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FOLHA DE LONDRINA, 15 de janeiro de 2010
| Economia
Carros e construção elevam
vendas do varejo
Desempenho do varejo ampliado superou o simples
no Paraná; juros baixos e parcelamentos favoreceram negócios
Lojas de materiais de construção foram beneficiadas
pelas pequenas reformas e adequações das casas para
o Natal
Curitiba - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) divulgou ontem que o comércio varejista do País
teve em novembro de 2009 um aumento de 1,1% no volume de vendas e
de 1,3% na receita nominal na comparação com outubro.
Segundo o IBGE, o desempenho foi positivo pelo sétimo mês
consecutivo no volume de vendas, e pelo oitavo mês seguido para
a receita nominal.
O varejo ampliado, que soma
os setores de veículos e material de construção
ao varejo simples, apresentou em novembro variações de
0,6% no volume de vendas e de 0,5% na receita nominal na comparação
com o mês anterior.
O IBGE também divulgou
dados setorizados dos 26 Estados e do Distrito Federal, comparando os
índices de novembro de 2009 com o mesmo mês no ano anterior
e também os acumulados no ano e em 12 meses.
Os números do Paraná
indicam a importância que as vendas de veículos e material
de construção tiveram no Estado em novembro. Quando é
considerado somente o varejo simples, o Paraná teve apenas o
18º melhor desempenho na comparação com novembro
de 2008 no volume de vendas (crescimento de 7,2%) e o 17º na receita
nominal (9,4%). Entretanto, no varejo ampliado, o Paraná foi
o 12º no volume de vendas (aumento de 16,5%) e o 11º na receita
nominal (16,3%).
''O que podemos associar é
que esses dois setores, importantes na economia, tiveram bom desempenho
no Paraná pela pressão na mídia, devido à
divulgação de vantagens para compras, como juros baixos
e parcelamento, mas também se nota uma priorização
de compras ou antecipação de necessidades por parte do
consumidor. Muitas pessoas pensam que até que estão com
um carro bom, mas decidem comprar um novo porque não querem perder
vantagens que estão sendo oferecidas na venda'', explica Vamberto
Santana, assessor econômico da Federação do Comércio
do Paraná (Fecomércio).
Ele afirma que as vendas de
veículos podem ter sofrido um impulso no interior do Paraná
devido à expectativa de uma boa safra agrícola em 2010.
''Esse otimismo influencia na compra de veículos para transporte
de cargas, além de tratores e colheitadeiras'', diz o assessor.
''No setor de materiais de construção,
novembro e dezembro tradicionalmente concentram maior demanda por esses
itens, já que muitas pessoas querem fazer pequenas reformas e
adequações na casa para o Natal'', complementa Santana.
Roseli Stival Negrão,
gerente da Jawal Comércio de Materiais de Construção,
de Curitiba, registrou um desempenho de vendas melhor no final do ano
passado na comparação com 2008. ''O período de
novembro e dezembro geralmente é bom. Em 2009, nossas vendas
ficaram um pouco acima. O pessoal compra nessa época bastante
material de acabamento, principalmente revestimentos e tintas. Material
para início de obra é mais difícil de sair'', diz
a gerente, que espera que as vendas continuem crescendo em 2010.
''Este janeiro está até
acima das expectativas. Vai ser um ano muito bom'', afirma Roseli.
Fábio Galão
Equipe da Folha
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O ESTADO DO PARANÁ,
15 de janeiro de 2010 | Economia
Ganho do FGTS em 2009 foi o mais baixo
da história
Agência Estado
A remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) registrada no ano passado, de 3,9%, foi a menor desde a criação
do fundo, segundo disse hoje o vice-presidente de Fundos de Governo
e Loterias da Caixa, Wellington Moreira Franco. A remuneração
das contas vinculadas ao FGTS é de 3% ao ano mais taxa referencial
(TR).
"Todas as aplicações
de renda fixa tiveram a menor rentabilidade da história no ano
passado, inclusive a Selic (a taxa básica de juros da economia)",
ponderou o vice-presidente de Recursos de Terceiros da Caixa Econômica
Federal, Bolivar Tarragó.
Segundo a Caixa, de 1993 a 2009, a variação acumulada
do FGTS foi de 27.610,5%, enquanto a do IPCA foi de 22.810,2%. Em 2009,
a taxa de retorno do FGTS foi de 13,1%, ante 11,9% em 2008.
"É um excelente
retorno quando se considera que se trata de ativo de longo prazo",
diz o superintendente nacional do FGTS, Joaquim Lima. No ano passado,
as receitas do FGTS somaram R$ 20,950 bilhões, e as despesas,
R$ 18,035 bilhões. O resultado do FGTS foi de R$ 2,915 bilhões.
Os desembolsos do FGTS somaram
R$ 22,978 bilhões, 3,3% acima dos registrados em 2008. A habitação
respondeu pela maior parcela dos desembolsos, o correspondente a R$
10,447 bilhões.
Do valor contratado, a faixa
de renda de até cinco salários mínimos ficou com
a fatia de 67,1%, enquanto do total de contratos o segmento ficou com
a parcela de 77,2%.
Entre os recordes históricos
registrados pelo FGTS no ano passado, estão a arrecadação
bruta anual (R$ 54,8 bilhões), o volume de saques (R$ 47,8 bilhões),
o valor de arrecadação líquida (R$ 6,95 bilhões),
a quantidade de empresas com recolhimento do fundo (média de
2,6 milhões), o volume de guias recolhidas (média de 4
milhões) e o maior contingente de trabalhadores com depósitos
mensais, que atingiu o recorde de 31,4 milhões em dezembro. Do
total de saques, as demissões responderam por 65%, a aposentadoria,
por 13%, o segmento habitacional, por 12%, e outros fatores, pelos demais
11%.
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O ESTADO DO PARANÁ,
15 de janeiro de 2010 | Economia
Caixa: FGTS terá R$ 56,2 bilhões
disponíveis para 2010
Agência Estado
A Caixa Econômica Federal informou hoje que os recursos disponíveis
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para contratações
em 2010 somam R$ 56,2 bilhões. Do total, R$ 18 bilhões
irão para habitação, R$ 1 bilhão para o
programa Pró-moradia, R$ 1 bilhão para o Pró-cotista,
R$ 1,9 bilhão para Certificados de Recebíveis Imobiliários
(CRI), R$ 8 bilhões para infraestrutura urbana, R$ 4,6 bilhões
para saneamento básico e R$ 4 bilhões para subsídios.
Outros R$ 17,7 bilhões
fazem parte da carteira administrada pelo FGTS. A carteira será
composta por R$ 8,513 bilhões do FI-FGTS, R$ 3,2 bilhões
da habitação, R$ 3 bilhões do saneamento e outros
R$ 3 bilhões de transporte. No ano passado, o estoque das operações
de crédito do FGTS para habitação, saneamento e
infraestrutura cresceu 6,4% em relação a 2008, para R$
103,965 bilhões. O patrimônio líquido do fundo aumentou
10,4%, para R$ 30,815 bilhões.
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FOLHA DE LONDRINA, 15 de
janeiro de 2010 | Economia
País precisa incrementar investimento
Para economista da ONU, o Brasil pode estimular
os investimentos do setor privado com a melhoria no nível educacional
dos trabalhadores
São Paulo - O próximo presidente da República precisará
incrementar os investimentos de longo prazo no País para que
se possa aumentar a poupança como proporção do
PIB e elevar o ritmo de crescimento do País com inflação
sob controle. Esta avaliação é do secretário-geral
assistente para Desenvolvimento Econômico das Nações
Unidas, Jomo Kwame Sundaram. Ele acredita que o Brasil pode elevar de
forma substantiva o padrão de vida de seus cidadãos, desde
que a criação de empregos exija melhor aproveitamento
educacional dos trabalhadores, o que será essencial para que
a nação registre um salto de tecnologia.
A riqueza das nações,
segundo Jomo, hoje requer não só juros baixos, câmbio
equilibrado e boa gestão das contas públicas. Ele defende
que o Estado amplie o contato com o setor privado a fim de ter domínio
maior sobre as necessidades das companhias. ''É preciso que o
governo dê às empresas a cenoura, que são os incentivos,
que podem ser fiscais e tributários, e o porrete, que é
a regulação'', comentou em entrevista à Agência
Estado.
No caso do Brasil, há
duas adversidades macroeconômicas que inibem a expansão
do investimento de longo prazo. Uma delas é o juro real. ''Não
há necessidade que estas taxas estejam ao redor de 5,5% ao ano.
Em alguns anos, elas deveriam alcançar um patamar bem mais baixo,
embora positivo. Talvez não superior a 1%'', comentou.
Um outro elemento que desestimula
a expansão expressiva da Formação Bruta de Capital
Fixo no País é o câmbio valorizado. ''O câmbio
com valor muito alto tira o estímulo de quem deseja fazer investimentos
em fábricas, pois o mercado pode ser suprido por mercadorias
importadas, dado que é mais barato para o consumidor. É
preciso harmonizar a boa competição para não gerar
inflação e a geração local de empregos'',
ressaltou.
A secretário das Nações
Unidas está em São Paulo e amanhã fará uma
palestra no seminário internacional Latin American Programme
on Rethinking Development Econonics - Laporde 2010, que está
sendo realizado nesta semana pela FGV. Como pensador keynesiano, Jomo
acredita que o investimento estimula a poupança e não
o contrário, como defendem economistas ortodoxos. Contudo, ele
destaca que a Formação Bruta de Capital Fixo está
baixa no Brasil, pois equivale a 18% do PIB. Tal marca está bem
distante dos 40% do PIB alcançados pela China.
Jomo defende que a estratégia
de desenvolvimento de um mercado emergente também pode se pautar
pela frase ''proteção efetiva condicionada à expansão
das exportações'', o que foi adotado por países
localizados na Ásia, continente que conhece bem, pois nasceu
na Malásia. Ele destacou que o Japão, Coreia do Sul e
Taiwan cresceram com vigor devido a uma política governamental
que combinou a substituição de importações
e o incremento das exportações.
Para a autoridade das Nações
Unidas, o Estado pode estimular os investimentos do setor privado com
a melhoria significativa do nível educacional dos trabalhadores.
Ele advoga que o Ministério da Educação poderia
participar do treinamento de funcionários das empresas que solicitarem
financiamentos oficiais de longo prazo. ''Desta forma, o empresário
''A'' vai desembolsar os recursos para ampliar sua fábrica, pois
ele não vai temer que o concorrente ''B'' contrate o seu funcionário
que recebeu um curso especial de qualificação técnica'',
comentou. ''O empresário ''A'' vai aplicar os recursos que são
requeridos à sua indústria, pois, caso ele perca o empregado,
ele vai ao centro oficial para contratar um novo funcionário'',
disse.
Mas a estratégia de expansão
dos diversos setores produtivos não deve privilegiar somente
as grandes corporações. Para ele, é preciso que
o governo apoie as micro e pequenas empresas, pois são os maiores
empregadores do País. Ele citou o caso da cidade de Bolonha,
na Itália, onde o governo local, ''que era dirigido pelo Partido
Comunista dos anos 1950 até os anos 1970'' promoveu a expansão
das companhias de pequeno porte. ''O governo local cuidava não
só do treinamento dos empregados destas companhias, mas auxiliava
na infraestrutura e logística, como fornecer o transporte gratuito
para que as empresas recebessem peças e pudessem enviar suas
mercadorias para outras cidades'', disse.
Ricardo Leopoldo
Agência Estado
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DIAP, 15 de janeiro de 2010
Fórum das centrais definirá
pauta dos trabalhadores para 2010
Pauta: situação dos aposentados e realização
de encontro das centrais, nos moldes da Conclat, que unificará
posições em torno das bandeiras dos trabalhadores e de
um novo projeto de Nação
Definir as próximas ações
no que se refere à luta pela Redução da Jornada
sem redução de salários e preparar a agenda de
luta dos trabalhadores e trabalhadoras para o próximo período
serão os principais objetivos da reunião do Fórum
das Centrais, que deve acontecer ainda neste mês de janeiro.
Encontro
das centrais
O fórum, composto pela CTB, CUT, CGTB, Força Sindical,
Nova Central e UGT, também irá discutir a situação
dos aposentados e a realização de um encontro das centrais,
nos moldes da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora),
que unificará posições em torno das bandeiras da
classe trabalhadora e de um novo Projeto de Nação.
"2010 será um ano
de luta. Não é de hoje que a CTB tenta unir esforços
em torno da realização de um grande Encontro das Centrais,
onde será discutida a pauta dos trabalhadores para o próximo
período", afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.
"As resoluções
desse encontro deverão ser encaminhadas ao próximo presidente
da República para que as transforme em política de governo",
concluiu Wagner.
Apoio
aos aposentados
Outro ponto que será debatido é o índice de reajuste
das aposentadorias.
No final de 2009, o governo
decepcionou os aposentados de todo País ao barrar o reajuste
salarial de 7,72% reivindicado pelas seis centrais e pela Cobap (Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas) e oferecer apenas 6,2 %.
A Cobap programou para o dia
24 de janeiro - Dia do Aposentado - um ato em Aparecida do Norte (SP)
em defesa de reajustes salariais maiores e pelo fim do fator previdenciário,
demandas não contempladas durante 2009.
A entidade espera contar com
o apoio das centrais sindicais.
O ato contará com o apoio
da CTB e da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), além de parlamentares que apoiam as reivindicações
dos aposentados. (Fonte: Portal CTB)
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DIAP, 15 de janeiro de 2010
Inflação pelo IPCA foi de
4,31% em 2009, abaixo do centro da meta oficial
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou 2009 em 4,31%,
abaixo do centro da meta oficial do governo, após registrar alta
de 0,37% em dezembro.
As informações
foram divulgadas, nesta quarta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de 2009 ficou abaixo
da taxa de 5,90% registrada em 2008 e do centro da meta oficial do governo,
que era de 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima
ou para baixo.
A inflação de
dezembro foi pouco menor que a de novembro, quando a alta tinha sido
de 0,41%. O resultado da inflação oficial em 2009 é
o mais baixo desde 2006, quando foi de 3,14%.
"Após o resultado
mais elevado de 2008 (5,90%), em 2009 o IPCA voltou ao patamar de 2007
(4,46%), mostrando, ao longo do ano, trajetória decrescente para
o indicador acumulado em 12 meses", apontou o comunicado do IBGE.
Segundo o instituto, a redução
da inflação entre os anos de 2008 e 2009 foi influenciada
pela desaceleração na alta dos preços de alimentos,
que tinha sido de 11,11% em 2008 e recuou para 3,18% em 2009.
O aumento de preços de
produtos não alimentícios, por sua vez, foi de 4,65%,
acima de 2008 (4,46%).
O grupo de despesas pessoais
foi o mais influenciou a inflação em 2009, com alta de
8,03% e impacto de 0,79 ponto percentual na taxa de 4,31% do IPCA.
O desempenho do grupo foi puxado
por uma alta de 7,50% nos preços de serviços pessoais
e de 27% de cigarros, que tiveram alta no Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) em 2009. (Fonte: Agência Informes)
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GAZETA DO POVO, 15 de janeiro
de 2010 | Economia
Piso regional
Empresários tentam barrar novo
mínimo
Publicado em 15/01/2010 | Da Redação
Lideranças empresariais do Paraná devem solicitar uma
audiência com o governo do estado e a Assembleia Legislativa
para discutir o reajuste do salário mínimo regional. A
proposta do governo eleva o piso em 9,5% a 21,5%, dependendo da faixa
salarial, e ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares.
A classe empresarial –
representada pela Fiep, Faep, Fetranspar, Faciap, ACP e sindicatos empresariais
– vai tentar convencer governo e deputados estaduais que o porcentual
proposto é irreal e vai provocar um impacto negativo na economia,
comprometendo a competitividade paranaense por conta do aumento no custo
de produção.
“Não somos contrários
ao reajuste do salário, mas defendemos um índice real,
com base em estudos técnicos. Em nenhum momento fomos procurados
para discutir o tema. A decisão foi unilateral”, disse
Amilton Stival, coordenador do Conselho de Relações do
Trabalho da Fiep. O presidente da Faciap, Ardisson Akel, alerta que
os empresários do interior do estado terão maior dificuldade
para praticar o piso proposto.
Para representantes dos
trabalhadores, o reajuste é razoável. O presidente da
Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaep),
Ademir Mueller, afirma que o aumento da renda do trabalhador traz mais
consumo. “É isso que gira a roda da economia. Mesmo com
o mercado externo ruim, o interno está muito bom, e isso é
positivo para os patrões”, diz.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
15 de janeiro de 2010 | Brasil
TSE faz resolução para
barrar doação oculta
Texto, ainda não aprovado, diz que partidos
são obrigados a discriminar a origem e a destinação
dos recursos aos candidatos | Tribunal também preparou resoluções
com regras que vão permitir contribuições eleitorais
por intermédio de internet e cartões de crédito
ANDRÉA MICHAEL
EM SÃO PAULO
FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
divulgará hoje uma resolução para reprimir a realização
das doações eleitorais que não permitem a identificação
dos candidatos beneficiados, as doações ocultas.
Também foram elaboradas resoluções com regras para
permitir a realização de contribuições eleitorais
por meio de cartões de crédito e pela internet. As minutas
dessas disposições foram elaboradas pelo ministro do TSE
Arnaldo Versiani. Os textos ainda dependem de aprovação
do plenário do tribunal e serão submetidos a audiências
públicas nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro.
Atualmente o mecanismo para realizar as doações ocultas
é o seguinte: os financiadores repassam os valores para os partidos,
sem identificar os candidatos que receberão as quantias, e os
partidos fazem a distribuição dos recursos aos políticos
nas eleições sem revelar a fonte dos financiamentos.
Nos últimos meses ministros do TSE manifestaram preocupação
com a manutenção desse tipo de caminho de doação,
que prejudica a transparência.
O texto da nova resolução do TSE determina expressamente
que em ano eleitoral os partidos sejam obrigados a "discriminar
a origem e a destinação dos recursos repassados a candidatos
e comitês financeiros". A disposição do TSE
de conter o mecanismo foi antecipada no domingo pelo "Painel".
A ideia é impedir que os políticos, sob o escudo do partido,
recebam repasses de fontes vedadas, como concessionárias de serviços
públicos e sindicatos, além de permitir que a sociedade
saiba quem financiou quem nas eleições.
O tema do uso dos cartões de crédito é objeto de
uma resolução específica do TSE. A possibilidade
de arrecadação eleitoral por esse meio já estava
prevista na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso no ano passado,
e o texto do tribunal vai detalhar as regras.
Cartão
de crédito
De acordo com a minuta da resolução, somente pessoas físicas
poderão contribuir usando esse meio, e elas poderão fazer
as doações até a data da votação.
O uso de cartões corporativos ou emitidos no exterior é
proibido pelo texto legal.
Em relação às doações on-line, a
resolução estipula que as contribuições
serão feitas por "mecanismo disponível na página
da internet do candidato", que encaminhará os recursos para
a conta bancária do político. Os eleitores que optarem
por esse caminho deverão informar o número de CPF.
O tribunal também já preparou minutas de resoluções
para estabelecer regras referentes a registro de candidaturas, voto
no exterior, atos preparatórios das eleições, prestação
de contas e identificação biométrica. Todos os
temas serão discutidos nas audiências públicas.
O prazo do TSE para aprovar o texto final das resoluções
termina em março.
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BEM PARANÁ, 15 de janeiro de 2010 |
Política
Verba de ressarcimento
Senadores gastam R$ 10,7 milhões
Segundo cálculos da reportagem, o dinheiro
seria suficiente para comprar mais de 40 mil cestas básicas,
ou 1,5 milhão de litros de gasolina, ou ainda 140 automóveis
populares zero quilômetro
Levantamento feito pelo site Congresso
em Foco aponta que os senadores gastaram em 2009 R$ 4,2 milhões
de verba de ressarcimento para cobrir despesas de seus gabinetes com
hotéis, bares, restaurantes, combustível, aluguel de veículos
e aviões. De acordo com os dados, hospedagem, alimentação,
combustíveis, lubrificantes e aluguel de veículos foram
os itens que mais consumiram a verba. Cada parlamentar tem direito a
R$ 15 mil mensais para cobrir essas e outras despesas do mandato.
, Segundo cálculos da reportagem, o dinheiro seria suficiente
paracomprar mais de 40 mil cestas básicas, ou 1,5 milhão
de litros degasolina, ou ainda 140 automóveis populares zero
quilômetro.
No total, os gastos com a verba de ressarcimento no ano passado foram
de R$ 10,7 milhões no Senado. Desse montante, 40% foi com alimentação,
hospedagem, transporte e combustível.
Quatro senadores gastaram toda a verba disponível no ano, de
R$ 180 mil a que tinham: Fernando Collor (PTB-AL), Demóstenes
Torres (DEM-GO), Gilvam Borges (PMDB-AP) e João Ribeiro (PR-TO).
Apenas dois senadores: Pedro Simon (PMDB-RS) e Marco Maciel (DEM-PE),
não nada da verba.
Os três senadores paranaenses – Osmar Dias (PDT), Flávio
Arns (PSDB) e Alvaro Dias (PSDB) – gastaram juntos R$ 358.980,00.
Osmar foi o que mais gastou, com R$ 165 mil, Arns em segundo, com R$
154.200,00, e Alvaro, R$ 38.780,00.
O aluguel de escritórios políticos foi o segundo item
que mais consumiu o dinheiro da verba de ressarcimento. Os senadores
gastaram R$ 2,58 milhões para manter as instalações
de suas representações políticas nos estados que
representam. O terceiro maior gasto ficou por conta da divulgação
da atividade parlamentar, impulsionada pelos senadores pré-candidatos,
que utilizaram quase 90% dos R$ 1,78 milhão destinados à
publicidade das ações dos parlamentares. Apesar de o Senado
ter um significativo corpo de consultores legislativos, as despesas
com a contratação de consultorias, assessorias e pesquisas
técnicas consumiram R$ 1,57 milhão de toda a verba indenizatória.
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AGÊNCIA CÂMARA,
15 de janeiro de 2010
Mulher arrimo de família poderá
ter seguro-desemprego maior
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6038/09, que aumenta em duas
parcelas (dois meses) o período máximo do seguro-desemprego
pago à mulher trabalhadora quando ela for arrimo de família.
De autoria da comissão especial que avaliou os efeitos da crise
econômico-financeira mundial sobre os serviços e o emprego,
a proposta acrescenta parágrafo ao artigo da Lei 8.900/94 que
disciplina o seguro-desemprego.
Esse artigo estabelece que o
benefício é concedido ao trabalhador desempregado, por
um período máximo de três a cinco meses, de forma
contínua ou alternada, a cada período aquisitivo, com
duração definida pelo Conselho Deliberativo do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (Codefat).
Regras
atuais
O trabalhador desempregado recebe três parcelas se comprovar vínculo
empregatício entre 6 e 11 meses; quatro parcelas se comprovar
vínculo empregatício entre 12 e 23 meses; e cinco parcelas
se comprovar vínculo empregatício superior a 24 meses.
Esse período máximo
pode ser excepcionalmente prolongado, em até dois meses, para
grupos específicos de segurados, a critério do Codefat,
que, para tanto, observa, entre outras variáveis, a evolução
geográfica e setorial das taxas de desemprego e o tempo médio
de desemprego de grupos específicos de trabalhadores.
O que o PL 6038/09 propõe, portanto, é garantir essa prolongação
excepcional do benefício à mulher arrimo de família.
Auxílio
financeiro
A proposta é assinada pelo relator e pelo presidente da comissão
especial, deputados Vicentinho (PT-SP) e Fabio Ramalho (PV-MG), respectivamente.
Eles afirmam que o mérito da proposta é auxiliar a mulher
que tem a responsabilidade de prover a subsistência de seus dependentes.
"Essa condição
as coloca em uma situação mais precária do que
outras pessoas, se considerarmos as desigualdades que recaem sobre as
mulheres em relação aos homens e, ainda mais, em relação
àquelas que exercem funções de chefia de suas famílias
em relação às demais mulheres", argumentam
os deputados.
Tramitação
Sujeito à apreciação do Plenário, o projeto
tramita em conjunto com o PL 4974/05, do Senado, que trata do mesmo
tema. Os projetos têm regime de urgência e serão
analisados pelas comissões de Trabalho, de Administração
e de Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§
PL-6038/2009
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AGÊNCIA CÂMARA,
15 de janeiro de 2010
Projeto prevê adicional para
quem trabalha em lugares altos
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 6216/09, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que concede adicional
de periculosidade aos trabalhadores que desenvolvem atividades em locais
cuja altura represente risco elevado de acidentes. A proposta altera
a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei 5.452/43).
Pelas regras atuais, o adicional
de periculosidade (aumento de 30% sobre o salário, sem os acréscimos
resultantes de gratificações, prêmios ou participações
nos lucros da empresa) é pago apenas aos funcionários
que têm contato permanente com materiais inflamáveis ou
explosivos.
Dr. Talmir afirma que é
dever do Estado e dos patrões cuidar do bem-estar do empregado,
oferecendo equipamentos de proteção individual e melhores
condições de trabalho. Mas, para ele, quando a atividade
for potencialmente lesiva à integridade física, é
justa a concessão de adicional como meio de compensar o risco
de acidentes.
"Aqueles que trabalham
em grandes altitudes (limpadores de vidraças, operários
da construção civil, entre outros) estão em contato
frequente com a possibilidade de, a qualquer instante, se envolverem
em sérios acidentes, com grandes chances de perderem suas vidas",
disse.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§
PL-6216/2009
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AGÊNCIA CÂMARA,
15 de janeiro de 2010
Projeto admite testemunho como única
prova para aposentadoria rural
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6147/09, do senador Marcelo
Crivella (PRB-RJ), que flexibiliza a concessão da aposentadoria
por tempo de serviço aos trabalhadores rurais.
Pela proposta, fica autorizada
a comprovação da atividade rural por meio exclusivo de
prova testemunhal, depois de o INSS inspecionar o local. Atualmente,
a Lei 8.213/91 prevê o testemunho como prova, mas exige pelo menos
uma prova documental, como documentos fiscais e licença de ocupação
outorgada pelo Incra.
Para inibir fraudes, o projeto
também altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) e
torna mais rigorosa a punição contra quem pratica falso
testemunho com o objetivo de fraudar o Regime Geral de Previdência
Social.
A lei atual prevê pena
de um a três anos para o crime de falso testemunho. Pela proposta,
se o objetivo do delito for fraudar a Previdência, a pena aumentará
de um terço até o dobro, mais multa de R$ 1 mil a R$ 100
mil.
Crivella afirma que a proposta
pretende corrigir a injustiça que se comete, principalmente,
contra mulheres trabalhadoras rurais. Como a maioria dos documentos
é emitida em nome do marido ou companheiro, diz ele, muitas têm
dificuldade para comprovar sua condição de segurada especial
ao INSS.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Agricultura,
Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade
Social e Família; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania antes de ir a Plenário.
Íntegra
da proposta:
§
PL-6147/2009
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AGÊNCIA CÂMARA, 15 de janeiro
de 2010
Projeto prevê estágio de
seis meses para jovens após qualificação
Laycer Tomaz
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 6044/09, do deputado Maurício Trindade (PR-BA), que garante,
por meio de convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego,
estágio de seis meses a jovens trabalhadores após a conclusão
de curso profissionalizante do Projovem Trabalhador.
A proposta acrescenta dispositivo
à Lei 11.692/08, que instituiu o Programa Nacional de Inclusão
de Jovens (Projovem). O Projovem Trabalhador é uma das quatro
modalidades do programa. Tem o objetivo de preparar o jovem para o mercado
de trabalho em ocupações alternativas geradoras de renda,
por meio da qualificação social e profissional. Atende
pessoas entre 18 e 29 anos de idade que estejam desempregadas e sejam
integrantes de famílias com renda mensal per capita de até
um salário mínimo.
Segundo o deputado, o jovem
trabalhador, ao concluir o curso, já se encontra qualificado,
mas, na maioria dos casos, não consegue uma vaga no mercado de
trabalho. Trindade lembra que muitos deles não sabem sequer onde
procurar trabalho, e a demora para colocar em prática o que aprendeu
pode prejudicar o conhecimento técnico adquirido nos cursos.
Atividade
prática
O estágio, de acordo com o projeto, poderá ser oferecido
em instituições públicas ou privadas e deverá
servir para consolidar e ampliar os conhecimentos adquiridos pelos jovens.
Segundo o deputado, o Projovem
tem obtido sucesso na transferência de conhecimento técnico,
mas falha pela falta do complemento do processo de aprendizagem com
a oferta da prática no ambiente de trabalho.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
de Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§
PL-6044/2009
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
15/01/2010
Empregado com estabilidade provisória
demitido ganha indenização de R$ 100 mil
A Caraíba Metais S.A.
não conseguiu reformar, no Tribunal Superior do Trabalho, decisão
regional que a condenara a reintegrar empregado que adquiriu doença
profissional em virtude das atividades desenvolvidas na empresa e ao
pagamento de indenização por danos morais no valor de
cem mil reais.
A Sétima Turma do TST,
por unanimidade, seguiu voto relatado pelo ministro Guilherme Caputo
Bastos e negou provimento ao agravo de instrumento da Caraíba
Metais. Com esse resultado, prevalece a decisão do Tribunal do
Trabalho baiano (5ª Região) que determinou a reintegração
aos quadros da empresa e o pagamento de indenização, uma
vez que a matéria não poderá ser rediscutida no
TST, por meio de recurso de revista, como pretendia a empresa.
O relator explicou que o TRT
observara os fatos e provas no processo para chegar à conclusão
de que havia nexo de causalidade entre as atividades desempenhadas pelo
trabalhador na empresa (intenso levantamento e transporte de peso) e
a doença adquirida (LER / DORT). Além do mais, afirmou
o ministro, o Regional constatara que a empresa agiu com negligência
e não tomou os cuidados necessários para impedir os prejuízos
causados à saúde do trabalhador. Nessas condições,
cabia o pagamento de indenização por dano moral ao empregado,
concluiu o Regional.
Ainda segundo o TRT, o trabalhador
deveria ser reintegrado diante do reconhecimento da nulidade da dispensa,
pois, quando foi demitido, ele era detentor de estabilidade provisória
decorrente de doença profissional relacionada com a execução
do contrato (estava em tratamento e recebendo auxílio-doença).
Na prática, a empresa foi obrigada a restabelecer o vínculo
de emprego, já que o trabalhador está em gozo de benefício
previdenciário.
No recurso ao TST, a empresa
insistiu na tese de que os problemas de saúde desenvolvidos pelo
empregado não tinham relação com os serviços
de limpeza e apoio a unidades operacionais realizados por ele e que
também não havia comprovação de que estivesse
incapacitado para o trabalho. Entretanto, como destacou o relator, ministro
Caputo Bastos, os argumentos levantados pela empresa diziam respeito
aos fatos e provas analisados em instância ordinária –
impossíveis de serem revistos no TST (Súmula nº 126).
(AIRR – 404/2005-133-05-40)
(Lilian Fonseca)
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15/01/2010
SDI1 reconhece contrato único
de trabalhador rural e afasta prescrição
A Seção 1 Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho acompanhou
voto do relator, ministro Lélio Bentes Corrêa, e reconheceu
a existência de contrato único entre trabalhador rural
e várias empresas de um mesmo grupo. Com esse entendimento unânime,
a SDI-1 afastou a prescrição bienal no caso e devolveu
o processo ao Tribunal do Trabalho de Campinas (SP) para analisar os
demais pedidos de verbas rescisórias feitos pelo empregado, em
especial o recebimento do FGTS por período de dezoito anos com
multa de 40% sobre o valor dos depósitos.
Histórico do caso
Em janeiro de 1965, o empregado
foi contratado como rurícola pelo grupo econômico composto
da Fazenda São Geraldo, Cia. Açucareira São Geraldo
e Castell Cia. Agrícola Stella Ltda., com sede na Fazenda Santa
Elisa, no Município de Sertãozinho (SP), onde permaneceu
prestando serviços por mais de trinta e três anos. Ainda
na condição de rurícola, em dezembro de 1966, passou
a exercer as funções de motorista, dirigindo caminhão
para transportar cana-de-açúcar e pessoal para trabalhar
nas lavouras.
Quando em janeiro de 1983 foi
transferido para a Castell Cia. Agrícola Stella, fez opção
pelo regime do FGTS. Ao se aposentar por tempo de serviço em
janeiro de 1992, o empregado continuou prestando serviços para
a Cia. Energética Santa Elisa S/A (que encampou as outras empresas),
até março/1998, quando foi dispensado, sem justa causa.
Na Justiça do Trabalho,
ele alegou que tinha direito a verbas rescisórias não
pagas, pois teria havido apenas um contrato de trabalho com o grupo
empresarial. Em relação à opção pelo
FGTS ocorrida somente em janeiro de 1993, argumentou ainda que fazia
jus a dezoito anos de indenização com 40% de multa sobre
os depósitos (do período da opção ao regime
até sua aposentadoria).
As decisões judiciais
Em primeira instância,
o trabalhador obteve o reconhecimento de alguns direitos, mas o TRT
de Campinas (15ª Região) entendeu que houve alteração
contratual, ou seja, o encerramento do contrato como trabalhador rural
e o início de outro como trabalhador urbano. Para o Regional,
o empregado teria dois anos após a mudança (junho de 1989)
para ajuizar ação trabalhista, e como ele recorreu à
Justiça apenas em abril/1998, esses direitos estavam prescritos
(incidência da prescrição bienal – artigo
7º, XXIX, da Constituição Federal).
No TST, a Quinta Turma manteve
a decisão do TRT quanto à prescrição bienal.
Entretanto, a SDI-1 fez interpretação diferente da matéria.
Como explicou o relator, ministro Lélio Bentes, não existiram
dois contratos de trabalho, e sim uma única relação
jurídica de emprego. Segundo o relator, o que se observou na
hipótese fora a ocorrência de simples alteração
do pactuado, na medida em que o empregado deixou de trabalhar na área
rural da empresa, passando a prestar serviços na área
urbana. Além do mais, afirmou o ministro, a própria empresa,
na contestação, reconheceu a existência de um único
contrato de trabalho.
Por essas razões, a SDI-1
afastou a prescrição bienal, restabeleceu a sentença
quanto às parcelas excluídas da condenação
pelo Regional por causa da prescrição e determinou o retorno
do processo àquela Corte para prosseguir no julgamento dos recursos
ordinários interpostos. (E-RR-1267/1998-125-15-00.0)
(Lourdes Côrtes)
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