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Agência Brasil, 11 de março
de 2010
Atividade de grandes empresas
da construção civil tem "estabilidade elevada"
em fevereiro, mostra pesquisa
O nível de atividade nas grandes empresas da indústria
da construção civil apresentou "estabilidade elevada"
em janeiro, com 0,5 ponto acima da linha divisória de desempenho,
que é de 50 pontos, Em dezembro a atividade havia alcançado
53,7 pontos.
A estimativa consta de sondagem
divulgada nesta terça-feira (9) pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI)., que iniciou a pesquisa em dezembro,
em conjunto com a Câmara Brasileira de Indústria da Construção
Civil (CBIC).
Com relação às
pequenas empresas. a atividade efetiva no mês de janeiro "denota
que está próxima do usual para o mês", de acordo
com o documento.
Os empresários do setor
estão "bastante otimistas, mesmo com a verificação
de redução no índice de expectativa do nível
de atividade", conforme a CNI.
No mês passado, estimou-se
em 70,1 pontos o índice de desempenho das grandes empresas nos
próximos seis meses. Para as empresas de médio porte a
projeção foi de 69,5 pontos e para as pequenas, de 65
pontos, o que indica "perspectiva de aumento da atividade"
na Construção Civil, neste ano.
A CNI constatou "alto otimismo"
dos empresários, em relação a novos empreendimentos
e à execução de serviços nos próximos
meses. As previsões de compra de matérias primas também
foram elevadas.
O desempenho efetivo do mês
de fevereiro será divulgado ao final deste mês. Foram pesquisadas
335 empresas, das quais 37 grandes, 106 médias e 192 pequenas.
Repórter Lourenço Canuto
Fonte: Agência Brasil
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Vermelho, 11 de março
de 2010
IPEA prevê 2 milhões
de novos empregos em 2010
O Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (IPEA), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos
do governo federal, prevê a criação de 2 milhões
de novos postos de trabalho em 2010 em estudo divulgado nesta quarta-feira.
De acordo com a entidade,
a economia brasileira deverá apresentar uma demanda de 18,6
milhões de ocupações a serem preenchidas por
mão de obra qualificada e com experiência profissional.
A perspectiva leva em conta um ritmo de expansão econômica
estimado em 5,5% no ano de 2010.
Desemprego estrutural
Embora prometa ser expressiva,
a expansão da oferta de emprego no mercado de trabalho não
vai resolver os problemas acumulados no mercado de trabalho brasileiro
ao longo dos anos 1990, quando o desemprego adquiriu uma dimensão
estrutural. Não será suficiente para empregar os 24,8
milhões de trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho.
"Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará
havendo um estoque de trabalhadores desempregados", afirma a
instituição na pesquisa "Emprego e oferta qualificada
de mão de obra no Brasil: impactos do crescimento econômico
pós-crise".
Dos 2 milhões de novos
postos em todo o país, São Paulo deve responder por
700 mil empregos criados. O setor de comércio deve gerar a
maior parte das novas oportunidades, com 314 mil postos. Com isso,
São Paulo deverá ser, em 2010, o Estado com maior abertura
de novos postos, mas também será a unidade da federação
com maior rompimento de contratos de trabalho (5,4 milhões
de demitidos).
Na ponta oposta, o Acre deve
gerar apenas 1.146 novas oportunidades, seguido por Roraima, com 1.553
postos criados neste ano.
Qualificação
O IPEA estima que existam
19,3 milhões de pessoas disponíveis em 2010 com qualificação
e experiência profissional adequada para responder à
demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores. Ou seja,
entre aqueles com qualificação, haverá um excedente
de 653 mil trabalhadores qualificados e com experiência, mas
que não encontrarão emprego.
Desses trabalhadores, a maior
parte está no Estado de São Paulo: serão 6,1
milhões de trabalhadores disponíveis com qualificação
e experiência. A maior parte deles será de um contingente
de empregados demitidos. Esses trabalhadores estão concentrados
no setor de comércio e reparação.
Serviços sociais, coletivos
e pessoais será o segmento econômico com maior excesso
de mão de obra qualificada, com 612,2 mil trabalhadores, segundo
o instituto.
Em contrapartida, a massa
de trabalhadores sem qualificação (22,2% do total de
trabalhadores disponíveis) constitui um exército que
não se encontra nas mesmas condições de competitividade
no mercado de trabalho e demanda a ação de políticas
públicas inclusivas.
Da redação, com
agências
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de março de 2010 | Economia
Pesquisa do Ipea alerta para falta de
qualificação
Helio Miguel
Recorde na geração de empregos, com falta de mão-de-obra
qualificada e com experiência profissional principalmente na indústria.
É o panorama que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) prevê para 2010, no Paraná.
Ontem, a entidade divulgou o
estudo “Emprego e oferta qualificada de mão de obra no
Brasil: impactos do crescimento econômico pós-crise”,
que estima que devem ser abertos 146,8 mil postos de trabalho este ano,
no Estado, mais que o dobro das 69 mil vagas abertas em 2009. Porém,
as empresas devem ter problemas para contratar: apenas 128,3 mil pessoas
devem estar qualificadas para preencher as vagas.
Com base em dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged), principalmente, o Ipea estimou
que os setores de comércio e reparação (57,2 mil)
e indústria (40,1 mil) devem ser os que mais ampliarão
o número de vagas, ou seja, devem contratar mais do que demitir
este ano.
A construção civil
(14,5 mil) e os setores de alojamento e alimentação (14,2
mil) e educação, saúde e serviços sociais
(10,1 mil), também apresentam números significativos.
Não há estimativa de saldo negativo em nenhum dos outros
segmentos.
No entanto, ao cruzar os números
com as estimativas de profissionais qualificados disponíveis
no mercado, nem todos os setores devem ter demanda maior que a oferta
de mão-de-obra.
Enquanto na indústria
e no comércio devem faltar, respectivamente, 21,3 mil e 16,1
mil trabalhadores, nos serviços coletivos, sociais e pessoais
haverá excedente de 17,4 mil pessoas.
O excesso de mão-de-obra
também acontece na administração pública
(3,9 mil vagas faltando), no setor agrícola (2,4 mil), na construção
(1,7 mil) e no transporte, armazenagem e comunicação (menos
de mil postos).
Nacional
O mercado de trabalho brasileiro
deverá criar 2 milhões de vagas formais em 2010, o dobro
das 995 mil criadas em 2009, caso a previsão de crescimento de
5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano seja realizada. A expansão
econômica, contudo, ainda deverá deixar de fora um contingente
de cerca de 6,5 milhões de desempregados no País.
Do contingente total de desempregados,
apenas 1,9 milhão têm qualificação e experiência
profissional. O restante “não possui, lamentavelmente,
as mesmas condições de competir no mercado de trabalho,
escasso em ocupações para todos”, diz o estudo,
que defende políticas públicas de combate a esse tipo
de exclusão.
O levantamento ainda ressalta
um paradoxo conhecido dos trabalhadores brasileiros. Apesar dos quase
2 milhões de trabalhadores qualificados à disposição
do mercado em 2010, deve faltar mão de obra especializada em
alguns setores, diz o Ipea.
No âmbito nacional, os
setores com excesso de mão de obra qualificada devem ser o de
outros serviços sociais, coletivos e pessoais (612,2 mil trabalhadores),
o setor industrial (145,9 mil) e o agrícola (122,5 mil).
Na outra ponta, a da escassez,
deve faltar especialistas em comércio e reparação
(187,6 mil), saúde, educação e serviços
sociais (50,1 mil), alojamento e alimentação (45,2 mil)
e construção civil (38,4 mil).

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UOL, 11 de março
de 2010 | Economia
Paraná e Santa Catarina podem
sofrer "apagão" de profissionais em 2010, diz Ipea
Da Redação, em São Paulo
Ao contrário da maioria
dos Estados, Paraná e Santa Catarina podem registrar em 2010
escassez de mão de obra qualificada. O saldo deve ser de 18,4
mil profissionais em falta no Paraná e outros 13,3 mil em Santa
Catarina. Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta quarta-feira
pelo Ipea (Instituto Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à
Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo.
No Paraná, o setor com
maior carência de trabalhadores com qualificação
deve ser a indústria, com falta de 21 mil trabalhadores; em Santa
Catarina, o comércio deve ser o principal afetado, com falta
de 16 mil qualificados.
No Brasil, ao se contrastar
o total da oferta de mão de obra qualificada com o total da demanda
potencial por esse perfil de trabalhador, chega-se ao excesso de quase
653 mil trabalhadores. Estima-se o universo de 19,3 milhões de
pessoas disponíveis e com qualificação e experiência
profissional para uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.
Projeções feitas
pela instituição indicam que alguns setores econômicos
deverão registrar escassez de mão de obra qualificada
no país. Comércio e reparação está
em primeiro lugar, com escassez de 187,6 mil trabalhadores, seguido
por saúde, educação e serviços sociais (50,1
mil), alojamento e alimentação (45,2 mil), construção
civil (38,4 mil).
O Estado de São Paulo
surge com grande escassez de mão de obra nesses mesmos setores
econômicos. Apesar disso, alguns Estados, como Bahia, Pernambuco
e Rio Grande do Norte, por exemplo, poderão registrar excesso
de mão de obra qualificada nessas mesmas áreas.
Excesso de profissionais
Os setores econômicos
com excesso de mão de obra qualificada no país devem ser
o de outros serviços sociais, coletivos e pessoais (612,2 mil
trabalhadores), o setor industrial (145,9 mil) e o agrícola (122,5
mil).
"Nem todos os Estados da
federação estarão expostos à escassez de
mão de obra com qualificação e experiência
profissional", afirma a pesquisa.
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Gazeta do Povo, 11 de março
de 2010
Trabalho
Presidente do Ipea diz que problema é
“bom”
Embora tão problemática quanto o excedente, a escassez
de mão de obra qualificada é considerada um “problema
bom” pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann. “Isso não
acontece desde o milagre econômico dos anos 1970”, lembra.
O desafio para o setor público e privado, diz, é antecipar
as mudanças no perfil do mercado de trabalho a fim de casar oferta
e demanda de mão de obra no tempo e lugares certos.
Não é só
no Paraná que o “problema bom” existe: quatro setores
da economia brasileira terão escassez de mão de obra qualificada
em 2010. O maior déficit será em comércio e reparação,
com a falta de 187.580 trabalhadores. Na sequência estão
educação, saúde e serviços sociais (-50.086),
alojamento e alimentação (-45.191) e construção
(-38.403).
“Dos anos 1970 para cá,
nós nos acostumamos com a abundância da mão de obra
qualificada”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Para
ele, este será um ano em que intermediação de mão
de obra, qualificação e preparação dos profissionais
passará a “ser um problema real”.
Com exceção de
Paraná (-18.441), Santa Catarina (-13.300) e Rondônia (-4.531),
haverá sobra de trabalhadores qualificados em todos os demais
estados do Brasil. Os estados com o maior excedente são a Bahia
(183.770) e o Pará (53.637).
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Gazeta do Povo, 11 de março
de 2010
Trabalho
No resto do país, entrave ocorre
pelo excedente
Das agências
Cerca de 650 mil trabalhadores
qualificados e com experiência profissional não deverão
encontrar colocação no mercado de trabalho brasileiro
neste ano, de acordo com o estudo do Ipea divulgado ontem – que
leva em consideração um crescimento de 5,5% do Produto
Interno Bruto (PIB). No total, o Brasil deve gerar 2 milhões
de empregos em 2010 – o dobro do registrado no ano passado. Ainda
de acordo com essa pesquisa, o país verá surgir ao longo
do ano um universo de 19,3 milhões de pessoas qualificadas para
uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.
Marcio Pochmann, presidente
do Ipea, explica que parte desse contingente foi demitida durante a
crise – iniciada no último trimestre de 2008 e que tomou
quase todo o ano de 2009 –, mas ainda não encontrou trabalho.
“Uma parcela importante trabalhava na indústria, que foi
o setor mais atingido pela crise e ainda não se recuperou totalmente”,
afirmou. A indústria deve ter um excedente de 145 mil trabalhadores
qualificados no país, seguida pelo setor agrícola (122
mil).
Sem formalização
Ainda de acordo com o estudo,
em 2010 o Brasil deve contar com 24,8 milhões de trabalhadores
disponíveis, entre desempregados e pessoas que estão no
mercado de trabalho. Mas 22% deles, ou 5,5 milhões, não
têm experiência profissional ou nível educacional
para entrar no mercado de trabalho formal. Esse contingente de pessoas
dificilmente arranjará emprego, acredita Pochmann, que defende
políticas públicas como a transferência de renda
para combater o problema.
Estados
São Paulo deverá
ser, em 2010, o estado com maior abertura de novos empregos –
700 mil – e com maior rompimento de contratos de trabalho (5,4
milhões de demitidos). Na contrapartida, aparece o estado de
Roraima, com 1,1 mil postos de trabalho abertos e 14 mil demissões.
No levantamento por setor econômico, a maior geração
de vagas deverá ser no comércio e reparação
(850 mil), indústria (300 mil) e alojamento e alimentação
(250 mil).
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de março de 2010 | Economia
Ipea estima 'sobra' de 650 mil trabalhadores
qualificados
Cerca de 650 mil trabalhadores qualificados e com experiência
profissional não deverão encontrar colocação
no mercado de trabalho neste ano, de acordo com estudo do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado hoje e que leva
em consideração um crescimento de 5,5% do Produto Interno
Bruto (PIB). Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho, o órgão
projeta um universo de 19,3 milhões de pessoas qualificadas para
uma demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores.
O presidente do Ipea, Marcio
Pochmann, explica que parte desse contingente foi demitida durante a
crise - iniciada no último trimestre de 2008 e que tomou quase
todo o ano de 2009 - e ainda não encontrou trabalho. "Uma
parcela importante trabalhava na indústria, que foi o setor mais
atingido pela crise e ainda não se recuperou totalmente",
afirmou.
A indústria deve ter
um excedente de 145 mil trabalhadores qualificados no País, seguida
pelo setor agrícola (122 mil). Outros setores, contudo, devem
registrar escassez de trabalhadores, como a construção
civil (38,4 mil) e comércio (187 mil pessoas).
Embora tão problemática
quanto o excedente, a escassez de mão de obra qualificada é
considerada um "problema bom" por Pochmann. "Isso não
acontece desde o milagre econômico dos anos 1970", lembra.
O desafio para o setor público e privado, diz, é antecipar
as mudanças no perfil do mercado de trabalho a fim de casar oferta
e demanda de mão de obra no tempo e lugar certos.
Ainda de acordo com o
estudo, em 2010 o Brasil deve contar com 24,8 milhões de trabalhadores
disponíveis, entre desempregados e pessoas que estão no
mercado de trabalho. Mas 22% deles, ou 5,5 milhões, não
têm experiência profissional ou nível educacional
para entrar no mercado de trabalho formal. Esse contingente de pessoas
dificilmente arranjará emprego, acredita Pochmann, que defende
políticas públicas como a transferência de renda
para combater o problema.
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GAZETA DO POVO, 11 de março
de 2010 | Economia
Míriam Leitão
O zero positivo
A história do ano mais impressionante.
Existem zeros e zeros, esse é positivo, dado o que se temia no
começo de 2009
O PIB de 2009 deve fechar o
ano próximo de zero e isso não é uma má
notícia. Hoje, o IBGE divulga o PIB do quarto trimestre e fecha
oficialmente o ano. Os economistas estão divididos entre o zero
e o levemente negativo, mas o último trimestre deve ser um número
bem positivo, tipo 2% de crescimento. Com tudo o que houve, o Brasil
não se saiu mal.
O economista Regis Bonelli lembra
que é difícil fazer a projeção exata porque
vai depender das mudanças que o IBGE fizer nas variáveis
sazonais. O IBGE revê números dos trimestres anteriores
e isso afeta as projeções. Ele prevê que a queda
pode até chegar a 0,5%, mas acha que é um bom resultado
perto do que foi o desastroso ano de 2009 para o mundo: No ano passado,
a indústria caiu muito, a agropecuária teve queda, e só
os serviços continuaram no positivo.
Este ano, o país está
crescendo forte neste primeiro trimestre, a indústria está
com números fortes, a safra será a segunda maior da história,
o investimento está aumentando, a construção civil
está com forte movimento. Tudo isso levará 2010 a ter
um crescimento de 5,5%.
O mundo discutiu no ano passado
se a recessão seria em V, W, U ou L. Cada letra significa uma
possibilidade para a curva da saída da crise. Ou uma recuperação
rápida, em V; ou uma recuperação e nova queda,
em W; uma queda e demora de recuperação, na forma de um
U; ou uma recessão mais longa, como um L.
Foi em V. No final, a economia
ficou estagnada, mas não foi um ano parado, mas de grandes emoções
diz Armando Castelar, da Gávea Investimentos. Para 2010, ele
prevê crescimento de 6%. Mas acha difícil manter esse ritmo
por causa da elevação do déficit em transações
correntes, que este ano vai a 3% do PIB. O economista Gustavo Loyola,
que acredita em -0,3% em 2009 e 5,5% em 2010, também teme que
o crescimento não seja sustentável.
O país precisa aumentar
nossa capacidade de investimento e poupança explica o diretor-sócio
da Tendências consultoria. A história do ano foi mais impressionante.
Existem zeros e zeros, esse é positivo, dado o que se temia no
começo de 2009.
No último trimestre de
2008, a indústria tinha caído numa magnitude de 20%. No
começo de 2009, houve um medo enorme da indústria e ela
parou de produzir, entrou no ano apenas queimando estoques. As exportações
despencaram. Mas o mercado interno voltou rapidamente a consumir. Além
disso, como reflexos da luta contra a inflação, o Brasil
estava com um setor bancário mais protegido lembra Bonelli.
José Márcio Camargo,
da Ópus Gestão de Recursos, acha que houve três
fatores para explicar a recuperação em V, ou seja, o melhor
cenário. A atuação rápida do Banco Central
na liberação do compulsório e redução
dos juros, a atuação dos bancos públicos que conseguiram
suprir o crédito privado que ficou escasso, e o desempenho da
China que beneficiou o Brasil disse.
Regis Bonelli concorda que o
Banco Central atuou rápido na liberação do compulsório,
mas lembra que o BC elevou os juros em setembro, no início do
pior da crise. Ele acha que houve excesso de conservadorismo: De qualquer
maneira, o Brasil se saiu melhor do que vários outros países.
É bem verdade que a queda
foi forte. Sair de um ritmo de 6% para zero fez o país deixar
de agregar R$ 180 bilhões ao seu PIB: Para um país como
o nosso, é uma perda pesada diz Regis. Em 2010, Bonelli acha
que o país só não cresce neste ritmo de 5,5% se
houver alguma crise séria de financiamento externo provocada
pelos países endividados da Europa. Mesmo assim, no máximo
isso provocaria uma redução do crescimento.
O Itaú Unibanco prevê
queda de 0,2% no resultado de 2009; o Bradesco acha que ficará
em zero. A MB Associados estima -0,1%, e que em 2010 o país crescerá
6%. O padrão do crescimento daqui para frente vai seguir o dos
períodos passados.
Cresce forte mas como não
temos taxa de investimento e poupança suficientes, a inflação
volta e os juros têm que subir diz Sérgio Vale, da MB.
Em resumo: a queda foi forte,
mas a recuperação, rápida. Não foram os
2% da aposta do ministro Mantega nem o desastre que se temia. O país
perdeu em não crescer.
Este ano terá crescimento.
Mas o que o país precisa é crescer por vários anos.

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Folha de S.Paulo, 11 de
março de 2010
Capitalismo de FHC é de
museu, diz sociólogo
Ex-presidente acerta ao apontar riscos do corporativismo
sob Lula, mas omite seu governo, avalia Francisco de Oliveira | Para
o economista Carlos Lessa, diferentemente do apontado por FHC, problema
não é o tamanho do Estado, mas pouca transparência
CLAUDIA ANTUNES
DA SUCURSAL DO RIO
O ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso acerta ao afirmar que o "capitalismo corporativo"
traz riscos aos direitos individuais, mas omite a atuação
de seu governo em favor de empresas e erra ao concluir que o debate
é entre esse modelo ou o "capitalismo de competição",
disseram dois sociólogos de esquerda, sem vínculos atuais
com o PT.
"Ele fala mais como político do que como sociólogo,
porque sabe que a figura do capitalismo competitivo é de museu,
se é que já existiu algum dia", disse Francisco de
Oliveira, ao comentar a palestra feita pelo tucano no Rio, na segunda,
noticiada ontem pela Folha.
Ex-colega de FHC no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento),
Oliveira diz que o capitalismo nasceu "sob forte intervenção
estatal" em países hoje desenvolvidos que tiveram industrialização
tardia, como Alemanha e Japão.
Sobre a tese de FHC de que é preciso resgatar o liberalismo para
que o Estado forte não "mate o indivíduo", o
professor aposentado da USP diz que essa é uma "competição"
perdida no mundo: "Fazer a equivalência entre Estado e nação,
e colocar seus interesses, embora difusos, acima dos interesses individuais,
é a regra geral".
Já em 2003, no ensaio "O Ornitorrinco", Oliveira falava
de uma "nova classe social" formada pela elite sindical atrelada
ao Estado -exemplo de corporativismo citado por FHC. Mas o sociólogo
avalia que tanto o tucano quanto o presidente Lula optaram por "apostar
mais no capitalismo do que em medidas de socialização".
Enquanto o primeiro usou os fundos de pensão das estatais para
influir no resultado das privatizações, o segundo, ao
favorecer a fusão de empresas, promove uma "centralização
de capitais de uma forma que o Brasil jamais viu".
"Isso retira qualquer possibilidade de poder real dos trabalhadores",
disse.
Luiz Werneck Vianna, professor do Iuperj (Instituto Universitário
de Pesquisas do Rio) que há tempos alerta para a atuação
das corporações sindicais e empresariais no governo Lula,
diz que compartilha das "preocupações" expressas
por FHC, mas que a "disjuntiva" não é entre
capitalismo corporativo ou de competição.
"Essa contraposição é velha. O horizonte é
outro, é como democratizar a relação entre Estado
e sociedade."
Segundo ele, ao capturar sindicatos e movimentos sociais para a "malha
estatal", o governo Lula tira sua autonomia e os separa de suas
bases. Ao mesmo tempo, altos interesses empresariais "estão
instalados no Estado, influenciam suas políticas e delas se beneficiam".
"O que sobra para os partidos e para a política se tudo
é feito dentro de câmaras corporativas? O Legislativo e
as instituições se deprimem. O que sobra é a política
dos grandes negócios e o assistencialismo."
O economista Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social), diz que, ao contrário
do apontado por FHC, o problema não é o tamanho do Estado,
mas sua pouca transparência -mantida pelo tucano e por Lula.
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Gazeta do Povo, 11 de março
de 2010
Fortuna
Eike Batista é o oitavo mais rico
do mundo
O empresário brasileiro Eike Batista saltou da 61.ª para
a 8.ª posição na lista das pessoas mais ricas do
mundo, com uma fortuna de US$ 27 bilhões, segundo o ranking de
2010 da revista americana “Forbes”, divulgada nesta quarta-feira.
Ele estreou no ranking em 2008, na 142.ª posição.
Segundo a a revista, dos US$ 27 bilhões de patrimônio,
dois terços ele faturou nos últimos 12 meses. Eike –
dono do grupo EBX – tinha patrimônio de US$ 7,5 bilhões
na lista de bilionários da Forbes do ano passado. A revista americana
diz que “talvez a única coisa maior do que Eike Fuhrken
Batista no Brasil seja o morro do Pão de Açúcar”.
No topo da lista da Forbes,
o mexicano Carlos Slim, dono da operadora de telecomunicações
Telmex, superou Bill Gates, fundador da Microsoft. O primeiro aparece
com fortuna de US$ 53,5 bilhões, US$ 500 milhões a mais
que Gates. É a primeira vez desde 1994 que o número um
da relação não é um bilionário norte-americano.
Em terceiro está o megainvestidor norte-americano Warren Buffett,
proprietário da Berkshire Hathaway, com US$ 47 bilhões
de dólares.
A fortuna de Eike começou
a ser construída no início da década dos anos 1980,
com atividades de comércio de ouro e diamantes extraídos
na região Amazônica. Nos últimos anos, o grupo de
Eike comprou direitos sobre blocos exploratórios de petróleo
e gás e formou a OGX, ainda em fase pré-operacional como
várias das empresas do grupo. Outras empresas da EBX são
a MMX (mineração), LLX (logística), MPX (energia)
e OSX (estaleiros).
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Agência Diap, 11 de
março de 2010
Governo enviará ao Congresso
regulamentação do direito de greve
"O Governo não pode ficar omisso,
pois é uma exigência constitucional. Não teremos
um consenso total, mas já teremos andado com o debate, que ficará
em outro patamar", disse secretário de Recursos Humanos
(SRH)
O secretário de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva informou,
na última terça-feira (9), durante reunião com
o Grupo de Trabalho (GT) da Bancada Sindical, que o Governo enviará
ao Congresso Nacional, até maio deste ano, projeto de lei que
regulamentará o direito de greve no serviço público.
Segundo Duvanier, a proposição
será um conjunto de princípios e de abrangência
nacional. "O Governo não pode ficar omisso, pois é
uma exigência constitucional. Não teremos um consenso total,
mas já teremos andado com o debate, que ficará em outro
patamar", disse aos representantes sindicais do GT.
O secretário informou
ainda que ao todo serão dois projetos de lei e que, além
de tratar do direito de greve, também discorrerão sobre
a "negociação coletiva e a resolução
de conflitos" e sobre a "liberação de ponto
do mandato classista" da Administração Pública.
Os projetos foram discutidos
com o GT da Bancada Sindical durante mais de dois anos e ainda não
têm consenso. De acordo com Duvanier, o projeto sobre o "Direito
de Greve" só não foi encaminhado ainda pelo Governo
porque está sendo discutido com a Bancada Sindical.
Na terça-feira, a Bancada
Sindical entregou algumas alterações ao projeto inicialmente
apresentado para análise da Secretaria de Recursos Humanos, mas
Duvanier antecipou que o Governo enviará os projetos ao exame
do Congresso mesmo sem acordo.
O presidente do Sindireceita,
Paulo Antenor de Oliveira, afirmou que prefere focar a garantia da negociação
ao direito de greve, conforme o raciocínio de que só se
faz greve quando não há espaço para negociação.
Paulo Antenor também
destacou que a instituição da negociação
coletiva em estados e municípios deveria ser prioridade. "Felizmente,
tivemos uma mesa de negociação durante os oito anos de
Governo Lula, mas em estados e municípios isso não é
realidade".
Na opinião do vice-presidente
do Sindireceita, Hélio Bernades, os projetos devem ser encaminhados
o mais breve possível.
"O ideal é realmente
construir um consenso, mas estamos no final do Governo e, se o GT não
fechar isso, podemos retroceder em outro momento, pois não saberemos
se haverá debate sobre o projeto em outro governo".
O secretário de Recursos
Humanos disse ainda que os projetos serão apresentados na próxima
segunda-feira (15) aos secretários estaduais e serão colocados
disponíveis para consulta pública em breve.
Na próxima reunião
com o GT, o Governo se posicionará sobre as alterações
propostas. (Fonte: Sindireceita)
Clique aqui
e conheça o projeto de lei do Governo e a proposta com alterações
da Bancada Sindical
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Gazeta do Povo, 11 de março
de 2010
Ensino superior
Após lista, sobram 16 mil bolsas
do ProUni
ProUni oferece bolsas em universidades particulares
para estudantes de baixa renda que fizeram o Exame Nacional do Ensino
Médio em 2009
Com a divulgação
da relação de convocados na segunda e última etapa
do programa Universidade para Todos (ProUni), sobraram 16.433 bolsas
de estudo, das 85.155 vagas oferecidas em todo o Brasil, de acordo com
informações do portal G1. O ProUni oferece bolsas em universidades
particulares para estudantes de baixa renda que fizeram o Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem) em 2009.
Para a segunda fase, houve 355,3
mil inscrições, mas o índice de bolsas que sobraram
corresponde a 19,2% da oferta. No total, 34,6 mil bolsas eram integrais
e 50,5 mil eram parciais (cobrem metade do valor da mensalidade). A
assessoria de imprensa do MEC informou que as instituições
de ensino poderão promover seleções por conta própria
para as bolsas que sobraram, mas os candidatos precisam cumprir os mesmos
requisitos do ProUni: ter feito todo o ensino médio em escola
pública ou como bolsista em escola particular, ter renda familiar
máxima per capita de 1,5 salário mínimo (para bolsa
integral) e 3 salários mínimos (para bolsa parcial), e
não ter terminado curso superior anteriormente.
Os selecionados na lista de
ontem têm até amanhã para ir às faculdades
onde terão bolsa e levar os documentos exigidos para a matrícula,
especialmente os relativos à comprovação de renda.
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Folha de S.Paulo, 11 de março
de 2010
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
Plano Collor, 20 anos depois
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Na época do lançamento do plano, Fidel Castro comentou,
espantado: "Em Cuba, nunca fizemos nada de parecido"
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NO DIA 16, o Plano Collor -o
bloqueio da maior parte dos ativos financeiros no país- completa
20 anos. Talvez fosse melhor esquecê-lo. Trata-se de um dos maiores
desastres da nossa acidentada história monetária e financeira.
Mas lembrar desastres pode ter alguma função pedagógica.
Quem melhor retratou o ambiente psicológico do país naquele
momento foi Walter Salles, no seu filme "Terra Estrangeira",
de 1996. O filme abre com a paisagem cinzenta da cidade de São
Paulo, filmada em preto e branco. Uma senhora de classe média
baixa toma conhecimento pela televisão de que as suas economias
haviam sido congeladas -e sofre um ataque cardíaco fulminante.
O seu filho resolve então deixar o país. O título
do filme se refere, ao mesmo tempo, ao percurso do rapaz no exterior
e à "terra estrangeira" em que havia se transformado
o Brasil para os próprios brasileiros, submetidos a uma violência
financeira sem precedentes.
Era essa a sensação que eu tinha na época. O Brasil
parecia um país ocupado por tropas estrangeiras.
Não por acaso, uma das inspirações do Plano Collor
foi a reforma monetária, com bloqueio de ativos financeiros,
realizada na Alemanha em 1948, nas zonas ocupadas pelos EUA, pelo Reino
Unido e pela França.
A equipe econômica de Collor, com poucas exceções,
era relativamente jovem e inexperiente. O próprio presidente
da República, que acabara de tomar posse, era jovem e bastante
despreparado. Segundo relatos que me fizeram na época, a equipe
econômica levou ao presidente eleito várias versões
do plano de bloqueio dos ativos financeiros no período que antecedeu
a posse.
Collor sempre pedia medidas mais radicais. "Aumenta o laço,
aumenta o laço!", exigia ele.
O resultado foi um bloqueio que não isentou nem as cadernetas
de poupança nem os depósitos à vista!
Só escapou quem ficou com papel-moeda ou comprou moeda estrangeira.
Fidel Castro comentou, espantado: "Em Cuba, nunca fizemos nada
de parecido".
As circunstâncias que o novo governo enfrentava eram inegavelmente
muito difíceis. Mas o Plano Collor talvez fique na história
como um exemplo dramático de como não enfrentar uma hiperinflação.
No meu entender, o plano se baseava em uma interpretação
equivocada do fracasso do Plano Cruzado e de outros planos de estabilização
dos anos 1980. A leitura que diversos economistas faziam do insucesso
do Cruzado e de planos posteriores era que a excessiva liquidez dos
ativos financeiros solapava o controle da inflação. Segundo
essa leitura, quando havia uma estabilização temporária
dos preços, provocada, por exemplo, por um congelamento de preços,
salários e/ou da taxa de câmbio, a remonetização
acelerada da economia, permitida pela liquidez dos ativos financeiros,
acabava levando a uma expansão exagerada da demanda por bens
e moeda estrangeira, impedindo o controle definitivo da inflação.
Depois de alguns meses, o Plano Collor fracassou. Surgiu então
a explicação de que a volta da inflação
alta se devera à liberação desordenada dos ativos
financeiros congelados.
Porém, como bem observou Carlos Eduardo Carvalho, um dos economistas
que mais estudaram esse episódio, o plano era inaplicável.
Reter os ativos financeiros naquela escala por muito tempo teria levado
à paralisação do sistema de pagamentos e a uma
grave crise bancária.
Felizmente, quatro anos depois, diante de um novo surto hiperinflacionário,
o Brasil encontrou o caminho. Apesar de erros graves na área
cambial, a URV e o real abririam caminho para o restabelecimento da
moeda nacional.
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PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 54,
escreve às quintas-feiras nesta coluna. É diretor-executivo
no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia,
Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana,
Suriname e Trinidad e Tobago), mas expressa seus pontos de vista em
caráter pessoal.
pnbjr@attglobal.net
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Agência Diap, 11 de
março de 2010
STF: Ayres Britto pede vistas da
Adin do DEM contra as centrais sindicais
O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Carlos Ayres Britto pediu, nesta quarta-feira (10), vistas
da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4067, do
DEM, contrária ao repasse da contribuição sindical,
por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), às
centrais.
A votação está
empatada em três votos a favor da Adin - Joaquim Barbosa (relator),
Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski; e três contrários -
Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Eros Grau.
Faltam votar ainda quatro ministros.
Além de Ayres Britto, a Corte aguarda externar o posicionamento
acerca da ação, dos ministros Gilmar Mendes (presidente),
Ellen Gracie e Celso de Mello.
Novo
presidente
O ministro Cezar Peluso foi eleito o novo presidente do STF para o biênio
2010-2012. A eleição ocorreu no início da sessão
plenária desta quarta-feira (10).
Ele vai substituir, em abril,
o atual presidente Gilmar Mendes.
Na sequência da votação
que elegeu o ministro Peluso novo presidente do Supremo, os ministros
elegeram, também, o vice-presidente da Corte, ministro Ayres
Britto, para o biênio 2010-2012.
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O ESTADO DO PARANÁ,
11 de março de 2010 | Política
Para CUT, seria retrocesso STF não
reconhecer centrais
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur
Henrique, disse hoje, em São Paulo, que será um retrocesso
para a sociedade brasileira se o Supremo Tribunal Federal (STF) não
reconhecer a legalidade das centrais sindicais. "Questões
importantes, como a valorização do salário mínimo,
têm sido defendidas pelas centrais. Sem elas, esse tipo de luta
ficaria sem defensores."
O STF retoma hoje o julgamento
da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.067,
em que o DEM questiona a legalidade das centrais e, via de regra, o
repasse do imposto sindical a essas organizações. De acordo
com Henrique, cabe às centrais defender questões gerais
de interesse dos trabalhadores, como a valorização do
salário mínimo, a redução da jornada e dos
juros e a aposentadoria.
"A função de confederações e sindicatos
é defender temas específicos de cada categoria. Às
centrais, cabe defender os temas gerais." Ele afirmou que seria
um contrassenso essas entidades não serem reconhecidas e, ao
mesmo tempo, fazerem parte das instâncias que decidem o destino
dos recursos dos Fundos de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
e de Amparo ao Trabalhador (FAT), cujos montantes chegam a R$ 20 bilhões
e R$ 400 bilhões, respectivamente.
Henrique rebateu as afirmações
de que as centrais se beneficiam do repasse do imposto sindical. "Se
o imposto for retirado, continuaremos a trabalhar como fazíamos
antes. Não é esse o problema. O problema é o não-reconhecimento."
O presidente da CUT participa hoje da reunião de trabalho do
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
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BEM
PARANÁ, 11 de março de 2010 | Brasil
Domésticas
Comissão do Senado aprova projetos
que beneficiam empregadas domésticas
Ideia é tornar mais barato para os patrões
manter a empregada com carteira assinada.
Agência Brasil
Na semana em que se comemora o centenário do Dia Internacional
das Mulher, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou
dois projetos que beneficiam as empregadas domésticas. Um deles,
da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), diminui a contribuição
social dos empregadores de 12% para 6% sobre o salário da doméstica
e revoga a dedução que eles podiam fazer no imposto de renda
pelo pagamento. Assim, espera-se que ficará mais barato para os
patrões manter a empregada com carteira assinada.
O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), relator
do projeto, disse em seu relatório que a perda com a redução
da arrecadação será compensada com o aumento no
número de contribuintes. De acordo com ele, o benefício
da dedução da contribuição social no imposto
de renda do empregador não atende àqueles que fazem a
declaração no modelo simplificado. “Esses, sim devem
ser estimulados a formalizar os contratos com suas empregadas domésticas”,
disse o relator.
A garantia dos direitos trabalhistas também
foi o tema do outro projeto, da mesma autora, que beneficia as trabalhadoras
domésticas. Aprovado por unanimidade, o texto prevê multa
que vai de R$ 1 mil a R$ 10 mil reais, dependendo da gravidade, para
os empregadores que desrespeitarem esses direitos. No caso dos que não
assinam a carteira de trabalho da empregada a multa é acrescida
em 50%.
Também foi aprovado, em caráter
terminativo, o projeto que interrompe o prazo de aviso prévio
em caso de notificação de gravidez. Assim, as mulheres
que estiverem cumprindo os 30 dias de notificação da demissão
sem justa causa e que ficarem grávidas passam a ter o emprego
garantido até um mês após o fim da licença
maternidade.
Outro projeto garante às estudantes grávidas
a estabilidade no estágio por 120 dias contados após o
parto ou a partir de 28 dias antes da data prevista para dar a luz.
Não foi dessa vez, entretanto, que a
licença maternidade de seis meses obteve aprovação
no Senado para ser estendida às mulheres que adotarem uma criança.
O projeto de lei sobre o assunto não foi analisado pela CAS hoje
(10) por causa de um pedido de vistas do senador Flávio Arns
(PSDB-PR). O parlamentar alegou que precisava analisar questões
técnicas do texto, o que retardará a votação
da matéria na comissão.
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Agência Câmara,
11 de março de 2010
Empresários são contra
votação da redução da jornada neste ano
O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT),
Clésio Andrade, e representantes do setor apresentaram nesta
quarta-feira ao presidente da Câmara, Michel Temer, argumentos
contra a votação da PEC que reduz a jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais (PEC 231/95) neste ano. Eles estiveram
reunidos com Temer na Câmara.
Os empresários argumentaram
que a votação de uma PEC como esta em ano eleitoral é
“problemática”, pois seu objetivo - instituir benefício
para o trabalhador – pode se constituir em mecanismo de pressão
política e acabaria forçando os parlamentares a votar
a favor da proposta.
Qualificação
profissional
Clésio afirmou ainda que a redução da jornada de
trabalho não contribuirá para aumentar os índices
de emprego no País. Ele aponta a falta de qualificação
como uma das principais causas do desemprego.
O presidente da CNT citou como
exemplo da importância da qualificação no mercado
de trabalho a necessidade crescente de conhecimento de informática
para dirigir caminhões e operar trens. Ele lembrou que esses
veículos são hoje quase inteiramente controlados por computador
e exige dos motoristas e operadores familiaridade com o equipamento.
Construção
civil
Também participaram da reunião representantes da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os
empresários do setor alegam que redução da jornada
vai aumentar os gastos, o que poderia resultar em uma desaceleração
nas contratações para compensar a perda de competitividade.
Outra consequência imediata, segundo eles, será o aumento
do custo direto das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.
Íntegra
da proposta:
PEC-231/1995
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Vermelho,
11 de março de 2010
CTB considera golpe não votar
redução da jornada de trabalho
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB),
Wagner Gomes, disse nesta quarta (10) que a proposta na Câmara dos
Deputados de não votar emendas constitucionais neste ano de eleição
é um golpe contra os trabalhadores que aguardam com expectativa
a votação no plenário da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC), de autoria dos senadores Inácio
Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), que reduz a jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais.
Diante da pressão contra a proposta de não votar as PECs,
o colégio de líderes decidiu criar uma comissão para
analisar 63 emendas constitucionais que estão prontas para serem
analisadas em plenário. Na próxima terça (16), o
colegiado decidirá os projetos prioritários que serão
votados neste semestre.
Líder do PCdoB na Câmara, a deputada
Vanessa Grazziotin (AM) afirmou que a votação da redução
da jornada é prioridade número da sigla. “Vamos
brigar nas negociações para inclusão da matéria
em pauta”, disse.
“Não votar isso agora é
um verdadeiro golpe na democracia. Isso porque os trabalhadores fizeram
o caminho que teria que ser feito, ou seja, levando a discussão
para o Congresso. Durou 14 anos e agora na hora de votar usam de subterfúgios
para não votar. Cumprimos a regra do jogo e mudar a regra sempre
tá problema”, advertiu o presidente da CTB.
Inácio critica Temer
Autor da proposta, o senador Inácio Arruda
culpou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pela obstrução
da matéria. Pelo regimento, a PEC, que já foi aprovada
por uma comissão especial, precisa ser votada em dois turnos
no plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.
“A obstrução que nós
estamos tendo é da Presidência da Câmara, quer dizer,
é algo inadequado que a Presidência possa obstruir a votação
de uma matéria tão importante de interesses dos trabalhadores
e apoiada por todas as centrais sindicais.”
O senador lembrou ainda que a matéria
foi aprovada por unanimidade na comissão especial. “Nenhum
partido, nem o PSDB e nem o DEM, que têm forte relação
com o patronato, consideraram inadequado votar a emenda, a aprovação
foi por unanimidade”, diz Inácio.
Na opinião do senador, o patronato ficou
assustado com a proposição aprovada por unanimidade na
comissão e passou a criar um clima contrário em toda a
Casa. Além da mobilização das centrais, Inácio
sugere que os deputados ocupem à tribuna para exigir que a matéria
entre em pauta.
“Você rejeitar a sua apreciação
seria um erro muito grande, uma atitude inadequada, porque evidentemente
os trabalhadores terão que responder de outra maneira caso a
Câmara não se sensibilize”, disse.
Sobre a questão de não votar emendas
constitucionais em ano eleitoral, Inácio afirmou que essa é
uma regra que não existe. “Seria uma manobra visível
da Presidência impedir que se vote aquela matéria que de
fato interessa. Isso porque não tem outra emenda constitucional
com a relevância que tem a redução da jornada”,
avaliou.
Da Sucursal de Brasília,
Iram Alfaia
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MPAS, 11 de março
de 2010
Maioria dos benefícios previdenciários
é recebido pelas mulheres
Contingente feminino recebeu R$ 9,2 bilhões
em janeiro, contra R$ 8,9 bilhões dos homens
As mulheres recebem a maioria dos benefícios pagos mensalmente
pela Previdência Social em todo o país, tanto na cidade
como no meio rural. A quantidade de benefícios emitidos por gênero,
em janeiro deste ano, não deixa dúvidas sobre isso.
Segundo dados da Secretaria
de Políticas de Previdência Social, do Ministério
da Previdência Social, do total de 26,3 milhões de benefícios,
57% foram destinados à clientela feminina, num total de 14,9
milhões de brasileiras. O pagamento desses benefícios
às mulheres significou injeção de R$ 9,2 bilhões
na economia nacional, tanto no meio urbano como no rural.
Os homens ficaram com 11,4
milhões de benefícios, que correspondem a 43% do total.
O valor repassado pela Previdência alcançou R$ 8,9 bilhões,
entre os urbanos e rurais.
No meio urbano, as seguradas
foram beneficiadas com o pagamento de 10,3 milhões de benefícios,
no valor de R$ 7 bilhões. Em termos de valor médio de
benefício, no meio urbano as mulheres têm renda inferior
aos homens. Cada brasileira recebe mensalmente R$ 684,75, enquanto os
homens têm benefícios de R$ 890,66.
Já no meio rural, o
pagamento de benefícios garantiu renda a 4,6 milhões de
mulheres. Essa quantidade representou 62% do total de 7,4 milhões
de benefícios pagos pela Previdência em janeiro deste ano.
O valor desses benefícios correspondeu a R$ 2,1 bilhões.
Também no setor
rural, o valor médio dos benefícios pagos às mulheres
é ligeiramente superior àquele pago aos homens, mas a
maioria recebe valor próximo a um salário mínimo.
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Folha de S.Paulo, 11 de
março de 2010
JUSTIÇA DO TRABALHO
Vale é condenada a pagar indenizações
de R$ 300 mi
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELÉM
A mineradora Vale foi condenada
ontem a pagar indenizações que somam R$ 300 milhões
por supostas irregularidades trabalhistas cometidas contra os funcionários
terceirizados que prestam serviço na mina de ferro de Carajás
(PA).
A decisão de Jônatas Andrade, juiz da Vara do Trabalho
de Parauapebas (PA), aceitou pedido do Ministério Público
Estadual e ainda pode ser derrubada em instâncias superiores.
Para o juiz, a empresa cometeu "dumping" trabalhista -reduziu
custos com seus funcionários de maneira artificial para conseguir
vantagens competitivas na venda de seu produto. O "dumping"
se configurava pelo não pagamento das horas que os funcionários
gastavam para chegar até as minas de minério de ferro
da empresa.
Segundo a legislação e a jurisprudência, esse período
deve ser remunerado, pois nele os trabalhadores já estão
à disposição da contratante. A distância
das minas até o centro de Parauapebas chega a mais de 50 km.
A empresa sempre afirmou que há linhas fixas de ônibus
para o trajeto feito pelos funcionários, e que, portanto, não
era responsável por contar essas horas nos salários. Mas
inspeções feitas pela Justiça descobriram que as
linhas eram mantidas unicamente pela mineradora, em acordo com uma empresa
de transporte.
A Vale terá que pagar R$ 200 milhões, a serem ser revertidos
ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Ela também foi condenada
a pagar outros R$ 100 milhões por danos morais coletivos.
Procurada à noite, a assessoria da Vale afirmou que não
havia tempo hábil para elaborar resposta. Informou apenas que
não foi notificada oficialmente da decisão.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
11/03/2010
Litigância por-má fé
em ação trabalhista: tema é discutido no TST
Pagar em dobro o valor cobrado
da outra parte. É assim que o Código Civil, em seu artigo
940, pune a litigância de má-fé a quem postula na
Justiça uma dívida já paga. A aplicação
dessa penalidade no processo trabalhista foi objeto de debate no julgamento
de um recurso de revista em que a Segunda Turma do Tribunal Superior
do Trabalho mandou excluir a multa da condenação a que
foi sentenciada a Saga S/A - Goiás de Automóveis.
A questão teve origem
em uma reclamação trabalhista feita por uma ex-empregada
da Saga. A empresa, através de reconvenção (resposta
do réu, sendo uma ação dele contra o autor, nos
mesmo autos, invertendo-se a posição assumida na causa
principal), cobrou o recebimento de dívida assumida pela funcionária
em notas promissórias.
A trabalhadora provou que já
havia pago a dívida e que a empresa não lhe entregara
as notas promissórias. Por essa razão, requereu a aplicação
de multa por litigância de má-fé, baseada no artigo
18 do Código de Processo Civil, que determina pagamento de multa
não excedente a um por cento sobre o valor da causa, mais indenização
da parte contrária dos prejuízos que esta sofreu, honorários
advocatícios e todas as despesas que efetuou.
Já na primeira instância,
a Saga foi condenada a devolver as notas promissórias e a pagar,
além da multa prevista no CPC, a multa do artigo 940 do Código
Civil, o que motivou recurso empresarial ao Tribunal Regional do Trabalho
da 18ª Região (GO), que manteve a sentença. No recurso
ao TST, a Saga argumentou que a multa do Código Civil (pagar
em dobro o que cobrara) é inaplicável ao processo do trabalho
e que a ex-empregada não pediu a aplicação dessa
multa especificamente.
Por haver divergência
de posicionamento entre os Tribunais Regionais quanto ao tema, fato
comprovado pela empresa, a Segunda Turma aceitou o recurso. Ao julgar
o mérito, decidiu excluir a multa do artigo 940 do CC, com fundamento
de que a vendedora não formulou pedido quanto a essa multa e
que, além disso, há entendimento majoritário no
TST de ser inaplicável esse artigo ao caso, por haver penalidade
processual específica - a multa por litigância de má-fé,
prevista no artigo 18 do CPC.
Má-fé
Segundo a Saga, a vendedora
teria contrariado norma sobre liberação de veículos
vendidos a prazo. Afirma que a empregada liberou veículo ao cliente,
apesar de ele ter tido seu cadastro recusado por falta de comprovação
de patrimônio e por haver restrições em órgãos
de proteção ao crédito. Os cheques emitidos pelo
comprador foram devolvidos, sem provisão de fundos, e a funcionária
assumiu a dívida, com previsão de pagamento em parcelas.
Para garantia, assinou notas promissórias.
Em sua defesa na JT, a trabalhadora
alegou que, após o pagamento do valor dos cheques pelo cliente,
requereu a devolução das notas promissórias. Em
primeira instância, o pedido da Saga foi julgado improcedente,
pois ficou provado o pagamento da dívida. O juízo registrou,
inclusive, a própria contestação empresarial confessando
o fato: “o citado documento (...) realmente refere-se à
quitação dos cheques, porém feita pela própria
reclamante e não pelo emitente dos cheques conforme alega em
sua contestação à reconvenção”.
Ao considerar que a pretensão
da empresa “ultrapassa as raias da má-fé”
-por ter confessado expressamente que a dívida foi paga pela
vendedora, mas insistir na cobrança das promissórias afirmando
que a trabalhadora não pode provar o pagamento porque a prova
é feita pela exibição dos títulos e estes
estão com a Saga - , o juízo de primeiro grau condenou
a empregadora ao pagamento da indenização de R$17.751,90,
valor em dobro da importância cobrada indevidamente pela empresa,
além da multa do artigo 18 do CPC.
A decisão da Segunda
Turma do TST retirou da condenação o valor de R$ 17.751,90.
A multa do artigo 18 do CPC, referente à litigância de
má-fé, aplicação requerida pela vendedora,
foi mantida.. (RR - 163000-02.2004.5.18.0006 )
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11/03/2010
Oitava Turma reconhece diferenças
salariais com base em salário profissional de arquiteta
A Oitava Turma do Tribunal Superior
do Trabalho restabeleceu a sentença de origem para conceder a
uma arquiteta da Fundação de Cultura de Mato Grosso do
Sul as diferenças salariais e reflexos, de acordo com o salário
profissional da categoria. O entendimento da Turma, que acompanhou o
voto da relatora, ministra Dora Maria da Costa, é o de aplicar
ao caso a Orientação Jurisprudencial n° 71 da SDI-2:
“A estipulação do salário profissional em
múltiplos do salário mínimo não afronta
o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal de
1988, só incorrendo em vulneração do referido preceito
constitucional a fixação de correção automática
do salário pelo reajuste do salário mínimo”.
A sentença favorável
à arquiteta havia sido reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho
de Mato Grosso do Sul (24ª Região), que deu provimento ao
recurso da Fundação. Para o Regional é inadmissível
a fixação de correção automática
ou vinculação do salário profissional (previsto
na Lei nº 4.950 A/66 que instituiu salário profissional
para o arquiteto) a salário-mínimo.
A ministra Dora citou,
em seu voto, precedentes do TST no sentido de que referida lei não
afronta o artigo 7º, IV, da Constituição, porque
estipula o salário profissional em múltiplos do salário
mínimo, uma vez que somente há ofensa ao citado artigo
se houver a fixação de correção automática
do salário (indexação) pelo reajuste do salário-mínimo.
(RR-431/2006-006-24-00.7, atual 43100-86.2006.5.24.0006)
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