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DEPACOM, 11 de agosto de 2006
Parcelas extras do Seguro-Desemprego
DRT-PR já encaminhou solicitação
da FETRACONSPAR ao Ministro do Trabalho
O Delegado Regional do Trabalho do Paraná, Geraldo Serathiuk,
encaminhou ontem (10/08), ao Ministro do Trabalho, nossa correspondência
solicitando que seja revista a Resolução nº 501,
a fim de ampliar os benefícios para toda a cadeia produtiva do
mobiliário, inclusive levando em consideração os
demitidos do ano de 2005.
Veja ofício da
DRT/PR e a solicitação da FETRACONSPAR.
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DEPACOM, 11 de agosto de
2006
Parcelas extras do Seguro-Desemprego
Feticom de Minas Gerais encaminhou correspondência
a DRT
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção e do Mobiliário de Minas Gerais, presidida
pelo companheiro LÁZARO PEREIRA, encaminhou ontem (10/08), conforme
sugerido pelo Depacom, ofício a Delegacia Regional do Trabalho,
solicitando que seja revista a Resolução nº 501,
a fim de ampliar os benefícios para toda a cadeia produtiva do
mobiliário, inclusive levando em consideração os
demitidos do ano de 2005.
Orientamos a todas as federações
que também protocolem correspondência nas DRT de seus estados
e nos remetam a cópia para divulgação.
Veja
ofício protocolado pela FETICOM/MG
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
11 de agosto de 2006
Combate ao trabalho informal na construção
civil
Roger Pereira
Foto: Aliocha Maurício/O Estado
Encontro entre empresários e profissionais aconteceu ontem à
tarde, na sede do Sinduscon.
Mais de vinte entidades empresariais e profissionais da engenharia e
arquitetura renovaram, ontem, o Comitê de Combate à Informalidade
na Construção Civil, uma parceria entre as organizações
para incentivar o trabalho formal entre os profissionais da construção.
Firmado em 2001, o programa fiscaliza obras e orienta seus proprietários
a formalizar as relações de trabalho.
Além das entidades que já faziam parte do convênio,
como a Delegacia Regional do Trabalho, o Ministério Público
do Trabalho (MPT), o Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Paraná (Sinduscon-PR), o Conselho Regional de Engenharia,
Agricultura e Agronomia no Paraná (Crea-PR) e a Federação
dos Trabalhadores, dois novos órgãos aderiram ontem ao
convênio: a Associação dos Escritórios de
Arquitetura e a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção
Social. “Essa reunião é a prova de que há
a possibilidade de um trabalho conjunto para combater um dos maiores
problemas do sistema brasileiro”, disse o secretário do
trabalho, Emerson Nerone, ressaltando que caberá à secretaria
garantir a formalidade nas obras públicas e dar apoio financeiro
às ações de fiscalização e na edição
de uma cartilha que será distribuída nas obras.
O vice-presidente do Sinduscon, Euclésio Manoel Finatte, destacou
a evolução dos registros profissionais desde que o comitê
começou a atuar. “Em 2001, a informalidade na construção
civil era de 45% no Paraná. Esse índice foi reduzido para
35%. Grande parte disso se deve às visitas realizadas por nosso
comitê às obras, cobrando a formalidade de seus proprietários.”
Já para o titular da Delegacia Regional do Trabalho, Geraldo
Seratiuk, a redução da informalidade tem relação
direta com o crescimento da economia no Estado. “As ações
do comitê são de grande importância, mas a reabertura
do crédito imobiliário, que permitiu novos investimentos
no setor da construção, é que permitiu a criação
de vários postos de trabalho e o crescimento dos registros profissionais”,
destacou. Para ele, o grande foco do comitê, agora, é exigir
mudanças na legislação para que órgãos
governamentais não acabem financiando a informalidade. “Instituições
como a Caixa Econômica e a Cohapar, por exemplo, liberam financiamento
para construção sem exigir o registro de trabalho dos
operários”, lembrou.
O presidente da Federação dos Trabalhadores da Construção,
Geraldo Ramthun, destacou a importância da formalidade para o
trabalhador, que passa a ter direitos trabalhistas e previdenciários,
além de ressaltar que nas visitas às obras, o comitê
também fiscaliza as condições de trabalho dos operários.
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TV SECOM / MATO GROSSO,
11 de agosto de 2006
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Trabalhadores de três municípios
são qualificados em construção civil
AMANDA FREITAS
Assessoria/Setecs-MT
O projeto “Colher na Massa”,
que qualifica trabalhadores na área da construção
civil, beneficiará a partir da próxima semana mais três
municípios de Mato Grosso. Na segunda-feira (14.08), inicia o
curso de assentador de tijolos nas cidades de Arenápolis (258
km a Médio-Norte de Cuiabá) e Vera (458 km ao Norte de
Cuiabá).
Já na quarta-feira (16.08), iniciam
os cursos de instalador de louças e sanitários e assentador
de cerâmica para trabalhadores de Campo Novo do Parecis (396 km
a Noroeste de Cuiabá). Cada capacitação conta com
cerca de 16 alunos e são oferecidas gratuitamente pelo projeto,
desenvolvido pelas Secretarias de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência
Social (Setecs) e Infra-Estrutura (Sinfra), em parceria com o Senai.
Até o final de 2006 o Colher na
Massa atenderá um total de 24 Municípios do Estado, sendo
que 13 já foram atendidos pelo projeto. “Este ano, já
foram qualificados 650 profissionais para o mercado da construção
em Mato Grosso, através de cursos que contribuem para a formação
teórica e prática dos beneficiados pelo Programa Meu Lar”,
destacou a chefe de núcleo da Setecs, Laydy Dayanna Dias da Silva.
O projeto ainda oferece cursos como eletricista,
almoxarife, pintor, instalador hidráulico, apontador de obras,
armador de ferros, carpinteiro, entre outros.
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DIÁRIO DO NORDESTE,
11 de agosto de 2006
EVENTO
III Jogos da Construção
Civil têm início no Sesi
Terceira edição dos Jogos
da Construção Civil serão abertos, neste sábado,
às 8 horas, no Sesi da Barra do Ceará. Na primeira rodada
dessa competição, a disputa de três partidas pelo
Campeonato de Futebol Society.
Esses Jogos, que são promovidos
pelo Sinduscon/CE e reúnem os operários da nossa construção
civil, prosseguirão até o dia 18 de dezembro, com disputas
também no Sesi Parangaba.
Trinta e seis empresas estão inscritas
nesta edição 2006 desses Jogos, que envolvem o futebol
society, o futsal, natação e a sinuca. Além disso,
a Corrida Rústica da Construção, que deve contar
com cerca de 800 atletas, está inserida no calendário
desse evento e programada para dia 24/09.
Com rodadas sempre aos sábados,
os III Jogos da Construção Civil fazem parte do programa
Qualidade de Vida desenvolvido pelo Sinduscon. Esse programa é
uma ação de responsabilidade social desse sindicato.
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Diário Vermelho,
11 de agosto de 2006
Lula, com 46% no Ibope, enfrenta entrevista
só sobre corrupção
Um Luiz Inácio Lula da Silva chamado sempre de "candidato"
e nunca de "presidente" foi o último entrevistado ao
vivo pelo Jornal Nacional, na noite desta quinta-feira (10). Dos 12
minutos da entrevista, a última da rodada programada pela Globo,
9min40 foram de perguntas sobre o escândalo do "mensalão"
e 1min50 sobre erros do governo federal na área da segurança.
A sorte do presidente: minutos antes o mesmo JN anunciou os números
do Ibope: Lula 46% (2 pontos a mais), Alckmin 21% (4 a menos).
Fonte: Ibope
Os números (veja os gráficos
ao lado) são tudo que a campanha da reeleição desejaria.
É o Ibope, decano dos institutos de pesquisa do Brasil, a confirmar
o que a CNT-Sensus e o Datafolha haviam antecipado durante a semana
e que o presidenciável conservador, Geraldo Alckmin, inicialmente
tratou como "uma piada", pedindo para os jornalistas falarem
de "coisas sérias".
A única concessão,
um presente de grego
Conforme a nova pesquisa, Nas duas semanas
entre 25 de julho e ontem o presidente ganhou 2 pontos e seu adversário
do bloco PSDB-PFL perdeu 6. A diferença entre os dois se ampliou
de 19 para 25 pontos. Em votos válidos, Lula está com
56,8% dos votos válidos, o presidente seria reeleito com folga
no primeiro turno se a eleição fosse agora.
Sabedor destes números, Lula se
dirigiu a William Bonner e Fátima Bernardes na condição
de quem responde para não perder os votos que está ganhando,
e não para ganhar os votos não-conquistados. Foi um presidente
visivelmente mais tenso e taciturno do que de hábito que apareceu
na telinha do telejornal de maior audiência do país.
A única concessão feita
ao cargo presidencial -- a entrevista foi feita no Palácio do
Alvorada e não nos estúdios da Globo -- terminou se revelando
um presente de grego: a mesa grande encobrindo o presidente baixinho,
a câmera aberta, sem concessões à coloquialidade.
Compondo o quadro, os jornalistas de emissora, de semblante fechado
e também nervosos.
Uma polêmica sobre o "eu
afastei"
A julgar pelos primeiros comentários
na internet, o trecho que mais espicaçou os analistas foi aquele
em que Lula diz que "afastou" os ex-ministros José
Dirceu (Casa Civil) e Antonio Palocci (Fazenda) por estarem "envolvidos"
nas acusações de corrupção.
"Eu afastei todos que estavam dentro
do governo federal foram afastados, todos, sem distinção.
Todos os funcionários públicos seja de primeiro, segundo
ou terceiro escalão. Eu afastei. Afastei o Zé Dirceu,
afastei o Palocci, afastei outros funcionários que estavam envolvidos
e vou continuar afastando", disse um peremptório Lula, usando
o "afastei" quatro vezes no passado e uma no futuro.
A revelação é Lula
assumir a iniciativa do afastamento dos ministros. Até esta quinta-feira,
valia a versão convencional de que os dois haviam pedido demissão,
adiantando-se para afastar do governo o ônus de possuir ministros
sob bombardeio de denúncias de corrupção. Desta
vez, Lula chamou a si a iniciativa.
Uma versão que a entrevista
desmente
Já a versão, que também
corre na internet, de que na fala do candidato à reeleição
"envolvidos" significa um julgamento de culpa dos ex-ministros,
conflita com as afirmações explícitas de Lula na
entrevista, no trecho seguinte ao citado acima.
"Quando se trata de punir William,
punir significa você respeitar o estado de direito. Eu quero pra
todo mundo o que eu quero pra mim. O direito de provar que eu sou inocente
e o meu acusador provar que eu sou culpado", disse o presidente.
E em outra resposta: "Obviamente
que eu lamento profundamente que companheiros tenham feito coisas que
ainda vão ser julgadas, porque há outra instância
no Supremo Federal..."
Lula ainda citou que foi ele quem escolheu
o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, "sem
que eu sequer o conhecesse", com a orientação explícita
de agir com independência.
"O procurador da República
no meu governo indicia, porque em outros governos engavetava",
alfinetou Lula. Isso "foi um discurso, William, que eu fiz na posse
dele [procurador], de que jamais durante o meu mandato e o mandato dele
haveria qualquer interferência do Poder Executivo para interceder
no Ministério Público".
30 segundos para "o melhor momento"
Fátima Bernardes anunciou que
"nosso tempo estourou" e "o senhor tem 30 segundos para
encerrar" quando o entrevistado pôde falar do que tem sido
a linha mestra do seu discurso de campanha: "Que o Brasil vive
o seu melhor momento econômico, no Brasil cresce o emprego, cresce
a economia, crescem as exportações e importações,
a única coisa que cai é a inflação e os
juros". A Rede Globo promete fazer nova rodada de entrevistas com
os presidenciáveis ainda antes do primeiro turno.

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Nova Central, 11 de agosto
de 2006
Brasileiros já pagaram cerca de
R$ 500 bi em impostos só este ano
O Brasil já pagou neste ano R$ 500 bilhões em tributos
federais, estaduais e municipais, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro
de Planejamento Tributário). A marca foi batida na tarde de ontem,
por volta das 15h40. Em 2005, os mesmos R$ 500 bilhões só
foram arrecadados no dia 6 de setembro --ou seja, houve uma antecipação
de 27 dias neste ano. De acordo com o presidente do IBPT, Gilberto Luiz
do Amaral, a arrecadação tributária teve um aumento
nominal de 13% e real (já descontada a inflação)
de 6,22% em relação ao mesmo período de 2005.
O IBPT calcula que a arrecadação
de R$ 500 bilhões seria suficiente para alimentar toda a população
brasileira por 14 anos ou para construir 18,5 milhões de casas
populares. O estudo do IBPT considera todos os valores arrecadados pelas
três esferas de governo com impostos, taxas e contribuições,
incluindo multas, juros e correção monetária.
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Folha
de São Paulo, 11 de agosto de 2006
CPI pede a cassação de 72
congressistas e inocenta 18
Propinas pagas aos deputados e senadores somariam
pelo menos R$ 9 milhões | PL, PTB e PP, envolvidos no escândalo
do mensalão, reúnem 65% dos acusados; Rio é o Estado
com o maior número de denunciados
ADRIANO CEOLIN, LETÍCIA
SANDER, RANIER BRAGON, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Quase dois meses após sua criação,
a CPI dos Sanguessugas aprovou ontem relatório que pede a cassação
do mandato de 69 deputados federais e três senadores por suposto
envolvimento na fraude das ambulâncias. Nunca um grupo tão
grande de parlamentares -12% do Congresso- foi acusado formalmente de
participação num caso de corrupção. As propinas
pagas aos deputados e senadores somariam pelo menos R$ 9 milhões,
sendo que o suposto parlamentar mais agraciado, o deputado Lino Rossi
(PP-MT), teria ficado com um terço, R$ 3,1 milhões.
Dos 72 congressistas acusados pela comissão,
a maior parte é da bancada do Rio, com 13 integrantes. Vários
pertencem à bancada evangélica. Em relação
aos partidos, lideram o ranking três que tiveram destaque no escândalo
do mensalão e que integram a base governista. O PL tem 18 envolvidos,
o PTB tem 16 e o PP, 13: eles reúnem 65% dos acusados. O PT,
também envolvido no mensalão, tem 2 envolvidos. Na oposição,
o PFL tem 7 filiados acusados. O PSDB tinha 1, que pediu desligamento
do partido no dia 2.
Dois outros escândalos resultaram
num número elevado de pedidos de cassações, mas
bem abaixo do atual. A CPI do Orçamento, durante o governo Itamar
Franco, pediu a cassação de 18 deputados. A dos Correios,
já no governo Lula, de 19. O relatório do senador Amir
Lando (PMDB-RO) propôs o arquivamento da investigação
contra 18 deputados por falta de provas. Entre eles, foi incluída
na última hora a deputada Teté Bezerra (PMDB-MT), que
consta na contabilidade da Planam, empresa que encabeçaria a
fraude, como beneficiária de R$ 72 mil em dinheiro.
Depoimentos
Integrantes da CPI disseram que pesaram
na decisão os últimos depoimentos de Luiz Antonio Trevisan
Vedoin, sócio da Planam, que negou os pagamentos à parlamentar.
"Inegavelmente, a materialidade de fatos ilícitos está
comprovada", afirma o relatório, referindo-se ao esquema.
O texto de Lando foi aprovado pela quase totalidade da CPI (de forma
simbólica). Só o senador Wellington Salgado (PMDB-MG)
votou contra, e Sibá Machado (PT-AC) se absteve. "A sensação
é de dever cumprido. O resultado, real e efetivo, está
aí para a sociedade brasileira", afirmou o presidente da
comissão, o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Os crimes apontados no relatório
são os de concussão, corrupção passiva e
ativa, condescendência criminosa, advocacia administrativa, exploração
de prestígio e fraude em licitações. O julgamento
no Congresso, porém, é de natureza política: acarreta
no máximo a cassação do mandato e a inelegibilidade
de oito anos a partir do fim da legislatura. Dos 90 investigados pela
CPI, 57 respondem a inquérito na Procuradoria Geral da República.
O esquema dos sanguessugas veio à tona em maio, por meio de operação
da Polícia Federal. Segundo as investigações, a
Planam se beneficiaria desde 2001 de recursos federais ao vender ambulâncias
e equipamentos médicos superfaturados a prefeituras. As verbas
eram alocadas no Orçamento da União por meio de emendas
de congressistas, que receberiam propina média de 10%.
Lando só encerrou o texto do relatório,
de 975 páginas, fora os anexos, na madrugada de ontem. "Esse
esforço hercúleo, sobretudo nos últimos três
dias, me levou à exaustão, principalmente pela questão
emocional, de ouvir o desespero de muitos parlamentares. Chego aqui
com condição física, psicológica e mental
de extremo desgaste", disse ele. Durante os debates que antecederam
a votação, alguns parlamentares criticaram o relatório
pelo fato de ele não ter diferenciado, entre os 72, quem teria
"provas robustas" de envolvimento na fraude e quem teria contra
si só acusações da família Vedoin. "Esse
não é um relatório corajoso. A coragem seria tirar
o nome de parlamentares contra os quais não há prova",
discursou Wellington Salgado, que, sem citar nomes, falava em defesa
dos senadores Ney Suassuna (PMDB-PB) e Magno Malta (PL-ES).
A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT)
chegou a telefonar ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no meio da sessão,
para que ele reclamasse com Biscaia pelo fato de sua defesa não
ter sido incluída no relatório. A CPI notificou todos,
mas não incluiu as defesas no texto. Segundo Biscaia, a CPI enviará
todas as manifestações dos acusados às Mesas da
Câmara e do Senado. Após a sessão, Biscaia, Fernando
Gabeira (PV-RJ), José Carlos Aleluia (PFL-BA) e Raul Jungmann
(PPS-PE) comemoraram numa churrascaria. "Agora, a bola da vez é
o fim do voto secreto nas votações para aprovar cassações",
disse Jungmann.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 11
de agosto de 2006 | Brasil
RECORDE
Congresso atual é campeão
de corrupção e processos
Brasília – Os números assustam. Pouco mais de uma
centena de parlamentares – o equivalente a um quinto do Congresso
– estão sob investigação do Ministério
Público Federal (MPF) ou respondem a processo criminal perante
o Supremo Tribunal Federal (STF), instância da Justiça
que tem competência para julgar deputados e senadores. De mensaleiros
a sanguessugas os parlamentares da atual legislatura formam o Congresso
que ostenta o triste título de “campeão” de
processos.
De junho de 2003 a junho deste ano, a
Procuradoria-Geral da República requereu abertura de processo
criminal contra 74 deputados e três senadores. E ofereceu denúncia
formal, procedimento para instalação de processo penal,
contra 45 parlamentares.
O ex-procurador Cláudio Fonteles,
que comandou o MPF por dois anos, pediu a instalação de
40 inquéritos. Seu sucessor, Antônio Fernando de Souza,
denunciou 40 pessoas – 13 das quais deputados – somente
no escândalo do mensalão. No caso dos sanguessugas, pediu
instauração de 57 inquéritos ao STF. Quase todos
envolviam parlamentares. Nas duas legislaturas anteriores, a Procuradoria
requereu inquéritos contra 32 parlamentares e pediu processo
judicial contra dez.
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Folha de São Paulo,
11 de agosto de 2006
Indústria de SP cria menos vagas
em julho
DA FOLHA ONLINE
A indústria de transformação
do Estado de São Paulo gerou 903 postos de trabalho no mês
passado, segundo o Ciesp. Em junho, o setor criara 2.854 postos, e,
em julho de 2005, 3.605 vagas. O resultado foi um crescimento de 0,04%
no total de trabalhadores no setor. No acumulado de janeiro a julho,
a indústria criou 58.823 postos de trabalho -2,81% da base de
empregos-, 3.047 a menos do que no mesmo período de 2005. Segundo
a pesquisa, 11 dos 21 setores apresentaram desempenho positivo em junho.
Na semana passada, a Fiesp havia divulgado a criação de
mil vagas na indústria paulista em julho (0,03%).
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Folha
de São Paulo, 11 de agosto de 2006
Volks anuncia férias coletivas para
3.400
Linha de produção do Gol no ABC
paulista vai parar por causa de queda nas exportações, diz
empresa
DA REPORTAGEM LOCAL
DA FOLHA ONLINE
A Volkswagen vai conceder dez dias de
férias coletivas a partir do dia 28 deste mês para 3.400
trabalhadores da linha de produção do Gol em São
Bernardo (região do ABC paulista). Trabalham nessa unidade cerca
de 12,5 mil funcionários. A montadora informou que a medida será
adotada por causa de queda na exportação, mas não
detalhou números da diminuição de carros comercializados
no mercado externo. Dados da Anfavea (Associação Nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que as exportações
diminuíram 4,2% de janeiro a julho deste ano sobre igual período
do ano passado.
A empresa informou que a previsão
é de redução de 40% nas vendas externas nos próximos
dois anos. O Gol, cuja produção será retomada a
partir do dia 11 de setembro, é exportado, principalmente, para
a Argentina e México, e vendido também em 30 países
entre América Latina, norte da África e Oriente Médio.
No ano passado, a Volkswagen exportou 256 mil veículos de uma
produção de 640 mil. A previsão da montadora para
este ano é de vender 196 mil carros para outros países.
Em 2008, a empresa estima que as vendas para outros países não
ultrapasse 156 mil.
"Os trabalhadores têm de se
preparar para uma eventual surpresa da fábrica [em maio a Volks
anunciou que pretende demitir e cortar direitos de seus empregados]
e reagir com força necessária a qualquer ataque",
disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. "A
Anfavea acaba de anunciar um crescimento de mais de 7% do mercado interno.
O Gol é líder de vendas. Por que a Volks quer férias
coletiva justo na linha do Gol?", questionou. Segundo a empresa,
a linha de produção que entrará em férias
coletivas é a do Gol para exportação -e não
a voltada para o mercado interno, que funciona em Taubaté ( interior
de SP).
Ato pelo emprego
Cerca de 6.000 funcionários participaram
ontem de um ato ecumênico no pátio da empresa em protesto
contra o plano de reestruturação, que pode resultar na
demissão de 4.000 a 6.000 funcionários em suas unidades
no Brasil. Participaram do evento o padre Júlio Lancelotti, da
Pastoral do Menor, entre outros representantes de instituições
religiosas. Durante o ato, os trabalhadores exibiram cartazes que diziam
"Volks: o melhor presente para os pais é o emprego",
em alusão à comemoração de domingo. A VW
informou que precisa se reestruturar para tornar-se mais competitiva
e atrair novos investimentos ao país. Em Taubaté, um acordo
fechado com o sindicato prevê o desligamento de empregados por
meio de programa de demissão voluntária. No ABC e no Paraná,
não houve acordo. (CR e KC)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 11 de agosto de 2006 | Economia
Confiança do consumidor tem menor
nível em nove meses
O motivo, segundo a Fecomercio-SP, foram os
recentes atos de violência. O ICC atingiu 128,6 pontos em agosto,
com queda de 4,5% sobre julho
Flavio Leonel
SÃO PAULO - Levantamento divulgado
nesta quinta-feira pela Federação do Comércio do
Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostrou que os recentes atos
de violência, principalmente a partir da segunda quinzena de julho,
afetaram negativamente o otimismo da população da Região
Metropolitana de São Paulo em relação à
situação econômica. De acordo com a entidade, o
Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu em agosto
128,6 pontos, o menor nível em nove meses. O resultado foi 4,5%
menor que o verificado em julho e 2% inferior ao de agosto de 2005.
Segundo a Fecomercio-SP, o resultado
do ICC foi influenciado, principalmente, pela variação
negativa do Índice das Condições Econômicas
Atuais (ICEA), indicador que mede o grau de otimismo do consumidor quanto
ao presente e que atingiu em agosto 120,3 pontos, uma queda de 6,3%
ante julho. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), por
sua vez, que indica a percepção futura do consumidor,
registrou 134,2 pontos este mês, 3,3% inferior ao verificado em
julho.
"Como o cenário econômico
é estável, a queda nos indicadores de confiança
só pode ser atribuída à fragilidade da segurança
pública em São Paulo. Quadro que também influencia
negativamente a expectativa dos consumidores em relação
ao futuro", afirmou, em comunicado à imprensa, o presidente
da Fecomercio-SP, Abram Szajman.
Mulheres x homens
De acordo com a pesquisa, em termos gerais,
as mulheres com mais de 35 anos estão menos otimistas. A confiança
delas atingiu 124,6 pontos, contra os 132,9 pontos alcançados
pelos homens. Na avaliação da Fecomercio-SP, essa diferença
ocorre em conseqüência de o público feminino ser mais
sensível às mudanças conjunturais que afetam diretamente
o bem-estar da família.
A entidade destacou que uma análise
segmentada do ICEA mostrou que o esfriamento no otimismo atingiu homens
e mulheres de todas as faixas de renda e etárias. No entanto,
consumidores de renda mais alta, superior a 10 salários mínimos,
e com idade acima dos 35 anos foram os mais afetados: o primeiro grupo
ficou 11,8% menos otimista e o segundo, 10,7%.
Quanto à retração
de 3,3% verificada no IEC, a Fecomercio-SP explicou que o movimento
foi impulsionado pela queda de 5,1% na confiança do consumidor
com faixa de renda inferior a 10 salários mínimos. O indicador
dos consumidores com rendimentos acima deste patamar se mostrou estável
(0,1%).
"Isso se explica porque quem ganha
menos de 10 mínimos está mais atento às dificuldades
imediatas do que aos benefícios do cenário econômico.
Já o humor da parcela com renda superior é mais suscetível
às possíveis trajetórias de outros indicadores,
entre eles a taxa de juros", analisaram os técnicos da Fecomercio-SP.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 11 de agosto de 2006 | Economia
Fipe mantém projeções
de inflação para o mês e para o ano
Segundo o coordenador do Índice de Preços
ao Consumidor, as taxas serão de, respectivamente, 0,20% e 2,5%
Célia Froufe
SÃO PAULO - O coordenador do Índice
de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, manteve nesta
quinta-feira suas projeções de que a inflação
na capital paulista encerrará o mês em 0,20% e, o ano,
em 2,5%. Ele adotou esta postura mesmo após verificar que a taxa
de 0,25%, registrada no primeiro levantamento de agosto, é a
maior desde segunda quadrissemana de março (0,26%).
De acordo com Picchetti, as estimativas
serão mantidas porque a inflação vem se comportando
conforme o esperado. O grupo Alimentação, por exemplo,
continua mostrando aceleração (subiu 0,52% na primeira
quadrissemana de agosto), num movimento de devolução das
baixas verificadas ao longo do primeiro semestre. "Alimentação
segue subindo, mas a ressalva é o conjunto de produtos semi-elaborados,
que acentuou a queda para 0,67% nesta primeira pesquisa de agosto",
considerou.
Segundo Picchetti, este subgrupo aumentou
a queda basicamente porque o preço da carne de frango está
"despencando". O item apresentou a maior queda (-5,78%) na
primeira pesquisa da Fipe deste mês, contribuindo com -0,05 ponto
porcentual para o IPC.
De acordo com o coordenador, a tendência
é de continuidade do recuo, já que, na ponta ao consumidor,
o preço da ave acentuou a queda, de 6,9% na última semana
do mês passado para 8,9% na primeira deste mês.
Combustíveis são destaque
No grupo Transportes (que subiu 0,40%),
os combustíveis seguem como destaque. Na primeira quadrissemana
de agosto, o álcool ficou 5,62% mais caro e a gasolina, 0,33%.
Juntos, estes combustíveis representaram 0,04 ponto porcentual
do IPC.
Na bomba dos postos, os dois produtos
continuam em alta, mas já mostrando arrefecimento. O álcool
passou de 7,1% no fechamento de julho para 4,8% na primeira semana deste
mês, enquanto a elevação da gasolina diminuiu de
1,2% para 0,2% no mesmo período.
O coordenador chamou a atenção
ainda para os comportamentos do grupo Despesas Pessoais (0,43%), cuja
alta foi fortemente influenciada pelo aumento de 4,04% de Viagem (excursão),
e do grupo Saúde (0,69%), em função da elevação
de 2,06% dos preços dos contratos de assistência médica,
que impactou o IPC em 0,06 ponto porcentual.
Apenas Vestuário ficou no terreno
negativo (-1,06%). De acordo com Picchetti, este grupo deve continuar
em deflação porque, na ponta ao consumidor, acelerou a
queda, de 0,6% na última semana de julho para 1,2% na primeira
de agosto. "Este movimento de queda de Vestuário é
típico com a volta do calor", disse, referindo-se às
liquidações de final de estação.
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CONSULTOR JURÍDICO,
11 de agosto de 2006
Infração funcional
Liminar para juiz aposentado voltar ao
cargo é negada
O juiz Francisco Carlos de Paula, aposentado
compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça de Goiás, teve
pedido de liminar negado para voltar ao cargo. A pretensão foi
rejeitada pelo juiz Fausto Moreira Diniz, da 1ª Vara da Fazenda
Pública de Goiânia.
Ele atuava na comarca de Iporá.
Em abril de 2000, a Corregedoria-Geral de Justiça instaurou sindicância
para investigar a origem de R$ 307 de depósitos efetuados em
seu benefício, segundo apurado pela Comissão Parlamentar
de Inquérito instaurada pela Câmara dos Deputados e conhecida
como “CPI do Narcotráfico”. Em 2001, a Corregedoria
ampliou as investigações e passou a averiguar se o juiz
facilitava os pedidos de progressão de regime de condenados por
tráfico de drogas.
O Órgão Especial concluiu
que o juiz infringiu o dever funcional e obteve vantagem indevida em
proveito próprio. Houve recurso.
A 1ª Vara da Fazenda Pública
de Goiânia entendeu não estarem presentes os requisitos
necessários para a concessão da medida. De acordo com
Diniz, não há indícios de que o ato administrativo
que determinou a aposentadoria tinha vícios ou nulidades nem
existe urgência do pedido.

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