 |
DEPACOM, 18 de agosto de
2006
Parcelas extras do Seguro-Desemprego
Feticom do Rio Grande do Sul encaminhou
correspondência a DRT
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção e do Mobiliário do Rio Grande do Sul,
presidida pelo companheiro AROLDO PINTO DA SILVA GARCIA, encaminhou
ontem (17/08), conforme sugerido pelo Depacom, ofício a Delegacia
Regional do Trabalho, solicitando que seja revista a Resolução
nº 501, a fim de ampliar os benefícios para toda a cadeia
produtiva do mobiliário, inclusive levando em consideração
os demitidos do ano de 2005.
Orientamos a todas as federações
que também protocolem correspondência nas DRT de seus estados
e nos remetam a cópia para divulgação.
Veja
o ofício protocolado pela FETICOM/RS.
|
SINTRIMMOC, 18 de agosto
de 2006
Sintrimmoc, filiado à Fetraconspar
e NCST participa de SIPAT
O Sintrimmoc (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Madeira
e Mobiliário de Cascavel e Região), filiado à Fetraconspar
e a NCST, presidido pelo companheiro ALMIR GUEDES FERNANDES,
esteve presente ontem (17/08/2006) no encerramento da SIPAT - Semana
Interna da Prevenção de Acidente, realizada na empresa
Andrade Martins, no município de Ibema/PR, onde foram debatidos
temas sobre a Segurança e Saúde dos Trabalhadores, com
sorteio de vários brindes.

O presidente Almir Guedes Fernandes, entrega brinde a trabalhadores.
|
Nova Central, 18 de agosto de 2006
NOVA CENTRAL DE TOCANTINS
Congresso de fundação da
Nova Central do Estado de Tocantins
O presidente da Nova Central, José Calixto, e o secretário-geral,
Moacyr Roberto, à esquerda do senador Paulo Paim, vão
estar em Tocantins. A Nova Central passa a contar com mais uma organização
estadual, Desta vez será a NCST do Estado de Tocantins, cuja
fundação, dia 19, terá as presenças do presidente
nacional, José Calixto; do secretário-geral, Moacyr Roberto
Tesch; do vice-presidente, Omar José e de outros diretores.
|
Nova Central, 18 de agosto
de 2006
Em reunião com entidades, Ministro
do Trabalho ameaça fiscalizar sindicatos
Em encontro fechado com trabalhadores e empregadores, organizado pelo
Delegado Regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, o Ministro do Trabalho,
Luiz Marinho revela a real intenção do Governo Federal.
O Ministro chegou a ameaçar os sindicatos de trabalhadores quando
o debate fluiu sobre a contribuição assistencial e a extinção
da contribuição sindical, dizendo que pode mandar a fiscalização
nas entidades. Isso irritou os dirigentes presentes, uma vez que os
assuntos estão sendo debatidos nacionalmente e já existem
precedentes nos tribunais (STF e TST) com entendimentos contrários,
beneficiando as entidades sindicais. Na verdade, o Ministério
do Trabalho, conforme depoimento do próprio Ministro está
buscando de todas as formas a reforma trabalhista e sindical e para
tanto está lançando mão de todos os artifícios
possíveis. Diversos assuntos foram debatidos na reunião,
conforme abaixo:
Qualificação
– O ministro veio a Curitiba também para inaugurar
um Centro Tecnológico do HSBC para qualificar trabalhadores.
Industria Naval
– Esta é uma das prioridades do Governo, a reconstrução
do setor.
Bolsa Família
– É a porta de saída para injetar recursos que geram
comércio e industria e que o programa não é para
sempre, a próxima etapa é qualificar os jovens.
Portaria 471
do MTE – Essa portaria disciplina sobre o processo no Ministério
e o Presidente da NCST/PR e da FETROPAR, Epitácio Antonio dos
Santos pediu sua revogação, pois a mesma está travando
o acesso ao Ministério. O Ministro argumentou que a mesma foi
editada tendo em vista as denuncias que existiam no órgão
de compra de informações. Disse tacitamente que não
vai revogá-la. Epitácio solicita um aparte e registra
que a ouvidoria funciona no porão do Ministério e que
não resolve nada apenas colhe sugestões. Diante disso
o Ministro diz que se houver necessidade podem acontecer alterações,
sua intenção é olhar os problemas e aperfeiçoar.
Piso Regional
– O Presidente da NCST/PARANÁ e FETROPAR, Epitácio
Antonio dos Santos informou ao Ministro que o Paraná tem um Piso
regional diferenciado homologado pelo Governador e sugerido pela NCST
o qual teve o apoio de todas as centrais sindicais do estado.
MP´s 293
e 294 – O Presidente da FEEB/PR, Gladir Basso solicitou
a retirada das Medidas Provisórias, invocando o debate que está
acontecendo e que deve ser intensificado. O Ministro alegou que as medidas
foram editadas após amplo debate e no inicio resistiu mas não
pode segurar. Informou que as mesmas caíram por decurso de prazo
e que em Janeiro de 2007 as mesmas serão reeditadas. Sugeriu
ao Movimento Sindical que debatam e apresentem sugestões no Congresso
e assumiu o compromisso de que se conseguir em tempo uma outra formatação,
reverá a matéria.
Reforma Sindical
e Trabalhista - Luiz Marinho registrou com veemência que
as reformas são necessárias e devem acontecer alegando
que a legislação protege individualmente e não
no coletivo. Salientou que as reformas iniciaram pela EC 45/04 e que
a intenção é fortalecer a substituição
e a representação no local de trabalho.
Substituição
Processual – Fez um alerta aos sindicatos que não
devem usar esse artifício indiscriminadamente mas somente quando
houver justificativa.
Legislação
Rural – Registrou o rigor do Ministério nesse tema
no sentido de não acontecer a confusão entre as mesmas.
O Representante da FAEP registrou sua indignação nesse
ponto registrando que a CLT existe para o setor urbano e não
deve ser aplicada no setor rural.
Taxas Sindicais
– Esse ponto foi bastante polêmico e ficou claro o despreparo
do Ministro em tratar da questão o que o levou inclusive a usar
termos chulos para responder a sindicalistas presentes. No início
salientou que esse tema não é prioridade do Ministério
mas acabou ameaçando em enviar fiscalização nas
entidades se a prática continuar. As intervenções
dos dirigentes sindicais foram incisivas no sentido de se buscar uma
solução negociada para a matéria e o Presidente
da CGT e FETRAPARANÁ, Vicente Silva fez alusão a intervenção
do estado nos Sindicatos , lembrando da Comissão Nacional objeto
da MP 294 e sua inconstitucionalidade. O Ministro se irritou e respondeu
que o movimento pede a interferência do estado para legalizar
as cobranças mas abomina a interferência em outros pontos.
Deixou a questão no ar e apenas confirmou a intervenção.
Confederações
– O Ministro criticou fortemente as Confederações
alegando que as mesmas não querem abrir mão do Imposto
Sindical e não aceitam discutir as reformas. Diversos comentários
de dirigentes sindicais aconteceram em defesa do sistema confederativo
e em busca do diálogo que somente acontece com o setor governista
do movimento sindical.
Convenção
87 da OIT – O Presidente da FEEB/PR, Gladir Basso informou
ao Ministro que se o Brasil ratificar a Convenção 158
da OIT o Movimento Sindical aceita a Convenção 87. O Ministro
aceita esse debate.
Fórum
Sindical – O representante da FIEP, Amilton Stival registrou
que no Paraná o debate acontece aberto entre os trabalhadores
e empregadores e pediu abertura para que o estado seja ouvido.
Avaliação
– Lamentavelmente ficou clara a intenção governista
de passar a reforma sem debate e mais lamentável ainda o despreparo
do Ministro em debater questões de profundo interesse da sociedade.
A que pese o fato das alegações do representante do governo
em não retirar direitos dos trabalhadores, fica clara a intenção
de implantar um sindicalismo que enfraquece a organização
sindical e conseqüentemente trará prejuízos para
os trabalhadores. Fonte: Fetropar.
|
Folha
de São Paulo, 18 de agosto de 2006
82% dos reajustes salariais batem inflação
Apesar do dado positivo, apontado em estudo do
Dieese, maior parte dos trabalhadores teve ganho considerado pouco significativo
Negociações salariais de janeiro
a junho deste ano têm melhor resultado desde 96, quando entidade
iniciou levantamento nacional
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Os trabalhadores conquistaram aumento
real de salário em 81,9% dos acordos salariais negociados no
primeiro semestre deste ano. Foram analisados 271 acordos e convenções
coletivas de categorias profissionais com data-base entre janeiro e
junho de 14 Estados. A maior parte dos aumentos concedidos, porém,
ainda está na faixa de até um ponto percentual acima da
inflação.
No primeiro semestre de 2005, os trabalhadores
haviam conseguido ganho real (descontada a inflação) em
67,4% das 457 negociações estudadas. O resultado divulgado
ontem é o melhor obtido nas negociações salariais
desde 1996, ano em que o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Sócio-Econômicos) começou a pesquisar
os reajustes concedidos no país.
No levantamento, 95,6% dos acordos (259)
conseguiram zerar ou superar a inflação medida pelo INPC
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE nos
12 meses anteriores a cada data-base. Em 2005, esse percentual foi de
85,1%. Apenas 4,4% dos acordos (12) feitos de janeiro a junho deste
ano não conseguiram repor as perdas da inflação
nos salários. No mesmo período de 2005, esse percentual
foi de 14,9%. Em 2003, considerado o pior ano para as negociações
salariais, três em cada dez acordos não conseguiam sequer
recompor as perdas do INPC.
"O desempenho favorável das
negociações é reflexo da inflação
em queda, do crescimento da economia e da ação dos sindicatos",
diz José Silvestre Prado de Oliveira, supervisor do Dieese em
São Paulo. A tendência deve se manter no segundo semestre,
segundo diz, porque a expectativa é que o país cresça
entre 3,5% e 3,7% e a inflação mantenha trajetória
de queda. "Quem negociou em janeiro enfrentou inflação
acumulada em torno de 5%. Em junho, esse percentual foi de 2,75%. O
cenário nos próximos meses, quando negociam categorias
mais organizadas [metalúrgicos, bancários, petroleiros],
deve ser ainda mais favorável."
Entre os trabalhadores que conseguiram
reajustes reais estão os da construção civil (2%),
os do setor alcooleiro (os ganhos foram negociados por região
e chegam a 6,4%) e os farmacêuticos (1,78%). Apesar de o resultado
do primeiro semestre ser positivo, os reajustes estão distantes
de trazer ganhos "consideráveis" ao bolso do trabalhador.
Seis em cada dez acordos prevêem aumentos entre 0,01 e 2 pontos
percentuais acima da inflação.
"Não há como conceder
aumentos significativos porque o país ainda cresce a taxas medíocres,
quando comparadas a outros países emergentes", diz Fabio
Silveira, economista da RC Consultores. "Com o câmbio desfavorável
às exportações e o aumento das importações,
as empresas não vão se arriscar a perder competitividade
e conceder reajustes que aumentem o custo do trabalho", diz.
Para Ademir Figueiredo, coordenador de
desenvolvimento e estudos do Dieese, os aumentos concedidos "são,
sim, significativos". "Quando se considera que 70% dos trabalhadores
ganham até dois salários mínimos, conquistar 5%
de reajuste é expressivo. Por mês, são R$ 35 a mais
no bolso." No comércio estão os melhores resultados:
91,1% dos reajustes ficaram acima da inflação. Na indústria,
foram 83,6% e no setor de serviços, 76,9%.
"A maior oferta de crédito
impulsionou o consumo das famílias, e isso se refletiu diretamente
no comércio", diz Artur Henrique da Silva Santos, presidente
da CUT. "É preciso reconhecer, porém, que os salários
ainda são baixos. Apesar de haver aumento real, há a sensação
de que não há ganho." As centrais pretendem reavaliar
as negociações com os empresários. "Além
de ampliar a participação nos lucros para mais categorias,
é preciso intensificar a busca de aumento real para o salário
mínimo, usado como referência por sindicatos", diz
João Gonçalves, presidente da Força Sindical.
|
Folha de São Paulo,
18 de agosto de 2006
Proposta permite uso do FGTS em projetos
de infra-estrutura
KAREN CAMACHO
DA FOLHA ONLINE
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
disse ontem que o trabalhador vai poder investir seus recursos na conta
do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em ações
de projetos de infra-estrutura, a exemplo dos investimentos feito, no
passado, em ações de Petrobras e Vale do Rio Doce. A vantagem
desse tipo de investimento é a possibilidade de o trabalhador
aumentar a remuneração de seus recursos. Em 2005, o dinheiro
depositado no FGTS rendeu 5,93%.
Marinho afirmou que a possibilidade constará no projeto que permitirá
à Caixa investir os recursos do patrimônio líquido
do FGTS em ações de projetos de infra-estrutura que gerem
emprego e renda. Para isso, será criado um fundo de investimento,
que será administrado pela Caixa.
Para o ministro, o investimento em infra-estrutura
é necessário porque há carência nesse setor.
No futuro, disse ele, o investimento vai colaborar para que a inflação
continue controlada e os juros mantenham tendência de queda.
Pelo projeto, que deverá ser votado pelo Conselho Curador do
FGTS na próxima semana e pelo Congresso, para onde a proposta
será encaminhada no fim do ano, o governo criará um fundo
que deterá cotas dos projetos para construção de
estradas, portos, aeroportos, ferrovias e energia elétrica.
Segundo Marinho, cada projeto será
devidamente analisado para evitar riscos e haverá um limite de
30% para investimento do fundo em cada projeto. O restante dos recursos
terá que vir da iniciativa privada ou de outros financiadores.
Ele disse que, no início, o governo oferecerá R$ 5 bilhões
para investimentos, podendo chegar a R$ 16 bilhões dependendo
da necessidade.
Os recursos, alcançando
o limite máximo, responderão por 80% do patrimônio
líquido do FGTS (atualmente R$ 20 bilhões).O patrimônio
líquido faz parte dos R$ 60 bilhões que o FGTS tem investidos
em títulos da dívida pública. "É contraditório
manter recursos investidos nesses títulos se temos a necessidade
de criação de empregos", disse Marinho.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de agosto de 2006 | Economia
TRABALHO
Novo fundo traz riscos elevados
O uso de recursos do FGTS para investimentos em obras de infra-estrutura,
anunciado ontem pelo ministro Luiz Marinho, não é uma
boa opção para o trabalhador. Para os economistas ouvidos
pela Gazeta do Povo, o investimento em infra-estrutura oferece alto
risco e rentabilidade a longo prazo, o que não interessaria à
maioria dos trabalhadores.
“O trabalhador já não
tem liberdade de escolher onde aplicar os recursos do fundo e tem de
entregar a um gestor que ele não escolhe, que no caso é
a Caixa Econômica Federal”, diz o consultor Alexandre Fischer,
da RC Consultores. “Por isso, a opção de investir
parte do recurso em obras públicas, em um fundo gerido também
pela Caixa, não é interessante. O ideal seria diversificar,
investindo, por exemplo, em papéis de empresas privadas.”
Fischer lembra que não se pode
comparar o uso do FGTS em obras de infra-estrutura com investimentos
em papéis de empresas como a Petrobras, por exemplo, o que já
foi permitido pelo governo. “O fundo de infra-estrutura não
é um instrumento mobiliário, que tem respaldo da Comissão
de Valores Mobiliários e do Banco Central e que fornece as informações
necessárias para o investidor tomar as suas decisões”,
explica. O economista lembra ainda que o uso do FGTS nesse tipo de obra
já foi feito no passado e foi o responsável pelo aumento
do comprometimento do patrimômio líquido. Hoje, dos R$
80 bilhões do fundo, R$ 60 bilhões estão empenhados
em títulos da dívida pública e R$ 20 bilhões
disponíveis para outros investimentos.
Para o coordenador do curso de
Economia da Unifae, Gilmar Lourenço, o anúncio do governo
de permitir o uso do FGTS em obras de infra-estrutura reflete o fracasso
das parcerias público-privadas. “O governo vem tentando
convencer o investidor privado, ao longo dos últimos anos, e
não conseguiu provar a rentabilidade para o investidor privado”,
analisa. “Se o investidor, que tem uma folga no orçamento,
muito maior do que a do trabalhador, não quis investir, por que
é que o trabalhador vai querer?”, completa.
Mariana Londres
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de agosto de 2006 | Economia
DESONERAÇÃO
Cimento não terá
menos IPI
Brasília – O secretário-adjunto da Receita Federal,
Ricardo Pinheiro, disse ontem que o pacote de medidas da construção
civil e habitação em estudo pelo governo não inclui
a desoneração tributária do cimento. O corte do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cimento é
uma das principais reivindicações do setor. “Em
princípio, o cimento não vai entrar”, admitiu Pinheiro.
Segundo ele, a ampliação da lista de materiais de construção
com desoneração tributária deverá ser pequena,
apenas um ajuste do que já foi feito este ano.
Na seleção dos materiais
a serem desonerados, o governo vai priorizar aqueles usados na construção
de casas populares. “Vamos evitar aqueles materiais que servem
para construção pesada”. Pinheiro confirmou que
as medidas de incentivo ao setor deverão ser divulgadas na semana
que vem.
|
GAZETA MERCANTIL, 18 de
agosto de 2006
Demanda por executivo dispara na construção
São Paulo, 17 de Agosto de 2006
- A procura por gerentes, diretores e presidentes cresceu 7% no semestre
nos vários setores. A contratação de executivos
cresceu no primeiro semestre, em relação ao mesmo período
de 2005. Pesquisa da Laerte Cordeiro indicou um aumento de 7% nas vagas
oferecidas nos jornais de São Paulo. A Michael Page, que seleciona
executivos para média gerência, teve um volume 45% maior
de buscas. Nesse contexto, os setores que mais procuraram profissionais
foram os de bens de consumo e serviços financeiros. Tecnologia
da Informação sofreu com a falta de profissionais qualificados
no nível gerencial.
Mas a principal surpresa foi a construção
civil. A profissionalização do setor levou à contratação
de executivos, tanto no alto escalão quanto na média gerência.
"Esse mercado mostra-se promissor com a abertura de capital de
companhias brasileiras e a entrada de empresas estrangeiras no País",
conta Paulo Pontes, da Michael Page.
Em serviços financeiros, a busca
de executivos para cargos de alto escalão foi direcionada, principalmente,
para gerência-geral em private e investment banking, de acordo
com Darcio Crespi, da Heidriks Struggles. A área de crédito
também contratou.
Segundo Crespi, a indústria de
bens de consumo, considerando indústria e varejo, apresentou
um volume significativo de vagas para gerência geral e diretoria
de marketing. "As indústrias de eletroeletrônicos
procuraram profissionais para a gerência de produtos para desenvolver
estratégias criativas para ganhar a concorrência durante
a Copa do Mundo", conta Pontes.
TI - principalmente empresas de software
- contratou para cargos de gerência-geral. Já na média
gerência faltaram profissionais qualificados.
|
JC ONLINE, 18 de agosto
de 2006
Oportunidade
ABCP promove capacitação
para a construção civil
Do JC OnLine
A Associação Brasileira
de Cimento Portland (ABCP) está com inscrições
abertas para o Curso Avançado de Alvenaria Estrutural com Blocos
de Concreto, marcado para os dias 21 a 24 de agosto, das 13h30 às
21h30, no auditório da entidade, em Santo Amaro, no Recife.
O evento será voltado para projetistas
estruturais e de instalações, engenheiros e arquitetos,
além de alunos de pós-graduação e estudantes
dos cursos de engenharia civil e arquitetura. Para participar, os interessados
devem pagar uma taxa de R$ 160, que inclui coffee break, material didático
e certificado.
A programação contará
com palestras de profissionais renomados em todo o País, como
os especialistas no assunto Márcio Faria (SP) e Luís Alberto
Carvalho (CE).
SERVIÇO:
Curso Avançado de Alvenaria Estrutural com Blocos de Concreto
Inscrições: R$ 160
Informações: (81) 3423.5565 ou abcpnne@abcp.org.br.
|
JORNAL O VALOR ECONÔMICO,
18 de agosto de 2006 | Economia
Argentina cresce 8,4% no segundo trimestre;
construção civil dispara
BUENOS AIRES - A economia argentina continua
acelerada. Cresceu 8,2% no mês de junho em relação
ao mesmo mês de 2005 e acumulou expansão de 8% no primeiro
semestre de 2006. Em relação a maio, o crescimento foi
de 0,4%. Os dados fazem parte da Estimativa Mensal de Atividade Econômica
(Emae), uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pelo
Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
Em termos dessazonalizados (ou seja,
eliminando o efeito de férias, datas comemorativas etc.), a atividade
econômica do país cresceu 8,4% no segundo trimestre de
2006 em relação ao mesmo perído de 2005, acima
dos 8,1% do primeiro trimestre.
Os motores da expansão foram o
forte ritmo da construção civil, da indústria automobilística
e do setor exportador. O Indec informou ainda que as exportações
do país atingiram US$ 11,786 bilhões no primeiro semestre
de 2006, com alta de 10,7% em relação ao mesmo período
do ano anterior.
A construção civil é
o que mais cresce. Nos seis primeiros meses do ano, o setor acumula
expansão de 26,5%, sendo 31,7% só em junho. E pode crescer
ainda mais, se funcionar um pacote de medidas de estímulo à
aquisição da casa própria anunciado ontem pela
ministra da Economia, Felisa Miceli. As medidas incluem a permissão
para que os bancos financiem até 100% das residências de
valor até 200 mil pesos (US$ 66 mil), e 90%, se o valor da residência
estiver na faixa de 200 mil a 300 mil pesos. Os candidatos a empréstimos
poderão dar ao banco, como prova de renda, recibos de aluguéis
pagos, o que, espera-se, facilitará a entrada dos trabalhadores
informais no sistema de financiamento imobiliário.
Para analistas argentinos, os dados do
Emea são positivos. Mas eles estão cada vez mais preocupados
com a falta de sustentabilidade desse ritmo de crescimento da economia
e prevêem desaceleração ainda este ano. Aldo Abram,
diretor da consultoria Exante, diz que a Argentina vem crescendo consistentemente
na faixa de 8% a 9% desde 2003, estimulada pela retorno da confiança
do consumidor após a forte crise de 2001 e 2002 e pela volta
dos investimentos públicos, pessoais e corporativos.
Mas o ritmo desses investimentos está
caindo. " A partir de agora, a economia vai desacelerar porque
os investimentos estão caindo " , disse Abram, que prevê
uma alta de 7,8% do PIB do país este ano, contra 9% em 2005.
Para 2007 e 2008, ele prevê crescimento ainda menor, 6% e 5% respectivamente.
" O indicador (Emae) é positivo,
mas faltam investimentos [em infra-estrutura] e um dos temas mais críticos
é o da energia " , comentou o economista Alejandro Ovando,
da consultoria Investigações Econômicas Setoriais
(IES). Um relatório divulgado na terça pela Secretaria
de Energia mostrou que a produção de petróleo no
país caiu 3,18% no primeiro semestre, para 18,9 milhões
de metros cúbicos, alimentando as suspeitas de que o ritmo de
crescimento poderá colidir com a falta de capacidade energética
em um futuro próximo.
Ovando alertou que há projetos
de incentivo do governo a novos investimentos em petróleo e gás
que estão pendentes de aprovação no Legislativo,
e já há notícias de indústrias, no interior
do país, que tiveram que suspender a produção por
falta de energia.
Mauro Leos, analista de risco soberano
da agência Moody´s, disse em Buenos Aires que a Argentina
está vivendo um ciclo de hipercrescimento, resultado de condições
favoráveis da economia global. Para ele, a expansão "
exagerado " pode obrigar o país a um duro ajuste.
(Janes Rocha | Valor Econômico)
|
Folha
de São Paulo, 18 de agosto de 2006
PMDB aposta nas urnas para exigir mais cargos
de Lula
Lula Marques/Folha Imagem
Lula se deixa fotografar pelo governador
Rigotto ao lado de funcionário da Petrobras que segura camisa do
Internacional no RS
Governistas já falam em pedir até oito
ministérios para assegurar governabilidade
Partido vai pedir o controle integral de algumas
áreas da administração, mas quer esperar resultado
da eleição para negociar com petista
MALU DELGADO
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e representantes da cúpula governista do PMDB já
começaram a discutir o modelo de coalizão num eventual
segundo mandato. Na semana passada, Lula pediu ao presidente do Senado,
Renan Calheiros, durante evento no Itamaraty,que apresente por escrito
qual é o modelo de coalizão imaginado pelo partido. Confiantes
no poder político que o PMDB vai adquirir após a eleição
de outubro, com a possibilidade de eleger o maior número de governadores
do país e as maiores bancadas de deputados federais e senadores,
os governistas acreditam que terão cacife para pedir muito. Evitam
tratar abertamente do assunto, mas nos bastidores já falam em
oito ministérios.
A decisão de aguardar o resultado
das urnas para negociar com o presidente Lula revela a dificuldade de
mapear o próprio PMDB e o humor do partido, sempre dividido,
após a eleição. O PMDB "lulista" não
terá vitória homogênea nos Estados, o que dificulta
ainda mais a coalizão sonhada por Lula. Ainda assim, na ambição
peemedebista de poder o ponto central da demanda não é
apenas a quantidade, mas a qualidade. A coalizão imaginada pelo
PMDB governista envolve "responsabilidade integral" por determinadas
áreas.
Ou seja, se couber ao PMDB o setor da
saúde, por exemplo, o partido quer controlá-lo por inteiro,
tendo poder para nomear todos os principais auxiliares do ministro e
dirigentes de autarquias e fundações. Em contrapartida,
a legenda responderia pelos deslizes na área. O que o partido
quer evitar é uma situação como a do Ministério
de Minas e Energia, em que Silas Rondeau, da cota do ex-presidente José
Sarney, foi nomeado ministro, mas é Dilma Rousseff (Casa Civil)
quem dá as cartas no setor.
Outro exemplo é o Ministério
das Comunicações, hoje comandado pelo senador Hélio
Costa (PMDB-MG), em que, para o PMDB, o PT continua com poder excessivo.
Sem contar o Ministério da Saúde. Saraiva Felipe (PMDB-MG)
deixou a pasta em março para poder disputar a reeeleição
a deputado federal. A cúpula governista do PMDB não conseguiu,
depois disso, indicar um novo titular. Permanece como ministro Agenor
Álvares. No primeiro mandato, a base de sustentação
de Lula no Congresso foi destroçada pelas denúncias de
corrupção. Por isso, Lula dependerá do PMDB num
eventual segundo mandato.
Correios
Os caciques governistas do PMDB tem sido
tratados com reverência por Lula. Logo no início da campanha,
receberam cargos nos Correios, estatal que foi a origem do escândalo
de corrupção que levou à descoberta do mensalão.
Na costura de alianças nos Estados, Lula articulou pessoalmente
o apoio do PT mineiro à candidatura do ex-governador Newton Cardoso
(PMDB) ao Senado. O deputado federal Jader Barbalho (PA), obrigado a
renunciar ao mandato de senador em 2001 em meio às denúncias
de corrupção na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento
da Amazônia), hoje integra o Conselho Político da campanha
Lula, ao lado de Sarney.
Os peemedebistas -e parte do PT- acham
possível copiar o modelo chileno de coalizão e suas variações
contemporâneas, com a chegada de Michelle Bachelet à Presidência.
A concertação chilena, criada na década de 90,
é composta por quatro partidos, cujo poder se altera conforme
o quadro político. Na cabeça do PMDB, em 2007 o PT não
será mais o principal partido da coalizão.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini,
diz que o desenho da coalizão não está sendo tratado.
"Estamos discutindo a campanha. Questão de governo vem depois.
Evidentemente temos claro que o grupo que tem se reunido tem papel importante,
também após a campanha. Mas o foco do debate hoje é
vencer a eleição." Para o presidente do PC do B,
Renato Rabelo, do conselho político, todas as legendas estão
cientes do papel relevante do PMDB num segundo mandato.
|
Folha
de São Paulo, 18 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
TSE condena Lula a pagar R$ 900 mil
Presidente, que vai recorrer, foi considerado
responsável por jornal de caráter eleitoral distribuído
em janeiro
Multa tem de ser paga com dinheiro do candidato;
se mantida, advogado afirma que tentará transferir pagamento
para comitê
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou
ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pagamento de
multa de R$ 900 mil pela distribuição de um jornal tablóide
de caráter eleitoral pela Casa Civil da Presidência, em
janeiro último.
A maioria dos ministros considerou Lula diretamente responsável
pela publicação, que tinha 36 páginas e 1 milhão
de exemplares. Por quatro votos contra dois, o tribunal afirmou que
houve propaganda de sua candidatura à reeleição
antes do prazo legal, que é 6 de julho.
Os dois votos favoráveis ao presidente
foram de Gerardo Grossi e Henrique Lewandowski. Para eles, o jornal
"Brasil, Um País de Todos" não fez promoção
pessoal do presidente, só comparou o governo atual com o anterior.
Na corrente pela condenação, o relator, José Delgado,
afirmou: "É uma cartilha com louvor aos feitos do chefe
do Executivo, longe de se caracterizar como propaganda de cunho educativo."
O jornal foi feito pela Casa Civil, em
parceria com o Ministério do Planejamento e Secretaria Geral
da Presidência.
O advogado de Lula, José Antonio Toffoli, disse que recorrerá
ao Supremo Tribunal Federal alegando que a tramitação
do processo no TSE violou princípios constitucionais como o devido
processo legal. Também afirmará que o valor da multa,
que o candidato tem de pagar do próprio bolso, é excessivo
-supera o patrimônio declarado por Lula ao TSE.
Ele disse que, em tese, Lula poderá
transferir a multa ao comitê, dando-lhe tratamento de despesa
de campanha. O valor equivale ao custo estimado com a produção
do tablóide. O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello,
não votou sobre a condenação -só precisaria
se manifestar em caso de empate. Ele fez, porém, defesa veemente
do prosseguimento do processo quando Gerardo Grossi sugeriu o arquivamento,
alegando motivo processual.
|
Folha
de São Paulo, 18 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Na TV, Alckmin pulveriza ataques a Lula
Tucano não aparece falando contra presidente,
mas inserções do PSDB e fala de agricultor paranaense criticam
petista
Produtor rural, que só apareceu no programa
da noite, diz que Brasil não é "filé mignon"
ao qual Lula se referiu no início da tarde
MICHELE OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
A campanha na TV de Geraldo Alckmin,
que começou com referências sutis à corrupção
no programa do início da tarde de ontem, partiu para o ataque
à noite, no segundo dia de propaganda dos candidatos a presidente.
Logo no início do programa tucano, um homem identificado como
Álvaro Liceski, agricultor do Paraná, apareceu dizendo:
"A gente vê a reportagem do Lula dizendo que o Brasil é
o filé mignon. Mas será que é esse aqui o filé
mignon?", afirmou, olhando para uma plantação atrás
dele. "Ninguém tá aqui na roça junto com nós,
vendo o outro lado: que é você produzir, você lutar
e trabalhar e não ter recompensa por isso."
O programa reagiu a uma fala de Lula
exibida sete horas antes, na qual ele dizia que tinha ficado "emocionado"
ao saber que "um trabalhador" tinha comido filé mignon
pela primeira vez na vida em seu governo. O PT também exibiu
a declaração à noite. A crítica do agricultor
foi veiculada antes mesmo da vinheta de abertura do programa de Alckmin
-estratégia de marketing para desvincular o tucano do ataque
a Lula.
A seguir, o agricultor disse que é
preciso mudar. Toda a declaração foi exibida entre duas
barras vermelhas na tela, com a inscrição "Por um
Brasil decente", nome da coligação PSDB-PFL que apóia
Alckmin. No programa da tarde -o mesmo de terça à noite-,
Alckmin não fez referências diretas ao tema da corrupção.
O locutor do programa destacou sua "história limpa".
Seu jingle usou as palavras "honesto" e "competente"
e os versos: "Quem conhece sabe que ele fala e faz. Quem acreditou,
nunca se enganou". Em seu discurso, repetiu palavras como "seriedade"
e "verdade".
Dólar na cueca
O tom do PSDB já vinha subindo
ao logo do dia, com a exibição de inserções
de candidatos a deputado federal da sigla, exibidas ao longo da programação
normal de TV. O partido falou de crise claramente, citando o mensalão,
nas peças publicitárias de 30 segundos, com fundo vermelho
e o jingle: "Não pro mensalão. Pra dólar na
cueca, mentiroso, eu digo não". Somente no final apareceu
o selo "deputados federais do PSDB".
Curtas e exibidas quase sem identificação,
as inserções são valorizadas pelos partidos porque
atingem até os telespectadores arredios à propaganda eleitoral.
No rádio, a campanha de Alckmin também havia citado Lula,
reclamando de sua ausência no debate da Band, na última
segunda-feira. "Lula não foi para fugir de responder por
que ele abandonou o Brasil na questão da segurança pública."
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de agosto de 2006 | Brasil
JUSTIÇA ELEITORAL-Marco Aurélio
Mello diz que há propaganda enganosa
Presidente do TSE sugere “Procon”
contra renúncia
Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), Marco Aurélio Mello, classificou como um “drible”
a renúncia de congressistas suspeitos de envolvimento com irregularidades
como as investigadas pela Operação Sanguessuga. “Seria
bom se o Código de Defesa do Consumidor pudesse ser usado contra
candidatos que fazem propaganda enganosa. Isso sempre vai acontecer.
Mas eles precisam saber que nós não somos ingênuos”,
afirmou.
Para ele, é preciso verificar
qual é o objetivo real de tais atitudes. “Eles estão
simplesmente desistindo da vida pública?”, perguntou com
ironia. “Vamos ver o passo seguinte. Eles serão candidatos.
Renunciam para evitar uma possível cassação que
deságüe em inelegibilidade. É um drible. É
ingenuidade imaginar a renúncia porque se está aborrecido
ou porque se está sendo acusado. É uma forma de evitar
a seqüência do processo”, completou.
Marco Aurélio disse que cabe aos eleitores a tarefa de barrar
os políticos envolvidos com irregularidades, não votando
neles. Segundo o presidente do TSE, os eleitores precisam analisar o
perfil dos candidatos e devem votar em quem tem uma conduta correta.
Marco Aurélio explicou que os eleitores devem verificar o que
o candidato fez, o que existe contra ele, independentemente de existir
uma condenação judicial. Na Justiça os políticos
suspeitos de corrupção somente podem ser excluídos
da disputa em caso de uma decisão definitiva. “O eleitor
está com a palavra. Não é vítima. É
autor. É ele quem coloca o político no cargo”, afirmou.
Mas o presidente do TSE esclareceu que,
ao dar declarações sobre propaganda enganosa, pela primeira
vez em maio deste ano, estava falando em tese e não sobre um
programa eleitoral de um candidato específico. Ele inclusive
disse que não tem assistido a todos os programas do horário
eleitoral gratuito. “É hora de o eleitor não acreditar
em promessas vãs”, afirmou.
Marco Aurélio disse ainda que
os candidatos têm obrigação de mostrar no programa
eleitoral suas histórias para que a população possa
julgá-los.
Para o ministro, fatos que condenem
os candidatos devem ser levados em consideração pelo eleitorado
mesmo que não tenham sido condenados pela Justiça. “Pouco
importa a existência ou não da decisão condenatória”,
afirmou.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de agosto de 2006 | Brasil
CONGRESSO
Tribunal arquiva processos contra
Lula
São Paulo – Duas petições do candidato a
deputado federal no Rio de Janeiro pelo PTB, Luiz Fernando D’Ávila,
sobre os reajustes salariais de servidores públicos concedidos
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à
reeleição, foram arquivadas por determinação
do ministro Cézar Peluso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com informações
do site do TSE, nas petições, Luiz Fernando D’Ávila
imputava responsabilidade aos governos federal e estaduais e ao Congresso
Nacional pela concessão de reajustes salariais a servidores depois
de iniciado o período eleitoral e, também, “pela
utilização eleitoreira” do programa Bolsa–
Família.
O ministro afirmou, na decisão
do último dia 15, que “o requerente, que não é
advogado, pretende postular em causa própria. Mas não
tem capacidade para fazê-lo”. Peluso acrescentou, ainda,
que as petições são requerimentos “manuscritos,
com palavras cortadas em cada linha, e não foram expressos de
modo que se compreenda o pedido e a causa de pedir”.
Na avaliação do ministro
Cézar Peluso, o candidato não atendeu aos requisitos do
Artigo 282 do Código de Processo Civil e do Artigo 96 da Lei
das Eleições que dispõem sobre aspectos formais
de uma petição.
Jucá
O candidato ao governo de Roraima
pelo PMDB, senador Romero Jucá, recorreu ontem ao TSE contra
decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado que o condenou
a pagar multa de R$ 30 mil por propaganda eleitoral antecipada. O fato
teria ocorrido no dia 13 de junho, em entrevista de Jucá à
Rádio Equatorial.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 18
de agosto de 2006 | Brasil
GOLPE NA PREVIDÊNCIA-Polícia Federal
desarticula esquema de fraude para concessão de pensões
por morte
Quadrilha roubou R$ 1 milhão
do INSS
Recife – A Polícia Federal (PF) deflagrou ontem a Operação
Cabo, em conjunto com os Ministérios Público (MP) e da
Previdência Social, e desarticulou um esquema fraudulento de concessão
de benefícios de pensão por morte. A PF informou que as
fraudes ocorriam desde 1995, o que representa um rombo que pode chegar
a até R$ 1 milhão por mês aos cofres do Instituto
Nacional de Seguridade Social (INSS). Foram identificados pelos peritos,
até o momento, 36 processos fraudulentos. Parte deles com efeito
retroativo, o que elevaria o valor do golpe.
Foram presos dez acusados – entre
eles, quatro funcionários do INSS e uma de um cartório.
Eles foram indiciados por estelionato, falsidades ideológica,
documental, de documento público e particular e de reconhecimento
de firma, podendo pegar de um a seis anos de cadeia, se condenados.
Além das prisões, foram cumpridos 14 mandados de busca
e apreensão e dois de seqüestro de bens móveis adquiridos
com dinheiro da irregularidade.
Benefícios
Nenhum dos 36 benefícios supostamente
irregulares foi cancelado, de acordo com a representante do Ministério
da Previdência, Marinalva Rodrigues dos Santos, que considerou
o golpe “organizado”.
Segundo a polícia, integrantes
do grupo fraudavam papéis que eram autenticados no cartório
que integrava o crime. Com estes documentos, eram pedidos os benefícios
de pensão por morte a funcionários que integravam o esquema
e imprimiam maior agilidade no processo de concessão. Gente simples,
talvez arregimentados pelo cartório, assinavam procurações
ou os requerimentos de proveitos em troca de cestas básicas ou
algum trocado.
Acredita-se que, nos 36 processos, há
suspeitos que não existem, que não morreram ou que tiveram
alteração na data da morte, a fim de aumentar o período
de pagamento da pensão. “Pode ter casos em que tudo é
fictício, ou com certidões de óbito falsas ou crianças
que nunca nasceram”, afirmou o assessor de Comunicação
Social da PF no Estado, Aldemir Lucena.
Muitos dos beneficiários
são menores porque têm direito a receber os recursos retroativamente
à data da morte do pai ou mãe, além de contar com
a pensão até os 18 anos. Os lucros do golpe eram divididos
pelos integrantes da quadrilha, de acordo com a polícia.
|
JORNAL GAZETA DO POVO, 18 de agosto de 2006
| Economia
IMPOSTOS
Arrecadação de julho
chega a R$ 33 bilhões
A arrecadação de impostos e contribuições
federais totalizou R$ 33,8 bilhões em julho, valor recorde para
o mês, que representa crescimento real de 3,19%, segundo a Receita
Federal. No acumulado do ano até julho, a arrecadação
chegou a R$ 222,2 bilhões. Corrigido pela inflação,
o valor chega a R$ 222,9 bilhões, aumento de 3,25%. No acumulado
do ano, a arrecadação chega a R$ 70,9 bilhões.
O crescimento real é de 9,78%.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de agosto de 2006 | Economia
Número de famílias com sobra
no orçamento cresce em julho
O índice ficou em 32,4%, contra 26,9%
no mesmo mês do ano passado
Alessandra Saraiva
RIO - Mais famílias apresentaram
sobra no orçamento no mês de julho, segundo levantamento
divulgado pelo Instituto Fecomercio-RJ. O Perfil Econômico do
Consumidor (PEC) entrevistou 3.124 consumidores entre os dias 17 e 20
de julho, e constatou que o percentual de famílias com sobra
no orçamento doméstico subiu de 26,9% em julho do ano
passado para 32,4% em julho deste ano.
De acordo com o comunicado do instituto,
o consumidor já definiu destino para esse excedente de recursos:
"As famílias que recebem até oito salários
mínimos vão comprar mais produtos de subsistência,
como alimentação, por exemplo, e as que recebem acima
dessa faixa de rendimento têm a intenção de adquirir
produtos de maior valor agregado, como veículos e imóvel".
Na avaliação do instituto,
o aumento no grupo com sobra orçamentária é originado
da queda significativa no percentual de famílias com falta de
dinheiro que saiu de 31,5%, em julho de 2005, para 23,1% em julho de
2006. A pesquisa também informou resultados nos campos de consumo
e inadimplência. A pretensão de consumo para os próximos
seis meses, entre os pesquisados, subiu de 38,5%, em julho de 2005,
para 43,0%, em igual mês este ano. Houve, porém, um aumento
no porcentual de entrevistados que informam inadimplência nas
contas fixas, de 22,4% para 24%, de julho de 2005 para julho de 2006.
O levantamento também pesquisou
como os consumidores lidam com financiamento. De acordo com o instituto,
o percentual de famílias que está pagando algum tipo de
financiamento subiu de 44,1%, em julho de 2005, para 46,9% em julho
de 2006. "Em compensação, houve queda nas parcelas
de financiamentos em atraso (17,9% para 14,0%), puxados pelas famílias
que recebem até oito salários mínimos e que também
são as que mais adquiriram financiamentos", detalhou o instituto,
no informe.
|
ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 18 de agosto de 2006 | Economia
Consumidor deve pagar 20% a mais por energia
até 2015
A previsão é da Associação
Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica, que não
estimou aumento para a distribuição nem para tributos
e encargos
Adriana Chiarini
RIO - A tarifa média de energia
elétrica ao consumidor final deve subir 20% até 2015,
segundo projeção da Associação Brasileira
das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) apresentada
nesta quinta-feira pelo presidente da entidade, Luiz Carlos Silveira
Guimarães, no XI Congresso Brasileiro de Energia. Após
a apresentação, ele explicou à Agência Estado
que a estimativa foi feita com base no plano para o setor até
2015 feito pelo governo.
"Diante dos investimentos previstos
em transmissão até 2015, a parte para a transmissão
(componente da conta final) precisa aumentar e a geração
também, porque a geração mais barata vai se pagando
e vão entrando contratos de geração mais caros",
afirmou. A Abradee não previu aumento para a distribuição,
nem para tributos e encargos. "A carga tributária já
é muito alta. Achamos que tem que ser reduzida para mitigar esse
aumento (de 20% até 2015)", disse.
Os tributos respondem por 30,1% da conta
de energia e os encargos sobre o setor elétrico por mais 8,5%,
somando 38,6% da conta, segundo números apresentados por Guimarães
na sua palestra. Só os encargos setoriais devem totalizar este
ano R$ 8,8 bilhões para um faturamento total das distribuidoras
de R$ 90 bilhões, previsto pela entidade.
Os encargos sobre o setor aumentaram
551,5% entre 1998 e 2005, enquanto os tributos que afetam a conta de
energia subiram 222,6% e a tarifa média teve alta de 173,4%,
segundo números da Abradee. No mesmo período, a inflação
não subiu tanto. O Índice Geral de Preços do Mercado
(IGP-M) variou 125,9% e o Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) 73,9%.
Preocupação
Guimarães disse que as distribuidoras
estão preocupadas com a proposta de reforma tributária,
porque ela prevê que o Imposto Sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) tenha faixas de alíquotas
nacionais. "Hoje o ICMS médio sobre energia é de
21%. (Na proposta de reforma tributária) tem uma faixa de 18%
e outra de 25% , não tem de 21%. Achamos que a alíquota
para energia vai para 25%", disse. O ICMS é o tributo que
mais pesa para o setor.
Entre os encargos, o principal é
um subsídio conhecido como CCC para os sistemas isolados de energia,
no Norte do País. A Abradee estima que o CCC deve atingir este
ano R$ 4,6 bilhões.
|
EXPRESSO DA NOTÍCIA,
18 de agosto de 2006
Direito Administrativo
Liminar do Supremo autoriza professor
acumular aposentadoria

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha (foto), do
Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu pedido de liminar no Mandado
de Segurança (MS) 26085, impetrado por professor aposentado
pela Universidade Federal da Paraíba há mais de
15 anos, e pelo Centro Federal de Educação Tecnológica
da Paraíba (CEFET-PB). Assim, fica mantida, por enquanto,
a aposentadoria do professor, bem como a suspensão da devolução
dos valores supostamente recebidos indevidamente.
O aposentado contesta decisão do Tribunal de Contas da
União (TCU) que, em 23 de maio deste ano, considerou ilegal
seu registro de aposentadoria, que foi recusado. Com a decisão,
foi determinada a interrupção do pagamento dos proventos
bem como o ressarcimento dos valores recebidos, no total de R$
188.834,44.
De acordo com
o mandado, na época em que ele se aposentou, 12 de dezembro
de 1990, vigorava o regime de dedicação exclusiva
tendo sido atribuídos ao professor proventos integrais
referentes aos 30 anos de efetivo exercício no cargo de
professor adjunto da Universidade Federal da Paraíba. Também
teria sido reconhecida a aposentadoria no cargo de professor no
CEFET-PB em regime de 40 horas de trabalho semanal, ocupando a
função de diretor de departamento.
O professor alega que sua aposentadoria
obedeceu ao artigo 37, XVI, 'a', da Constituição
Federal, que permite a acumulação de dois cargos
de professor, no âmbito da administração pública.
Sustenta que o ato do TCU não respeitou o direito adquirido,
o ato jurídico perfeito (artigo 5º, XXXV, da CF) e
o princípio da legalidade (artigo 5º, II, CF), além
de violar seu direito líquido e certo ao contraditório
e à ampla defesa.
O professor argumenta que a decisão
que atacou por meio do MS contrariou a Súmula 106, do TCU,
que dispõe que "o julgamento, pela ilegalidade, das
concessões de reforma, aposentadoria e pensão, não
implica por si só a obrigatoriedade da reposição
das importâncias já recebidas de boa-fé, até
a data do conhecimento da decisão pelo órgão
competente".
No MS, o professor informa a precariedade
de sua saúde, o que teria ocasionado a conversão
de sua aposentadoria por tempo de serviço em aposentadoria
por invalidez, situação que, segundo ele, é
reconhecida pela União. Ele ressalta que os valores correspondentes
estariam isentos da incidência do imposto de renda, conforme
lhe faculta a Lei 7.713/88 (artigo 6º, inciso XIV) por ser
portador de cardiopatia grave.
A ministra salientou que, que conforme
documentos anexados aos autos, o professor tem 69 anos e é
portador de doença crônica. Para ela, "a suspensão
dos proventos da inatividade, bem como o ressarcimento de valor
de tão grande monta, nessa idade e com os problemas de
saúde comprovados pelo impetrante, não deixam dúvidas
quanto à possibilidade de sobrevir dano grave ao impetrante,
além de ser considerável o fato de que a aposentadoria
lhe foi concedida pela Administração Pública,
o que traz a presunção de boa-fé por parte
do aposentado".
Por fim, Cármen Lúcia
entendeu haver o periculum in mora "presente no dano imediato
que a suspensão de proventos, de caráter nitidamente
alimentar, poderia ensejar e, ainda, a possibilidade de ineficácia
da medida que vier, ao final, a ser determinada, se for o caso".
Assim, a ministra deferiu o pedido liminar para que seja mantida,
por enquanto, a aposentadoria do professor, bem como suspensa
a devolução dos valores supostamente recebidos indevidamente.
Leia, abaixo, a íntegra
da decisão:
"09/08/2006
DECISÃO LIMINAR – DEFERIDA
EM 7/8/2006: ... DEFIRO A LIMINAR
NOS TERMOS DO ART. 7º, INC. II, DA LEI N.º 1533/51,
PARA QUE SEJA MANTIDA, POR ENQUANTO, A APOSENTADORIA DO IMPETRANTE,
BEM COMO A SUSPENSÃO DA DEVOLUÇÃO DOS VALORES
SUPOSTAMENTE RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. SOLICITEM-SE INFORMAÇÕES
À AUTORIDADE TIDA COMO COATORA (ART. 1º, LETRA "A"
DA LEI N.º 4348/64 E ART. 203 DO RISTF). EM SEGUIDA, VISTA
AO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA (ART. 52, INC. IX DO RISTF).
COMUNIQUE-SE E PUBLIQUE-SE"
|
|
PORTAL ORM / BELÉM,
18 de agosto de 2006
Dicas podem garantir qualidade
de vida ao trabalhador
Dicas de dietas alimentares, orientações
sobre ginástica laboral e atividades esportivas são os
destaques da programação que o Serviço Social da
Indústria - Sesi, em parceria com os Conselhos Regionais de Educação
Física e de Nutrição, vai promover no próximo
dia 2 de setembro, no Centro de Atividades do Sesi Jarbas Passarinho
(CAT), em Ananindeua. O objetivo é oferecer ao trabalhador da
indústria, seus familiares e público em geral orientações
gratuitas para manter uma vida saudável e evitar problemas provocados
pelo estresse do dia-a-dia. A coordenação do evento pretende
atender cerca de mil e quinhentas pessoas nas diversas modalidades esportivas,
entre elas futebol de campo, futebol de areia, vôlei, entre outras.
'Queremos despertar as pessoas para a
importância de se fazer exercícios físicos aliados
a uma alimentação equilibrada. Informação
e uma boa dose de boa vontade são fundamentais para quem quer
mudar velhos hábitos e conquistar qualidade de vida' afirma Éder
Palheta, gerente de esporte e lazer do Sesi.
Além das atividades esportivas,
profissionais de educação física e nutrição
vão ministrar palestras educativas sobre cuidados na hora de
realizar esforço físico e assim evitar as chamadas Lesões
por Esforço Repetitivo (LER) e as Doenças Osteomusculares
relacionadas ao trabalho (DORT), principalmente as que são provocadas
pela postura inadequada no ambiente de trabalho. Haverá ainda
verificação de pressão arterial e de índice
de massa corpórea , avaliação física e nutricional.
'A vida agitada do mundo globalizado provoca uma crescente preocupação
com a qualidade de vida. A prática de exercícios físicos
com profissionais especializados ajuda a manter o equilíbrio,
mas a pessoa tem que dar o primeiro passo', afirma a presidente do Conselho
Regional de Educação Física, Conceição
Felgueiras.
O projeto Vida Saudável também
vai montar tendas no CAT Jarbas Passarinho onde serão oferecidas
massagens relaxantes e ginástica laboral aos participantes. A
programação será voltada para os trabalhadores
da indústria, seus familiares e comunidade. Os interessados em
participar das atividades podem se inscrever previamente no Sesi Ananindeua,
no endereço Rodovia Mário Covas , s/n, Centro de Atividades
Jarbas Passarinho (Sesi- Ananindeua) ou ligar para o telefone (91) 3235-0889.
O Vida Saudável será realizado no dia 2 de setembro, no
horário de 9h00 às 17h00.
|
CONSULTOR JURÍDICO,
18 de agosto de 2006
Perdas de FGTS
Mantida Súmula 343 em julgamento
de recurso da CEF
Continua válida a Súmula
343 do Supremo Tribunal Federal. A decisão é do Plenário
da Corte. O texto estabelece que não cabe ação
rescisória por ofensa a literal disposição da lei,
quando a decisão questionada tiver sido baseada em texto legal
de interpretação controvertida nos tribunais. Os ministros
julgaram Agravo Regimental em Agravo de Instrumento da Caixa Econômica
Federal sobre as perdas do FGTS.
Os ministros Carlos Velloso, relator,
Sepúlveda Pertence, Cármen Lúcia Antunes Rocha,
Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Marco
Aurélio mantiveram o entendimento quanto à aplicabilidade
da Súmula.
Os ministros Gilmar Mendes e Ellen Gracie
divergiram do relator para reduzir a interpretação da
Súmula, excluindo a matéria constitucional.
Discussão
Na década de 90, houve um grande
volume de demandas na Justiça pedindo a aplicação
das correções dos planos econômicos Bresser (julho/87),
Verão (janeiro/89), Collor I (abril/maio/90) e Collor II (fevereiro/91)
no FGTS — Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
O Supremo, ao julgar o tema, reconheceu
que os trabalhadores teriam apenas o direito de correção
na contas de FGTS quanto aos planos Verão (janeiro/89) e Collor
I (abril/90), e excluiu as atualizações dos saldos do
FGTS dos Planos Bresser (julho/87), Collor I (maio/90) e Collor II (fevereiro/91).
A Caixa Econômica Federal, então,
ajuizou várias ações rescisórias para afastar
as decisões das instâncias inferiores que estivessem em
desacordo com a decisão do Supremo. Alguns tribunais não
estão analisando a rescisória, sob o argumento de que,
neste caso, aplica-se a Súmula 343 do Supremo.
No Supremo
Em fevereiro de 2004, o relator, ministro
Carlos Velloso, negou o Agravo Regimental da CEF. Ele entendeu que a
decisão agravada, que manteve a inadmissão do Recurso
Extraordinário, está de acordo com a jurisprudência
do STF. Para o ministro, o RE em Ação Rescisória
deve ter por objeto a fundamentação do acórdão
e não as questões tratadas na decisão.
O ministro Gilmar Mendes abriu divergência
do relator, em agosto de 2005. Gilmar Mendes acatou pedido da CEF para
determinar que a segunda instância apreciasse a ação
rescisória. Na mesma sessão, o ministro Sepúlveda
Pertence acompanhou o voto de Carlos Velloso por considerar que os artigos
invocados no Recurso Extraordinário em análise não
tinham a ver com o problema da aplicabilidade ou não da Súmula
343.
O julgamento foi retomado, nesta quinta-feira
(17/8), com a apresentação do voto-vista do ministro Eros
Grau, que acompanhou o voto do relator. Os ministros Cezar Peluso e
Joaquim Barbosa, que em agosto de 2005 acompanharam a divergência
aberta pelo ministro Gilmar Mendes, reformularam seus votos para acompanhar
o entendimento de Carlos Velloso.
AI 460.439
|
CONSULTOR JURÍDICO,
18 de agosto de 2006
Alteração ilícita
Empresa deve restabelecer adicional por
periculosidade
A CEEE — Companhia Estadual de
Energia Elétrica está obrigada a restabelecer o adicional
por periculosidade a um ex-empregado, além de pagar R$ 50 mil
de indenização. Motivo: a empresa suprimiu o adicional,
que passou a vigorar somente para os empregados contratados após
a edição de uma norma regulamentar.
De acordo com o empregado, a empresa
alterou o valor do adicional por periculosidade para todos os funcionários
da CEEE por meio da Resolução 505/88. A norma foi favorável
aos empregados. Numa nova resolução (110/90), a diretoria
da empresa suprimiu o pagamento do adicional aos empregados que não
estivessem expostos a risco, sem qualquer alteração nas
suas condições de trabalho.
“Praticou-se alteração
contratual unilateral e prejudicial ao empregado, com redução
salarial, em agressão frontal aos artigos 444, 468 e 457 da CLT,
bem como ao artigo 7º, VI, da Constituição Federal”,
alegou a defesa do empregado. O valor do adicional corresponde a 30%
do salário dele.
O ministro Dalazen afirmou que, ao editar
a resolução, a empresa instituiu o adicional por periculosidade
a todos os empregados, inclusive àqueles que habitualmente não
estivessem na área de risco. “Os critérios mais
benéficos previstos na Resolução 505/88 para o
pagamento de adicional de periculosidade se agregam ao contrato de trabalho,
não podendo sofrer ulterior alteração”.
A resolução editada posteriormente
pela CEEE suprimiu o adicional por periculosidade, que passou a vigorar
somente para os empregados contratados após a sua edição.
A legislação é clara quando diz que normas criadas
pelo empregador em favor do empregado passam a fazer parte do contrato
de trabalho. Se o empregador estabeleceu critérios mais vantajosos
de pagamento do adicional por meio de norma regulamentar, não
poderá revogá-los, ainda mais com prejuízo para
o empregado, diz a lei.
No caso, a alteração do
contrato de trabalho é ilícita, segundo o TST. “A
supressão do pagamento implicou alteração contratual
lesiva ao reclamante, vedada pelo artigo 468 da CLT e Súmula
51 do TST”, concluiu o relator.
O TST apontou violação
aos artigos 5º e 7º da Constituição e aos artigos
444, 457 e 468 da CLT, além de contrariar o entendimento do Tribunal.
Dalazen reconheceu a alteração do contrato como nula e
restabeleceu o pagamento do adicional por periculosidade nas mesmas
condições anteriores.
RR-632.955/00.0
|
Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
18/08/2006
TST confirma hipótese de substituição
processual pelo sindicato
O dispositivo da Constituição
Federal (art. 8º, inciso III) que garante ao sindicato a defesa
dos “direitos individuais da categoria”, assegura legitimidade
para propor qualquer ação, inclusive cautelar, para resguardar
os direitos individuais homogêneos dos integrantes da categoria
profissional. Sob esse entendimento, expresso pelo ministro João
Oreste Dalazen (relator), a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
negou recurso de revista à Companhia de Saneamento do Pará
(Cosanpa).
A decisão do TST resultou em manutenção
de acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª
Região (Pará e Amapá), que reconheceu a legitimidade
do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado
do Pará (Stiupa) para reivindicar em juízo o pagamento
de horas extras a associados. Apesar de habitualmente paga, a parcela
foi suprimida unilateralmente pela empresa.
Além de afirmar a prerrogativa
sindical, o TRT paraense reconheceu o direito ao pagamento das chamadas
horas extras fixas e seus reflexos, por considerá-las incorporadas
definitivamente aos salários dos empregados da Cosanpa.
Segundo a empresa estadual, o dispositivo
constitucional não teria transferido aos sindicatos a legitimidade
para representar processualmente seus associados num processo envolvendo
a discussão do pagamento de horas extraordinárias. O artigo
8º, inciso III, reconheceria essa hipótese apenas em disputas
judiciais relativas ao pagamento de reajustes resultantes de disposição
prevista em lei de política salarial. Tal entendimento, frisou
a Cosanpa, foi objeto da jurisprudência do TST.
O ministro Dalazen demonstrou, porém,
que essa posição já foi superada. “Não
se ignora que o Tribunal Superior do Trabalho adotava o entendimento
constante da Súmula nº 310, editada em 24/08/1993, segundo
a qual a Constituição Federal não havia consagrado
a substituição processual pelo sindicato, aplicando-se
tal instituto apenas aos casos previstos em lei”, afirmou o relator,
que citou o cancelamento da Súmula nº 310, ocorrido em outubro
de 2003.
O relator também ressaltou seu
entendimento sobre o tema ao considerar que a hipótese de substituição
processual não é irrestrita, mas limitada à proteção
de direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. Em relação
à segunda espécie, foi ressaltado que nem todos os direitos
individuais admitem a defesa pelo sindicato. A prerrogativa alcança
os interesses decorrentes de uma origem comum, os chamados interesses
individuais homogêneos, que podem ser defendidos em juízo
tanto pelo indivíduo quanto pelo sindicato.
No caso concreto, o ministro Dalazen
confirmou a validade da decisão regional, pois a reivindicação
do restabelecimento das horas extras fixas integra a esfera dos interesses
individuais da categoria.
O exame do mérito da questão
- o direito à incorporação das horas extras - também
foi favorável ao sindicato profissional. “Não se
trata de simples supressão de horas extras habitualmente prestadas,
senão de parcela de cunho nitidamente salarial, incorporada aos
salários, porque paga pela empregadora sob a denominação
de ‘horas extras fixas’, sem contraprestação
de serviço em sobrejornada”, esclareceu o relator.
“Logo, se a parcela, já
incorporada aos salários, era paga, de maneira gratuita, habitualmente,
ostenta natureza salarial. A supressão unilateral não
pode ser admitida, porque, nesta hipótese, configurar-se-ia redução
salarial, unilateral, vedada pelo artigo 468 da CLT”, concluiu
o ministro Dalazen. (RR 590378/1999.2)
|
18/08/2006
Gestante demitida em contrato de experiência
ganha estabilidade
A Seção Especializada em
Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
garantiu a uma trabalhadora gestante demitida no curso de contrato de
experiência o direito à estabilidade. A SDI-1 não
conheceu (rejeitou) os embargos movidos pela Financeira Alfa S.A. contra
o reconhecimento do direito à estabilidade nas instâncias
anteriores, mantendo assim a decisão.
O direito à estabilidade foi reconhecido
já na sentença da Vara do Trabalho, com o fundamento de
que o contrato, embora denominado como de experiência, tinha cláusula
que garantia o direito recíproco de rescisão antes do
prazo final – direito esse exercido pela Financeira ao demitir
a trabalhadora antes do término do período de experiência.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São
Paulo) e a Quarta Turma do TST mantiveram o entendimento.
Ao recorrer à SDI-1, a Financeira
Alfa insistiu em sua alegação de que o contrato de experiência,
modalidade de contrato por prazo determinado – no caso, 90 dias
–, é incompatível com o direito à garantia
de emprego.
O relator dos embargos, ministro Aloysio
Corrêa da Veiga, observou em seu voto que, “à primeira
vista, seria inviável conferir-se a incidência das garantias
de emprego no âmbito de contratos a prazo”. Acontece que,
no caso, “a previsão da data de extinção
do contrato de trabalho, apesar de inicialmente previsível, foi
alterada, tendo em vista cláusula assecuratória permitindo
a rescisão antes de expirado o termo ajustado.”
Esta situação – a
faculdade exercida pela empresa de demitir a empregada antes dos 90
dias estipulados – “retirou as características, regras
e efeitos jurídicos próprios do contrato a termo”.
Como registrou o ministro Aloysio Veiga, “este fato transmudou
a modalidade do contrato de determinado para indeterminado, assegurando
a plena repercussão sobre o vínculo de emprego, entre
elas a estabilidade provisória”. A garantia da estabilidade
à gestante, portanto, inviabiliza a demissão arbitrária,
mantendo o contrato de trabalho válido até o fim do período
estabilitário. Neste caso, a decisão assegurou a indenização
referente ao período de garantia. (E-RR-57344/2002-900-02-00.3)
|