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Medida Provisória 316 protege a saúde
do trabalhador
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Palavra do Presidente:
A Medida Provisória 316 é um
avanço na proteção da saúde do
trabalhador. Sabemos que o número de acidentes e doenças
ocasionadas pelo trabalho é superior aos números
apontados pelas estatísticas.
E mais, com inversão
do ônus da prova, a partir de agora é de responsabilidade
da empresa comprovar que o trabalhador não foi acometido
por doença ou lesão ocupacional devido às
suas atividades na função.
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Agora, o INSS pode conceder auxílio-doença por Acidente de
Trabalho (B-91) se ficar comprovado que a doença está no Nexo
Técnico Epidemiológico, que se trata de uma relação
de doenças e lesões relacionadas com o trabalho.
O trabalhador deixa de ser enquadrado
em “doença comum” (B31) e passa a ter seus direitos
como FGTS e estabilidade de 12 meses no emprego, enquanto ficar afastado
por doença ocupacional.
Caros trabalhadores, no mês que
vem teremos a oportunidade de mudar os rumos deste País. Vamos
votar em quem realmente trabalha, em quem tem ética, em quem
pensa no próximo e não apenas em si mesmos. Saiba, diferenciar
os políticos profissionais daqueles que querem fazer algo para
este País.

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DIÁRIO DE NATAL, 20 de setembro de
2006
Rio Grande do Norte: Construção
civil deve importar mão-de-obra
Eduardo Maia/DN/7.4.05

O setor já dispõe, no RN, de profissionais qualificados para algumas
funções
O crescimento que a construção civil vem
experimentando deverá trazer pelo menos um problema nos próximos
meses: a falta de mão-de-obra especializada. Segundo o sindicato
patronal do setor, o volume de obras está aumentando, mas a
capacitação de pessoal não está no mesmo
ritmo.
‘‘Se uma construtora precisar
de 60 carpinteiros para uma obra, não vai encontrar’’,
afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do estado (Sinduscon/RN), Sílvio Bezerra. Ele prevê que,
dentro de um ano, se não houver mais pessoas qualificadas para
funções específicas, como pintura, carpintaria
e manipulação de instalações elétricas,
as empresas terão que pagar mais caro por profissionais de seus
concorrentes ou trazer trabalhadores de outros estados. ‘‘As
duas possibilidades são ruins, pois aumentam os custos. Mas
a última é pior, pois tem muita gente sem emprego no
RN que poderia estar trabalhando’’. Bezerra esclarece que
são os profissionais que estão cada vez mais raros e
não o pessoal que trabalha como servente e vigilante - postos
que não necessitam de qualificação para serem
ocupados e, por isso, têm mão-de-obra em abundância.
Para ele, esse é um problema
que será mais sentido à medida que grandes obras - as
quais nos últimos dois anos estavam passando por fases de licenciamentos
- começarem a ser erguidas. O presidente do Sinduscon exemplifica
com o resort de luxo que o grupo espanhol Sánchez construirá em
Pitangui, Litoral Norte do estado. O empreendimento, que aguarda autorizações
dos órgãos públicos para iniciar os serviços
de construção, se chamará Grand Golf Natal e ocupará uma área
de 2,2 mil hectares, sendo 198 deles construídos. Contudo, entre
outros investimentos, somente este ano deverão ser R$ 300 milhões
em lançamentos, dos quais metade foram efetivados. ‘‘O
segundo semestre é sempre mais aquecido que o primeiro e esperamos
atingir a meta’’, diz Bezerra ao falar sobre a pujança
do setor.
O diretor regional do Serviço
de Aprendizagem Industrial (Senai), José Bezerra Marinho, disse
que está ciente da situação. Ele garantiu que
a instituição atenderá à demanda de profissionais
das empresas e, para isso, discutirá com o Sinduscon/RN as melhores
formas de ampliar suas ações de capacitação. ‘‘Estamos
tomando providências para dotar o Centro de Formação
Rosária Carriço de condições para atender
a este público’’, assegurou Marinho, referindo-se
ao centro que o Senai mantém voltado para a construção
civil, atualmente com 89 alunos, e que oferece os cursos específicos às
necessidades das construtoras. Mais informações sobre
os treinamentos podem ser obtidas nos telefones 3605-7116/7330.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 20 de setembro de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES 2006 / DATAFOLHA
Lula segue estável e venceria no 1º turno
Presidente mantém 50% dos votos e 56% dos válidos; Alckmin
oscila de 28% para 29%, e Heloísa continua com 9% | Para diretor
do Datafolha, efeitos da crise do dossiê ainda não foram
notados em pesquisa, que ouviu eleitores ontem e segunda
DA REPORTAGEM LOCAL
A 12 dias da eleição, é estável o quadro
da sucessão presidencial. Pesquisa Datafolha realizada ontem e
anteontem aponta para a reeleição do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em primeiro turno: ele se mantém com 50% das intenções
de voto e está 21 pontos à frente do principal adversário,
o tucano Geraldo Alckmin (29%).
Com dez pontos a mais do que a soma de todos os
adversários,
Lula tem 56% dos votos válidos. E, embora Alckmin tenha oscilado
um ponto para cima -de 28% para 29% em comparação à pesquisa
de 11 e 12 de setembro-, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino,
explica que "essa curva levemente ascendente" não sinaliza
para um segundo turno porque Lula permanece no mesmo patamar desde agosto.
"Não adianta os outros crescerem se o Lula não perder.
Enquanto Lula se mantiver no mesmo patamar, com 56% dos votos válidos,
não tem segundo turno", resumiu Paulino.
A candidata do PSOL, Heloisa Helena, continua com
9%. A exemplo de Alckmin, o candidato do PDT, Cristovam Buarque, oscilou
dentro da margem de erro
(que é de dois pontos) e passou de 1% para 2%. Votos nulos e em
branco somam 4%. Ana Maria Rangel (PRP), José Maria Eymael (PSDC),
Luciano Bivar (PSL) e Rui Pimenta (PCO) não atingiram 1%.
Paulino diz que a pesquisa capta apenas "sutilmente" a nova
crise do governo, com membros da campanha de Lula e um ex-assessor do
Planalto acusados de envolvimento na compra de um dossiê contra
Alckmin e José Serra. "Abrange mais o noticiário do
fim de semana, quando a crise era incipiente", disse Paulino. Ele
observa porém que as mudanças no programa de Alckmin, com
o tom mais agressivo e aparição dos aliados, não
tiveram efeito.
Alckmin cresceu cinco pontos no Sul -de 34% para
39%-, enquanto Lula oscilou um ponto para cima e está com 36%. Nas regiões
Norte e Centro-Oeste, Lula sofreu uma perda de seis pontos -de 53% para
47%- e Alckmin subiu dois pontos. Tem 32%. A performance nessas regiões
foi neutralizada pelo Sudeste: Lula teve uma variação positiva
de dois pontos (de 42% para 44%), enquanto Alckmin manteve 33%. No Nordeste,
Lula segue com 70%, e Alckmin, com 15%.
Em uma semana, Lula sofreu uma perda de cinco pontos
no Rio e está com
43%, enquanto Alckmin (22%) subiu três. Em Minas, Lula perdeu três
pontos e Alckmin cresceu três. Em São Paulo, porém,
Lula ganhou dois enquanto Alckmin perdeu dois.
Esta pesquisa do Datafolha, registrada no TSE com
o número 17958/2006, é um
levantamento por amostragem com abordagem em pontos de fluxo populacional
com cotas de sexo e idade e sorteio aleatório dos entrevistados.
Foram ouvidos 7.735 eleitores em 353 municípios de 25 unidades
da Federação. A margem de erro máxima é de
dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 20 setembro
de 2006 | Brasil
PESQUISA-Levantamento da Fecomércio
aponta vantagem do candidato tucano no maior colégio eleitoral
do país
Alckmin está 9,3 pontos à frente
em SP
São Paulo – O candidato do PSDB à Presidência da
República, Geraldo Alckmin, manteve, pelo terceiro mês consecutivo,
a preferência de votos entre os paulistanos, com 40,1% das intenções,
conforme a Pesquisa de Avaliação Política (PAP), divulgada
ontem pela Federação do Comércio do Estado São
Paulo (Fecomércio-SP). O levantamento, realizado no dia 1.º de
setembro, com 861 eleitores da capital paulista, mostrou que Alckmin venceria
o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio
Lula da Silva, na cidade por uma diferença de 9,3 pontos porcentuais,
contra vantagem anterior de 8 pontos, verificada em agosto.
De acordo com a Fecomércio-SP,
tanto o avanço do candidato tucano – de 39,6% para 40,1% –,
quanto a queda de Lula – de 31,6% para 30,8%, foram inferiores
a um ponto porcentual, o que mostra estabilidade.
O total de brancos e nulos somou 5,5% e os que não souberam ou não
responderam atingiram 6,6% no levantamento, com margem de erro de 3 pontos
porcentuais.
O destaque da pesquisa foi o desempenho
da candidata do PSol, Heloísa Helena, que tem mostrado evolução
constante.
Em julho, ela atingiu 8,5% das intenções
de voto; em agosto, subiu para 12,5%; e, em setembro, evoluiu para 14,1%.
Quanto aos outros nomes avaliados pela
PAP, no contraponto entre setembro e agosto, o candidato Cristovam Buarque
(PDT) subiu de 0,9% para 2%; Rui Pimenta (PCO) oscilou negativamente
de 0,6% para 0,4%; José Maria Eymael (PSDC) passou de 0,4% para
0,3%; e Luciano Bivar (PSL) ficou praticamente estável, com 0,1%
das intenções de voto contra 0,3% em agosto.
Segundo a Fecomércio-SP,
o nome da candidata Ana Maria Rangel (PRP) não foi sugerido
na pesquisa estimulada porque sua candidatura – impugnada pelo
TSE até o fim do mês de agosto – ainda não
havia sido autorizada para ser apresentada no horário político
eleitoral gratuito em rádio e tevê.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 20 de setembro de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES 2006
"República de sindicalistas" de
Lula forjou laços na CUT
Campanhas de Lula têm "know how" cutista
sobre recursos
LAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Antes de chegarem ao poder, os dirigentes
sindicais que ocuparam (ou ainda ocupam) cargos na "república
de sindicalistas", comandada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, já mantinham relações de amizade
na CUT (Central Única dos Trabalhadores), maior central da América
Latina.
Ao menos 44 ex-sindicalistas chegaram
a integrar em 2004 os vários escalões do Executivo, como
ministros, assessores, secretários, presidentes de estatais e
dirigentes de entidades ligadas ao governo federal.
A troca de experiências no movimento
sindical, em cargos que permitiam ter acesso a informações
sobre recursos públicos e como obtê-los, foi fundamental
para que os cutistas transferissem esse "know-how" para as
campanhas de Lula à Presidência, segundo a Folha apurou
com dirigentes que fundaram a central sindical.
Jorge Lorenzetti, apontado como intermediário
da negociação do dossiê contra os tucanos, foi secretário
de formação política da CUT anos 90. Teve contatos
com sindicatos internacionais, com os quais teria conseguido financiamentos
para programas da CUT.
Também nessa época, Delúbio
Soares ocupou o cargo de tesoureiro da CUT e chegou a representar a entidade
no Conselho Deliberativo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), órgão
que administra os recursos do fundo.
Ex-tesoureiro do PT, Soares é um
dos envolvidos no esquema ilegal de repasse de dinheiro intermediado
pelo publicitário Marcos Valério.
Lorenzetti ainda é apontado por
ser o responsável pela aproximação da CUT e José Dirceu,
ex-ministro-chefe da Casa Civil. Dirceu nega o elo com Lorenzetti -licenciado
desde março de uma diretoria do Banco do Estado de Santa Catarina
para cuidar da campanha presidencial de Lula.
"[As ligações] são
uma mesquinha manipulação jornalística para tentar
me associar aos acontecimentos. Coisas da oposição",
afirmou Dirceu ontem em seu blog.
Soares e Dirceu integram a lista dos 40
denunciados pela Procuradoria-Geral da República de envolvimento
no escândalo do mensalão.
Ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Bernardo do Campo (hoje, do ABC) e ex-chefe de gabinete
do ministro Luiz Marinho (Trabalho), Oswaldo Bargas também teve
seu nome associado a oferta de dossiês. Ele teria oferecido os
documentos à revista "Época".
É a segunda vez que o nome de Bargas
aparece associado a dossiês. Em 2003, foi apontado pela revista "Veja" como
integrante de um suposto grupo de "blindagem eleitoral" que
preparava dossiês contra adversários do então candidato
Lula nas eleições de 2002. Ele nega.
Carlos Alberto Grana, ex-diretor do Sindicato
dos Metalúrgicos do ABC, que na ocasião da campanha e hoje
presidente da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos)
da CUT, é citado na mesma reportagem como o responsável
pela parte "logística" do grupo. Na ocasião,
Grana negou existir a equipe de "blindagem". A Folha não
o localizou ontem.
Esse grupo, cujo QG seria em São
Paulo, teria levantado documentos que ligavam Paulo Pereira da Silva,
hoje presidente licenciado da Força Sindical e então candidato
a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, a supostas irregularidades
no uso do FAT. Após a notícia, Pereira da Silva deixou
o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o "Conselhão" e
rompeu com o governo Lula.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 20 de setembro de 2006 | Dinheiro
Indústria de SP fecha postos
em agosto, diz Ciesp
KAREN CAMACHO
DA FOLHA ONLINE
A indústria de transformação
do Estado de São Paulo fechou 2.862 postos de trabalho em agosto
e registrou a primeira queda do ano, segundo pesquisa do Ciesp (Centro
das Indústrias do Estado de São Paulo). Em julho, o setor
havia gerado apenas 903 postos e, em agosto do ano passado, 1.346 vagas.
O resultado aponta queda de 0,13% no total
de trabalhadores e antecipa recuo que, em geral, ocorre a partir de outubro,
diz o Ciesp.
Segundo a pesquisa, 14 dos 21 setores
tiveram desempenho negativo.
No acumulado dos primeiros oito meses
do ano, a indústria cresceu 2,68% e criou 55.961 postos de trabalho.
No ano, o resultado não é pior porque o interior mantém índice
positivo, de 5,07%. A Grande São Paulo acumula queda de 0,5%.
Dados da Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de São Paulo) mostraram que
a indústria paulista perdeu 5.000 postos em agosto e registrou
a primeira queda do ano, de 0,26%.
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AGÊNCIA BRASIL, 20
de setembro de 2006
Trabalhadores encontrados em condições
subumanas são ouvidos no Rio
Rio de Janeiro - Os empregadores Manoel
Gomes Xavier, Kevio Romenio da Silva e Norlandio Azevedo vão ser
ouvidos hoje (19), às 13 horas, na Delegacia Regional do Trabalho
(DRT), no Rio, juntamente com os trabalhadores encontrados em condições
degradantes no bairro de Bangu, na zona oeste da cidade. São cerca
de 50 trabalhadores procedentes da Paraíba, levados ao Rio para
vender redes nas praias.
Eles foram encontrados nesta segunda-feira
(18) em condições análogas às de escravos.
Estavam instalados em alojamentos inadequados e foram localizados durante
operação conjunta da Polícia Federal, Ministério
Público do Trabalho, DRT, além da Polícia Militar.
De acordo com informações
dos trabalhadores, Manoel Gomes Xavier, dono da tecelagem São
José, no interior da Paraíba, dava R$ 1,5 mil a cada um.
Em troca, o jovem ia para o Rio vender as redes e pagar a dívida.
O dinheiro era deixado com a família para garantir o sustento.
Além disso, os trabalhadores recebiam comissão de apenas
R$ 2 por cada rede vendida.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20 setembro
de 2006 | Brasil
EMPREGO
IBGE abre 86 mil vagas temporárias
O IBGE publicou ontem no Diário Oficial da União o edital do
processo seletivo para preencher 86.469 mil cargos temporários em todo
o país. A remuneração varia de R$ 600 a R$ 800. São
525 vagas para auxiliar censitário administrativo (cargo que exige ensino
médio concluído e prevê remuneração de R$
600), 5.409 vagas para agente censitário municipal (exige ensino médio
e prevê R$ 800 de pagamento), 12.394 vagas para agente censitário
supervisor (exige ensino médio e prevê pagamento de R$ 700) e
68.141 vagas para recenseador (exige ensino fundamental concluído. Pagamento
por produção). Os trabalhadores vão atuar no Censo Agropecuário
e na Contagem da População.
18 de outubro é o dia que
começam as inscrições para o concurso do IBGE.
O prazo termina em 27 de outubro.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20 setembro
de 2006 | Economia
Celulose e Papel
Troca bilionária de fábricas
O diretor-presidente da Votorantim Celulose e Papel (VCP), José Luciano
Penido, anunciou um acordo com a International Paper para a troca de ativos
na área de papel e celulose. O acordo prevê que a VCP transfira
para a International Paper sua unidade de produção de celulose
e papel localizada no município de Luiz Antonio (SP), bem como as reservas
florestais da unidade. A International Paper, por sua vez, vai transferir para
a VCP uma planta de celulose em construção avaliada em US$ 1,15
bilhão, além de terras e florestas plantadas localizadas em Três
Lagoas (MS).
O início da operação
dessa unidade está previsto para janeiro de 2009 e sua capacidade
de produção será de 1,1 milhão de toneladas
anuais.
Com a operação, a VCP deve
fortalecer sua posição de uma das maiores produtoras mundiais
de celulose, com uma produção anual superior a 3 milhões
de toneladas.
Já a fábrica de Luiz
Antonio se destaca na produção de papéis não-revestidos
e oferece possibilidade de criação de valor futuro para
a International Paper, que possui uma rede de distribuição
internacional de papel.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 20 setembro
de 2006 | Economia
PARALISAÇÃO 1
Bancários aprovam greve
Bancários de Curitiba e região farão greve na próxima
terça-feira. No dia 25, segunda-feira, às vésperas da
paralisação, será realizada uma reunião para avaliar
como será o movimento – se pontual ou por tempo indeterminado.
Até lá, devem ocorrer paralisações esporádicas.
Ontem, não funcionaram até o
meio dia seis agências dos bancos Itaú, Bradesco, ABN
Amro Real e Santander, no centro de Curitiba, em protesto contra a
proposta dos patrões de não dar nenhum reajuste salarial
neste ano. Os trabalhadores exigem aumento de 9,9%, distribuição
de 10% no lucro líquido mais R$ 1,5 mil, auxílio-creche
de R$ 350, cesta-alimentação de R$ 390, discussão
das metas e fim do assédio moral desde o dia 10 de agosto, para
começar em 1.º de setembro, data-base da categoria. Os
banqueiros justificam que a inflação foi baixa e por
isso não há necessidade de reajuste. Os bancários
rebatem lembrando que, só no primeiro semestre, os cinco maiores
bancos do país lucraram cerca de R$ 11,5 bilhões.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 20 de setembro de 2006 | Dinheiro
Médicos peritos do INSS suspendem
greve
Atendimento volta ao normal hoje nos postos;
ainda não está certo se os dias parados serão
descontados
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os médicos peritos do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) decidiram ontem suspender a greve, iniciada
na sexta-feira, diante da promessa de mais segurança nas agências
de atendimento e da revisão no cálculo da principal gratificação
que recebem. O atendimento volta ao normal hoje e ainda não está certo
se os dias parados serão descontados.
Em votação eletrônica,
cerca de 65% dos médicos aceitaram encerrar a paralisação.
A Associação Nacional dos Médicos Peritos, porém,
não descarta nova greve se episódios de violência
voltarem a ocorrer.
"Não queremos ficar brincando
de anunciar greve em cima de greve. Mas a qualquer momento, se continuarem
esses casos de violência, podemos recrudescer o movimento, sim",
disse ontem Luiz Carlos Argolo, vice-presidente da associação.
A insatisfação dos médicos
com as condições de trabalho e as agressões de segurados
transformou-se em paralisação depois do assassinato de
Maria Cristina Souza da Silva, chefe da perícia médica
de Governador Valadares (MG), na quarta-feira da semana passada. Ela
estava em seu carro, indo para o trabalho, e foi morta com três
tiros no tórax, disparados por um homem em uma bicicleta.
Anteontem, o Ministério Público
Federal determinou que ao menos 30% dos atendimentos não poderiam
ser interrompidos, por se tratar de serviço público fundamental.
Nas negociações, o INSS
aceitou enviar, por carta, o resultado das perícias a partir do
dia 29 deste mês; dotar as novas unidades de atendimento de equipamentos
de vigilância e melhor controle de segurança.
Até amanhã, o instituto
também deve apresentar um estudo das agências com maior índice
de ameaças e agressões contra médicos.
"Com mais de 1.200 agências
da Previdência no Brasil, o percentual deve ser bem superior a
10%", estimou Argolo.
Gratificação
O INSS também prometeu fazer um "expurgo" no
cálculo da Gdamp -gratificação para os atendimentos
realizados em até cinco dias, a contar da data do pedido.
Segundo Argolo, a conta é prejudicada
por recursos e detalhes burocráticos, e muitos médicos
podem perder o benefício se isso não for alterado.
Além disso, avaliou Argolo, os
mutirões realizados em diversos Estados não valem pontos
para a gratificação, que, em geral, dobra o valor do salário
dos médicos.
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AGÊNCIA CÂMARA,
20 de setembro de 2006
MP cria prestação fixa
para financiamento da casa própria
A Câmara analisa a Medida Provisória
321/06, que muda as regras dos novos contratos de financiamento da casa
própria. A MP faz parte de um pacote imobiliário anunciado
pelo governo para facilitar o acesso da população de baixa
renda aos financiamentos e para desindexar a economia.
Entre as novas regras, estão a
possibilidade da eliminação da Taxa Referencial de Juros
(TR) — divulgada mensalmente pelo Banco Central — no cálculo
das prestações e da criação do sistema de
taxa pré-fixada.
Na avaliação do Ministro
da Fazenda, Guido Mantega, os principais beneficiados são os próprios
mutuários do crédito imobiliário: Eles "passam
a ter acesso a financiamentos de longo prazo a taxas pré-fixadas,
sem a incerteza gerada pela correção das prestações
e do saldo devedor pela TR", argumenta.
Livre negociação
Embora a MP não faça referência aos contratos atuais, o
secretário de Política Econômica do Ministério da
Fazenda, Julio Sérgio Gomes de Almeida, informa que bancos e clientes
passam a ter liberdade para renegociar os contratos. De acordo com o secretário,
a MP permite três tipos de contrato.
O primeiro mantém os moldes atuais,
com juros de até 12% ao ano mais a variação da TR.
O segundo estabelece juros pré-fixados de até 12% e elimina
a TR. E o terceiro permite o acréscimo aos 12% de juros de uma
taxa correspondente à TR, mas com prestações fixas.
Segundo o Ministério da Fazenda,
o valor desse acréscimo ainda dependerá de resolução
do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Tramitação
A MP passa a trancar a pauta da Casa onde
estiver (Câmara ou Senado) no dia 28 de outubro.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 20
de setembro de 2006
Brasil está num momento de
transição
Para economista do Bradesco, efeitos dos
ajustes econômicos começarão a ser sentidos
a partir de 2007
A economia brasileira está em
um momento de transição. Isso significa que os efeitos
dos ajustes que estão sendo feitos atualmente mas que ainda
não estão concluídos (como a redução
da taxa Selic e a manutenção dos baixos índices
de inflação) deverão surtir efeitos positivos
na economia a partir do segundo semestre do próximo ano.
Essa é a avaliação do economista-sênior
do Banco Bradesco (o maior banco privado do País), Fernando
Honorato Barbosa que abriu, ontem, a 17 Semana de Economia de Londrina.
Ele ministrou palestra sobre o cenário econômico de
2006 e 2007.
Ele ressaltou que a sua avaliação é positiva
e que é uma análise de economista e não do banco.
Barbosa afirmou que 2006 é um ano de transição,
mas que 2007 será melhor. ''Haverá um crescimento mais
forte (a projeção é que o índice chegue a
3,6%, contra os 3,4% que deverão ser alcançados em 2006)
e a taxa Selic deverá estar em 12% (atualmente está em
14,25%)'', afirmou. O cenário que os economistas têm trabalhado é com
uma inflação de 3,1% neste ano, contra 3,9% em 2007 (os índices
estão abaixo da meta do Banco Central, que trabalha com um porcentual
superior aos 4%). O dólar deverá fechar este ano cotado
a R$ 2,10 e, em 2007, deverá ter uma leve alta para R$ 2,20.
Embora todas as conjunturas indiquem o
contrário, o economista também aposta em um cenário
positivo para o setor industrial. Na sua avaliação, as
indústrias deverão ganhar produtividade (medida necessária
para continuar competindo com os importados), mas também serão
beneficiadas pela queda de juros, uma vez que o custo para a tomada de
crédito também irá cair. Com isso, a tendência é de
um aumento na geração de empregos, o que aumentaria o consumo
doméstico. ''A massa salarial teve crescimento real de 5,5% a
6% e a taxa Selic a 12% será uma das menores taxas reais que já tivemos
com a inflação em condições normais'', comentou.
Ajustes - Segundo Barbosa, desde 1999
- e mais fortemente há 3 anos - estão sendo feitos ajustes
externos que têm contribuído para o crescimento do nível
de confiança no Brasil. ''Temos um superávit comercial
de US$ 45 bilhões, enquanto há 7 anos tínhamos um
déficit de US$ 7 bilhões, US$ 8 bilhões e, além
disso, o País reduziu fortemente o valor da sua dívida
externa'', comentou. Com isso, ele acrescentou que os agentes estrangeiros
e domésticos passaram a ser sentir mais seguros para investir
no País devido à ''boa condução'' da política
econômica.
Outro efeito foi a queda do risco-País.
''Esse índice reduziu o custo de captação de recursos,
o que também é um incentivo para investimentos. A taxa
de câmbio - que caiu de US$ 3,50 para US$ 2,20 - manteve a inflação
baixa. Os preços não foram reajustados porque ficou barato
importar'', disse o economista. No entanto, ele lembrou que há ''disparidades
regionais'' de crescimento, uma vez que as regiões Norte e Nordeste
estão apresentando ritmo mais acelerado que as regiões
Sul e Sudeste, por exemplo.
Fernanda Mazzini
Reportagem Local
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ESTADÃO.COM /SÃO
PAULO, 20 de setembro de 2006 | Economia
22% dos inadimplentes recebem entre
R$ 350 a R$ 700
A faixa de renda seguinte - que vai de R$
700 a R$ 1050 - representa 21% dos inadimplentes, segundo levantamento
da Telecheque
Gabriela Villen e Carolina Ruhman
SÃO PAULO - Levantamento da Telecheque
revelou que 22% do total de inadimplentes tem renda entre R$ 350 e R$
700. A faixa de renda seguinte - que vai de R$ 700 a R$ 1050 - representa
21% dos inadimplentes, de acordo com a pesquisa, que foi divulgada nesta
terça-feira pela empresa de concessão de crédito
ao varejo e entrevistou 988 consumidores inadimplentes entre agosto e
setembro.
Com relação à ocupação,
a pesquisa mostrou que 43% estão empregados em empresas privadas
e que os profissionais autônomos representam 23% do total dos inadimplentes.
Segundo a empresa, para 42% dos pesquisados a inadimplência é conseqüência
de descontrole financeiro, seguido por empréstimo do nome para
terceiros, apontado como motivo por 13%, e desemprego, citado por 10%.
De acordo com o estudo, 76% das compras
que geraram inadimplência variaram entre R$ 50 a R$ 399 e 63% foram
feitas para pagamento à vista. Os segmentos que sofreram maior
impacto da inadimplência foram os supermercados (28%), confecções
(20%) e postos de combustível (12%).
"O processo de bancarização
da população brasileira fez grandes progressos nos últimos
anos, principalmente devido à concorrência acirrada entre
as instituições financeiras, que descobriram nos brasileiros
com renda mais baixa um público a ser explorado e melhor aproveitado
como seus clientes", avaliou a Telecheque.
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AGÊNCIA CÂMARA,
20 de setembro de 2006
Demitido por justa causa pode receber
seguro-desemprego
A Câmara analisa o Projeto de Lei
7201/06, do deputado Carlos Mota (PSB-MG), que estende o pagamento do
seguro-desemprego ao trabalhador que contestar na Justiça a demissão
por justa causa. Segundo o texto, o benefício deverá ser
pago até a conclusão da ação trabalhista.
Caso contrário, o empregador será obrigado a recolher ao
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), a título de multa, o valor
correspondente ao dobro da remuneração total prevista no
contrato na data da dispensa.
Pela legislação em vigor,
somente após o julgamento final, o trabalhador passa a ter direito
ao seguro, se a decisão judicial for favorável a ele.
Dignidade
Na avaliação de Carlos Mota, "é necessário
corrigir distorções da legislação, em obediência
aos princípios da dignidade do trabalhador e do valor social do
trabalho". Em sua opinião, estender o benefício ao
trabalhador que aguarda a decisão judicial é essencial
para garantir recursos que mantenham sua família até a
obtenção de um novo emprego. "Atualmente, ele é obrigado
a esperar durante período em que corre processo trabalhista",
observa.
A proposta altera a Lei do Seguro-Desemprego
(Lei 7998/90).
Tramitação
O projeto será analisado
em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de setembro de 2006
Fora do perigo
Comissário não deve receber
adicional de periculosidade
Empregado da empresa aérea que
fica dentro do avião durante o reabastecimento de combustível
não tem direito a adicional de periculosidade. O entendimento,
já pacificado, foi reafirmado pela 3ª Turma do Tribunal Superior
do Trabalho. Os ministros acolheram o Recurso de Revista da Vasp — Viação
Aérea de São Paulo contra decisão da segunda instância.
A empresa foi condenada pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) ao pagamento
do adicional de periculosidade. “A perícia atestou que o
trabalhador atuava no interior das aeronaves simultaneamente ao abastecimento
de combustível, permanecendo, assim, em área de risco — conceituando
como tal toda a área de operação de abastecimento,
em razão de eventual vazamento, incêndio ou explosão,
devido ao expressivo volume de capacidade de carga das aeronaves”,
explicou o TRT paulista.
A Vasp recorreu ao TST. Argumentou a inviabilidade
do pagamento da parcela. Segundo a empresa, o fato de o comissário
permanecer dentro da aeronave não pode ser enquadrado como situação
de risco porque não está prevista na Norma Regulamentadora
16 do Ministério do Trabalho, que regula as atividades e operações
perigosas.
A ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora,
acolheu os argumentos. “O mero risco genérico da ocorrência
de um infortúnio, contudo, não significa que a atividade
deva ser tida por perigosa.”
De acordo com a NR 16, fazem jus ao adicional
de periculosidade de 30% os trabalhadores que atuam nos postos de reabastecimento
das aeronaves ou em área de risco. A regulamentação,
contudo, não foi específica em fixar as dimensões
da área de risco em relação às aeronaves.
Em outros pontos, foi específica, como, por exemplo, no caso do
abastecimento de veículos, em que fixou a zona de risco em uma área
de sete metros e meio, tendo como centro a bomba de gasolina.
RR 2.600/2000-316-02-00.0
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de setembro de 2006
Aposentadoria recheada
Inativos da Nossa Caixa ganham participação
nos lucros
O Tribunal Superior do Trabalho confirmou
o direito de um grupo de aposentados da Nossa Caixa à participação
nos lucros e resultados do banco. A decisão é da 1ª Turma
do TST. Os ministros negaram o recurso da instituição financeira,
condenada pelas instâncias inferiores.
A Nossa Caixa argumentou que a concessão
das vantagens ao grupo de inativos não tem qualquer respaldo legal,
já que as Convenções Coletivas de Trabalho (1996
e 1997), que previam as parcelas, seriam restritas aos empregados em
atividade.
O argumento foi afastado pelo ministro
Lelio Bentes Correa, relator do recurso. Bentes constatou que, à época
da transformação da antiga autarquia (Caixa Econômica
do Estado de São Paulo S/A) em sociedade anônima (Nossa
Caixa), os então trabalhadores optaram pelo regime celetista,
conforme a Lei Estadual 10.430 de 1971.
A mudança do regime de trabalho
foi regulamentada pelo Decreto 7.711 de 1976, que assegurou “os
direitos e vantagens adquiridos, relacionados com férias, licença-prêmio,
tempo de serviço e aposentadoria, responsabilizando a CEESP – Caixa
Econômica do Estado de São Paulo S/A (artigo 7º) pelo ônus
da aposentadoria integral aos empregados que fizeram a opção”.
Também foi observado que o regulamento
de pessoal de 1976 assegurou, de forma expressa, o respeito aos direitos
adquiridos dos trabalhadores conforme as normas vigentes quando contratados
(Lei Estadual 10.261 de 1968).
“As vantagens instituídas
em favor dos empregados ativos da reclamada mediante instrumentos normativos
foram deferidas aos aposentados, com fundamento no disposto na Lei 10.430/71
e no Regulamento de Pessoal de 1976, ao entendimento de que tais normas
asseguram paridade entre os proventos dos aposentados e o vencimento,
remuneração ou vantagens dos empregados da ativa”,
observou Lelio Bentes.
RR 783.731/2001.3
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CONSULTOR JURÍDICO,
20 de setembro de 2006
Acesso à Justiça
Judiciário Estadual pode julgar
ação contra o INSS
Ação previdenciária
deve ser julgada pela Justiça Estadual quando não há vara
da Justiça Federal no domicílio do autor do processo. O
entendimento foi reafirmado pelo ministro Paulo Gallotti, do Superior
Tribunal de Justiça.
O STJ julgou conflito de competência
entre a Vara do Trabalho de Cataguases e a 1ª Vara Cível
de Além Paraíba, ambas em Minas Gerais. A Justiça
Estadual declinou da competência para o exame da questão,
com base na alteração do artigo 114 da Constituição
Federal e determinou a remessa dos autos à Justiça do Trabalho,
que suscitou o conflito.
No recurso ao STJ, o ministro concluiu
que a 1ª Vara Cível de Além Paraíba é competente
para julgar ação contra o INSS. O ministro observou que
a natureza do pedido é nitidamente previdenciária e de
competência da Justiça Federal, já que visa o reconhecimento
de tempo de serviço especial.
No entanto, Gallotti diz que a competência
deve ser repassada à Justiça Estadual, uma vez que não
há, no domicílio da autora, vara da Justiça Federal.
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FETRACONSPAR,
20 de setembro de 2006
Cianorte/PR
Lei
n.º 2.724/2006
Cria
o Dia Municipal do Trabalhador da Construção Civil
no Município de Cianorte,
e dá outras providências

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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
20/09/2006
Controle da jornada garante horas extras
a motorista
A Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, em decisão unânime, garantiu o pagamento de
horas extraordinárias a um motorista mineiro, que teve a jornada
de trabalho submetida a um efetivo controle pela empresa. A constatação,
de acordo com voto do ministro Lelio Bentes Correa (relator), afastou
o enquadramento do empregado no dispositivo da legislação
que afasta o direito de horas extras para quem exerce atividade externa
incompatível com a fixação de horário de
trabalho (artigo 62, inciso I - CLT).
“A verificação do
cumprimento das previsões de viagem, o conhecimento prévio
da rota preestabelecida, além da utilização do tacógrafo
e principalmente do REDAC e do AUTOTRAC são elementos suficientes
para configurar o exercício patronal do controle da jornada praticada
pelo motorista e afastar a possibilidade de seu enquadramento na previsão
excludente do pagamento de horas extras constante da legislação”,
afirmou Lelio Bentes, ao fundamentar seu voto.
O julgamento do TST modifica decisão
tomada anteriormente pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(Minas Gerais), favorável à empregadora, a Martins Comércio
e Serviços de Distribuição Ltda. Apesar de reconhecer
que a empresa tinha conhecimento prévio dos roteiros e distâncias
a serem cumpridos, bem como do tempo gasto em cada viagem, o TRT mineiro
entendeu que o controle de horário não seria possível
pois os instrumentos eletrônicos de controle (REDAC e AUTOTRAC)
não serviriam para aferir a jornada diária de trabalho.
A Primeira Turma do TST, contudo, optou
por interpretação diversa da adotada pelo TRT/MG. Segundo
Lelio Bentes, os elementos de prova coletados no processo e mencionados
na decisão regional indicaram “que o motorista usava, no
caminhão, além do tacógrafo, recursos de controle
de percurso e velocidade chamados REDAC e AUTOTRAC, tendo sido confirmado,
a partir de depoimentos testemunhais, que ‘a empresa sabia previamente
os roteiros e as distâncias a serem cumpridos, bem como o tempo
gasto em cada viagem’ ”.
Na mesma decisão, o órgão
do TST deferiu o recurso do trabalhador para garantir-lhe a restituição
dos valores gastos pelo motorista com o pagamento de chapas - ajudantes
contratados para descarregar as mercadorias do veículo.
“Considerando-se como notório
o fato de que o carregamento e descarregamento de mercadorias são
essenciais ao exercício da atividade-fim da empresa, tem-se
que a atribuição de responsabilidade pelas despesas efetuadas
com a contratação de chapas ao empregado consubstancia
verdadeira transferência dos riscos do empreendimento ao trabalhador,
em desvirtuamento ostensivo do comando expresso do artigo 2º da
CLT”, observou o relator. (RR 777936/2001.0)

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