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O ESTADO DO PARANÁ, 23 de janeiro
de 2010 | Economia
Setores da indústria voltam a
níveis pré-crise
Agência Estado
O número de atividades industriais que já retornaram
a níveis de produção iguais ou superiores a setembro
de 2008 - mês de nível recorde de produção
e o último momento do setor antes do início dos efeitos
da crise - está crescendo gradativamente.
A avaliação de
analistas é que o setor industrial deve retomar o nível
pré-crise ainda neste semestre. De 27 atividades industriais
pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em novembro, seis tiveram crescimento na produção
nessa comparação. Em setembro, eram cinco.
O ex-secretário de política econômica e professor
da Unicamp, Julio Sérgio Gomes de Almeida, avalia que a maior
parte das atividades industriais deve retornar ao nível de antes
da crise até abril, com a média do setor industrial mostrando
crescimento na produção ante setembro de 2008 já
no início do segundo trimestre. Em novembro, segundo os últimos
dados do IBGE, a produção ainda estava 5,9% abaixo daquele
período.
O gerente executivo da Unidade
de Política Econômica da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, acredita que
em "meados" deste primeiro semestre a maior parte dos ramos
de atividade industrial já terá superado as marcas de
setembro de 2008, ainda que alguns segmentos predominantemente exportadores
devam mostrar uma recuperação mais lenta.
Em novembro, os segmentos
que já mostraram resultados positivos em relação
ao mês antes da crise são máquinas para escritório
e equipamentos de informática (1,1%), outros produtos químicos
(2,8%), perfumaria e produtos de limpeza (8,5%), celulose, papel e produtos
de papel (2,1%), bebidas (9,7%) e alimentos (0,4%).
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O ESTADO DO PARANÁ,
23 de janeiro de 2010 | Economia
Contribuição sindical deve
ser recolhida até o dia 31
Redação
Empresas paranaenses de diferentes setores da economia têm até
o próximo dia 31 para recolher a Contribuição Sindical
Empresarial. Prevista em lei, de caráter compulsório e
anual, a contribuição deve ser recolhida inclusive por
micro e pequenas empresas, inscritas no Simples Nacional.
Mais do que uma obrigação,
porém, a quitação é um investimento, já
que fortalece o Sistema Sindical, gerando uma série de benefícios
para as próprias empresas.
A Contribuição
Sindical Empresarial está amparada legalmente pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), em seus artigos 578 a 591. Por meio dela,
o Sistema Sindical capta recursos para defender os interesses das empresas
em questões tributárias, burocráticas, trabalhistas
e de infra-estrutura, entre outras.
Simples
As micro e pequenas empresas,
inscritas no Simples Nacional, também devem fazer o recolhimento
da contribuição sindical empresarial. “É
equivocado imaginar que as empresas inscritas no Simples estão
isentas do recolhimento”, afirma o procurador jurídico
da Federação das Indústrias do Estado do Paraná
(Fiep), Marco Antônio Guimarães.
Segundo ele, não procede
a argumentação de que micro e pequenas empresas estão
isentas do recolhimento uma vez que a contribuição sindical
empresarial não é destinada à União, mas
sim aos sindicatos.
“A lei complementar 123/2006,
em seu artigo 13, parágrafo 3.º, informa que as empresas
inscritas no Simples Nacional estão isentas das demais contribuições
devidas à União. Ocorre que a contribuição
sindical não é devida à União, mas sim aos
sindicatos, e portanto, deve, sim ser recolhida também por micro
e pequenas empresas”, argumenta Guimarães.
O advogado lembra ainda que
a Lei complementar 127/2007 revogou o inciso 3.º do artigo 53 da
Lei 123/2006, que estabelecia a isenção do recolhimento
da contribuição sindical empresarial para as empresas
inscritas no Simples.
“Com isso, está
evidente a necessidade do recolhimento”, enfatiza o procurador
da Fiep. Guimarães adverte que as empresas que não fizerem
o recolhimento estarão sujeitas à execução,
multa e a não concessão ou renovação de
alvarás e licenciamento para funcionamento.
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BEM PARANÁ, 23
de janeiro de 2010 | Economia
Tributos
Arrecadação chega a R$
1,090 trilhão
A arrecadação tributária brasileira deve bater
a marca histórica de R$ 1,090 trilhão até amanhã,
estima o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Caso o número seja confirmado, trata-se de um aumento de 3%
sobre o total arrecado em 2008. Para o ano corrente, as projeções
sobre o crescimento da economia oscilam entre zero e 0,2%.
O IBPT leva em conta
o ritmo de atualização do chamado “Impostômetro”
(painel eletrônico instalado na sede da Associação
Comercial de São Paulo que mostra, em tempo real, o total da
arrecadação no país).
O Impostômetro ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão no
último dia 14. Ele foi inaugurado em 2005, e é mantido
pela ACSP, sendo baseado nas estatísticas realizadas pelo IBPT.
O painel busca refletir o total arrecadado pela União, Estado
e municípios.
Para 2010, o instituto estima uma arrecadação ainda
maior, na casa de R$ 1,25 trilhão. Economistas projetam um
incremento do PIB (total das riquezas do país) em torno de
5% para o ano que vem.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
23 de janeiro de 2010 | Dinheiro
Licença-maternidade de seis meses
custará R$ 414 mi ao governo
Benefício fiscal para a ampliação
voluntária da licença foi regulamentado ontem pela Receita
e vale na próxima semana | Empresas que aderirem ao programa
"Empresa Cidadã" poderão abater do Imposto de
Renda o valor gasto a mais; 150 mil estão aptas
EDUARDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Com a regulamentação
das regras para ampliação voluntária da licença-maternidade,
anunciada ontem pela Receita Federal, o governo estima que deixará
de arrecadar R$ 414,1 milhões neste ano. A ampliação
do benefício de quatro para seis meses poderá ser concedida
com incentivo fiscal a partir da próxima semana.
Aprovadas pelo Congresso Nacional no ano passado, as novas regras permitem
às empresas deduzir do Imposto de Renda a pagar, no fim do ano,
os gastos com os dois meses extras de licença. Para isso, elas
terão de aderir ao programa "Empresa Cidadã".
Atualmente a legislação obriga o pagamento da licença-maternidade
nos quatro primeiros meses após o nascimento da criança.
Durante esse tempo, as empresas continuam pagando o salário às
mães e depois abatem totalmente os valores das contribuições
ao INSS.
O cadastro no programa "Empresa Cidadã" é opcional
para as companhias e será feito na página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br).
Já as trabalhadoras têm até 30 dias após
o parto para solicitar ao empregador a prorrogação do
recebimento da licença.
Segundo o coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança
da Receita, Marcelo Lins, o fato de uma empresa fazer parte do programa
não a obriga a conceder o benefício estendido em todos
os casos. "Vai depender da negociação com as funcionárias",
afirmou.
Funcionárias públicas e empregadas de algumas empresas
já vinham conseguindo esticar o prazo das licenças. Com
o novo programa -criado em setembro de 2008, mas só agora regulamentado
pela Receita-, as companhias privadas também poderão conceder
dois meses adicionais de licença e deduzir os gastos na próxima
declaração do IR, até o limite do tributo devido.
"Se a empresa tiver prejuízo no ano, não poderá
deduzir nada, pois a Receita não devolverá valores",
disse Lins.
No entanto, nem todas as companhias estarão aptas a abater do
IRPJ os valores pagos. O ressarcimento estará disponível
somente para as empresas que realizam suas declarações
anuais pelo lucro real, um grupo que reúne as 150 mil maiores
firmas do país.
"As empresas optantes pelo Simples ou que calculam os tributos
devidos pelo lucro presumido não terão acesso aos benefícios,
pois não declaram anualmente o IR", explicou o coordenador
de Cobrança da Receita, João Paulo Martins.
Pelo mesmo motivo, as empregadas domésticas, contribuintes individuais
autônomas e trabalhadoras rurais não poderão solicitar
os dois meses.
Ainda assim, segundo o fisco, a medida deve beneficiar entre 40% e 50%
do mercado de trabalho. De acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios) de 2008, 338.196 trabalhadoras com carteira
assinada tiveram filhos naquele ano.
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AGÊNCIA DIAP, 23 de
janeiro de 2010
Centrais sindicais terão candidato
único à Presidência da República
Por João Villaverde, no Valor Econômico
As seis centrais sindicais reconhecidas
pelo Ministério do Trabalho aprovaram ontem a realização
de uma conferência nacional, em forma de marcha, que ocorrerá
em São Paulo no dia 1º de junho, quando será lançado
um programa político conjunto. Após a conferência,
o documento será direcionado à campanha que mais se aproximar
das propostas.
A ideia, segundo os líderes,
é fechar o apoio ao candidato que será apoiado nas eleições
de outubro já em junho. "Vamos dizer, com o programa na
mão, qual é o candidato ou candidata que tem condição
de implantar esse projeto", afirmou Wagner Gomes, presidente da
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Em reunião na sede da
Central Única dos Trabalhadores (CUT) ontem, os líderes
sindicais decidiram, por unanimidade, discutir nos próximos seis
meses as propostas e demandas consensuais, que serão agrupadas
em um documento. É a primeira vez que todas as centrais acordam
a mesma plataforma programática.
Até o fim de maio, as
centrais se comprometeram a promover discussões com secretariado
interno e assembleias com trabalhadores para elencar o programa unitário.
Para Francisco Canindé,
secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
a marcha dos trabalhadores que tradicionalmente ocorre em dezembro só
se realizará se houver "um cataclisma eleitoral". Este
é um ano especial, diz Canindé, "então o principal
ato das centrais sindicais neste ano será o do dia 1º de
junho, quando definiremos posição".
As eleições presidenciais
de 2010 servem, segundo os sindicalistas, para aumentar a participação
da classe trabalhadora nas discussões do futuro, como o pré-sal,
que também foi tema da reunião.
O presidente da CUT, Artur Henrique,
destacou que a principal pauta do sindicalismo no ano será a
aprovação, por parte do Congresso, do projeto que reduz
a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Segundo Henrique, as seis centrais
estarão juntas em Brasília no dia 2 de fevereiro, quando
termina o recesso parlamentar. "Carregaremos a atuação
das centrais unidas no primeiro semestre, antes da Copa do Mundo e do
período eleitoral", garantiu.
A resolução de
unir as seis centrais em torno de um projeto único para influenciar
o debate eleitoral, no entanto, foi o principal gatilho. "O 1º
de junho será um dia histórico para o país. A ideia
de juntar os líderes sindicais, mobilizar o conjunto das centrais,
e o fato de que essa discussão será precedida por debates
profundos nos sindicatos, é um marco", afirmou Carlos Alberto
Pereira, secretário-geral da Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB).
O plano de realizar uma conferência
com todas as seis centrais - CUT, Força Sindical, CTB, NCST,
CGTB e UGT - é inédito não apenas por juntar centrais
que nasceram de cisões da CUT, mas, especialmente, por aglutinar
CUT e Força Sindical em torno de um mesmo projeto.
João Carlos Gonçalves,
secretário-geral da Força Sindical, no entanto, reforçou
que "cada central é autônoma". "É
crucial desenvolvermos uma pauta unificada, mas o documento final precisa
pautar todos os partidos, candidatos e candidatas", afirmou.
Mais antiga central sindical
do País, a CUT foi criada no início dos anos 80 pelos
trabalhadores filiados ao PT e, em sua maioria, membros do Sindicato
dos Metalúrgicos do ABC. Apoiou o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) em todas as campanhas presidenciais desde a redemocratização.
Por outro lado, a Força
Sindical, originada a partir do "sindicalismo de resultados"
de Luiz Antônio de Medeiros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo, no fim da década de 1980, caminhou próximo
ao Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
No segundo turno das eleições
de 2006, a Força apoiou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin,
enquanto a CUT se colocou ao lado de Lula. Foi apenas a partir do segundo
Governo Lula, iniciado em 2007, que as centrais passaram a dividir ideias
e demandas.
"Essa unidade entre
as centrais ocorre mesmo com diferenças ideológicas e
é ótimo para todos que estejamos juntos na conferência",
afirmou Luís Antônio Feltino, integrante da executiva da
Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST).
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CONGRESSO EM FOCO, 23 de
janeiro de 2010
Além de Dilma Rousseff e José
Serra
Embora com chances eleitorais remotas, outras
candidaturas à sucessão de Lula, especialmente entre os
partidos de esquerda, vão surgindo
Rudolfo Lago
Desde que foi reeleito em 2006,
o presidente Lula tem trabalhado para transformar a sua sucessão,
que acontecerá em outubro deste ano, numa imensa enquete nacional
sobre o seu governo. O sonho de Lula, e toda a energia política
que ele gasta, é para que as eleições presidenciais
ocorram apenas entre o seu candidato e o nome que representa a oposição,
de modo a que o eleitor se veja unicamente entre duas opções:
a que ratificará seu governo e a que o rechaçará,
sem meios termos. As pesquisas eleitorais apontam, de fato, uma concentração
das intenções de voto nos nomes da ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff, a aposta governista, e do governador de São Paulo,
José Serra (PSDB), o candidato oposicionista. Ainda que esse
dado reforce o caráter plebiscitário desejado por Lula,
o fato é que, mesmo que com chances mínimas, haverá
nomes na disputa eleitoral além de Dilma e Serra.
O engenheiro civil Martiniano
Cavalcanti, 51 anos, é o mais novo nome colocado nessa disputa.
Na quinta-feira (21), os principais nomes da Executiva do PSol, como
a presidente do partido, Heloisa Helena, e a deputada Luciana Genro
(RS), lançaram Martiniano como pré-candidato à
Presidência pelo partido. Esquerdista radical, deficiente físico
(não tem um braço, perdido em um acidente de motocicleta),
Martiniano é do movimento Terra, Trabalho e Liberdade, que defende
o direito à moradia e a reforma agrária.
O Psol tomará a decisão
final sobre candidatura presidencial no início de abril. Só
o que está decidido por enquanto é que o partido terá
seu próprio nome na disputa. Até o início do ano,
o Psol caminhava para apoiar a candidatura de Marina Silva, do PV. Recuou
diante da aproximação do Partido Verde com o PSDB e o
DEM, os partidos que, na avaliação do Psol, formam a oposição
conservadora ao governo. “Por princípio, o Psol não
pode apoiar alianças com partidos de direita”, diz o presidente
do diretório do partido em Alagoas, Mário Agra. A aliança
com Marina era defendida principalmente por Heloisa Helena, muito amiga
da senadora acreana. Mas, por coerência com seu discurso, o Psol
decidiu no início da semana que não poderia se aproximar
do PSDB e do DEM. Ainda que o PV tenha Marina como candidata, em alguns
estados, como o Rio de Janeiro com Fernando Gabeira, o partido se aliará
aos tucanos e ao Democratas.
Embora tenha apoios de peso,
Martiniano não é o único pré-candidato do
Psol. Também pleiteiam a vaga os ex-deputados federais Plínio
de Arruda Sampaio (SP) e João Batista Babá (PA). “Vamos
buscar um acerto que possa evitar a disputa. Se não, em abril,
os três disputarão e teremos nosso nome na sucessão
presidencial”, diz Mário Agra.
Zé Maria e Ruy Pimenta
O PSTU, que em 2006 apoiou a
candidatura à Presidência de Heloisa Helena pelo Psol,
também terá seu candidato. Volta à disputa José
Maria de Almeida, velho conhecido de outras disputas presidenciais.
Desde novembro, o partido fez reuniões de pré-lançamento
da candidatura que, segundo o site do PSTU, reuniram duas mil pessoas.
José Maria diz que sua candidatura é justamente uma alternativa
de fato à falsa dicotomia pretendida por Lula entre seu governo
e a oposição representada pelo PSDB e pelo DEM.
Acostumado a bater pesado, Ruy
Pimenta, do PCO, diz que é tudo jogo de cena. Em artigo recente,
ele diz que o PSTU formou uma central sindical com o Psol, que José
Maria lança a sua candidatura com o mesmo intuito da candidatura
de Marina, apenas para forçar um segundo turno entre Dilma e
Serra. Ele descarta tanto Marina como Heloisa Helena como alternativas
reais de esquerda. “Nenhuma das duas senadoras eleitas pelo PT
é ou foi em momento nenhum uma alternativa de esquerda, que dirá
de classe. A pré-candidatura do PSTU, por sua vez, também
não cumpre absolutamente nenhum papel classista na eleição.
É, na realidade, o oposto. Sua tarefa é encobrir o apoio
do PSTU a este bloco, cuja política o coloca sempre a serviço
da direita”, dispara. “É preciso, tanto nas eleições,
como principalmente fora delas, uma alternativa que seja de classe e
revolucionária”.
Jogo confuso
Fora do quadro da esquerda nanica,
as opções eleitorais ainda não estão claras.
Mesmo a candidatura de Marina Silva ainda não parece totalmente
consolidada, pela dificuldade que demonstra em agregar apoios. Sozinho,
o PV tem pouco tempo de televisão. Os verdes apostam na possibilidade
de agregação a partir de uma alavancagem dos números
de Marina nas pesquisas. Sonham que isso possa acontecer após
o próximo lance na disputa. Os próximos programas eleitorais
do PV, que irão ao ar a partir de 10 de fevereiro, serão
dirigidos por Fernando Meirelles, o badalado diretor de Cidade de Deus,
O Jardineiro Fiel e Ensaio sobre a Cegueira.
Outra opção, o
deputado Ciro Gomes, tem testado os nervos dos líderes do seu
partido, o PSB. Apesar das reclamações de socialistas
como o senador Renato Casagrande (ES), Ciro mantém uma postura
errática com relação à sua candidatura.
Ora parece que assumirá a candidatura, até acentuando
algumas críticas ao governo, ora desaparece completamente por
semanas.
Espectador até o momento
da disputa eleitoral, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, que já
apoiou Ciro Gomes, julga que o quadro eleitoral ainda está bastante
confuso. Por isso, tem orientado o PTB a não precipitar a sua
decisão. Na semana passada, ele até estimulou o lançamento
de uma pré-candidatura no partido, o advogado do Rio Grande do
Norte, Geraldo Forte. As chances de a pré-candidatura de Forte
prosperarem são praticamente nulas. Tanto que, depois de receber
Forte e a sua pretensão, Roberto Jefferson comentou com colegas
do partido: “É mais um desses maluquinhos que aparecem
de vez em quando”.
Na verdade, o que Roberto Jefferson
deseja é não precipitar no partido uma decisão
sobre quem apoiará. O PTB não é uma força
desprezível, e hoje tem um pé em cada uma das principais
candidaturas presidenciais. O próprio Jefferson, que denunciou
a existência do mensalão, é um adversário
do governo. Em estados como São Paulo e Goiás, o partido
é francamente ligado aos tucanos. Em outros, como o Distrito
Federal e Pernambuco, explicitamente governista.
Num quadro em que Serra
às vezes hesita, Dilma tem dificuldades em decolar e fechar suas
alianças (com as discussões em torno do nome do vice,
do PMDB), Marina não consegue ainda aparecer como alternativa
viável e Ciro Gomes não deixa claro o que fará,
Jefferson acha melhor esperar para poder fazer a aposta certa.
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NCST, 23 de janeiro de 2010
Controvérsia: aposentados reagem
às declarações do ministro Pimentel
A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas
(Cobap) considerou as declarações do ministro da Previdência,
José Pimentel, contrária aos interesses dos aposentados.
Nesta terça-feira (19), Pimentel disse no programa Bom Dia, Ministro
que nenhuma categoria obteve ganho real maior que os aposentados e os
pensionistas no último ano.
"O enfoque do ministro
é outro. Nossa visão é contrária, nós
estamos perdendo. O salário mínimo terá um reajuste
de 9,68% e nós teremos 6,14%. Estamos perdendo poder de compra.
Na prática estamos perdendo 3%", considerou o diretor-financeiro
da Cobap, Nelson Osório.
No dia 23 de dezembro, o presidente
Lula assinou uma medida provisória que aumenta o salário
mínimo de R$ 450 para R$ 510, e reajusta as pensões e
aposentadorias acima do mínimo em 6,14%.
O aumento real dos aposentados repôs a inflação
de 2009 mais 50% da variação do Produto Interno Bruto
(PIB) de 2008. Os valores passaram a vigorar a partir do dia 1º
de janeiro.
A medida foi encaminhada para
votação no Congresso. Segundo Osório, a Cobap irá
pressionar para que o mesmo reajuste do mínimo, de 9,68%, seja
dado aos aposentados.
No início do ano legislativo,
no próximo dia 2 de fevereiro, os aposentados prometem dar início
a uma campanha nacional para pressionar o Congresso por um reajuste
maior de aposentadorias e pensões.
"Esse ano é ano
eleitoral. Vamos pressionar e fazer a campanha de que 'sem aprovação,
não tem reeleição'. Quem não nos apoiar,
não terá o apoio dos aposentados, dos filhos dos aposentados,
dos vizinhos dos aposentados. Queremos que os parlamentares não
se deixem influenciar pelos cálculos frios desses economistas",
declarou Osório.
Fonte: Diap
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AGÊNCIA DIAP, 23 de
janeiro de 2010
Programa de licença-maternidade
mais longa começa na segunda-feira, 25
Por Adriana Fernandes, na Agência Estado
A partir da próxima segunda-feira
(25), as empresas vão poder aderir ao programa "empresa
cidadã" que permite a prorrogação por mais
dois meses do prazo de licença-maternidade.
As empresas que quiserem conceder
o benefício às suas empregadas poderão abater a
despesa do Imposto de Renda (IR) devido.
O prazo da licença-maternidade
é hoje de quatro meses. Se a empresa aderir ao programa, a empregada
poderá tirar uma licença de seis meses. Quem paga o benefício
nos quatro meses é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na prática, no entanto,
o benefício terá alcance reduzido para as pessoas jurídicas
que pagam o IR pela sistemática de lucro real, um universo de
apenas 150 mil empresas no País, a maioria grandes corporações.
As empresas incluídas
no Simples ou que pagam IR pelo sistema de lucro presumido não
têm como abater a despesa do IR devido, o que impede que as suas
empregadas possam pedir o benefício.
Para aderir ao programa, a empresa
deve fazê-lo no site da Receita na internet, por meio de um requerimento
de adesão. A empregada deve pedir a prorrogação
diretamente à sua empresa. O pedido tem de ser feito até
o final do primeiro mês após o parto.
"O conteúdo social
da prorrogação é inegável. Mas a concessão
do benefício é sempre um direito da empresa", disse
Marcelo Lins, coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança
da Receita, Marcelo Lins.
A regulamentação
do benefício da prorrogação da licença-maternidade
foi publicada hoje no Diário Oficial da União, mais de
um ano depois da aprovação da Lei 11.770, de setembro
de 2008, que criou o programa "empresa cidadã".
Segundo o coordenador
de cobrança da Receita, João Paulo Martins, as 150 mil
empresas que declaram o IR pelo lucro real empregam cerca de 40% da
mão de obra feminina do País.
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