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SITRACOCIFOZ,
30 de agosto de 2006
INTEGRAÇÃO DO VALE
COMPRAS
O companheiro Antonio Barros França, Presidente do SITRACOCIFOZ
- SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
CIVIL E NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS,
PAVIMENTAÇÃO E OBRAS DE TERRAPLENAGEM EM GERAL DE
FOZ DO IGUAÇU, realizou assembléia com os trabalhadores
da EMPREITEIRA GABRIEL DOS SANTOS (construção civil),
para discutir a integração do vale compras nos salários,
sendo aprovada por unanimidade para todos os trabalhadores desta
empresa, a partir de 1º de agosto de 2006.
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Antonio
Barros França
Presidente do SITRACOCIFOZ
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Agência Senado, 30
de agosto de 2006
Paulo Paim defende reforma previdenciária
que promova justiça social
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu, nesta terça-feira (29)
em Plenário, uma reforma da Previdência que seja democrática,
que contribua para a diminuição das desigualdades sociais
e que não suprima direitos dos trabalhadores. Para ele, é
fundamental, por exemplo, que a Previdência siga o princípio
da universalidade, da integralidade e da irredutibilidade dos vencimentos.
Paim também defendeu o fim do chamado fator previdenciário,
que, de acordo com ele, tira dos trabalhadores grande parte daquilo
a que teriam direito, e pediu garantia para que os recursos destinados
à seguridade não sejam desviados para outros fins.
O senador sugeriu ainda a formação
de um conselho, do qual participariam trabalhadores da ativa, aposentados,
governo e representantes dos empregadores. Esse conselho faria, o mais
rápido possível, uma auditoria nas contas da Previdência,
o que comprovaria, na expectativa do parlamentar, que ela é superavitária.
- É falta de conhecimento, má-fé
ou inocência divulgar a idéia de que a Previdência
brasileira é deficitária - disse Paim, observando que
o que precisa ser feito é estabelecer as reais fontes de arrecadação.
Para o representante do Rio Grande do
Sul, prova da importância do tema é a forma cautelosa como
todos os candidatos à Presidência o abordam. Ele destacou
ser fundamental que os eleitores conheçam bem as propostas de
cada um dos candidatos para a área.
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JORNAL O VALOR ONLINE, 30
de agosto de 2006
Emprego na construção civil
cresce 6,1% no primeiro semestre no país
SÃO PAULO - O nível de
emprego formal na construção civil cresceu 6,1% no primeiro
semestre deste ano no Brasil. Entre janeiro e junho, foi registrado
um aumento de 85,3 mil pessoas empregadas no setor, de acordo com dados
divulgados hoje pelo Sindicato da Indústria de Construção
Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação
Getúlio Vargas (FGV).
No final de junho, o setor de construção
contava com 1,48 milhão de trabalhadores em todo o brasil. Em
dezembro, havia 1,396 milhão de pessoas empregadas pelo setor.
No acumulado de 12 meses até junho, a alta no emprego formal
no setor é de 8,9%, com um saldo positivo de 121 mil trabalhadores.
No mês de junho, o nível
de emprego na construção subiu 0,64%, o que significa
um aumento de 9,5 mil pessoas empregadas em relação ao
mês anterior. No estado de São Paulo, o aumento no número
de pessoas empregadas na construção cresceu 3,87% no primeiro
semestre, o que significa um ingresso de 14,9 mil trabalhadores no setor.
No total, eram 399,7 mil pessoas com carteira assinada trabalhando em
construções no estado.
Entre maio e junho, houve um aumento
de 0,38% no nível de emprego na construção. Isso
indica que, entre demissões e contratações, houve
um saldo positivo de 1.530 empregos no mês. Houve expansão
no número de trabalhadores da construção civil
em todas as regiões do país no primeiro semestre, exceto
na região Sul. O nível de emprego na construção
nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul recuou
0,34%, com a extinção de 717 postos de trabalho no setor.
O melhor aumento se deu na região
Norte, com um aumento de 3,7% no nível de emprego na construção
civil, com a criação de 2.364 vagas. No Sudeste, a alta
foi de 0,42%, com 3.412 novos postos de trabalho abertos na construção
civil.
(José Sergio Osse | Valor Online)
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PARANASHOP, 30 de agosto
de 2006
PR: Construção civil lança
projeto inovador pela qualificação
A indústria da construção
civil sempre foi foco de discussões sobre mitos e verdades. Quando
o assunto é construir ou reformar logo surgem as dúvidas.
Quanto custará o investimento final da obra? Os prazos serão
cumpridos com segurança? Os processos terão qualidade?
O pessoal é capacitado? E a legislação, como funcionam
as leis para o setor?
Foi pensando nestas respostas que surgiu
o CONSTRUINDO O FUTURO. Fruto da união entre empresários
e instituições de classe, o Projeto busca as melhores
práticas e soluções para o mercado. Organizado
em cinco grupos temáticos: Mercado, Capacitação,
Políticas Públicas, Tecnologia e Parcerias, o objetivo
principal é criar uma relação de transparência,
segurança e confiabilidade com o mercado.
Para isso as 31 empresas participantes
do Construindo o Futuro estão trabalhando fortemente, buscando
aumentar sua competitividade e melhorar seus processos internos de gestão:
recursos humanos, planejamento estratégico e financeiro. Segundo
o coordenador do Projeto, Engenheiro Normando Antonio Baú, o
setor está voltando a respirar bons ares: o crédito para
a habitação com novas linhas para o consumidor, a perspectiva
das eleições sinaliza obras e investimento em infra-estrutura.
"Com este cenário percebemos o quão importante é
investir em capacitação e profissionalização
para sermos percebidos de forma diferenciada, ou seja, pela atitude
de boas práticas e resultados satisfatórios. Queremos
que o consumidor saiba e crie consciência das vantagens e benefícios
que adquire quando compra ou contrata uma empresa séria, comprometida
com a qualidade".
Normando destaca que foi realizada uma
pesquisa de mercado, junto ao consumidor final, para entender quais
são as principais dúvidas e problemas enfrentados pelos
clientes na hora da compra de um imóvel seja ele residencial,
comercial, ou para investimento. "Percebemos que precisávamos
esclarecer ao público que fatores como o custo da obra deve acompanhar
diretamente sua segurança e confiabilidade. Isso significa quebrar
o mito que diz: contratar uma construtora ou um prestador de serviço
formal custa caro. Ao contrário, o cliente estará tendo
a tranqüilidade de receber um produto com qualidade, custo, prazo
e credibilidade ao término do processo."
Quanto aos resultados do Projeto eles
são claros e já começam a aparecer. Uma turma,
com 20 recém-formados, acaba de concluir o curso de Aperfeiçoamento
de Mestre de Obras. Estes beneficiados deram um up grade em seus currículos
e agora estão mais preparados para enfrentar o mercado de trabalho
com qualificação profissional. "Estamos investindo,
com a ajuda de parceiros como Sebrae, Sinduscon e Senai, na capacitação
de funcionários e já percebemos as mudanças dentro
de nossos canteiros de obra", comenta o empresário e coordenador
do grupo Mercado, Euclésio Manoel Finatti. "Isso sim é
trabalho associativo onde ganha o cidadão, a empresa, e a sociedade,
com a melhora de seus processos, investimento em tecnologia e troca
de experiências."
Interessados em receber mais informações podem acessar
www.construindoofuturo.com.
EVENTO DE LANÇAMENTO
O Projeto Construindo o Futuro convida a imprensa para a cerimônia
de lançamento oficial com um Café da Manhã, a realizar-se
no:
DIA 31/08/2006, quinta-feira
HORÁRIO: 7:45 horas
LOCAL: Sinduscon-PR , Rua da Glória 175, Centro Cívico,
Curitiba-PR
PROGRAMAÇÃO:
1) Apresentação do
Projeto Construindo o Futuro e da Pesquisa de Mercado realizada junto
ao público consumidor,
2) Condecoração dos formandos, alunos do curso de Aperfeiçoamento
de Mestre de Obras,
3) Lançamento do o site do Projeto,
4) Além de reunir a presença de empresários participantes
do projeto e representantes de instituições parceiras,
ASBEA, SENAI, SEBRAE, CREA, SINDUSCON.
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
30 de agosto de 2006
Empresa de construção deve
pagar mais de R$ 400 mil por descumprir acordo
A empresa MKM Engenharia Construções
e Comércio Ltda. deve pagar multa no valor de R$ 443,5 mil por
decumprir termo de ajustamento de conduta firmado com o MPT (Ministério
Público do Trabalho). O montante deverá ser investido
na reforma da subdelegacia do trabalho e da Casa do Menor de Sorocaba
(interior de São Paulo) e também na aquisição
de equipamentos de informática e outros benefícios para
as duas instituições.
O acordo foi homologado pela juíza
Luciana Nasr, da 3ª Vara do Trabalho de Sorocaba, com a presença
a procuradora Ana Lúcia Ribas Saccani, da Procuradoria Regional
do Trabalho da 15ª Região, autora da ação,
e de representante legal da empresa, que comprometeu-se também
a cumprir o termo de ajustamento, especialmente no que se refere a abster-se
de utilizar trabalhadores temporários fora das hipóteses
da Lei 6019/74 —sem que haja necessidade de substituição
de seu pessoal regular e permanente ou acréscimo extraordinário
de serviços.
Para quitação da multa
compensatória a empresa pagará R$ 8.000 para o FAT (Fundo
de Amparo ao Trabalhador), R$ 272 mil para a subdelegacia do trabalho
de Sorocaba e R$ 163,4 mil para a Casa do Menor. A subdelegacia receberá
melhorias e atualização das condições do
setor de informática, novos equipamentos para copa e cozinha,
pisos e barrados de corredores em dois pavimentos, cortinas, pinturas
de portas e outras melhorias, além de reforma no imóvel
que está sendo devolvido ao término da locação.
A Casa do Menor de Sorocaba, que recebe
crianças encaminhadas pelo Poder Judiciário, poderá
atender às providências solicitadas pela juíza da
Infância e da Juventude, com reforma e ampliação
do berçário, implantação do projeto de segurança
definido pelo Corpo de Bombeiros, implantação inicial
do sistema de informática, execução de paredes
de vidro, aberturas de paredes com requadração, grelas
do pátio de recreação e pintura do teto e corredores.
As obras serão iniciadas em setembro,
com prazo de 180 dias para conclusão, a entrega dos equipamentos
de informática tem prazo de 60 dias, e as providências
devem ser confirmadas pelos beneficiários.
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Nova Central, 30 de agosto
de 2006
Trabalhadores da Volks decidem entrar
em greve após início das demissões
Os trabalhadores da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP)
decidiram ontem entrar em greve imediatamente e por tempo indeterminado
devido ao início das demissões de funcionários
da unidade. Durante assembléia, o Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC propôs e os trabalhadores aceitaram que os funcionários
entrariam na fábrica, mas permanceriam sem trabalhar. O sindicato
e a comissão de fábrica devem dar novas orientações
aos trabalhadores hoje e o formato da greve poderá ser alterado.
Mesmo com a pressão do governo,
a Volkswagen não recuou e começou ontem a distribuir cartas
para avisar os trabalhadores da fábrica de São Bernardo
do Campo (SP) que serão demitidos a partir de 21 de novembro,
quando acaba o acordo de estabilidade de emprego na unidade. A empresa
confirmou que 1.800 funcionários foram comunicados da demissão
em novembro. Desses, 1.300 estão na ativa e outros 500 estão
no centro de capacitação da fábrica. Alguns trabalhadores
afirmam que têm estabilidade e não podem ser demitidos
porque sofrem de doenças do trabalho. A Volks não comentou
a decisão de iniciar a greve.
Os avisos de demissão aconteceram
um dia após o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social) anunciar que suspenderia a concessão de um empréstimo
de quase R$ 500 milhões à Volks até que a montadora
fechasse um acordo com o sindicato. Ao comentar a decisão do
BNDES, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José
Lopez Feijóo, afirmou que pela primeira vez um banco público
tomou a decisão correta.
A empresa quer que o sindicato aceite
a demissão de 3.600 dos 12.400 trabalhadores da unidade e quer
a redução dos direitos trabalhistas dos funcionários
que ficarem. Ou então ameaça fechar a fábrica de
São Bernardo e demitir até 6.100. A decisão dos
trabalhadores será levada à matriz da Volks, na Alemanha,
que decidirá em setembro seu novo plano de investimentos.
A Volks afirma que sem os cortes a fábrica
não será competitiva o suficiente para receber novos investimentos,
o que culminaria em seu fechamento "no curto prazo". A empresa
ainda não informou que posição vai tomar frente
à decisão do governo de suspender o financiamento do BNDES,
anunciada na noite de ontem. Antes da decisão do governo, entretanto,
consultores do setor automobilístico já alertavam para
o alto custo que a empresa teria com o fechamento da fábrica
poderia inviabilizar essa decisão.
O plano de demissão incentivada
da Volks prevê que os demitidos receberiam 0,4 salário
por cada ano trabalhado na empresa, valor considerado baixo pelo sindicato.
Já os que permanecessem na Volks teriam que aceitar mudanças
no banco de horas. A empresa não pagaria nada àqueles
que fizessem até 200 horas extras em um ano e só pagaria
hora cheia para os que trabalhassem mais de 400 horas acima da jornada.
Funcionários que cometerem erros
na produção teriam que trabalhar até oito horas
gratuitas por semana para compensar a empresa.
Além disso, o desconto no salário
para pagamento do plano de saúde subiria de 1% para 3% da renda
mensal. Já os novos contratados teriam redução
média de salário de 35% em relação aos vencimentos
pagos hoje.
Os planos de carreira também se
tornariam menos favoráveis aos trabalhadores, que demorariam
mais tempo para receber vencimentos correspondentes ao ápice
da carreira. A Volks culpa a desvalorização do dólar
pelas demissões.
Inicialmente a empresa havia informado
que planejava demitir entre 4.000 e 6.000 funcionários até
2008 nas unidades do ABC, Taubaté (SP) e São José
dos Pinhais (PR).
Ministro
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
evitou comentar a decisão da Volks de demitir 1.800 trabalhadores
a partir de novembro, confirmada ontem. Alegando ter participado durante
a tarde inteira de reunião do Conselho Curador do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço, o ministro disse que ainda iria "tomar
conhecimento" sobre o assunto. "O governo não falará
sobre esse assunto no dia de hoje", disse o ministro. "Vamos
aguardar", completou.

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Folha de São Paulo,
30 de agosto de 2006
Conselho aprova FGTS em infra-estrutura
Porém projeto de lei necessário
para que medida entre em vigor ainda não foi enviado ao Congresso
O governo obteve ontem o apoio do Conselho
Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para
levar adiante a proposta de aplicar recursos do patrimônio do
FGTS em investimentos de infra-estrutura.
Entretanto, a decisão de apoiar a proposta não foi unânime.
Os conselheiros que representavam a CNI (Confederação
Nacional da Indústria) e a CNC (Confederação Nacional
do Comércio) votaram contra a idéia do governo.
O sinal verde do conselho não
era obrigatório, já que a proposta precisa na verdade
ser apresentada ao Congresso por meio de um projeto de lei, mas o ministro
do Trabalho, Luiz Marinho, disse que seria "indelicado" com
o conselho não consultá-lo sobre a idéia. O projeto
de lei, que poderá tramitar em regime de urgência, deverá
ficar pronto até o fim do ano, segundo o ministro. Ele disse
que o presidente decidirá o "momento oportuno" de encaminhar
a proposta ao Congresso, o que poderá ocorrer, segundo ele, no
próximo ano, caso o presidente seja reeleito.
Ele destacou que os recursos para o fundo
de investimento em infra-estrutura não representariam redução
dos investimentos na área da habitação e saneamento,
mas seriam retirados de parte dos recursos hoje aplicados em títulos
públicos, que somam R$ 60 bilhões. A idéia é
destinar inicialmente R$ 5 bilhões do patrimônio do FGTS,
podendo chegar até o limite de 80% (o que hoje daria entre R$
15 bilhões e R$ 16 bilhões) para a criação
do fundo de investimento em infra-estrutura.
Os investimentos do fundo poderão
representar até 30% do total de cada projeto. Recursos das contas
vinculadas dos trabalhadores também poderão ser usados
provavelmente até o limite de 20% do saldo, a critério
do titular, a exemplo do uso nas ações da Petrobrás
e da Vale. Os critérios para a escolha dos empreendimentos em
que esses recursos poderão ser aplicados devem ser definidos
no projeto.
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Diário Vermelho,
29 de agosto de 2006
Datafolha confirma favoritismo de Lula,
que subiu para 50%
A segunda pesquisa Datafolha realizada após o início do
horário eleitoral mostra que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, candidato à reeleição do PT, se
mantém à frente na corrida presidencial e com chance vencer
no primeiro turno se a eleição fosse hoje. De acordo com
a pesquisa, a taxa de intenção de voto de Lula oscilou
de 49% para 50% --dentro da margem de erro, que é de dois pontos
percentuais para mais ou para menos. Em seguida, aparece o candidato
do PSDB, Geraldo Alckmin, cuja taxa de intenção de voto
oscilou de 25% para 27%. A candidata do PSOL, Heloisa Helena, oscilou
de 11% para 10%. O Datafolha ouviu 2.863 eleitores em 175 cidades hoje.
A pesquisa foi registrada no TSE.
Segundo turno
Num eventual segundo turno, Lula venceria com 55% das intenções
de voto contra 37% de Alckmin. Na pesquisa anterior, Lula tinha 55%
das intenções de voto de um possível segundo turno
contra 36% do tucano. A pesquisa completa será divulgada na edição
desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo.
CNT/Sensus
A pesquisa Datafolha está em linha com o resultado do levantamento
da CNT/Sensus, divulgado hoje. De acordo com a CNT/Sensus, Lula venceria
a eleição hoje no primeiro turno, com 51,4% das intenções
de votos --3,5 pontos percentuais a mais do que o verificado no levantamento
realizado de 1º a 4 de agosto. Alckmin, oscilou de 19,7% para 19,6%
--dentro da margem de erro. Heloísa tem 8,6% das intenções
de votos --tinha 9,3%. Cristovam Buarque (PDT) cresceu um ponto percentual,
de 0,6% para 1,6% agora. Os demais candidatos não somam 1%.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 30
de agosto de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES
Alckmin vai aumentar ataques ao presidente
São Paulo – O comitê
de campanha do PSDB-PFL pretende aumentar de forma gradual, ao longo
de setembro, o nível de críticas ao governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que seria reeleito hoje, segundo
as últimas pesquisas de intenção de voto. A “primeira
fase” do horário eleitoral teria se encerrado em outubro
– com a apresentação do candidato Geraldo Alckmin
– e começaria uma “segunda fase”: a etapa das
críticas.
Integrantes da campanha tucana comparam
a evolução do horário eleitoral a uma “rampa”,
mas com “cautela”. O comitê ainda não revelou
se pretende utilizar imagens dos escândalos ocorridos nos últimos
anos no horário eleitoral tucano.
O líder do PFL na Câmara,
Rodrigo Maia (RJ), defendeu o uso de propaganda negativa para tentar
reduzir o que chama de “gordura” de intenção
de voto no presidente Lula indicada nas pesquisas. O pefelista verifica
uma distância entre os índices de preferência eleitoral
e de aprovação do governo.
“Se você não mostrar
porque o governante atual tem que sair, ele não sai. Isso tem
quer ser uma agenda do candidato adversário”, afirmou.
Utilizando números de pesquisa
realizada pela campanha no Rio de Janeiro, o deputado afirma que, no
estado, aumentou a intenção de voto em Alckmin e na candidata
do PSol, Heloísa Helena, entre os que viram os programas do horário
eleitoral.
O candidato à reeleição
ao governo de Minas Gerais, Aécio Neves, disse acreditar na possibilidade
de haver segundo turno.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 30
de agosto de 2006 | Economia
FGTS
Justiça obriga Varig a pagar demitidos
Os funcionários demitidos da Varig
poderão sacar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) e terão acesso ao seguro desemprego graças a tutela
antecipada concedida ontem pela juíza Maria Thereza da Costa
Prata, da 63.ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Segundo o Tribunal
Regional do Trabalho (TRT), após notificação, a
Varig terá cinco dias para cumprir a determinação,
sob pena de multa de R$ 20 mil por empregado. A Ação Civil
Pública é de autoria do Ministério Público.
Na última quinta-feira, a Varig encaminhou à 63.ª
Vara a lista com os nomes dos 4.544 demitidos pela empresa no período
de julho a agosto. A juíza havia determinado, em 08/08, prazo
de 10 dias para a entrega da lista.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
30 de agosto de 2006
Pacote habitacional adiado porque a conta
não fecha
Redação/O Estado do Paraná
[30/08/2006]
Brasília (AE) - O anúncio
do pacote de medidas de redução do custo do crédito
imobiliário e do spread bancário foi adiado pelo Ministério
da Fazenda porque enfrenta a resistência dos bancos e não
superou as dificuldades técnicas e jurídicas. O maior
obstáculo é matemático. “A conta não
fecha para os bancos”, admitiu um técnico do governo. A
pretensão do governo de fixar em 12% a parcela dos juros sobre
novos financiamentos habitacionais, eliminando a correção
da taxa referencial de juros (TR), representa um risco que as instituições
financeiras privadas não estão dispostas a correr.
O governo não pretende obrigar os bancos a operar com a nova
sistemática. Apenas adotaria uma medida para autorizá-los
a oferecer uma linha de financiamento, que poderia estar atrelado ao
crédito consignado, mas com os juros tabelados. E é contra
esse tabelamento que os bancos estão reagindo. Um executivo do
mercado financeiro disse que, como a medida não é obrigatória,
ela não será oferecida aos clientes.
O sistema financeiro já trabalha com juros fixos para uma pequena
parcela do empréstimo habitacional, feito fora do Sistema Financeiro
da Habitação (SFH) e com taxas de mercado. Como a taxa
básica é a Selic, os juros fixos para a habitação
hoje giram em torno de 15% ao ano. No SFH, a taxa máxima que
pode ser cobrada pelos bancos é 12% ao ano, acima da TR, mesmo
indexador das cadernetas de poupança.
A concorrência, de fato, seria estimulada, mas o que não
está quantificado é o risco de uma migração,
por exemplo, dos correntistas de bancos públicos para bancos
privados.
No pacote em estudo pelo governo ainda estão previstos recursos
para o financiamento de lotes urbanizados e a desoneração
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de vários
materiais de construção considerados básicos.
Trata-se, na verdade, de uma possível ampliação
da lista divulgada em março pelo governo. No caso dos lotes urbanizados,
as incorporadoras e construtoras garantiram ao governo que têm
interesse em contribuir para o crescimento ordenado dos grandes centros
urbanos. Para isso e, se tiver financiamento, estão dispostos
a adquirir grandes glebas de terra para revender aos mutuários
finais como lotes urbanizados.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ, 30 de agosto
de 2006
Comércio vendeu mais e empregou
menos
Lyrian Saiki [30/08/2006]
Foto: João de Noronha/O Estado
Consumidores estão cautelosos nas compras.
O comércio paranaense vendeu mais,
mas empregou menos no primeiro semestre deste ano, na comparação
com o mesmo período do ano passado. É o que revela o levantamento
divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Sócio-Econômicos, regional Paraná (Dieese-PR),
em parceria com o Sindicato dos Empregados do Comércio de Curitiba
e Região.
No Paraná, de janeiro a junho
o nível de emprego cresceu 1,70%, representando saldo (admissões
menos demissões) positivo de 6.888 vagas - a maior parte delas
(51,6%) no interior do Estado. Apesar do crescimento, o volume de empregos
foi quase 43% menor do que o registrado no mesmo período do ano
passado, quando houve a geração de 12.076 postos de trabalho.
“O comércio do Paraná
continua gerando empregos, porém em ritmo inferior ao do ano
passado”, apontou o economista Sandro Silva, do Dieese-PR. E não
foi só no Paraná que o ritmo foi reduzido. Em nível
nacional, o saldo de empregos no comércio caiu de 133 mil no
primeiro semestre do ano passado para 71,7 mil este ano - ou seja, queda
de 46,13%. A desaceleração da economia, lembrou Sandro
Silva, iniciou no final do ano passado, com a valorização
do real frente ao dólar e o aumento da taxa de juros. No caso
específico do Paraná, a crise na agricultura - por conta
da quebra de safra e da redução de preço de alguns
produtos agrícolas - também afetou a geração
de emprego e renda. Em todo o Estado, o número estimado de trabalhadores
com carteira assinada no comércio é de 412.039, representando
7,07% do contingente total do comércio em nível nacional.
Emprego temporário
Apesar do primeiro semestre ‘fraco’
em termos de geração de empregos, o economista do Dieese-PR
acredita em um segundo semestre de recuperação, especialmente
por conta das vendas do comércio no período que antecede
o Natal. No ano passado, entre setembro e novembro, o comércio
contratou cerca de 9,5 mil temporários no Paraná. Para
este ano, a previsão é de 10,5 mil novas vagas - volume
maior do que o de 2005, mas menor do que o de 2004, quando foram gerados
11,5 mil empregos.
De acordo com Sandro Silva, a contratação
de temporários se concentra no mês de novembro. “Há
muita gente qualificada, com experiência e desempregada, que não
precisa de muito tempo de treinamento”, explicou.
Vendas aumentaram
Ao contrário do nível de emprego, as vendas do comércio
no primeiro semestre deste ano apresentaram desempenho melhor do que
no mesmo período do ano passado. Enquanto de janeiro a junho
de 2005, o volume de vendas cresceu 0,46% no Paraná, este ano
o aumento foi de 1,32% - bem abaixo, porém, do desempenho nacional,
que registrou aumento de 5,68%.
Entre os setores que ampliaram o volume
de vendas no Estado, destaque para ‘equipamentos e materiais de
escritório, informática e comunicação’
(crescimento de 48,72%), ‘outros artigos de uso pessoal e doméstico’
(14,12%), ‘móveis e eletrodomésticos’ (10,50%),
‘artigos farmacêuticos, médicos, etc.’ (7,09%),
‘alimentos, bebidas e fumo’ (2,45%), ‘hiper e supermercados’
(2,10%) e ‘tecidos, vestuários e calçados’
(0,85%). Na outra ponta, ‘combustíveis e lubrificantes’
tiveram queda de 16,68% no volume de vendas e ‘livros, jornais,
revistas e papelaria’, queda de 3,19%.
Rotatividade de trabalhadores preocupa
A alta rotatividade de trabalhadores
no comércio do Paraná e a redução da massa
salarial vêm preocupando o setor. De acordo com Ariosvaldo Rocha,
presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Curitiba
e Região, 39,7% dos demitidos no primeiro semestre deste ano
tinham mais de um ano de tempo de serviço. Para ele, o comércio
vem demitindo quem está trabalhando há mais tempo e tem
salário maior e contratando funcionários com salários
menores.
Conforme levantamento do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho,
o salário médio dos demitidos no Paraná no primeiro
semestre era R$ 530,39, enquanto o dos admitidos R$ 491,87; ou seja,
diferença de 7%. “Está havendo uma substituição
de trabalhadores experientes, que ganham mais, por outros com salário
menor”, analisou. Segundo Rocha, há setores específicos,
porém, que não adotam esta política. É o
caso do comércio farmacêutico e de concessionárias
de veículos. “Estas empresas têm um custo elevado
para treinar seus funcionários e por isso quase não demitem.”
Apesar de todos os impasses, o salário
no comércio vem aumentando. O piso salarial no primeiro semestre
deste ano era R$ 491,97, contra R$ 448,41 no mesmo período do
ano passado - ou seja, aumento de 9,70%.
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CORREIO
DO ESTADO / MATO GROSSO, 30 de agosto de 2006
Projeto vai capacitar 2,6 mil jovens para
primeiro emprego
Rosana Siqueira
A Prefeitura Municipal de Campo Grande e o
Ministério do Trabalho vão capacitar 2.600 jovens, no Projeto
Juventude Cidadã, que faz parte do Programa Nacional de Estímulo
ao Primeiro Emprego – que prevê a qualificação
profissional e social dos jovens, preparando-os por meio de cursos para
o mercado de trabalho. O edital de seleção e inscrição
para o projeto foi publicado ontem no Diário Oficial de Campo Grande.
A Fundação Social do Trabalho
(Funsat) na Capital estará recebendo até sexta-feira (1º
de setembro) as inscrições dos interessados em participar
da seleção para os cursos que englobam setores que vão
da administração até o turismo.
O programa que tem duração média de 5 meses, com
300 horas de qualificação profissional e social, garante
renda de R$ 120 por mês (em até 5 parcelas) para jovens entre
16 e 24 anos, desempregados, que sejam membros de família com renda
mensal de até meio salário mínimo, estejam matriculados
e frequentando a escola, não estejam inscritos em programas sociais
do Governo (como o Bolsa Família, ProJovem ou Consórcio
da Juventude).
De acordo com a presidente da Funsat,
Luiza Ribeiro Gonçalves esta é a primeira vez que o programa
é realizado em Campo Grande. "O Juventude Cidadã
é um programa que visa preparar a mão-de-obra das pessoas
jovens por meio de cursos das mais variadas áreas. A meta é
inseri-los no mercado de trabalho, seja na cadeia produtiva ou em outras
atividades", frisou.
Ela cita que os cursos tem duração
de cinco horas diárias, e além de conhecimentos específicos
de cada profissão, os alunos terão formação
em cidadania e direitos humanos e prestação de serviços
comunitários à sociedade. "Além de garantirmos
a formação profissional e social e acompanhamento da inserção
no mercado de trabalho, será feito um estímulo para que
os participantes elevem sua escolaridade", destacou.
Cursos
Estão previstas 300 vagas para
o curso de auxiliar-administrativo, auxiliar-financeiro, arquivista
e recepcionista; 50 vagas para DJ e assistente de reposição;
125 vagas no setor de beleza e estética; 250 vagas no setor de
construção de reparos; 100 vagas em joalheria; 200 vagas
no setor de turismo e hospitalidade; 350 vagas no setor de vestuário;
900 vagas no setor de telemarketing; 50 vagas no setor gráfico;
25 vagas em mecânica de motores e 50 vagas em serviços
domésticos.
As regras do Programa Juventude Cidadã estão disponíveis
no site www.mte.gov.br
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 30 de agosto de 2006 | Economia
Banco Central tem prejuízo de R$
12,5 bilhões no 1º sem
O resultado foi determinado pela variação
cambial e pela marcação a mercado de ativos do banco
Fabio Graner
BRASÍLIA - O Banco Central registrou
prejuízo líquido de R$ 12,523 bilhões no primeiro
semestre. Segundo nota à imprensa divulgada nesta terça-feira
pela assessoria do BC, o resultado foi determinado pela variação
cambial e pela marcação a mercado de ativos do banco.
A nota do BC destaca ainda que o efeito
da variação cambial deve ser avaliado "no contexto
da política do governo de redução da exposição
do setor público a movimentos na taxa de câmbio".
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
30 de agosto de 2006
Banco Real é condenado a pagar
R$ 500 mil ao FAT por danos morais
O ABN Amro Real S/A (Banco Real) foi
condenado a pagar R$ 500 mil por danos morais causados aos direitos
difusos e coletivos dos trabalhadores em favor do FAT (Fundo de Amparo
ao Trabalhador), por ter se utilizado de terceirização
fraudulenta, conforme entendeu o TRT (Tribunal Regional do Trabalho)
da 15ª Região (com sede em Campinas).
A decisão é resultado de
ação civil pública encabeçada pelo procurador
do trabalho José Fernando Ruiz Maturana, da Procuradoria Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas). Segundo o procurador,
a terceirização fraudulenta de atividade fim estaria ocorrendo
por meio da empresa Transprev. O procurador foi acionado pelo Sindicato
dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários
de Bauru e Região, que o informou da existência de terceirização
ilegal e de diversas outras irregularidades trabalhistas no banco.
O MPT (Ministério Público
do Trabalho) instaurou procedimento investigatório e reuniu provas
em conjunto com auditores fiscais do Ministério do Trabalho e
Emprego para fundamentar a ação. Segundo o MPT, as evidências
coletadas e depoimentos de funcionários da Transpev e do Banco
Real revelaram que os terceirizados trabalhavam no sistema de compensação
bancária (atividade fim) e tinham subordinação
direta a um funcionário do banco, embora recebessem por hora
trabalhada e tenham sido enquadrados como comerciários.
Decisão modificada
Julgada improcedente em primeira instância
pela 2ª Vara do Trabalho de Bauru, com base em um relatório
de arquivamento do MPT em Santa Catarina, o procurador recorreu da decisão
e novo julgamento foi agendado pelo TRT da 15ª Região. “Os
trabalhos desempenhados pelos empregados da Transpev correspondem a
atividades inerentes ao serviço bancário e, de acordo
com a legislação vigente, não podem ser transferidos
no processo de terceirização”, argumentou o procurador.
A Câmara presidida pelo Juiz Eurico
Cruz Neto reformou a sentença e decidiu, por unanimidade, pela
condenação do banco. De acordo com a decisão judicial,
o banco deve deixar de contratar empregados, por intermédio de
outra empresa, para a realização dos serviços de
preparação de dados e documentos bancários.
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de agosto de 2006
Importantes detalhes
TRT-RJ terá de reexaminar ação
sobre revista íntima
O Tribunal Regional do Trabalho do Rio
de Janeiro terá de reexaminar um processo de danos morais decorrentes
da prática de revista íntima por uma transportadora de
valores carioca. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho. Para o TST, houve omissão na análise
dos fatos narrados pelo ex-empregado na ação.
De acordo com o TST, a decisão
regional não observou aspectos obtidos na instrução
do processo em relação às revistas íntimas
diárias a que o funcionário foi submetido. Houve omissão
do tribunal de segunda instância em relação ao trecho
do processo sobre os “comentários maliciosos sobre os dotes
físicos do autor que eram feitos pelos representantes da empresa
que, no momento da revista, teciam comentários sobre o tamanho
das nádegas do trabalhador”.
A decisão do TST também
constatou que não houve a devida análise do TRT fluminense
sobre a afirmação de que a revista ocorria mesmo se não
houvesse diferença de caixa. O tribunal regional também
não se manifestou sobre lei estadual (Lei 2.749 de 1997) que
proibiu o procedimento de revista.
Histórico
No caso, o autor da ação
prestou serviços para a Prosesp — Serviços Especiais
e para a Protege – Proteção e Transporte de Valores.
Após sua demissão, entrou com ação na 15ª
Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, onde obteve, em outubro de 2001,
indenização por danos morais no valor de 50 salários
mínimos.
A primeira instância considerou
que a conduta das empresas ofendeu a dignidade do trabalhador e cidadão,
posição que foi afastada pelo TRT-RJ em exame de recurso
das empregadoras. A segunda instância considerou a revista íntima
“como exercício efetivo do poder de fiscalização
e controle atribuído ao empregador como contrapartida aos riscos
assumidos no exercício da atividade empreendida”.
De acordo com os juízes de segunda
instância, “o trabalhador, diariamente, manuseava dinheiro
em espécie e vales-transportes, bens de fácil ocultação,
razão pela qual a revista efetuada pela ré, embora implicando
o desnudamento do empregado, porém sem qualquer contato físico,
mostra-se razoável”.
O funcionário recorreu ao TST
com embargos declaratórios em que solicitou o pronunciamento
do TRT-RJ sobre os elementos recolhidos pela primeira instância
que apontaram para a ocorrência do dano moral. Os embargos, contudo,
foram rejeitados pelo órgão regional, o que levou a defesa
do trabalhador a usar o recurso de revista no TST a fim de garantir
a apreciação de suas alegações pelo TRT
fluminense.
O relator, ministro Ricardo Machado,
constatou a omissão do TRT-RJ sobre a forma como era conduzida
a revista íntima do trabalhador, descrição que
foi expressa tanto nos embargos, quanto na decisão de primeira
instância.
“Tais enfoques tornam-se evidentemente
necessários quando se verifica que o Tribunal Superior do Trabalho
encontra-se proibido de manifestar-se acerca da discussão sobre
a qual insistentemente se omite o TRT-RJ”, afirmou o ministro,
ao citar a inviabilidade do exame do TST sobre fatos e provas, procedimento
vedado pela Súmula 126 do Tribunal. Com a decisão do TST,
os autos do processo retornarão ao TRT fluminense que deverá
examinar o conjunto das alegações formuladas pelo trabalhador
em seus embargos declatórios.
RR 1.243/2001-015-01-40.2
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de agosto de 2006
Área de risco
Philips deve pagar adicional por periculosidade
A Philips do Brasil está obrigada
a pagar adicional por periculosidade integral a um empregado. Ele trabalhava,
três vezes por semana, em área de risco na empresa. A decisão
é da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que negou
à empresa a redução do pagamento.
O relator, ministro Luiz Philippe Vieira
de Mello Filho, manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho
da 15ª Região, Campinas, que concedeu ao empregado o pagamento
do adicional por periculosidade na forma do artigo 193 da Consolidação
das Leis do Trabalho. A concessão ocorreu “porque constatado
pela prova técnica, que se ativava em média três
vezes por semana, em áreas tidas como de risco e em contato direto
com agentes inflamáveis”.
Inconformada com a decisão, a
empresa recorreu sob a alegação de que a tese feriu a
Constituição em seu artigo 5°, inciso I, além
do inciso I do Código de Processo Civil. A empresa alegou que
a segunda instância ignorou o parecer técnico, pedindo
a impugnação do laudo pericial, onde se constatou que
o contato não era permanente. O ministro esclareceu que a concessão
do adicional por periculosidade é decorrente das provas constantes
no laudo que demonstram que o empregado desenvolvia suas atividades
em área de risco e em contato direto com agentes inflamáveis.
Ele baseou-se justamente na tese regional, a qual analisou laudo técnico,
ressaltando ainda, que o adicional só é indevido quando
o contato é eventual e por tempo extremamente reduzido.
A Súmula 361 do TST diz que o
trabalho exercido em condições perigosas, embora de forma
intermitente, dá direito ao empregado a receber o adicional de
periculosidade de forma integral, porque a Lei 7.369, de 20.09.1985
não estabeleceu nenhuma proporcionalidade em relação
ao seu pagamento. De acordo com a CLT, o benefício é assegurado
aos empregados no valor de 30% sobre o salário, sem acréscimos
de gratificações, prêmios ou participações
nos lucros da empresa.
AIRR 1199/1998-013-15-41.8
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CONSULTOR JURÍDICO,
30 de agosto de 2006
Contra o nepotismo
Nepotismo: Resolução não
vale para Legislativo e Executivo
A Ação Declaratória
de Constitucionalidade 12, que vedou o nepotismo no Poder Judiciário,
não vale para o Legislativo e o Executivo. O entendimento é
do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, que arquivou
a Reclamação ajuizada pelo Ministério Público
do Maranhão.
O MP pretendia que todos os parentes
até o terceiro grau do prefeito e do vice-prefeito, dos secretários
e dos vereadores ocupantes de cargos de confiança ou contratados
pelo município de Governador Edison Lobão (MA) fossem
demitidos. O MP questionou decisão do Tribunal de Justiça
do Maranhão, que cassou liminar que permitia as demissões.
Carlos Ayres Britto destacou que a ADC
12 tem por objeto um ato do Conselho Nacional de Justiça, de
conteúdo normativo. Assim, segundo ele, a decisão é
de um órgão que recebeu da Constituição
Federal a competência para exercer o controle da atuação
administrativa e financeira do Poder Judiciário.
“A decisão que reconheceu,
em sede de medida cautelar, a validade constitucional da Resolução
7/05 [do CNJ] só possui eficácia vinculante em relação
ao Poder Judiciário, que é o destinatário das normas
veiculadas na mencionada resolução”, explicou o
ministro, que arquivou a reclamação.

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