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O ESTADO DO PARANÁ, 05 de março
de 2010 | Economia
Produção industrial sobe
1,1% em janeiro
A produção industrial do País iniciou o ano com
sinais positivos e registrou alta de 1,1% em janeiro de 2010 ante
dezembro de 2009, na série com ajuste sazonal, segundo informou
hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas.
Em relação a janeiro
de 2009, a produção da indústria aumentou 16,0%.
De acordo com o IBGE, no acumulado dos 12 meses até janeiro deste
ano, a produção ainda apresenta resultado negativo, de
5%.
O aumento de 16,0% na produção
industrial em janeiro de 2010 ante o mesmo mês de 2009 representou
a maior alta apurada em meses de janeiro pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) desde 1995, quando o avanço
foi de 16,9%. A informação foi dada pelo economista da
coordenação de indústria do instituto, André
Macedo.
O IBGE divulgou ainda uma pequena
revisão no resultado da produção industrial de
dezembro de 2009 ante novembro de 2009, que passou de retração
de 0,3% apresentada anteriormente para baixa de 0,2%. Houve também
uma pequena revisão no resultado de dezembro de 2009 ante dezembro
de 2008, de 18,9% para 19,0%.
Macedo explica que as alterações
de dezembro "não são relevantes" e, no caso
da série com ajuste sazonal, a mudança se deve à
entrada de novas informações de janeiro na série.
No que diz respeito ao resultado anual, ela reflete algumas retificações
de dados de empresas informantes.
A produção de
bens de capital, que sinaliza o desempenho dos investimentos, registrou
queda de 0,1% em janeiro ante dezembro de 2009. O resultado interrompe
uma trajetória de nove resultados positivos seguidos para esta
categoria, em base mensal. Na comparação com janeiro do
ano passado, a produção de bens de capital aumentou 12,8%.
Já as demais categorias
de uso pesquisadas pelo IBGE registraram resultados positivos ante dezembro
e na comparação com janeiro de 2008: bens intermediários
tiveram altas de 2,0% e 20,2%, respectivamente; bens de consumo duráveis,
de 8,6% e 36,4%; e bens de consumo semi e não duráveis,
de 0,4% e 5,8%.
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BEM PARANÁ, 05 de
março de 2010 | Economia
Indústria
Produção industrial inicia
2010 na maior alta em 15 anos
Aumento foi puxado por produtos de metal, metalurgia
básica e da produção de alimentos e bebidas
Agência Brasil
Impulsionada pela fabricação de bens intermediários,
a produção industrial subiu 1,1% em janeiro em relação
a dezembro do ano passado e 16% na comparação com janeiro
de 2009. Nesta última comparação, a alta foi a
maior para meses de janeiro desde 1995, explica o economista da coordenação
de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), André Macedo.
Segundo ele, o crescimento de
1,1% foi puxado especialmente pelos bens intermediários e foi
suficiente para "devolver as perdas" registradas, na comparação
com mês anterior, em dezembro (-0,2%) e novembro (-0,8%). A produção
de bens intermediários, categoria que tem maior peso na pesquisa,
aumentou 2,0% em janeiro em relação a dezembro, no 13º
resultado positivo consecutivo, período no qual foi acumulada
uma expansão de 22%.
De acordo com Macedo, o aumento
de janeiro foi puxado por produtos de metal, metalurgia básica
e "alguma parcela" da produção de alimentos
e bebidas. "Essa categoria está se beneficiando da normalização
dos estoques e alguma recuperação nas exportações
de alguns segmentos, como mineração e metalurgia "
Na comparação
com janeiro de 2009, a produção de intermediários
aumentou 20,2%. Além disso, segundo Macedo, essa é a categoria
que mais se aproximou, em janeiro, do patamar de setembro de 2008, antes
da eclosão dos efeitos da crise sobre a indústria. Em
janeiro de 2010, a produção de intermediários estava
0,8% abaixo de setembro de 2008, enquanto a indústria em geral
ainda estava 4,9% abaixo daquele período.
Categorias de uso
A produção de
bens de capital, que sinaliza o desempenho dos investimentos, registrou
queda de 0,1% em janeiro em relação ante de 2009, interrompendo
uma trajetória de nove resultados positivos consecutivos para
essa categoria, em base mensal. Na comparação com janeiro
do ano passado, a produção de bens de capital aumentou
12,8%.
Já as demais categorias
de uso pesquisadas pelo IBGE registraram resultados positivos ante mês
anterior e ante igual período do ano anterior: bens intermediários,
com altas de 2,0% e 20,2%, respectivamente; bens de consumo duráveis
(8,6% e 36,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,4%
e 5,8%).
Revisões
O IBGE fez uma pequena revisão
no resultado da produção industrial de dezembro de 2009
ante novembro de 2009, que passou de uma retração de 0,3%
apresentados anteriormente para queda de 0,2%. Houve também uma
pequena revisão no resultado de dezembro de 2009 ante dezembro
de 2008, de 18,9% para 19,0%.
Macedo explica que as
alterações de dezembro "não são relevantes"
e, no caso da série com ajuste sazonal, deve-se à entrada
de novas informações de janeiro na série e, no
que diz respeito ao resultado anual, reflete algumas retificações
de dados de empresas informantes.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de março de 2010 | Economia
Desemprego feminino cai, mas renda continua
desigual
Os efeitos da crise econômica internacional afetaram mais os homens
que as mulheres no mercado de trabalho brasileiro em 2009, mas as desigualdades
históricas de renda persistem. É o que mostra a pesquisa
"Trabalho e Desigualdades de Gênero" divulgada hoje
pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados
(Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos (Dieese).
No ano passado, as mulheres
ocuparam mais postos de trabalho do que foram criados e, por conta disso,
a taxa de desemprego feminina recuou, ao contrário da masculina.
Mas a pesquisa também mostrou que permanece grande a diferença
entre os salários de homens e mulheres. "2009 foi um ano
bom, mas precisaríamos de muitos mais como esse para equiparar
a condição da mulher no mercado de trabalho", afirmou
a socióloga Márcia Guerra, analista do Seade.
Na Região Metropolitana
de São Paulo (RMSP), a taxa de desemprego feminino caiu pelo
sexto ano consecutivo em 2009, para 16,2%, de 16,5% em 2008. Entre os
homens, houve elevação de 10,7% para 11,6% no período.
Segundo o Seade/Dieese, a redução do desemprego entre
as mulheres deve-se à criação de novas vagas de
trabalho em setores que têm presença notadamente feminina,
como os Serviços (+1,6% vagas) e o Serviço Doméstico
(5,6%). Na outra ponta, houve forte redução do emprego
na indústria (-7,4% vagas para os homens), o setor mais afetado
pela crise e com presença notadamente masculina. "A taxa
de desemprego masculina é mais aderente à conjuntura econômica",
afirmou Márcia Guerra.
Na questão salarial,
embora o rendimento médio real por hora das mulheres ocupadas
tenha crescido 3% em 2009, para R$ 6,17, esse valor equivale a apenas
79,8% do que ganham nos homens na Grande São Paulo, embora seja
um nível maior que os 76,5% de 2008. A remuneração
masculina caiu 1,4% no ano passado. Mulheres com nível superior
ainda ganham 30% menos que os homens.
A pesquisa do Seade/Dieese também
mostrou que o trabalho doméstico continua a ser alternativa importante
de trabalho para as mulheres da RMSP, embora o perfil dessa trabalhadora
esteja passando por transformações. Depois do setor Serviços,
o Serviço Doméstico é o maior empregador da região
mais rica do País. As trabalhadoras domésticas passaram
de 19,2% da mão de obra ocupada na RMSP em 2000 para 17% em 2009,
enquanto as que trabalham em Serviços foram de 50% para 53,5%
no período.
A parcela de jovens (10 a 17
e 18 a 24 anos) no trabalho doméstico tem caído nos últimos
anos em favor das mulheres mais velhas e com menor instrução.
"O aumento do nível de escolaridade da população
tem feito com que as jovens procurem outras profissões no mercado
de trabalho", explicou Márcia Guerra. Entretanto, nota-se
um aumento de mulheres com ensino médio ou superior incompleto
(de 6,7% em 2000 para 20,2% em 2009) entre as trabalhadoras domésticas.
"Ocupações
como babás e acompanhantes de idosos e outras funções
ligadas à saúde têm aumentado por conta do envelhecimento
da população e da maior inserção da mulher
no mundo do trabalho", disse. Ainda assim, 60% das trabalhadoras
domésticas possuem apenas até o ensino fundamental. Sua
remuneração também está bem abaixo da média
salarial feminina na Grande São Paulo. Enquanto a média
é de R$ 1.030 por mês, o doméstico ganha apenas
R$ 543 mensais.
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Folha de S.Paulo, 5 de março
de 2010
Só 128 mil podem pôr
FGTS na Petrobras
Dos 312 mil trabalhadores que compraram ações
com fundo em 2000, 41% estão aptos a participar de capitalização
SHEILA D'AMORIM
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Dos 312,194 mil trabalhadores
que compraram ações da Petrobras com recursos do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 2000, só 41%
(127,938 mil) poderão acompanhar o aumento de capital da estatal
que será promovido pelo governo, se prevalecerem as regras aprovadas,
na quarta, pela Câmara. O restante já se desfez da aplicação
e ficará fora da capitalização.
O impacto máximo que a medida terá sobre os cofres do
fundo foi estimado em R$ 1,034 bilhão por técnicos da
equipe econômica. Isso considerando que todos os trabalhadores
com direito a participar do processo irão aderir com o valor
máximo permitido: 30% de seu saldo atual na conta do FGTS.
"Esse valor não é nenhuma sangria desatada para o
FGTS", disse Wellington Moreira Franco, vice-presidente de fundos
de governo e de loterias da Caixa, área que administra os recursos
do fundo. O projeto ainda vai para o Senado.
Apesar do impacto relativamente pequeno -o orçamento do fundo
para este ano é de R$ 28,6 bilhões-, a equipe econômica
não tinha, até ontem, uma posição fechada
sobre o tema.
Inicialmente contra o uso do dinheiro do FGTS no processo de capitalização
da Petrobras, os técnicos avaliam que é preciso saber
se esse dinheiro não fará falta para os projetos com os
quais o fundo já está comprometido e que são prioridades
para o governo, como a segunda fase de construção de casas
populares no programa Minha Casa, Minha Vida e investimentos nas áreas
de saneamento e energia. O fundo é a principal fonte de recursos
dessas obras.
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Gazeta do Povo, 5 de março
de 2010
Eleições 2010
Por Dilma, Lula cogita se licenciar
Embora o governo negue, assessores admitem que
o presidente pode se afastar da Presidência para se dedicar em
tempo integral à campanha da ministra
Brasília - O ministro
Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social
da Presidência da República, classificou como “maluquice”
a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
pretende se licenciar do governo por dois meses para se dedicar à
campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).
“É uma maluquice”, afirmou Martins. Apesar disso,
reservadamente, assessores do presidente admitem que Lula pode realmente
se afastar da Presidência durante a campanha, dependendo do desempenho
de Dilma.
De acordo com reportagem publicada
ontem pelo jornal O Globo, Lula se licenciaria do cargo em agosto e
setembro para se dedicar em tempo integral à campanha de Dilma.
E em seu lugar assumiria o presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP) – o primeiro da linha sucessória que não
disputará as eleições e, assim, está desimpedido
de assumir a Presidência da República (veja infográfico).
Além de Franklin Martins,
o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza
(PT-SP), também negou que o presidente tenha a intenção
de se licenciar do cargo para eleger Dilma. “Isso não tem
nem pé nem cabeça. A licença nunca foi cogitada
pelo presidente Lula, mesmo porque ele não se afastou na campanha
dele de reeleição”, afirmou.
O petista, porém, se
contradisse e não descartou totalmente uma licença do
presidente Lula. “Até porque, se fosse cogitado (a licença),
não seria época para tratar desse assunto. Há alguém
interessado em fazer esse debate”, afirmou.
No fim do ano passado, Lula
chegou a comentar com assessores que poderia se licenciar por algumas
semanas para subir no palanque de Dilma e ajudar a reforçar a
campanha dela. Os mesmos assessores observaram, porém, que a
situação hoje é favorável à ministra,
o que dispensa, neste momento, estratégias “radicais”.
Além disso, a avaliação
de alguns desses assessores indica que o presidente Lula
garantiria mais votos a Dilma Rousseff no exercício de sua função
do que fora do Planalto. Embora neste momento o governo afaste a hipótese
de uma licença de Lula, alguns assessores ressaltaram que, durante
a campanha, novas avaliações serão feitas.
Os assessores do governo lembram
que, em 2006, o presidente cogitou se licenciar do cargo para fazer
campanha pela reeleição, mas foi demovido da ideia por
seguranças e técnicos. Uma licença de Lula criaria
a figura inédita do “presidente afastado para campanha”,
criando uma situação nova em termos jurídicos e
políticos. Mesmo licenciado, Lula não deixaria de ser
um presidente da República. O Estado é obrigado a garantir
a sua segurança e, para isso, precisa usar a estrutura e os meios
que a Presidência dispõe, como aviões, carros, médicos
e seguranças.
Licenciado, porém, Lula
enfrentaria problemas. Após
se licenciar, ele não poderia usar o avião da Presidência.
A utilização de um avião particular, por sua vez,
seria inviável e prejudicaria especialmente a sua equipe de segurança,
que teria que acompanhá-lo nas viagens. Em 2006, Lula não
se licenciou para a campanha e continuou a viajar no avião da
Presidência.
Série de denúncias
Uma pessoa próxima ao
presidente reclamou da divulgação da notícia de
que Lula se afastaria, pois, se isso ocorresse, quem assumiria o cargo
seria Sarney, alvo de uma série de denúncias nos últimos
meses (veja quadro). Os demais nomes da linha sucessória devem
ser candidatos – o vice-presidente José Alencar pode sair
para o Senado e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP),
disputa a indicação para vice na chapa de Dilma.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de março de 2010 | Política
Brechas na lei ajudam Lula a fazer campanha
no cargo
Por conta de regras eleitorais consideradas "frouxas", o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva terá grande liberdade para fazer
campanha a favor da ministra Dilma Rousseff neste ano, desde que siga
as poucas imposições da Justiça Eleitoral. Na opinião
de ministros e ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultados
pelo jornal O Estado de S. Paulo, Lula poderá participar ativamente
da campanha de sua escolhida.
O rol de permissões é
tão extenso que quase não há diferença entre
a liberdade usufruída pelo Lula que foi candidato em 2006 e a
concedida ao Lula patrocinador da candidatura Dilma neste ano. Ele poderá,
por exemplo, aparecer no programa eleitoral da ministra, ir a comícios,
dar declarações favoráveis à campanha dela,
fazer pequenas reuniões no Palácio da Alvorada para discutir
a campanha de Dilma, subir em palanques, viajar no avião presidencial
e usar o carro oficial para participar de eventos de campanha, desde
que seja feito o ressarcimento dos gastos.
A democracia brasileira completa
25 anos neste ano. Já houve cinco eleições presidenciais
diretas, mas nunca um presidente esteve tão popular como Lula
neste momento pré-eleitoral. Por essa razão, chegou-se
a cogitar a possibilidade de ele pedir licença do cargo durante
a campanha. De acordo com reportagem no jornal O Globo de ontem, Lula
se licenciaria em agosto e setembro para se dedicar em tempo integral
à campanha de Dilma.
Em seu lugar assumiria o presidente
do Senado, José Sarney (PMDB-AP), único da linha sucessória
que não disputará as eleições. O ministro
Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social,
contudo, classificou a notícia como "maluquice".
Oposição
No TSE, a expectativa é
de que a oposição questione a atuação de
Lula na campanha. Um dos pontos a ser contestados seria o uso do avião
presidencial e do carro oficial para deslocamento do presidente para
eventos eleitorais da ministra. Depois de executado o transporte, os
valores gastos teriam de ser ressarcidos aos cofres públicos.
Para ministros e ex-ministros
e até advogados que defendem partidos de oposição,
o presidente deve andar no avião e no carro oficial na campanha
até por razões de segurança. Mas se Lula resolver
tirar licença, há dúvidas se poderá usar
o carro oficial.
O presidente só
deverá ter problemas com a Justiça Eleitoral se usar ostensivamente
a máquina pública em prol da campanha da ministra. Ele
não poderá usar bens e serviços da administração
pública na campanha de sua aliada. Também não poderá
autorizar no período eleitoral publicidade institucional dos
atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos
públicos. As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.
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Gazeta do Povo, 5 de março
de 2010
Eleição 2010
Tucanos cobram definição
de Serra
DEM e PSDB mantêm esperanças de
ver Aécio Neves como vice na chapa do governador paulista. Mineiro
recusou o convite, mas deixou no ar possibilidade de aceitar
Belo Horizonte - A formação
da chapa presidencial tucana continua sendo motivo de expectativa e
tensões entre os oposicionistas. Ontem, durante a inauguração
da Cidade Administrativa Presidente Tancredo
Neves, em Belo Horizonte, líderes do PSDB e do DEM se alternaram
na cobrança para que o governador de São Paulo, José
Serra, assuma logo a condição de presidenciável.
Eles ainda mantêm a esperança de que o governador mineiro,
Aécio Neves, possa rever a decisão de não aceitar
compor como vice uma chapa encabeçada pelo colega tucano.
“Precisamos sair da inércia
e ir para a rua com um candidato à Presidência”,
reivindicou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Cotado como um possível
plano B na composição de uma chapa puro-sangue, Tasso
se esquivou das especulações envolvendo seu nome e ressaltou
que não é possível ficar discutindo quem será
o vice se ainda não há um pré-candidato declarado.
Fiel aliado de Aécio
e secretário-geral do PSDB, o deputado Rodrigo de Castro (MG),
foi na mesma linha e disse que cabe ao partido primeiro definir o candidato
a presidente. “A ordem não pode ser inversa”, observou.
“O próximo passo é o governador José Serra
dar o sim ao PSDB. É isso que nós estamos esperando.”
Embora Castro e outros aliados
de Aécio procurem tratar a questão da candidatura a vice
como um assunto encerrado, a impressão é que o tema não
chegou a ser arquivado e está apenas temporariamente fora da
agenda da oposição.
O próprio governador
de Minas alimenta as esperanças dos aliados. Ao repetir que seu
caminho natural é o Senado e que um “homem público
que não resiste a pressões, não merece fazer política”,
Aécio disse que continuará no seu rumo se suas convicções
“não se alterarem”.
“Se alguém me convencer,
em um determinado momento, do contrário, obviamente tenho que
avaliar. Mas estou absolutamente convencido que a melhor forma de ajudar
ao nosso projeto é estando em Minas Gerais.
E provavelmente como candidato ao Senado
da República”, disse Aécio.
A ideia é não
melindrar o mineiro, já que a decisão pode ser
empurrada para meados do ano. “Falar de vice agora é arrumar
briga, arrumar confusão. Ninguém é doido de tratar
disso agora”, observou o presidente do PSDB, senador Sérgio
Guerra (PE).
Aécio indicou ontem que
Serra recebeu com naturalidade sua negativa ao convite para ser vice.
“Ele compreende que meu papel é mais importante em Minas
Gerais, e de Minas vamos ajudá-lo.”
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Agência Senado, 5
de março de 2010
Internauta quer que direitos previstos
na CLT sejam estendidos aos empregados domésticos
Os direitos previstos na Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) devem ser estendidos aos empregados domésticos.
Essa é a opinião de 1.300 internautas que votaram na enquete
disponibilizada durante todo o mês de fevereiro nas páginas
da Agência Senado e da Secretaria de Pesquisa e Opinião
Pública (Sepop). Do total de 2.064 votantes, 764 votaram contra
a iniciativa, tema do PLS 293/06.
O projeto que serviu como tema
para a enquete foi elaborado pela Comissão de Direitos Humanos
e Legislação Participativa a partir de sugestão
apresentada pela Associação Tangaraense das Empregadas
Domésticas, de Tangará da Serra (MT). A matéria
encontra-se com o relator, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN),
que está preparando parecer para apresentar à Comissão
de Assuntos Sociais (CAS).
Entre os direitos que o PLS
293 assegura ao empregado doméstico estão: salário-mínimo,
irredutibilidade de salário, décimo-terceiro com base
na remuneração integral, férias anuais remuneradas
com pelo menos um terço a mais do que o salário normal,
licença à gestante sem prejuízo do emprego e do
salário e repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
Os internautas foram convidados
a responder a pergunta: "Você é a favor ou contra
a extensão dos direitos previstos na CLT aos trabalhadores domésticos
(PLS 293/2006)?". Durante todo o mês de março, a enquete
Agência Senado / Sepop é a seguinte: "Qual a sua opinião
sobre a proposta da ortotanásia, que permite ao doente terminal
decidir sobre a suspensão dos procedimentos médicos que
o mantém vivo? (PLS
524/09)".
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Folha de S.Paulo, 5 de março
de 2010
Jornada das domésticas chega a
59 horas semanais
Excluídas da CLT, elas cumprem horário
extenso e são as que ganham menos, diz Dieese | Apesar desse
quadro, estudo indica que as condições de trabalho melhoraram
com avanço da formalização de domésticas
VERENA FORNETTI
DA REDAÇÃO
A jornada de trabalho das empregadas
domésticas com carteira assinada atingiu até 54 horas
semanais em 2009, segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para as trabalhadoras
informais, a jornada semanal média chega a 59 horas.
Apesar da jornada excessiva, o estudo indica que as condições
de trabalho melhoraram. Em cinco das sete regiões monitoradas,
a maioria das que atuam como mensalistas é registrada.
Segundo o Dieese, as jornadas mais extensas são cumpridas pelas
domésticas do Nordeste. Em Recife, as mensalistas com carteira
assinada trabalham em média 54 horas por semana. Na região,
as que não são negras e não têm registro
formal trabalham em média 59 horas por semana. Negras não
formalizadas trabalham 57.
As menores cargas horárias foram registradas em São Paulo
e em Porto Alegre, onde as empregadas domésticas cumprem em média
41 horas semanais.
Patrícia Costa, economista do Dieese, afirma que trabalhadoras
que dormem no local de trabalho costumam ter jornada mais extensa, mas
que mesmo as demais cumprem longas jornadas. "Existe informalidade
na relação com a família. Como a atividade se exerce
em casa, é difícil estabelecer o limite."
Costa destaca que cada vez menos trabalhadoras aceitam dormir no emprego.
Entre as regiões pesquisadas, o Distrito Federal teve o maior
percentual de domésticas dormindo no emprego, com 25%.
Pior
remuneração no país
Segundo o Dieese, o serviço doméstico é a atividade
que oferece a pior remuneração no país. A trabalhadora
doméstica recebe, em média, em todas as regiões
monitoradas, metade do valor pago às funcionárias do setor
de serviços. O pior resultado foi registrado em Fortaleza, onde
se pagou, em média, R$ 1,72 por hora de trabalho em 2009. Na
capital do Ceará, a remuneração média para
o setor de serviços é de R$ 5,36.
A economista do Dieese afirma que o mercado de trabalho se formalizou
nos últimos anos, o que tem ajudado a melhorar as condições
da profissão. Em cinco das sete regiões metropolitanas,
a maioria das trabalhadores que atuavam como mensalistas tinha registro
formal. A formalização da maior parte das trabalhadoras
não ocorre em Salvador e em Fortaleza.
O Dieese também destaca que o avanço econômico dos
últimos anos tem modificado as oportunidades para as mulheres.
Costa diz que, com a abertura de vagas nos setores ligados a serviços
e comércio, há migração das mulheres do
trabalho doméstico para essas atividades, em que é mais
comum ter registro formal.
A mudança no mercado de trabalho e o avanço da escolaridade
na população também fizeram com que o serviço
doméstico deixasse de ser a porta de entrada no mercado para
as mulheres jovens que vivem nas regiões metropolitanas. De acordo
com a pesquisa, mais de 77% das mulheres que exercem a atividade têm
de 25 a 49 anos.
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Agência Câmara,
5 de março de 2010
Projeto autoriza uso do FGTS para compra
de imóvel rural
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6811/10, do senador Paulo Paim
(PT-RS), que autoriza o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) para a compra de imóvel rural destinado à exploração
direta pelo agricultor e sua família.
Atualmente, a legislação
(Lei 8036/90) autoriza o saque do fundo em diversas situações,
como em casos de demissão sem justa causa, compra da casa própria,
aposentadoria pela Previdência Social e se o trabalhador ou algum
de seus dependentes for portador de câncer. Segundo a proposta,
o uso do FGTS só será permitido para a compra de imóvel
classificado como "propriedade familiar", cuja área
varia de acordo com a região.
Discriminação
Paim argumenta que sua proposta busca corrigir "uma situação
discriminatória" contra os trabalhadores rurais, uma vez
que o trabalhador urbano tem "sido beneficiado, desde a criação
do FGTS, com a possibilidade de movimentar a sua conta vinculada para
adquirir sua casa própria, no âmbito do Sistema Financeiro
da Habitação".
Segundo o senador, mesmo após
a Constituição de 1988 ter estendido o direito a utilização
do FGTS a todos os trabalhadores, "os empregados rurais continuam
não podendo sacar sua conta vinculada para a compra de um imóvel
rural", afirma.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto
perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por
51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário. pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-6811/2010
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Agência Câmara,
5 de março de 2010
Trabalho em telefonia poderá garantir
adicional de periculosidade
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6767/10, do Senado, que estende
a empregados que atuam na instalação ou manutenção
de redes de telefonia o direito a receber adicional de periculosidade.
O pagamento extra de 30% sobre o salário é garantido pela
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43)
a trabalhadores cujas atividades coloquem em risco sua saúde
ou integridade física.
O autor do projeto, senador
Paulo Paim (PT-RS), argumenta que o direito a receber o adicional pelo
trabalho arriscado deve ser assegurado aos empregados do setor de telefonia
pela proximidade das redes de telefone e de alta tensão. O parlamentar
afirma serem inúmeros os acidentes de trabalho motivados pela
localização dos fios no mesmo espaço físico.
Energia
elétrica
A Lei 7369/85 já assegura o pagamento extra ao trabalhador do
setor de energia elétrica que desempenhe atividades consideradas
arriscadas. A CLT, no entanto, trata como perigosos apenas trabalhos
que impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos
em condições de risco acentuado.
O projeto inclui na CLT, entre
as atividades perigosas, o trabalho tanto em redes elétricas
quanto de telefone. A proposta também altera a redação
da Lei 7369/85 para compatibilizá-la com a mudança na
CLT.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto
perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado
pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por
51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário., será analisado pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-6767/2010
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Agência Diap, 5 de março
de 2010
Crea-DF persegue dirigente sindical
e perde ação na Justiça trabalhista
O artigo 37 da Constituição Federal, que trata do impedimento
do acúmulo de cargos e empregos públicos, não se
aplica a empregados dos conselhos fiscalizadores de profissão.
Assim decidiu a quinta turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar
recurso de revista de um técnico administrativo fiscal do Conselho
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal
(Crea-DF).
O trabalhador é também
servidor público concursado da Secretaria de Estado de Saúde
do DF, desde outubro de 2001, com o cargo de técnico em mecânica.
Ao saber disso, quando o empregado foi eleito dirigente sindical, o
Crea-DF enviou-lhe notificação para optar entre os dois
cargos, sob pena de configuração de falta grave motivadora
de dispensa por justa causa.
Inconformado, o técnico
ajuizou reclamação, requerendo, além do cancelamento
do ato do CREA determinando a opção, a manutenção
do seu contrato de trabalho até o trânsito em julgado da
decisão.
Em primeira instância,
o pedido foi deferido, provocando recurso do conselho profissional ao
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO), que
reverteu a sentença.
O TRT julgou improcedente a
reclamatória e considerou não ser ilegal a notificação,
com o fundamento de que o Crea possui natureza jurídica de entidade
autárquica federal. Foi a vez de recorrer do empregado, que apelou
ao TST e conseguiu, na Quinta Turma, o restabelecimento da sentença.
Para o ministro Emmanoel Pereira,
relator do recurso de revista, o TST tem reconhecido aos conselhos profissionais
a natureza de autarquias corporativas - especiais ou atípicas.
O relator cita, inclusive, precedentes
nos quais se informa serem essas entidades mantidas por recursos próprios
e, por essa razão, a elas não se aplicarem as normas legais
sobre pessoal nem disposições gerais relativas à
administração interna das autarquias federais.
Apesar de se reconhecer o caráter
de pessoa jurídica de direito público, esclarece o ministro,
"a autonomia administrativa e financeira dos conselhos profissionais
conforma o quadro institucional em que se inserem de modo a afastar
a incidência das regras contidas no artigo 37 da Constituição
Federal".
Diante dessas condições,
o relator adotou firme convicção de que "a regra
de vedação do acúmulo de cargos e empregos públicos
não tem lugar se um desses postos no serviço público
se dá por meio da prestação de serviços
como empregado, ainda mais celetista, do conselho profissional".
(Fonte: TST)
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
05/03/2010
Portadora de HIV reintegrada ao trabalho
A Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho confirmou a reintegração ao trabalho
de portadora do vírus HIV por entender que sua demissão
revelou “caráter arbitrário e discriminatório”.
Os ministros mantiveram o entendimento anterior do Tribunal Regional
do Trabalho da Terceira Região (MG) que constou o conhecimento
pela empresa do estado de saúde da empregada quando do seu desligamento.
De acordo com informações
do TRT, o médico responsável pelo exame à época
da demissão encaminhou a trabalhadora para tratamento psiquiátrico,
não concluindo, em razão disso, o “exame demissional”.
Imediatamente após o desligamento, um relatório médico
demonstrou que ela apresentava “agravamento dos sintomas clínicos
relacionados ao vírus HIV, transtorno mental e emocional pelo
afastamento do trabalho, inclusive com necessidade de internamento em
hospital psiquiátrico”.
Para o ministro Lelio Bentes
Côrrea, relator do processo na Primeira Turma do TST, as informações
que constam no processo autorizam “presumir, sem sombra de dúvidas,
discriminação e arbitrariedade” na demissão
sem justa causa. Para ele, o fato de o sistema jurídico não
contemplar a estabilidade para o portador do vírus da AIDS não
impede o julgador “de valer-se da prerrogativa inserta do artigo
8º da CLT para aplicar à espécie de princípios
gerais do Direito, notadamente dos princípios constitucionais
assecuratórios do direito à vida, ao trabalho e à
dignidade da pessoa humana”.
Com isso, a Primeira Turma negou
provimento ao agravo de instrumento da empresa, o que mantém,
na prática, a decisão determinando a reintegração
da trabalhadora portadora de HIV.
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05/03/2010
Norma contratual não pode ser alterada
para prejudicar trabalhador
Lei estadual não altera
normas de autarquias que se encontram em vigor quando da contratação
do empregado, a não ser para resultar em benefício ao
trabalhador, sob pena de violar o artigo 5º da Constituição
Federal no que trata do “direito adquirido”. Por isso, a
Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho acatou recurso contra
a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina
e manteve a forma de pagamento de adicional por tempo de serviço.
O trabalhador recebia, de acordo
com decreto em vigor, 2% do salário a título de adicional
por tempo de serviço a cada dois anos e, a partir do décimo
primeiro ano, 1% por ano. A Lei Estadual nº 10.068/92 alterou esse
percentual para 5% a cada cinco anos de serviço.
O artigo 5º da Constituição,
inciso XXXVI, afirma que “a lei não prejudicará
o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.
O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) entendeu,
no caso, que o “direito adquirido” restringia-se aos valores
recebidos antes da publicação da nova lei, porque já
se “integraram ao patrimônio” do trabalhador. “Anuênios
não incorporados representam mera expectativa de direitos”.
Inconformados, os herdeiros
do autor da ação, já falecido, recorreram ao TST,
por entender que as alterações no pagamento do adicional
só poderiam atingir os empregados contratados após a nova
lei e não os anteriores a sua publicação. O ministro
Vieira de Melo Filho, relator do processo na Primeira Turma, concordou
com o argumento: “É certo que as normas que se encontram
em vigor quando da contratação do empregado não
podem sem alteradas, a não ser para resultar em benefício
ao trabalhador”.
Por fim, a Primeira Turma
condenou a empresa nas diferenças do adicional por tempo de serviço
decorrente da alteração da forma de pagamento por violação
ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição. (AIRR-72840-70.2002.5.09.0322)
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