acertou ao manter o processo de estabilidade,
mas houve exagero na ortodoxia do BC", diz Roberto Giannetti da
Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais
da Fiesp.
Segundo Giannetti, o mesmo resultado poderia ter sido obtido com juros
mais baixos e outros mecanismos, pois os preços hoje seriam mais
determinados pela expansão do crédito do que pela taxa
do BC.
"O comércio exterior dá uma contribuição
negativa ao crescimento do PIB por causa do câmbio valorizado",
diz Giannetti. "E os juros do BC são um dos principais motivadores
desse câmbio."
Segundo a Fiesp, a política monetária do BC foi um dos
fatores pelos quais, sob Lula, a distância entre a média
de crescimento do Brasil e a dos emergentes subiu entre 2003 e 2008
(3,1 pontos percentuais) em comparação com o período
1995-2002 (2,2 pontos).
A crítica é compartilhada por integrantes do governo.
Em entrevista ao "Jornal do Brasil", o vice-presidente, José
Alencar, disse que, com juros menores, o Brasil ganharia "no mínimo"
mais dez PACs.
Colaborou a Sucursal de Brasília
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Gazeta do Povo, 14 de janeiro
de 2010
Juros
BC deve começar a subir juros neste
ano
A expectativa de economistas é que a inflação medida
pelo IPCA permaneça abaixo da meta de 4,5% neste ano. Para atingir
esse índice, porém, o Banco Central terá de iniciar
um processo de elevação dos juros. E é neste ponto
que há divergência entre os analistas. Alguns acreditam
que a taxa básica (Selic) começa a subir ainda no primeiro
semestre, enquanto os mais otimistas dizem que há espaço
para os juros continuarem baixos até julho.
Os economistas Carlos Thadeu
de Freitas, da Confederação Nacional do Comércio
(CNC), e Tatiana Pinheiro, do Grupo Santander Brasil, acreditam que
o cenário é relativamente confortável para a inflação
este ano, já que os alimentos devem prosseguir com reajustes
comportados e os preços administrados vão “carregar”
os reduzidos índices inflacionários do atacado registrados
em 2009.
Thadeu de Freitas projeta uma
taxa de 4,4% no IPCA este ano, com aumento na taxa básica de
juros somente no segundo semestre. Ele acredita que a preocupação
de analistas de mercado e do próprio BC estará voltada
para 2011, quando o segundo ano consecutivo de forte crescimento econômico
poderá ameaçar com mais força o bom comportamento
dos preços.
Para Tatiana Pinheiro, o IPCA
em 2010 deverá cravar o centro da meta, o que não significa
que não haja preocupações sobre o desenrolar da
trajetória dos preços ao longo do ano. “Não
deve haver maiores pressões sobre a inflação no
primeiro semestre, mas no segundo semestre sim”, diz ela, que
também acredita em alta da Selic apenas a partir do início
da segunda metade do ano.
O economista Fábio Romão,
da LCA, diz que existem sinais de pressão à vista que
justificam a ação do BC. Ele prevê o início
de um novo ciclo de alta dos juros a partir do segundo semestre, quando
a economia crescerá com mais força.
Em abril
Já Priscila Godoy, da
Rosenberg & Associados, diz que a eleição presidencial
vai antecipar o movimento de alta dos juros para abril. “O BC
ganhou muita credibilidade nos últimos anos. Seria arriscado
não subir os juros por pressão política.”
Ela estima aumento gradual de até dois pontos porcentuais na
Selic, que hoje está em 8,75%. Visão parecida tem o economista-chefe
do Morgan Stanley no Brasil, Marcelo Carvalho, que prevê início
da alta, de 2,25 pontos, em abril.
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Folha de S.Paulo, 14 de
janeiro de 2010
Refeição fora de
casa é a "vilã" no ano
DA SUCURSAL DO RIO
Prato típico do brasileiro,
o arroz com feijão e carne ficou mais barato em 2009, mas só
para quem come em casa: a refeição fora do lar disparou
e teve a alta mais significativa do IPCA do ano passado, segundo o IBGE.
A comida em restaurante subiu 9,05% e correspondeu ao maior impacto
individual do índice: 0,37 ponto percentual. Já os preços
nos supermercados de arroz, feijão e carnes caíram: -35,85%,
-13,14% e -5,33%, respectivamente. Somados, os três itens contribuíram
com -0,31 ponto percentual no IPCA de 4,31% no ano.
Segundo Eulina Nunes dos Santos, do IBGE, a boa safra de arroz e feijão
ampliou a oferta desses produtos -voltados quase que exclusivamente
para o mercado interno- e derrubou os preços.
Já a carne, diz, baixou por causa da queda das exportações,
que levaram a um excedente do produto no mercado interno.
Santos diz que a refeição fora de casa não incorpora
só a variação dos alimentos, mas a de custos que
incidem sobre os serviços. Cita especialmente aluguel, energia,
salário mínimo e gás de botijão. Todos os
itens subiram mais em 2009 do que em 2008 e pressionaram as despesas
dos restaurantes.
Além disso, ela afirma que o aquecimento mais recente da economia
permite aumentos mais salgados dos preços de serviços,
incluindo a alimentação.
Sob essa lógica, o lanche fora de casa subiu 5,26% e figurou
também entre as maiores altas do IPCA -contribuiu com 0,09 ponto
percentual no ano.
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Folha de S.Paulo, 14 de
janeiro de 2010
HAITI EM RUÍNAS
Zilda Arns, 75, morre em missão
humanitária
Criadora da Pastoral na Criança nos
anos 80, pediatra estava no país para levar a religiosos a metodologia
da instituição | Em nota, dom Paulo Evaristo Arns diz:
"Não é hora de perder a esperança'; médica
será enterrada em Curitiba, ao lado de marido e 2 filhos
LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
A médica sanitarista
e pediatra Zilda Arns Neumann, 75, morreu anteontem no terremoto do
Haiti, onde estava em missão humanitária. Pretendia levar
a religiosos daquele país a metodologia da Pastoral da Criança,
hoje presente em 20 países. No Brasil, a organização
formada por 260 mil voluntários acompanha mais de 1,9 milhão
de gestantes e crianças menores de seis anos, além de
1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios.
Segundo o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores),
a mulher do embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, Roseana Kipman,
foi quem encontrou o corpo de Zilda e de um tenente que a acompanhava.
Ela estaria caminhando pela rua quando foi atingida por destroços
de um prédio.
Já Nelson Arns Neumann, um de seus cinco filhos, também
médico e coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança,
disse em Curitiba ter sido informado pela Presidência da República
de que, quando as paredes da igreja em que sua mãe estava no
Haiti desabaram, a médica discursava à comunidade religiosa
haitiana.
Coube ao chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, informar sobre
a morte aos familiares, entre eles seu irmão, o arcebispo emérito
de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e o sobrinho, senador
Flávio Arns, que embarcou ontem com o ministro da Defesa, Nelson
Jobim, para Porto Príncipe (leia texto nesta página).
"Acabo de ouvir emocionado a notícia de que minha caríssima
irmã Zilda Arns Neumann sofreu com o bom povo do Haiti o efeito
trágico do terremoto. Que nosso Deus, em sua misericórdia,
acolha no céu aqueles que na terra lutaram pelas crianças
e os desamparados. Não é hora de perder a esperança",
escreveu dom Paulo em nota divulgada no início da tarde.
Era a segunda vez que Zilda visitava o Haiti. Deveria voltar ao Brasil
no sábado. A médica será enterrada em Curitiba,
junto ao corpo de seu marido e dois de seus filhos (um que nasceu morto
e uma filha morta em acidente de carro).
Ainda não há previsão de quando será o velório,
que será realizado na sede da Pastoral da Criança. Ontem
foi realizada missa na catedral da Sé, em São Paulo, em
homenagem a Zilda e às demais vítimas do Haiti.
Filha de uma família de 13 irmãos, dos quais cinco dedicados
à vida religiosa, Zilda Arns ficou viúva aos 43 anos do
administrador Aloysio Bruno Neumann, que morreu aos 46.
Cinco anos depois, em 1983, iniciou sua obra, ao fundar a Pastoral da
Criança, em uma experiência-piloto na cidade de Florestópolis,
no Paraná.
Pouco tempo antes, tinha recebido do irmão, dom Paulo, então
cardeal arcebispo de São Paulo, o desafio de ensinar as mães
de comunidades carentes a usar o soro caseiro para combater o que era,
então, o maior causador da mortalidade infantil -a desidratação
causada por diarreias e vômitos.
Hoje, a mistura de duas medidas rasas de açúcar com uma
rasa de sal, em um litro de água limpa, o famoso soro caseiro,
parece daqueles remédios que sempre existiram. Mas até
os anos 1980, usavam-se remédios industrializados, comercializados
sob patentes e caros.
Dom Paulo havia recebido de James Grant, então diretor-executivo
do Unicef, o pedido de que envolvesse a Igreja Católica na difusão
do soro, recém-formulado. "Aquilo era como um ovo de Colombo.
Podia salvar milhões de vidas, era barato, simples de fazer",
lembra o professor de pediatria da Universidade Federal de São
Paulo, Fabio Ancona Lopes.
A médica Zilda Arns, à época com 48 anos, 27 de
consultório, especialização em pediatria, administração
de programas de saúde materno-infantil e saúde pública,
ficou encarregada de formatar o programa da nova pastoral. Em 2004,
a CNBB deu-lhe outra missão: organizar a Pastoral da Pessoa Idosa.
"Ela fez muito mais do que isso", lembra a deputada federal
Luiza Erundina (PSB-SP): "Em vez de simplesmente administrar o
soro, ela criou uma rede de agentes comunitários da saúde,
a esmagadora maioria dos quais mulheres pobres, que conheciam a forma
de multiplicar os conhecimentos que acabavam de adquirir".
"Logo se viu que o modelo da pastoral era um sucesso. O Programa
de Saúde da Família, com médicos, enfermeiros e
agentes comunitários, tem raízes claras na intervenção
da pastoral", diz a deputada.
Zilda Arns, olhos azuis, um forte sotaque alemão, xerox do rosto
do irmão dom Paulo, batom forte (ela dizia que tinha aprendido
a se maquiar apenas aos 60 anos), aparecia pesando crianças em
balanças improvisadas, ensinando a formulação do
soro caseiro, distribuindo uma mistura nutritiva, feita de alimentos
baratos (a "multimistura da pastoral"), feita de casca de
ovo, semente de abóbora, arroz, milho ou fubá, folha de
mandioca -antianemia e desnutrição, ela garantia.
A taxa de mortalidade infantil entre as comunidades atendidas pelos
voluntários de Zilda Arns era de 13 por mil nascidos vivos, contra
a média nacional, de 34,6 por mil.
Em 2001, o então ministro da Saúde, José Serra,
apresentou a primeira candidatura oficial brasileira ao Prêmio
Nobel da Paz. Levou o nome de Zilda.
"Engana-se quem pense que a doutora Zilda, com sua fala mansa e
serena, era uma mulher frágil. Ao contrário, era enérgica,
incansável, organizada, determinada", lembrou ontem dom
Pedro Luiz Stringhini, coordenador das pastorais sociais da CNBB.
A ação da médica Zilda Arns na Pastoral da Criança
enraizava-se no rigor da fé e da moralidade cristã, o
que lhe custou a antipatia do movimento feminista brasileiro. A ênfase
de seu trabalho era a família.
A professora Maria José Rosado, coordenadora do grupo pró-descriminalização
do aborto Católicas pelo Direito de Decidir, se lembrou ontem
das décadas de divergências que ela e Zilda Arns acumularam
em relação à defesa das mulheres: "A doutora
Zilda opunha-se ao aborto, à união civil de pessoas de
mesmo sexo, às pesquisas com células-tronco embrionárias.
Até mesmo os anticoncepcionais e os preservativos não
tinham lugar no mundo da fundadora da Pastoral da Criança".
Colaboraram a Sucursal de Brasília
e a Agência Folha
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NCST, 14 de janeiro de 2010
Contribuição social
de empregadores poderá ser encerrada em julho de 2012
A cobrança da contribuição social de empregadores
criada para cobrir o passivo do Fundo de Garantia por Tempo e Serviço
(FGTS) gerado pelos planos Verão e Collor I poderá se
encerrar em 31 de julho de 2012. É o que determina o PLS 198/07-
Complementar, do senador Renato Casagrande (PSB-ES), que aguarda inclusão
na Ordem do Dia do Plenário, quando os trabalhos legislativos
forem retomados em fevereiro de 2010.
A proposta original previa que
a contribuição só deveria ser cobrada até
31 de dezembro de 2010, mas emenda apresentada na ocasião da
aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) estendeu o prazo.
A contribuição
foi instituída pela Lei Complementar 110/01, mas sem prazo definido
para se encerrar, vácuo que a proposição pretende
preencher. O acordo firmado entre governo, trabalhadores e empregadores
que permitiu a aprovação à época tinha dois
objetivos: reduzir demissões e cobrir um "rombo" previsto
em R$ 42 bilhões no patrimônio do FGTS. Isso aconteceu
depois que a Justiça determinou a correção monetária
dos saldos das contas individuais de FGTS durante os Planos Verão
(governo José Sarney) e Collor I (governo Fernando Collor).
O recolhimento é feito
com base em alíquota de 10% sobre o montante do saldo do FGTS
acumulado durante a vigência do contrato de trabalho do empregado,
incidente nos casos de dispensa sem justa causa.
Para Casagrande, o encerramento
da cobrança se justifica pela recuperação dos balanços
do FGTS nos últimos anos. Ele lembrou que o empregado também
contribuiu, uma alíquota de 0,5% sobre a remuneração
a ele devida no mês anterior foi cobrada, mas com prazo de vigência
de apenas 60 meses, que se encerrou em meados de 2006.
Depois de aprovada em Plenário,
a matéria seguirá para análise da Câmara
dos Deputados.
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Agência Câmara,
14 de janeiro de 2010
Orientação profissional
no ensino médio poderá ser obrigatória
Bernardo Hélio
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 6068/09, que obriga escolas públicas e privadas a oferecer
orientação profissional aos alunos do ensino médio.
A orientação deve ser extracurricular e conduzida por
psicólogos e pedagogos.
Autor da proposta, o deputado
José Airton Cirilo (PT-CE) destaca a utilidade dos testes, entrevistas
e consultas utilizados na orientação vocacional, principalmente
para jovens que pretendem fazer vestibular e escolher suas profissões.
Avaliação
criteriosa
"Uma das maneiras de ajudar o aluno a decidir qual a melhor carreira
a ser seguida é a orientação vocacional –
uma avaliação criteriosa realizada por profissionais habilitados
–, que vai mostrar ao candidato quais são as carreiras
a que ele está mais apto", argumenta.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada
pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§
PL-6068/2009
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Agência Câmara,
14 de janeiro de 2010
Projeto condiciona Bolsa Família
a qualificação profissional
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6021/09, do deputado Marcos
Montes (DEM-MG), que condiciona a concessão do Bolsa Família
à inscrição de pelo menos um integrante da família
beneficiada em programa de qualificação profissional.
A proposta institui também
incentivo fiscal para as empresas que contratarem trabalhadores qualificados
por esses programas. O projeto altera a Lei Orgânica da Seguridade
Social (8.212/91) e a Lei do Bolsa Família (10.836/04).
Esta última norma já
condiciona a concessão da bolsa ao exame pré-natal pelas
mulheres grávidas, ao acompanhamento nutricional e de saúde
dos bebês e à freqüência escolar de, no mínimo,
85% das aulas para crianças e adolescentes.
Contribuição
para Seguridade
Ainda segundo a proposta, a contribuição para a Seguridade
Social do empregado oriundo de programa de qualificação
profissional complementar ao programa Bolsa Família será
de 2% sobre seu salário de contribuição. Hoje a
menor alíquota para o empregado é de 8%.
Já a contribuição
do empregador incidente sobre a remuneração desse funcionário
será de 10%. Pela regra em vigor, as empresas contribuem com
20% sobre o total das remunerações pagas aos empregados
segurados e trabalhadores avulsos que prestam serviços a elas.
Efeitos
duradouros
Apesar de reconhecer o papel do programa Bolsa Família na redução
da pobreza, Marcos Montes afirma que seus efeitos serão mais
duradouros se as pessoas beneficiadas forem inseridas no mercado de
trabalho.
"O Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome já está
desenvolvendo programas complementares de qualificação
profissional e elevação do nível de escolaridade
dos beneficiários do Bolsa Família. Julgamos, no entanto,
que essas ações têm que ser ampliadas e tratadas
com a prioridade necessária", argumenta o parlamentar.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§
PL-6021/2009
|
Agência Câmara,
14 de janeiro de 2010
Projeto cria bacharelado em segurança
do trabalho
O deputado Bonifácio
de Andrada (PSDB-MG) apresentou o Projeto de Lei 6179/09, que institui
o bacharelado em segurança do trabalho, com os títulos
de bacharel e de agente superior. O objetivo é formar profissionais
de nível superior com melhor qualificação do que
a de técnico em segurança do trabalho, previsto na legislação
trabalhista vigente.
O autor afirma que a segurança
do trabalho é fundamental para a economia e sustenta que a profissão
de técnico na área, criada há mais de 30 anos,
não está adequada à realidade atual.
"É necessário
formar um profissional de curso superior capaz de exercer atividades
que se ajustem à nossa época, diante da complexidade das
exigências sociais do mercado de trabalho", afirma o deputado.
O projeto inclui dispositivos
na Lei 7410/85, que trata da profissão de técnico de segurança
do trabalho e da especialização de engenheiros e arquitetos
na área.
Segundo Bonifácio de
Andrada, "o profissional da segurança do trabalho é
tão importante que a legislação faz referência
a uma campanha nacional de segurança de prevenção
de acidentes do trabalho, a qual, logicamente, exige profissionais graduados".
O projeto estabelece que o novo
curso terá currículo fixado pela Fundação
Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança do Trabalho (Fundacentro)
ou por universidades. E determina que os alunos aprovados no curso técnico
tenham preferência no processo seletivo do curso universitário.
Tramitação
Sujeita à apreciação conclusiva, o projeto será
analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Educação e Cultura;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
§
PL-6179/2009
|
Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
14/01/2010
Entrega de pizza pode ser terceirizada se
não for atividade-fim da empresa
A entrega de pizza pode ser
terceirizada, desde que não seja o principal objetivo da empresa,
isto é, não configure atividade-fim. O entendimento unânime
é da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho que rejeitou
recurso de revista do Ministério Público do Trabalho da
3ª Região contra esse tipo de terceirização
feita pela Pisa Alimentação LTDA..
Como explicou o relator, ministro José Simpliciano Fernandes,
a entrega de pizza realizada pela empresa não tinha característica
de atividade finalística da organização, por isso
não havia impedimento legal para que ela ocorresse. Além
do mais, diferentemente do que afirmava o MPT, não foram constatados
atos com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação
das normas de proteção ao trabalhador.
Com esse julgamento, prevaleceu a decisão do Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região (MG) favorável à
pizzaria. O TRT ressaltou, principalmente, a existência de poucas
filiais da empresa que realizavam o trabalho de entrega de pizzas por
motoqueiros. Das doze filiais localizadas em Belo Horizonte e Região
Metropolitana, apenas três ofereciam o serviço. Para o
Regional, portanto, se o sistema de “delivery” fosse essencial
ao objeto social da pizzaria, teria sido implantado em todas as lojas
do grupo.
O TRT ainda constatou que a entrega do produto era feita por motoqueiros
associados à Cooperativa Brasileira de Trabalhos Autônomos
(CBTA) – uma entidade séria, que observava os princípios
basilares do cooperativismo (tais como: livre associação
e gestão democrática) e que oferecia retribuição
pessoal diferenciada a cada trabalhador-associado. (RR-1292/2003-002-03-00.5)
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14/01/2010
Limitação de idas ao
banheiro não caracteriza dano moral
Um operador de telemarketing
da Teleperformance CRM S.A, que alegava ter sido impedido de utilizar
o toalete durante a jornada de trabalho, não obteve, na Sétima
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, reforma da decisão regional
que lhe negou o direito a indenização por danos morais.
A relatora do recurso de revista, juíza convocada Maria Doralice
Novaes, ressaltou que não ficou demonstrado que o trabalhador
foi impedido de ir ao banheiro ou que tenha sofrido algum tipo de constrangimento.
O ex-empregado alegava que o
fato de ter sido impedido de utilizar o toalete o teria constrangido
perante os colegas. Na instância inicial, ficou demonstrado que
os operadores necessitavam de autorização para utilizar
o banheiro, havendo previsão de advertência quanto à
demora para o retorno ao posto de trabalho. No entanto, não ficou
comprovado o impedimento alegado pelo funcionário, que teve seu
pedido de indenização indeferido.
Para tentar modificar o resultado,
o trabalhador recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 18ª
Região (GO), que manteve a sentença. O Regional salientou
que, no caso, deve-se observar a natureza das atividades desenvolvidas
pela empresa, em que os postos de atendimento não podem ficar
abandonados, pois a empresa é fiscalizada pela Anatel quanto
à qualidade dos serviços.
Ao julgar o recurso do
ex-empregado no TST, a juíza convocada Maria Doralice observou
que em momento algum ficou comprovada a existência de “controle
das necessidades fisiológicas” do empregado, mas sim de
uma limitação das saídas de todos os empregados
de seus postos de trabalho a fim de impedir que um grande número
de empregados saísse ao mesmo tempo. Sem ter verificado qualquer
violação de lei no acórdão do TRT da 18ª
Região e nem divergência jurisprudencial que possibilitassem
a apreciação do mérito, a Sétima Turma não
conheceu do recurso de revista. (RR-136900-90.2007.5.18.0010/Numeração
antiga: RR - 1369/2007-010-18-00.3)
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