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FETRACONSPAR, 18
de agosto de 2006
GUARAPUAVA/PR
Após 4 meses de
paralização trabalhadores da Madeirit
e GVA retornaram as atividades
Em Assembléia realizada nas Indústrias Madeirit S/A e GVA
Ind. e Com. S/A, na última sexta-feira, conduzida pelo companheiro
Sirlei César de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
de Guarapuava e diretor da FETRACONSPAR, foi deliberado o retorno as
atividades, após 4 meses de paralisação.
A empresa pagará os salários atrasados e as verbas rescisórias
dos trabalhadores demitidos à partir de 01/01/2006.
Estiveram presentes nesta Assembléia 380 trabalhadores, que retornaram
as atividades normais de trabalho nessa terça-feira.
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César de Oliveira
Presidente do STICM de Guarapuava.
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Assembléia
conduzida pelo Companheiro Sirlei César de Oliveira
Presentes
nesta Assembléia 380 trabalhadores
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FETRACONSPAR,
19 de setembro de 2006
TRT comemora 30 anos e presta homenagem
a Edésio Passos

Presidida pela juíza Wanda Santi
Cardoso da Silva e com a presença do Ministro do TST João
Oreste Dalazen, da Procuradora-Chefe Lair Carmen Guimarães,
do presidente da OAB.PR Manoel Antonio de Oliveira Franco e do presidente
da AMATRA-IX juiz José Mário Kohler, foi realizada a
sessão solene comemorativa dos 30 anos de instalação
do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná. Foram homenageados
os ex-presidentes e seus familiares, os procuradores do trabalho, advogados
e servidores. O advogado Edésio Passos, consultor jurídico
de entidades sindicais de trabalhadores no Paraná e em Santa
Catarina e ex-deputado federal, foi um dos homenageados pelo TRT tendo
em vista ser o mais antigos dos causídicos em atividade que
militam desde a instalação do Tribunal. A juíza
presidente Wanda Santi Cardoso da Silva afirmou, em seu discurso de
comemoração dos 30 anos do TRT: “Uma vez que a
cada desfecho de história reabre-se um começo, comemoramos
esses trinta anos, projetando para o futuro um novo e amadurecido trilhar,
sempre com a responsabilidade de que somos, em parte, os modeladores
da história que se constrói e se renova, como o renovar
das estações”.
A 9ª Região foi criada pela Lei 6.241, de 22.09.1975, desmembrada
da 2ª Região-SP, instalada em 17.09.1976, integrada pelos organismos
judiciários do Paraná e Santa Catarina, com 08 juizes do TRT,
08 JCJs-PR e 09 JCJs-SC e a Procuradoria Regional do Trabalho. Nesses 30 anos
foi criada a 12ª Região em Santa Catarina (1981). O TRT-PR foi
ampliado para 28 magistrados, mais 63 juízes e juízas titulares
e 60 juízes e juízas substitutos das Varas do Trabalho que se
estendem por todo o Paraná, completando a missão jurisdicional
de atender a toda a coletividade paranaense. A sessão de instalação
foi presidida pelo Ministro do TST Rezende Puech, em solenidade na primeira
sede do TRT à rua 24 de maio.
Além da sessão solene do dia 13 de setembro, no dia 14 realizou-se
jantar de confraternização e ainda nos dias 14 e 15 efetivou-se
o II Encontro dos Magistrados e Gestores da Justiça do Trabalho. No
hall de acesso à biblioteca do TRT poderão ser vistos a mostra
fotográfica e o acervo histórico. Significativo marco, também,
a Revista do TRT, que adentra nos 31 anos de circulação, com
56 edições (jan-jun-2006), agora editada pela Escola de Administração
Judiciária. Como organismos fundamentais na história da Justiça
do Trabalho devem ser destacados a Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região,
que também comemorou seus trinta anos de instalação, a
Associação dos Magistrados Trabalhistas do Paraná, a Associação
dos Advogados Trabalhistas do Paraná e o Sindicato dos Servidores da
Justiça do Trabalho.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 19 de setembro de 2006 | Dinheiro
Governo vê estagnação
na criação de emprego formal
Geração de vagas com carteira
neste ano deve ficar igual ou cair em relação a 2005
| Em agosto foram abertos 128,9 mil novos postos, puxados por construção
civil, extração mineral, indústria e serviços
IURI DANTAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Diante do fraco resultado do mercado de
trabalho formal em agosto, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, previu
ontem que a geração de empregos deve fechar o ano com número
semelhante ou mesmo menor que o total do ano passado. De boa notícia,
o registro do crescimento de vagas pelo oitavo mês consecutivo
no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
"O ano passado são números
concretos. Neste ano são previsões. No ano passado foi
criado 1,253 milhão de vagas. Neste ano, nós acreditamos
que ficaremos em torno disso. Podemos ficar um pouco para cima um pouco
para baixo", afirmou Marinho.
Durante a campanha eleitoral de 2002, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva chegou a dizer que o governo precisaria de 10 milhões de novos
empregos nos quatro anos seguintes. Desde janeiro de 2003, quando o petista
chegou ao Planalto, foram criadas 4.629.770, de acordo com o ministro do Trabalho.
Na ótica de Marinho, há motivos
para celebrar a média de 104 mil novos empregos mensais na gestão
Lula, que encontrou um cenário externo extremamente favorável. "Um
número bastante significativo, se compararmos com outros períodos
da história recente do país", disse Marinho.
No mês passado, foram 128,9 mil
novos empregos formais, de acordo com o Caged, uma queda de 4,8% em relação
ao mesmo mês do ano passado. Não entram na conta contratações
de pessoas jurídicas ou novos servidores públicos -municipais,
estaduais ou federais.
Os setores de melhor desempenho foram
construção civil, extração mineral, serviços,
comércio e indústrias de transformação. A
agricultura, devido à entressafra, amargou a perda de 13,7 mil
vagas. Um pouco melhor que a redução de 20,5 mil de agosto
de 2005.
Marinho tentou também vender otimismo.
Setembro seria melhor pelo aumento da produção para o Natal.
E a nova Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas provocaria a formalização
de empregados no país.
Estagnação
Professor da PUC do Rio de Janeiro e sócio
da consultoria Tendências, o economista José Márcio
Camargo previu que a geração de novos empregos com carteira
assinada está atingindo uma estagnação no país.
Em especial, por conta do alto custo dos encargos trabalhistas para as
empresas e benefícios relativamente pequenos para o trabalhador
que adere à CLT.
"Em algum momento, esse crescimento
vai parar. Vai continuar, mas com menos intensidade. É possível
que estejamos chegando a esse ponto de estabilização",
afirmou.
Dois fatores que poderiam alterar a tendência,
segundo Camargo, seriam a nova Lei Geral das Micros, ainda em análise
no Senado, e a disseminação do crédito consignado
em folha de pagamento, que pode estimular trabalhadores hoje contratados
como pessoas jurídicas a buscarem a assinatura da carteira de
trabalho.
Para o diretor de Relações
do Trabalho da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
Dagoberto Godoy, o tímido aumento de novos postos de trabalho
turva o diagnóstico de esgotamento de parte da indústria. "Isso
representa falta de condições de desenvolvimento da indústria
de transformação, mascarado pelo crescimento localizado
de alguns setores voltados para a exportação", disse
Godoy.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 19 de setembro de 2006 | Dinheiro
Sob Lula, domésticos só recebem
29% do mínimo
Repasse dos reajustes não é integral,
constata Fipe
MAURO ZAFALON
DA REDAÇÃO
Os reajustes do salário mínimo
já não são mais repassados integralmente para os
trabalhadores domésticos em São Paulo. Estudo da Fipe mostra
que, no governo Lula, os aumentos médios dos trabalhadores domésticos
atingiram apenas 29% do aumento do salário mínimo.
No governo Fernando Henrique Cardoso,
o reajuste nominal do salário mínimo havia sido repassado
integralmente para os salários dos empregados domésticos.
Nos oito anos do governo FHC, o mínimo teve reajuste acumulado
de 186%, e o aumento repassado pelas famílias paulistanas que
empregam esses profissionais foi de 195%. No mesmo período, o
IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe registrou
taxa de inflação de 85% para São Paulo. Ou seja,
os empregados domésticos tiveram reajuste médio um pouco
acima da taxa do mínimo e ganho real de 59% em relação à taxa
de inflação.
No governo Lula, a situação
se inverte. A variação acumulada do salário mínimo
foi de 75%, mas apenas 29% dessa taxa (22%) foi repassada para o salário
dos trabalhadores domésticos que atuam no município de
São Paulo. Pior: o reajuste recebido por esses profissionais teve
aumento real de apenas 3% sobre a inflação apurada pela
Fipe no período. Com isso, o poder de compra desses trabalhadores
teve forte perda.
José Venerando, advogado do Sindicato
dos Trabalhadores Domésticos do Município de São
Paulo, diz que realmente está havendo uma tendência de reajuste
do salário dos domésticos fora do percentual determinado
pelo salário mínimo. Venerando explica que esse aumento
se deve à falta de negociações coletivas e de acordos
coletivos na categoria.
Conversas mais constantes entre empregadores
e empregados e mais conhecimento da legislação de ambas
as partes têm permitido novos tipos de reajustes, diz o advogado.
Venerando diz que, quando os contratos de trabalho determinam que o trabalhador
recebe um, dois ou mais salários mínimos, o reajuste tem
de ser pelo percentual determinado pelo salário mínimo.
Mas, quando o contrato apenas determina um valor específico, o
reajuste pode ser por acerto entre as partes -patrão e empregado.
É o caso de Ivalnete Pereira Lopes.
Por receber bem mais do que o salário mínimo, sua patroa
-uma ex-professora aposentada- reajustou seu salário com base
no valor, em reais, determinado pelo governo. Mas, em porcentagem, o
aumento foi menor: ela recebeu 12,5%, contra 16,67% determinados pelo
reajuste para quem ganha só um mínimo.
Valor restabelecido
Paulo Picchetti, coordenador do IPC da
Fipe, diz que "essa pratica meio informal" ocorre porque no
período FHC o salário mínimo já teve seu
patamar restabelecido. Esse equilíbrio do mínimo atingido
no governo FHC e os reajustes menores recebidos pelos patrões
nos últimos anos estão provocando reajustes menores dos
empregados domésticos, segundo Picchetti.
O coordenador da Fipe diz que, "aparentemente,
a redistribuição de renda no governo Lula está ocorrendo
mais pela renda mínima do que pelo salário mínimo".
Picchetti diz que, mesmo com redução
nos últimos meses, os repasses de salários para os domésticos
têm grande participação na inflação.
Do início de 1995 a agosto de 2006,
o aumento de 261% nos salários dos empregados domésticos
gerou inflação de 6,5%. Essa taxa tem peso porque representa
5,3% de toda a inflação de 123% do período, gerada
pelos 525 itens do índice Fipe, afirma Picchetti.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 19 de
setembro de 2006 | Economia
ESTUDO
Sem sonegação
e informalidade, carga tributária seria de quase 60% do
PIB
A alta carga tributária brasileira, que chegou a 37,82% do Produto Interno
Bruto (PIB) do país neste ano e estava em 42,50% do salário do
trabalhador no ano passado, fez a inadimplência no pagamento de tributos
aumentar 59%, de 2002 a 2005. O montante devido ao governo passou de R$ 709,16
bilhões para R$ 1,13 trilhão.
Todo esse peso tributário leva
milhões de empresas e pessoas à informalidade e à sonegação.
Estima-se que 39,11% de toda a arrecadação não chega
aos cofres públicos, o que eleva a carga tributária sobre
o setor formal da economia para 54,82% do PIB.
Caso não houvesse sonegação, inadimplência nem informalidade,
a carga tributária brasileira seria de 59,38% do PIB em 2005. As conclusões
são de dois estudos divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário (IBPT).
“O sistema tributário está moldado
para subtrair quase 60% da riqueza nacional, o que nem a Suécia
consegue fazer”, comenta o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do
Amaral. “É por isso que o crescimento do país é tão
baixo, porque o setor produtivo não consegue vencer toda essa
carga”, acrescenta. Como o total da arrecadação de
tributos nas três esferas de governo foi de R$ 733 bilhões
no ano passado, a sonegação, a informalidade e a inadimplência
fizeram o país perder R$ 470 bilhões, ou 64% do total arrecadado
(em 2002 era 47% do total arrecadado).
Como no cálculo do PIB estão
compreendidos os valores da economia informal, os setores formais da
economia acabam respondendo pela quase totalidade da arrecadação
tributária. O índice no ano passado totalizou R$ 1,94 trilhão,
dos quais cerca de 69% correspondem à economia formal, ou seja,
R$ 1,34 trilhão. Assim, o IBPT conclui que a carga tributária
brasileira é de 54,82% do PIB da economia formal (em 2002 era
de 50,48%), ou seja, maior que a carga tributária da Suécia,
país de maior tributação do mundo.
A carga tributária sobre
o salário do trabalhador também tem aumentado e passou
de 41,71% em 2002 para 42,50% no ano passado, menor apenas que a da
Dinamarca.
Marco Sanchotene
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
19 de setembro de 2006
Economia “ganha” R$ 48
bilhões com 13º salário
Redação O Estado
do Paraná
Foto: Arquivo/O Estado

Consumidor e comércio esperam pelo salário.
O pagamento do 13.º salário vai injetar R$ 48,1 bilhões
na economia até dezembro, R$ 2,8 bilhões a mais que em 2005,
segundo cálculos do economista Márcio Pochmann, pesquisador do
Centro de Estudos de Economia Sindical e do Trabalho (Cesit) da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp). O valor equivale a 2,3% do Produto Interno
Bruto (PIB), estimado em R$ 2,1 trilhões, e vai beneficiar todos os
trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados domésticos
e aposentados e pensionistas da Previdência Social.
Segundo o estudo, haverá crescimento real (descontada a inflação)
de 6,2% no valor do chamado abono natalino. Esse número reflete o aumento
do salário mínimo e a ampliação do emprego formal
no País. Mas essa massa de recursos adicionais não deverá impulsionar
de forma significativa as vendas do comércio neste fim de ano. “Boa
parte desse dinheiro deverá ser usado para pagar dívidas”,
diz o economista.
Pelos cálculos de Pochmann, 56,6 milhões de trabalhadores, aposentados
e pensionistas vão receber 13.º salário este ano, um número
4% maior do que em 2004.
A maior parte dos recursos será distribuída entre os assalariados
com carteira assinada, que devem receber R$ 34,2 bilhões. O pagamento
para aposentados e pensionistas deverá atingir R$ 22,4 bilhões.
De acordo com o estudo, R$ 25,3 bilhões devem ser pagos na Região
Sudeste, o que corresponde a 52,6% do valor total do 13.º salário.
A região sul ficará com 18,3% do total e o nordeste, com 16,8%.
Para o centro-oeste e norte, irão 7,5% e 4,8%, respectivamente.
As empresas têm até 30 de novembro para pagar a primeira parcela
do 13.º salário (50%) e o restante até 20 de dezembro. Parte
dos R$ 48,1 bilhões estimados para a massa do 13.º deste ano já foi
recebida por quem tirou férias. Algumas empresas também adiantam
a primeira parcela no meio do ano.
Neste ano, pela primeira vez, o governo antecipou o pagamento de até metade
do 13.º salário dos aposentados e pensionistas para este mês.
A medida faz parte do acordo fechado entre sindicalistas e o governo no começo
do ano, em que foi definido o reajuste de 5% para as aposentadorias acima do
salário mínimo (R$ 350). Para a oposição, o pagamento
de parte do 13.º um mês antes da eleição é medida
eleitoreira.
Para calcular a massa de recursos do 13.º salário, Pochmann levou
em conta dados da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), além de informações
do Ministério da Previdência.
Paraná deve ficar com R$ 2,7 bilhões
do bolo total
No Paraná, o pagamento do 13.º salário deve trazer impacto
da ordem de R$ 2,7 bilhões à economia local. A estimativa preliminar é do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos,
regional Paraná (Dieese-PR), que deve fazer a divulgação
oficial sobre o 13.º salário apenas em outubro.
No ano passado, o Dieese estimou a injeção de R$ 46 bilhões
na economia brasileira, sendo R$ 2,6 bilhões no Paraná. Para
este ano, a expectativa é de R$ 48 bilhões em nível nacional
e R$ 2,7 bilhões no Estado - ou seja, crescimento nominal de 5%. “Este
crescimento se deve ao aumento do emprego e ao aumento nominal do salário”,
apontou o economista Cid Cordeiro, supervisor técnico do Dieese-PR.
Incluindo o emprego informal (sem carteira assinada), o 13.º salário
deve injetar R$ 3,15 bilhões na economia paranaense.
Sobre o destino desse salário extra, Cordeiro acredita que apenas uma
parte será utilizado na quitação de dívidas. “A
maior parte deve ir mesmo para o consumo”, acredita. Segundo ele, o nível
de endividamento do brasileiro é elevado, mas as parcelas já fazem
parte do orçamento mensal.
Quem ainda não sabe o que fazer com o 13.º, o economista tem três
dicas: “Para quem está endividado, o ideal é quitar pela
ordem de maiores taxas de juros. Outra dica é fazer aplicações,
escolhendo a melhor taxa, que atualmente é a da renda fixa”, orientou,
acrescentando que é importante comparar as taxas administrativas, que
variam entre 2% e 5%, dependendo do banco. Já para quem vai gastar o
dinheiro com consumo, Cordeiro orienta pesquisar os preços desde já.
O economista acredita que as empresas, em sua esmagadora maioria, farão
o pagamento do 13.º salário apenas no limite do prazo: a primeira
parcela até o dia 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.
(Lyrian Saiki)
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA.,
19 de setembro de 2006
Operário morre soterrado em
Londrina
Luis Ramos trabalhava na construção
de galeria para escoamento de água; polícia afirma
que houve falha na segurança
Eduardo Anizelli

Trabalhadores abriam buraco de 3 metros quando uma das paredes desabou; quando
os bombeiros chegaram, Ramos já estava morto
Um operário que abria uma vala para construção de galeria
para escoamento de água da chuva morreu na tarde de ontem, na Zona Leste
de Londrina, após ser soterrado. Luis Carlos Ramos, 48 anos, estava
em seu primeiro dia de trabalho. Para a Polícia Científica, houve
falha do responsável pois não havia escoras laterais no buraco
de mais de três metros de profundidade e o trabalhador não usava
capacete. A obra é municipal e a licitação foi vencida
pela Paviservice, de Curitiba. A suspeita é de que a empresa teria sub-empreitado
o serviço.
O desabamento aconteceu por volta das
16 horas, na Rua Dionízio Pereira de Castro, na Vila Izabel. Um
grupo de operários abria um buraco com cerca de três metros
para colocação de manilhas, quando uma das paredes laterais
desabou e soterrou Ramos. Um segundo operário que trabalhava no
mesmo local conseguiu escapar.
Conforme relato de testemunhas, os trabalhadores
teriam ficado apavorados e tentaram usar uma máquina escavadeira
para salvar o colega de trabalho. No entanto, o trabalhador não
resistiu. O sargento Cláudio Bispo dos Reis, do Corpo de Bombeiros,
contou que quando o médico chegou ao local o operário já havia
falecido. Além da pressão da terra, a causa mais provável
da morte foi um ferimento profundo na cabeça que provocou até exposição
de massa encefálica. Nenhum familiar do trabalhador compareceu
ao local do acidente e a reportagem não conseguiu apurar se alguem
da família havia sido informado sobre o óbito.
De acordo com o perito da Polícia
Científica, Luis Carlos Kovacs, o ferimento pode ter sido provocado
ou pela pá da máquina ou por alguma ferramenta como enxada
ou picareta. O perito afirmou que a falta de escoramento lateral e a
falta de capacete de proteção individual concorreram decisivamente
para a morte de Ramos. ''Faltou segurança para ele'', atestou
o perito. O laudo com as conclusões definitivas sobre o acidente
deve ficar pronto em até 10 dias.
No local, alguns companheiros de trabalho
de Ramos comentaram que estariam ligados à empreiteira Itajui.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas,
esteve no local e evitou fazer comentários antes da conclusão
do trabalho de perícia. Ele classificou a morte como fatalidade
e lembrou que a galeria faz parte da obra de pavimentação
de algumas ruas no bairro. ''Infelizmente aconteceu essa fatalidade numa
obra importante para a região'', observou Freitas. Conforme o
secretário, a licitação para execução
do serviço foi vencida pela Paviservice. Os trabalhos teriam começado
há cerca de 15 dias e este era o primeiro dia de serviço
do operário morto.
Um representante da Paviservice
que estava no local foi procurado pela reportagem mas não quis
atender a imprensa. A reportagem também tentou contato por meio
de um telefone fornecido pela Secretaria Municipal de Obras mas a pessoa
que atendeu informou que o número chamado não seria da
empreiteira.
Luciano Augusto
Reportagem Local
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 19 de setembro de 2006 | Dinheiro
Financiamento para casa própria
tem alta de 214%
No mês passado, R$ 979,28 milhões foram aplicados com recursos
da poupança | Com a taxa básica de juros em 14,25% ao ano,
crédito imobiliário é visto como bom negócio
para os bancos que cobram TR mais 12%
ANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL
Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança
cresceram 214,3% em agosto, na comparação com igual período
de 2005, segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades
de Crédito Imobiliário e Poupança). Tanto o volume
financiado no mês -R$ 979,28 milhões- como o total de unidades
contratadas -11.495- são recordes nos últimos dois anos.
"A queda da taxa básica de juros e as mudanças feitas
na legislação do crédito imobiliário desde
2003 tornaram o financiamento à habitação um bom
negócio para os agentes do SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimo]", diz Osvaldo Correa Fonseca, diretor-geral
da Abecip. "A concessão de financiamentos cresce há dois
anos," acrescenta. Em janeiro do ano passado, quando a Selic estava
em 19,75% ao ano e o financiamento à habitação pelo
SBPE rendia aos bancos 14,4% ao ano (TR mais juro de 12%), o volume emprestado
foi de R$ 275,7 milhões apenas. "Agora a Selic e a remuneração
do crédito imobiliário estão no mesmo patamar",
afirma Fonseca.
Ele lembra que o financiamento começou a deslanchar depois da
lei nº 10.931 de 2003, que estabeleceu medidas que dão maior
segurança aos bancos e aos compradores de imóveis, como
o patrimônio de afetação (que separa as contabilidades
da obra e da construtora) e a alienação fiduciária
(que garante a retomada mais rápida do imóvel em caso de
inadimplência).
Além disso, desde 2005 o CMN (Conselho Monetário Nacional)
exige que os bancos apliquem em crédito imobiliário 65%
dos recursos captados na caderneta de poupança sob pena de terem
os depósitos recolhidos ao Banco Central com remuneração
de apenas 80% da TR (1,6% ao ano).
Ao mesmo tempo, flexibilizou a norma ao permitir
que as instituições
que financiarem imóveis no valor de R$ 60 mil a R$ 80 mil apliquem
um multiplicador sobre esse valor, para atingir os 65% de exigibilidade.
Quanto menor o valor financiado, maior o multiplicador. Parte dos recursos
da poupança, por essa regra, pôde ser destinada à aplicação
no mercado financeiro.
O objetivo era estimular o financiamento aos compradores
de menor renda e compensar os bancos pelo diferencial entre a taxa
básica de
juros e a taxa do crédito imobiliário. "Isso estimulou
os bancos a fazer crédito imobiliário e a competir pelos
clientes", diz Fonseca.
Apesar do crescimento dos financiamentos, entretanto,
o volume de crédito
imobiliário ainda é baixo -apenas 2% do PIB (Produto Interno
Bruto), enquanto em outros países chega a 40% e até 60%
do PIB. "O volume é baixo, pois estamos usando quase exclusivamente
recursos da poupança, é preciso buscar outras fontes de
financiamento", diz Fonseca.
O pacote da habitação, anunciado pelo governo na semana
passada, permitirá consolidar o crescimento do crédito
imobiliário, segundo ele, com o consignado e a prestação
prefixada que embute a TR nos juros.
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DCI – DIÁRIO,
COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS, 19 de setembro
de 2006
Desoneração faz venda
de itens de construção disparar
As vendas de caixas d’água
da Eternit nos últimos dois meses quadruplicaram na comparação
com igual período do ano passado, enquanto que as vendas de fios
da Prysmian cresceram entre 5% e 6% este ano, o dobro do previsto pela
empresa anteriormente. A forte elevação nas vendas é reflexo
da desoneração fiscal anunciada pelo governo federal ao
longo deste ano para alguns itens da cesta de materiais da construção
civil. “Sem os pacotes anunciados pelo governo federal para o setor,
nosso crescimento ficaria entre 2,5% e 3%”, afirma o diretor de
vendas e marketing da Prysmian, Humberto Duplat Paiva, comemorando o
aumento de 100% das vendas em relação ao que previra no
início do ano.
Mas segmentos que não tiveram redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) adiam novos investimentos.
O faturamento nominal no mercado interno dos produtos que tiveram o IPI
reduzido este ano, como fios e casos, portas, caixas d’água,
tintas e vernizes, louças sanitárias, entre outros, cresceu
quase seis pontos percentuais acima da alta registrada pelo setor como
um todo. As vendas desses itens cresceram 9,51% entre janeiro e agosto,
em relação a igual período do ano passado, segundo
a Associação Brasileira da Indústria de Materiais
de Construção (Abramat). Já a receita total do setor
de materiais de construção civil teve alta de apenas 3,64%.
A perspectiva de expansão nas vendas
fez com que a Prysmian investisse cerca de R$ 4,5 milhões em suas
linhas para a construção civil. A Eternit ainda não
prevê ampliar sua capacidade produtiva, mas destaca o lançamento
de uma nova caixa d’água em época de incentivos fiscais
ao setor. “Nossas vendas cresceram quatro vezes este ano, mas não
conseguimos detalhar qual a participação da queda do IPI
e quanto desse crescimento é reflexo do lançamento de produto”,
diz o presidente da Eternit, Élio Martins.
Itens como fechaduras, materiais elétricos
e vidros laminados ainda não foram contemplados pelo governo,
mas o presidente da Abramat, Melvyn Fox prevê que eles devem ser
desonerados em breve. “Acredito que até o final deste ano
o governo anunciará um novo pacote, incluindo outros itens”,
afirma.
Com o cenário favorável, o executivo reviu para cima sua projeção
de crescimento do setor de materiais de construção para este
ano. “Nossa projeção inicial era de alta entre 5% e 6%.
Agora já prevemos alta entre 7% e 8%”, diz.
Fechaduras
O pacote anunciado pelo governo na semana
passada recebeu críticas de segmentos não contemplados
mas que tinham a expectativa de ser desonerados, como é o caso
das fechaduras. “Tivemos uma enorme insatisfação
com o anúncio. A redução do IPI ajudaria o setor,
bastante afetado com o aumento dos insumos”, afirma Luciano Cabral,
gerente nacional de vendas da Arouca.
O executivo destaca que a não inclusão
das fechaduras no pacote obriga a empresa a adiar alguns de seus planos
para os próximos meses. “Essa decisão adia investimentos
e inibe o consumo da população”, ressalta. A Arouca
pretende investir na compra de maquinário para ampliar sua produção
em cerca de 20% a 30%.
Os fabricantes também destacam
que o segmento foi alvo de um forte aumento no preço dos insumos. “Desde
o início do ano, o preço do latão teve elevação
de aproximadamente 80%, percentual próximo ao aumento do zinco
e do cobre”, afirma a integrante do conselho de administração
do Grupo Papaiz, Sandra Papaiz.
Para se adequar a esse cenário,
a Papaiz pretende direcionar parte das atividades paulistas para a planta
localizada no Nordeste. “Os produtos mais simples serão
fabricados na Bahia, onde o custo de produção é menor.
Em São Paulo produziremos apenas produtos mais sofisticados”,
revela.
O presidente do conselho de administração
da Pado, Alfons Gardemann, destaca que a demora do governo em desonerar
de imposto as fechaduras e dobradiças afetará os negócios
neste ano. “Esperava que o pacote saísse ainda no primeiro
semestre. Com ele, cresceríamos cerca de 10% em 2006. Sem ele,
nossa previsão de aumento para o ano é de 5%”, diz.
Sem benefícios concedidos pelo
governo, algumas empresas minimizam a desoneração e destacam
a concorrência do mercado. “O incentivo acaba não
sendo repassado ao consumidor final pelos varejistas”, explica
Neri Bem, do departamento de contabilidade da Meber, empresa fabricante
de peças e acessórios de metais para cozinha e banheiro.
A ainda elevada carga tributária
do País é outro agravante. Para a produtora de telhas Cláudio
Vogel, um passo importante para alavancar as vendas é a redução
da alíquota do PIS e Cofins.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 19 de setembro de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES 2006 / CRISE DO DOSSIÊ
Campanha tucana pede que TSE casse candidatura de Lula
Tucanos pedem que TSE investigue o presidente;
tribunal decidirá se
tira o controle da investigação das mãos da PF | PT
reage à ação e divulga boletim no qual sugere que
dirigentes do PSDB e do PFL querem ganhar a eleição presidencial "no
tapetão"
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) pediu
ontem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que abra investigação
judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pede também que, ao final da investigação, casse
o registro da candidatura de Lula ou novo mandato se comprovado o envolvimento
dele na tentativa de compra do dossiê contra Alckmin e José Serra.
O pedido de investigação, por abuso de poder econômico
e político, se estende ao ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, ao advogado Gedimar
Pereira Passos, ao petista Valdebran Carlos Padilha e ao ex-assessor
Freud Godoy.
Com a eventual instauração desse processo pelo TSE, a
Polícia Federal continuará a apuração, mas
perderá o controle sobre ela, que passará às mãos
do ministro Cesar Asfor Rocha, corregedor-geral eleitoral. É o
corregedor quem vai decidir se o TSE vai ou não investigar.
Na representação ao TSE, Alckmin argumentou que a PF agiu
de forma parcial e deu tratamento privilegiado à candidatura de
Lula ao não permitir imagens do dinheiro apreendido e dos presos. "Se
de um lado a PF deu o mais amplo acesso ao material havido como comprometedor
do candidato ora recorrente, de outro, contrariando sua prática
mais recente, não apresentou ao público o dinheiro apreendido
nem as pessoas detidas." A investigação poderá esclarecer
o grau de envolvimento de Lula no caso.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, disse que
seu partido pediu a investigação do TSE por não ver confiabilidade no
ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. ""Não
nos merece confiabilidade o ministro da Justiça, que é um
criminalista a serviço do presidente". O presidente do PSDB,
Tasso Jereissati, também questionou Bastos: ""É um
homem íntegro, mas está sujeito a pressões muito
fortes, e não sei se conseguirá levar o caso com isenção,
já que trabalha no governo".
O PT divulgou ontem um boletim com o título "Querem ganhar
no tapetão?", no qual questiona a a ação da
oposição: "O que não fica claro é quem,
na opinião dos senadores Jereissati e Bornhausen, deve eleger
o próximo presidente da República: 125 milhões de
brasileiros ou um grupo de juízes?"
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SITE NCST, 19 de setembro
de 2006 | Notícias
Procuradoria da República
ameaça entrar com ação contra médicos
peritos do INSS
A Procuradoria da República deu até quarta-feira para os médicos
peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) retornarem ao trabalho.
Se isso não ocorrer, o Ministério Público irá com
uma ação contra a autarquia para o restabelecimento desse serviço
público.
A categoria está em greve por tempo
indeterminado desde a última sexta-feira. Esses profissionais
pedem que o governo atenda a uma pauta de reivindicações
cujo principal foco é o aumento da segurança no local de
trabalho.
O procurador Peterson de Paula Pereira mediou hoje uma reunião entre
as duas partes. Ele informou que se os peritos não retornarem ao trabalho,
o Ministério Público irá entrar com uma ação
civil pública contra o INSS.
"Espero que isso tenha um desenvolvimento
favorável", disse. Em busca de um acordo, representantes
dos médicos e do INSS farão reuniões até quarta-feira.
Apesar da greve, 30% dos peritos estão
trabalhando para atender os casos de urgência. Serão mantidos
os atendimentos aos maiores de 65 anos, ao segurado que precisa do acompanhamento
de um terceiro para locomoção, aos portadores de doenças
graves e aos que precisam da perícia para retornar ao trabalho.
Desde junho a ANMP (Associação
Nacional dos Médicos Peritos) negocia com o governo uma pauta
na área de segurança. A principal exigência é a
presença de seguranças armados nas agências do
INSS.
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SITE NCST, 19 de setembro
de 2006 | Notícias
Mercado volta a reduzir previsão
de crescimento da economia
Os analistas do mercado financeiro fizeram mais uma revisão para a baixo
para a previsão de crescimento da economia neste ano. A projeção
do PIB (Produto Interno Bruto) passou de 3,2% para 3,11%. No mês passado,
era de 3,55%.
Os ajustes ficaram mais constantes apõs
a divulgação do crescimento da economia no segundo trimestre,
que ficou abaixo do esperado.
A expansão foi de 0,5% no segundo
trimestre em relação aos três primeiros meses deste
ano. Trata-se do pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2005.
O resultado fraco foi puxado pela indústria. No ano primeiro trimestre,
o PIB teve avanço de 1,4%.
Já para a produção
industrial, a projeção do último levantamento do
BC caiu de 3,81% para 3,66% para este ano, segundo dados do boletim Focus,
divulgado semanalmente pelo Banco Central.
Inflação
O mercado financeiro reduziu também
as previsões para inflação neste ano. A projeção
para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi
revista de 3,32% para 3,23%. E para 2007, de 4,4% para 4,34%. A meta
do governo é uma inflação de 4,5% nos dois anos.
Ainda de acordo com o relatório
Focus, a projeção do IGP-DI (Índice Geral de Preços
- Disponibilidade Interna) foi mantida em 3,46%. Já a do IGP-M
(Índice Geral de Preços Mercado) caiu de 3,50% para 3,45%.
Sobre a taxa de juros, os analistas mantiveram
a previsão para a Selic no final do ano em 13,75% ao ano. Na última
reunião, ela foi reduzida de 14,75% ao ano para 14,25% ao ano.
Já a projeção
em relação ao superávit comercial --saldo positivo
entre exportações e importações-- foi elevada
de US$ 42,8 bilhões para US$ 43 bilhões.
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ESTADÃO.COM /SÃO
PAULO, 19 de setembro de 2006 | Economia
Exportações de 26 setores
caem no segundo trimestre
Cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) verificou que a média da queda foi de 2,4%
Nilson Brandão Junior
RIO - As exportações de
26 setores caíram, em média, 2,4% nas quantidades exportadas
no segundo trimestre, comparado ao último trimestre do ano passado,
conforme cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea). Embora o câmbio prejudique as vendas externas de forma
geral, a evolução foi diferente conforme o setor analisado.
Ocorreram quedas maiores nos grupos de agropecuária, têxtil
e óleos e crescimentos específicos, como os casos do açúcar
e café.
"Objetivo é ilustrar como
os índices de quantum (quantidades) variam de forma significativamente
distinta entre os diversos setores de atividade. Isso sugere que cada
um deles deve ser influenciado por diversos fatores, e que a taxa de
câmbio é apenas um deles", registra o trabalho realizado
pelo economista do Ipea Marcelo Nonnemberg.
De forma geral, as exportações
de produtos básicos está avançando, já que
o crescimento da demanda dos países compradores, como a China,
compensa o efeito negativo do câmbio. No acumulado de janeiro a
agosto deste ano, as vendas do Brasil para a China cresceram 36%, dominadas,
em grande parte, pelos produtos básicos.
O vice-presidente executivo da Associação
de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro,
explicou que no caso dos produtos básicos o câmbio fraco
pode afetar a rentabilidade, mas os mais prejudicados são os produtos
industrializados. "No caso dos manufaturados, o real valorizado
prejudica a competitividade dos produtos", afirmou. Ele disse que
já está havendo quedas de quantidades exportadas de manufaturados.
Na prática, o economista do Ipea
também comparou a evolução das quantidades exportadas
em 2004, ante 2003, período em que o câmbio estava mais
forte, em torno de R$ 3,00, com os mesmos 26 setores. Neste caso, eles
apresentaram crescimento médio de 19% nas quantidades exportadas
e todos cresceram. Houve também variações de taxas
de crescimento, que foram de 0,2%, caso da siderurgia, até 65%
(peças e veículos).
Previsões
Apesar do baixo desempenho das quantidade
exportadas este ano, o valor das vendas externas tem crescido principalmente
por conta dos preços mais altos. Na estimativa do Ipea, nos primeiros
sete meses do ano a taxa de crescimento dos valores exportados foi de
15%, sendo que a maior parte (quase 12%) explicada pelos aumentos de
preços.
O instituto prevê que as exportações
fecharão o ano em US$ 136 milhões, patamar superior à previsão
atual de US$ 132 bilhões do ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
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FETRACONSPAR, 18 de setembro
de 2006
Paraná: Dirigente Sindical assume a Prefeitura
de Irati
Dia 15 de setembro de 2006, o companheiro ANTONIO
ROBERTO CEQUINEL, Secretário de Finanças do STICM de
Irati, assumiu o cargo de Prefeito Municipal de Irati, em virtude
do licenciamento do Prefeito Sérgio Luiz Stoklos e da Vice-Prefeita
Mariza Massa Lucas
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Antonio Roberto Cequinel
sendo empossado
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Prefeito Sérgio
Luiz Stoklos cumprimentando-o.
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AGÊNCIA CÂMARA,
19 de setembro de 2006
Uso do processo civil pode agilizar
ação trabalhista
O Projeto de Lei 7152/06, do deputado Fleury (PTB-SP), autoriza a Justiça
do Trabalho a utilizar as normas do direito processual comum quando sua aplicação
tornar o desfecho da ação mais rápido do que a legislação
processual trabalhista. A proposta acrescenta um parágrafo ao artigo
769 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse artigo já permite
que o direito processual comum - que rege as ações cíveis
- seja usado no processo trabalhista, mas apenas como fonte subsidiária.
Ou seja, as normas do processo civil só são empregadas no caso
de omissão da legislação trabalhista. Com o PL 7152, diz
Fleury, a Justiça Trabalhista poderá optar por usar o processo
comum sempre que for mais conveniente para a celeridade da ação
em julgamento, tanto na fase recursal como na de execução.
"Deste modo, o processo do trabalho
também poderá se utilizar dos avanços conseguidos
pelo processo comum, sem necessidade de outras tantas alterações
legislativas", disse o deputado.
Atualmente, as ações que
tramitam na Justiça do Trabalho seguem o rito previsto na CLT,
que em sete capítulos trata do processo laboral.
Tramitação
O PL 7152 tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Trabalho, Administração e Serviço
Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Propostas relacionadas:
- PL-7152/2006
Reportagem - Janary Júnior
Edição - Renata Tôrres
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SITE SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL,
19 de setembro de 2006
Bancária aposentada pede ao
STF inclusão de cesta-alimentação ao benefício
O advogado de Maria Lúcia Netto
Ribeiro impetrou Mandado de Segurança (MS 26155) no Supremo Tribunal
Federal contra ato do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
(TJ-RS), que negou pedido de manutenção de cesta-alimentação à ex-bancária.
A defesa de Maria Lúcia, aposentada
do Banco do Brasil, alega que desde a convenção coletiva
de 2001/2002, “os bancários vêm percebendo a chamada
cesta-alimentação em conjunto com o vale ticket-refeição”.
Para a ex-bancária, trata-se de verba remuneratória em
contrapartida ao vale-refeição, de natureza indenizatória.
Com esse argumento foi ajuizada ação
contra a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil) responsável por sua aposentadoria. O pedido foi
negado, assim como todos os recursos interpostos contra a decisão
de primeira instância.
Com base no artigo 5º, caput, da
Constituição Federal (CF) – princípio da igualdade
perante a Lei, e no artigo 7º, inciso XXVI – desrespeito a
acordos e convenções coletivas, a aposentada pede ao Supremo
o reconhecimento de que lhe é devido o benefício da verba
remuneratória da cesta-alimentação. Acrescenta ainda
que, por tratar-se de verba de natureza alimentar, “há espaço
para que seja deferida a liminar” para que tal verba seja adicionada
ao seu benefício de aposentadoria imediatamente.
O relator é o ministro Carlos Ayres
Britto.
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CONSULTOR JURÍDICO,
19 de setembro de 2006
Contratação temporária
Justiça do Trabalho não
julga ação de servidor público
A Justiça do Trabalho não
tem competência para julgar ação que discute a contratação
temporária de servidor municipal estabelecida em lei especial.
A decisão unânime é da 5ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho.
O servidor temporário foi contratado
pelo município de Sapucaia do Sul (RS) para a função
de motorista de caminhão pesado em novembro de 1994 e dispensado
em novembro de 1995. Com o fim do contrato, ajuizou reclamação
trabalhista pedindo reconhecimento de vínculo de emprego, assinatura
de sua carteira de trabalho, pagamento de aviso-prévio, horas
extras, FGTS e demais verbas decorrentes da relação de
emprego.
Na contestação, o município
sustentou que a Justiça do Trabalho seria incompetente para analisar
o caso, por se tratar de contrato de locação de serviços
de natureza civil, e não trabalhista. A Vara do Trabalho rejeitou
a preliminar de incompetência e reconheceu a existência do
vínculo de emprego, acolhendo as verbas pleiteadas.
O município recorreu, sem sucesso,
ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande
do Sul). Em novo recurso ao TST, o município insistiu na tese
da incompetência da Justiça do Trabalho. O relator do processo,
juiz convocado Walmir Oliveira da Costa, entendeu que a relação
entre as partes era de natureza estatutária e acolheu o recurso.
O relator fundamentou seu voto na decisão
do Supremo Tribunal Federal que reconheceu que a competência para
a questão é da Justiça comum. No julgamento da Ação
Direta de Inconstitucionalidade 3.395, o STF suspendeu qualquer interpretação
que inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a apreciação
de causas entre o Poder Público e seus servidores.
RR 657.316/00.9
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
19/09/2006
MPT é legítimo para propor
ação anulatória de cláusula coletiva
O Ministério Público do
Trabalho tem legitimidade para propor ação anulatória
de cláusula de contrato, convenção ou acordo coletivo
que viole as liberdades individuais ou coletivas ou os direitos individuais
homogêneos indisponíveis dos trabalhadores. Este é o
entendimento lançado no acórdão de autoria do ministro
Milton de Moura França, acompanhado pelos ministros que compõem
a Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal
Superior do Trabalho (TST).
O Ministério Público do
Trabalho (MPT) propôs ação anulatória, com
pedido de liminar, impugnando a cláusula 27ª do aqcordo coletivo
de trabalho firmado entre a Unimed de Belém e os sindicatos profissionais,
prevendo o desconto de 2% da remuneração de todos os empregados,
nos meses de julho e novembro de 2002 e julho de 2003, a título
de contribuição para custeio do sistema confederativo.
Segundo o MPT, a imposição
compulsória dos descontos dos não associados significaria
uma afronta à liberdade de sindicalização, constitucionalmente
assegurada. A liminar foi concedida, suspendendo os efeitos da cláusula
do acordo, impondo-se multa mensal por descumprimento de R$ 1 mil por
empregado prejudicado.
No mérito, o Tribunal Regional
do Trabalho da 8a Região (Pará e Amapá), rejeitando
as preliminares de incompetência material da Justiça do
Trabalho, de incompetência hierárquica do TRT, de não
cabimento da ação anulatória e da inexistência
de interesse público ou afronta a direitos individuais dos trabalhadores,
bem como a de ilegitimidade ativa do Ministério Público
do Trabalho, julgou procedente o pedido, para declarar a nulidade da
cláusula.
Insatisfeitos, o Sindicato dos Profissionais
de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em
Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Pará, e o Sindicato
dos Profissionais de Vendas e Empregados Vendedores, Viajantes, Pracistas
e Funções Equivalentes ou Afins do Comércio no Estado
do Pará recorreram ao TST, por meio de recurso ordinário.
No recurso, insistiram na tese da ilegitimidade
do MPT. No mérito, argumentaram que o Supremo Tribunal Federal
tem entendido que os Acordos e Convenções Coletivos podem
estabelecer descontos a toda a categoria, a título de assistência
ou de contribuição confederativa, desde que garantido o
direito de oposição do trabalhador.
Em seu voto, o ministro Moura França
destacou o papel desempenhado pelo Ministério Público,
como instituição voltada à defesa dos interesses
da sociedade e à proteção das liberdades individuais
e coletivas, afastando a preliminar de ilegitimidade do MPT.
Quanto à cláusula em debate,
o ministro afirmou, com base no Precedente Normativo n° 119 do TST,
que é ilegítima a imposição de contribuição
assistencial a empregados não-sindicalizados, independentemente
de autorização em assembléia-geral extraordinária
da categoria, uma vez que afronta diretamente a liberdade de sindicalização.
Como forma de prestigiar os acordos e
convenções coletivos, cujo reconhecimento está garantido
na Constituição Federal, o ministro optou por restabelecer
parcialmente a cláusula impugnada, porém restringido o
desconto apenas aos empregados sindicalizados. (ROAA-24/2003-000-08-00.6)

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