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STIC CIVIL VOLTA REDONDA, 15 de agosto de 2006
Trabalhadores da Construção
Civil rejeitam propostas do patronal e podem deflagrar greve
Mais de 400 trabalhadores da construção civil rejeitaram,
por unanimidade, nas assembléias realizadas na última
quarta-feira (09/08), as propostas do Sindicato Patronal de aumento
de 3,5% mais R$ 30,00 de cesta básica para os pisos salariais
de dentro das indústrias, ainda de 5,5% de reajuste para fora
das indústrias visando o fechamento do acordo coletivo do setor
de 2006/2007.
Novas assembléias foram aprovadas
para o dia 16/08 (quarta-feira) com o objetivo de avaliar os avanços
de uma outra proposta patronal. Caso ela não atenda as reivindicações
solicitadas, a determinação da categoria é pela
deliberação da greve. A contraproposta aprovada pelos
trabalhadores que será discutida em nova rodada de negociação
com o Sindicato Patronal consiste em um reajuste de 7% para toda a categoria
e uma cesta básica de R$ 40,00 para dentro das indústrias.
As assembléias da próxima
quarta-feira (16/08) vão acontecer às 18h, nos seguintes
locais: na passagem superior da Usina Presidente Vargas, na Vila Santa
Cecília, para os trabalhadores de Volta Redonda; na Praça
da Matriz, Centro, para os trabalhadores de Barra Mansa, Rio Claro,
Quatis e Porto Real; na sub-sede do Sindicato da Construção
Civil, em Campos Elíseos, para os trabalhadores de Resende e
Itatiaia.
Vale lembrar que várias empresas
ainda não fornecem a cesta básica como a Enesa, Reframom,
Reframax, Sobremetal, Multiserv, Cikel, Colymar, Atlas, Aceplan, Sermac,
Citrino, Pinese Vieira, Almeida e Filho, entre outras. Para fazer valer
a contraproposta aprovada nas assembléias do último dia
09/08, é preciso a participação de todos os trabalhadores
nas próximas assembléias. É hora da onça
beber água: o bicho vai pegar! Por isso precisamos estar motivados
e organizados.
Sem participação não há organização.
Sem organização não há luta. Sem luta não
há vitória!
Todos às assembléias
Dia: 16/08 (quarta-feira)
Horário: 18h
Locais:
• Passagem superior da Usina Presidente
Vargas, na Vila Santa Cecília, para os trabalhadores de Volta
Redonda;
• Praça da Matriz, no Centro,
para os trabalhadores de Barra Mansa, Rio Claro, Quatis e Porto Real;
• Sub-sede do Sindicato, em Campos
Elíseos, para os trabalhadores de Resende e Itatiaia.
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Nova Central, 15 de agosto
de 2006
Proposta prevê a convocação
de plebiscito para a criação do estado Tapajós
Tramita na Câmara o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2264/06,
do deputado Zé Lima (PP-PA), que convoca plebiscito sobre a criação
do estado de Tapajós. Os eleitores decidirão sobre a conveniência
de alguns municípios serem desmembrados do Pará para constituírem
o novo estado.
Pela proposta, participarão do
plebiscito os eleitores de Alenquer, Almeirim, Aveiro, Belterra, Brasil
Novo, Curuá, Faro, Juriti, Medicilândia, Monte Alegre,
Óbidos, Oriximiná, Placas, Porto de Moz, Prainha, Rurópolis,
Santarém, Terra Santa, Uruará, Vitória do Xingu,
Altamira, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão e Itaituba.
Tramitação
A proposta foi apensada ao Projeto de Decreto Legislativo 731/00, que
trata do mesmo assunto. Os projetos serão votados pelo plenário.
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Agência Radiobrás,
15 de agosto de 2006
Emissoras não deveriam receber
pelo horário eleitoral, defende especialista
MARCELA REBELO
REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Brasília - A legislação
que prevê a compensação fiscal para emissoras de
rádio e televisão que veiculam o horário eleitoral
obrigatório deveria ser revista, avalia o pesquisador Samuel
Possebon, do Núcleo de Pesquisa de Políticas de Comunicação
da Universidade de Brasília (UnB). Nas eleições
deste ano, a Receita Federal deixará de arrecadar R$ 191,6 milhões
das empresas de comunicação por causa dessa isenção
fiscal.
Para o pesquisador, as emissoras poderiam
transmitir o horário eleitoral de forma realmente gratuita, isto
é, sem receber, em troca, nenhuma isenção fiscal.
Possebon destaca que, apesar de serem empresas privadas, as emissoras
de rádio e televisão são concessões públicas.
Isso significa que elas só funcionam porque receberam uma autorização
do governo para utilizar um espaço que é público
(no caso, o espectro eletromagnético, por onde trafegam as ondas
do rádio e da televisão).
“Será que o fato de a emissora
ser obrigada a passar esse horário eleitoral gratuito não
seria uma forma de compensar o patrimônio público pela
concessão que lhes foi dada?”, questiona o pesquisador.
Ele afirmou que “não seria um absurdo” exigir que
as emissoras transmitissem o horário eleitoral gratuitamente,
como forma de compensar a concessão que receberam.
“Quando você tem uma concessão
pública, você tem que devolver uma parte do que você
recebeu na forma de bens que possam ser de interesse público”,
disse. “Simplesmente estariam devolvendo uma parte daquilo que
receberam de graça.”
Possebon defende que haja um “debate
sério” para revisar a legislação que regula
as emissoras de rádio e televisão, de modo que sejam estabelecidos
os direitos e deveres das empresas. “Pode ser que você conclua
nesse ambiente regulatório claro, preciso, transparente e democrático
que realmente as empresas precisam ser ressarcidas pela transmissão
desse horário, senão quebram – do que eu duvido”,
diz ele. “Pode ser também que esse ambiente normativo diga
que as emissoras têm essa obrigação, como acontece
com as outras concessionárias públicas que têm de
ser seguir uma série de regras.”
Em 2005, as emissoras de televisão
aberta receberam aproximadamente R$ 13 bilhões somente em publicidade,
de acordo com o estudo Inter-Meios, divulgado pela “Meio e Mensagem”,
uma publicação especializada do setor. Isso quer dizer
que a isenção fiscal pelo horário eleitoral corresponde
a menos de 2% desse faturamento com os comerciais.
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Agência Radiobrás,
15 de agosto de 2006
Brasil tem 33 milhões de analfabetos
funcionais, diz IBGE
IRENE LÔBO
REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Brasília - O Brasil tem 33 milhões
de analfabetos funcionais (cerca de 18% da população),
ou seja, pessoas com menos de quatro anos de estudo, e 16 milhões
de pessoas com mais de 15 anos que ainda não foram alfabetizadas.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A realidade dos países que compõem
a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) guarda
muitas semelhanças com o Brasil. Segundo informações
da Organização das Nações Unidas para Educação,
Ciência e Cultura (Unesco), em Moçambique, por exemplo,
o índice de analfabetismo atinge 56,2% da população,
que. mesmo tendo o português como idioma oficial, convive com
mais de 25 línguas nacionais e 33 dialetos.
O arquipélago de Cabo Verde, no
Oceano Atlântico, também fala dois idiomas: o português
e o dialeto crioulo. A taxa de analfabetismo no país atinge 25%,
mas, segundo o diretor-geral de alfabetização e educação
de adultos do país, Florêncio Varela, o país já
atingiu o Objetivo do Milênio número 2, que é garantir
educação básica de qualidade para todos. “Nós
estamos a trabalhar a qualidade da educação. Porque nós,
do ponto de vista dos Objetivos do Milênio, já atingimos,
e então o nosso grande desafio é a melhoria da qualidade”,
afirmou.
Em São Tomé e Príncipe,
duas ilhas do Golfo da Guiné, a taxa de analfabetismo atinge
20% da população. A diretora do Instituto da Juventude
do país, Maria de Lourdes de Carvalho Rodrigues, enfatizou que
o grande desafio do país é enfrentar a pobreza e o analfabetismo
da população.
“Nós temos desenvolvidos
atividades com jovens que estão fora do sistema escolar. Então,
esses jovens, alguns, não terminaram a quarta série, alguns
terminaram, mas estão numa situação de analfabetismo
absoluto, porque já esqueceram o que estudaram. Entretanto, temos
um problema sério com a pobreza, e temos que tentar superar essas
duas situações”, disse Maria de Lourdes.
A Guiné-Bissau passa por uma
fase de reestruturação política após a guerra
civil. Dados do Ministério da Educação do país
mostram que, em algumas regiões do país, o analfabetismo
chega a atingir 91% da população, apesar de, na capital,
o índice ser de 48%. Angola também vive uma fase de reestruturação,
após 41 anos de guerra civil. No país, 58,3% da população
não sabe ler, nem escrever.
A pequena ilha de Timor-Leste, no noroeste
da Austrália, também fala o português. Segundo a
Unesco, dos 800 mil habitantes, mais de 40% são analfabetos.
Todos esses países estão reunidos durante esta semana
em Brasília para compartilhar experiências na área
de educação e tentarem superar, juntos, as mazelas que
os atingem.
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Folha
de São Paulo, 15 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
PCC faz terrorismo eleitoral contra o PSDB,
diz Alckmin
Sem citar adversários, candidato diz que
eleitor decidirá entre governo "omisso" e "firme'
Para tucano, ao contrário do que aconteceu
com as Farc na Colômbia, crime está migrando para a política
e quer influir nas eleições
LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
O tucano Geraldo Alckmin classificou
ontem o seqüestro de um jornalista da TV Globo e os atentados praticados
pelo PCC em São Paulo como atos de "terrorismo político-eleitoral"
contra a sua candidatura à Presidência da República.
Sem citar o petista Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à
reeleição, Alckmin também disse que a disputa presidencial
deste ano vai obrigar o país a decidir "se quer um governo
frouxo e omisso na questão da segurança ou se quer alguém
firme" e que "vai ficar cada vez mais claro para a população
quem está do lado da sociedade, dos homens e mulheres de bem,
quem tem coragem para enfrentar o crime". E completou: "Não
estou dizendo que é partidário. Eu estou dizendo que eles
querem interferir no processo eleitoral".
Como exemplo de firmeza e falta de "medo"
do crime, o tucano enfatizou que foi São Paulo quem primeiro
organizou o RDD (regime disciplinar diferenciado), em 2001, o que permite
deter os presos em cadeias de segurança máxima. O PCC
quer o fim do RDD. "Isso aqui é uma luta contra o PSDB,
contra a minha candidatura, terrorismo eleitoral, político-eleitoral",
disse Alckmin sobre o seqüestro do repórter Guilherme Portanova.
"Não tem a menor lógica você seqüestrar
pessoas para colocar fita na televisão. Ladrão não
faz isso. Isso lembra as Farc colombianas. Lá, a política
migrou para o crime. Aqui, o crime está migrando para a política.
Eles [PCC] querem influenciar no processo eleitoral. Isso está
extremamente claro."
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia) são um grupo armado surgido na Colômbia
em 1964 como o exército do Partido Comunista Colombiano. Hoje,
embora mantenha a retórica revolucionária, o grupo vive
basicamente do tráfico de drogas, do seqüestro de autoridades
e do controle de áreas inteiras do país. É classificado
de grupo terrorista pelos Estados Unidos. Alckmin negou que o reforço
de sua equipe de segurança com agentes da Polícia Federal
seja por medo. "Todos os candidatos [à Presidência]
têm a PF acompanhando."
Serra
Alckmin falou à mídia após
caminhada com o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José
Serra, no bairro do Ipiranga, zona sul da capital. Serra também
disse acreditar que os atentados do PCC tem o objetivo de enfraquecer
o PSDB. "O PSDB, no governo, enfrentou muito o crime, o crime organizado
não gosta do PSDB. Eles [PCC] estão atuando como força
política. É uma ação que parece terrorismo.
Não estou dizendo que tem um partido instruindo o PCC. Estou
dizendo que o PCC é contra o PSDB."
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Folha
de São Paulo, 15 de agosto de 2006
Lucro dos grandes bancos aumentou 132,5%
sob Lula
Bradesco e Banco do Brasil foram os que mais ampliaram
os resultados entre junho de 2003 e junho deste ano, aponta estudo
Crédito alavancou ganhos das instituições,
mas fez crescer as provisões para perdas; tesouraria ainda representa
33% das receitas
SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL
O lucro líquido semestral dos
cinco grandes bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú,
Unibanco e Banespa) cresceu 132,5% do início do governo Lula
a junho deste ano. Só no primeiro semestre foram R$ 11,5 bilhões,
diz levantamento do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração).
O estudo não inclui dados de governos anteriores.
Bradesco e Banco do Brasil foram os que tiveram maior alta do lucro
-205% e 260%, respectivamente. Mas o resultado do BB foi turbinado por
créditos tributários referentes a prejuízos de
2001 e 2002 que entraram como receita neste ano.
A rentabilidade média sobre o
patrimônio líquido no final do período das cinco
instituições saiu de 24,6% em junho de 2003 para 28,6%
em junho deste ano. De novo, Bradesco (alta de 77,7%) e BB (104,3%)
foram os que tiveram o maior aumento e rentabilidade patrimonial. Se
ao longo do atual governo o lucro dos bancos aumentou exponencialmente,
o seu perfil também vem mudando desde 2003. "Antes o que
impulsionava os resultados do setor financeiro eram os ganhos de tesouraria,
com aplicações em títulos, principalmente de governo,
e valores mobiliários", diz Edson Carminatti, analista do
Inepad. "Agora, o que alavanca o lucro é o expressivo crescimento
do crédito", acrescenta.
Os ativos de crédito dos cinco
bancos cresceram 147,8% entre junho de 2003 e junho deste ano. Já
a carteira de títulos evoluiu 62,4%. Por conta dessa mudança
de perfil, as receitas de crédito, que, em junho de 2003, representavam
51,5% da receita bruta daquelas instituições, em junho
deste ano atingiram quase 59%. Já as receitas de tesouraria caíram
de quase 40% para 33,1% das receitas totais dos cinco bancos.
Tesouraria
As receitas de tesouraria, entretanto,
ainda têm peso significativo para os bancos - em alguns casos
mais do que em outros. No Itaú, por exemplo, essas receitas cresceram
335% entre junho de 2003 e junho deste ano, segundo o levantamento do
Inepad.
"O Itaú teve aumento de receita
bruta em função da tesouraria", observa Carminatti.
A receita bruta do banco no primeiro semestre deste ano foi 246,5% maior
do que em igual período de 2003, totalizando R$ 13 bilhões
em junho último. Na avaliação de Carminatti, o
Itaú aumentou muito as operações e os ganhos com
tesouraria para diluir o risco do banco com a expansão da carteira
de crédito, que cresceu 90% desde junho de 2003.
Acompanhando a mudança de perfil
dos bancos, também cresceram as provisões para crédito
de liquidação duvidosa. Em junho de 2003, os cinco bancos
haviam provisionado R$ 4,8 bilhões, e em junho passado esse valor
saltou para R$ 10,7 bilhões -um aumento de 121,8%. "Devido
às pesadas provisões, cresceram as despesas de intermediação
financeira", afirma Carminatti.
Chama a atenção nos balanços
dos cinco grandes bancos a evolução das receitas com prestação
de serviços. Elas aumentaram 68% desde 2003, mas desaceleraram
nos últimos 12 meses. Entre junho do ano passado e junho deste
ano, essas receitas evoluíram 17,9%, totalizando R$ 15,4 bilhões
em junho último.
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Folha
de São Paulo, 15 de agosto de 2006
Emprego industrial recua no 1º semestre
Junho registra a 9ª queda mensal consecutiva
em relação a 2005, aponta IBGE; setores exportadores são
os mais afetados
Renda dos trabalhadores da indústria
mantém rota de crescimento no semestre, graças à
inflação menor e ao reajuste do salário mínimo
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
O emprego na indústria derrapou
no primeiro semestre: o número de pessoas ocupadas caiu 0,5%
em relação ao mesmo período de 2005. Em junho,
houve retração de 0,1% tanto em relação
a maio (ajustada sazonalmente) como junho de 2005. Na comparação
anual, é a nova taxa negativa seguida. Os dados foram divulgados
ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo Denise Cordovil, técnica
da Coordenação de Indústria do IBGE, a valorização
do real ajuda a explicar a redução das contratações.
"O câmbio tem impacto nesses resultados negativos, especialmente
porque afeta setores como vestuário, calçados e máquinas."
Ela afirmou que o fato de o emprego ter crescido com força no
primeiro semestre de 2005 elevou a base de comparação,
o que também explica o fraco desempenho neste ano.
Nos seis primeiros meses, a indústria
demitiu mais do que contratou em 11 dos 17 setores pesquisados. As quedas
mais significativas foram em calçados e artigos de couro (-13,4%),
máquinas e equipamentos (-7,9%) e madeira (-11,8%). Todos são
ramos prejudicados pelo câmbio, com menor competitividade de exportações.
No caso de máquinas e equipamentos, a atividade sofre ainda com
a crise agrícola e a competição dos importados
mais baratos, segundo Cordovil. Madeira e calçados são
dois ramos intensivos em mão-de-obra, o que acaba por amplificar
o efeito negativo do câmbio.
Já os ramos que tiveram os melhores
desempenhos foram: alimentos e bebidas (8,8%); máquinas, aparelhos
eletrônicos e de comunicação (5,6%) e meios de transporte
(2,9%). Na comparação com julho de 2005, além de
máquinas e equipamentos e calçados, o setor de vestuário
também contribuiu para a redução do número
de postos de trabalho -5,5%. Para o Iedi (Instituto de Estudos para
o Desenvolvimento da Indústria), o emprego, que sempre reage
com defasagem em relação ao aumento da produção,
sofre com o fato de o crescimento da indústria estar concentrado
em poucos setores. No primeiro semestre, a produção cresceu
0,5%.
Para o Iedi, os ramos mais afetados pelo
câmbio desfavorável são justamente os maiores geradores
de empregos.
Se o emprego vai mal, o rendimento, por sua vez, registrou um desempenho
melhor. A folha real de pagamento da indústria (salários,
benefícios e adicionais) cresceu 0,4% no primeiro semestre deste
ano -a expansão havia sido de 4,1% em igual período de
2005. "É um pequeno crescimento, mas em cima de uma base
alta", afirmou Cordovil, do IBGE.
Em junho, o aumento foi de 0,2% na comparação
livre de efeito sazonais com maio. Em relação a junho
de 2006, a folha de pagamento subiu 1,4%. A predominância de resultados
positivos é efeito da inflação mais baixa neste
ano, de acordo com Cordovil. O Iedi destacou, em boletim, o efeito do
reajuste do salário mínimo.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 15
de agosto de 2006 | Economia
INDICADORES
Vendas industriais sobem pouco
em seis meses
Brasília – Os Indicadores Industriais ficaram praticamente
estáveis em junho, segundo a Confederação Nacional
da Indústria (CNI). As vendas reais apresentaram ligeira alta
de 0,3% em relação ao mês anterior, já descontados
fatores sazonais. Em relação a junho do ano passado, as
vendas caíram 3,75%.
No segundo trimestre, as vendas reais
tiveram alta de 0,39% sobre o primeiro. A CNI lembra que o número
de dias úteis foi menor entre abril e junho deste ano na comparação
com 2005 e que a Copa do Mundo teve efeitos negativos.
No primeiro semestre, as vendas caíram
1,49% em relação ao mesmo período do ano passado.
No entanto, o pessoal empregado teve alta de 1,42%. Já em junho
o pessoal empregado na indústria teve leve baixa de 0,01% e as
horas trabalhadas na produção caíram 0,04%.
No segundo trimestre, o número
de horas trabalhadas na produção teve uma alta de 1,88%
em relação aos três primeiros meses deste ano. Foi
o primeiro crescimento trimestral dos últimos 12 meses, segundo
a CNI.
Flávio Castelo Branco, economista
da CNI, disse que os números mostram que a economia está
“mais ou menos de lado’’, já que alguns indicadores
apresentam ligeira alta, outros ligeira baixa e também há
indicadores em estabilidade.
Em junho, a indústria utilizava
82,3% de sua capacidade, contra 81,8% em maio. Isso significa, ainda
de acordo com a CNI, que não há sinais de gargalos para
a oferta de produtos diante de um possível aumento da produção.
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Folha de São Paulo,
15 de agosto de 2006
MONTADORAS
Renault vai contratar 400 trabalhadores
até janeiro
DA FOLHA ONLINE
A montadora francesa Renault informou
ontem que vai contratar mais 400 funcionários até janeiro
de 2007 para a implementação do segundo turno de sua fábrica
de veículos de passeio, em São José dos Pinhais
(PR). A fábrica já trabalhou em dois turnos, mas reduziu
os horários de funcionamento devido à perda de participação.
A montadora francesa chegou a vender 4,6% dos veículos comprados
no Brasil em 2001, mas, com a falta de lançamentos, viu a fatia
cair a 2,8% em julho.
Para reverter a queda nas vendas
no Brasil, o presidente mundial da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn,
disse em fevereiro que planeja lançar cinco modelos até
2009 e elevar a utilização da capacidade instalada. Entre
os novos modelos estão o Novo Mégane (já lançado),
o Mégane Grand Tour (perua que sai neste ano) e o Logan (compacto
a ser lançado em 2007). Até o final de 2007 está
prevista a contratação total de 650 colaboradores. De
janeiro a julho, a empresa contratou 350 funcionários, principalmente
para a linha de montagem do Novo Mégane. A empresa também
contratou engenheiros para o projeto Logan.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 15 de agosto de 2006
| Economia
MERCADOS
Risco-país tem menor marca
histórica
O risco-país brasileiro caiu mais, rumo aos 200 pontos. O indicador
ficou ontem em 206 pontos, em nova mínima histórica. A
queda de 1,44% do risco acompanhou o recuo registrado por outros emergentes.
O indicador é medido pelo banco americano JP Morgan e serve de
termômetro do risco que representa emprestar recursos para determinado
país. A Bolsa de Valores de São Paulo teve um dia fraco,
com os investidores à espera da divulgação de dados
de inflação nos Estados Unidos. O Ibovespa perdeu 1,05%.
O dólar caiu 0,18%, para R$ 2,162.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
15 de agosto de 2006
Lei de Falências dá fôlego
para empresas
Norma busca a recuperação judicial
de grupos empresariais possibilitando uma nova oportunidade de se reerguerem
diante da crise
Sérgio Ranalli
Gomes: ‘‘Os credores aprovam o plano de recuperação
judicial e apóiam os devedores’’
A mudança trazida pela Lei de Falências, que completou
apenas um ano em junho, pode ser considerada o instrumento de salvação
de muitas empresas. Aliás, uma lista considerável de grandes
grupos já faz proveito da lei: Bombril, Parmalat, Varig, Vasp,
Panashop (rede de lojas BestMix de São Paulo), entre outras.
Todas estão em processo de recuperação judicial
e, se não fosse a mudança na legislação,
poderiam estar fechadas. Com a nova lei, ganharam não só
um tempo para tomar fôlego, como uma nova oportunidade de se reerguer.
O advogado Pedro José Gomes, de
Curitiba, especialista na Lei de Falências (11.101/05), explica
que a nova norma busca a recuperação da empresa e, depois,
o pagamento das dívidas. A antiga concordata valia por dois anos,
tempo insuficiente para uma grande empresa em crise se recuperar.''Hoje,
com a nova lei uma empresa tem entre 10 e 20 anos para se recuperar.
É um período que a empresa terá para pagar suas
dívidas'', informa.
Embora ainda seja uma legislação
nova, muitas empresas estão migrando do antigo esquema de concordata
para o processo de recuperação judicial. A primeira diferença
entre os dois, segundo o advogado, é a possibilidade de negociação,
grande responsável pela chance de recuperação das
empresas.
''Antes, quando um grupo pedia concordata,
os credores fugiam, os bancos cortavam crédito e isso acaba afundando
ainda mais rápido a empresa. Agora, os credores aprovam o plano
de recuperação judicial e apóiam os devedores.
Ou seja, além do prazo maior existe a integração
do credor em prol da saúde financeira do negócio'', enfatiza
o advogado.
No plano de recuperação
judicial, é criado um comitê de credores que vai fiscalizar
e acompanhar a execução dos trabalhos por dois anos, em
conjunto com um juiz e o Ministério Público. Nesse comitê
também existe a figura do administrador judicial indicada pelo
juiz.
A Panashop por exemplo, que é
uma rede de 42 lojas em São Paulo beneficiada pela nova Lei de
Falências, começa a dar seus primeiros passos na direção
da reestruturação financeira. Pedro José Gomes
faz parte do Conselho de Administração da rede e informa
que a empresa tem um passivo de R$ 90 milhões e prazo de 15 anos
para executar o plano de recuperação judicial. ''Assim
como ela, outras grandes empresas também estão se beneficiando
com a nova legislação'', complementa.
Tudo isso signifca, na opinião
do advogado, que para os credores, mais vale negociar e garantir seu
emprego ou sua oportunidade de negócio do que ver a empresa quebrar.
O problema era que, na maior parte das vezes, a massa falida não
cobria suas dívidas. ''Com essa lei houve uma grande expectativa
e mudanças profundas. Ela impede que a empresa feche suas portas
e os trabalhadores sejam demitidos''.
Outra questão quando se fala na
nova legislação refere-se às micro e pequenas empresas
que podem usar a lei no plano especial, parcelando seus débitos
em 36 vezes com 180 dias de carência e juros de 6%, mais correção.
Nesses casos, não existe assembléias de credores, mas
a homologação do juiz.
Para entender melhor a lei no dia
a dia, o advogado está ministrando palestras para empresas, entidade
de classe, investidores interessados no assunto.
Vera Barão
Reportagem Local
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
15 de agosto de 2006
Pesquisa mostra queda nos pedidos
Números levantados em pesquisa feita pela Serasa demonstram que,
um ano após a implantação da lei, o número
de pedidos de falências recuou 48%. Em julho, por exemplo, caiu
46,8% na comparação com igual mês de 2005. Ainda
conforme a Serasa, a nova Lei de Falências desestimulou a utilização
de requerimento como um instrumento de cobrança.
Na opinião do advogado Pedro José
Gomes, esses números devem cair ainda mais. ''Ou a empresa usa
a recuperação judicial ou vai à falência'',
comenta ele, acrescentando que a empresa só chega em crise quando
ela tem um desacerto em seus negócios, normalmente gerado por
baixa do câmbio, crises de sanidade no agronegócio, condição
climática adversa, entre outros fatores que afetam a economia.
''Todos os setores ligados a exportações são afetados
por esses problemas'', diz o advogado.
A Serasa registrou no mês passado
331 pedidos de falência em todo o País, contra 622 em igual
mês de 2005. Foram decretadas em julho 129 falências de
empresas, ante 219 no mesmo mês do ano anterior.
O levantamento da Serasa mostra ainda
um aumento de 66,7% no total de pedidos de recuperação
judicial, que passou de 12 para 20 entre o sétimo mês de
2005 e igual período de 2006.
O volume de requerimentos de falências
aponta queda também no acumulado de janeiro a julho deste ano,
de 64,5%. No período, foram solicitadas 2.437 falências
de empresas, contra 6.861 nos primeiros sete meses de 2005. As falências
decretadas caíram 39,5% na mesma comparação, de
1.889 para 1.142. No acumulado dos sete primeiros meses de 2006, houve
151 pedidos de recuperação judicial.(V.B.)
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 15 de agosto de 2006 | Economia
Microeconomia do Brasil é uma das
mais fracas entre emergentes
Segundo o banco Morgan Stanley, situação
se deve principalmente à pesada carga tributária do País
João Caminoto
LONDRES - O banco Morgan Stanley criou
uma metodologia adicional para avaliar o risco dos países emergentes
pois considera que o tradicional, baseado dívida externa soberana,
é insuficiente. Esse novo método, ou "radar micro"
examina a qualidade do ambiente regulatório e institucional de
cada país, complementando o "radar macro" que se concentra
em indicadores de solvência e liquidez.
Com base nessa nova metodologia, o Morgan
Stanley constatou que a América Latina é a área
emergente que tem a pior situação. E entre os países
avaliados na região, o Brasil apresenta uma situação
microeconômica das mais fracas devido principalmente à
pesada carga tributária, uma estrutura legal que dificulta a
abertura de negócios ou o acesso ao crédito, e leis trabalhistas
rígidas. Por outro lado, o Chile é o melhor avaliado na
região.
"Dívida externa em extinção"
Gray Newman e Daniel Volberg, analistas
do Morgan Stanley, explicaram que a dívida externa da América
Latina parece estar destinada à extinção. O Brasil,
por exemplo, que há três anos era visto à beira
de uma moratória externa e da adoção de controles
de capital, promoveu uma agressiva recompra de seus títulos negociados
no exterior e quitou sua dívida junto ao Fundo Monetário
Internacional.
Argentina, México e Venezuela
estão adotando a mesma estratégia. Com isso, argumentam
os analistas, mais upgrades das classificações de risco
soberano dos países da região deverão ocorrer.
"Mas seja cuidadoso, a melhora atesta a escassez da dívida
externa e não necessariamente uma redução do risco
país", afirmaram.
Segundo Newman e Volberg, a dívida
externa está perdendo importância rapidamente para os títulos
negociados no mercado doméstico e a crescente participação
dos investidores estrangeiros nos mercados acionários emergentes."Com
o desaparecimento da dívida externa, chegou a hora de repensar
o risco país", afirmaram.
Os analistas observam que há um
consenso nos mercados que os fatores microeconômicos exercem uma
influência relevante no crescimento de longo prazo. Em seu "radar
micro" eles utilizam onze indicadores extraído de indicadores
do Banco Mundial, entre os quais leis trabalhistas, procedimentos para
se abrir um negócio, direitos dos acionistas e carga tributária.
Carga Tributária
Segundo o Morgan Stanley, o leste europeu
é a região com o melhor ambiente regulatório e
institucional entre os mercados emergentes. A única categoria
em que ela tem uma performance pobre está relacionada ás
instituições ligadas à informação
de crédito.
Já a América Latina apresenta
a pior situação. Seus pontos mais fracos são sua
pesada carga tributária e grandes barreiras burocráticas.
No entanto, os países latino-americanos têm situações
diversas.
"O Chile tem grandes vantagens em
relação à média emergente virtualmente em
todos os indicadores, enquanto o Brasil fica próximo da base
do ranking na maioria dos critérios com uma performance substancialmente
inferior à média devido sua carga tributária pesada,
baixa taxa de recuperação de falências, uma estrutura
legal que dificulta a abertura de um negócio ou acesso ao crédito,
e uma força de trabalho rígida", afirmaram Newman
e Volberg. Isso sugere que o Brasil precisa promover um intenso programa
de reformas micro-reformas.
Os analistas admitem que nem os
métodos tradicionais, que medem indicadores de solvência
e liquidez, e tampouco os "radares micro" permitem uma avaliação
completa do risco de um país. "Mas os micro radares mostram
uma faceta adicional do risco que consideramos cada vez mais importante
para os investidores, especialmente após os países emergentes
terem alcançado avanços importantes em muitas das áreas
macroeconômicas", afirmaram.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
15 de agosto de 2006 | Economia
Eleição vai adiar horário
de verão deste ano para novembro
O horário de verão deste
ano vai começar com atraso por causa das eleições.
O Ministério de Minas e Energia ainda vai discutir o assunto
com o Tribunal Superior Eleitoral, mas o ministro Silas Rondeau disse
hoje que neste ano os relógios só deverão ser adiantados
no início de novembro, provavelmente, a partir da 0h do primeiro
domingo do mês, dia 5.
Normalmente, o horário de verão
tem início em meados de outubro, mas esse adiamento não
é uma novidade pois já ocorreu em outros anos eleitorais
para evitar problemas no sistema de votação.
Isso porque, se a mudança de horário
ocorresse entre um turno e outro, as urnas eletrônicas precisariam
ser reprogramadas antes do segundo turno, o que provocaria um transtorno
de logística para os tribunais eleitorais.
Os dois turnos das eleições
deste ano, para presidente, governador, senador, deputados federais
e estaduais, estão marcados para o dia 1º e 29 de outubro.
O ministro afirmou hoje a reportagem
do jornal "Folha de S.Paulo", que a tendência é
adiar o horário de verão porque a sua antecipação
poderia prejudicar a população, inclusive no que diz respeito
à segurança, já que o último domingo antes
das eleições é o dia 24 de setembro, quando a luminosidade
ainda não seria suficiente para adiantar os relógios em
uma hora.
Em sua última edição,
o horário de verão vigorou entre o dia 16 de outubro de
2005 e 18 de fevereiro de 2006 (125 dias) em dez Estados brasileiros
(Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato
Grosso do Sul, Mato Grosso) e no Distrito Federal.
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JORNAL MAZÔNIA HOJE,
15 de agosto de 2006
Emprego formal tem saldo positivo no Pará
Dieese divulga pesquisa sobre crescimento de
vagas no Estado
Ao divulgar ontem pesquisa sobre geração
de emprego formal no Estado em junho, o Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA)
informa que este mês contribui para que o Pará apresente
saldo positivo de 7.318 postos de trabalhos gerados no primeiro semestre
do ano (de janeiro a junho), correspondendo a 1,65%. Nesse período
foram feitas no Estado 103.522 admissões contra 96.204 desligamentos.
Esse crescimento, entretanto, é menor que o verificado no mesmo
período do ano passado: foram feitas no Estado 106.134 admissões
contra 96.084 desligamentos, gerando saldo positivo de 10.050 postos
de trabalho, com crescimento de 2,50%.
Em junho, segundo análises do
Dieese/PA com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho
(Caged), foram concretizadas no Pará 18.629 admissões
contra 15.125 desligamentos, gerando saldo positivo de 3.504 postos
de trabalho.
As análises do Dieese/PA mostram
que em junho somente um setor econômico do Estado (Serv. Ind.
Utilid. Pública) apresentou saldo negativo no comparativo entre
admitidos e desligados com a perda de 12 postos de trabalhos no setor
formal da economia. Setores econômicos com maiores crescimentos
de empregos formais em junho no Pará são: Extrativismo
Mineral, com crescimento de 3,60% e saldo positivo de 211 postos de
trabalhos; Setor da Construção Civil, com crescimento
de 2,61% e saldo positivo de 812 postos de trabalhos; Setor da Agropecuária,
com crescimento de 1,35% e um saldo positivo de 329 postos de trabalhos;
Setor da Indústria de Transformação, com crescimento
de 0,90% e saldo positivo de 840 postos de trabalhos; Setor Serviço,
com um crescimento de 0,60% e saldo positivo de 980 postos de trabalhos
e o Setor Comércio, com crescimento de 0,27% e saldo positivo
de 329 postos de trabalhos.
No primeiro semestre deste ano, os setores
com maiores crescimento são: Extrativa Mineral (crescimento de
13,78 %) e saldo positivo de 734 postos de trabalho; Serv. Ind. Utilidade
Pública (3,35%) e um saldo positivo de 205 postos de trabalho;
Serviço (2,78%) e um saldo positivo de 4.452 postos de trabalho;Comércio
(1,59%) e um saldo positivo de 1.870 postos de trabalhos; Indústria
de Transformação (1,00%) e um saldo positivo de 929 postos
de trabalho.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
15 de agosto de 2006
Presidente da OAB do Rio defende jornada
de trabalho para presos
Os detentos perigosos devem passar a
trabalhar em prisões agrícolas e industriais, a serem
criadas a partir da aprovação de uma PEC (proposta de
emenda constitucional). A proposta foi defendida nesta segunda-feira
(14/8) pelo coordenador do Colégio de Presidentes de Conselhos
Seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e presidente da OAB
do Rio de Janeiro, Octávio Gomes.
Durante o encontro do Colégio
de Presidentes de Conselhos Seccionais da OAB da Região Nordeste,
que acontece em Parnaíba, no Piauí, Octávio Gomes
defendeu que o trabalho ajudaria a conter a onda de criminalidade e
a participação de presos em ataques de violência,
conduzidos, na maioria das vezes, por detentos de dentro das cadeias.
Também participou do encontro o presidente nacional da OAB, Roberto
Busato.
Octávio Gomes classificou a aprovação
de uma PEC para instituir o trabalho em prisões como uma necessidade
imperiosa, inadiável. “O preso vai acordar e vai trabalhar,
vai plantar, vai colher. Depois vai almoçar, volta ao trabalho
e quando for para a cela e começar a pensar em alguma atitude
criminosa, em dar alguma ordem, ele já estará cansado
e irá dormir. Com isso, ganha a sociedade”, explicou.
Para Octávio Gomes, o preso deveria
cumprir a mesma jornada de trabalho, inclusive, batendo ponto, como
qualquer trabalhador. “O trabalhador normal não levanta
às 6h, pega um metrô ou um ônibus lotado e bate ponto
diariamente? Por que o preso também não pode acordar cedo
e trabalhar para pagar sua comida e a estadia, que hoje é paga
pelo Estado?”, questionou.
Durante o encontro em Parnaíba,
Octávio Gomes repeliu o argumento que chamou de “demagógico”,
de que o preso não pode trabalhar, devendo se ressocializar para
retornar à sociedade. “Tem que trabalhar sim, para pagar
o que o Estado gasta com ele. Vai ser bom para o preso também,
repito, porque ele vai se manter ocupado e não com a cabeça
vazia, pensando em cometer crimes”, defendeu.
“Chegamos a um ponto em que há
a necessidade imperiosa de que a Constituição sofra uma
alteração, passando a obrigar presos a cumprir a sua pena
trabalhando e acabando com essa afronta praticada por criminosos, que
se encontram encarcerados e, mesmo assim, seguem comandando crimes de
dentro das cadeias”, concluiu.
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CONSULTOR JURÍDICO,
15 de agosto de 2006
Tempo para recorrer
Prazo de recurso não se conta por
postagem em correios
É intempestivo o recurso que não
chega ao Tribunal dentro do prazo legal ainda que tenha sido protocolado
antes na ECT — Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
A decisão é do ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho,
relator do processo movido por um ex-empregado contra a empresa Idemar
Donini — ME.
A empresa interpôs recurso ordinário,
por Sedex, no último dia do prazo recursal. O recurso, no entanto,
somente foi protocolado no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª
Região, Rio Grande do Sul, no dia seguinte. Na ocasião,
já estava esgotado o prazo de oito dias.
Para o ministro, “o fato de o recurso
ordinário ter sido postado na ECT dentro do prazo legal não
socorre o reclamado, pois o protocolo do 4º TRT é o destinatário
do recebimento do recurso e o meio adequado para contagem do prazo do
recurso, ou seja, a tempestividade é aferida pela data do protocolo
da petição na secretaria do Tribunal recorrido, e não
por aquela em que foi postada no Correio”.
Ele ressaltou, ainda, que a comparação
da tempestividade de recurso pela data de postagem nos Correios dá-se
apenas para o recurso de agravo de instrumento, nos termos do artigo
525, parágrafo 2°, do Código de Processo Civil. Assim,
é inaplicável no processo trabalhista.
“Não há previsão
legal para interposição de recursos por via postal no
Processo Laboral, de modo que a parte que se utiliza desse sistema o
faz integralmente por sua conta e risco”, destacou o ministro.
O voto foi acompanhado, por unanimidade,
pelos ministros da Seção Especializada em Dissídios
Individuais 2, do TST.
ROAR-537/2005-000-04-00.0
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
15/08/2006
Jornada de trabalho pode ser alterada tácita
ou verbalmente
A jornada de trabalho a ser considerada
para o cômputo de horas extras é aquela efetivamente prestada
pelo trabalhador e não aquela que consta de seu contrato de trabalho
e não cumprida.
O voto do juiz convocado Ricardo Machado
foi acompanhado pela unanimidade dos ministros que compõem a
Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, no julgamento do Agravo
de Instrumento interposto pela empresa Localiza Rent a Car S/A.
Uma vendedora da Localiza, contratada
em abril de 1996 e demitida em setembro de 1999, ajuizou reclamação
trabalhista pleiteando as verbas rescisórias e horas extras além
das 36 semanais.
Em defesa, a empresa alegou que foi a
empregada quem pediu demissão do emprego e que sua carga horária
contratual era de 44 horas, nada havendo a ser pago como extra.
O juiz da 9a Vara do Trabalho de Curitiba
(PR), após ouvir testemunhas das duas partes, concluiu que, embora
constasse do contrato de trabalho uma jornada de 44 horas semanais,
o contrato real, efetivamente cumprido por todos, era de 36 horas.
Entendeu, ainda, que a empregada utilizava
cerca de 15 minutos antes e após a jornada para troca de uniforme,
maquiagem e arrumação do cabelo, exigências do empregador
no item “boa aparência”, constante do contrato de
trabalho, fazendo jus às horas extraordinárias pleiteadas.
Inconformada com a decisão, a
empresa recorreu ao TRT paranaense. Insistiu na tese de que o contrato
de trabalho firmado por escrito era de 44 horas semanais e não
de 36 horas, conforme decidido pela sentença, não havendo
extras a serem pagas. O TRT da 9a Região manteve a condenação.
A empresa recorreu ao TST. Em seu voto,
o juiz convocado Ricardo Machado esclareceu que o contrato de trabalho
tem natureza real e pode ser firmado ou alterado tácita ou verbalmente,
segundo orientação dos artigos 442 e 443 da Consolidação
das Leis do trabalho (CLT).
“Exigida jornada inferior à
estabelecida no contrato formalizado, este, por não corresponder
à realidade, cede lugar à relação jurídico-obrigacional
efetivamente estabelecida”, disse o juiz. Segundo ele, na situação
apresentada nos autos, a jornada de trabalho praticada pela empregada
configurou alteração contratual lícita, benéfica
e bilateral.
A Terceira Turma do TST decidiu
ainda que o tempo gasto com a troca de uniforme, maquiagem e arrumação
de cabelo, recomendados pelo empregador, representa execução
efetiva de ordens e configura tempo à disposição,
devendo ser computado como extra. (AIRR-15738/2001-009-09-40.3)
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15/08/2006
Direitos individuais: TST reconhece legitimidade
de sindicato
A Seção Especializada em
Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
reconheceu que o Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários
em Geral nas Administrações dos Portos e Terminais Privativos
e Retroportos do Estado de São Paulo (Sintraport) pode representar
seus sindicalizados em ação que pleiteia diferenças
e outros direitos decorrentes do atraso no pagamento de salários.
Com a adoção deste entendimento, o processo retornará
à Vara do Trabalho para que seja julgado.
A ação foi ajuizada pelo
sindicato para pleitear diferenças salariais por atraso no pagamento;
multa normativa pelo atraso; multa por descumprimento de cláusula
coletiva; e condenação em obrigação de fazer,
relativa a pagamento dos salários em conta corrente sem atraso.
A Vara do Trabalho, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo
e a Quinta Turma do TST haviam decidido anteriormente no sentido da
ilegitimidade do sindicato.
A relatora do processo (embargos em recurso
de revista), ministra Maria Cristina Peduzzi, considerou que os pedidos
formulados se enquadram na definição de direitos individuais
homogêneos – caso em que a Constituição Federal
(artigo 8º, inciso III) autoriza o sindicato a atuar como substituto
processual de toda a categoria. Este entendimento foi consolidado pelo
TST em 2003, com o cancelamento da Súmula 310, que restringia
as hipóteses de atuação do sindicato como representante
da categoria.
A relatora ressaltou em seu voto
que “um dos valores basilares do Direito do Trabalho no Brasil,
sobretudo com o processo de democratização trazido pela
Constituição de 1988, é a ampliação
da atuação dos sindicatos”. A ministra Cristina
Peduzzi assinalou ainda que “a realidade nacional, sob o prisma
de efetivação de seus propósitos democráticos,
exige que, cada vez mais, se dê valor à atuação
dos sindicatos na defesa dos interesses da categoria que representa,
como forma de ampliação das possibilidades de acesso ao
Judiciário”. (E-RR-741470/2001.0)
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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 5.872, DE 11 DE AGOSTO DE
2006.
Dispõe sobre o aumento, a partir de 1o de agosto de 2006, dos
benefícios mantidos pela Previdência Social com data de
início igual ou anterior a 31 de março de 2006.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição,
e tendo em vista o disposto no art. 4o da Medida Provisória no
316, de 11 de agosto de 2006,
DECRETA:
Art. 1o Os benefícios mantidos pela Previdência Social,
com data de início igual ou anterior a 31 de março de
2006, serão aumentados, a partir de 1o de agosto de 2006, em
cinco inteiros e um centésimo por cento.
§ 1o Aos benefícios concedidos pela Previdência Social
de 1o de maio de 2005 a 31 de março de 2006 aplicam-se os percentuais
constantes da tabela do Anexo a este Decreto, de acordo com as respectivas
datas de início.
§ 2o Para os benefícios que tenham sofrido majoração
devido à elevação do salário mínimo,
o referido aumento deverá ser compensado quando da aplicação
do disposto neste artigo, de acordo com normas estabelecidas pelo Ministério
da Previdência Social.
Art. 2o O aumento de que trata o art. 1o substitui, para todos os fins,
o referido no § 4o do art. 201 da Constituição, relativamente
ao ano de 2006, e, a partir de 1o de agosto de 2006, o referido na Medida
Provisória no 291, de 13 de abril de 2006.
Art. 3o A partir de 1o de agosto de 2006, o limite máximo do
salário-de-contribuição e do salário-de-benefício
é de R$ 2.801,82 (dois mil, oitocentos e um reais e oitenta e
dois centavos).
Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 11 de agosto de 2006; 185o da Independência e
118o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Carlos Eduardo Gabas
Este texto não substitui
o publicado no D.O.U. de 11.8.2006.
A
N E X O
FATOR DE AUMENTO DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS
DE ACORDO
COM AS RESPECTIVAS DATAS DE INÍCIO |
| DATA
DE INÍCIO DO BENEFÍCIO |
REAJUSTE |
até
maio de 2005 |
5,010% |
em
junho de 2005 |
4,280% |
em
julho de 2005 |
4,395% |
em
agosto de 2005 |
4,364% |
em
setembro de 2005 |
4,364% |
em
outubro de 2005 |
4,208% |
em
novembro de 2005 |
3,607% |
em
dezembro de 2005 |
3,050% |
em
janeiro de 2006 |
2,640% |
em
fevereiro de 2006 |
2,251% |
em
março de 2006 |
2,017% |
|
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 316, DE 11 DE AGOSTO DE 2006.
Altera as Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, e
9.796, de 5 de maio de 1999, e aumenta o valor dos benefícios
da previdência social.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte
Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1o O art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, passa a
vigorar acrescido do seguinte parágrafo:
“§ 14. Para os fins do disposto no inciso II do caput e
no art. 10 da Lei no 10.666, de 8 de maio de 2003, aplicar-se-á
um único grau de risco para todos os estabelecimentos da empresa,
na forma do regulamento.” (NR)
Art. 2o A Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar acrescida
dos seguintes artigos:
“Art. 21-A. Presume-se caracterizada incapacidade acidentária
quando estabelecido o nexo técnico epidemiológico entre
o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a
atividade da empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade,
em conformidade com o que dispuser o regulamento.” (NR)
“Art. 41-A. O valor dos benefícios em manutenção
será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário
mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início
ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional
de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.
§ 1o Nenhum benefício reajustado poderá exceder
o limite máximo do salário-de-benefício na data
do reajustamento, respeitados os direitos adquiridos.
§ 2o Os benefícios serão pagos do primeiro ao quinto
dia útil do mês seguinte ao de sua competência,
observada a distribuição proporcional do número
de beneficiários por dia de pagamento.
§ 3o O primeiro pagamento de renda mensal do benefício
será efetuado até quarenta e cinco dias após
a data da apresentação, pelo segurado, da documentação
necessária a sua concessão.
§ 4o Para os benefícios que tenham sido majorados devido
à elevação do salário mínimo, o
referido aumento deverá ser compensado quando da aplicação
do disposto no caput, de acordo com normas a serem baixadas pelo Ministério
da Previdência Social.” (NR)
Art. 3o O art. 3o da Lei no 9.796, de 5 de maio de 1999, passa a vigorar
acrescido do seguinte parágrafo:
“§ 6o Aplica-se o disposto neste artigo aos períodos
de contribuição utilizados para fins de concessão
de aposentadoria pelo INSS em decorrência de acordos internacionais.”
(NR)
Art. 4o Em 1o de agosto de 2006, os benefícios mantidos pela
previdência social em 31 de março de 2006, com data de
início igual ou anterior a 30 de abril de 2005, terão
aumento de cinco inteiros e um centésimo por cento, incidente
sobre as respectivas rendas mensais no mês de março de
2006, sendo:
I - três inteiros e duzentos e treze milésimos por cento,
a título de reajustamento, para fins do § 4o do art. 201
da Constituição; e
II - um inteiro, setecentos e quarenta e dois milésimos por
cento, a título de aumento real, incidente sobre as respectivas
rendas mensais no mês de março de 2006, após a
aplicação do reajuste de que trata o inciso I.
§ 1o Aos benefícios concedidos de 1o de maio de 2005 a
31 de março de 2006 aplica-se o disposto no inciso I, pro rata,
de acordo com as respectivas datas de início, e o valor integral
estabelecido no inciso II.
§ 2o O disposto no caput e no § 1o aplica-se aos valores
expressos em unidade monetária na legislação
previdenciária.
§ 3o Para os benefícios que tenham sido majorados em razão
do reajuste do salário mínimo em 1o de abril de 2006,
o referido aumento deverá ser compensado quando da aplicação
do disposto no caput, de acordo com normas a serem estabelecidas pelo
Ministério da Previdência Social.
§ 4o O aumento de que trata este artigo substitui, para todos
os fins, o referido no § 4º do art. 201 da Constituição,
relativamente ao ano de 2006, e, a partir de 1o de agosto de 2006,
o referido na Medida Provisória no 291, de 13 de abril de 2006.
§ 5o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste
artigo.
Art. 5o Para fins do reajuste no ano de 2007, com fundamento no art.
41-A da Lei nº 8.213, de 1991, considerar-se-á o dia 1o
de abril de 2006 como data do último reajuste dos benefícios
referidos no caput do art. 4o.
Art. 6o Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua
publicação.
Art. 7o Ficam revogados:
I - o art. 41 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991;
II - os arts. 3o e 4º da Lei nº 8.444, de 20 de julho de
1992;
III - o art. 4o da Medida Provisória no 2.187-13, de 24 de
agosto de 2001, no ponto em que dá nova redação
ao art. 41 da Lei no 8.213, de 1991; e
IV - a Lei no 10.699, de 9 de julho de 2003.
Brasília, 11 de agosto de 2006; 185o da Independência
e 118o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Carlos Eduardo Gabas
Este texto não substitui
o publicado no D.O.U. de 11.8.2006
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