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Agência Diap, 2 de fevereiro
de 2010
Centrais fazem vigília no
Congresso pelas 40 horas, na terça (2)
O dia 2 de fevereiro foi escolhido por representar a volta das atividades
no Congresso Nacional - Câmara e Senado. Esta agenda será
renovada até o recesso parlamentar de julho
As centrais sindicais - CUT,
Força Sindical, Nova Central, UGT, CGTB e CTB - vão realizar
vigília no interior do Congresso Nacional, nesta terça
e quarta-feira (3), para exigir que os parlamentares coloquem rapidamente
em votação a proposta (PEC 231/95), que reduz a jornada
semanal de trabalho para 40 horas e que remunera as horas extras em
75% a mais que a hora normal.
A atividade foi aprovada em
reunião com dirigentes das seis centrais sindicais, realizada
na no dia 21 de janeiro, em São Paulo.
O dia 2 de fevereiro foi escolhido
por representar a volta das atividades no Congresso Nacional.
"É preciso o envolvimento
das direções de nossos sindicatos e a mobilização
de nossos dirigentes para que possamos intensificar a pressão
no Congresso Nacional pela aprovação das 40 horas e de
outros projetos de interesse da classe trabalhadora", conclama
o presidente da CUT, Artur Henrique.
"Cada ramo deve se envolver
nessa ação política para que o projeto finalmente
avance", diz Quintino Severo, secretário-geral da CUT.
Veja a programação
das atividades
Dias 2 e 3 de fevereiro:
- pela manhã: ação
conjunta das centrais no aeroporto de Brasília;
- durante o dia: audiências
com lideranças de bancadas, visitas a parlamentares de todos
os partidos; e
- à tarde dirigentes
e militantes fazem vigília no Congresso Nacional.
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O ESTADO DO PARANÁ,
02 de fevereiro de .2010 | Economia
Supermercados oportunizam primeiro emprego
Joyce Carvalho
Três supermercados que atuam no Paraná estão oferecendo
vagas de trabalho. São quase 700 oportunidades para quem está
desempregado ou está procurando o primeiro emprego.
A maioria dos cargos não
exige experiência, o que favorece jovens e pessoas na terceira
idade. Solicita-se cursos ou experiência anterior somente em funções
técnicas, como padeiros, açougueiros e confeiteiros.
A Rede Walmart, que opera o
supermercado Mercadorama e o hipermercado Big, oferece 397 oportunidades
de emprego, sendo 16 para lojas do interior do Paraná (Maringá,
Umuarama, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Londrina). A maior parte
das vagas está concentrada nas lojas de Curitiba.
“Existe um recrutamento
interno para promoção e isto acaba gerando vagas”,
explica Cristiane Santos, gerente de capital humano da rede. São
vagas para açougueiros, padeiros, fiambreiros, confeiteiros,
auxiliares de perecíveis, operadores de caixa, repositores, auxiliar
de limpeza e fiscais.
Os pré-requisitos são
idade superior a 18 anos e disponibilidade de horário. A exigência
da escolaridade varia conforme o cargo. Os currículos podem ser
entregues em qualquer Mercadorama ou Big.
Há um posto de recrutamento
no Mercadorama Silva Jardim, com entrada pela Rua Rockfeller, 14, no
bairro Rebouças. A unidade funciona toda segunda-feira, das 8h
às 17h.
Também há posto
móvel, que hoje estará no Mercadorama Seminário
na Avenida Nossa Aparecida, 582. “Esta é uma possibilidade
de construir uma carreira. Cerca de 80% dos cargos de liderança
são ocupados por pessoas que já trabalhavam na rede”,
comenta Santos.
A oportunidade de fazer uma
carreira também está nos Supermercados Condor, que oferece
300 vagas de emprego em todo o Estado. As funções são
destinadas para pessoas acima dos 16 anos ou que estão na terceira
idade, além dos portadores de deficiência.
As vagas disponíveis
são para operadores de caixa, açougueiro, padeiro, balconista
de fiambreria, auxiliar de entrega, repositor, balconista de açougue
e balconista de padaria.
“As vagas atendem as necessidades
de reposição e também de ampliação
da rede. Nos próximos dias deve ser inaugurada uma loja em Fazenda
Rio Grande e outra está sendo construída no Cajuru”,
afirma Wanclei Said, diretor administrativo e financeiro dos Supermercados
Condor.
Em Curitiba, os interessados
devem comparecer com documentos pessoais no Condor Pinheirinho, na Avenida
Winston Churchill, 2.222, das 8h às 11h30 e das 13h às
16h30. “Dependendo como for a nossa necessidade, às vezes
o candidato nem perde a viagem”, revela Said.
O McDonald’s também
oferta vagas de trabalho. São 305 para atendente nos restaurantes
de Curitiba, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Maringá,
Cascavel, Londrina e Foz do Iguaçu. Não é exigida
experiência. Informações pelo site www.mcdonalds.com.br,
no link Trabalhe Conosco. Também é possível deixar
currículo nos restaurantes da rede.
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Gazeta do Povo, 2 de fevereiro
de 2010
Indicadores
Inflação começa o
ano em alta
Comportamento dos preços em janeiro mostra
tendência de aceleração e mercado já prevê
elevação da taxa acima da meta de 4,5% em 2010
Após passar o ano de
2009 como coadjuvante nas discussões econômicas, a inflação
voltou a dar as caras. No início de 2010, os primeiros dados
sobre o comportamento dos preços vieram altos – mesmo para
um mês que por tradição traz correções
em itens importantes na determinação dos índices,
como educação. O Índice de Preços ao Consumidor
Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas
(FGV), ficou em 1,29% em janeiro, o maior porcentual desde fevereiro
de 2003. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo
– 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial,
também mostra uma tendência de alta que deve se confirmar
nesta semana com a divulgação do IPCA de janeiro.
O comportamento dos preços
nas primeiras semanas já fez com que os analistas de mercado
subissem suas previsões para o ano. Segundo o relatório
Focus, pesquisa semanal feita pelo BC com cem agentes do mercado, a
inflação chegará a 4,62% em 2010 – no início
do mês, a aposta era no cumprimento do centro da meta de 4,5%.
A elevação na projeção do mercado, que deve
continuar nas próximas semanas, é um indicador de que
atingir o alvo para a inflação neste ano exigirá
um aperto do BC.
Um dos efeitos imediatos da
expectativa de inflação maior é a antecipação
na alta dos juros. Até novembro do ano passado, a maioria dos
analistas dizia que o BC só começaria a elevar a taxa
básica (Selic) no segundo semestre. Agora, o consenso é
de um aperto a partir de abril – em um ciclo que elevará
os juros dos atuais 8,75% ao ano para 11,25% até dezembro. “A
projeção de 4,6% de inflação neste ano é
o piso. É bastante possível que o porcentual continue
subindo”, diz Priscila Godoy, analista da consultoria Rosenberg
& Associados.
A inflação em
janeiro foi influenciada por fatores pontuais. Além de ser o
mês quando tradicionalmente sobem as mensalidades e os materiais
escolares, foi registrada em janeiro uma aceleração nos
preços dos alimentos, por causa das chuvas fortes nas regiões
Sul e Sudeste. “Também foram reajustadas as passagens de
ônibus em algumas cidades importantes, o que levou o IPC-S para
1,29% em janeiro”, explica o economista Paulo Picchetti, coordenador
da pesquisa da FGV. “Essa pressão inflacionária
deve perder força nas próximas semanas, mas a intensidade
do recuo vai depender do clima.”
Outro indicador que se acelerou
em janeiro foi o Índice Geral de Preços – Mercado
(IGP-M), que variou 0,63% em janeiro, após uma deflação
de 0,26% em dezembro. Como mede também valores praticados no
atacado, o IGP-M pode indicar uma pressão maior nos próximos
meses. Nesta semana será divulgado o IPCA de janeiro e ele deve
mostrar uma aceleração. Sua prévia, o IPCA-15,
foi de 0,52% no país e de 0,21% em Curitiba – nos dois
casos, acima do que foi visto no mesmo período de 2009. Segundo
as projeções dos analistas, o IPCA cheio deve bater em
0,7%, quase o dobro dos 0,37% de dezembro e acima dos 0,48% de janeiro
de 2008.
“Surpreendeu a alta dos
alimentos, mas esse é um fator pontual. Assim, o IPCA deve ficar
um pouco acima de 1,5% no primeiro trimestre, que era o esperado pelo
BC”, afirma José Francisco de Lima Gonçalves, economista
chefe do Banco Fator. Ele pondera, porém, que o Banco Central
ainda tem tempo para avaliar o cenário inflacionário,
já que não são esperados reajustes de preços
administrados (como luz e telefone) e a alta do dólar, que poderia
influenciar cotações de commodities e itens importados,
foi ainda limitada.
Sílvio Campos Neto, economista
chefe do Banco Schahin, também avalia que a alta da inflação
será limitada, sem descolar muito do centro da meta, mas exigirá
que o BC dê um recado ao mercado. “É provável
que os juros subam em abril”, diz.
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G1, 02 de fevereiro de 2010
| Economia e Negócios
Espanha tem mais de 4 milhões de
desempregados
Em janeiro, mais 125 mil pessoas ficaram sem
trabalho no país | Índice de desemprego na Espanha era
de 19,5% em dezembro
Da France Presse
O número de desempregados na Espanha superou a barreira simbólica
de quatro milhões, com 4,048 milhões de afetados, após
uma alta de 125 mil pessoas em janeiro, anunciou o ministério
do Trabalho.
"O aumento do desemprego
é um dado muito negativo, mas prossegue a desaceleração
da tendência, constatada desde março", afirma um comunicado
do ministério.
A estatística ministerial
difere dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
O INE anunciou no fim de janeiro uma alta do número de desempregados
de 1,1 milhão em 2009, com um total em dezembro de 4,326 milhões,
equivalente a 18,83% da população ativa.
A Espanha foi duramente
afetada pela crise econômica mundial. O índice de desemprego
espanhol, de 19,5% em dezembro, é quase o dobro da média
dos 16 países da zona euro (10% da população ativa)
e dos 27 da União Europeia (9,6%).
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Folha de S.Paulo, 2 de fevereiro de 2010
VINICIUS TORRES FREIRE
FHC privatiza, Lula conglomera
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Em três anos, governo muda o padrão de propriedade da grande
empresa, com apoio do BNDES e da crise financeira
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NEM TODA fusão & aquisição tem o dedo do governo
Lula. Algumas são feitas a braçadas, outras à boca
miúda, algumas levam só a benção estatal.
Algumas das principais personagens desses grandes negócios são
proprietários do que antes eram apenas empreiteiras gigantes,
agora conglomerados diversificados (Odebrecht, Camargo Corrêa
e Andrade Gutierrez).
Os grandes empreiteiros conversam muito bem com Lula, em pessoa.
Outra parte do jogo é armada por Luciano Coutinho, do BNDES,
que anunciou o projeto das "campeãs" e "multinacionais"
brasileiras e o implementou com eficácia, em tempo escasso -o
economista assumiu o banco faz menos de três anos.
O contexto histórico deu o resto do impulso à criação
de "chaebol" coreanos ou "keiretsu" japoneses à
moda brasileira (ou se trata de algo como a criação de
conglomerados americanos e alemães na virada do século
19 para o 20?). A crise financeira descapitalizou ou quebrou empresas
no Brasil e lá fora. O mundo rico (a contragosto) e o Brasil
(com gosto) convocaram o Estado para resolver a lambança. O relativo
sucesso do Brasil na crise reforçou os vetores ativistas do governo.
O BNDES terá R$ 180 bilhões do Tesouro no biênio
2009-10. Ajudou a concentrar o negócio de carnes na mão
do JBS; o de frango, suínos e derivados na mão da Perdigão-Sadia
(a Perdigão já era "semiestatal"); a telefonia
nacional na mão da Oi; boa parte do negócio de celulose
na mão da Votorantim-Aracruz.
O comentário vem a propósito da simpatia do governo pelo
desejo da Camargo Corrêa de açambarcar um terço
da distribuição de eletricidade no Brasil, embora tal
negócio seja ainda incipiente. Além da Camargo, a Odebrecht
também gostaria de levar a Brasiliana (Eletropaulo e AES), hoje
de BNDES e AES; pode ser que tente levar a Duke no Brasil. E a Cemig
sempre sonhou em ser grande consolidadora do setor.
Com a Odebrecht, a Petrobras forma um grande elo da ciranda de fusões
& aquisições do período Lula 2. Sócias
na Braskem, que engoliu a Quattor, Petrobras e Odebrecht quase monopolizaram
e verticalizaram a petroquímica no Brasil. Por falar nisso, a
Braskem comprou ontem as petroquímicas muito mal das pernas da
Sunoco, nos EUA.
Odebrecht e Petrobras estão preocupadas com o movimento anunciado
ontem pela Cosan, que fundiu seus negócios de etanol e postos
com a Shell (lembre-se que a Cosan comprara os postos Esso no Brasil).
A Petrobras quer ter pelo menos um quinto do negócio do álcool
no Brasil. Está procurando mais usinas para comprar, uma meia
dúzia. A Odebrecht tem a ETH Bionergia, que está acabando
de comprar a Brenco (também de etanol, com apoio e sociedade
do BNDES).
A consolidação não acabou -as alcooleiras estão
mal das pernas, endividadas. Os estrangeiros estão chegando,
na contramão das "múltis brasileiras". A múlti
francesa do agronegócio Louis Dreyfuss levou a Santelisa, a segunda
do etanol (a primeira é a Cosan). A múlti americana de
commodities Bunge vendeu seu negócio de fertilizantes para a
Vale (outra "semiestatal") a fim de se concentrar no etanol.
O que falta? Farmacêuticas, siderurgia? Quem dá mais?
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Agência Diap, 2 de
fevereiro de 2010
Pesquisa CNT/Sensus: popularidade
de Lula tem nova alta e vai a 81,7%
A avaliação do Governo Federal e do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva se manteve estável em alta no mês de janeiro
deste ano, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira
(1º).
A aprovação da
população brasileira ao governo do presidente Lula subiu
de 70% em novembro para 71,4%. Já a avaliação positiva
do presidente subiu de 78,9% em novembro para 81,7% este mês.
Como a margem de erro da pesquisa
é de três pontos percentuais, a avaliação
de Lula e do governo se manteve estável do final de 2009 para
o início de 2010.
Em janeiro, a avaliação
positiva do presidente Lula foi uma das maiores já registradas
pela pesquisa CNT/Sensus desde que o presidente assumiu o cargo, em
janeiro de 2003 - -quando Lula obteve 83,6% de avaliação
positiva.
Em janeiro deste ano, somente
5,8% avaliaram o governo federal negativamente, enquanto 13,9% desaprovaram
a maneira de Lula governar o País.
Em março do ano passado,
o governo Lula registrou a primeira queda em sua popularidade desde
setembro de 2008, quando a gestão do petista vinha registrando
sucessivos recordes positivos.
Em maio de 2009, a popularidade
do governo voltou a crescer, mas caiu novamente em setembro. Desde setembro,
porém, a avaliação positiva do governo e do presidente
voltaram a subir e mantiveram-se estáveis em alta.
Os eleitores que avaliam o governo
como regular somam 22% em janeiro contra 22,7% em novembro do ano passado.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada
entre os dias 25 e 29 de janeiro, em 136 municípios de 24 Estados.
Foram ouvidas 2.000 pessoas.
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Gazeta do Povo, 2 de fevereiro
de 2010
Sucessão de lula
Para a oposição, “PT
usa canhão e PSDB, estilingue”
Brasília e São Paulo - Apesar de ter sentido o baque dos
resultados da pesquisa CNT/Sensus, os oposicionistas procuraram minimizar
o crescimento da ministra Dilma Rousseff na corrida à Presidência
da República. DEM e PSDB argumentam que, enquanto a pré-candidata
do PT faz “campanha eleitoral antecipada” ao lado do presidente
Lula, o tucano José Serra manteve uma postura discreta, sem eventos
públicos para alavancar sua pré-candidatura. “A
candidata chapa-branca está usando um canhão, enquanto
o adversário, um estilingue”, afirmou o vice-líder
do PSDB no Senado, Alvaro Dias.
O presidente nacional do PSDB,
senador Sérgio Guerra (PE), disse que os resultados da sondagem
não trazem nenhuma preocupação aos tucanos. “O
Serra continua sólido e apresentando um crescimento, modesto,
mas é um crescimento.”
O senador Heráclito Fortes
(DEM-PI) disse que a campanha é positiva para Serra porque mostra
que o governador ficou estável, mesmo diante da “campanha
antecipada” feita pela ministra.
Apesar da aparente tranquilidade,
nos bastidores o crescimento de Dilma acendeu o sinal de alerta entre
tucanos e democratas. Interlocutores do partido
reconhecem que Serra precisa anunciar sua pré-candidatura para
ganhar força na disputa, uma vez que Dilma já é
considerada a candidata do presidente Lula perante a população.
O PSDB aposta que Dilma terá
queda diante do pré-candidato tucano depois que ela
deixar o governo federal, em abril. Pela legislação eleitoral,
Dilma e Serra terão que se desincompatibilizar dos cargos se
quiserem disputar o Palácio do Planalto até o início
de abril.
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BEM PARANÁ, 02 de fevereiro
de 2010 | Paraná
Transporte de valores
Trabalhadores deflagram greve
Desde ontem os trabalhadores do transporte de
valores de todo o Estado paralisaram as atividades
Da Redação
Categoria promoveu concetrações
em frente das empresas (foto: Jonas Oliveira) Desde ontem os trabalhadores
do transporte de valores de todo o Estado paralisaram as atividades
reivindicando melhores condições de trabalho. Segundo
o sindicato que representa a categoria, nenhum carro-forte saiu das
empresas em direção às agências bancárias.
A greve é por tempo indeterminado.
A previsão do Sindicato
dos Vigilantes do Transporte de Valores do Paraná (SindVigilantes)
é que deva faltar dinheiro nos bancos nos próximos dias.
“A partir de hoje a situação vai ficar ruim e só
tende a piorar no decorrer dos dias, porque nesta semana acontece a
maioria dos pagamentos de salários”, explica o presidente
do SindVigilantes e da Federação Estadual dos Vigilantes,
João Soares.
De acordo com Soares, a greve
começou devido à recusa da proposta do sindicato patronal,
que ofereceu aumento real de apenas dez centavos, considerada incoerente
pela categoria. O SindVigilantes pedia 10% de reajuste real, além
de R$ 16,00 de aumento no vale alimentação. “Ainda
não temos nada marcado com os patrões e eles ainda não
se posicionaram sobre a paralisação”, informa.
Ainda segundo o presidente do
sindicato, as agências bancárias estariam limitando os
saques diários a R$ 300,00 para evitar o desabastecimento. “Em
breve vai começar a faltar dinheiro em Curitiba e região
porque a demanda é muito grande”, afirma. A Federação
Brasileira dos Bancos (Febraban) não confirma a informação
sobre limitação de saques e informa que a orientação
da entidade às empresas de transporte de valores é de
que seja garantido o fornecimento de dinheiro.
Procurado pela reportagem, o
Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná (Sindesp-PR)
informou, por meio de sua assessoria, que não irá se posicionar
sobre a paralisação por entender que a categoria pertence
a outro sindicato.
Segurança — Apenas os seguranças que trabalham
no transporte de valores pararam. Os trabalhadores da vigilância
patrimonial — que trabalham na segurança de bancos e empresas
— aceitaram a proposta oferecida pelos patrões. As empresas
garantiram à categoria reajuste real de 8,5%, adicional de risco
de R$ 100,00 e aumento no vale alimentação.
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Agência Câmara,
2 de fevereiro de 2010
Empregador doméstico pode ser dispensado
de pagar multa do FGTS
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6465/09, do Senado, que dispensa
o empregador doméstico do pagamento da multa do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão sem justa
causa. Atualmente, a multa é de 40% de todos os depósitos
feitos nessa conta durante a vigência do contrato de trabalho.
A multa só é obrigatória
para o empregador que paga o FGTS – que é opcional.
Para o autor do projeto, o ex-senador
Rodolpho Tourinho, a dispensa de indenização incentivará
a adesão desses empregados ao FGTS. Hoje, lembra ele, a legislação
que regulamenta a profissão de empregado doméstico (Lei
5.859/72) concede seguro-desemprego ao trabalhador dispensado sem justa
causa e inscrito no FGTS.
O empregador doméstico,
lembra Rodolpho Tourinho, muitas vezes não tem condições
econômicas de arcar com todos os encargos trabalhistas definidos
em lei, o que o leva a contratar trabalhadores na informalidade, prejudicando-os.
"Incapaz de manter legalmente um empregado doméstico, o
empregador tenderá a passar à informalidade ou à
eliminação do posto de trabalho e sua substituição
por diaristas autônomos", afirma o ex-senador, na justificativa
do projeto. A proposta foi originalmente apresentada no Senado em 2006.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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Agência Câmara,
2 de fevereiro de 2010
Empresa que atrasar verba rescisória
de herdeiro poderá ser multada
J. Batista
Em tramitação na Câmara, o Projeto de Lei 6431/09,
do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), determina que, em caso de morte
do trabalhador, os empregadores são obrigados a pagar multa aos
herdeiros se houver descumprimento dos prazos para pagamento das verbas
rescisórias.
Pela Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43), o pagamento deve ocorrer
no primeiro dia útil após a rescisão do contrato
ou até o décimo dia após a notificação
da demissão, quando não há aviso prévio.
O descumprimento desses prazos,
conforme a CLT, acarreta para o empregador o pagamento de uma multa
de 160 Bônus do Tesouro Nacional (BTN) por trabalhador, além
de outra em favor do trabalhador de valor equivalente ao seu salário
(o BTN foi criado em 1989 e extinto em 1991; atualmente, 1 BTN equivale
a R$ 1,5364 para conversão dos contratos).
Carlos Bezerra destaca que,
no entanto, a jurisprudência produzida pela Justiça do
Trabalho tem considerado que, se a rescisão decorre da morte
do empregado, não se deve aplicar multa por atraso ao empregador.
O deputado discorda dessa interpretação.
Ele argumenta que a CLT não distingue as causas do término
do contrato de trabalho, e ressalta que, em caso de morte do trabalhador,
seus sucessores assumem a titularidade dos créditos trabalhistas
que lhes são devidos. "Se outra fosse a causa da rescisão,
a incidência da multa seria indiscutível. Por que, então,
prejudicar os herdeiros?", questiona.
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Notícias do Tribunal Superior do Trabalho
02/02/2010
Empresa terceirizada deve ser incluída
em ação do MPT que trata de adoção de medidas
de segurança
A empresa prestadora de serviço
de vigilância deve ser incluída como parte em ação
civil pública na qual se discute a imposição de
obrigações relativas à segurança de seus
empregados. Com esse entendimento, a Seção I Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
(não conheceu) recurso do Ministério Público do
Trabalho mineiro contra a notificação de empregador nessas
condições.
Segundo o relator dos embargos
na SDI-1, ministro Vantuil Abdala, o prestador do serviço deve
fazer parte da ação como litisconsórcio necessário,
pois precisa participar das questões relacionadas às condições
de trabalho dos seus empregados. A empresa poderia ser obrigada, por
exemplo, a fornecer equipamentos de segurança e de fiscalizar
a utilização pelos empregados, afirmou o relator.
O MPT ajuizou ação
civil pública com a intenção de obrigar o Banco
Nossa Caixa S.A. a adotar medidas de segurança para beneficiar
trabalhadores do setor de vigilância. Entre as propostas, estava
a instalação de vidros resistentes ao impacto de projéteis
de armas de fogo e porta eletrônica giratória com detector
de metais nas agências bancárias e postos de serviços
da instituição no Estado de Minas Gerais, além
do fornecimento de coletes à prova de bala aos vigilantes.
A juíza de primeira instância
observou que o caso era de litisconsórcio necessário,
nos termos do artigo 47 do CPC, e determinou que o MPT notificasse o
empregador (fornecedor de mão de obra), sob pena de extinção
do processo. Como o Ministério Público considerou impertinente
a citação de terceiro, a juíza concluiu que havia
irregularidade da petição inicial e arquivou o processo
sem julgamento do mérito.
No recurso ao Tribunal do Trabalho
da 3ª Região (MG), o MPT também não teve sucesso.
O TRT entendeu que não se tratava de incluir desnecessariamente
no processo todos os interessados, como alegava o MPT, e sim de incluir
todos os que tivessem envolvimento efetivo com a suposta conduta ilegal
apontada e que, certamente, seriam afetados pela decisão de mérito:
o banco e a empresa prestadora de serviços de vigilância.
Depois que a Quarta Turma do
TST nem analisou o mérito do seu recurso de revista, por entender
que o Regional interpretara corretamente o artigo 47 do CPC (que trata
da formação do litisconsórcio necessário,
sob pena de extinção do processo), o MPT entrou com embargos
na SDI-1. Alegou que a decisão no processo só atingiria
o tomador dos serviços, pois seria o responsável pela
obrigação de fazer.
No entanto, a conclusão
unânime da SDI-1 foi no sentido de que as decisões judiciais
no caso afetariam a prestadora do serviço de vigilância,
logo ela deveria integrar a ação como parte. Ainda de
acordo com o relator, ministro Vantuil Abdala, a Turma agiu corretamente
ao rejeitar o recurso do MPT, uma vez que a interpretação
das instâncias ordinárias de que haveria necessidade da
notificação da prestadora era compatível com o
comando do artigo 47 do CPC, portanto não havia violação
legal para autorizar o exame dos embargos (aplicação da
Súmula nº 221 do TST). (E-RR-575/2004-020-03-00.2)
(Lilian Fonseca)
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02/02/2010
Empregado espera oito anos para pedir novas
verbas e perde direito de recorrer
Por ter ficado inerte durante
oito anos diante de decisão judicial em processo de execução,
um empregado baiano da Rede Ferroviária Federal (União)
perdeu a oportunidade de buscar novos créditos que julgava de
direito, porque interpôs o recurso de revista tardiamente, concluiu
a Seção I Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho.
A insatisfação
do trabalhador começou quando o Tribunal Regional da 5ª
Região negou-lhe o pedido de créditos adicionais e aceitou
o agravo de petição da empresa sustentando que o direito
do empregado já tinha se extinguido, em decorrência do
longo tempo passado desde a execução da sentença,
de forma que já imperava a prescrição extintiva
da execução.
Insatisfeito, ele entrou com
recurso de revista, alegando que se tratava apenas da reabertura da
execução para incluir verbas que não foram pagas
e por isso não podia se aplicar ao caso a prescrição
intercorrente. Mas a Quinta Turma do TST manteve a decisão regional,
ao entendimento de que em processo de execução, o recurso
de revista somente pode ser admitido se a decisão tiver violado
diretamente dispositivo constitucional, o que não ocorreu. É
o que dispõe a Súmula nº 266 do TST. A prescrição
do direito de executar o crédito é uma das formas de “garantir
a segurança jurídica das partes, impedindo que o executado
fique sujeito anos e anos à obrigação que não
se satisfez por negligência do exequente”, destacou o acórdão
turmário.
A relatora dos embargos na SDI-1,
Maria de Assis Calsing, concluiu que, de fato, o apelo revisional contra
decisões dadas em execução de sentença somente
pode ser processado se houver demonstração evidente de
violação direta à Constituição. É
o que exigem o artigo 896, § 2º, da CLT, segundo redação
da Lei nº 9756/908, e a referida Súmula 266, ressaltou.
A SDI aprovou unanimemente o
voto da relatora. (RR-E-RR-792098-2001.9)
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02/02/2010
JT nega pagamento de proventos e vencimentos
ao mesmo tempo a empregado da Embrapa
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou (não conheceu) recurso de revista
de empregado da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
com pedido de acumulação de proventos e vencimentos. O
colegiado acompanhou voto do relator, ministro Walmir Oliveira da Costa,
que concluiu inaplicável ao caso a regra de que a aposentadoria
espontânea não é causa de extinção
de contrato de trabalho para efeito de pagamento de verbas rescisórias.
Segundo o relator, o recebimento,
ao mesmo tempo, de vencimentos e proventos é proibido pela Constituição
Federal, portanto, o empregado estava impedido de continuar prestando
serviços após a aposentadoria. Desse modo, como não
houve a caracterização da continuidade do trabalho, também
não ocorreu a rescisão contratual sem justa causa, como
alegado pelo empregado.
Na Justiça do Trabalho,
o empregado defendeu a tese de que a aposentadoria espontânea
não extingue o contrato de trabalho. Requereu a nulidade da rescisão
contratual e a conversão da sua demissão para a modalidade
‘sem justa causa’, com o pagamento da multa de 40% do FGTS
e demais verbas trabalhistas.
Mas, pelo entendimento do juízo
de primeiro grau, inexistia, na hipótese, demissão sem
justa causa, logo, não seriam devidas parcelas rescisórias
ao empregado. O Tribunal do Trabalho do Paraná (9ª Região)
manteve a sentença por reconhecer a eficácia do ato administrativo
do desligamento do empregado. Para decidir nessa linha, o Regional levou
em consideração a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal e a Emenda nº 20, de 15/12/98, que vedou a acumulação
de proventos da inatividade com a remuneração de cargos
ou empregos públicos.
Para o relator, ministro Walmir,
a decisão do Regional não violou os artigos legais e constitucionais,
como alegado pelo trabalhador, além de estar fundamentada na
Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.770 e nas
disposições do artigo 37, XVI e XVII, da Constituição
quanto à proibição de acumulação
de vencimentos e proventos. (RR- 1184/2007-664-09-00.9)
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