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FETRACONSPAR, 25 de agosto de 2006
CPN realiza reunião em São
Paulo
Foi realizada na última quarta-feira, dia 23 de agosto, reunião
do CPN – Comitê Permanente Nacional. Confira a seguir, relatório
do representante da CNTI – Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria, JORGE MORAES,
diretor da FETRACONSPAR e Presidente do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Maringá.
RELATÓRIO
A reunião do CPN
realizada no dia 23 de Agosto do corrente ano, aconteceu de maneira
agradável e produtiva, tendo início às 9:32 horas
da manhã conforme a pauta já estabelecida. Dando início,
o Sr. Mario Bonciani representante da Fundacentro em São Paulo,
fez uma explanação sobre o grau de risco a partir dos
anos 60 até a data de hoje, enfatizando as convenções
coletivas e sindicatos organizados que contribuíram para o reconhecimento
do grau de risco nos locais de trabalho. Em seguida com a palavra, a
Dra. Ana Maria Castelo representante do setor de economia do Sinduscon/SP
e também da Fundação Getulio Vargas, relatou sobre
trabalho informal e a carga tributaria, com apresentação
de uma longa pesquisa da Fundação Getulio Vargas, na qual
deixou claro que o imposto SIMPLES seria
uma alternativa para o setor da Construção Civil na questão
do combate ao trabalho na informalidade, pedindo assim esforço
para o CPN agir em uma ação
envolvendo Governo, Trabalhadores, Centrais Sindicais, Federações
e Confederações no apoio ao projeto que já tramita
de autoria do Deputado Luiz Carlos Haully, que inclui no setor da Construção
Civil no sistema simples. Foi colocado em debate, e em seguida ficou
aprovado que o CPN irá solicitar
junto às bancadas esta solicitação, encerrando
assim este assunto.
Dando continuidade aos trabalhos, deu-se
início às discussões dos CPR´s,
com a palavra o Sr. Noel Dias de Azevedo representante da DRT-SP, informou
que diante das conversas com Brasília e ainda das dificuldades
financeiras, ficaria difícil a realização do encontro
do CPR em São Paulo, que tem estimativa
de custo em torno de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) a ser bancado
pelo governo. Após diversas discussões e debates definiu-se
que o encontro irá acontecer em São Paulo, nos dias 4,
5 e 6 do mês de Dezembro dec2006, em seguida sendo eleita a Comissão
Organizadora, formada pelos senhores: JORGE
MORAES-CNTI, FERNANDO do SINTRACOM DE SP, LUIZ CARLOS QUEIROZ-CUT e
ROBSON-FETICOM DE SP, bancada dos trabalhadores, e da bancada
Patronal ficaram definidos os nomes dos Srs: HARUO
ISLTKAHA- SINDUSCOM SP, IVES MIFANO-CEBIC e ROBSON RODRIGUES DA SILVA-FUNDACENTRO,
NOÉ DIAS DE AZEVEDO-DRT SP e JOFILO NOREIRA LIMA JUNIOR-FUNDACENTRO,
encerrando assim os trabalhos na parte da manhã.
A reunião na parte da tarde iniciou-se
às 14:20 horas, e com a palavra o companheiro Zurre, fez uma
explanação sobre o PHAC
- Programa de Habitação da Construção Civil,
explicando que o programa é da OIT
e será implantado em todo o Brasil, sendo que algumas das diretrizes
já estavam sendo executadas. Solicitou ao CPN
para que o projeto da OIT seja incorporado
ao CPN. Após debates foram colocados
5 minutos de discussão para cada bancada, e decidido que o CPN
irá incorporar o projeto, encerrando assim este assunto.
Em continuidade fora tratado o assunto
referente ao GT (GT 6° aéreo),
que após discussões ficou definido que o GT
irá apresentar o material na próxima reunião.
Em seguida deu início a discussão
sobre ELEVADORES DE SERVIÇO, com
a apresentação pela Sr. Luiza Tânia da DSST do Rio
Grande do Sul, material que proíbe transporte de pessoas em máquinas
de guindar, o qual foi aprovado e irá fazer parte do glossário
da NR.18.
A seguir deu-se início as discussões
sobre a CIPA a qual após varias
discussões e debates, definiu-se que o mesmo grupo criado a 4
anos irá retomar as discussões e deverá apresentar
na próxima reunião do CPN,
uma redação completa para ser encaminhada aos CPRs. Em
seguida passou-se a discussão do PCMAT,
onde o grupo responsável pela pasta preferiu deixar o assunto
para uma nova reunião, dando assim por encerrada a reunião.
Este é o relatório.
JORGE MORAES
CPN/CNTI
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JORNAL DA CIDADE DE BAURU,
25 de agosto de 2006
Bauru: Sindicato não espera reflexos
na construção civil em curto prazo
Patrícia Zamboni
O diretor regional do Sindicato da Indústria
da Construção Civil (SindusCon) em Bauru, Ralph Ribeiro
Júnior, diz que a medida adotada pelo governo - de oferecer desconto
para a aquisição de imóvel novo a famílias
com renda de até R$ 1.750,00 - é positiva e importante
para impulsionar a construção civil. Entretanto, ele não
espera reflexos das novas regras num curto período de tempo,
e sim a médio e longo prazos.
“Na teoria a medida é boa,
pois a faixa de renda atingida representa a maioria dos mutuários
da Caixa. Mas na prática, os reflexos demoram a aparecer, pois
não é com facilidade que as pessoas conseguem comprar
sua própria casa. O subsídio é fundamental porque
a Caixa não permite que o valor do financiamento comprometa mais
do que 30% do orçamento familiar”, observa.
Para Ribeiro Júnior, são
necessárias mais medidas para estimular e facilitar a aquisição
da casa própria, pois o déficit habitacional gira em torno
de 7 milhões de unidades no País. Segundo ele, 6% do Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro - soma de todas as riquezas produzidas
- vem da construção civil. “Em Bauru, o setor está
estagnado no momento. A médio prazo é preocupante, pois
as grandes obras estão chegando ao fim. Certamente, incentivos
à aquisição de imóveis novos resultam em
mais empregos.”
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SÓ NOTÍCIAS
/ MATO GROSSO, 25 de agosto de 2006 | Economia
Sinop/MT: Siticom diz que aumento para
trabalhadores madeireiros ficou abaixo do esperado
O percentual de reajuste aos madeireiros
do Nortão ficou abaixo do esperado pela classe. A informação
é do vice-presidente do Siticom - Sindicato dos Trabalhadores
na Indústria, Construção Civil e Mobiliário
do Norte, Éder Pessine. Segundo ele, "não ficou a
contento, mas dentro da atual situação econômica,
foi o melhor que conseguimos", disse, inconformado.
O Siticom cobrou o aumento de 7%, mas
o Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte (Sindusmad) ofereceu
na média de 5%. Como Só Notícias já informou,
ontem ficou ajustado que a negociação da Convenção
Coletiva de Trabalho, relativa ao período de 1º de maio
de 2006 até 30 de abril de 2007, para os trabalhadores nas indústrias
madeireiras, das cidades de Sinop, Itaúba, Santa Carmem, Cláudia,
União do Sul, Vera, Feliz Natal e Santa Terezinha, terão
as seguintes deliberações:
a) Reajuste dos salários de todos
os trabalhadores nas indústrias madeireiras, com o percentual
de 5% (cinco por cento), retroativos a 1º de maio de 2006, devendo
as diferenças dos meses de maio, junho e julho serem pagas em
parcela única nas folhas de pagamentos do mês de agosto
de 2006.
b) Os pisos salariais passam á
valer:
Nível I = R$ 390,00 (aux.
e trabalhadores braçais)
Nível II = R$ 435,00 (aux.
dos operadores)
Nível III = R$ 465,00
(operadores de máquinas)
Nível IV = R$ 480,00
(administração e motoristas)
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Agência Câmara,
25 de agosto de 2006
Projeto cria estímulo para trabalhador
com mais de 45 anos
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6930/06, do Senado, que institui
o Programa Nacional de Estímulo ao Emprego de Trabalhadores Experientes
(PNETE), destinado a trabalhador com mais de 45 anos de idade e em situação
de desemprego involuntário por mais de seis meses. O programa
funcionará nos mesmos moldes do programa de primeiro emprego
para jovens.
Os trabalhadores devem ter experiência
profissional, pertencer a famílias de baixa renda, não
ter renda de qualquer outra natureza e devem estar cadastrados nas unidades
executoras do programa.
Subvenção
De acordo com o projeto, os empregadores
que contratarem esses trabalhadores, desde que atendidas as condições
estipuladas, terão direito ao recebimento de subvenção
econômica correspondente a até seis parcelas de R$ 200,00
ou de R$ 100,00 por emprego gerado, conforme a renda ou faturamento
do empregador no ano-calendário anterior.
O projeto estabelece condicionantes para
que o trabalhador não seja demitido antes de um ano da vigência
do contrato de trabalho subvencionado, buscando garantir-lhe emprego
por, pelo menos, esse período. Essa iniciativa, aliada à
exigência de que as contratações subvencionadas
signifiquem acréscimo ao número de empregados da empresa,
visa a expansão do emprego e inibição da rotatividade
da mão-de-obra.
Taxa de desemprego
De acordo com autor da proposta, senador
Paulo Paim (PT-RS), é incontestável que os jovens representam
a maior parcela dos desempregados brasileiros (cerca de 44% do total).
O Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego para os Jovens
(PNPE), segundo ele, foi instituído exatamente para tentar amenizar
esse quadro. Ele lembra, no entanto, que a taxa de desemprego entre
os trabalhadores mais velhos tem sido a que mais cresce. O senador cita
dados, demonstrando que, entre 1993 e 2002, por exemplo, as taxas de
desemprego relativas aos grupos de trabalhadores nas faixas etárias
de 15 a 17 anos e de 18 a 24 anos de idade aumentaram 34% e 39%, respectivamente.
No mesmo período, as taxas relativas às faixas etárias
de 40 a 49 anos e 50 e 59 anos cresceram 75% e 68%, respectivamente.
No conjunto, cerca de 20% dos desempregados têm entre 40 a 59
anos de idade.
Além disso, segundo o parlamentar,
é também no grupo dos trabalhadores mais velhos que mais
cresce o período médio de desemprego. Em geral, este período
vem aumentando sistematicamente. Como resultado, cerca de 50% dos trabalhadores
ficam, atualmente, mais de seis meses desempregados. Na avaliação
do autor da proposta, é necessário atuar para reverter
essa tendência de crescimento do desemprego entre os trabalhadores
mais velhos e experientes, especialmente entre aqueles de baixa renda,
que tendem a enfrentar maiores dificuldades quando perdem o rendimento
do trabalho.
Tramitação
O projeto, sujeito à apreciação
do Plenário, será analisado pelas comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Diário Vermelho,
25 de agosto de 2006
Marinho quer que BNDES suspenda empréstimo
à Volks
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (24)
que vai pedir ao presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social), Demian Fiocca, que suspenda eventuais financiamentos
para a Volkswagen. Para Marinho, que já foi metalúrgico
na Volks, não faz sentido emprestar recursos para uma empresa
que está anunciando o fechamento uma fábrica com 12 mil
empregados, em São Bernardo (SP).
Marinho afirmou que os recursos do BNDES
devem ser direcionados para empresas que estão criando empregos
e não para as que planejam demissões. Segundo informações
do Ministério do Trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva determinou que Marinho acompanhe de perto as negociações
entre a Volkswagen e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, atuando
como uma espécie de mediador.
"Chantagem de negociação"
Trabalhadores e Volkswagen tentam fechar
até amanhã um acordo. A empresa pretende demitir cerca
de 3,6 mil funcionários da sua fábrica em São Bernardo
do Campo, no ABC Paulista. O Sindicato se opõe às demissões.
A direção da Volks diz que sua opção é
fechar a unidade de São Bernardo, com 12.400 metalúrgicos
-- a maior unidade fabril do país.
Para Marinho, a situação
da montadora "não combina" com o momento do setor automotivo
que, conforme destacou, baterá recordes de produção
e venda este ano. "A não ser que tenha havido muitos erros
da empresa que perdeu mercado para os concorrentes. Mas eu espero que
(a ameaça de fechamento da fábrica do ABC) seja simplesmente
uma chantagem de negociação com os trabalhadores e que
eu espero resolver na base do diálogo."
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Agência Radiobrás,
25 de agosto de 2006
Governo quer reeditar MP que reconhece
centrais sindicais, diz Marinho
BRUNO BOCCHINI
REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
São Paulo - O ministro do Trabalho
e do Emprego, Luiz Marinho, informou ontem (24) que o governo vai reeditar
a Medida Provisória 293, que reconhece juridicamente a existência
das centrais sindicais, e a 294, que cria o Conselho Nacional de Relações
do Trabalho (CNRT). Assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva em 8 de maio, elas deixarão de ter validade se não
forem aprovadas pelo Congresso Nacional até o próximo
dia 5.
"Os sindicalistas vêm pedir
ao governo um mecanismo para dar continuidade à validade dessas
duas leis. Medidas provisórias não podem ser reeditadas
com o mesmo teor no mesmo exercício. Portanto, o compromisso
nosso, se continuarmos no governo, evidentemente, é que nós
reeditaremos em janeiro", disse o ministro, após reunião
em São Paulo com líderes sindicais.
O Conselho criado pela MP 294 é
composto por cinco representantes da cada segmento: governo, trabalhadores
e empregadores. Eles são indicados pelas confederações
patronais, centrais sindicais e Ministério do Trabalho. Estão
previstas ainda duas câmaras: uma, com representantes dos empregadores
e do governo, e outra com representantes dos trabalhadores e do governo.
As medidas provisórias resultam de negociações
entre governo, empregadores e trabalhadores realizadas durante mais
de dois anos no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho. Instalado
pelo presidente da República em 29 de julho de 2003, o fórum
foi criado com o objetivo de discutir propostas e sugestões para
a modernização das instituições trabalhistas
no país. "A importância do reconhecimento das centrais
é a correção de uma injustiça contra o movimento
sindical brasileiro, que vem construindo desde a década de 80
a possibilidade de ter entidades representativas gerais", afirmou
Marinho.
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Folha de São Paulo,
25 de agosto de 2006
TSE diz que pode "evoluir" e
manter sanguessugas fora
Presidente do tribunal fala em confirmar
a exclusão de candidatos do Rio | Como ainda não foram
condenados, acusados de envolvimento no esquema podem recorrer ao STF,
que tende a liberar candidaturas
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral), Marco Aurélio de Mello, sinalizou ontem que o tribunal
poderá manter excluídos destas eleições
os parlamentares acusados de envolvimento no esquema dos sanguessugas
que tiveram a candidatura cassada anteontem pelo Tribunal Regional Eleitoral
do Rio de Janeiro. Entretanto a palavra final será do STF (Supremo
Tribunal Federal), que deverá restabelecer as candidaturas sob
argumento de que a Constituição e a Lei de Inelegibilidades
exigem sentença de condenação definitiva para o
impedimento de disputar cargos públicos.
Marco Aurélio afirmou que o TSE
irá levar em conta tanto o desejo da sociedade por punição
dos maus políticos quanto as normas legais existentes. "Esse
tema está sendo amadurecido. Vamos esperar o pronunciamento do
TSE, que atenderá, sem a menor dúvida, à ordem
jurídica e aos anseios da sociedade." Para ele, o TSE poderá
"evoluir" em relação à posição
que vem adotando, favorável à candidatura dos que não
têm condenação definitiva. "Só os mortos
não evoluem, e nós estamos em uma quadra de avanço
em termos democráticos."
O ministro disse que a questão
opõe dois princípios constitucionais: de um lado, o da
presunção da inocência, pelo qual ninguém
será considerado culpado antes de sentença definitiva
e, do outro, o da moralidade na administração pública.
Segundo Marco Aurélio, os cassados pelo TRE já não
são mais candidatos e, por isso, não podem participar
da propaganda eleitoral gratuita, independentemente do julgamento de
recurso no TSE.
O ex-presidente do TSE Carlos Velloso
foi cético em relação à possibilidade de
serem mantidas cassadas as candidaturas de sanguessugas. "É
lamentável, mas a Lei de Inelegibilidades exige condenação
definitiva e ainda não há nem o processo [criminal no
STF]. Temos de raciocinar de acordo com a lei que temos, não
com o ideal."
Em novembro de 2005, Velloso entregou ao Congresso um pacote de projetos
para aperfeiçoar a legislação eleitoral.
Um deles, que não foi votado,
propõe que se impeça a candidatura de quem tiver condenação
em segunda instância.
O autor do projeto, o ex-ministro do TSE Fernando Neves disse que, diante
das falhas na legislação, a decisão fica nas mãos
dos eleitores, que podem não votar nos candidatos sob suspeita.
"O juízo é do eleitor."
Tramitam no STF inquéritos contra 84 congressistas sanguessugas,
mas ainda não há denúncia (para abertura do processo)
em nenhum deles.
A sentença condenatória
definitiva para impedir políticos de disputar eleições
passou a ser exigida em 1990. Antes, bastava denúncia do Ministério
Público por prática de crimes contra a segurança
nacional, a ordem política e social, a economia popular, a fé
pública e a administração pública. Tanto
Velloso quanto Neves disseram que essa lei era vista como um instrumento
autoritário, que podia ser utilizado para fazer perseguição
política a opositores do regime militar. Para eles, os critérios
devem ser objetivos para evitar arbitrariedades.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de agosto de 2006 | Economia
TRIBUTOS-Receita Federal informa que a carga
em 2005 ficou 1,76 ponto porcentual acima da registrada em 2004
Carga tributária subiu para
37,37% do PIB, apesar de promessa de Lula
Brasília – A Receita Federal informou ontem que a carga
tributária brasileira em 2005 foi de 37,37% do PIB ante 35,88%
em 2004. Também conforme a Receita, em 2005 a carga tributária
ficou 1,76 ponto porcentual acima da registrada em 2002, que foi 35,61%.
O compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
era não elevar a carga tributária em relação
a 2002, último ano do governo do ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso.
A carga dos tributos federais foi a que
mais subiu em 2005. A carga tributária da União em 2005
atingiu 26,18% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 25% do PIB em 2004
– o aumento foi de 1,18 ponto porcentual do PIB. Apenas os tributos
diretamente arrecadados pela Secretaria da Receita Federal passaram
de 17,13% do PIB em 2004 para 17,96% do PIB em 2005 – elevação
de 0,83 ponto porcentual. A carga dos estados cresceu 0,26 ponto porcentual
do PIB em relação a 2004. No caso dos municípios,
a carga subiu apenas 0,05 ponto porcentual.
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, atribuiu o aumento
da carga da União à maior lucratividade de setores importantes
da economia, com reflexo positivo na arrecadação do Imposto
de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), à elevação continuada do grau de eficiência
da administração tributária, à adoção
de medidas legais que permitiram maior eficiência no controle,
como a obrigatoriedade de retenção na fonte dos pagamentos
efetuados a empresas prestadoras de serviços, e a recuperação
de débitos em atraso por conta do trabalho de fiscalização
e cobrança.
Imposto de Renda
O IR foi o tributo que mais contribuiu
para o aumento da carga tributária. Em 2005, a arrecadação
atingiu 6,83% do PIB, ante 6,21% em 2004 – a elevação
foi de 0,62 ponto porcentual. Em segundo lugar ficou a Contribuição
para a Previdência Social cobrada de empregados e empregadores,
que atingiu 5,60% do PIB em 2005, ante 5,31% do PIB em 2004 –
um aumento de 0,29 ponto porcentual do PIB.
“O aumento da arrecadação
desta contribuição reflete o crescimento da formalização
da mão de obra na economia brasileira no ano passado”,
explicou Rachid. No caso dos estados, a maior contribuição
foi a do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), cuja arrecadação atingiu 7,99% do PIB, ante 7,83%
do PIB em 2004 – uma elevação de 0,16 ponto porcentual
do PIB. Nos municípios, o único aumento ficou por conta
do ISS, cuja arrecadação alcançou 0,66% do PIB,
ante 0,61% do PIB em 2004.
Para o secretário, a carga
tributária subiu em 2005 “de maneira saudável”.
Quando questionado sobre o que considerava um aumento “saudável”,
Rachid respondeu, com certa veemência: “O seu imposto não
subiu, o imposto da dona de casa não subiu”, afirmou dirigindo-se
aos repórteres. “Subiu o Imposto de Renda? Não.
Nem a alíquota e nem a base de cálculo. Não houve
aumento de tributos no ano passado”, argumentou.
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Folha
de São Paulo, 25 de agosto de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula agora fala em reduzir juros e impostos
Após ouvir queixas de empresários
durante jantar, presidente pede tempo para superar os "grandes pecados
nacionais" | Petista diz que seu sonho é "contribuir
humildemente" para que o Brasil cresça de forma sustentada
e se torne "uma nação rica e justa"
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em discurso ontem no Palácio do
Planalto a integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou o tom
que costuma usar nos palanques políticos. Fez promessas, pediu
mais tempo para superar os "grandes pecados nacionais" e agradeceu
pelo apoio que recebeu na crise do mensalão do ano passado.
"Precisamos ter juros menores e
uma carga de impostos mais leves", declarou cerca de 12 horas após
ter jantado com um grupo de 27 empresários, alguns deles integrantes
do Conselhão. Ontem, a Receita Federal anunciou que a carga tributária
chegou ao nível recorde de 37,37% do PIB. No jantar, Lula ouviu
queixas e sugestões para um eventual segundo mandato. Ciente
das demandas, tratou de distribuir promessas aos integrantes do Conselhão,
formado em sua maioria por empresários, banqueiros e sindicalistas.
A eles pediu em várias ocasiões, implicitamente, mais
quatro anos no Planalto.
Primeiro, disse que precisa de "mais
tempo": "Avançamos bem nos últimos três
anos e meio, mas precisamos de muito mais tempo e muito mais trabalho
para superar esses grandes pecados nacionais", que segundo ele
são a má distribuição de renda e as carências
educacionais. "Meu sonho continua sendo o de contribuir humildemente
para que o Brasil encontre, definitivamente, o caminho do desenvolvimento
sustentado, transformando-se numa nação rica e justa".
Lula agradeceu os presentes, cerca de
80 conselheiros, por não ter sido abandonado em meio à
crise do mensalão (sem citar essa palavra). "Em nenhum momento,
em todas as reuniões de que eu participei, senti em vocês
qualquer sintoma além daquele que era de indignação
com o que estava acontecendo no Brasil." Ontem, o conselho apresentou
a Lula um plano pelo qual, a partir de 2008 o Brasil possui condições
de crescer a taxas anuais de 6%. Após ouvir dez conselheiros,
que mesclaram elogios e cobranças, Lula exaltou as ações
do governo, como o aumento das exportações e da geração
de emprego, e fez promessas para um segundo mandato na exata linha que
os empresários queriam ouvir.
Ele disse que é preciso melhorar
a qualidade dos gastos e diminuir despesas de custeio. "Vamos precisar
também promover um grau de abertura maior da economia em setores
indutores de avanços tecnológicos e continuar reduzindo
nosso déficit em infra-estrutura." Para ele, a redução
dos impostos "não é uma missão impossível",
mas insinuou o perigo de uma mudança de comando do país:
"Não podemos perder a grande oportunidade que nós
mesmos criamos. Chega de crises a cada dois ou três anos".
Reforma política
Questionado sobre as prioridades de um
segundo mandato, Lula defendeu a reforma política: "A organização
partidária está apodrecida", disse em entrevista
à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Ele defendeu o
financiamento público de campanhas: "Não tem coisa
mais humilhante que um candidato pedir dinheiro a um empresário,
e o empresário ter que dar com medo de que, se não der,
vai acontecer alguma coisa". Lula também quer rediscutir
a duração do mandato dos senadores, de oito anos.
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Folha
de São Paulo, 25 de agosto de 2006
Desemprego sobe e é o maior em 15
meses
Indicador do IBGE contraria expectativa para o
início do segundo semestre e atinge 10,7% em julho, maior marca
desde abril de 2005 | Pela primeira vez no ano, renda do trabalhador teve
queda; para instituto, aumento da demanda por vagas pressionou índice
PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO
Na contramão das expectativas
e do seu padrão histórico, a taxa de desemprego começou
o segundo semestre em alta: bateu em 10,7% em julho, na maior marca
desde abril 2005 (10,8%), segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística). Outra má notícia foi a queda de
0,7% no rendimento de junho para julho (R$ 1.028,50), na primeira retração
desde janeiro deste ano.
Com mais gente à procura de trabalho,
o contingente de pessoas desocupadas nas seis principais regiões
metropolitanas do país atingiu 2,430 milhões, retornando
ao patamar de desempregados registrado em julho de 2004 (2,442 milhões).
De acordo com Cimar Azeredo Pereira,
gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o mercado de trabalho
frustrou as expectativas, a julgar pelo comportamento passado da taxa
de desemprego, que sempre recua no segundo semestre, quando aumenta
a oferta de postos de trabalho. "O mercado de trabalho está
menos favorável do que em junho. Esperávamos neste ano
que a desocupação fosse ceder a partir de maio. Só
que isso não aconteceu. Há uma pressão muito grande
de entrada no mercado, e essa demanda não consegue ser atendida
pelos postos criados", disse Pereira.
De junho para julho, foram abertos 84
mil postos de trabalho (+0,4%). A geração de vagas, porém,
foi insuficiente para cobrir o aumento de 174 mil pessoas na População
Economicamente Ativa (inclui quem está empregado ou em busca
de trabalho). Neste ano, o desemprego não cedeu na comparação
mensal nenhuma vez. De janeiro a julho, a taxa média de desocupação
ficou em 10,2%, mesma marca dos sete primeiros meses de 2005.
Uma das hipóteses para a maior
busca por emprego, segundo ele, é o calendário eleitoral,
que aquece a procura por trabalho. Em tese, não há tanto
emprego neste pleito por causa das regras mais restritivas à
campanha.
Já Marcelo de Ávila, economista
do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), diz acreditar
que a recuperação do rendimento nos últimos meses
acabou atraindo mais pessoas para o mercado de trabalho, que antes relutavam
em procurar um emprego.
"O mercado de trabalho está
inchando muito rápido e mais cedo do que em outros anos. A perspectiva
de se empregar com uma renda mais alta pode estar trazendo pessoas da
inatividade", afirmou. Para Fábio Romão, da LCA,
os trabalhadores estão "vislumbrando uma possibilidade maior
de se empregar" agora, o que inflou o mercado de trabalho e pressionou
a taxa de desemprego. O economista também acredita no efeito
das eleições -a hipótese, porém, é
menos provável, afirma.
Uma outra explicação,
diz Pereira, é a redução, ainda que pontual, do
rendimento, de junho para julho. Tal fenômeno, segundo ele, pode
ter levado mais pessoas de uma mesma família a procurar trabalho
com o objetivo de complementar o orçamento familiar. Na avaliação
de Ávila, do Ipea, não há no cenário macroeconômico
justificativa para o fraco desempenho do mercado de trabalho, já
que as políticas fiscal e monetária são "expansionistas"
-ou seja, gasto em alta e juros em baixa.

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Folha de São Paulo,
25 de agosto de 2006
Ministro questiona dados da pesquisa do
IBGE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
tentou minimizar ontem o aumento do desemprego nas seis regiões
metropolitanas pesquisadas pelo IBGE e questionou a origem dos dados
utilizados pelo instituto. "Não é o fim do mundo.
Tem que relativizar essa dramaticidade, a economia está mostrando
solidez", disse o ministro a jornalistas, no intervalo do CDES
(Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), no Palácio
do Planalto.
Depois de ressaltar que não estava
criticando o IBGE, "uma instituição respeitadíssima
pela sociedade brasileira", Marinho questionou a obtenção
de dados da pesquisa. Lembrou que o levantamento do instituto não
contempla áreas rurais e do interior dos Estados. "Não
sei onde o IBGE encontrou esses números. Os dados do Caged [Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados] indicam uma tendência bem
diferente dessa", afirmou.
Segundo o governo, o mercado de emprego
vem se recuperando e aponta uma tendência de oferta de vagas maior
do que no ano passado. Apesar disso, os números do Caged mostraram
queda no total de vagas criadas de abril a junho, com reação
no mês passado. Marinho disse que o IBGE discute internamente
uma forma de ampliar a coleta de dados da pesquisa de desemprego de
modo a representar melhor as diferentes regiões e setores da
economia. Hoje, ela apura informações de Recife, Belo
Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador.
Nas contas do ministro, o governo Lula
deve fechar com 8,5 milhões de novos empregos, 4,5 milhões
deles com carteira assinada. Na campanha de 2002, Lula disse que o país
precisava criar 10 milhões de empregos nos quatro anos seguintes.
O presidente do IBGE, Eduardo Nunes, evitou polemizar com Marinho, ao
afirmar que "desconhecia o contexto" no qual ele falou sobre
os números de desemprego apresentados pelo instituto.
"Não sei onde ele [Marinho]
falou, nem o que ele falou, nem em qual contexto", afirmou. Nunes
disse ainda que encara a "situação com naturalidade"
e que "não há motivo para atrito" com o ministro.
O presidente do IBGE destacou, porém, a extensão e qualidade
das informações da Pesquisa Mensal de Emprego.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de agosto de 2006 | Economia
FINANCIAMENTO
Governo federal anuncia a liberação
de R$ 800 milhões para setor têxtil
O governo federal vai liberar R$ 800 milhões para financiamentos
de exportações do setor têxtil, segundo informou
ontem o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O setor será incluído
na linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) já aprovada para máquinas agrícolas,
móveis e calçados.
Segundo Marinho, ao contemplar o setor
têxtil, o governo cria ou melhora as condições para
praticamente todos os setores afetados pela pressão do câmbio.
A medida deve ser formalizada nos próximos dias.
Em julho, o governo anunciou que
liberaria R$ 600 milhões para os setores de móveis e máquinas
agrícolas, o que beneficiaria a região Sul do país.
Santa Catarina abriga o maior pólo moveleiro do país e
o Rio Grande do Sul maior pólo calçadista. Os dois setores
foram prejudicados com a desvalorização do dólar.
Paraná responde por fatia significativa da produção
de máquinas agrícolas. O dinheiro vem do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT), que é administrado pelo Banco do Brasil.
O governo já havia liberado R$ 400 milhões para o setor
moveleiro, desse valor R$ 161,769 milhões já foram contratados.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de agosto de 2006 | Economia
GOVERNO
Gastos do setor público
com juros somam R$ 95 bilhões
Os gastos do setor público (União, Estados, municípios
e estatais) com juros somaram R$ 95,096 bilhões até julho
– um crescimento de 3,07% em relação aos sete primeiros
meses do ano passado. Essa despesa equivale a 8,16% do Produto Interno
Bruto (PIB). Segundo nota do Banco Central, o maior pagamento de juros
é conseqüência dos resultados menos favoráveis
nas operações de “swap”.
Já o superávit primário
(receitas menos despesas, excluindo gastos com juros), que é
a economia feita para o pagamento de juros, ficou em R$ 62,769 bilhões,
uma queda de 8,7% sobre o mesmo período de 2005. Em relação
ao PIB, a economia é de 5,39%. Já no acumulado dos 12
meses encerrados em julho, o superávit caiu para 4,33% do PIB.
A meta para este ano é de 4,25%.
O governo central deu a maior colaboração
para a economia total do setor público. Ela foi de R$ 42,132
bilhões. Já a economia dos governos regionais (Estados
e municípios) foi de R$ 13,234 bilhões e a das estatais,
de R$ 7,403 bilhões. Como a economia foi menor que o pagamento
de juros, o déficit nominal ficou em R$ 32,326 bilhões,
o equivalente a 2,78% do PIB.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 25
de agosto de 2006 | Brasil
Número de acidentes de trabalho
subiu 5,59% no país
Mais de 490 mil trabalhadores sofreram acidente de trabalho ou adquiriram
doença ocupacional no país em 2005.
O número é 5,59% maior
do que o volume de empregados com carteira que se acidentaram em 2004
— quando 465.700 sofreram acidente ou ficaram doentes.
Dados da Previdência mostram
que 393.921 trabalhadores sofreram acidente no local de trabalho em
2005, contra 375.171 em 2004.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
25 de agosto de 2006
Indústria apresenta prioridades
para candidatos à presidência
BRASÍLIA - A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) fez uma coletiva de imprensa para
apresentação do documento 'Crescimento, A Visão
da Indústria', entregue aos principais candidatos à presidência
da República nas eleições deste ano.
O estudo propõe medidas em dez
áreas consideradas prioritárias para o avanço da
economia brasileira. A coletiva foi concedida pelo presidente da CNI,
Carlos Eduardo Moreira Ferreira, e pelo diretor-executivo da entidade,
José Augusto Fernandes.
Resultado do Encontro Nacional da Indústria,
evento realizado pela CNI e que reuniu mais de mil empresários
nos dias 28 e 29 de junho, em Brasília, o documento sugere uma
agenda para o novo governo.
As dez áreas consideradas prioritárias
para o crescimento do País são: redução
do gasto público, tributação, infra-estrutura,
financiamento, relações do trabalho, desburocratização,
inovação, educação, política comercial
e meio ambiente.
Além disso, o estudo aponta ainda
os desafios em cada uma dessas áreas e propõe medidas
para remover os obstáculos ao desenvolvimento.
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DCI – COMÉRCIO,
INDÚSTRIA E SERVIÇOS, 25 de agosto de 2006
Pacote habitacional do governo deve sair
na próxima semana
O governo anunciará na próxima
semana, entre terça e quarta-feira, o novo pacote habitacional.
Entre as medidas que serão anunciadas estão o empréstimo
de parcelas fixas, com recursos da caderneta de poupança e sem
cobrança da Taxa Referencial (TR), a redução do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para uma nova série
de materiais de construção, e a possibilidade de fazer
empréstimos habitacionais com crédito consignado.
Além dessas, o governo faz mistério sobre outras duas
medidas que ampliarão ainda mais o alcance do pacote. A única
medida que ainda impede a divulgação do pacote é
a questão do crédito consignado. Técnicos do Ministério
da Fazenda tentam uma alternativa que permita a opção
para funcionários de entidades privadas sem deixar de dar garantia
de pagamento aos bancos.
O pacote deverá incluir ainda
acesso de integrantes das Forças Armadas ao Programa de Arrendamento
Residencial (PAR), estabelecendo como teto de rendimento familiar para
essa categoria o valor de R$ 2,8 mil. O benefício já contemplava
policiais civis e militares. “Está tudo pronto para ser
anunciado na próxima semana. Estamos muito contentes com as mudanças”,
destacou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria
da Construção Civil (Cbic), Paulo Safady Simão.
Fontes do governo consultadas pelo DCI
disseram acreditar que as medidas serão aceitas e que “o
pacote sai mesmo” depois da reunião do Conselho Monetário
Nacional (CMN), no começo da próxima semana.
O clima para a saída do pacote
é de otimismo na Secretaria de Política Econômica
da Fazenda, onde fontes do governo consultadas pelo DCI disseram acreditar
que as medidas serão aceitas e que “o pacote sai mesmo”
depois da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN),
no começo da próxima semana.
Um dos assuntos certos da reunião
é o empréstimo de parcelas fixas com recursos da caderneta
de poupança e sem cobrança da TR. Os juros pagos no Sistema
Financeiro de Habitação (SFH) são de 12% ao ano,
indexados pela TR (0,21% ao mês). No Sistema Financeiro Imobiliário
(SFI), a taxa de juros varia de 13% a 15% ao ano, e o indexador pode
ser a TR, o INPC ou IGP-M.
Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
disse não ter nada decidido sobre um teto de 12% de juros ao
ano para financiamentos habitacionais.
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PORTAL NACIONAL DE SEGUROS,
25 de agosto de 2006
Medida amplia custos das empresas com
o trabalhador
As empresas brasileiras estão
prestes a ter um ônus adicional. Caso um funcionário alegue
ter desenvolvido uma doença no exercício de suas funções
e a empresa não concorde, o próprio empregador terá
de arcar com perícia ou recolhimento de provas indicando que
o trabalho não é a causa do acidente ou da doença.
Ou seja, um trabalhador que apresentar doenças que possam ser
relacionadas ao seu trabalho terá o nexo ocupacional automaticamente
estabelecido. A Medida Provisória nº 316, publicada este
mês, estabelece que essa constatação será
pressuposta.
Na prática, não é
mais necessário a perícia do Instituto Nacional da Seguridade
Social (INSS) para que se tenha uma prova de que a enfermidade foi originada
pela atividade do funcionário ou por um acidente de trabalho.
O especialista em direito previdenciário,
Wladimir Novaes Martinez, afirma que esta medida irá trazer muitos
problemas para as empresas, assim como aumentar o número de casos
de afastamento por acidente de trabalho. "O governo inverteu o
ônus da prova. Se a empresa silenciar, arcará com o custo
de pagar os benefícios ao funcionário, assim como oferecer
estabilidade por um ano. Além disso, se o trabalhador for ao
INSS sem a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT),
emitida pela empregador, pois a empresa não concorda com o motivo,
ainda pode haver a ocorrência de multa", explica.
O assessor da presidência do Sindicato
das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias,
Informações e Pesquisas do Estado de São Paulo
(Sescon), José Constantino, diz que além do aumento de
custos, outra grande preocupação é a criação
de estabilidade por "mera? pressuposição. "Essa
medida deixa o empregador em uma situação preocupante,
tanto pelo aumento dos custos, quanto por motivos jurídicos",
avalia.
Martinez explica também que o
benefício pago ao trabalhador, nestes casos, será o acidentário,
quando o funcionário pode abrir ação civil contra
a empresa. "Quando o benefício é acidentário,
as decisões judiciais passam a ser na Justiça comum e
a empresa ainda terá o custo de defesa", explica Martinez.
Ainda segundo ele, a pressuposição não poderia
ser aplicada devido a existência de diversas causas não
relacionadas ao trabalho. "O trabalhador pode ter, por exemplo,
ter uma predisposição genética em desenvolver determinada
doença, independente do trabalho".
O advogado especialista em Direito do
Trabalho do escritório Albino Advogados, Eduardo Muzzi, concorda
com o aumento de custo que as empresas terão com a prova pericial
e afirma também que a medida altera alguns conceitos, pois até
hoje "nenhum problema físico pode ser constatado de forma
presumida".
A oficialização da MP ainda
depende de um decreto regulamentador do poder executivo. No entanto,
já a quem aposte que isso não ocorrerá. "Não
acredito que o Decreto que regulamentará esta matéria
seja aprovado. Entendo que qualquer dúvida acerca da existência
de nexo de causalidade será anulada na Justiça do Trabalho.
A presente medida afronta os príncipios da razoabilidade, uma
vez que é notório que muitos afastamentos não têm
causa com acidente de trabalho. Esta medida não parece ser juridicamente
compatível com o ordenamento jurídico que rege este assunto",
explica a advogada do Escritório Leite, Tosto e Barros Advogados,
Rúbia Cristina Vieira Cassiano.
Conseqüências
Uma das principais conseqüências
apontadas pelos especialistas diante desta MP é o aumento do
número de casos de acidente e doenças do trabalho. "Com
certeza o número de casos irá aumentar muito", diz
Muzzi. Durante o ano de 2004 foram registrados 459 mil acidentes do
trabalho. Comparado com o ano anterior, o número de acidentes
aumentou 15%. As doenças do trabalho representam 6% do total.
Diante dessa possibilidade Martinez avalia
que haverá uma movimentação de associações
e sindicatos representativos de empresas contra essa medida, assim como,
"ampliar as exigências para admitir um funcionário,
como por exemplo, a elaboração de um exame admissional
mais rigoroso, que passe a avaliar o histórico familiar do trabalhador,
a fim de evitar qualquer tipo de problema futuro".
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JORNAL DE PIRACICABA, 25
de agosto de 2006
Piracicaba: Com-Emprego faz proposta para
sindicatos
Para melhorar o acesso ao emprego de
trabalhadores inexperientes, o Com-Emprego (Comissão Municipal
de Emprego) de Piracicaba propôs a representantes do Conespi (Conselho
das Entidades Sindicais de Piracicaba) e sindicatos um piso salarial
diferenciado –– mais baixo do que o fixado por convenção
coletiva. Segundo o presidente do comissão, Ophir Figueiredo
Júnior, o intuito é atrair o empresário para a
nova mão-de-obra que está chegando ao mercado.
O alvo do projeto são as pessoas
que estão em busca do primeiro emprego e trabalhadores que passam
por requalificação profissional. “Durante nossa
última reunião, pleiteamos aos sindicatos que estudassem
uma forma de favorecer a contratação de quem não
tem experiência. Sindicatos, como o da alimentação,
já promovem esse tipo de iniciativa, que poderia passar a valer
para os demais nos próximos acordos coletivos de cada categoria”,
diz.
Segundo Figueiredo, o pedido aos sindicalistas
presentes ao encontro, principalmente, os do setor de comércio
e metalurgia, foi para que pensassem num piso diferenciado, com um contrato
empregatício de 180 dias de duração. Ainda, segundo
o presidente da Com-Emprego, o sindicato seria o órgão
responsável por monitorar o contrato.
José Luiz Ribeiro, presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região,
reclama que a proposta abrangeria mais do que os recém-chegados
ao ambiente de trabalho. “Ele (Figueiredo) quer diminuir o piso
salarial para todos. O papel da Com-Emprego é buscar geração
de emprego sem trazer a miséria e oprimir mais a juventude. O
sindicato vai levantar bandeira contra o Com-Emprego”, afirma
o sindicalista.
Sobre o impasse, o presidente da Com-Emprego
afirma que o presidente sindicato dos metalúrgicos não
entendeu a proposta. “Houve erro de comunicação,
vou conversar com Ribeiro”, declara Figueiredo.
Apesar de o presidente do Sindicato dos
Empregados do Comércio de Piracicaba, Antonio Roberto Previde,
considerar que o prazo de seis meses para contratos de experiência
seja uma boa idéia –– pois o sindicato já
tem convenção para contratos de um ano para o 1º
emprego ––, ele acredita que o Com-Emprego deveria atacar
a carga tributária que pesa sobre o empregador.
“A proposta do Com-Emprego se choca
com o acordo para o setor, que fixa a faixa salarial de R$ 390 para
os auxiliares do comércio frente aos R$ 538 pagos pelo piso da
categoria. E ainda esta mão-de-obra fica restrita às sazonalidades,
como o Dia das Crianças, por exemplo. Mas, o que geraria mais
emprego mesmo seria uma carga tributária menor”, diz Previde.
Na outra ponta, a aprovação
é geral dentre os que aguardam por um novo emprego ou passam
por requalificação profissional. A reportagem do Jornal
de Piracicaba ouviu três alunos do Senai (Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial), de diferentes idades, e o incentivo proposto
pelo Com-Emprego foi bem recebido pelos estudantes do 2º semestre
do curso de técnico em manutenção eletromecânico.
Gilberto Rodrigues Souto, 38 anos, defende
todo o incentivo. Para os que estão se requalificando, como eu,
a proposta é de suma importância”, avalia.
O estudante Jorge Luiz dos santos,
25 anos, concorda com seu companheiro de classe. “Com certeza,
o incentivo é bom”. Deivid Roberto da Silva, de 18 anos,
que se prepara para entrar no mercado de trabalho, também apóia
a proposta do comissão. “Não estou trabalhando ainda,
mas acredito que hoje é difícil encontrar um emprego.”
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
24/08/2006
Corregedor abre ciclo de debates sobre sindicalismo
O corregedor geral da Justiça
do Trabalho, ministro Luciano de Castilho Pereira, abre nesta sexta-feira
(25), o Ciclo de Debates – Direito Sindical e Relações
de Trabalho, no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(Distrito Federal e Tocantins).
Organizado pela escola judicial do TRT
e pelo departamento de capacitação de pessoal, a proposta
do Ciclo de Debates surgiu após acordo de cooperação
técnica firmado entre o TST e o Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE), por intermédio da Secretaria de Relações
de Trabalho. Com o acordo, todos os TRTs serão beneficiados pelo
convênio.
Juízes e procuradores do Trabalho,
além do ministro do TST e de técnicos do MTE vão
trocar informações sobre a organização sindical
e sobre temas relacionados às relações de trabalho.
Um dos itens do termo é a realização conjunta de
eventos sobre as relações de trabalho.
Também são objetivos da
parceria, o aperfeiçoamento dos procedimentos e da legislação
referentes ao registro sindical, a cooperação na definição
de categorias econômica e profissional, além do fornecimento
pelo MTE de dados e informações dos processos administrativos
que tratam de registro sindical. Com isso, a Justiça do Trabalho
tem acesso às informações que identificam os sindicatos
legítimos.
Serão discutidas formas de combate
à prática de alguns empregadores em manter a “lista
suja” ou “negra” de empregados que já tenham
acionado a Justiça do Trabalho. (Cadastro Nacional de Empregadores
previsto pela Portaria 540/04 do MTE).
Nesta sexta-feira, às 9h, o painel
“Enquadramento Sindical” será apresentado pela juíza
titular da 10ª Vara do Trabalho de Brasília, Sandra Nara
Bernardo Silva. Participam como debatedores o procurador Joaquim Nascimento
e a secretária de Relações do Trabalho do MTE,
Maria da Glória Bittencourt. Sandra Nara pretende traçar
um histórico da organização sindical desde a sua
criação até hoje.
O segundo painel, às 10h45,
vai discutir a prática de empregadores de confeccionar listas
de trabalhadores que recorrem à Justiça do Trabalho. A
relação é usada para evitar a contratação
de trabalhadores litigantes. Participam como painelista, o procurador
Erlan José Peixoto do Prado, da Procuradoria Regional do Trabalho
da Décima Região, e como debatedores, o juiz titular da
2ª Vara de Taguatinga/DF, Francisco Luciano de Azevedo Frota, e
Marcelo Gonçalves Campos, do MTE. No dia 1º de setembro,
a segunda parte do Ciclo vai discutir “Registro Sindical”
e “Contribuições para o Custeio das Atividades Sindicais”.
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Registro Sindical
O
Secretário Executivo, no uso de suas atribuições
legais e com fundamento na Portaria 343, de 04 de maio de 2000, Portaria
310, de 05 de abril de 2001, resolve: CONCEDER O(s) REGISTRO(s) SINDICAL(ais)
à(s) entidade(s) abaixo relacionada(s):
Processo
46000.010494/97-74
Entidade
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Marcenarias,
Carpintarias, Serrarias, Tanoarias, Compensados, Laminados, Aglomerados
e Chapas de Fibras de Madeiras dos Municípios de Santarém,
Ruropólis e Belterra, do Estado do Pará - SINTIMSAN
Abrangencia
InterMunicipal
Base
Territorial *Pará* - Belterra, Rurópolis e Santarém
Categoria:
Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Serrarias, Carpintarias,
Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de
Fibras de Madeira; Oficiais Marceneiros e Trabalhadores na Indústria
de Serrarias e de Móveis de Madeira; Trabalhadores na Indústria
de Móveis de Junco e Vime e de Vassouras; Trabalhadores na Indústria
de Cortinados e Pincéis.

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