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FETRACONSPAR, 24 de agosto de 2006
A importância dos Sindicatos de
Trabalhadores

Geraldo Ramthun, presidente
da FETRACONSPAR
Segundo pesquisa de opinião pública,
sobre assuntos políticos e administrativos, divulgada pelo IBOPE
em fevereiro deste ano, os Sindicatos de Trabalhadores estão
entre as dez instituições nacionais com maior grau de
confiança dos brasileiros. Entre as instituições
em que os brasileiros confiam estão: médicos (81%), Igreja
Católica (71%), Forças Armadas (69%), jornais (63%), engenheiros
(61%), televisão (57%), rádios (56%), Igrejas Evangélicas
(53%), Sindicatos de Trabalhadores (51%) e advogados (48%). De acordo
com os dados da pesquisa, os sindicatos de trabalhadores são
mais confiáveis do que o Poder Judiciário (45%), publicitários
(39%), empresários (37%), polícia (35%), Senado Federal
(20%), Câmara dos Deputados (15%), partidos políticos (10%)
e políticos (8%).
No entanto, nos entristece quando alguns
trabalhadores, muitas vezes por pressão de seus patrões,
criticam a atuação dos nossos sindicatos. Reclama que
o reajuste salarial não foi aquilo que esperava, porém,
quando o sindicato convoca uma assembléia, este mesmo trabalhador
que reclama não comparece para conhecer as vantagens e os benefícios
que o sindicato mantém a disposição de seus associados.
Outros reclamam que não precisam do sindicato para obter reajuste
salarial. Não sabe ele, que cada reajuste que recebe, é
sem dúvida nenhuma por pressão direta ou indiretamente
do seu sindicato de classe.
Outros ainda reclamam das contribuições
que pagam para o sindicato, alegando que o valor é muito alto.
Não sabe ele, que através das contribuições
de cada trabalhador e exclusivamente de cada trabalhador, é que
a entidade mantém a independência econômica e política,
ficando livre para defender os interesses dos trabalhadores e manter
os benefícios sociais. O povo paga impostos a cada segundo. Quando
o refrigerador da sua casa está ligado, ao final do mês
será pago a conta do gasto com energia elétrica, e só
de impostos, estará pagando 27% sobre o valor. Ex: Numa conta
de R$ 30,00, o consumidor paga R$ 8,10. Você já teve a
curiosidade, quando paga a conta no supermercado de verificar o cupom
fiscal? Pois é, olhe e logo você observará os percentuais
de imposto que são pagos em cada mercadoria. Em uma compra de
R$ 100,00, na média, possivelmente você estará deixando
R$ 15,00 em impostos para o governo, não tendo a quem reclamar.
Portanto, quando o trabalhador paga contribuição para
o seu sindicato, a qualquer momento, poderá cobrar dos diretores
os serviços que a entidade presta, e ainda, fiscalizar a aplicação
do dinheiro dos trabalhadores.
A FETRACONSPAR – Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
e do Mobiliário do Estado do Paraná e seus Sindicatos,
entendem que não existe outro caminho para resolver as condições
econômicas e sociais dos trabalhadores, a não ser através
do fortalecimento das entidades sindicais. Sindicatos fortalecidos,
terão estrutura para brigar e para impedir que grupos econômicos
diminuam os benefícios dos trabalhadores através do Poder
Executivo ou Legislativo.
A FETRACONSPAR, os Sindicatos, a CNTI
– Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria
e a Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, dentre outras, estão
dentro da mesma trincheira para o enfrentamento contra aqueles que tentam
a todo custo, dividir a classe trabalhadora.
A luta continua!
GERALDO RAMTHUN
Presidente da FETRACONSPAR
e Vice-Presidente do DEPACOM
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Agência Câmara,
24 de agosto de 2006
Madeira legal pode ser obrigatória
em obra pública
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6910/06, do deputado Sarney
Filho (PV-MA), que exige a comprovação de origem lícita
da madeira utilizada em obras e serviços públicos. O projeto,
que altera o Código Florestal (Lei 4771/65) e a Lei de Licitações
(8666/93), determina que a madeira usada seja oriunda de planos de manejo
florestal sustentável aprovados pelo órgão competente
do Sistema Nacional do Meio Ambiente. A mesma regra se aplicará,
de acordo com a proposta, a obras e serviços desenvolvidos por
empresas em que sejam aplicados recursos públicos ou incentivos
governamentais.
Sarney Filho explica que os planos de
manejo florestal sustentável respeitam uma série de fundamentos
técnicos que asseguram a conservação da estrutura
da floresta e de suas funções, assim como a manutenção
da diversidade biológica. "Desde que devidamente aprovado
pelo órgão ambiental competente e implementado segundo
as normas regulamentares, o plano de manejo sustentável constitui
o instrumento mais adequado para a garantia de que a exploração
florestal ocorra de forma correta do ponto de vista da proteção
ambiental", diz.
Tramitação
A proposta tramita apensada aos PLs 1715/99
e 1292/95, que instituem normas para licitações e contratações
da administração pública. Os projetos serão
analisados pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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A VOZ DA CIDADE / VOLTA
REDONDA, 24 de agosto de 2006
Volta Redonda: Acordo da construção
civil pode sair se patronal liberar cesta básica
Depois de meses de negociação
e muitos impasses em torno do reajuste salarial e do fornecimento da
cesta básica, o Sindicato da Construção Civil pode
assinar, hoje, a convenção coletiva referente à
campanha salarial de 2006. Tudo vai depender de o sindicato patronal
concordar com a deliberação da categoria na assembléia
de ontem.
Os trabalhadores rejeitaram parcialmente
as ofertas das empresas, sobretudo para os funcionários que atuam
dentro das indústrias, mas autorizaram a direção
do sindicato a assinar o acordo coletivo com base nas propostas aprovadas
em assembléia, somente se o patronal concordar com o fornecimento
da cesta básica para a categoria no mês de setembro.
Em reunião realizada ontem, na
sede do Sinduscon, a representação patronal propôs
reajuste de 5% retroativos ao mês de julho, mais 2% de aumento
no mês de janeiro ou reajuste de 6% no salário para os
funcionários que atuam em obras particulares (fora das indústrias).
Para os trabalhadores de dentro das industrias as propostas foram: reajuste
de 4% retroativos ao mês de julho, fornecimento de cesta básica
no valor de R$ 30, prevista para dezembro ou 3% de reajuste, mais 1%
de aumento em janeiro e a cesta básica.
De acordo com o presidente do Sindicato
da Construção Civil, Dejair Martins, caso as empresas
não forneçam a cesta básica no próximo mês
a categoria decretará greve geral já na semana que vem.
Nosso sindicato defendeu a aprovação
dos 4% e a cesta básica em dezembro para os trabalhadores de
dentro das empresas e os 5%, mais 2% de reajuste em janeiro, para os
de fora da indústria. Se o patronal aceitar, os trabalhadores
de fora da indústria terão ganho real de 4,21%, mais 2,79%
do INPC e os de dentro, 1,21% de ganho real, mais o INPC”, informa
Dejair, lembrando que “os empresários poderiam apresentar
propostas melhores”.
Segundo o sindicalista, os valores das
cestas básicas representam um ganho real de 8% no salário
do profissional e de 11% no rendimento do ajudante.
Hoje, o sindicato entrega ao presidente
do Sinduscon, Mauro Campos, um oficio contendo as deliberações
da assembléia. Uma vez aprovada a decisão da categoria,
a assinatura do acordo será imediata.
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AMAZONIA HOJE, 24 de agosto
de 2006
Amazônia: Construção
faz acordo e não pára
Os trabalhadores da construção
civil decidiram não fazer greve. A decisão foi tomada
em assembléia geral realizada ontem à noite, na rua 9
de Janeiro. Eles aceitaram um acordo com o sindicato patronal para a
concessão de reajuste de 5% a partir deste mês. Apenas
os serventes terão que aguardar o próximo ano para chegar
a esse percentual. Até lá, terão 3% de reposição.
A decisão atinge cerca de 13 mil operários de Belém
e Ananindeua.
A categoria estava com indicativo de
greve depois de duas tentativas frustradas de acordo coletivo de trabalho.
Empresas e trabalhadores concordaram com a manutenção
das cláusulas sociais, a inclusão de uma que garante o
acréscimo de dois médicos no serviço de saúde
e de outra que obriga o patrão a fornecer jantar para quem trabalhar
após as 19 horas.
Segundo o presidente interino do Sindicato
dos Trabalhadores da Indústria da Construção e
do Mobiliário de Belém e Ananindeua (STICMBA), Cléber
Rabelo, como os empresários não demonstraram disposição
em ceder, houve a ameaça de paralisação. Mas, ontem,
em mais uma rodada de negociações, avançou-se com
o pagamento de 5% para os serventes a partir de janeiro de 2007.
A proposta foi aprovada por maioria em
assembléia que reuniu cerca de 1.300 pessoas. Para Rabelo, o
acordo foi bom.
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Agência Câmara,
24 de agosto de 2006
Projeto altera regras de distribuição
do lucro de empresas
O Projeto de Lei 6911/06, do deputado Luiz Alberto (PT-BA), determina
que, caso uma empresa se recuse a negociar a participação
dos trabalhadores nos lucros, 15% do seu lucro líquido no ano
anterior será dividido entre os empregados. O projeto também
cria critérios progressivos para igualar a percentagem dos lucros
a que cada trabalhador tem direito.
Pela proposta, até 2007, o maior
valor distribuído individualmente pela empresa não poderá
superar o dobro do menor valor distribuído; em 2008 e 2009, o
maior valor distribuído não poderá superar em mais
de 50% o menor valor; por fim, em 2010, todos os trabalhadores terão
direito à mesma participação nos lucros. Se a proposta
for aprovada, esses benefícios não estarão sujeitos
a imposto de renda na fonte nem integrarão a base de cálculo
do imposto do beneficiário.
Proteção ao funcionário
Segundo a lei que regulamenta a participação
nos lucros (10101/00), o valor a que os empregados têm direito
em cada ano fiscal pode ser decidido em acordo coletivo ou negociado
por uma comissão composta por representantes da empresa e dos
trabalhadores. Pelo projeto de Luiz Alberto, o representante do conselho
dos funcionários será escolhido em eleição
convocada pela categoria predominante na empresa. Esse representante
não poderá ser transferido durante o mandato ou demitido
até um ano depois de perder o cargo.
Situação financeira
O projeto garante ao sindicato profissional
acesso a informações sobre a situação econômica
e financeira da empresa. Segundo o texto, a empresa deverá disponibilizar
seu balanço do ano anterior até o dia 30 de janeiro de
cada ano. Já as informações fiscais e outras de
natureza contábil necessárias para viabilizar a negociação
coletiva deverão estar disponíveis até 5 de maio.
A proposta prevê ainda que os critérios
relacionados à saúde do trabalhador não poderão
influenciar avaliações individuais ou coletivas dos funcionários.
Na opinião do deputado Luiz Alberto, as modificações
na Lei 10101/00 são importantes para a melhoria da distribuição
de renda no Brasil. "Tornaremos a lei compulsória e eqüitativa.
A participação dos trabalhadores no lucro da empresa constitui
uma exigência de justiça social, por isso é preciso
sanar as deficiências da lei", diz.
Tramitação
O projeto será analisado pelas
comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania. Em seguida, será submetido ao Plenário.
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Agência Senado, 24
de agosto de 2006
Setores moveleiro, têxtil e de vestuário
precisam de mais atenção por parte do governo federal,
avalia Marcos Guerra

As indústrias de móveis, têxteis e de vestuário
enfrentaram sérios problemas no ano passado e perderam exportações
e postos de trabalho. Foi o que afirmou em Plenário nesta quarta-feira
(23) o senador Marcos Guerra (PSDB-ES). Para ele, tais setores precisam
de mais atenção por parte do governo federal em virtude
de serem grandes geradores de renda e empregos para o país.
São 16.500 empresas no Brasil
que trabalham formalmente no setor moveleiro, explicou o senador, e
praticamente mais o dobro disso em empresas informais. O segmento emprega
em torno de 300 mil pessoas. Apenas no primeiro semestre do ano, frisou
Marcos Guerra, o setor de móveis teve uma redução
de cerca de 9% da sua produção, além de perder
exportações (-11%) e postos de trabalhos (-12%). O senador
disse que, entre 2002 e 2004, o setor praticamente duplicou suas exportações,
mas, no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período
de 2005, contabiliza uma redução de 16%.
Já o setor têxtil (em conjunto
com o de confecções e vestuário), acrescentou Marcos
Guerra, gerava em 1990 cerca de 2,95 milhões de postos de trabalho
em todo o país. Em 2000, o número já estava em
1,873 milhão e, em 2002, 1,734 milhão. Em 2006, lamentou
o senador, os postos de trabalhos caíram para 1,650 milhão.
- Uma queda que, se comparada a 1990,
chega a 44% dos empregos gerados nesse setor. A previsão para
2010 é que o setor têxtil-vestuário chegue a 944
mil postos de trabalho. E o governo não tem feito nada para socorrer
esses dois setores, que estão presentes em todo o país
- afirmou Marcos Guerra. Os senadores Roberto Cavalcanti (PRB-PB), César
Borges (PFL-BA) e Sibá Machado (PT-AC) apartearam e elogiaram
o pronunciamento do colega capixaba.
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Agência Diap, 24 de
agosto de 2006
Governo Lula poupa base de desgaste
Autor (a): Antônio Augusto de Queiroz
O principal objetivo dos parlamentares
é a reeleição. E, para alcançá-la,
no exercício do mandato, buscam satisfazer as preferências
de seus eleitores, de um lado levando benefícios para os segmentos
ou regiões de concentração deles e, de outro, atuando
para reduzir impactos de políticas públicas que incidam
de forma negativa sobre eles.
Coerente com esse objetivo, quando confrontados
com a agenda do Poder Executivo contrária à sua própria
ideologia ou hostil a sua base, os parlamentares de oposição
normalmente votam contra, enquanto os da situação buscam
reduzir os afeitos negativos ou tentam compensar o desgaste de apoiar
o governo em troca de algum investimento ou benefício em favor
de seus eleitores.
Para evitar o constrangimento de apoiar
matérias que combateram no passado, por razões ideológicas
ou pelo simples fato de estarem na oposição, os parlamentares
da base do presidente Lula, em geral, e, os de esquerda, em particular,
montaram uma estratégia para diluir o desgaste entre a situação
e a oposição, com razoável êxito.
A estratégia consistiu em apresentar
o texto definitivo para apreciação momentos antes da votação,
por meio de emenda aglutinativa, com mudanças no conteúdo
da política pública. As mudanças, sempre apresentadas
após conhecimento das emendas, destaques e discurso da oposição,
buscavam reduzir o impacto negativo sobre os aliados e, eventualmente,
neutralizar ou mesmo atrair o apoio de parcela dos adversários
ao novo texto, diluindo os custos da decisão perante os eleitores.
Esse procedimento, especialmente na Câmara,
foi comum em toda a legislatura, tanto em matérias constitucionais,
como nas infraconstitucionais. Na reforma da previdência, por
exemplo, apenas a contribuição dos inativos e o texto
global, ainda assim bastante amenizado em relação à
proposta original, alcançou mais de 100 votos contrários.
Em outras matérias, exceto a questão do salário
mínimo e a MP (242) sobre carência e cálculo de
benefícios, como auxílio-doença, que perdeu a eficácia
no Senado, nenhuma outra matéria que afetasse negativamente os
assalariados foi votada nominalmente ou alcançou votação
contrária digna de registro.
A estratégia foi de tal modo bem
conduzida que é difícil identificar, ao contrário
do que ocorria em legislaturas anteriores, muitas votações
que permitam um julgamento dos parlamentares em razão de seus
votos favoráveis ou contrários aos assalariados, incluindo-se
nessa classificação os trabalhadores, servidores, aposentados
e pensionistas. Quem se der ao trabalho de pesquisar as matérias
polêmicas sobre assalariados, entendidas como tais aquelas com
mais de 100 votos contrários da oposição, terá
dificuldade de encontrar mais que cinco ou seis votações.
Só existem três hipóteses
para este caso: ou a estratégia de preservar a base foi bem conduzida,
ou a oposição não foi tão oposição
assim, tanto que apoiou matérias impopulares, ou o governo do
presidente Lula fez menos maldade do que foi divulgado. O fato é
que, de polêmico, foi votado nominalmente muito pouco comparativamente
com as votações havidas em cada um dos dois mandatos de
FHC. Antônio Augusto de Queiroz é
jornalista, analista político e Diretor de Documentação
do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.
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Folha
de São Paulo, 24 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Heloísa decide atacar Alckmin na
televisão
Intenção do PSOL é polarizar
disputa pelo segundo lugar e atrair votos de descontentes com o presidente
para senadora | Coordenador de campanha de candidata diz que sigla vai
explorar "contradições" de tucano, como economia
sob FHC e crise na segurança
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO
JOSÉ DOS CAMPOS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
O PSOL decidiu aumentar os ataques contra
o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, a partir
da próxima semana. A estratégia tem como objetivo acirrar
a disputa pela segunda posição na corrida eleitoral entre
o tucano e a candidata da sigla, Heloísa Helena. Segundo o coordenador
da campanha da senadora, Martiniano Cavalcante, a partir da semana que
vem a propaganda de Heloísa irá explorar com mais força
"as contradições do PSDB e de Alckmin".
Entre as "contradições",
disse Cavalcante, estão a crise na segurança pública
em São Paulo, as semelhanças entre a política econômica
do PT, no governo Lula, e do PSDB, no governo Fernando Henrique Cardoso,
além das CPIs contra a gestão Alckmin barradas na Assembléia
de São Paulo. "Nós queremos explorar essas contradições.
Como é que o Alckmin diz que vai baixar a taxa de juros se o
PSDB tem a paternidade dessa política, o DNA dessa política
econômica que privilegia o sistema financeiro?", disse Cavalcante.
Para o coordenador, a campanha do PSDB
passa por uma crise devido ao desempenho de Alckmin e o momento é
de "aumentar o nível de polarização".
Na visão dele, se a senadora conseguir se aproximar a ponto de
colocar em risco a segunda posição de Alckmin, parte dos
votos daqueles que se opõem ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva deverá migrar para a candidatura de Heloísa
Helena.
Ontem, porém, Heloísa continuou
mirando em Lula. A senadora disse em Porto Alegre que os ""moleques
de recado" do governo (ministros e ex-ministros) pregam mentiras
a seu respeito. Acompanhada da deputada Luciana Genro (PSOL-RS), filha
do ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), Heloísa
preferiu não dizer quais são os ministros que define como
""moleques". As mentiras seriam que ela é contra
o Bolsa-Família e ProUni. (FÁBIO
AMATO E LÉO GERCHMANN)
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Folha de São Paulo,
24 de agosto de 2006
TRABALHO
AmBev recorrerá de multa por assédio
moral
DA REPORTAGEM LOCAL
A AmBev (Cia. de Bebidas das Américas)
foi condenada a pagar multa de R$ 1 milhão de indenização
por assédio moral coletivo. A decisão é do Tribunal
Regional do Trabalho da 21ª Região (RN), ao julgar recursos
ordinários da empresa e do Ministério Público do
Trabalho. O TRT entendeu que a empresa praticava assédio moral
contra empregados que não atingiam determinadas cotas de vendas
exigidas pelos supervisores em Natal. O tribunal determinou que a multa
seja revertida para o Fundo de Amparo ao Trabalhador.
A AmBev informou ontem "que repudia
condutas inadequadas em relação aos seus empregados"
e que "irá recorrer da decisão". A empresa já
foi comunicada da decisão. O tribunal manteve, por unanimidade,
a multa de R$ 1 milhão aplicada em primeira instância.
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Folha
de São Paulo, 24 de agosto de 2006
Mulheres têm mais vagas, mas ainda
ganham menos
Participação feminina no mercado
chega a 40% com maior acesso a novos postos | Salário médio
real para as novas vagas abertas de 1996 a 2005 é de R$ 614 para
os homens e R$ 556 no caso das mulheres
ELVIRA LOBATO, PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Mesmo mais inseridas no mercado de trabalho,
especialmente em vagas que exigem um maior nível de escolaridade,
as mulheres ainda enfrentam o problema do ganharem menos do que os homens,
revela estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social) obtido pela Folha.
Compilados pelo economista do banco Antonio
Marcos Ambrozio, dados da Rais (Relação Anual de Informações
Sociais) mostram que as mulheres aumentaram sua participação
no mercado de trabalho formal de 38% em 1996 para 40% em 2004. Os motivos
são o acesso maior aos novos postos gerados e o menor número
de dispensas de mulheres em períodos de crise.
De 1996 a 1999, o país perdeu, segundo o estudo, 1,1 milhão
de empregos formais no país, dos quais 90% eram ocupados por
homens e somente 10% por mulheres, de acordo com informações
do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Na fase de recuperação
do mercado de trabalho (de 2000 a 2005), foram gerados 5,5 milhões
de vagas, das quais 59% masculinas e 41% femininas. Em alguns anos,
o crescimento do emprego da mulher manteve o mesmo ritmo do masculino.
Em 1999, por exemplo, 240 mil homens perderam o emprego, enquanto mais
mulheres foram contratadas.
Apesar desse cenário favorável
à ocupação feminina, os salários das mulheres
se aproximaram muito pouco do rendimento dos homens. Em média,
elas recebiam 89,8% da renda masculina de 1996 e 1999. Esse percentual
alcançou 91% de 2000 e 2005, o que representa um avanço
de apenas 0,2 ponto percentual. Os salários médios reais
das pessoas que conseguiram emprego de 1996 a 2005 eram de R$ 614 para
os homens e de R$ 556 para as mulheres.
Na faixa de maior escolaridade (acima
do ensino médio), a renda da mulher representava, em 2005, apenas
63% do salário médio do homem. Para o economista, a discrepância
é um reflexo do estreito número de mulheres em cargos
de chefias no Brasil. Quando elas conseguem atingir o topo da carreira,
diz o economista, recebem salário proporcionalmente menor que
um homem num posto semelhante.
Escolaridade em alta
Mais instruídas, as mulheres já
são maioria entre empregados com ao menos o ensino médio
incompleto -57% do total, segundo dados da Rais de 2004. Entre os homens,
foram abertas 318 mil vagas líquidas (descontando as demissões)
de 2000 a 2005. Para as mulheres, foram 413 mil postos. Entre essas
contratadas está Amanda Pendle, 23. Formada em engenharia de
produção pela UFRJ, ela era estagiária havia dois
anos numa empresa de produtos de limpeza. Já tinha vaga efetiva
"certa" na companhia, conta, mas preferiu arriscar e disputar
um emprego numa multinacional fabricante de cigarros.
Conseguiu o emprego. "Da minha turma,
só duas garotas estão procurando trabalho." Na avaliação
de Ambrozio, a maior participação feminina no mercado
de trabalho reflete o aumento da escolaridade das mulheres, que estudam
mais anos do que os homens. Outro fator, diz, é a queda da renda
média do trabalhador nos últimos anos, que obrigou mais
mulheres (antes na inatividade) a buscar ocupação para
completar a renda familiar.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de agosto de 2006 | Brasil
OPOSIÇÃO-Candidado do PSDB ataca
decisão que beneficia aposentados
Alckmin diz que adiantar 13.º
salário “é eleitoreiro”
Brasília – O candidato do PSDB à Presidência,
Geraldo Alckmin, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
de adotar medidas eleitoreiras para garantir a sua reeleição.
Ele citou como exemplo a promessa feita ontem por Lula de antecipar
para setembro o pagamento de metade do 13.º salário dos
aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Com isso, o repasse será feito às vésperas das
eleições de outubro.
O tucano lembra que essa é
a primeira vez na história da Previdência que os benefícios
serão antecipados. Alckmin disse que Lula faz a política
do “atraso”. “É muito bom antecipar o 13.º.
Em São Paulo, há oito anos pagamos metade no aniversário
do funcionário. A diferença é que fazemos isso
há oito anos. (O Lula) faz essa política atrasada de fazer
as coisas em véspera de eleição”, afirmou.
O candidato do PSDB citou ainda o reajuste do salário mínimo
concedido neste ano pelo governo, que superou todos os valores desde
o início do mandato. “O governo concedeu reajuste de 16,67%.
Nos três primeiros anos de governo o reajuste ficou em 1%”,
disparou. Para Alckmin, a lógica do presidente Lula é
ter “poder” e para isso ele “subestima a inteligência
das pessoas, com medidas eleitoreiras”. À tarde, o candidato
apresentou parte de seu programa de governo para a área da saúde
em um congresso com entidades filantrópicas.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de agosto de 2006 | Economia
CONTAS PÚBLICAS
Superávit do governo cai
50% com 13.º
O superávit primário do governo central (Tesouro, Previdência
e BC) foi de R$ 2,931 bilhões em julho, queda de 50,4% em relação
ao resultado do mês anterior. De acordo com o Tesouro Nacional,
a queda foi conseqüência do aumento das despesas causado
pelo pagamento antecipado da 1.ª parcela do 13.º salário
aos servidores públicos.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de agosto de 2006 | Economia
TRABALHO-Previsão da Caixa é liberar
2,5 milhões de abonos, no valor de R$ 884 milhões, em
agosto
Nascidos em setembro podem sacar
PIS
São Paulo – Começou a ser pago ontem o abono do
PIS para quem nasceu em setembro. Para os servidores públicos,
o abono do Pasep está liberado para quem tem inscrições
com final quatro e cinco. O saque pode ser feito nas agências
da Caixa Econômica Federal (PIS) e do Banco do Brasil (Pasep).
Apenas no mês de agosto, quando
recebem os nascidos em julho, agosto e setembro, a previsão da
Caixa é liberar 2,5 milhões de abonos, no valor de R$
884 milhões. No total, a Caixa vai pagar benefícios para
9,7 milhões de trabalhadores em todo o calendário.
O número é 15% maior que do último ano, quando
8,5 milhões tiveram direito ao benefício de um salário
mínimo (R$ 350). O abono do Pasep será pago para 1,7 milhão
de servidores. Este novo calendário é referente ao ano
base 2005. Os pagamentos serão feitos até 29 de junho
de 2007. Quem não sacar até a data limite perde o direito
e o dinheiro volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
No total, a Caixa vai pagar R$ 3,4 bilhões
em abonos. Em setembro, começa o pagamento aos nascidos em outubro
(dia 13), novembro (dia 20), e dezembro (dia 27). Em outubro, será
a vez dos nascidos em janeiro (dia 11), fevereiro (dia 18) e março
(dia 25). No mês de novembro, a Caixa libera libera o pagamento
para os nascidos em abril (dia 9), maio (dia 14) e junho (dia 22).
Têm direito ao abono salarial trabalhadores
ou servidores públicos que estiverem inscritos no PIS ou Pasep
há, no mínimo, cinco anos; tenham trabalhado, no mínimo,
30 dias para empregadores participantes dos programas em 2005; tenham
sido informados corretamente na Rais; e tenham tido um salário
mensal correspondente a, no máximo, dois salários mínimos
em 2005.
No último calendário,
somando os beneficiários de PIS e Pasep, 563,5 mil trabalhadores
deixaram de sacar o benefício. Tinham direito 10 milhões.
No total, foram devolvidos ao FAT R$ 221 milhões. Os recursos
ficaram disponíveis na Caixa Econômica Federal (PIS) e
Banco do Brasil (Pasep). A Caixa oferece um telefone exclusivamente
para atender a quem tem direito ao PIS: 0800-574-2222, com funcionamento
de segunda a sexta-feira das 7 h às 19 h.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de agosto de 2006 | Economia
TRIBUTO-Ministro diz que carga tributária
aumentou porque país cresceu
Foi erro fixar teto para a arrecadação,
diz Mantega
Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou
ontem que “talvez tenha sido um erro” do governo fixar,
na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), um teto de 16%
do Produto Interno Bruto (PIB) para a arrecadação dos
tributos administrados pela Receita Federal. Essas receitas são
consideradas parte da carga tributária do governo federal, que
voltou a crescer no ano passado.
De acordo com a Receita, a carga tributária
federal – que mede a fatia da produção nacional
transferida para o governo na forma de tributos – fechou entre
17,6% e 17,9% do PIB em 2005, cerca de meio ponto porcentual a mais
do que em 2004.
“Não lembro quem fixou. Não fui eu quem fixou”,
disse Mantega, a respeito do teto incluído na LDO. “Mas,
de qualquer forma, talvez a gente não tenha calculado essa expansão
da economia. A intenção era correta, e os instrumentos
foram adequados. Acontece que subiu a arrecadação mais
do que a gente imaginava.”
Apesar da confirmação da
Receita de que o peso dos tributos federais sobre a economia aumentou
em 2005, Mantega disse que não considera que o governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva tenha descumprido o compromisso de
não aumentar a carga tributária. Isso porque, segundo
ele, o governo não promoveu mudanças na legislação
para aumentar a alíquota dos impostos.
O ministro afirmou ainda que não
se pode confundir aumento da arrecadação com elevação
da carga tributária. Na sua avaliação, a arrecadação
vem subindo porque o país está crescendo e há uma
diminuição da informalidade. Com isso, mais empresas e
pessoas estão pagando tributos. Além disso, citou o ministro,
a arrecadação está aumentando por causa de maiores
controles e fiscalização da Receita Federal.
Mantega argumentou que, no ano passado,
as empresas brasileiras tiveram grandes lucros e, por isso, pagaram
mais impostos. “Tudo isso leva a um aumento da arrecadação,
mas não é que a carga esteja aumentando. É a arrecadação”,
insistiu.
O ministro lembrou que, desde 2003, o
governo já promoveu R$ 23 bilhões em desoneração
de tributos em vários setores, entre eles construção
civil e máquinas e equipamentos, e disse que a orientação
do presidente Lula é continuar nessa direção.”O
caminho é esse. Vai haver novas reduções.”
No entanto, ressaltou o ministro, as novas desonerações
serão “planejadas”.
Ele afirmou também que o aumento
da carga tributária no país ocorreu no governo Fernando
Henrique Cardoso porque naquele período o Brasil crescia pouco
e havia muita informalidade. “A arrecadação cresceu
porque subiram os tributos. Não é o que está acontecendo
agora”, argumentou.
Segundo os dados da Receita Federal,
de 1995 a 2002, a carga tributária subiu de 29,7% para 35,5%
do PIB. Esses números incluem não somente o governo federal,
mas também os impostos estaduais e municipais.
O ministro da Fazenda acabou admitindo
que a carga tributária é “elevada” e que o
cidadão tem motivos para reclamar.
Confrontado com o fato de que houve
elevação da Cofins (Contribuição para Financiamento
da Seguridade Social) no início do governo Lula, ele argumentou
que só algumas empresas foram afetadas e que as desonerações
da cesta básica e de bens de capital compensaram a elevação
da contribuição. “Houve aumento de Cofins, sim,
mas nos setores que têm cadeia produtiva menor. Houve diminuição
para aqueles com cadeia maior. O que foi desonerado é muito maior
do que esses dois ou três elementos que subiram”, disse
o ministro.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de agosto de 2006 | Economia
CPMF
Salário pode ser transferido
sem taxas
Os trabalhadores poderão fazer a transferência de seu salário,
do banco onde recebe para outro de sua escolha, sem pagar a Contribuição
Provisório sobre Movimentação Financeira (CPMF)
ou tarifas bancárias. A medida foi anunciada pelo ministro da
Fazenda Guido Mantega. “Estamos dando ao trabalhador o direito
de escolher o banco com o qual quer trabalhar sem pagar tarifas para
isso.” Segundo Mantega, o trabalhador também poderá
migrar o crédito consignado tomado em um banco para outro que
ofereça juros menores. A decisão do governo faz parte
de um conjunto de medidas a serem anunciadas nos próximos dias
com o objetivo de estimular a competitividade entre as instituições
financeiras.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 24
de agosto de 2006 | Economia
CRISE 1
Governo admite fechamento da Volks
no ABC paulista
Belo Horizonte – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
indicou nesta quarta-feira que o governo já admite a possibilidade
de fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP)
da Volkswagen. Na terça-feira, os funcionários da Volks
decidiram reprovar o plano de reestruturação apresentado
pela montadora, que cogita, futuramente, encerrar as atividades da unidade
de Anchieta caso não chegue a um acordo com os trabalhadores.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
luta contra a ameaça de corte de 3,6 mil empregos e a redução
de benefícios trabalhistas. “Nós temos que considerar
que essa não é a única unidade do setor automotivo
no Brasil e nem a única unidade da Volkswagen”, disse o
Marinho, durante visita a Belo Horizonte. “Nesse sentido, o eventual
fechamento de uma das unidades não é o fim da Volkswagen
no Brasil.”
Porém, para o ministro,
ex-sindicalista, o impacto maior do fechamento de uma fábrica
é local. Ele disse novamente que o governo federal está
à disposição para intermediar a negociação
entre a empresa e os trabalhadores. “Vamos trabalhar e torcer
para que o fechamento não ocorra. Acima de tudo, que as partes
possam ter muita maturidade e tranqüilidade para enfrentar a discussão
dialogando. E o diálogo possa encontrar um ponto de equilíbrio
entre as partes.”
O ministro voltou a dizer que os problemas da fábrica da Volks
em São Bernardo do Campo podem estar relacionados à má
administração. “É possível que tenha
havido algum erro ou falta de condição de investimento
em algum momento e no seu mix de produção.”
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 24 de agosto de 2006 | Economia
Desemprego em SP fica estável e
atinge 1,68 milhão de pessoas
Os dados do Dieese mostram que esse contingente
representa 16,7% da População Economicamente Ativa (PEA)
em julho
Jander Ramon
SÃO PAULO - A taxa de desemprego
nos 39 municípios que compõem a Região Metropolitana
de São Paulo ficou em 16,7% da População Economicamente
Ativa (PEA) em julho, praticamente estável em relação
a junho, quando o nível de desemprego atingia 16,8% da PEA. Em
julho do ano passado, a taxa de desemprego estava em 17,5% da PEA. Os
dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) foram divulgados nesta
quarta-feira pela Fundação Seade. O Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicou
que o contingente de desempregados na região é de 1,68
milhão de pessoas.
Conforme a pesquisa, houve pequeno acréscimo
da ocupação, que oscilou 0,6%, resultado da geração
de 34 mil postos na indústria, 17 mil em serviços, 4 mil
no agregado outros setores (concentrado em construção
civil e serviços domésticos) e eliminação
de 9 mil posições no comércio.
Entre junho e julho, entraram no mercado
de trabalho paulista 43 mil pessoas, segundo as instituições
responsáveis pela PED. Foi verificado também crescimento
dos rendimentos médios reais do total dos ocupados e também
dos assalariados. Em junho, o vencimento médio dos ocupados ficou
em R$ 1.066, alta de 2,9% em comparação a maio, enquanto
o vencimento dos assalariados correspondeu a R$ 1.124, aumento de 1,8%
sobre maio.
Estabilidade
A estabilidade registrada no nível
de desemprego da Grande São Paulo em julho, que manteve uma seqüência
de cinco meses sem oscilações significativas, se deve
ao baixo ritmo de geração de empregos, segundo os especialistas
da Fundação Seade e do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
"A ocupação continua
muito devagar, crescendo pouco", apontou o gerente de Análise
da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pela Fundação
Seade, Alexandre Loloian, ao comentar o índice de 16,7% de desemprego
da População Economicamente Ativa (PEA) da região
em julho.
Pela primeira vez este ano, a PED registrou
crescimento do emprego na indústria da Grande São Paulo,
com a criação de 34 mil postos em julho ante junho. Os
técnicos receberam, entretanto, o dado com ceticismo por causa
da demora da indústria paulista em contratar ao longo do ano
e, sobretudo, pela distribuição dos segmentos que contrataram:
11%, em Vestuário e Têxtil; 9,3%, em Química e Borracha;
4,5%, em Alimentação; e 2%, em Gráfica e Papel.
"Não podemos afirmar que
esse crescimento do emprego industrial vai se sustentar", ponderou
Loloian. "Os empregos do setor vestuário foram puxados provavelmente
pelo início da produção da coleção
Primavera-Verão, mas não sabemos exatamente o que puxou
os outros setores", acrescentou, ao destacar como "positivo"
o fato de o segmento de Metal-Mecânica ter registrado estabilidade
no nível de emprego.
Loloian também alertou para
o fato de, pela primeira vez este ano, a PED registrar decréscimo
no emprego industrial quando a comparação é feita
em relação ao ano passado. "Em relação
a julho de 2005, a indústria cortou 6 mil ocupações.
É a primeira vez que constatamos esse dado negativo neste ano
e se trata de um fato relevante", argumentou.
O mercado de trabalho paulista, alertou o especialista, parece acompanhar
neste momento a mudança de percepção sobre o crescimento
econômico brasileiro que vem sendo feita pelo conjunto da economia
País. "O comércio é um bom exemplo dessa mudança
de expectativa: vinha contratando ao longo do ano e, em julho, teve
saldo de 9 mil cortes sobre junho. Isso denota um pouco de ajuste do
comércio ao clima de que haverá pouco esplendor econômico
este ano", ponderou.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 24 de agosto de 2006 | Economia
Déficit da Previdência tem
crescimento real de 8,3% em relação a julho de 2005
Déficit ficou em R$ 3,437 bilhões,
em julho; arrecadação líquida foi de R$ 9,734 bilhões,
um recorde histórico
Fabio Graner
BRASÍLIA - A Previdência
Social registrou em julho déficit de R$ 3,437 bilhões,
valor que representa um crescimento real de 8,3% em relação
a julho de 2005 e de 8,8% na comparação com junho deste
ano. A arrecadação líquida da Previdência
foi de R$ 9,734 bilhões, um recorde histórico, segundo
o secretário de Políticas de Previdência Social,
Helmut Schwarzer.
De acordo com ele, o destaque no crescimento
da arrecadação foi a recuperação de créditos,
que atingiu R$ 603 milhões, ante R$ 523,7 milhões em julho
de 2005 e R$ 489 milhões em junho deste ano. A arrecadação
líquida de julho foi 11,7% superior, em termos reais, à
de julho de 2005. As despesas com benefícios somaram R$ 13,171
bilhões (crescimento real de 10,7% na comparação
com julho de 2005).
Apesar do desempenho positivo, no acumulado
de janeiro a julho a receita líquida cresceu em termos reais
menos do que a despesa com benefícios (13% para a receita contra
13,9% na despesa), o que, conseqüentemente, não reverte
a trajetória crescente do déficit da Previdência
Social, que no ano acumula expansão de 16,9%.
No acumulado de janeiro de julho, o déficit
da Previdência foi de R$ 22,482 bilhões, um crescimento
real de 12,8% ante igual período de 2005. A arrecadação
líquida de janeiro a julho foi de R$ 65,134 bilhões, crescimento
real de 9%, enquanto as despesas subiram 10% em termos reais, atingindo
R$ 87,616 bilhões.
Schwarzer destacou que, no resultado
de julho, o déficit da Previdência urbana caiu em relação
ao mesmo mês do ano passado. No mês passado, o déficit
na Previdência urbana foi de R$ 1,17 bilhão ante R$ 1,21
bilhão em igual mês do ano passado.
"Essa queda reflete a melhora na
arrecadação (que subiu R$ 1 bilhão nessa comparação),
que foi provocada pela recuperação do mercado de trabalho,
além do aumento na eficiência técnica na arrecadação",
disse Schwarzer. Já na Previdência rural, o déficit
aumentou de R$ 1,97 bilhão em julho de 2005 para R$ 2,27 bilhões
no mês passado. "Esse aumento reflete a elevação
do salário mínimo", explicou Schwarzer.
Greve
O secretário explicou que o aumento
do déficit da Previdência em julho, na comparação
com junho, foi provocado pelo fim da greve da Dataprev, que ocorreu
de 6 a 28 de junho. No mês passado, o déficit foi de R$
3,4 bilhões, ante R$ 3,1 bilhões no mês anterior.
"Esse aumento de R$ 300 milhões ocorreu por causa do desrepresamento
da concessão de novos benefícios, que ficaram parados
em junho por conta da greve da Dataprev", explicou Schwarzer.
Ele informou que a estimativa para o
déficit da Previdência neste ano é de R$ 41 bilhões.
A previsão oficial anterior do Ministério da Previdência
era de R$ 45,8 bilhões, embora o secretário já
falasse em resultado negativo da ordem de R$ 43 bilhões. Na projeção
atual, Schwarzer considera estimativa de receitas de R$ 122,4 bilhões
(mas que segundo ele pode chegar a R$ 123 bilhões) e uma estimativa
de despesas com benefícios de R$ 163,4 bilhões.
Estimativa
Schwarzer informou também que
a estimativa para o déficit da Previdência Social neste
ano é de R$ 41 bilhões. A previsão oficial anterior
do Ministério da Previdência era de R$ 45,8 bilhões,
embora o secretário já falasse em resultado negativo da
ordem de R$ 43 bilhões.
Na projeção atual,
Schwarzer considera estimativa de receitas de R$ 122,4 bilhões
(mas que segundo ele pode chegar a R$ 123 bilhões) e de despesas
com benefícios de R$ 163,4 bilhões.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 24 de agosto de 2006 | Economia
Juro bancário à pessoa física
é o menor desde 94
Nas operações de crédito
pessoal, a taxa também atingiu o menor nível da série
histórica ao chegar a 59,8% ao ano em julho
Gustavo Freire
BRASÍLIA - O chefe-adjunto do
Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Luiz Malan,
disse nesta quarta-feira que a taxa média de juros de 54,3% ao
ano do empréstimos bancários às pessoas físicas
é a menor desde o início da série histórica
em julho de 1994. Nas operações de crédito pessoal,
a taxa, de acordo com Malan, também atingiu o menor nível
da série histórica ao chegar a 59,8% ao ano em julho.
Nos empréstimos para a compra
de veículos, a taxa média de 32,6% ao ano, segundo o chefe-adjunto
do Depec, é a menor desde o início desta série,
em junho de 2000.
Spread
Luiz Malan disse que o spread (diferencial
de taxas de captação e aplicação de recursos)
dos empréstimos feitos pelos bancos às pessoas físicas
atingiu em julho seu menor patamar desde o início da série
histórica em julho de 1994.
Pelos dados divulgados pelo Depec, o
spread destas operações recuou no mês passado em
relação a junho de 40,6 para 39,7 pontos porcentuais.
Para Malan, ainda há espaço para novas quedas do spread
destes empréstimos nos próximos meses. Ele lembrou que
a eventual adoção de um cadastro positivo dos tomadores
de crédito ajudará a provocar reduções adicionais
desta taxa.
O próprio processo de redução
da taxa Selic, segundo o chefe-adjunto do Depec, também tem contribuído
para a queda do spread nos últimos meses.
Inadimplência
De acordo com Malan, a taxa de inadimplência
de 4,8% dos empréstimos bancários é "absolutamente
normal". Ele lembrou que os bancos brasileiros trabalham atualmente
com um nível "extremamente adequado" de provisão
para os empréstimos em atraso. "O sistema financeiro é
extremamente sólido", afirmou. Em julho, a taxa de inadimplência
subiu de 4,6% para 4,8%, porcentual ainda inferior aos 4,9% de maio
último.
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CONSULTOR JURÍDICO,
24 de agosto de 2006
Representação legítima
MPT pode questionar atividade de cooperativa
O Ministério Público do
Trabalho tem legitimidade para questionar cooperativa criada para fraudar
intermediação de mão-de-obra. O entendimento é
da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A Turma negou o recurso
da Cooperativa Nacional de Trabalho de Profissionais Autônomos
e Serviços Gerais.
O TST confirmou a proibição
imposta à cooperativa de contratar empregados para prestar serviços
a terceiros, sob a aparência de associação. A determinação
foi feita pela Justiça do Trabalho da 3ª Região (Minas
Gerais), após o exame de uma Ação Civil Pública
proposta pelo Ministério Público do Trabalho local. Em
caso de descumprimento, foi estipulado o pagamento de multa, revertida
ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
A cooperativa sustentou que a Justiça
do Trabalho não é competente para o exame do tema. O ministro
João Oreste Dalazen, relator, considerou que “a controvérsia
girou em torno da contratação de trabalhador, mediante
cooperativa, para prestar serviços em favor de terceiros, em
fraude, ainda que velada, à legislação trabalhista”.
Segundo ele, “fixada a controvérsia,
não em torno de trabalho em cooperativa, senão sobre relação
de emprego, ainda que potencialmente, patente resulta a competência
da Justiça do Trabalho para compor tal demanda”.
Outro ponto destacado foi o da ilegitimidade
do Ministério Público para propor a Ação
Civil Pública porque o objeto da demanda estaria ligado a direito
de natureza individual. O argumento foi rebatido pela 1ª Turma.
“O Ministério Público
do Trabalho detém legitimidade ativa para propor ação
civil pública em desfavor de empregador, organizado em cooperativa,
a não proceder à intermediação de mão-de-obra
de trabalhadores, associados, ou não, para exercer qualquer prestação
em favor de terceiros, em atividade-fim ou atividade-meio”, observou
o ministro.
RR 599.234/1999.1
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/08/2006
TST admite prova emprestada em caso de periculosidade
O artigo 195 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) não impede a utilização
de prova emprestada de outro processo para a caracterização
e classificação da periculosidade. Com essa constatação
do ministro Aloysio Corrêa da Veiga (relator), a Sexta Turma do
Tribunal Superior do Trabalho negou recurso de revista à Volkswagen
do Brasil Ltda. A decisão resultou em manutenção
de acórdão firmado pelo Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (São Paulo).
“A desativação do
local de trabalho justifica a utilização de laudo pericial
emprestado desde que se trate da mesma empresa, do mesmo serviço,
do mesmo local e do mesmo período de atividade”, argumentou
Aloysio Veiga. “Fixados tais parâmetros, não há
como invalidar o laudo que, mesmo indiretamente, avaliou as reais condições
de trabalho do empregado”, acrescentou o relator.
A utilização da prova emprestada
foi questionada pela empresa e apontada como uma violação
da norma da CLT (artigo 195). Segundo a Volks, a definição
da atividade de um determinado trabalhador como perigosa exigiria a
realização de um laudo pericial próprio, que refletisse
a situação do referido empregado.
Em sua análise, o ministro do
TST reconheceu que o artigo 195 estabelece que a caracterização
e a classificação da periculosidade dependem de perícia
a cargo de médico ou engenheiro do trabalho. O dispositivo indica
a obrigatoriedade da realização dessa prova para aferição
das condições em que o empregado executa o seu trabalho.
No caso concreto, contudo, Aloysio Veiga
constatou que, à época em que transcorreu a demanda judicial,
o local em que o trabalhador prestou seus serviços à montadora
encontrava-se desativado. Esse fato justificou o aproveitamento de laudo
extraído de outro processo trabalhista, em que se verificaram
as reais condições do trabalho desempenhado no local.
“De tal forma, não havendo
controvérsia quanto à desativação do local
de trabalho do empregado, não há dúvida de que
a prova emprestada deve ser admitida como meio de demonstrar as condições
em que o empregado trabalhava”, entendeu o relator.
“Aliás, nos termos da legislação processual
vigente, a parte poderá utilizar-se de todos os meios de prova
em direito admitidos para demonstrar o fato constitutivo de sua pretensão”,
acrescentou, ao negar o recurso da empresa.
De acordo com o laudo presente
aos autos, houve periculosidade, pois o trabalhador acompanhava a carga
e descarga de caminhões-tanque contendo inflamável líquido
além disso, efetuava diariamente a medição do nível
dos tanques de armazenamento de thinner (material inflamável).
(1979/1996-463-02-00.9)
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24/08/2006
Empregado que teve nome em lista negra perde
direito a dano moral
A Quarta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho manteve a decisão do TRT da 9a Região (Paraná)
que considerou prescrito o direito de empregado que teve o nome incluído
em “lista negra” de pleitear em juízo indenização
por danos morais. O empregado ajuizou reclamação trabalhista
contra as empresas Coamo Agroindustrial Cooperativa e Employer Organização
de Recursos Humanos requerendo o pagamento da indenização.
Alegou que trabalhou para a Coamo no
período de 6/1/1986 a 13/11/1990, exercendo a função
de provador de café. Em maio de 2004, quando estava desempregado,
soube, por amigos, da existência de uma “lista negra”
de trabalhadores, elaborada pela Employer, onde constavam os nomes de
ex-empregados de várias empresas que ajuizaram reclamações
trabalhistas contra seus empregadores ou serviram de testemunhas contra
estes.
Tal lista, segundo informações
constantes nos autos, era distribuída pela Employer aos seus
tomadores de serviço com o propósito de barrar a contratação
de tais empregados. A “lista negra” foi descoberta e denunciada
pelo Ministério Público do Trabalho, contendo cerca de
sete mil nomes, inclusive o do autor desta ação.
A sentença do juiz de primeiro
grau reconheceu a existência de dano moral. Na sentença
foi dito que “o simples fato de constar da listagem mantida por
empregador é suficiente para que a pessoa tenha sua dignidade
atingida, já que é evidente a forma de discriminação”.
Ambas as empresas foram condenadas, solidariamente,
a indenizar o trabalhador pelos danos sofridos. Em recurso ao TRT/PR,
as empresas alegaram que o direito do autor estaria prescrito e pediram
a extinção do processo, obtendo êxito.
O TRT/PR entendeu que a contagem do prazo
de dois anos para a proposição da ação teve
início em 6/6/2001, data em que foi emitida a lista negra. Como
a reclamação trabalhista foi proposta mais de dois anos
após esse momento, o direito foi considerado prescrito.
Insatisfeito, o empregado recorreu ao TST. O voto do ministro Ives Gandra
da Silva Martins Filho, relator do processo, foi no sentido de que o
autor da ação não conseguiu provar o momento em
que tomou ciência da existência da lista negra, motivo pelo
qual o TRT utilizou como marco prescricional a data em que a lista foi
produzida.
“O artigo 5º, X, da
Constituição Federal assegura a indenização
por dano moral. Do preceito constitucional em comento, percebe-se que
a violação da honra e da imagem do cidadão está
ligada àquela que atinja o âmago da pessoa humana, equiparando-se
à violação da intimidade, devendo ser provada de
forma inequívoca para que possa servir de base à condenação
do pagamento da respectiva indenização por dano moral,
o que não ocorreu no caso dos autos”, concluiu. (RR-459/2004-091-09-00.8).
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23/08/2006
Precedente Normativo nº 119 não
deverá ser alterado
O presidente do Tribunal Superior do
Trabalho, ministro Ronaldo Lopes Leal, fez uma sondagem entre os integrantes
da Seção de Dissídios Coletivos a respeito da proposta
de reformulação do Precedente Normativo nº 119, que
trata da cobrança de contribuições assistenciais
instituídas por meio de negociação coletiva. A
maioria dos ministros integrantes da SDC considera que o precedente
não deve ser alterado.
Representantes de cinco centrais sindicais,
que se reuniram ontem (22) no TST como ministro Ronaldo Leal, redigiram
uma proposta de redação, assegurando o exercício
do direito de oposição ao pagamento da contribuição.
Pela proposta, os empregados teriam dez dias úteis, a contar
da data-base, para apresentarem ao sindicato um documento contestando
a cobrança.

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