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VERMELHO, 01 de março de 2010 | Movimentos
Ministra apoia proposta das centrais
sobre igualdade no trabalho
Durante a reunião realizada na sexta-feira
(26), em São Paulo, às vesperas da comemoração
dos 100 anos do Dia Internacional das Mulheres, a ministra Nilcéia
Freire aceitou a proposta das centrais de criar um grupo de trabalho
(GT) para aperfeiçoar o Projeto de Lei (PL) de igualdade no
trabalho da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
(SPM).
Convocada pela SPM do governo federal e pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT), a reunião além da presença
da ministra, contou também com a participação
de Christian Ramos Veloz, especialista em normas internacionais do
trabalho da OIT, assessoras do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconomicos (Dieese) e representantes das seis centrais
sindicais (CTB, CUT, CGTB, Força, NCST e UGT), que compareceram
para debater e construir uma agenda sobre gênero, trabalho e
sindicalismo.
Durante a reunião foi
sugerida pelas centrais e aceita pela ministra a criação
de um grupo de trabalho (GT) composto pelas representantes das centrais,
governo e relatores para garantir o aperfeiçoamento dos pontos
controversos do projeto (saiba mais sobre a posição das
centrais) . “O Projeto Lei da igualdade no trabalho é prioritário
para nós nesse momento e vem sanar uma lacuna na legislação
do ponto de vista de assegurar a igualdade de oportunidades e tratamento
entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Essa reunião
com as centrais sindicais e a proposta de criação de um
GT para aprimorar e acompanhar o PL, trabalhando juntas as estratégias
e discussões na sociedade, é de uma importância
enorme. Tanto do ponto de vista da contribuição concreta
no conteúdo do projeto, quanto na capacidade de mobilização
que as Centrais têm”, declarou a ministra.
Mobilização nacional
O tema que norteou os debates
durante a parte da manhã versou sobre a promoção
da igualdade no trabalho como forma de diminuição das
desigualdades sociais e econômicas de gênero, raça,
etnia e orientação sexual.
Em sua saudação
a ministra destacou o grande desafio que é reverter o enraizamento
da cultura machista de exclusão das trabalhadoras através
da discriminação de gênero e raça. “É
patente a desigualdade entre mulheres e homens. Principalmente quando
falamos de mulheres negras”, afirmou a ministra. Outro desafio,
ainda segundo ela, é o andamento de temas ligados às mulheres
no Congresso Nacional. “Isso faz parte dos interesses e também
do ponto de vista cultural. Precisamos mostrar para eles que o desenvolvimento
nacional passa pela questão da igualdade salarial, a igualdade
no trabalho”, completou.
Escolhida como oradora para
apresentar a posição das centrais em relação
a PL, Abgail Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB,
parabenizou a SPM pela iniciativa de criar um projeto que contempla
a questão das mulheres no mundo do trabalho e se proponha a combater
as desigualdades e discriminação sofridas pelas trabalhadoras.
Para a representante da CTB a iniciativa é magnífica,
porém ainda necessita de algumas modificações e
alterações, problema que pode ser contornado a partir
da criação e contribuições do GT.
“Queremos contribuir para
que esse projeto atenda as necessidades das trabalhadoras e os problemas
enfrentados cotidianamente. As mulheres sofrem todo tipo de discriminação
no mercado de trabalho. E na hora da demissão somos a primeira
opção do empregador que se esquece que atualmente muitas
mulheres são as chefes de família, portanto é o
seu salário que paga as despesas da casa”, desabafou a
dirigente sindical.
Rosane da Silva, secretária
Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, destacou a importância
da unidade das representantes das entidades, que vem desde antes da
composição do Fórum das Centrais Sindicais. “Antes
de haver essa união das centrais nos já nos reuníamos
para debater a questão de gênero. Agora temos que mobilizar
as Centrais para pressionar o Congresso Nacional”, propôs
a representante da CUT. Rosane também lembrou duas questões
prioritárias nessa luta: o debate acerca da situação
da trabalhadora doméstica e sua equiparação com
o conjunto dos trabalhadores e a ampliação da oferta de
vagas em creches públicas, para garantir a permanência
das mulheres no mercado de trabalho.
Maria Auxiliadora, secretária
de Políticas da Mulher da Força Sindical, que abordou
a preocupação das trabalhadoras com o cumprimento das
medidas propostas no PL, trouxe também o problema dos horários
das delegacias de defesa da mulher. “Atualmente as delegacias
das mulheres funcionam de segunda a sexta-feira, no horário comercial.
E à noite e nos finais de semana, quando é mais freqüente
a prática da violência contra as mulheres... como ela faz?
Então precisamos fazer uma campanha para que seu funcionamento
seja integral. Que tenha gente preparada 24h por dia para atender a
vítima de violência”, afirmou.
Sônia Maria Zerino e Arlene
Sabóia, representantes da NCST e da CGTB, respectivamente, reforçaram
disposição das entidades em contribuir para o aprimoramento
do PL, que será um grande avanço para a questão
de gênero.
Campanha da CTB
Preocupação constante
do movimento sindical, a situação da mulher no mercado
de trabalho sempre compôs a agenda da CTB. Com presença
feminina massiva, o 2º Congresso Nacional da CTB reforçou
essa preocupação ao destacar o projeto de lançamento
da Campanha Nacional pela Igualdade Salarial.
Iniciativa da secretaria da
Mulher Trabalhadora, o projeto buscará parcerias além
do âmbito sindical , bem como as políticas públicas
de gênero que favoreçam o ingresso ou permanência
feminina no mercado trabalho.
A CTB, que sempre esteve presente
na luta pelos direitos das trabalhadoras e da igualdade entre homens
e mulheres no mercado de trabalho, compreende que essa é uma
luta do conjunto da classe trabalhadora.
Consciente de que o desenvolvimento
da nação passa pela questão de gênero e raça,
a Central reconhece a importância da criação, aperfeiçoamento
e aprovação do Projeto de Lei de igualdade no trabalho,
que visa minimizar as históricas desvantagens entre homens e
mulheres promovidas ao longo dos anos.
Fonte: Portal CTB / Cinthia Ribas
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DIAP, 01 de março
de 2010
40 horas: redução da jornada
de trabalho em discussão na Rádio Senado
O programa Entrevista Especial da Rádio Senado terá como
destaque a discussão sobre a proposta de emenda à Constituição
que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (PEC 231/95).
A matéria está
pronta para votação, em primeiro turno, no plenário
da Câmara. Se for aprovada pelos deputados, vai ao Senado, onde
terá a deliberação final.
A proposta tem o apoio dos sindicalistas
e da maioria dos juízes trabalhistas, mas enfrenta oposição
dos empresários.
O Entrevista Especial vai ao
ar, nesta segunda-feira (1º), ao meio dia.
A Rádio Senado
pode ser sintonizada em Brasília pela frequência 91,7 MHz
FM; em Natal, pela 106,9 MHz FM; e em Cuiabá (em caráter
experimental), pela 102,5 MHz. Também pode ser acessada pela
internet, pelo sítio da Rádio Agência.
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O ESTADO DO PARANÁ,
01 de março de 2010 | Economia
Mercado volta a elevar expectativa para
inflação em 2010
O mercado financeiro voltou a elevar a expectativa para o Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010, de 4,86% para 4,91%.
Com isso, a projeção ficou acima do centro da meta de
inflação do governo para este ano, de 4,50%. De acordo
com a pesquisa Focus do Banco Central (BC), divulgada hoje, a estimativa
para o IPCA em 2011 também aumentou, de 4,50% para 4,53%.
Já a estimativa para
a inflação de fevereiro aumentou de 0,70% para 0,75%.
Para o mês de março, a previsão para o IPCA manteve-se
em 0,35%. O dado do IPCA de fevereiro deve ser divulgado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima
sexta-feira, dia 5.
A pesquisa Focus manteve a previsão
de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2010 em 11,25%
ao ano. Para o fim de 2011, a expectativa para a taxa subiu de 11% para
11,25% ao ano.
PIB
A estimativa para o desempenho
da economia brasileira em 2010 ficou estável na pesquisa Focus.
No levantamento realizado junto a instituições financeiras,
a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano manteve-se
em 5,5%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento
de 4,50%.
No mesmo levantamento, a estimativa
para a produção industrial em 2010 subiu. A projeção
de alta passou de 8,41% para 8,60%. Para 2011, a projeção
para o desempenho da indústria passou de crescimento de 9,45%
para 5,00%.
Câmbio e contas externas
Analistas mantiveram a previsão
para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda
norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,80. Para o fim de 2011,
foi mantida a expectativa de que a cotação da moeda norte-americana
fique em R$ 1,87. A previsão de câmbio médio no
decorrer de 2010 caiu de R$ 1,84 para R$ 1,83.
O mercado financeiro manteve
as previsões para o déficit nas contas externas em 2010.
A previsão para o déficit em conta corrente neste ano
continuou em US$ 50,0 bilhões. Para 2011, a previsão de
déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu
de US$ 56,41 bilhões para US$ 57,89 bilhões.
A previsão de superávit
comercial em 2010 manteve-se em US$ 10 bilhões. Para 2011, a
estimativa para o saldo da balança comercial subiu de US$ 1,60
bilhão para US$ 2,80 bilhões.
Analistas mantiveram ainda
a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em
2010 em US$ 38 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED continuou
em US$ 40 bilhões.
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DIAP, 01 de março
de 2010
Seguro-desemprego, informais e terceirização
nas comissões do Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reúne,
nesta terça-feira (2), às 10 horas, na pauta, pode ser
deliberado o projeto que tem o objetivo de conceder o benefício
do seguro-desemprego às pessoas que trabalham indiretamente na
pesca artesanal. Pela legislação atual, somente os pescadores
têm direito a esse benefício.
De acordo com o PLS 238/05,
do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), serão beneficiados os trabalhadores
que exerçam sua atividade na confecção e no reparo
de embarcações, na captura ou coleta de caranguejos, mariscos
ou algas e no seu processamento, bem como empregados em atividades que
contribuem diretamente para o exercício da pesca.
Os trabalhadores que exercem
essas atividades passarão a ter acesso aos direitos previdenciários
e ao benefício do seguro-defeso (período de reprodução
e crescimento dos peixes em que fica proibida a pesca), que hoje é
restrito ao pescador artesanal.
O relator do projeto, senador
Antonio Carlos Valadares (PSB/SE), apresentou parecer favorável
pela aprovação da matéria, com substitutivo.
A proposição já
teve parecer aprovado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do
Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e Comissão
de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).
Após análise da
CAE, o projeto segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
onde decisão será terminativa.
Trabalhadores
informais
Também está na pauta da CAE, o PLS 584/07, do senador
Marcelo Crivella (PRB/RJ), que dispõe sobre a regularização
e formalização do contrato de trabalho de trabalhadores
informais e o parcelamento de débitos perante o Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS).
O projeto tem parecer pela aprovação,
do senador João Vicente Claudino (PTB/PI).
Depois de ser apreciada na CAE,
a matéria será examinada na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
A reunião na CAE acontecerá
no plenário 19, Ala Alexandre Costa.
Terceirização
do trabalho no campo
Está na pauta da Comissão de Constituição
e Justiça e Cidadania (CCJ), que se reúne nesta quarta-feira
(3), às 10h, está o projeto que permite a atividade de
empresas de trabalho temporário no meio rural. Trata-se do PLS
171/04, do senador Ramez Tebet (PMDB/MS).
O projeto dispõe sobre
o trabalho temporário nas empresas urbanas e dá outras
providências, para permitir a utilização do trabalho
temporário na área rural.
A alteração na
lei abre brecha para a terceirização indiscriminada do
trabalho no meio rural. A mudança pode facilitar a ação
dos "gatos", como vulgarmente são conhecidos os aliciadores
que atuam no campo brasileiro.
A senadora Kátia Abreu
(DEM/TO) apresentou parecer pela aprovação, com a emenda
apresentada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária
(CRA). A senadora Marina Silva (PV/AC) apresentou voto em separado pela
rejeição da matéria, por inconstitucionalidade
e injuridicidade.
Em seguida, a matéria
será apreciada também pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Adicional
de insalubridade
Está na pauta da CCJ o PLS 484/08, do senador Marconi Perillo
(PSDB/GO), que altera o artigo 192 da Consolidação das
Leis Trabalhistas (CLT), modificando a base de cálculo do adicional
de insalubridade.
O objetivo do projeto é
adequar o artigo à Súmula Vinculante nº 4 do Supremo
Tribunal Federal, de 9 de maio de 2008, cujo o teor é: "Salvo
nos casos previstos na Constituição, o salário
mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo
de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído
por decisão judicial".
O relator da matéria
é o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), que apresentou relatório
pela aprovação do texto, com duas emendas.
A seguir, a proposição
será apreciada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
em decisão terminativa.
Os trabalhos da CCJ serão
realizados no plenário 3, na Ala Alexandre Costa.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 dee março de 2010 | Dinheiro
Entrega da declaração do
IR começa hoje
Receita libera programa às 8h; quem
enviar logo, e tiver restituição, tem mais chance de receber
dinheiro nos primeiros lotes |Declarar pela internet é a maneira
mais fácil, rápida e segura de prestar contas ao fisco;
este é o último ano para declarar em formulário
MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL
Hoje, a partir das 8h, os contribuintes
já poderão entregar à Receita Federal as declarações
do Imposto de Renda deste ano, referentes aos ganhos obtidos em 2009.
A entrega terminará às 23h59min59s (horário de
Brasília) do dia 30 de abril.
Para prestar contas ao fisco o contribuinte tem de baixar dois programas
no site da Receita: o da própria declaração e o
Receitanet (este para enviá-la).
Quem enviar a declaração nos primeiros dias, e tiver restituição,
terá mais chance de receber o dinheiro nos primeiros lotes -mensalmente,
a partir de 15 de junho. Normalmente, o primeiro lote contempla os idosos
(contribuintes com 60 anos de idade ou mais) e aqueles que enviam as
informações nos primeiros dias.
Prestar contas ao fisco é uma tarefa relativamente simples, desde
que o contribuinte esteja com a papelada em ordem. Os principais documentos
para isso são o informe de rendimentos (fornecido pelas empresas
ou pelo INSS, no caso de aposentados) e os informes financeiros (fornecidos
pelos bancos). Esses documentos deveriam ter sido entregues aos contribuintes
até sexta-feira.
Além desses, outros documentos necessários para prestar
contas ao fisco são recibos de despesas médicas e de mensalidades
escolares, notas de compra/venda de veículos, documentos que
comprovem a compra/venda de imóveis, comprovantes de recebimento
de aluguel, Darfs que comprovem o pagamento do carnê- -leão
(para quem é autônomo ou recebe aluguel) etc.
Com todos esses documentos em ordem, e uma cópia da declaração
do ano passado, o contribuinte não gastará mais de uma
hora para fazer sua declaração. Por esse motivo, é
aconselhável não deixar a entrega para os últimos
dias.
Poucas
mudanças
Não há muitas mudanças nas regras para a declaração
deste ano. Duas delas, porém, vão reduzir significativamente
o número de declarantes. A Receita espera receber 24 milhões
de declarações (em 2009 foram 25,57 milhões de
declarações).
A primeira mudança é a que fixa o valor do patrimônio
que obriga o contribuinte a declarar. Para este ano, estão dispensados
de declarar os contribuintes com patrimônio (dinheiro, imóveis,
veículos etc.) de até R$ 300 mil, desde que não
se enquadrem em qualquer outra hipótese que obrigue à
entrega (até o ano passado esse valor era de apenas R$ 80 mil).
A segunda mudança importante refere-se aos titulares ou sócios
de empresas. Agora, os titulares ou sócios de empresas de qualquer
porte, mesmo inativas, que também estavam automaticamente obrigados
a declarar, só precisam prestar contas à Receita se estiverem
enquadrados nos demais critérios de obrigatoriedade.
Mesmo que não se enquadre em nenhuma dessas hipóteses
que obrigam à entrega da declaração, o contribuinte
que teve IR retido na fonte em 2009 terá de apresentar a declaração
para receber o dinheiro de volta.
Serviço esclarece dúvidas
A partir do dia 9 deste mês, os leitores da Folha terão
esclarecimentos sobre como fazer a declaração deste ano.
As respostas, dadas pelos consultores da IOB, serão publicadas
de terça-feira a sábado, no caderno Dinheiro.
Perguntas: por e-mail, para dinheiro@uol.com.br; fax, pelo fone 0/xx/11/3224-2287;
e cartas, para al. Barão de Limeira, 425, 4º andar, Campos
Elíseos, CEP 01202-900 - SP.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 dee março de 2010 | Brasil
Só 14% aprovam a atuação
do Congresso
Pesquisa do Datafolha mostra que 39% acham a
performance parlamentar federal ruim ou péssima, e outros 39%,
regular | A melhor avaliação partiu dos pesquisados que
têm simpatia pelo PMDB: 20% consideram o desempenho como ótimo
ou bom
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A avaliação
popular do desempenho do Congresso Nacional continua mais negativa do
que positiva, mas a percepção se mantém estável
em relação ao levantamento mais recente realizado pelo
Datafolha.
De acordo com levantamento do instituto, 14% dos entrevistados consideram
o desempenho dos congressistas ótimo ou bom, 39% acham que é
apenas regular, e outros 39% dizem que a performance dos parlamentares
brasileiros é ruim ou péssima.
Nesta pesquisa, foram ouvidas 2.623 pessoas acima de 16 anos nas cinco
regiões geográficas do país, entre os dias 24 e
25 de fevereiro. A margem de erro para o total da amostra é de
dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os pesquisados que manifestaram preferência pelo PSDB, partido
que faz oposição ao governo federal e cujo pré-candidato,
José Serra, lidera a corrida presidencial, foram os mais duros
na avaliação do Congresso: só 7% o consideraram
ótimo ou bom, enquanto 56% disseram que é ruim ou péssimo.
Os que preferem o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (e da ministra Dilma Roussef, candidata da sigla à Presidência),
foram mais condescendentes: 17% consideram o Congresso ótimo
ou bom, e 35%, ruim ou péssimo.
A melhor avaliação do Congresso, porém, partiu
dos pesquisados que têm maior simpatia pelo PMDB, justamente o
partido dos presidentes tanto da Câmara, Michel Temer (SP), quanto
do Senado, José Sarney (AP), e que tem forte presença
quantitativa no parlamento.
Entre eles, 20% consideram o desempenho dos parlamentares federais como
ótimo ou bom, e 37%, ruim ou péssimo.
Na rodada anterior, feita entre 14 e 18 de dezembro do ano passado,
o resultado foi bastante semelhante: 15% de ótimo e bom, 39%
de regular e 40% de ruim e péssimo. Também naquela pesquisa
a margem de erro era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Apesar da estabilidade no cômputo geral do levantamento, a reprovação
dos congressistas aumentou de 47% para 51% entre os mais escolarizados
e foi de 48% para 55% entre os que declaram renda familiar de cinco
a dez salários mínimos.
Dos entrevistados que ganham acima desse valor, mais da metade (53%)
considera o trabalho do Congresso ruim ou péssimo.
Os números que estão sendo publicados hoje mostram uma
cristalização da avaliação geral do Congresso,
que mantém suas taxas nos dois extremos, com poucas oscilações,
desde março de 2007, data da primeira sondagem do tipo realizada
pelo Datafolha.
A variação de ótimo e bom ficou entre 13% a 19%
no período, enquanto a de ruim e péssimo sofreu uma oscilação,
em três anos, entre 30% e 45%.
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GAZETA DO POVO, 01 de março
de 2010 | Vida Pública
Datafolha
Dilma cresce em todas as regiões
Pesquisa mostra que a petista aproveitou a imobilidade
tucana e reduziu a desvantagem para 4 pontos. No Sul e no Sudeste, no
entanto, Serra se mantém 14 pontos à frente
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma
Rousseff, reduziu sua desvantagem em relação ao pré-candidato
do PSDB, José Serra, ganhando pontos em todas as regiões
do país, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem pelo jornal
Folha de S. Paulo. Com 28% das intenções de voto, ela
aparece 4 pontos atrás do tucano, agora com 32%.
O Datafolha realizou 2.623 entrevistas
com eleitores, em 24 e 25 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa
é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Isso coloca
os dos candidatos tecnicamente empatados, no limite da margem de erro.
Na pesquisa que o instituto havia divulgado em dezembro, a diferença
era de 14 pontos.
Serra perdeu votos inclusive
no Sudeste, seu reduto eleitoral, e que concentra 42% dos eleitores
do país. Dilma subiu de 19% para 24% e Serra caiu de 41% para
38% no Sudeste. No Sul, o candidato do PSDB passou de 39% para 38% e
a petista cresceu de 19% para 24%. Se consideradas só essas duas
regiões, o tucano ainda estaria 14 pontos à frente da
candidata do governo. O quadro tende a mudar a tática petista
nesses estados nos próximos meses.
Considerando todas as regiões
brasileiras juntas, Serra perdeu 5 pontos e Dilma ganhou 5.
Apesar de estar atrás no Sul e no Sudeste, Dilma ampliou sua
vantagem no Nordeste. Subiu de 31% para 36%, tirando votos de Serra,
que caiu de 28% para 22%. As regiões Norte e Centro-Oeste, por
sua vez, praticamente reproduzem as médias nacionais, com 32%
dos votos para o candidato tucano e 29 para a petista.
Dilma pode ter se beneficiado
do fato de Serra não estar se dedicando à disputa eleitoral.
No entanto, para o Datafolha, seu crescimento deve-se
principalmente à transferência de votos de eleitores que
votariam em Lula ou em alguém indicado por ele. A aprovação
de Lula bateu novo recorde, segundo o instituto – 73% dos entrevistados
o avaliam como bom ou ótimo.
Não houve variação
expressiva também para os outros dois candidatos citados nas
entrevistas. Ciro Gomes (PSB) passou de 13% para 12% e Marina Silva
se manteve com 8% na comparação com a pesquisa Datafolha
realizada em dezembro.
A pesquisa também
apresentou um cenário sem a presença de Ciro. Nessa simulação,
aumentam para 38% as intenções de voto em Serra. Dilma
atinge 31%. E Marina Silva fica com 10%. Num cenário com Aécio
Neves, governador de Minas Gerais, Dilma obtém 30% dos votos.
Ciro fica com 21%; Aécio teria 13%; e Marina, 11%. No cenário
sem Serra e sem Ciro, Dilma obtém 34%; Aécio, 18%; e Marina,
15%.
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GAZETA DO POVO, 01 de março
de 2010 | Vida Pública
Datafolha
Lula poderá definir 42% dos votos
Publicado em 01/03/2010 | Agência Estado
A pesquisa Datafolha mostra que 42% dos entrevistados pretendem votar
no candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
– e nem todos sabem que sua preferida é Dilma Rousseff.
Isso indica o potencial de crescimento da ministra. Outros 26% dizem
que “talvez” sigam a opção de Lula, e 22%
rejeitam essa possibilidade. O próprio presidente ainda é
citado como candidato preferido em 2010, embora ele esteja impedido
pela Constituição de disputar uma
nova reeleição. O nível de desinformação
sobre esse fato, porém, tem caído.
No cenário de segundo
turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com
45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%.
O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções
de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma
vence com 48%, contra 26% de Aécio Neves.
De acordo com o Datafolha,
o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição
entre os presidenciáveis, com 25%, seguido
de Dilma com 23%. Ciro pe rejeitado por 21%; Aécio por 20%; e
Marina por 19%. A pesquisa avaliou também o índice de
aprovação do presidente Lula.
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GAZETA DO POVO, 01 de março
de 2010 | Vida Pública
Avaliação tucana
Desempenho se deve à intensa exposição
Publicado em 01/03/2010 | Das agências
A vantagem de Dilma Roussef (PT) sobre José Serra (PSDB) na disputa
eleitoral é atribuída à sua intensa exposição
na mídia pelo governo e por seu partido. Na avaliação
dos tucanos, aos olhos do eleitor, ela ainda corre sozinha rumo à
Presidência.
Para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR),
líder do partido no Senado, o crescimento de 5 pontos porcentuais
foi consequência do lançamento da pré-candidatura
de Dilma. “O resultado reflete o impacto provocado pela enorme
publicidade em toda a mídia nacional por ocasião do lançamento
oficial da candidatura da ministra durante o 4º Congresso Nacional
do PT (em 20 de fevereiro)”, afirmou o senador.
Lula poderá definir 42%
dos votosAs especulações sobre uma suposta desistência
de Serra vêm sendo refutadas. O cientista político Carvalho
Teixeira considera que Serra “dificilmente abrirá mão
da candidatura a presidente, embora esteja deixando a decisão
para o último minuto”. “Serra está com a intenção
de votos cristalizada em um bom nível, mas parece com dificuldades
para atrair eleitores indecisos”, opina.
O presidente do PT, José
Eduardo Dutra, afirmou ontem que se surpreendeu com os resultados da
pesquisa Datafolha a favor de Dilma Rousseff na disputa presidencial.
“O crescimento foi maior do que o esperado.”
Ele concorda com Alvaro
Dias sobre a influência da exposição da ministra
na ampliação de suas intenções de voto.
No entanto, isso é irrelevante, na sua avaliação.
“O que importa não é o índice de crescimento,
mas o crescimento sustentado da candidatura”, afirma o tucano.
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VERMELHO, 01 de março
de 2010 | Brasil
Analista da Folha avalia que Dilma passa
Serra a partir de abril
O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha Online, interrompeu suas férias
para postar em seu blog uma avaliação dos resultados da
última pesquisa Datafolha, publicada neste domingo (28) na Folha
de S. Paulo. Segundo Rodrigues, “Dilma subirá mais ainda
nas pesquisas” e deve ultrapassar o adversário tucano José
Serra “logo após sair da Casa Civil”.
A pretexto de comentar o nível
“desconhecimento” da candidata petista, Rodrigues aponta
alguns “cenários” enxergados por marqueteiros para
o próximo período. Entre eles, destaca que “Dilma
subirá mais ainda nas pesquisas” por conta das ações
do governo e da popularidade do presidente Lula.
O jornalista aponta ainda que
“não será surpresa se Dilma passar José Serra
logo após sair da Casa Civil” e que a candidata da situação
“começará a estabilizar então em seguida,
podendo cair um pouco” durante o intervalo de tempo entre a saída
do governo e o início da campanha eleitoral, mas que “a
partir daí, tudo dependera do desempenho do programa eleitoral
e da capacidade dos dois principais candidatos, Dilma e Serra, de convencerem
o eleitor sobre quem é o mais adequado para seguir a “obra”
do super bem avaliado Lula.
Ele finaliza a lista de “cenários”
comentando que “será uma campanha dura, mas em teoria muito
mais fácil para o PT e para Dilma por conta da grande popularidade
de Lula e por causa da desarticulação do PSDB nos Estados
e da ausência do mineiro Aécio Neves na campanha tucana
(a não ser que venha a ser vice de Serra, o que parece altamente
improvável”.
No caso dos outros candidatos a presidente, Fernando Rodrigues fez as
seguintes observações:
José Serra (PSDB): a
resiliência do tucano é grande, pois ele ainda se mantém
à frente de Dilma apesar da gigantesca máquina de propaganda
federal a favor da candidata do PT. Mas o casco do navio do PSDB está
muito avariado. Basta dizer que Serra é hoje, numericamente,
o candidato a presidente com maior rejeição entre os que
estão no páreo. Pior: perdeu pontos em todos os cenários
e em todas as regiões do país, segundo o Datafolha.
A grande esperança tucana
é desconstruir Dilma e provar ao eleitor que Serra seria o melhor
nome para ocupar o lugar de Lula. Não é tarefa simples
–e a curva do tucano está embicando para baixo.
Ciro Gomes (PSB): não
aconteceu. Teve seus 10 minutos de propaganda eleitoral em fevereiro.
O efeito foi nulo. Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, tem 12%, segundo
o Datafolha. No seu partido são poucos os que desejam a manutenção
da postulação ao Planalto. Para complicar, está
mais do que provado que Ciro tende a não ser necessário
para garantir a passagem de Dilma ao segundo turno.
Os números do Datafolha
A pesquisa Datafolha divulgada
neste domingo (28), mostra a pré-candidata do PT com 28% das
intenções de voto (cinco pontos a mais que na pesquisa
anterior), praticamente empatada com o provável candidato da
oposição, José Serra, que despencou cinco pontos
desde a última pesquisa do instituto.
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FOLHA DE SÃO PAULO,
01 dee março de 2010 | Brasil
Legislativo do DF é o mais caro
do Brasil
Na Casa que protagonizou um dos maiores escândalos
de 2009, o custo de cada deputado distrital será de R$ 14 milhões
| Depois do Distrito Federal, os legisladores que custam mais proporcionalmente
são os de Minas Gerais (R$ 10,3 mi) e SC (R$ 8,2 mi)
FELIPE BÄCHTOLD
SÍLVIA FREIRE
DA AGÊNCIA FOLHA
Foco de um dos maiores escândalos
de 2009, o Legislativo do Distrito Federal é também o
mais caro proporcionalmente no país. Levantamento feito pela
Folha mostra que o custo de cada deputado distrital será de R$
14 milhões em 2010. Após o DF, os deputados estaduais
mais caros são os de Minas (R$ 10,3 milhões) e de Santa
Catarina (R$ 8,2 milhões).
Neste ano eleitoral, as Casas legislativas estaduais vão receber
juntas R$ 6,7 bilhões, o que representa um aumento de 13% em
relação a 2009. O volume de recursos públicos direcionados
aos Legislativos neste ano vai ser quase equivalente aos gastos previstos
para o Senado e para a Câmara, que serão, juntos, de R$
6,8 bilhões.
Roraima, apesar de o orçamento da Assembleia ter caído
em 2010, é o Estado onde o custo per capita do Legislativo é
o mais alto entre as 27 Casas: R$ 258 por habitante em 2010.
Para custear os 24 deputados do DF, o governo local reservou no orçamento
de 2010 R$ 354,5 milhões. A direção da Casa diz
que o valor foi reduzido posteriormente para R$ 336 milhões.
Em comparação, Tocantins -o Estado com a Assembleia Legislativa
de menor previsão de despesa- separou R$ 79,6 milhões
para bancar também 24 deputados.
A Câmara Distrital esteve no centro da série de denúncias
de corrupção que culminaram na prisão do governador
José Roberto Arruda (sem partido). No fim do ano passado, um
vídeo divulgado após uma operação da Polícia
Federal mostrou o então presidente da Casa, Leonardo Prudente
(sem partido), embolsando dinheiro e colocando na meia. Ele acabou renunciando
à presidência.
Riscos
Cada Estado tem autonomia para definir os valores repassados às
Assembleias Legislativas pelo Executivo. Em Santa Catarina, há
uma lei fixando uma porcentagem das receitas do Estado para o Legislativo.
Também há diferenças em relação à
proporção de gastos com as Casas legislativas pelo país.
No Amapá, 6,1% de toda a verba anual do Estado vai para a Assembleia,
enquanto em São Paulo o percentual é de 0,5%.
As Assembleias de Sergipe e Acre tiveram os orçamentos congelados
pelos respectivos Executivos em 2010. Em Alagoas, a proposta de Lei
Orçamentária, ainda não votada, prevê também
o congelamento do repasse em 2010.
A professora de ciências sociais da Unesp (Universidade Estadual
Paulista) Márcia Teixeira de Souza, que pesquisa a atuação
do Legislativo, diz que há risco de uso eleitoral da verba das
Casas na campanha sem que haja mecanismos eficientes da sociedade para
fiscalizar os gastos dessas instituições.
Souza diz ainda que, com a Constituição de 1988, as Assembleias
Legislativas sofreram um "esvaziamento" porque houve uma federalização
de políticas públicas aliada à designação
de responsabilidades aos municípios. "O parlamentar mesmo
vem perdendo um pouco de chão em relação à
sua própria atuação", diz.
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FOLHA DE SÃO PAULO, 01 de março
de 2010 | Opinião
VALDO CRUZ
Riscos da soberba
BRASÍLIA - A subida de Dilma no Datafolha, atingindo patamar
imaginado pelo PT apenas para final de março, reforça
o discurso de uma ala de sua campanha que defende a imposição
ao PMDB do nome do candidato a vice.
Dentro dessa estratégia, o negócio é empurrar com
a barriga a escolha do companheiro de chapa de Dilma. Antes de maio,
nem pensar, quando, esperam os petistas, a ministra inverterá
as posições com o tucano José Serra e passará
a liderar a corrida eleitoral.
Aí, Dilma estará forte o suficiente para impor ou pelo
menos ter direito a veto no processo de escolha de seu candidato a vice.
Pelo menos é o que essa ala petista deseja.
Tal articulação não tem apoio irrestrito no governo
e no PT. Há quem defenda o nome do presidente do PMDB, Michel
Temer, preferido da cúpula peemedebista.
Para esse grupo, Temer não é fundamental para a eleição,
mas será essencial no pós-campanha. Caso Dilma ganhe a
eleição, ele azeitará a relação da
petista com sua base aliada no Congresso. Principalmente o PMDB.
O principal sinal de que tudo está indefinido e que o PMDB tem
motivos para estar aflito vem do silêncio presidencial. Recentemente,
um empresário foi testemunha disso. Em conversa com Lula, ele
defendeu a escolha de Temer como nome ideal a vice. Não ouviu
uma palavra em resposta à sua tese.
O fato é que o PMDB, a despeito de não gostar nem um pouquinho
desse jogo de empurra-empurra dos petistas, por enquanto não
tem muito o que fazer. A ameaça de bandear para a canoa dos tucanos
vai perdendo força na medida em que Dilma cresce nas pesquisas
de intenção de votos.
Só faria sentido, à essa altura do campeonato, se tudo
mudasse no ninho tucano: Serra desistindo da candidatura e Aécio
Neves se tornando o nome do PSDB na disputa presidencial. Esse, por
sinal, é o único cenário que hoje assusta os petistas.
No mais, acham que a eleição está no papo.
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GAZETA/ BENTO GONÇAVES-RS,
01 de março de 2010
RS: Trabalhadores da Construção
encaminham pauta do dissídio
A assembleia realizada no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção e do Mobiliário (Sitracom BG) na
tarde da sexta-feira (19 de fevereiro), definiu a pauta de reivindicações
que será apresentada aos sindicatos patronais da construção
civil, mármores e granitos para o dissídio de 2010. Ambas
as categorias tem como data base o dia 1º de maio. Para o presidente
do Sitracom BG, Ivo Vailatti, a participação dos trabalhadores
e a condução dos trabalhos feita de acordo com a vontade
soberana da assembleia evidencia o espírito do Sindicato. “Vamos
apresentar aos patrões uma lista de pedidos que foi analisada
e discutida pelos próprios trabalhadores”, comentou.
Uma das principais reivindicações dos trabalhadores para
o acordo coletivo é o reajuste correspondente à inflação
do último ano acrescida de aumento real. “Desta forma,
o profissional da construção civil alcançaria um
ganho que pode chegar a três salários mínimos”,
comenta o presidente Ivo Vailatti.
Durante a assembleia os trabalhadores também mostraram preocupação
com a questão da segurança nos canteiros de obras. Vailatti
destacou que as empresas são obrigadas por lei a fornecer todo
o material de segurança para o trabalhador. “Além
disso, o trabalhador tem a obrigação de usar este material
que lhe foi fornecido. Não se pode desafiar os princípios
de segurança. Isto fatalmente resulta em acidente de trabalho
e o resultado se traduz em perdas para a família, trabalhador,
empresa e sociedade”, observou. A orientação do
Sitracom BG é para que os trabalhadores denunciem as empresas
que forem omissas em relação à segurança
dos trabalhadores.
Com esta assembleia, encerra-se o ciclo dos acordos coletivos com data
base em 1º de maio. Outras duas também foram realizadas
em Vila Flores (olarias) e Parai (marcenarias).
Algumas reivindicações
dos trabalhadores
- Quinquênios – 5% para cada cinco anos na empresa
- Adicional noturno
- Anotação da função real em Carteira de
Trabalho
- Participação nos lucros
- Aviso prévio proporcional ao tempo de trabalho
- Cesta básica
- Multa para o atraso no pagamento dos salários equivalente a
um dia de trabalho
- Adicional de jaús
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
01/03/2010
Alegação do princípio
de isonomia não é suficiente para reverter demissão
por justa causa
Igualdade de tratamento por parte da empregadora que reverteu a dispensa
por justa causa no caso de quatro colegas grevistas. Essa pretensão,
defendida em ação movida por um ex-empregado da Bertin
S/A, se apoia no argumento de que os que conseguiram a benesse também
não retornaram ao trabalho após a convocação
patronal, quando a greve foi considerada ilegal judicialmente e houve
acordo entre empresa e sindicato para o fim do movimento paredista.
A tese, no entanto, não obteve acolhida na Justiça do
Trabalho. Segundo o ministro Emmanoel Pereira, relator de recurso do
trabalhador na Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, “não
há, no caso específico, afronta ao princípio da
isonomia”.
O trabalhador, que se apresentou
na empresa dez dias após a convocação, obteve o
deferimento de seu pedido no juízo de origem, e iria receber
as verbas rescisórias de acordo com a dispensa imotivada. A Bertin,
porém, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª
Região (MS), que reformou a sentença e manteve a justa
causa. Em sua fundamentação, o TRT/MS julgou que a conduta
do empregador está dentro de seu poder potestativo, poder oriundo
do contrato de trabalho e que lhe permite agir segundo seu arbítrio.
No TST, o ministro Emmanoel
Pereira verificou que, de acordo com a constatação do
TRT da 24ª Região, a demissão ocorreu por ato de
insubordinação e mau procedimento do empregado, “pois
desrespeitou a data pactuada para retornar ao trabalho, mesmo após
composição amigável com o sindicato pelo fim do
movimento paredista”. O ministro informa, ainda, que o trabalhador
cometeu atos de tumulto e impediu o acesso de outros empregados ao trabalho.
Segundo o relator, diante dos
fatos delineados pelo Regional e dos precedentes existentes no Tribunal
Superior do Trabalho em relação a demandas que tratam
da mesma questão, a decisão da empresa em demitir o autor
da reclamação encontra amparo nas disposições
celetistas previstas no artigo 482 da CLT. A Quinta Turma, então,
rejeitou o apelo do trabalhador ao não conhecer do seu recurso
de revista, por necessitar de revolvimento de fatos e provas, o que
não é permitido em instância superior. RR - 121900-14.2008.5.24.0086
(Lourdes Tavares)
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01/03/2010
Para contestar excesso de penhora,
é necessário utilizar-se de recurso próprio
Em decisão unânime,
a Seção II Especializada em Dissídios Individuais
do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso ordinário das
Indústrias Têxteis Aziz Nader para reduzir o valor bloqueado
na execução de créditos salariais devidos a ex-empregado
da empresa.
Como esclareceu o relator, ministro
Barros Levenhagen, a 2ª Vara do Trabalho de Americana, em São
Paulo, bloqueou valores da conta bancária dos sócios e
da empresa excedentes à quantia da condenação com
o objetivo de assegurar recursos para outras execuções
em andamento.
Ainda segundo o relator, a empresa
já tinha apresentado embargos à execução
no juízo, sem sucesso. Em seguida, entrou com agravo de petição
no Tribunal do Trabalho de Campinas (15ª Região), que estava
pendente de julgamento. Mesmo assim, a indústria insistiu na
tese da ilegalidade da penhora em excesso por meio de um mandado de
segurança no TRT.
Com o entendimento do Regional
de que o mandado de segurança não era o meio processual
adequado para discutir a matéria, a parte recorreu ao TST com
um recurso ordinário. Durante o julgamento na SDI-2, a advogada
argumentou que, apesar de a empresa ter sido condenada a pagar cerca
de R$ 62 mil ao ex-empregado, na fase de execução, foram
bloqueados R$ 300 mil.
A defesa alegou que, nos termos
do artigo 653 do CPC, a penhora deve ser feita apenas dos bens suficientes
para garantir a execução. Desse modo, era ilegal a decisão
de penhorar valores além do necessário para a execução.
No entanto, o ministro Barros
Levenhagen explicou que não era possível a renovação
em mandado de segurança da mesma pretensão pendente de
julgamento (no caso, o agravo de petição no TRT), até
para evitar pronunciamentos contraditórios sobre o mesmo tema.
Por analogia, o ministro aplicou
a Orientação Jurisprudencial nº 54 da SDI-2, segundo
a qual “ajuizados embargos de terceiro (artigo 1.046 do CPC) para
pleitear a desconstituição da penhora, é incabível
a interposição de mandado de segurança com a mesma
finalidade”. (ROAG – 177500-36.2008.5.15.0000)
(Lilian Fonseca)
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01/03/2010
SDI-1 aceita antecipação
de participação nos lucros em acordo para preservar empregos
A antecipação
do pagamento da Participação dos Lucros e Resultados (PRL),
aprovada em acordo coletivo para permitir a redução de
salários e evitar demissões na Volkswagen do Brasil LTDA,
foi aceita pela Seção I Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1) ao julgar favorável
recurso da empresa.
Os sindicatos do ABC paulista
fizeram um acordo para reduzir o salário em 85%, com a diferença
a ser compensada com o pagamento mensal da participação
dos lucros. Pela Lei 10.110 de 2000, a PLR é paga duas vezes
ao ano, não tem reflexos nas verbas trabalhistas, como férias
e 13º salário, e é vetada sua antecipação.
A proibição tem o objetivo de evitar que o empregador
burle a legislação e a pague como remuneração
mensal, sem as obrigações salariais.
No entanto, alegando exatamente
essa intenção da Volkswagen, um metalúrgico entrou
com uma ação na Justiça do Trabalho com o intuito
de receber direitos que, segundo alegou, não teriam sido pagos.
Ao julgar o processo, a Terceira Turma do TST concordou com os argumentos
do reclamante. Para a Turma, a autonomia constitucional para a realização
de acordos coletivos (art. 7º CF) “não é absoluta,
encontrando limites em norma de ordem pública ou com disposição
expressa de caráter proibitivo”.
No entanto, ao recorrer à SDI-1 do TST, a empresa conseguiu reverter
esse entendimento e foi liberada da condenação de pagar
os direitos referentes a PRL. O ministro Caputo Bastos, relator do processo,
ao fazer a ressalva de que não está “a pronunciar
a total flexibilidade dos direitos do trabalhador”, concluiu que
não houve prejuízo aos empregados no acordo em questão.
No caso, em respeito à
Constituição, prosseguiu o relator, “buscou-se,
sim, a proteção do bem maior do trabalhador, o seu emprego,
visto que, no aludido acordo, previa-se a redução da carga
horária com a correspondente diminuição salarial”.
O resultado da SDI-1 foi unânime, mas com “ressalva de fundamentação”
dos ministros Augusto Cesar de Carvalho, Lelio Bentes Côrrea,
Luiz Philippe Vieira de Mello Filho e Rosa Maria Weber.
(E-ED-RR-168300-04.2003.5.02.0465)
(Augusto Fontenele)
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01/03/2010
Herdeiro de vítima de acidente consegue
indenização por dano moral em R$ 220 mil
Os ministros da Sétima
Turma do TST não aceitaram recurso da empresa Pandurate Alimentos
Ltda., que pretendia a revisão do valor de indenização
fixado por decisão do Tribunal Regional da 2ª Região
(SP).
A empresa foi condenada ao pagamento
de R$ 220 mil, a título de indenização por dano
moral ao herdeiro de uma empregada vítima de acidente fatal quando
fazia limpeza da câmara de climatização de pães
no local de trabalho. A empregadora alegou ser abusivo o valor arbitrado
e, assim, recorreu da decisão regional.
O Tribunal Regional considerou
em sua análise, além do próprio evento da morte
da empregada, a situação familiar e a condição
do autor do pedido, à época uma criança de apenas
oito anos privada da companhia materna quando mais precisava dela. Nesse
contexto, entendeu ser razoável o valor fixado uma vez que a
indenização não visaria apenas quitar eventual
prejuízo financeiro, mas compensar o herdeiro por danos não
passíveis de ressarcimento.
Na Sétima Turma, a relatora
do processo, juíza convocada Maria Doralice Novaes, destacou
que a análise do TRT da 2ª Região, pautada pelos
princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, afasta a
violação direta ao art. 5.º, V, da Constituição
Federal, nos termos do art. 896, c, da CLT. Desse modo, a Turma decidiu
unanimemente não acolher o recurso de revista da empresa. (RR
173000-37.2007.5.02.0318)
(Raimunda Mendes)
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01/03/2010
Empresa perde recurso por diferença
de R$ 0,18
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho não acatou agravo de instrumento da Engesa Engenharia
S/A, o que mantém a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 17ª Região quanto ao trancamento de um recurso de revista,
por deserção, decorrente do fato de que o depósito
recursal foi recolhido com uma diferença de R$ 0,18 a menos do
valor estipulado.
No caso em questão, o
valor da condenação foi estipulado em R$ 10 mil reais.
Para recorrer a primeira vez da sentença da Vara do Trabalho
para o Tribunal Regional, a empresa fez o depósito de R$ 4.678,13.
No segundo recurso, ao TST, o valor seria de R$ 8.803,52, mas como a
soma dos depósitos não pode ultrapassar o valor da condenação
(Súmula 128 do TST), essa quantia baixou para R$ 5.321,87. No
entanto, a Engesa depositou apenas R$ 5.321,69.
De acordo com o TRT, essa diferença
“dá ensejo à deserção do apelo, ainda
que se considere que o valor depositado a menor seja ínfimo”.
A empresa recorreu com agravo de instrumento ao TST para que fosse revista
a decisão do Tribunal Regional. No entanto, a ministra Dora Maria
da Costa, relatora do processo na Oitava Turma, alegou que cabia à
empresa “efetuar o depósito recursal no valor integral
e no prazo legal, consoante o valor limite da tabela, salvo se atingido
o valor da condenação.”
Quanto ao fato da diferença dos valores do depósito ser
“irrisória”, a ministra citou a Orientação
Jurisprudencial nº 140-SDI-1 do TST, que dispõe: “Ocorre
deserção do recurso pelo recolhimento insuficiente das
custas e do depósito recursal, ainda que a diferença em
relação ao quantum devido seja ínfima, referente
a centavos.” (TST-AIRR-16440-24.2004.5.17.005)
(Augusto Fontenele)
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01/03/2010
Vínculo de emprego com a Xerox,
reconhecido em juízo, não gera multa do artigo 477
Com recurso ao Tribunal Superior
do Trabalho, a Xerox Comércio e Indústria Ltda. obteve
sucesso na sua intenção de deixar de pagar a multa do
parágrafo 8º do artigo 477 da CLT. Segundo a relatora do
processo na Quinta Turma, ministra Kátia Magalhães Arruda,
o entendimento do TST é que essa multa é devida quando
o empregador, ao encerrar o contrato de trabalho, não quita as
verbas rescisórias com o trabalhador no prazo correto. Não
é o caso da relação empregatícia controvertida,
e só reconhecida em juízo.
A reclamação trabalhista
teve origem em um contrato de prestação de serviços
com um representante técnico. Pelo que registra o Tribunal Regional
do Trabalho da 6ª Região (PE), após serem ouvidos
vários depoimentos, verificou-se que o trabalhador observava
jornada estabelecida, diária, sendo fiscalizado e remunerado
de forma fixa. Concluiu, inclusive, que o contrato de prestação
de serviços foi “uma estratégia para tentar quebrar
a continuidade da relação de emprego”, que teve
início em 1987.
Quanto à multa, o entendimento
do TRT/PE é que a controvérsia acerca da relação
de emprego, resolvida em juízo, “não veda o deferimento
da verba”. Manteve, então, a sentença que reconheceu
o vínculo de emprego, mandando pagar as verbas rescisórias
e a multa do artigo 477. A Xerox questionou a decisão no TST,
inclusive quanto ao vínculo. Ao examinar o recurso de revista,
a ministra Kátia Arruda reformou o acórdão regional
apenas quanto à multa.
A relatora considera que, sendo
controvertida a relação existente entre trabalhador e
empresa, “não há como se aferir se houve extrapolamento
do prazo para o pagamento das parcelas rescisórias e, tendo sido
refutada pela empresa a própria relação de emprego,
não haveria, naquele momento, em tese, responsabilidade para
com o pagamento”.
Acrescenta, ainda, a ministra
Kátia, que somente após a decisão que declara ou
reconhece a relação empregatícia é que se
inicia o prazo a que se refere o artigo 477, “motivo pelo qual
é inexigível o pagamento das verbas rescisórias
antes da decisão judicial definidora da natureza da relação
jurídica”. A Quinta Turma, seguindo o voto da relatora,
deu provimento ao recurso para excluir a multa do artigo 477, parágrafo
8º, da CLT da condenação imposta à Xerox.
(RR - 16300-41.2005.5.06.0011)
(Lourdes Tavares)
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