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O ESTADO DO PARANÁ, 21 de janeiro
de 2010 | Economia
PR: Emprego terminou o ano de 2009 em
déficit no Estado
Helio Miguel, com agências
O Paraná teve, em dezembro, um saldo negativo de quase 36 mil
postos formais de trabalho. O número refletiu um comportamento
sazonal para o período, mas ao mesmo tempo ajudou a derrubar
o saldo do emprego do ano passado para 69 mil vagas, o pior nível
desde 2003, quando foram criadas cerca de 62 mil vagas.
Os números foram divulgados
ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no relatório
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números
de dezembro, no Estado, ficaram em terceiro lugar entre os piores registrados
para o mês, desde que a série da pesquisa foi iniciada,
em 1992.
No entanto, o resultado veio
após quatro meses que, juntos, tiveram o melhor desempenho pelo
menos desde 2003, no comparativo com iguais períodos, com um
saldo de 44,2 mil vagas. Outubro e novembro de 2008, por exemplo, tiveram
os melhores saldos para os meses desde 1992.
Para o economista Sandro Silva,
do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), o bom desempenho do emprego no Estado, no segundo semestre,
pode ter influenciado o grande número de demissões no
último mês do ano.
“Foi um diferencial de
2009 em relação a outros anos”, afirma, explicando
que ainda é necessário analisar os dados detalhados para
saber quantas vagas que fecharam eram apenas temporárias.
De acordo com Silva, apesar
da performance do emprego no Paraná, em 2009, ter sido a pior
desde 2003, é preciso também lembrar que o ano foi de
crise e que os números acabaram sendo até melhores do
que muitos especialistas esperavam. “O desemprego aumentou até
abril, mas estabilizou a partir de maio”, diz.
Silva aponta, ainda, uma tendência
de diminuição do desemprego em 2010. “[O saldo de
dezembro] não deve interromper a atual tendência de recuperação”,
prevê. Para ele, janeiro já deve voltar a ter números
positivos, e a partir de março ou abril o desempenho pode voltar
a ser forte, permitindo que o ano ao menos iguale os saldos obtidos
em outros períodos, superiores a 80 mil vagas.
Agricultura
Se, em dezembro, apenas a indústria
extrativa teve saldo positivo no Paraná, com 27 vagas, nos números
anuais a única atividade que teve números negativos foi
a agropecuária.
O setor reduziu, em 2009, 3,73%
das vagas, fechando com menos 4,4 mil vagas, aproximadamente. Apenas
em dezembro o setor fechou 7 mil postos de trabalho. Para Silva, a quebra
de safra e a redução nas exportações ocorridas
durante o ano influenciaram no desempenho.
Municípios
O saldo negativo da capital
paranaense foi a principal influência nos números do Estado,
em dezembro. Em Curitiba, foram fechados quase 6 mil postos de trabalho
no mês, número que deixou a cidade com o pior saldo do
Paraná.
Com os municípios da
Região Metropolitana, o saldo cai para 8,8 mil. Em 2009, porém,
a região ainda fechou com saldo positivo, de 27,6 mil vagas.
Em dezembro, apenas quatro municípios com mais de 30 mil habitantes
tiveram saldos positivos no emprego: Telêmaco Borba, Santo Antônio
da Platina, São Mateus do Sul e Palmeira.

Número no País
ficou aquém do 1 milhão previsto
Assim como no Paraná,
o saldo do emprego em 2009 no Brasil, de 995.110 vagas, também
foi o pior desde 2003. Em dezembro, o País fechou 415.192 postos
de trabalho.
Ambos os números ficaram
aquém das expectativas do governo, que previa 1 milhão
de novos postos no ano passado, e perto de 300 mil vagas perdidas em
dezembro.
Para o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, o saldo de empregos com carteira assinada em
2010 deverá dobrar em relação a 2009, atingindo
cerca de 2 milhões de vagas.
Caso o número seja atingido,
o ano terá o melhor desempenho já registrado em geração
de empregos. O ministro considerou o erro de estimativa para o ano passado
“desprezível”.
Quanto ao saldo de dezembro,
Lupi afirmou que não esperava queda tão grande. Ainda
esta semana, ele tinha afirmado que o número ficaria “ligeiramente”
acima da média dos últimos anos para meses de dezembro,
que era de 300 mil.
Segundo ele, o saldo foi diretamente
relacionado a demissões de trabalhadores temporários,
e também deveu-se a um crescimento atípico durante os
quatro meses anteriores.
“Tivemos quatro meses
com saldo de geração de empregos de mais de 200 mil novos
postos. Esses quatro meses comparados com qualquer ano da história
foram os maiores geradores de emprego. Em dezembro, tem o fim dos contratos
temporários, quando essas pessoas acabam sendo demitidas”,
afirmou.
Entre os oito setores analisados,
o setor de serviços foi o que fechou 2009 com o maior saldo,
de mais de 500 mil empregos, seguido do comércio, que ficou com
quase 300 mil novas vagas.
A construção civil
ficou em terceiro lugar, com saldo de 177 mil postos de trabalho. Já
o pior desempenho foi da indústria extrativa mineral, com 2 mil
novos empregos.
A região Sudeste teve
o melhor saldo na geração de empregos (476.031), seguida
do Nordeste (227.376). Já o Sul ficou na terceira posição,
com 70.138 empregos.
O Paraná ficou
entre os cinco Estados que mais geraram emprego no ano passado, atrás
de São Paulo (277.573 vagas abertas), Minas Gerais (90.608),
Rio de Janeiro (88.875) e Bahia (71.170). (HM, com agências)
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de janeiro de 2010 | Economia
Lupi não esperava queda tão
grande em dezembro
Agência Estado
Apesar de não ter atingido a meta de saldo de criação
de um milhão de empregos formais em 2009, o ministro do Trabalho
e Emprego, Carlos Lupi, afirmou que esse "erro" (de estimativa)
foi desprezível e que nenhum país do G-20 (grupo das 20
maiores economias do mundo) conseguiu ter um desempenho no mercado de
trabalho tão favorável quando o Brasil. Em 2009, foram
gerados 995.110 postos de trabalho no mercado formal. "Eu esperava
mais. Não esperava esta queda tão grande em dezembro",
afirmou o ministro. Somente no mês de dezembro, foram fechadas
415.192 vagas.
Ontem o ministro havia dito
que esse número ficaria "ligeiramente" acima da média
dos últimos anos para meses de dezembro, que era de 300 mil.
Lupi explicou que o resultado negativo de dezembro de 2009 acima da
expectativa está diretamente relacionado a demissões de
trabalhadores temporários. Segundo ele, a queda no mês
de dezembro está associada à presença de fatores
sazonais, como entressafra agrícola, término do ciclo
escolar, esgotamento da bolha de consumo no final de ano e fatores climáticos.
Em dezembro de 2009, dos 25 subsetores, quatro apresentaram elevação
do nível de emprego: comércio varejista (+14.002 vagas),
serviço médico e odontológico (+735 vagas), instituições
financeiras (+368 vagas) e indústria de materiais de construção
(+193 vagas). Em termos de setores, apenas o comércio acusou
incremento no nível de emprego em dezembro do ano passado, com
10.598 novos postos. Por outro lado, a indústria de transformação
teve a maior perda, pois foram fechados 166.040 postos de trabalho,
seguido pela agricultura, com 117.216 postos de trabalho fechados.
Segundo Lupi, os números
do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos à
indústria da transformação refletem os efeitos
da crise econômica, principalmente no subsetor de metalurgia.
Ele destacou que a agricultura também foi afetada pela crise,
principalmente nas vendas de soja e carne para o mercado externo. O
ministro disse ainda que está otimista com relação
ao mercado de trabalho em 2010. Segundo ele, o Brasil deve fechar o
ano com mais de 2 milhões de empregos formais.
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BEM PARANÁ, 21 de
janeiro de 2010 | Economial
Emprego
Geração é
a pior desde 2003
A economia brasileira registrou a criação de 995.110 vagas
com carteira assinada em 2009, de acordo com dados do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério
do Trabalho. Trata-se do pior saldo desde 2003, quando foi registrada
a geração de 645.433 vagas.
Ao todo, foram feitas 16.187.640
contratações e 15.192.530 demissões. Os números
estão de acordo com as previsões do governo — no
entanto a meta inicialmente divulgada era de gerar 1 milhão de
novos empregos com carteira registrada — e refletem a retomada
na criação de empregos que o país vem sentindo
desde julho do ano passado, quando o pior da crise financeira internacional
já havia passado. Em 2008, o saldo de empregos foi de 1.452.204,
resultado 10% inferior ao de 2007.
O resultado paranaense foi o melhor da Região Sul e a taxa de
crescimento no Estado, de 3,23%, ficou acima da média nacional
(3,11%) e de Estados como São Paulo (2,64%), Rio de Janeiro (2,80%)
e Minas Gerais (2,65%). As informações são do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas ontem pelo Ministério
do Trabalho e Emprego.
Especificamente em dezembro,
o Paraná — como os demais Estados e o País —
perdeu vagas (35.984). Ainda assim, a análise feita pelo Ministério
considera o número bastante favorável, tendo em vista
os efeitos da crise financeira internacional. Além disso, a nota
técnica do Caged explica que “tradicionalmente, os dados
evidenciam uma marcada sazonalidade negativa (entressafra agrícola,
término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no
final do ano, fatores climáticos) no último mês
do ano, que permeia quase todos os subsetores de atividade econômica
e Unidades da Federação”. No Brasil foram demitidas
415.152 pessoas no mês de dezembro.
Na comparação com os demais Estados da Região Sul,
o Paraná liderou com folga. O Rio Grande do Sul abriu aproximadamente
64 mil vagas de trabalho e Santa Catarina disponibilizou cerca de 51
mil postos.
O resultado paranaense no ano
foi quase o dobro do apresentado por todos os Estados da Região
Norte juntos e quase supera o total da Região Centro Oeste. A
soma dos empregos gerados em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima,
Pará, Amapá e Tocantins (Norte) foi de 37.241 vagas. Em
Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goias e Distrito Federal (Centro Oeste),
foram pouco mais de 70 mil contratações.
Setores — As atividades econômicas ligadas
ao setor de Serviços foram as que mais disponibilizaram vagas
no Paraná, entre janeiro e dezembro de 2009. Ao todo, foram 27.377
postos de trabalho abertos. Destaque para as funções desempenhadas
em Alojamento e Alimentação (9.327 empregos); Administração
de imóveis (7.305); e Transporte e Comunicação
(4.426).
A Indústria de Transformação,
mesmo com a crise, registrou saldo positivo de 12.829 admissões.
As atividades relacionadas à Produção de Alimentos
e Bebidas foram as que mais disponibilizaram vagas, 8.189 no total.
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Folha de S.Paulo, 21 de
janeiro de 2010
Setores da indústria que
foram desonerados retomam contratação
DA REDAÇÃO
Os subsetores da indústria que receberam incentivos fiscais da
União voltaram a gerar vagas de forma contínua (contratar
mais do que demitir) no último semestre de 2009 -à exceção
de dezembro, mês atípico. O movimento é sentido
em toda a indústria de transformação -que, apesar
da retomada, está 343,2 mil postos aquém do nível
pré-crise.
Segundo o Caged, a indústria de materiais de transporte (inclui
autopeças e montadoras) criou 17,7 mil vagas no segundo semestre;
nos seis meses anteriores, havia fechado 35 mil. As desonerações
para o setor automotivo -que refletem-se sobre uma extensa cadeia, de
autopeças a concessionárias- custaram R$ 4,3 bilhões.
Na indústria de máquinas e equipamentos, cuja desoneração
custou R$ 345 milhões em 2009, a melhora no ritmo de geração
também é sentida. Os bens de capital compõem, em
boa medida, o subsetor de mecânica, que fechou 31,3 mil vagas
no primeiro semestre e gerou 17,4 mil no seguinte.
O subsetor de materiais elétricos -que inclui linha branca, cujas
desonerações somaram R$ 434 milhões- gerou 7.900
vagas no segundo semestre, após o saldo negativo de 19,2 mil
nos seis meses anteriores.
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Agência Diap, 21 de
janeiro de 2010
Em editorial, Folha ataca centrais
sindicais; nenhuma surpresa ou novidade
Em editorial, a Folha de S.Paulo, na edição desta quarta-feira
(20), volta sua baterias contra as centrais sindicais e o repasse de
recursos oriundos da contribuição sindical a essas entidades.
A crítica - virulenta
e desonesta - não traz novidades e também não é
surpresa, pois a Folha, como outros veículos da grande imprensa
representam hoje, mais que ontem os interesses do capital, portanto
atuam contra os trabalhadores e suas entidades representativas.
De resto, cabe um alento. As
críticas não são em razão das mazelas do
movimento sindical, que no Brasil, sempre foi massacrado e até
bem pouco tempo foi completamente dizimado pela Ditadura Militar (1964-1985).
Estas críticas são
em razão das virtudes do movimento sindical, que a despeito de
todos os problemas - que não são poucos - tem atuado de
modo significativo em defesa dos trabalhadores e seus interesses legítimos.
Sob forte unidade política
e de atuação, as centrais propuseram políticas
de combate à crise que se abateu sobre o País.
É das centrais a atual
política de recuperação e atualização
do salário mínimo, cujo aumento real, em 7 anos, obteve
cerca de 54% de ganho real. Bem como também a atual tabela progressiva
do imposto de renda.
Sem o movimento sindical - sindicatos,
federações, confederações e centrais - a
situação das relações de trabalho no País
seria infinitamente pior. Sua atuação atenua a sanha empresarial-patronal
contra os trabalhadores e seus direitos, que estão sempre sob
ameaças.
Portanto, as críticas
da Folha e dos demais veículos da grande imprensa são
as críticas dos setores mais conversadores, que no Congresso
encontra eco no DEM, autor da Adin contra o repasse da contribuição
sindical às centrais.
A Folha, como parte da grande
mídia, é um dos partidos do capital no País. Desse
modo, o movimento sindical deve encarar esta 'crítica' como normal,
pois nada faz além de defender seus interesses corporativos.
Leia a integra do editorial:
Lula e as centrais
Uma medida tramada na surdina
pelo governo Lula deve garantir, ao menos ao longo do ano eleitoral
de 2010, o direito de centrais sindicais nanicas à participação
na divisão do bolo do imposto sindical.
Uma portaria do Ministério
do Trabalho, de 2008, exigia, a partir deste ano, que uma central representasse
ao menos 7% dos trabalhadores sindicalizados no país para ter
direito aos recursos repassados pelo governo. Posta em prática,
significaria o fim da benesse para três das seis centrais hoje
reconhecidas.
Ao mesmo tempo, a lei que
legalizou as centrais sindicais, também de 2008, previa um piso
de representatividade menor, de 5%, até dois anos depois de sancionada,
quando passaria a valer a exigência dos 7%. O prazo vence em março.
A manobra do governo consiste
em revogar o trecho da portaria que estipulava o limite maior já
em 2010 e, simultaneamente, interpretar que o novo piso só passa
a valer em 2011, já que o prazo de 24 meses da lei cai "no
meio de um exercício".
Enquanto isso, as centrais
nanicas correm para incorporar novos sindicatos às suas siglas.
É compreensível o esforço. Não há
dados consolidados para 2009, mas, entre janeiro e julho, as entidades
embolsaram R$ 74 milhões do imposto sindical.
A dependência de recursos
públicos desvirtua o sindicalismo. Em vez de instrumento legítimo
para negociações trabalhistas, a máquina sindical
passa a servir aos interesses dos dirigentes que nela se encastelam.
Opera nesse campo um dos
traços arcaicos da gestão Lula, que busca atrelar ao Estado,
com repasses de verba e outros privilégios, vários grupos
de interesse. Tal método tem custado caro ao país, tanto
por pesar sobre o Orçamento quanto por desvirtuar os objetivos,
e por comprometer a independência, de associações
típicas da sociedade civil, como as centrais sindicais.
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Monitor Mercantil, 21 de
janeiro de 2010
Imposto previsto na Constituição
e no PNDH 3 não tem apoio no Congresso
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos
Deputados fez, na segunda-feira (20), uma reunião aberta, com
movimentos sociais, para rebater as críticas e manifestar apoio
à terceira edição do Programa Nacional de Direitos
Humanos (PNDH 3).
É dentro do Parlamento,
no entanto, que está o maior obstáculo à regulamentação
do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), prevista no artigo 153, da
Constituição Federal.
Para Antônio Augusto de
Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap),
as chances de o Congresso aprovar o imposto são baixíssimas.
- Todos os partidos, com exceção
dos de esquerda, têm líderes parlamentares que são
empresários e seriam afetados diretamente por essa regulamentação.
Dificilmente, mesmo com o interesse do Governo, eles se empenhariam
em criar um tributo que iria penalizá-los.
Segundo Queiroz, a questão
tributária tem três níveis de conflito: entre a
União, os estados e municípios; entre os Governos estaduais
e as regiões com benefícios fiscais (Zona Franca de Manaus,
por exemplo); e entre o estado e os agentes econômicos.
- Quem defende a reforma tributária
são os parlamentares empresários ou a serviço de
empresários, que não estão de acordo com essa idéia
de progressividade conforme a capacidade contributiva, pelo contrário,
querem desonerar alguns setores.
A primeira proposta de IGF (Projeto
de Lei Complementar nº 162) foi elaborada pelo então senador
Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP). O projeto chegou a ser aprovado
pelo Senado, mas foi rejeitado pela Comissão de Tributação
e Orçamento da Câmara dos Deputados em 2000.
- A proposta sofre, desde o
início, resistência da elite econômica brasileira,
a qual imprime esforços para deslegitimá-la - assinala
o economista Erito Marques de Souza Filho, professor da Universidade
Rural do Rio de Janeiro.
A questão também
foi tratada durante o Governo Lula.
- O Governo tentou regulamentar
isso no primeiro ensaio de Reforma Tributária em 2003, mas a
proposta original foi abandonada, rememora o economista Sérgio
Gobetti, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo
ele, o IGF "é uma espécie de tabu".
Alexandre Ciconello, do Fórum
de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, lembra que na discussão
de reforma tributária ocorrida no ano passado não se tratou
de IGF.
- A reforma tributária
era para facilitar um pouco a vida das grandes empresas e simplificar
os impostos. Não se moveu uma palha com relação
a um sistema tributário mais justo.
Ciconello lembra que os empresários
tentaram eliminar as contribuições que alimentam a seguridade
social (Confins, PIS/Pasep e Contribuição Social sobre
o Lucro Líquido).
Adriano Biava, professor de
economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
da Universidade de São Paulo (FEA/USP), considera que "o
direito humano é muita vezes impedido pela alta concentração
de renda" e que criar o IGF "é um imperativo da Constituição",
mas avalia que o potencial de arrecadação não é
muito grande.
- Não é possível
cobrar uma alíquota muito elevada. Tem que ser baixa porque vai
interferir na decisão do empresário investir. Não
deve desestimular a poupança e o investimento - explica.
De acordo com os especialistas
ouvidos pela Agência Brasil, a tributação é
injusta no país.
- Quem ganha até dois
salários mínimos paga até 60% dos seus rendimentos
mensais com impostos - calcula Alexandre Ciconello.
Segundo o economista Sérgio
Gobetti, de cada R$ 10 de impostos pagos no Brasil R$ 2 são oriundos
da renda ou do patrimônio (IR, IPTU, IPVA, Imposto sobre Transmissão
Causa Mortis e Imposto Territorial Rural) e R$ 8 são sobre folha
de pagamento e consumo (como ICMS, IPI, ISS), repassados pelas empresas,
com peso maior para quem tem menor renda.
São João da Barra
discute Direitos Humanos
São João da Barra foi o município escolhido pela
Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos
para ser a sede do encontro regional de capacitação, que
acontece amanhã, a partir das 8h, no Ciep Gladys Teixeira, no
Centro.
O evento reunirá prefeitos,
secretários municipais de Educação, Saúde,
Assistência Social, Trabalho, agentes de segurança pública,
sociedade civil e vereadores, em 12 oficinas de capacitação,
com diferentes temáticas.
Para participar das oficinas,
os agentes públicos e a sociedade civil poderão fazer
as inscrições no site da secretaria, no endereço
www.social.rj.gov.br, ou a partir das 8h, no local do evento. O objetivo
é capacitar os gestores públicos nas áreas dos
direitos humanos e ampliar os acordos de cooperação técnica
visando a promoção social dos grupos minoritários
ou que vivem em condição desfavorável.
A secretária de Estado
de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva participará
da certificação dos gestores públicos, na parte
final do encontro, que reunirá lideranças e agentes públicos
de toda a região.
Benedita cumprirá, ainda,
agenda em São João da Barra. Dentre os compromissos, uma
visita à cooperativa Arte Peixe, em Atafona, apontada como um
dos cinco empreendimentos de maior sucesso no país, pelo Ministério
da Integração Nacional, durante a I Mostra de Desenvolvimento
Regional, em março do ano passado, em Salvador-BA.
A cooperativa se destacou entre
as iniciativas bem sucedidas a partir da qualificação
em cursos do Projeto Produzir, que visa à organização
produtiva de comunidades urbanas e rurais e a geração
de trabalho e renda para populações excluídas da
dinâmica econômica.
Em São João da
Barra os cursos foram ministrados através do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com a prefeitura local. Foram
qualificadas, em janeiro de 2007, esposas e filhas de pescadores no
beneficiamento e processamento do pescado, originando, dessa forma,
a cooperativa.
- O apoio recebido do poder
público municipal, a assessoria técnica e o bom entendimento
no que diz respeito à parte burocrática estão entre
os fatores que, na opinião do ministério, são importantes
para o bom funcionamento da cooperativa, que já vai completar
dois anos de atuação - explica Gisela Fonseca, responsável
técnica pela cooperativa e que na 1ª Mostra foi responsável
pela apresentação do projeto.
Hoje, a Arte Peixe reúne
20 pessoas na fabricação de 10 variedades de produtos
tendo como matéria-prima peixe e camarão. Por mês
são comercializados 700 quilos de lingüiça, hambúrguer
e isca de camarão, bolinho, isca, nuggets e quibe de peixe, além
de camarão empanado.
A consolidação
definitiva da cooperativa aconteceu dentro do Programa Municipal de
Incentivo ao Cooperativismo (Prominc), com apoio do Programa Empresa
Legal que orienta toda a área contábil e jurídica
para a abertura de novas empresas, programas iniciados pela atual gestão
municipal que têm o objetivo de incentivar o empreendedorismo
local.
Os gestores públicos
e a sociedade civil que forem participar das oficinas de capacitação
do programa Direitos Humanos Aqui, tem à disposição
360 vagas, destinadas aos municípios, de São João
da Barra, São Francisco do Itabapoana, Campos, Quissamã,
Macaé, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de
Macabu e São Fidelis.
As oficinas de capacitação
tem como temas: Direitos da Mulher, Direitos da Pessoa com Deficiência,
Promoção da Igualdade Racial, Direitos da Pessoa Idosa,
Direitos da Juventude, Conselhos de Direitos: uma estratégia
para participação e controle social, Direitos da Criança
e do Adolescente, Direitos Humanos no Poder Legislativo Municipal, Direitos
Individuais, Coletivos e Difusos, Mídia e Direitos Humanos, Segurança
Alimentar e Voz dos Quilombos.
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O ESTADO DO PARANÁ,
21 de janeiro de 2010 | Economia
Teto de tarifa social é de meio
salário mínimo
Agência Estado
Diferentemente do que informou hoje o ministro de Minas e Energia, Edison
Lobão, o teto salarial para que famílias possam pagar
a chamada Tarifa Social de Energia Elétrica é de meio
salário mínimo e não de três salários
mínimos.
A informação correta
foi divulgada nesta tarde pelo Ministério de Minas e Energia.
Além disso, o universo de famílias beneficiadas vai aumentar
em cerca de 3 milhões, de 19,4 milhões para 22,5 milhões.
Lobão havia dito que, com as novas regras, 8 milhões de
famílias seriam incluídas no benefício. Segue a
notícia publicada anteriormente, já corrigida:
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sancionou hoje a lei que modifica os critérios
e amplia os benefícios da tarifa social de energia elétrica.
A medida aumentará em cerca de 3 milhões de famílias
o universo de beneficiados, que corresponde agora a 22,5 milhões
de famílias.
A principal mudança de
critério é o cadastro no Bolsa Família ou a comprovação
de renda familiar de até meio salário mínimo. Pelos
critérios anteriores, era priorizado o consumo de energia, o
que gerava distorções, como a concessão de subsídios
a pessoas de classe média que moram sozinhas ou a casas de veraneio.
Em entrevista depois de reunião
com o presidente Lula, o ministro Edison Lobão disse que entre
as ampliações do benefício estão a concessão
de energia gratuita para comunidades indígenas e quilombolas
que consomem até 50 quilowatts.
Além disso, portadores
de deficiência e pessoas com mais de 60 anos que comprovem dificuldades
financeiras terão subsídios. Segundo Lobão, ao
todo, os subsídios custarão R$ 2 bilhões ao ano
a serem pagos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE),
um dos encargos da conta de luz.
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Congresso em Foco, 21 de
janeiro de 2010
Ninguém ganhou mais que
aposentado, diz ministro
José Pimentel diz que nenhuma categoria
obteve ganho real superior aos 2,5% dados pelo governo a aposentados
e pensionistas em 2010
Edson Sardinha
O ministro da Previdência
Social, José Pimentel, disse hoje (20) que nenhuma categoria
obteve ganho real maior que os aposentados e os pensionistas no último
ano. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil
de Comunicação (EBC), Pimentel afirmou que os bancários,
os petroleiros e os metalúrgicos, por exemplo, tiveram aumento
abaixo dos 2,5% dado às pensões e aposentadorias neste
início de 2010.
“Neste 2010, nós
estamos garantindo ganho real 2,5%. Este ganho real, somado com a inflação,
dá 6,14%. É o maior para todas as categorias. Se pegar
o ganho real dos petroleiros, dos metalúrgicos, das grandes categorias,
nenhuma teve ganho real superior a 2,5%”, declarou o ministro.
Pimentel disse que as reclamações
dos aposentados só são “justas” quando se
referem às perdas acumuladas nas décadas de 1980 e 1990.
Nesse período, ressaltou o ministro, o governo federal repôs
no máximo 30% da inflação a cada ano. “Essa
reclamação é justa porque diz respeito a esse período
em que o Estado não pagava nem a inflação. A partir
de agora, criamos condições para recuperar o poder de
compra”, afirmou.
O ministro da Previdência
destacou ainda que os 18,9 milhões de aposentados e pensionistas
que recebem o piso previdenciário acumularam um aumento de 63%
desde o início do governo Lula. Segundo ele, as condições
estão sendo criadas para repor o poder de compra das demais aposentadorias.
José Pimentel defendeu
a distinção entre as contas das Previdências urbana
e rural, feita no orçamento aprovado pelo Congresso no final
do ano passado, para acabar com a concepção de “rombo”
previdenciário. Enquanto a Previdência urbana teve saldo
positivo de R$ 6,05 bilhões em 2009, a rural acumulou déficit
de R$ 40 bilhões.
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Folha de S.Paulo, 21 de
janeiro de 2010
Vitória da oposição
no Chile anima PSDB
Apesar de ter seu governo aprovado por 80% da
população, a presidente Michelle Bachelet não conseguiu
eleger o sucessor | Para intelectuais e políticos, resultado
indica que não há transferência automática
de votos; direção do PT destaca as diferenças entre
os países
ANA FLOR
THIAGO GUIMARÃES
DA REPORTAGEM LOCAL
O resultado das eleições
presidenciais no Chile aumentou a esperança da oposição
de que a alta aprovação do presidente Lula não
se reverta em votos para sua candidata, a ministra Dilma Rousseff (Casa
Civil).
Nas eleições chilenas, no domingo, Eduardo Frei, candidato
da presidente Michelle Bachelet -avaliada com índices positivos
que beiram 80%- perdeu para o empresário de oposição
Sebastián Piñera.
Para intelectuais, governistas e oposicionistas, apesar das diferenças
entre as realidades políticas -maus resultados na economia e
fadiga com os 20 anos de governo do mesmo grupo no Chile-, o resultado
mostra que não há transferência automática
de votos.
"A transferência de voto tem várias limitações",
diz José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara
dos Deputados.
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), afirma que "não
se pode exagerar na empolgação", mas vê os
"ventos de lá" como uma boa notícia. "Mostra
que não se elege qualquer um de qualquer forma. Isso que Frei
não é qualquer um, é um ex-presidente, bem diferente
de Dilma", diz.
O sociólogo Bolivar Lamounier diz que a transferência de
votos de Lula para Dilma não foi alta: "Se considerarmos
que ela está em campanha há oito meses e não obstante
seu percentual é de 20%, a transferência até agora
é baixa". Segundo o analista Maurício Morales, "a
popularidade de Bachelet mostrou ter mais componentes pessoais do que
políticos".
Diferenças
Para o cientista político David Fleischer, da UnB, uma diferença
importante foi o pouco engajamento de Bachelet na campanha chilena,
tradição no país: "Lula planeja tirar licença,
será uma campanha ostensiva".
Já Fernando Gabeira (PV-RJ), que deve concorrer ao governo do
Rio, diz que o Brasil verá algo impensável no Chile: "Lula
vai se dedicar à campanha de forma quase selvagem, como vem anunciando".
A vitória de Piñera também é atribuída
à falta de coesão da coalizão oficial: os dois
dissidentes obtiveram 26% no primeiro turno. "Marina não
vai levar tudo isso", diz Fleischer.
Entre os méritos de Piñera está a campanha otimista,
alegre, colorida. Ele também soube converter seu êxito
empresarial em capital político e foi pragmático ao mover-se
para o centro e defender temas como a união civil homossexual.
Para o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), os processos eleitorais
dos dois países são muito diferentes. "No Chile,
a presidente de grande aprovação não conseguiu
achar um candidato que seguisse seu projeto de governo", diz ele.
Berzoini diz que caberá ao PT mostrar que Dilma segue o projeto
iniciado por Lula. "A transferência de votos vai depender
de nossa competência."
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, ironizou: "Se
eles querem o Chile como referência, eu fico com o Uruguai",
disse, citando o país vizinho -onde José Mujica, o candidato
governista, foi eleito.
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BEM PARANÁ, 21 de
janeiro de 2010 | Brasil
Prêmio
Lula é eleito Estadista Global
do Forum Econômico
Esta é a primeira edição
da homenagem, criada para marcar o aniversário de 40 anos do
Fórum
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o prêmio
de Estadista Global do Fórum Econômico Mundial, em Davos
(Suíça), no dia 29. Esta é a primeira edição
da homenagem, criada para marcar o aniversário de 40 anos do
Fórum.
Conforme a organização
do evento, o prêmio tem o objetivo de destacar um líder
político que tenha usado o mandato para melhorar a situação
do mundo. "O presidente do Brasil tem demonstrado verdadeiro compromisso
com todas as áreas da sociedade", disse o fundador e presidente
do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, em nota à
Agência Estado.
Segundo ele, esse compromisso
tem seguido de mãos dadas com o objetivo de integrar crescimento
econômico e justiça social. "O presidente Lula é
um exemplo a ser seguido para a liderança global."
A entrega do prêmio será
feita pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e está
prevista para às 11h30 (horário local; 8h30 de Brasília)
do dia 29, quando o presidente brasileiro fará um discurso. Em
seguida, terá início um painel de discussão sobre
o Brasil. O objetivo é debater os atuais condutores do crescimento
do País e os desafios à frente.
Entre os participantes
do painel estarão o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
o copresidente do conselho de administração da Brasil
Foods, Luiz Fernando Furlan, o presidente do Instituto Ethos, Ricardo
Young e o vice-presidente do argentino Banco Hipotecario, Mario Blejer.
Lula também fará o encerramento do painel sobre o Brasil.
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Agência Diap, 21 de
janeiro de 2010
Previdência Social: atraso
no pagamento do INSS acarreta multa diária
Atrasos no pagamento das contribuições previdenciárias
acarretarão multa de 0,33% por dia de atraso sobre o valor devido.
A mudança, que vigora desde a última segunda-feira (18),
vale para os empregadores domésticos que não pagaram os
valores devidos até a última sexta-feira (15).
A cobrança vale para
os segurados individuais, facultativos e os que optaram pelo Plano Simplificado.
Além da multa, também serão cobrados juros referentes
à taxa Selic.
Neste ano, a cobrança
da multa passou a ser proporcional aos dias de atraso, e será
cobrada a partir do primeiro dia após o vencimento até
o dia do pagamento.
Novo
cálculo dos benefícios
Neste mês, o benefício dos segurados da Previdência
Social ainda é o mesmo de dezembro de 2009, de R$ 465. Dessa
forma, os contribuintes que optaram pelo simplificado, a alíquota
é de 11% sobre o salário mínimo de R$ 465.
Para os demais, a alíquota
é de 20% sobre o mínimo. Para os empregados domésticos,
12% se referem ao empregador e 8% ao empregado.
O novo valor dos benefícios,
de R$ 510, só deve ser considerado no recolhimento das contribuições
em fevereiro. (Fonte: InfoMoney)
Nova
tabela
A tabela abaixo mostra as novas faixas e alíquotas de contribuição
dos trabalhadores empregados, domésticos e avulsos:
As novas alíquotas, relativas
aos salários pagos em janeiro, deverão ser recolhidas
apenas em fevereiro. Os recolhimentos de janeiro, referentes aos salários
de dezembro, ainda seguem a tabela anterior:
| Salário |
Alíquota
de contribuição |
| até
R$ 1.024,97 |
8% |
| entre
R$ 1.024,98 e R$ 1.708,27 |
9% |
| entre
R$ 1.708,28 e R$ 3.416,54 |
11% |
| acima
de R$ 3.416,54 |
valor
fixo: R$ 375,82 |
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Agência Câmara,
21 de janeiro de 2010
Projeto diminui jornada de trabalho
na indústria alimentícia
Laycer Tomaz
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6232/09, do deputado Marco Maia
(PT-RS, que limita a seis horas diárias, ou 36 semanais, a jornada
de trabalho de funcionários de indústrias alimentícias
automatizadas que ofereçam riscos de doenças ocupacionais.
O projeto prevê, no entanto, a possibilidade da adoção
de período suplementar, desde que este não exceda a duas
horas por dia.
De acordo com Marco Maia, trabalhadores
do setor avícola, por exemplo, são expostos a riscos de
desenvolver problemas ergonômicos ao cumprirem jornadas superiores
a seis horas.
A proposta determina ainda que
trabalhadores dessas indústrias terão direito a intervalo
mínimo de 15 minutos para alimentação, além
de "micropausas" a cada hora trabalhada. Deve-se ainda, conforme
a medida, adotar o rodízio de tarefas sempre que possível.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§ PL-6232/2009
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Agência Diap, 21 de
janeiro de 2010
Contribuição sindical:
empresas devem repassar lista nominal
Nota técnica: empresas ficam obrigadas a remeter à entidade
sindical (sindicatos) a relação nominal dos trabalhadores
contribuintes da contribuição sindical profissional anual
Foi aprovado pelo ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Roberto Luppi, nota técnica SRT/MTE
202/2009, que trata de publicizar informações acerca da
contribuição sindical. O despacho do MTE foi publicado
no Diário Oficial da União, no dia 15 de dezembro passado.
Com isso, as empresas ficam
obrigadas a remeter à entidade sindical a relação
nominal dos trabalhadores contribuintes da contribuição
sindical profissional.
Segundo a nota, a listagem que
os empregadores deverão encaminhar às entidades sindicais
deverá constar, além do nome completo do trabalhador,
o número de inscrição no Programa de Integração
Social (PIS), função exercida, a remuneração
percebida no mês do desconto e o valor recolhido.
A relação pode
ser enviada por meio magnético ou pela internet, ou ainda ser
encaminha cópia da folha de pagamentos do mês relativo
aos descontos, conforme entendimento entre o empregador e a entidade
sindical.
O prazo é de quinze dias
depois de efetuado o recolhimento da cobrança.
Imposto
sindical
Vale ressaltar que a contribuição sindical ou 'imposto
sindical' está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT.
Possui natureza tributária
e é recolhida anual e compulsoriamente no mês de março.
Com isso, trabalhadores de todas as categorias têm descontado
no holerite o equivalente a um dia de trabalho.
Tal contribuição
deve ser distribuída, na forma da lei, às confederações
(5%), às federações (15%), aos sindicatos (60%),
às centrais sindicais (10%) e ao Ministério do Trabalho
e Emprego (10%, destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador). (Fonte:
CUT, no site da CNTE)
Clique aqui
e acessa a nota técnica
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Agência Câmara,
21 de janeiro de 2010
Projeto limita a R$ 10 mil perdão
de dívida de contribuição social
Gilberto Nascimento
Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar 512/09, do deputado
Cléber Verde (PRB-MA), que fixa em R$ 10 mil o teto para o perdão
de dívidas de contribuições sociais. O teto se
refere à contribuição devida pelo empregador, incidente
sobre a folha de salários e demais rendimentos dos funcionários;
e à devida pelo trabalhador e demais segurados da Previdência
Social.
O deputado afirma que a existência
de um teto para o perdão dessas dívidas está prevista
na Constituição, mas ainda precisa ser regulamentada.
Para isso, a proposta regulamenta o parágrafo 11 do artigo 195
da Constituição, que proíbe o perdão de
dívida superior ao máximo fixado em lei.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade
Social e Família; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes
de ser votado pelo Plenário.
Íntegra
da proposta:
§ PLP-512/2009
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Agência Câmara,
21 de janeiro de 2010
Discriminação salarial
contra mulheres poderá ser punida com multa
Diógenis Santos
O Projeto de Lei 6393/09, do deputado Marçal Filho (PMDB-MS),
pune os empregadores que pagarem salários menores às mulheres
do que aos homens ocupantes da mesma função. Segundo o
texto, essa prática será multada em cinco vezes o valor
da diferença salarial durante todo o período de contratação.
Atualmente, a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43) prevê punição
para a discriminação profissional por motivos de sexo,
idade, cor ou situação familiar. No entanto, o texto está
desatualizado e estabelece multa de cem a mil cruzeiros, moeda já
extinta.
O pagamento de salários
diferentes por motivo de sexo, assim como de idade, cor ou estado civil,
também é proibido pela Constituição. Porém,
como argumenta Marçal Filho, "toda essa profusão
de normas de proteção ao trabalho das mulheres não
consegue impedir a grande discriminação sofrida por elas
no Brasil".
Ele cita pesquisa da Confederação
Internacional dos Sindicatos, realizada em março do ano passado,
segundo a qual o Brasil aparece como o país com maior diferença
salarial entre homens e mulheres entre os analisados — com variação
de 34%. "O estudo, baseado em pesquisas com 300 mil mulheres em
24 países, aponta que, no mundo, elas ganham em média
22% menos que os homens", acrescenta o parlamentar.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
§ PL-6393/2009
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Agência Diap, 21 de
janeiro de 2010
PL 6.038/09: mulher arrimo de família
poderá ter seguro-desemprego maior
Tramita na Câmara dos Deputados o PL 6.038/09, que aumenta em
duas parcelas (dois meses) o período máximo do seguro-desemprego
pago à mulher trabalhadora quando ela for arrimo de família.
De autoria da comissão
especial que avaliou os efeitos da crise econômico-financeira
mundial sobre os serviços e o emprego, a proposta acrescenta
parágrafo ao artigo da Lei
8.900/94, que disciplina o seguro-desemprego.
Esse artigo estabelece que o
benefício é concedido ao trabalhador desempregado, por
um período máximo de três a cinco meses, de forma
contínua ou alternada, a cada período aquisitivo, com
duração definida pelo Conselho Deliberativo do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (Codefat).
Auxílio
financeiro
A proposta é assinada pelo relator e pelo presidente da comissão
especial, deputados Vicentinho (PT/SP) e Fabio Ramalho (PV/MG), respectivamente.
Eles afirmam que o mérito
da proposta é auxiliar a mulher que tem a responsabilidade de
prover a subsistência de seus dependentes.
Tramitação
O projeto de lei será examinado conclusivamente pela Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania, onde aguarda
distribuição. Se for aprovado e não houver recurso
contra a decisão do colegiado vai ao exame do Senado Federal.
(Com Agência Câmara)
Clique aqui
e obtenha a integra do projeto de lei
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Agência Câmara,
21 de janeiro de 2010
PEC retira limite de renda para
o pagamento de auxílio-reclusão
Gilberto Nascimento
Tramita na Câmara a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) 420/09, do deputado Ratinho
Junior (PSC-PR), que amplia os potenciais beneficiários do auxílio-reclusão,
pago pela Previdência Social aos dependentes do segurado preso.
Atualmente, o benefício
é pago apenas quando o salário de contribuição
do segurado e a renda bruta mensal dos dependentes não ultrapassam
R$ 360. A proposta acaba com esse limite e permite a concessão
do benefício a qualquer segurado.
Ratinho Junior afirma que a
seletividade do auxílio-reclusão descaracteriza a natureza
de benefício previdenciário e pune os segurados de renda
superior, assim como seus dependentes. Para ele, o critério atual
também revela preconceito com as pessoas de baixa renda, por
induzir que apenas essas cometem crimes e são recolhidas à
prisão.
A Constituição
de 1988 já previa, no artigo 201, a cobertura a todos os segurados.
No entanto, a Emenda Constitucional 20, de 1998, introduziu o critério
de seletividade na concessão. A PEC, portanto, resgata o texto
original da Constituição.
Amparo
aos dependentes
Ratinho Junior argumenta, ainda, que o princípio do auxílio-reclusão
é o mesmo aplicável à pensão por morte:
o amparo aos dependentes na falta do segurado. Nos dois casos, são
benefícios decorrentes de riscos não previsíveis
que implicam a proteção de dependentes, geralmente menores;
que independem de carência e correspondem a 100% do salário
de contribuição.
"Representam, assim, benefícios
de alta relevância no âmbito do seguro social público
e obrigatório a cargo da Previdência Social", diz
o deputado.
Tramitação
A Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania vai examinar a admissibilidade da proposta. Se aprovada, será
analisada por uma comissão especial, antes de ser votada em dois
turnos pelo Plenário.
Íntegra da proposta:
§ PEC-420/2009
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Agência Diap 21 de
janeiro de 2010
Licença-maternidade de 180 dias:
vigência a partir de 2010
A regulamentação da Lei 11.770/08
ocorreu no final de dezembro de 2009 por meio do Decreto 7.052, de 23
de dezembro, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2010
Por Sérgio Ferreira Pantaleão
A licença maternidade
pelo período de 180 dias, antes da Lei 11.770, de 9 de setembro
de 2008, ser sancionada, já vinha sendo aplicada em algumas cidades
e estados, os quais estabeleciam tal período por meio da aprovação
de leis estaduais ou municipais.
De acordo com a Sociedade Brasileira
de Pediatria (SBP) vários estados já haviam aprovado leis
que estendiam às servidoras públicas o período
de licença maternidade para 180 dias.
Há também vários
municípios que já haviam aprovado leis que estendiam este
benefício, mas que também só atingiam as servidoras
públicas das respectivas cidades, ou seja, este benefício
não se estendia aos trabalhadores sob o regime CLT.
Além da ampliação
da licença maternidade, há cidades e estados que também
ampliaram a licença paternidade de 5 dias (previstos na Constituição
Federal) para 10 dias, o que vale também somente para os servidores
públicos.
Setor
privado (CLT)
No âmbito Federal o projeto de lei (PL 2.513/07) que criava o
Programa Empresa Cidadã, foi convertido na Lei 11.770, de 9 de
setembro de 2008, aprovada pelo presidente da República, que
prevê incentivo fiscal para as empresas do setor privado que aderirem
à prorrogação da licença-maternidade de
120 para 180 dias.
Dados da SBP apontam que a amamentação
regular, por seis meses, reduz 17 vezes as chances de a criança
contrair pneumonia, 5,4 vezes a possibilidade de anemia e 2,5 vezes
a ameaça de crises de diarréia.
Conforme estabelece a nova lei,
as empregadas das empresas privadas que aderirem ao Programa, inclusive
as mães adotivas (de forma proporcional), terão o direito
de requerer a ampliação do benefício, devendo fazê-lo
até o final do primeiro mês após o parto.
Já para o empregador
que aderir voluntariamente ao programa, mediante requerimento dirigido
à Secretaria da Receita Federal do Brasil, este benefício
será estendido automaticamente à todas as empregadas da
empresa. Neste caso, não há necessidade de a empregada
fazer o requerimento.
A lei prevê que durante
a prorrogação da licença-maternidade a empregada
terá direito à remuneração integral. Os
dois meses adicionais de licença serão concedidos imediatamente
após o período de 120 dias previsto na Constituição.
No período de prorrogação
da licença a empregada não poderá exercer qualquer
atividade remunerada e a criança não poderá ser
mantida em creche ou organização similar, já que
tais situações estariam contra o objetivo do programa.
Validade
a partir de 2010 (Lei de Responsabilidade Fiscal)
A lei foi sancionada em 9/09/08, mas conforme determina a Lei de Responsabilidade
Fiscal (LC 101/00), o Executivo precisava analisar o impacto fiscal
da renúncia dos impostos que deixariam de ser recolhidos por
parte das empresas e regulamentar por meio de decreto.
A regulamentação
da Lei 11.770/08 ocorreu no final de dezembro de 2009 por meio do Decreto
7.052, de 23 de dezembro de 2009, produzindo efeitos a partir de 1º
de janeiro de 2010.
O decreto prevê ainda
que a empregada que esteja em gozo de salário-maternidade na
data de sua publicação poderá solicitar a prorrogação
da licença, desde que requeira no prazo de até 30 dias.
Pela lei, os quatro primeiros
meses de licença-maternidade continuarão sendo pagos pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os salários dos dois
meses a mais serão pagos pelo empregador.
A pessoa jurídica tributada
com base no lucro real poderá deduzir do imposto devido, em cada
período de apuração, o total da remuneração
integral da empregada pago nos 60 dias de prorrogação
de sua licença-maternidade, vedada a dedução como
despesa operacional. (Fonte: Boletim Guia Trabalhista)
Direito Comparado: licença-maternidade
Veja como funciona o
benefício da licença-maternidade em outros países:
Austrália: licença
de 52 semanas não remuneradas, ou seja, 1 ano;
Argentina: licença de
3 meses remunerada pelo Governo e 3 meses opcionais sem remuneração;
China: licença de 3 meses
não remunerada;
Cuba: 18 semanas de licença
pagas pelo Governo;
Espanha: licença de 16
semanas paga pelo Governo;
Estados Unidos: licença
de até 12 semanas paga pelo Governo;
França: 3 meses de licença
em caso de parto normal e 4 meses em caso de cesariana. Os custos são
pagos pelo Governo;
Índia: para o setor privado,
não há previsão legal específica e a licença
varia de acordo com a empresa. Funcionários públicos têm
direito a 4 meses e meio;
Itália: 5 cinco meses
de licença. O Governo paga 80% do salário;
Japão: licença
de até 14 semanas. Dependendo da empresa, 60% da remuneração
é coberta por seguradoras ou Governo;
Portugal: 4 meses de licença
remunerada pelo Governo;
Uruguai: licença de 12
semanas paga pelo Governo.
Clique aqui
e veja a relação dos municípios e estados onde
já é lei de acordo com site da Sociedade Brasileira de
Pediatria.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
21/01/2010
JT aceita ação de interdito
proibitório em casos de greve
A Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento do Sindicato dos
Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários
de Curitiba e Região (PR) e declarou a competência da Justiça
do Trabalho para julgar ação de interdito proibitório
em movimento grevista, como a que fora apresentada pelo Banco Bradesco
S.A..
Esse tipo de ação
jurídica refere-se a situações nas quais o direito
de posse ou de propriedade está sendo ameaçado (artigo
1.210 do Código Civil). Foi a providência adotada pelo
Bradesco quando, em setembro de 2006, os funcionários entraram
em greve. O banco ingressou com ação de interdito proibitório
com o objetivo de assegurar o acesso dos empregados que quisessem trabalhar
ao estabelecimento bancário e preservar o seu patrimônio.
O juiz da 15ª Vara do Trabalho
de Curitiba reconheceu a competência da Justiça do Trabalho
para apreciar ações que envolvam ameaça ou dano
à propriedade ou pessoa, resultante da relação
de trabalho. Contra esse julgado, o Sindicato recorreu ao Tribunal do
Trabalho da 9ª Região (PR), que também confirmou
a validade da ação. Para o TRT, ainda que o interdito
proibitório adotado pelo banco não fosse o meio processual
mais adequado para impedir o abuso do direito de greve, a ação
foi processada e classificada como “outras”, tendo em vista
os princípios da simplicidade e da instrumentalidade das formas.
No TST, o Sindicato dos Bancários
e Financiários alegou ofensa ao artigo 114, II e IX, da Constituição
Federal - que trata do direito de greve - e defendeu a incompetência
da Justiça do Trabalho para julgar ações possessórias.
Entretanto, segundo a relatora do recurso da categoria, Juíza
Convocada Maria Doralice Novais, não houve, de fato, violação
legal ou constitucional na hipótese. A Constituição
estabelece claramente a competência da Justiça do Trabalho
para processar e julgar as ações envolvendo o exercício
do direito de greve e outras controvérsias decorrentes da relação
de trabalho, afirmou a juíza.
A relatora ainda chamou a atenção
para o fato de que o Supremo Tribunal Federal fixou a competência
da Justiça Especializada, em recente decisão proferida
em Recurso Extraordinário (nº 579.648/MG). De acordo com
o STF, não importa que a solução da lide dependa
de questões de direito civil, bastando que o caso decorra de
relação de emprego, está dentro da competência
da Justiça do Trabalho. (AIRR-98.543/2006-015-09-40.7)
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21/01/2010
Readmissão de empregado na
ECT não configura fraude
A Subseção II
Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do
Trabalho (SDI-2) rejeitou recurso do Ministério Público
do Trabalho da 10ª Região contra acordo de readmissão
de empregado aos quadros da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT). Por unanimidade, a SDI-2 acompanhou voto relatado pelo ministro
José Simpliciano Fernandes. Segundo o relator, a solução
dada ao caso não foi resultado de conluio entre as partes para
beneficiar trabalhador em prejuízo do patrimônio público,
como entendia o MPT.
Inicialmente, o Ministério
Público entrou com ação rescisória no Tribunal
Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO) para anular o
acordo de reintegração, sob a alegação de
fraude. O empregado, na hipótese, não teria estabilidade
legal, foi demitido sem justa causa e recebeu todas as verbas devidas
perante o sindicato, sem nenhuma ilegalidade. Com base nesses dados,
o MPT ressaltou que, no processo, já havia decisão de
primeira instância desfavorável ao trabalhador, que interpôs
dois recursos no TRT, sem sucesso, antes de apelar ao TST.
O Tribunal Regional não
acatou o recurso do Ministério Público, por entender que
“não poderia haver conluio entre as partes para contornar
sentença não transitada em julgado, pois ainda não
existia uma definição final do caso”, encontrando-se
sujeito à modificação ou confirmação
em outras instâncias judiciais. Não haveria, portanto,
a certeza de resultado favorável à ECT, sustentou o TRT.
No recurso ordinário
ao TST, o Ministério Público insistiu nos argumentos.
Entretanto, o relator, ministro José Simpliciano Fernandes, também
não vislumbrou nenhum conluio. O acordo entre as partes, observou
o ministro, fora de readmissão (e não de reintegração
como afirmara o MPT), ocorrera sem o pagamento de verba indenizatória
e fora realizado após emissão de parecer do departamento
jurídico da ECT.
De acordo com o ministro, para
se configurar conluio, são exigidas provas ou evidências
inequívocas de que tenha havido ajuste entre as partes quanto
à utilização do processo com objetivo de fraude.
No entanto, “do relato dos fatos, não se extrai qualquer
conduta que possa levar à conclusão de que tenha havido
tal vício”, concluiu. (ROAR-79/2006-000-10-00.8)
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