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O ESTADO DO PARANÁ, 01 de fevereiro
de 2010 | Economia
Brasil criará 1,5 milhão
de empregos em 2010
Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, em entrevista exclusiva
à Agência Brasil, em Davos, na Suíça, que
acredita que o Brasil vai criar neste ano 1,5 milhão de empregos.
O ministro participou do Fórum Econômico Mundial.
"Em 2009, o mundo perdeu
27 milhões de empregos. Portanto, houve um aumento do desemprego
no mundo. E o Brasil, em ano de crise, foi um dos poucos países
que criou novos empregos. E será um dos países que mais
vão gerar emprego em 2010. Com esse crescimento que vamos ter
[a previsão do ministro é de um crescimento acima de 5%],
vamos criar mais de um 1,5 milhão de empregos em 2010."
Guido Mantega e o presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, participaram no fórum de
um debate sobre a economia brasileira. No painel Brazil: What is Next?
(Brasil: o que Vem pela Frente?), apresentaram para empresários
e investidores uma análise macroeconômica do país,
sobre o crescimento do emprego e o aumento da renda e do consumo.
Em entrevista logo após
o encontro, Mantega comentou também a reação dos
estrangeiros. Disse que o Brasil é alvo do interesse de vários
empreendedores de todo mundo.
"Não faltarão
investidores indo para o Brasil porque o país demonstra, cada
vez mais, que reúne condições muito atraentes.
É um pais seguro, sólido, que cresce de forma sustentável
e oferece oportunidades para todos e também para os estrangeiros."
Mantega falou ainda sobre o
fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) para automóveis, eletrodomésticos e materiais de
construção. Permanecem apenas os incentivos fiscais para
os investimentos.
O ministro disse que vê
uma recuperação sólida da economia brasileira e
acredita não ser mais necessária a isenção
tributária para incentivar o consumo. "A economia brasileira
caminha com as próprias permas", destacou Mantega.
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BOM
DIA BAURU, 01de fevereiro de 2010
Habitação
Construção terá impulso
milionário durante o ano
Programa federal e crédito aceleram a potência
do setor
Financiamentos imobiliários
com prazos mais longos, programa Minha Casa Minha Vida do governo, recuperação
econômica com o fim da crise financeira internacional, além
da expansão da renda e do emprego.
Tudo isso vai elevar em muito os investimentos
da construção civil em Bauru em 2010 na esteira do crédito
para a casa própria, que dobrou em 2009 e chegou a R$ 47 milhões
em financiamentos no Brasil, segundo a Caixa Econômica Federal.
Só o Minha Casa, Minha Vida tem R$ 109,2 milhões em investimentos
previstos com 2.228 casas ou apartamentos (veja mais no info). Anteontem,
após expectativa de quase um ano, a prefeitura assinou os primeiros
contratos para baixa renda – 400 apartamentos populares.
O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado de São Paulo) projeta um crescimento de 8,8%
no setor em todo o Brasil.
Para o diretor regional da entidade,
Renato Parreira, Bauru e região também terão esse
desempenho. “É evidente que os recursos públicos
como o PAC não chegam em nossa região com a mesma intensidade
de grandes centros, mas pelo excelente desempenho dos financiamentos
da Caixa somado ao de grandes empresas, mais os programas assistenciais,
vai ser um excelente ano para construção civil.”
Após
freio no emprego, cenário é positivo
O ano da crise – 2009 – foi ruim em Bauru para empregos
diretos. Segundo o Ministério do Trabalho, o setor contratou
7.610 pessoas e desligou 9.002 – ou seja, o ano fechou com um
saldo de menos 1.392.
Renato Parreira aponta que Bauru
e Região sentiram bastante os reflexos da crise, repercutindo
na taxa de emprego como no restante do país, mas prevê
um ano melhor. “Acreditamos que a evolução dos empregos
disponíveis vai acompanhar as taxas de crescimento do setor.
Assim sendo, Bauru possui aproximadamente 10 mil trabalhadores formais
e pelo menos 5 mil informais. Acreditamos que teremos em Bauru pelo
menos 1,5 mil empregos e assim proporcionalmente para os informais.”
Imobiliário
Quem deve ajudar nisso são os financiamentos imobiliários.
Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades
de Crédito Imobiliário e Poupança), os recursos
do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo)
devem somar R$ 50 bilhões em 2010, dos quais R$ 30 bilhões
para pessoas físicas e R$ 20 bilhões para construtoras:
uma alta de 47% em relação a 2009.
Para você que lê
esta matéria, a dica que parece óbvia, mas é preciosa:
pesquise sempre qual a melhor opção de imóvel para
sua condição atual. E com pés no chão.
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Agência Diap, 1 de
fevereiro de 2010
Empresários invocam Constituição
contra participação de 5% nos lucros
Apresentado na semana passada, no Fórum Social Mundial (FSM)
realizada em Porto Alegre (RS), projeto de lei de autoria do Ministério
da Justiça prevê que 5% do lucro líquido de cada
empresa terão de ser divididos entre seus funcionários.
A proposta faz parte de um pacote
trabalhista do Governo com dez projetos.
A companhia que não cumprir
a lei terá seu Imposto de Renda elevado no mesmo percentual.
As medidas não atingem as estatais e as micro e pequenas empresas.
Diante da possibilidade de "perder"
5% dos seus vultosos lucros, empresários representados pela Cebrasse
(Central Brasileira do Setor de Serviços) atacam proposta do
Governo sob alegação que "aparenta contrariar cláusulas
pétreas da Constituição Federal: livre iniciativa,
liberdade econômica, vedação ao intervencionismo
exagerado do Estado e outras."
Leia a íntegra da matéria
do Cebrasse, que é assinada por seu presidente, Paulo Lofreta.
Empresários
questionam distribuição aos trabalhadores de 5% do lucro
Por Paulo Lofreta*
O balão de ensaio lançado
pelo governo, propondo a participação dos trabalhadores
nos lucros das empresas, mal foi lançado e já gera polêmica.
Numa primeira análise, o projeto
aparenta contrariar cláusulas pétreas da Constituição
Federal: livre iniciativa, liberdade econômica, vedação
ao intervencionismo exagerado do Estado e outras.
Por outro lado, a Carta Magna já
prevê participação dos empregados em lucros e resultados,
e essa medida está sendo implementada gradualmente, o que é
muito bom e educativo: por negociação, não imposição.
A participação nos lucros
ou resultados tem diversas vantagens, pois ajuda a comprometer o trabalhador
com a produtividade e a qualidade; permite ao empresário exigir
contraprestação, em assiduidade, eficiência, etc.
Na medida em que melhora a renda do trabalhador, melhora consequentemente
o nível de consumo no mercado, beneficiando as atividades produtivas.
Portanto, além dessa "duplicidade"
de iniciativas com a proposição de participação
dos empregados nos lucros da empresa, outra questão deve ser
observada com muita seriedade e responsabilidade: que critério
foi empregado pelo governo no estabelecimento desse percentual de 5%
divulgado.
Qual padrão foi usado para estipular
em 5%? Em desmembrar os 5% em 2% a serem distribuídos para todos
e 3% segundo critérios da empresa?
Pela forma como está sendo lançada
a medida, sem participação democrática, a Cebrasse
só pode posicionar-se contra. Decisões como essa exigem
debates de todos os setores sociais e compatibilidade com o sistema
econômico e com a Constituição brasileira.
Não seria demais argumentar os riscos
de afugentar investimentos e paralisar o crescimento do País,
se não forem ponderados todos os interesses em jogo. A oneração
dos lucros no Brasil, para favorecer os trabalhadores, já ocorre
em diversas áreas.
Todos os custos sobrepostos à atividade
empresarial: o FGTS, o vale transporte, o vale refeição
e outros benefícios reduzem lucros, são transferências.
Até onde a atividade empresarial pode suportar essa carga?
Defendemos a idéia de que qualquer
outra concessão, nessa área, deverá prever negociação
e vir acompanhada de ampla revisão da CLT, modernizando-se as
relações de capital e trabalho como um todo, com a participação
e o envolvimento dos diversos agentes: empresários, trabalhadores
e governo.
Para as empresas,
seria bem mais viável pagar melhor os trabalhadores caso a legislação
trabalhista fosse mais moderna e racional e se a carga tributária,
bovina e pornográfica, fosse reduzida. Mas, baseados nos dados
divulgados, podemos concluir que o governo já se isentou de sacrifícios.
Mais uma vez!
(*) Presidente Nacional da Central
Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse)
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E-Band, 1 de fevereiro de
2010
Empresas e patrões rejeitam
divisão dos lucros proposta pelo Governo
Uma proposta do Governo prevê que grandes empresas sejam obrigadas
a dividir 5% dos lucros com os funcionários. Do contrário,
esse percentual seria cobrado a mais no imposto de renda das companhias.
De acordo com o estudo, as empresas
teriam que dividir 2% dos lucros de forma igualitária entre todos
os empregados. Os 3% restantes poderiam ser distribuídos a critério
da companhia, por mérito ou resultados.
As grandes empresas também
seriam obrigadas a divulgar informações consideradas sigilosas
como os balanços contábeis e fiscais.
A ideia faz parte de um pacote
trabalhista que está em estudo por técnicos de vários
ministérios, da Ordem dos Advogados do Brasil, de associações
e juristas. O pedido foi feito pelo ministro do Trabalho, Carlo Lupi.
A proposta não agradou
empresários e nem a Febraban (Federação Brasileira
dos Bancos).
A CUT (Central Única
dos Trabalhadores) aprova a iniciativa, mas reclama que não foi
chamada para discutir as regras.
Hoje as companhias podem dividir
os lucros, mas é uma ação facultativa. Para o economista
Raul Veloso, a obrigatoriedade vai fazer os empresários repassarem
os 5% para os preços, o que geraria inflação.
Mas o ministro da Justiça
garantiu que nada está definido. Tarso Genro negou que o texto
esteja pronto para ser enviado ao Congresso Nacional.
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Agência Diap, 1 de
fevereiro de 2010
É 'insensibilidade social'
não prorrogar redução do IPI, diz Força
Sindical
Em nota à imprensa, Força Sindical diz que é "uma
insensibilidade social o Ministério da Fazenda não prorrogar
a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
para eletrodomésticos e automóveis".
A redução do IPI
para os eletrodomésticos da linha branca - geladeiras, fogões,
máquinas de lavar - acaba neste domingo (31) foi uma medida fiscal
encontrada pelo Governo para conter a crise e socorrer a economia.
Para a Força Sindical,
o "incentivo deve ser prorrogado, ajudando a fomentar a economia
e o crescimento econômico. Vale lembrar que a redução
deu fôlego às vendas e poupou o fechamento de milhares
de postos de trabalho, nos setores metalúrgico, químico,
borracha e comércio".
Para o presidente da UGT (União
Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, "não é o
momento de brincar com a economia, pois ainda não superamos a
crise".
E segue: "Os indicadores
de recuperação dos empregos ainda são tímidos,
a inflação dá sinais de reanimação
mesmo com juros ainda estão em patamares altíssimos e,
pasmem, com tendência de alta segundo a ata do Copom. E a Bolsa
de Valores oscila diante da incerteza dos investidores internos e externos".
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Folha de S.Paulo, 1 de fevereiro
de 2010
Semana terá ata da reunião
do Copom e IPCA
Nos EUA, dados do emprego serão conhecidos
na sexta
DA REPORTAGEM LOCAL
A semana promete ser bastante
intensa no mercado financeiro. Uma ampla lista de relevantes eventos
econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior, preenche a agenda
dos próximos dias.
No Brasil, o grande tópico da semana será a apresentação
da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política
Monetária), em que foi decidida a manutenção da
taxa básica Selic em 8,75% anuais.
Na ata, a ser conhecida na manhã de quinta-feira, analistas e
investidores esperam encontrar sinais sobre quando os juros começarão
a ser elevados no país. Há quem projete alta da Selic
já a partir da reunião do Copom de março. Para
o fim do ano, a expectativa do mercado é que a Selic esteja em
11,25%.
Antes disso, o IBGE vai apresentar, amanhã, o resultado da produção
industrial de dezembro. O mercado projeta queda de 0,4% no indicador.
Outro dia carregado na agenda brasileira será a sexta, quando
ocorrerá a apresentação dos índices de inflação
IGP-DI e IPCA. Para o IPCA, espera-se uma alta de 0,70% em janeiro.
"A leitura da ata do Copom será, como de costume, de grande
importância para se conhecer a visão atual do Banco Central
a respeito do cenário prospectivo para a inflação.
A partir desse texto, poderemos avaliar com maiores subsídios
os prováveis próximos passos da política monetária",
diz Silvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin.
No exterior, também não faltarão temas para serem
analisados pelos agentes de mercado nos próximos dias.
Hoje, nos EUA, serão apresentados os números dos gastos
e da renda do consumidor americano em dezembro. Esses dados são
importantes sinalizadores do ritmo em que anda a maior economia do mundo.
Ainda hoje, vai ser divulgada a pesquisa do instituto privado ISM sobre
o desempenho da indústria americana em janeiro.
Na quarta-feira, o destaque nos EUA fica com a pesquisa feita pela consultoria
ADP que mostrará o que ocorreu com os postos de trabalho no setor
privado norte-americano no primeiro mês do ano.
Na quinta-feira, as atenções se voltam para a Europa,
onde ocorrerão as reuniões de política monetária
do BCE (Banco Central Europeu) e do BoE (sigla em inglês do BC
britânico).
A expectativa é a de manutenção das taxas básicas
de juros, em 1% anual pelo BCE e em 0,50% pelo BC britânico.
Desemprego
alto
No último dia da semana, a agenda norte-americana retorna para
o centro das atenções. Na sexta-feira, será conhecido
nos EUA o desempenho do crédito ao consumidor em dezembro. Vão
sair também os dados do mercado de trabalho no país. A
expectativa dos analistas é a de que a taxa de desemprego nos
EUA tenha se mantido em 10%.
O desemprego é um dos pontos mais delicados da gestão
do presidente Barack Obama. Em dezembro passado, Obama anunciou várias
medidas destinadas a combater o desemprego no país. Dentre as
medidas anunciadas pelo governo americano estão cortes de impostos
para as pequenas empresas e incentivo para as obras de infraestrutura.
Em outubro do ano passado, o nível de desemprego nos EUA alcançou
os 10,2%, sendo a mais elevada taxa já registrada desde abril
de 1983.
Na quinta-feira, saem nos EUA dados relativos aos novos pedidos de seguro-desemprego
e ao custo unitário da mão de obra no país. A agenda
desse dia ainda traz números das encomendas feitas à indústria,
além de dados sobre a produtividade.
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de fevereiro de 2010 | Economia
Casa Branca apela ao Senado pela criação
de empregos
A Casa Branca fez um apelo hoje ao Senado dos Estados Unidos para que
aprove rápido uma legislação para estimular o crescimento
no enfraquecido mercado de trabalho. Robert Gibbs, secretário
de imprensa da Casa Branca, disse que a administração
quer um projeto de lei que destine US$ 100 bilhões à geração
de empregos.
"O presidente espera que
o próximo projeto para a economia que o Senado trate seja este
pacote", disse Gibbs.
O plano deverá incluir
um crédito fiscal para as empresas que contratem novos trabalhadores,
aumentem salários ou expandam as jornadas de trabalho dos empregados,
bem como gastos maiores na infraestrutura, disse Gibbs.
Ao mesmo tempo, ele disse que a administração do presidente
Barack Obama pretende emprestar dinheiro que os bancos pagaram de volta
ao Tesouro, após terem usado os recursos no pacote de socorro
ao sistema financeiro, para prover esse capital às pequenas empresas.
"É óbvio
que não estamos criando os empregos que gostaríamos, e
eu acredito que alguma recuperação adicional ou crédito
para estímulo é importante para criar novamente um ambiente
positivo para as pequenas empresas" no qual elas se sentirão
confiantes para contratar trabalhadores, disse Gibbs.
Na sexta-feira, o Departamento
de Comércio informou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA
cresceu 5,7% no último trimestre de 2009, a segunda expansão
trimestral consecutiva.
Mas apesar das indicações
de que uma recuperação está em curso, a taxa de
desemprego nos EUA tem se mantido em 10% da força de trabalho.
As informações
são da Dow Jones.
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BEM PARANÁ, 01 de
fevereiro de 2010 | Paraná
Transporte de valores
PR: Vigilantes deflagram greve hoje
Com isso, o abastecimento de caixas eletrônicos,
agências bancárias e outras empresas pode ficar prejudicado
Da Redação
Os vigilantes que atuam no setor de transporte de valores no Paraná
iniciam, hoje, uma paralisação por tempo indeterminado.
Nesta segunda-feira pela manhã os profissionais devem se concentrar
em frente das principais empresas do setor em Curitiba. A greve foi
decidida em assembleia realizada na quinta-feira passada. Com isso,
o abastecimento de caixas eletrônicos, agências bancárias
e outras empresas pode ficar prejudicado.
O sindicato que representa a
categoria alega que as empresas não ofereceram uma proposta “decente”.
No ano passado a categoria também parou as atividades no começo
de fevereiro. Foram cinco dias de greve até que empregados e
patrões chegassem a um consenso.
O Sindicato dos Vigilantes do
Estado do Paraná (Sindivigilantes) reivindica reajuste real de
10%, fora a inflação, mais vale alimentação
de R$ 16. Hoje ele é de R$ 13,83. Segundo o sindicato a proposta
das empresas de transporte de valores foi de reajuste real de R$ 0,10.
Mas os trabalhadores reclamam
da lucratividade do setor. Segundo o sindicato, o transporte de valores
teve rentabilidade na casa do bilhão de reais em 2008.
Greve de 2009 — Na greve do ano passado, o Sindivigilantes
afirma que a adesão foi grande, especialmente na Capital, onde
das 380 agências bancárias de Curitiba, 250 chegaram a
fechar as portas. As agências não podem abrir para atendimento
ao público sem o serviço de vigilância. No ano passado
os trabalhadores aceitaram a proposta dos patrões de reposição
salarial de 7%.
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Agência Diap, 1 de
fevereiro de 2010
Licença-maternidade de seis
meses já pode ser adotada, segundo IN 991
A Secretaria da Receita Federal publicou, no dia 22 de janeiro, no Diário
Oficial da União, a Instrução Normativa (IN) 991,
que regulamenta o Programa "Empresa Cidadã", que possibilita
a ampliação do prazo da licença-maternidade das
trabalhadoras do setor privado de quatro meses para até seis
meses.
A extensão do benefício
só existia, até o momento, para funcionárias públicas.
Desde a última segunda-feira
(25), as empresas podem aderir ao programa por meio da página
do órgão na internet.
"É uma opção
da empresa nas suas relações com os seus empregados. [...]
Essa negociação é entre empregado e empresa",
explicou Marcelo Lins de Albuquerque, coordenador-geral de Arrecadação
e Cobrança da Receita.
Limitações
A Receita Federal informou ainda que a regra é válida
somente para companhias que optam pelo regime do lucro real, ou seja,
as 150 mil grandes empresas do país.
As três milhões
de empresas do Simples e as 1,4 milhão que usam o regime do lucro
presumido não poderão aderir ao Programa "Empresa
Cidadã".
"São as grandes
empresas do país que poderão optar. Mas estas concentram
de 40% a 50% dos trabalhadores", disse João Paulo Martins,
coordenador de Cobrança do órgão.
Pelas regras, segundo ele, a
empregada que quiser ampliar a licença maternidade tem até
30 dias, depois do nascimento da criança, para fazer o comunicado
à empresa. O benefício só poderá ser estendido,
porém, se a companhia estiver cadastrada no programa.
"Os quatro primeiros meses
[de licença-maternidade] são pagos pela empresa, mas são
compensados do INSS [Previdência Social]. Os dois meses de extensão
não serão compensados, mas serão abatidos do Imposto
de Renda. As empresas poderão deduzir no final do ano",
informou João Paulo Martins.
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