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CNTE, 20 de fevereiro de 2011
2011: piso salarial profissional
nacional é R$ 1.597,87, determina lei
Em 3 de janeiro de 2011 foi publicada, no Diário Oficial da União,
Secção 1, páginas 4/5, a Portaria Interministerial
1.459, de 30 de dezembro de 2010, que estabeleceu o valor anual mínimo
nacional por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento
da Educação Básica e de Valorização
dos Profissionais da Educação (Fundeb), referente aos iniciais
do ensino fundamental urbano, para 2011, à quantia de R$ 1.722,05.
Em comparação ao valor anual mínimo do Fundeb
de 2010 (R$ 1.414,85), o percentual de reajuste foi de 21,71%.
A Lei 11.738, que regulamenta o piso salarial profissional nacional
do magistério público da educação básica,
estabelece que:
"Art. 5º. O piso salarial profissional nacional do magistério
público da educação básica será atualizado,
anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.
Parágrafo único. A atualização de que
trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo
percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente
aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente,
nos termos da Lei 11.494, de 20 de junho de 2007."
Dada a vigência, sem alteração, da Lei do PSPN
- em especial do artigo que trata do reajuste anual - a CNTE orienta
a correção dos vencimentos mínimos iniciais das
carreiras de magistério, em âmbito dos planos de carreira
estaduais e municipais, neste ano de 2011, ao valor de R$ 1.597,87,
considerando a aplicação do percentual de 21,71% sobre
R$ 1.312,85, praticado em 2010.
(Fonte: CNTE)
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Agência Brasil, 20 de fevereiro de
2011
EUA elogiam programas sociais
brasileiros e inclusão feminina
A embaixadora-geral para Assuntos Globais da Mulher dos Estados Unidos,
Melanne Verveer, encerrou sua viagem de três dias ao Brasil visitando
a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), na capital
federal, uma das primeiras a serem criadas no país (1987).
Verveer, que conhece o país há 15 anos e também
esteve no Recife, na última quinta-feira (17) elogiou os programas
de transferência de renda do governo federal, como o Programa Bolsa
Família, e as iniciativas para a inclusão da mulher.
“Existe um grande compromisso do governo brasileiro. Um desafio
que compartilhamos”, comentou a embaixadora antes de se referir à presidenta
Dilma Rousseff. “Eu me identifico com as palavras da presidenta,
que disse que, quando melhoram as condições das mulheres,
melhoram as condições da sociedade”. Segundo a
embaixadora, há “comprometimento” de lideranças
políticas e espírito de inovação no Brasil.
Para ela, a Deam, delegacia que visitou, “seria não só um
modelo para o país, mas também para o mundo”.
Apesar dos elogios, a titular da Deam, Mônica Ferreira, fez
questão de esclarecer à embaixadora que ainda há dificuldades
para as mulheres serem protegidas no Brasil. Segundo ela, muitas vítimas
de violência não conseguem assistência de advogados;
e ainda há homens e mulheres que não conhecem a Lei Maria
da Penha, que há quase cinco anos criou mecanismos para coibir
a violência doméstica e familiar contra a mulher.
O problema do desconhecimento da lei é associável a
dois outros fenômenos verificados desde a sua sanção,
e lembrados pela delegada ao conversar com a embaixadora Verveer: casos
de mulheres que não conseguem registrar a ocorrência em
delegacias não especializadas e decisões da Justiça
que contrariam a lei.
“Se não insistirmos nisso poderemos perder”, afirmou
a delegada à embaixadora antes de detalhar aos jornalistas que
acompanhavam a visita que espera maior atuação em favor
da lei pelos “operadores do direito” [delegados, promotores,
defensores públicos, juízes] e a compreensão de
que a aplicação da lei tem que ser “firme”. “A
lei é dura porque precisa ser dura”, disse ela, ao condenar
o “atraso cultural” que naturaliza a agressão contra
as mulheres. “Isso não pode acontecer mais.”
A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher funciona na Entrequadra
204/205 Sul, na Asa Sul O atendimento é feito pelo telefone
(61) 3442.4300. Também a Central de Atendimento à Mulher,
ligada à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres,
recebe denúncias de agressões contra as mulheres pelo
número 180.
A Deam funciona 24 horas todos os dias da semana, com cerca de 60
policiais em esquema de plantão.
Fonte: Agência Brasil
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Gazeta do Povo, 20 de fevereiro de 2011
EFEITOS DA CRISE
Quando papai perde o emprego
Recessão econômica nos EUA provocou
mudanças no comportamento e na vida escolar dos filhos de
pessoas desempregadas
Diane e Eric Kehler tentaram não falar sobre isso na frente
dos filhos, mas, como diz Jen Hegerty, orientadora da Wilson Hill Elementary
School, “as crianças têm ouvidos de águia”.
Kehler perdeu seu emprego de gerente de tecnologia da informação,
que lhe rendia US$ 90 mil por ano. Apesar de ele e a mulher discutirem
os problemas aos cochichos, os ouvidos de águia das crianças
não perderam muita coisa. O filho Mathias, 12 anos, um menino
quieto da sexta série da Wilson Hill, ficou ainda mais quieto. “Nossa
casa estava em estado de desespero. Não éramos tão
felizes quanto antes”, diz Mathias. “Parei de ter boas
ideias para conversar com meus amigos”, continua.
Diane Kehler tem diploma universitário, mas havia escolhido
ser mãe e dona de casa. Isso acabou. Ela aceitou um trabalho
no McDonald’s para cobrir os custos do supermercado. Na escola,
Mathias e a irmã, Leah, que está na quarta série,
se qualificaram para refeições com preço reduzido.
Manter toda essa preocupação em segredo doeu. Apesar
de Leah não contar a ninguém seu maior medo, ela contou à professora
Shelley Smith seu segundo maior temor: o de que sua família
tivesse de se mudar e a menina perdesse os amigos. “Eu estava
preocupada, com medo, muito preocupada”, relembrou Leah, 10 anos.
Os Kehler têm companhia. A algumas casas de distância
da residência deles, na Deer Creek Drive, Bill Cameron, que tem
três filhos na escola, está desempregado há dois
anos, desde que perdeu o emprego como gerente da American Electric
Power, que lhe rendia US$ 119 mil por ano. Na Eastland Court, Grace
Koo e seu ex-marido, que têm dois filhos na Wilson Hill, foram
demitidos e passaram de um salário de US$ 160 mil por ano para
zero. Koo, que era diretora de construção e design de
lojas para a Limited Brands, atribuiu o divórcio a muitas coisas
que deram errado, incluindo seu decrescente status econômico. “Durante
meses, ambos estivemos desempregados, mas juntos. Brigávamos
por dinheiro”, ela recorda.
Na Buck Trail Lane, a família Hymer passou de US$ 150 mil por
ano a zero. O filho Zachary, na segunda série, e a filha Kennedy,
que está na quarta série, se qualificaram para refeições
com preço reduzido na escola. A família Hislope, da Friend
Street, também se qualificou para refeições com
preço reduzido. Mas as coisas pioraram. O pai, Mike, chefe de
uma loja, está desempregado há dois anos – então
as crianças passaram a ter direito a refeições
gratuitas.
Embora vários pais entrevistados tenham conseguido trabalho,
nenhum deles conseguiu voltar a ganhar algo parecido com seus antigos
salários. Os Hislope, os Hymer e os Kehler estão ganhando
a metade. Koo ganha um terço. As duas filhas da família
Hislope puderam continuar praticando esporte porque as escolas abriram
mão da taxa de participação e os clubes de incentivo
ao esporte ajudaram. Os Hislope foram uma das dez famílias que
a escola selecionou para doar US$ 300 para o Natal.
Foi somente durante a visita de um repórter que Diane Kehler
ouviu Leah contar seu maior medo. “Achei que viraríamos
mendigos instantaneamente”, disse Leah. Todo outono, a escola
participa do Penny Harvest, coletando doações para os
sem-teto, e Leah temia que a próxima coleta fosse para sua família. “Sério?”,
perguntou Diane Kehler. Tal mãe, tal filha. Esse também
era o maior medo de Diane. “Não sabia como sobreviveríamos”,
ela disse. “Tive medo de morar debaixo de um túnel em
Columbus, que as crianças fossem para o orfanato”, relata.
Quando, mesmo após vários meses, Eric Kehler não
conseguiu encontrar um emprego, eles compraram uma empresa de reciclagem
de cartuchos de impressão. O negócio está começando
de forma promissora. No primeiro ano, os Kehler tiveram um desempenho
superior ao dono anterior. “Aumentamos 18%”, comemora Diane
Kehler. Ouvidos de águia ainda escutam quase tudo. Porém,
nos últimos meses, o que eles ouvem não soa tão
horrível. “Quando mamãe e papai conversam, eles
se acalmam”, diz Mathias. “Estamos melhores que antes.”
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Folha de S.Paulo, 20 de fevereiro de 2011
Aécio quer aproximar PSDB de
sindicatos
Maior alvo dos tucanos é a Força Sindical
do deputado Paulinho, que divergiu do governo na questão do
mínimo
Senador diz que não há social-democracia
sem base sindical; serrista diverge de aliado e acha que PT utiliza
centrais
VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO
O encontro com representantes das centrais sindicais na semana passada
foi o ensaio de uma estratégia mais ampla do PSDB para tentar
obter uma interlocução com as entidades trabalhistas.
O diagnóstico é que, para voltar ao poder, o partido
precisa ampliar sua base social e romper o monopólio do PT junto às
centrais sindicais -que, além de reunirem expressivo número
de filiados, dispõem de ampla estrutura de propaganda política.
A aproximação com os sindicatos faz parte do projeto do
senador Aécio Neves (MG) para tentar se cacifar para a eleição
presidencial de 2014. O principal alvo dos tucanos é a Força
Sindical, ligada ao PDT do ministro Carlos Lupi (Trabalho) e de Paulo
Pereira da Silva, o Paulinho.
A aproximação entre Aécio e Paulinho irritou tanto
o Palácio do Planalto quanto a ala tucana ligada a José Serra,
que defendia R$ 600 para o mínimo. Aécio encampou os valor
das centrais: R$ 560. Em Minas, a Força apoiou a eleição
de Aécio e do governador Antonio Anastasia. A Social Democracia
Sindical e a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) também gravitam
na órbita tucana.
BLOCO MONOLÍTICO
Apesar da derrota inconteste que sofreu na votação do mínimo,
a oposição avalia que o debate serviu para provocar a primeira
cizânia na unidade sindical em torno do governo, inabalável
na gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Além da já umbilical
ligação entre a CUT e o PT, Lula conseguiu fidelizar também
as demais entidades.
Isso se deu graças à divisão de cargos em organismos
do governo e, principalmente, ao repasse do imposto sindical para as
seis centrais, o que irrigou seus cofres com R$ 146 milhões desde
2008. Ricardo Antunes, professor de Sociologia do Trabalho da Unicamp,
já comparou o movimento feito por Lula à relação
entre os sindicatos e Getúlio Vargas, criador do imposto sindical.
Outros estudiosos chamaram o fenômeno de "neopeleguismo",
novamente em alusão à era Vargas. " Não podemos
deixar como única alternativa para essas forças se aliar
ao PT", disse Aécio à Folha. Ele argumenta que "não
existe partido social-democrata no mundo sem uma seção
sindical".
Num sinal de que também esse tema não é unânime
no PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), um dos principais porta-vozes
do grupo serrista, acha que o partido não deve buscar com os sindicatos
a mesma relação que o PT criou. " Sempre tivemos ponte
com o movimento sindical, mas nunca tivemos a intenção
de aparelhá-lo."
Ele criticou o fato de as centrais serem "alimentadas pelo imposto
sindical" e atuarem como "correia de transmissão do
governo". Sobre os embates entre sindicatos como a Apeoesp (que
reúne os professores paulistas) e o governo tucano em SP, Nunes
diz que essas entidades atuam como partidos. "São inimigos
dos progressos na educação."
Ele defende que a interlocução do PSDB com o movimento
sindical se dê por meio de entidades independentes. "Respeitamos
a autonomia sindical."
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Folha de S.Paulo, 20 de fevereiro de 2011
Meta do governo é evitar crescimento
abaixo de 4%
Inflação também preocupa, mas
teto de 6% é visto como índice tolerável
2011 é considerado um ano de sacrifícios;
se alta de preços piorar, BC e Fazenda poderão adotar
novas medidas
VALDO CRUZ
SHEILA D'AMORIM
DE BRASÍLIA
Apesar da previsão oficial de crescimento econômico de
5% neste ano, o governo Dilma já trabalha reservadamente com
um número menor, de 4,5%, como cenário mais provável
diante das medidas adotadas para evitar que a inflação
rompa o teto da meta, de 6,5%. Dentro do Palácio do Planalto,
o maior temor é que o desempenho da economia, por conta da alta
de preços e do ambiente externo, seja ainda pior, ficando abaixo
de 4%. Alguns analistas do mercado financeiro revisaram suas projeções
e estimam crescimento de 3,9%.
A ordem da presidente Dilma, segundo assessores, é evitar que
isso ocorra. Segundo a Folha apurou, o governo deseja fixar 4% como piso
para o crescimento em 2011. A avaliação é que um
número abaixo desse patamar seria ruim. Além de afetar
o nível da receita federal, reduzindo os investimentos públicos,
poderia desencadear uma onda pessimista entre empresários e trabalhadores,
o que dificultaria a recuperação numa etapa seguinte.
Ao mesmo tempo, teme-se uma disparada generalizada dos preços.
Dilma tem insistido nas reuniões internas em que, no caso de piora
acentuada do cenário inflacionário, o Banco Central e o
Ministério da Fazenda devem tomar as medidas necessárias
para evitar que a inflação rompa o teto da meta -dois pontos
acima de 4,5% no final do ano. A presidente tem dito que seu primeiro
ano de governo será de transição e que adotará as
medidas para entrar 2012 com o cenário econômico equilibrado
e a inflação próxima do centro da meta.
Para o Palácio do Planalto, 2011 é um ano de sacrifícios.
Reservadamente, a equipe de Dilma trabalha com um teto para a inflação
de 2011 de 6%. Até aí seria tolerável, dependendo
do ambiente econômico. A previsão do governo, porém, é que
a inflação feche o ano em 5,5%.
Pelo cenário traçado, a inflação pode bater,
até junho, perto de 6,5% no acumulado de 12 meses. Depois, começaria
a cair, voltando a ficar próxima do centro da meta, de 4,5%, no
segundo ano de governo de Dilma.
CENÁRIOS
No mercado financeiro, gradualmente, as projeções começam
a convergir para esse patamar. O ex-presidente do BC Gustavo Loyola revisou
na semana passada a projeção de crescimento em 2011 de
4,5% para 3,9%. Com o IPCA (índice oficial de inflação)
elevado de janeiro, a aposta é que o BC anuncie, ao menos, mais
três altas de 0,5 ponto percentual na Selic (taxa básica
de juros).
" Há ainda as medidas de contenção do crédito
que não surtiram efeito integralmente", argumenta Loyola. O próprio
efeito da inflação, que corrói o poder de compra dos salários,
ajudará a desacelerar a economia. "É o preço que vamos
pagar pela alta da inflação", diz o ex-BC.
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Folha de S.Paulo, 20 de fevereiro de 2011
ANÁLISE
Trabalho doméstico é eterno
refúgio de mulheres pobres
HILDETE PEREIRA DE MELO
ESPECIAL PARA A FOLHA
O emprego doméstico é uma das mais antigas formas de
trabalho assalariado. É uma tarefa reconhecida como responsabilidade
feminina e culturalmente definida como "lugar da mulher".
Essas atividades são realizadas no interior das residências,
recebem baixas remunerações e acabam como refúgio
de pessoas com baixa escolaridade e sem treinamento na sociedade. São
condições de trabalho marcadas pelo estigma herdado socialmente
de desvalorização do trabalho feminino na realização
das tarefas de reprodução da vida.
O que explica a existência dessa categoria de trabalhadoras? A
explicação mais plausível talvez seja o enorme desequilíbrio
existente na distribuição de renda pessoal na sociedade
atual. Isso aliado à difícil conciliação
entre família e trabalho, que gera uma demanda permanente por
serviços domésticos, especialmente por parte das famílias
com crianças pequenas e nas quais as mães trabalham fora
de casa.
Reflete-se nos 6,7 milhões de trabalhadoras (PNAD 2009) dedicadas à realização
dessas tarefas no país. A grandeza desse número dá a
dimensão das dificuldades encontradas pelas mulheres para conciliar
os mundos do trabalho e da família. Em 2008, depois de ligeiro
arrefecimento, a ocupação apresentou 6,2 milhões
de pessoas. Mas, no rastro da crise, o desemprego empurrou-as para as
residências e a ocupação voltou a crescer.
Foram 500 mil postos a mais.
Em uma perspectiva histórica, no auge do processo de industrialização,
houve uma revoada de mulheres pobres do Nordeste para o Sudeste, com
epicentro em São Paulo, todas em busca de melhores condições
de vida. Sem qualificação, ficaram nas tarefas secularmente
atribuídas às mulheres.
Aparentemente, esse movimento, nos dias atuais, foi em parte substituído
por outras mulheres migrantes latino-americanas que, atraídas
pela pujança da economia brasileira, dirigem-se para as terras
paulistas, os Estados fronteiriços e até para o Distrito
Federal.
Não há dados explícitos para avaliar a magnitude
da questão, mas os relatos da Pastoral do Migrante mostram o crescimento
desse fluxo e as péssimas condições de trabalho
dessas mulheres, agravadas pela ilegalidade que cerca a vida de muitas
delas. A situação do emprego doméstico é agravada
porque a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) exclui
essas trabalhadoras do texto legal.
O trabalho doméstico remunerado é regido por legislação
especial, que data apenas de 1972, que define somente alguns direitos
legais para as trabalhadoras. A Constituição de 1988 equiparou
os trabalhadores rurais aos empregados urbanos brasileiros, e às
domésticas foram estendidos outros direitos, mas sem o conjunto
dos direitos trabalhistas que abrangem os demais trabalhadores nacionais.
Essa legislação ainda incompleta de todos os direitos fragiliza
ainda mais as mulheres migrantes, muitas sem documentos e, portanto,
alvo fácil de situações precárias no exercício
do serviço doméstico remunerado.
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