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FETRACONSPAR, 21
de setembro de 2006
Comissão Nacional dos
Trabalhadores do Amianto participa de viagem à Grécia,
para defender o uso controlado da fibra
O secretário geral da FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NAS
INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DO ESTADO
DO PARANÁ, companheiro REINALDIM BARBOZA PEREIRA e
presidente do:- SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
E DO MOBILIÁRIO DE PARANAVAÍ viajou nesta quinta-feira dia 21/09/2006
para a Grécia. Em Atenas participará juntamente com os companheiros EMÍLIO
ALVES FERREIRA JÚNIOR Presidente do:- SINDICATO DOS TRABALHADORES
NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO, CERAMISTA
E PRODUTOS DE CIMENTO DE CAPIVARI e vice-presidente da FEDERAÇÃO
DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO
DO ESTADO DE SÃO PAULO e ITACI DE SÁ Presidente
do:- SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
E DO MOBILIÁRIO DE CRICIÚMA e secretário geral da FEDERAÇÃO
DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO
DO ESTADO DE SANTA CATARINA da 14a Conferencia de la UITBB (UIS de la Construcción,
la Madera y Materiales de Construcción) que acontecerá nos
dias 23 al 25 de setembro de 2006.
Os três fazem parte da CNTA - COMISSÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES
DO AMIANTO , para representar os trabalhadores nas fábricas
de fibrocimento zelando pelo uso controlado e responsável do amianto
crisotila no Brasil.
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Reinaldim
Barboza Pereira
(Secretário Geral da FETRACONSPAR e Presidente do STICM Paranavaí)
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Emílio
Alves Ferreira Júnior
(Vice-Presidente da FETICOM SP e Presidente do STICM Capivari )
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Itaci
de Sá
(Secretário Geral da FETICOM SC e Presidente do STICM Criciúma)
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Confira a programação:
14ª Conferencia
de la UITBB
Atenas, 24 – 25 Septiembre de 2006
CONSTRUIMOS
NUESTRO FUTURO CON SINDICALISMO DE CLASE Y UNIDAD DE ACIÓN
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PROGRAMA -
Sábado
23 de septiembre
16.00 – 19.00
Reunión del Comité Ejecutivo
Lugar: Sede de la Federación Griega de Trabajadores de la Construcción
Domingo
24 de septiembre
09.00 – 11.00
Sesión Inaugural
Discursos de bienvenida
Intervención e Informe central por el Presidente de la UITBB
11.00 – 11.15 Pausa
11.15 – 13.00 Debate general
13.00 – 15.30
Almuerzo
15.30 – 17.30
Debate general
17.30 – 17.45 Pausa
17.45 – 19.00 Presentación de y discusión del Informe Financiero
Salida
en bus desde la sede de la Conferencia hasta el evento/cena
cultural
Lunes
25 de septiembre
09.30 – 11.30
Continuación del Debate general
11.30 – 11.45 Pausa
11.45 – 13.00 Actividades de Información y Comunicación
de la
UITBB (p.ej., Boletín, Internet)
13.00 – 15.30
Almuerzo
15.30 – 17.30
Debate general
17.30 – 17.45 Pausa
17.45 – 18.30 Presentación y aprobación del Documento de
Orientación General, Programa de Acción, resoluciones, Elección
del Comité Ejecutivo
18.30 – 18.45 Reunión del nuevo Comité Ejecutivo electo
18.45 – 19.00 Presentación del Secretariado elegido por el CE
Palabras de conclusión por el Presidente, Clausura de la Conferencia.
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PORTAL ORM, 21 de setembro de 2006
Construção Civil volta a crescer no Pará,
em agosto
A análise feita pelo Dieese/PA sobre a flutuação
de postos de trabalhos no setor da construção civil no
mês de agosto mostra resultados positivos. O estudo foi feito
com base em dados do Ministério do Trabalho - Caged
Os dados analisados mostram que no comparativo
entre admitidos e desligados, o emprego formal na construção civil no Pará teve
crescimento de 4,51%. Em agosto foram feitas, no setor, 3.983 admissões
contra 2.444 desligamentos, gerando um saldo positivo de 1.539 postos
de trabalhos.
Além de analisar a flutuação de postos de trabalhos
no setor formal da construção civil no Pará, o
Dieese também fez o balanço do comportamento do emprego
formal no setor nos demais Estados da Região Norte. O estudo
mostra que todos os Estados apresentaram resultados positivos no comparativo
entre admitidos e desligados.
No mês de agosto foram feitas, em todo o Norte, no setor da
Construção Civil, 7.622 admissões contra 5.247
desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.375 postos de trabalhos,
um crescimento de 3,30% no Emprego Formal. O melhor desempenho ocorreu
no Amapá, com um crescimento de 5,89 % e um saldo positivo de
139 postos de trabalhos, seguido do Estado do Acre com 4,82% de crescimento
e um saldo positivo de 183 postos de trabalhos, e do Estado do Pará com
um crescimento de 4,51% e um saldo positivo de 1.539.
Veja o balanço geral:
- Rondônia com um crescimento de 0,79% na geração
de emprego formal e um saldo positivo de 51 postos de trabalhos.
- Roraima com um crescimento de 1,07% na geração de emprego
formal e um saldo positivo de 22 postos de trabalhos;
- Tocantins com um crescimento de 1,38% na geração de
emprego formal e um saldo positivo de 133 postos de trabalhos;
- Amazonas com um crescimento de 2,27% na geração de
emprego formal e um saldo positivo de 308 postos de trabalhos;
- Pará com um crescimento de 4,51% na geração
de emprego formal e um saldo positivo de 1.539 postos de trabalhos;
- Acre com um crescimento de 4,82% na geração de emprego
formal e um saldo positivo de 183 postos de trabalhos;
- Amapá com um crescimento de 5,89% na geração
de emprego formal e um saldo positivo de 139 postos de trabalhos.
Em 2006 - O balanço do Dieese sobre os primeiros oito meses
de 2006, mostra saldo positivo de emprego no comparativo entre admitidos
e desligados com um crescimento de 8,15% na geração de
Postos de Trabalhos no Setor.
No período foram feitas no setor
da Construção
Civil, em todo o Pará, 21.890 admissões contra 19.321
desligamentos gerando um saldo Positivo de 2.569 postos de trabalho.
Este saldo é quase o dobro do verificado no mesmo período
do ano passado quando foram feitas 17.946 admissões contra 16.597
desligamentos.
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MONITOR MERCANTIL,
21 de setembro de 2006
Brasil tem 2ª maior carga sobre
renda do trabalho
Impostos retêm até 82% do salário líquido
Segundo
pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
(IBPT), o governo abocanha entre 42% e 82% dos salários líquidos: "É incontestável
que a carga tributária é o principal fator impeditivo do
desenvolvimento econômico", afirma o presidente do IBPT, Gilberto
Luiz do Amaral.
O trabalho conclui que a carga tributária sobre salários
no Brasil (42,5%) é a segunda maior do mundo, ficando atrás
apenas da Dinamarca (42,9%).
Segundo Amaral, a incidência de impostos sobre produção
e salários representa cerca de 76% da arrecadação
tributária do país, "trazendo enorme injustiça
fiscal, inibindo o crescimento econômico e sendo a principal razão
do aumento da economia informal".
O IBPT denuncia, ainda, que a tributação sobre os salários
evolui a cada ano: "A percentagem, que era de 41,71% (2002), passou
para 42,15% (2003) e evoluiu para 42,50% (2005). O custo médio
da tributação para os empregados passou de 18,76% (2002)
para 19,89% (2003) e para 20,43% (2005), representando impacto negativo
de 1,67 ponto percentual na renda dos trabalhadores entre 2002 e 2005",
critica o instituto.
Amaral afirma que esta evolução permanente se dá por
dois motivos, basicamente: "O congelamento da tabela do IR e o aumento
do teto máximo de contribuição do INSS, que tem
acompanhado o salário mínimo."
Ele calcula que a carga sobre a economia formal
já chega a 54,82%
do PIB: "Para cada R$ 100 de riqueza líquida produzida, é necessário
pagar R$ 60 de tributos", diz Amaral, apontando para o impacto na
geração de empregos formais.
Segundo ele, ao mesmo tempo que o tributo tira poder
de compra, encarece produtos e serviços, reduzindo o consumo: "Com inflação
baixa, empresas acabam não tendo espaço para repassar os
preços e acabam fugindo do emprego formal", salienta.
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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 21 de setembro de 2006 | Dinheiro
Consumidores vêem carga tributária alta como maior entrave à criação
de emprego
FÁTIMA FERNANDES
DA REPORTAGEM LOCAL
A elevada carga tributária brasileira é o maior entrave à criação
de empregos no Brasil. Outros dois problemas são: juros altos
e falta de investimentos para aumentar a produção.
É o que revela pesquisa feita com mil consumidores no país
pela Ipsos Opinion, entre os dias 26 e 30 agosto, a pedido do Ciesp (Centro
das Indústrias do Estado de São Paulo).
Para 43% dos consultados, os altos impostos cobrados
pelo governo são
o maior obstáculo ao emprego no país. No último
domingo, a Folha noticiou que a carga tributária brasileira representa
37,82% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. E, se todos pagassem
o que devem de impostos, esse percentual subiria para 59,38% do PIB,
segundo cálculo feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário).
Os altos juros cobrados pelas instituições financeiras
são citados por 19% dos entrevistados como empecilho para criação
de emprego no país. E, a falta de investimentos para elevar a
produção, por 13%.
Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia
do Ciesp, diz que o resultado da pesquisa realizada com consumidores
reflete a opinião
dos empresários paulistas, que consideram a elevada carga tributária
brasileira e os altos juros desestímulos à produção.
"O curioso dessa pesquisa é que a população
está muito mais consciente sobre os problemas do país do
que se pensa. Os empresários só acrescentariam nessa lista
o câmbio [desfavorável às exportações]
como outra barreira hoje para criação de empregos. Desde
abril de 2005, as quantidades exportadas estão em queda",
afirma.
O que salva a balança comercial brasileira, segundo informa, é que
há demanda para uma série de commodities no mercado internacional.
Isso eleva os preços dos produtos e, portanto, a receita em dólares
dos exportadores. "Só que o que cria empregos no país é o
aumento da exportação em volume, não em dólar",
diz.
A elevada carga fiscal também é uma das maiores preocupações
dos lojistas, segundo informa Emílio Alfieri, economista da Associação
Comercial de São Paulo (ACSP). A associação fez
até um convênio com o IBPT para medir minuto a minuto quanto
o brasileiro paga de impostos. De janeiro até ontem esse número
já está perto de R$ 600 bilhões.
"O fato é que temos carga tributária de primeiro
mundo, mas atendimento à população de terceiro mundo. É muito
diferente da carga tributária dos países escandinavos,
que é elevada, só que o atendimento é de primeiro
mundo", afirma.
Para os consumidores ouvidos pela Ipsos para a pesquisa,
os principais desafios do próximo governo, por ordem, são: manter a inflação
baixa, investir em políticas sociais, combater a corrupção
na política, reduzir os impostos, incentivar as empresas, estimular
a exportação e facilitar o acesso das pessoas aos bancos.
Todas essas ações, segundo informa Tabacof, têm
impacto no emprego. "Agora, neste ano, não vejo grandes mudanças
na economia. Há um enfraquecimento da produção industrial.
A indústria, que chegou a representar 40% do PIB no final da década
de 90, representa hoje cerca de 35%", diz.
Os setores mais prejudicados, segundo afirma, são têxtil,
calçados e máquinas. "A indústria de máquinas
só não reduziu mais ainda a produção porque
os equipamentos para o setor de açúcar e álcool
não são o forte dos chineses. Agora, máquinas para
outros setores industriais estão em franca decadência, já que é mais
barato trazê-las da China", disse.
Para o Ciesp, o emprego na indústria paulista cresce menos de
1% neste ano. A estimativa é que esse número fique entre
0,47% a 0,84% em 2006, segundo informa Tabacof.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 21 de setembro de 2006 | Economia
Micros e pequenas têm o menor nível
de vagas em 22 meses
Entre janeiro e julho, foram cortadas 187 mil vagas de emprego, que, segundo
Sebrae, resultam da queda de 2,5% nos ganhos dos sete primeiros meses do
ano
Carolina Ruhman
SÃO PAULO - As pequenas e médias empresas atingiram em
julho de 2006 o menor nível de emprego nos últimos 22 meses,
desde outubro de 2004, após a queda de 2,6% no mês, ante
o mesmo período do ano passado. Em termos absolutos, são
152 mil pessoas ocupadas a menos que em julho de 2005, de acordo com
pesquisa divulgada hoje pelo Sebrae. No total, as micro e pequenas empresas
empregaram em julho 5,72 milhões de pessoas.
Entre janeiro e julho, foram eliminadas 187 mil
vagas de emprego, e na comparação com junho, a redução de postos
de trabalho foi de 11 mil vagas. Segundo a pesquisa, este resultado se
deve à queda de 2,5% no faturamento nos sete primeiros meses do
ano.
Por setores de atividade, a maior redução no número
de vagas entre julho de 2006 e de 2005 foi no comércio, com diminuição
de 3,5%, seguido por indústria e comércio, que tiveram
queda de 1,6% cada uma, na mesma base de comparação.
Em relação ao acumulado dos primeiros sete meses do ano,
serviços e indústria registraram queda de 2,7% e 1,5%,
respectivamente, e o comércio apresentou alta de 1,1% no pessoal
ocupado.
Em média, as micro e pequenas empresas paulistas geravam em julho
4,31 postos de trabalho cada uma, um índice 10,8% menor do que
o do melhor mês de julho da série, de 2000, quando trabalhavam
em média 4,83 pessoas por micro e pequena empresa. Por setores,
indústria era o que mais empregava em julho, com 7,29 pessoas
por empresa, seguida por serviços (4,57) e comércio (3,52).
Para o Sebrae-SP, o cenário é preocupante. "No começo
do ano havia uma expectativa positiva sobre o faturamento que não
se concretizou no primeiro semestre, provocando um ajuste acentuado nos
quadros. O ambiente não favoreceu porque o desempenho da economia
como um todo foi tímido, com um crescimento do PIB de apenas 2,2%
no primeiro semestre, e com grandes diferenças de desempenho entre
os segmentos da economia", analisou a entidade.
Rendimentos
O Sebrae avaliou que, por conta das demissões, o rendimento médio
dos trabalhadores das micro e pequenas empresas paulistas cresceu 8,1%
em julho ante igual período do ano passado, e 1,3% em relação
a junho.
O rendimento médio, que inclui salários fixos, honorários,
comissões, ajuda de custo, 13º e abono de férias,
foi de R$ 694 em julho.
O setor de serviços registrou o maior aumento de renda de seus
empregados entre julho de 2005 e 2006, de 11,4%, fazendo com que o rendimento
médio atingisse R$ 772 mensais. O setor de comércio teve
aumento de 7,7% no rendimento médio (alcançando R$ 632),
e a indústria teve alta de 3% (atingindo R$ 762).
O Sebrae acredita que a tendência de alta nos rendimentos deve
se manter "em função dos dissídios do período
e da inflação sob controle".
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 21 de setembro de 2006 | Economia
Empresas, receita e funcionário crescem no setor de serviços
Os resultados estão na Pesquisa Anual de Serviços divulgada
nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE)
Jacqueline Farid
RIO - O setor de serviços registrou aumento no número
de empresas, receita e pessoas ocupadas em 2004 na comparação
com o ano anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Anual de Serviços
(PAS) estimou em 885.266 o número de empresas de serviços
não-financeiros operando no Brasil em 2004, com aumento de 4,8%
em relação a 2003, quando havia 844.444 empresas do setor.
Ainda em 2004, essas empresas geraram R$ 381 bilhões de receita
operacional líquida (aumento de 11% ante 2003), ocupando aproximadamente
7,093 milhões de pessoas (crescimento de 9,5% ante 2003).
Segundo o IBGE, como já havia ocorrido em 2003, em 2004 as atividades
de serviços de Informação (telecomunicações,
informática, audiovisual, jornalismo e agências de notícias)
foram responsáveis pela maior parte da receita operacional líquida
do setor, seguidas pelas de transportes, serviços auxiliares e
correio.
Os serviços de Informação tiveram uma receita de
R$ 115,6 bilhões em 2004, em comparação com os R$
98,6 bilhões de 2003, segundo mostra a pesquisa. Os serviços
de telecomunicações representaram 68,8% dessa receita,
participação semelhante à de 2003 (68,7%). De acordo
com o IBGE, dos 20 maiores produtos dos serviços de Informação,
11 pertenciam ao segmento de telecomunicações em 2004,
destacando-se os serviços complementares de telecomunicação
por fio (10,1%) e os serviços fixo-móvel (6,8%), que ocuparam
as duas primeiras posições no ranking.
O segmento de serviços de Informática foi responsável
por 18,5% do total da receita dos serviços de Informação,
percentual abaixo do de 2003 (19,0%). Já os serviços audiovisuais
responderam por 12,7% da receita dos serviços de Informação
em 2004, aumentando sua participação em relação
a 2003 (12,3%). Os serviços de televisão aberta representaram
52,8% dos audiovisuais, ficando na terceira posição no
ranking dos serviços de Informação.
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24 HORAS NEWS
/ MATO GROSSO, 21 de setembro de 2006
Programas sociais transferem renda e
beneficiam a população
mais velha
Entre os fatores apontados
pelos pesquisadores para dar uma explicar sobre a melhoria da condição de vida dos idosos brasileiros
está a criação ou ampliação de programas
de transferência de renda voltados exclusivamente para essa população.
Um deles é o Benefício de Prestação Continuada
(de um salário mínimo) e a concessão das aposentadoria
rurais à população mais velha que vive no campo.
O trabalho feito pelos pesquisadores Marcelo Neri
e Wagner Soares mostra, por exemplo, que houve um ganho nos rendimentos
dos idosos mais pobres
de 1998 a 2003, o que ajuda a explicar o maior acesso deste setor da
população brasileira aos planos de saúde privados
que existem no mercado nacional.
Neri e Soares também não descartam melhorias na atenção
a essa população no serviço de saúde público,
já que, no período analisado pelos estudiosos, já estava
em vigor a Política Nacional de Saúde do Idoso, aprovada
em 1996.
Para Roberto Rodrigues, da UFMG, é importante destacar que o
envelhecimento da populacional brasileiro não acontece apenas
devido à diminuição da taxa de fecundidade da mulher,
mas também por causa da diminuição da mortalidade
entre os mais velhos.
Índice
Esse índice também pode ser explicado por uma notória
melhora na condição de vida dos idosos e pela disponibilidade
maior de novas tecnologias na área da saúde, tanto em hospitais
como em enfermarias espalhados pelo país.
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AGÊNCIA
BRASIL, 21 de setembro de 2006
Seminário discute reestruturação do sistema de atenção à saúde
do trabalhador
Brasília - O sistema de segurança e saúde do trabalhador
se esgotou e está abandonado, necessitando de ações
para reestruturar o controle da fiscalização no ambiente
de trabalho, que responde à "vigilância falha" dos
ministérios da Saúde, do Trabalho e Emprego, e da Previdência
Social.
A afirmação é do servidor Paulo Rogério
de Oliveira, da secretaria-executiva do Ministério da Previdência,
durante palestra em seminário onde cerca de 300 gestores do setor,
ligados à União, estados e municípios, discutem
a implantação da Rede Nacional de Atenção
Integral à Saúde do Trabalhador (Renast).
Oliveira disse ser favorável à centralização
da vigilância das condições de salubridade no trabalho
e da fiscalização sobre acidentes e mortes de origem trabalhista.
Mas o diretor do Departamento de Segurança do Trabalho do Ministério
do Trabalho e Emprego, Rinaldo Marinho, lembrou que para o controle efetivo
sobre a saúde dos 26 milhões de trabalhadores formais do
país (excluídos os servidores públicos e militares) "são
necessárias algumas mudanças, que dependem fundamentalmente
do Legislativo".
Essas mudanças, acrescentou Marinho, "nem sempre são
fáceis". Ele defendeu o esforço no sentido de reduzir
a jornada de trabalho, combater a prática do banco de horas e
equiparar os direitos entre empregados de contratantes e de contratadas
(serviços terceirizados). Também defendeu maior responsabilização
dos empregadores no tratamento de saúde e reabilitação
dos empregados, com adoção de mecanismos que contemplem
os trabalhadores no setor informal da economia.
De acordo com Marco Pérez, coordenador da Área Técnica
de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde,
existe vontade política para revitalizar o setor, a partir da
mobilização desencadeada pela Conferência Nacional
de Saúde do Trabalhador, no ano passado. O documento elaborado
no encontro, destacou, "dá indicativos de ação
global, mas a operação é local, exigindo adaptações às
diferenças de cada realidade".
Outro participante dos debates – que começaram ontem (18)
e vão até amanhã (20) –, Evandro Cunha, do
Ceará, lembrou estudo da Organização Mundial de
Saúde (OMS), segundo o qual a saúde do trabalhador é pré-requisito
para o aumento da produtividade e desenvolvimento econômico e social
em qualquer sociedade.
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JORNAL GAZETA
DO POVO, 21 de setembro de 2006
SANGUESSUGAS-Presidente do PT e ex-ministro é o sexto envolvido
em escândalo a cair
Crise do dossiê derruba Berzoini;
Garcia assume campanha de Lula Roosewelt Pinheiro/ABr

Ricardo Berzoini foi afastado da coordenação da campanha após
reunião de emergência com Lula
Brasília – O escândalo do dossiê derrubou
ontem o presidente do PT, Ricardo Berzoini, da coordenação
da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nota divulgada à noite
pela assessoria da campanha petista informou que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva decidiu indicar seu assessor especial Marco
Aurélio Garcia para substituir Berzoini.
Lula decidiu também pedir o afastamento de Oswaldo Bargas da
campanha petista. Ele comandava o grupo que participou da tentativa
de compra do dossiê contra os tucanos. Berzoini deverá deixar
também a presidência do PT, mas essa fórmula seria
discutida pela Executiva do partido, e não pelo presidente da
República.
Como Garcia já é o primeiro vice-presidente do PT, o
mais provável é que Berzoini se afaste ou renuncie em
benefício dele, que exerceria o posto temporariamente. Mais à frente,
em reunião extraordinária do diretório, novo presidente
seria apontado. Berzoini foi eleito por voto direto dos filiados no
final do ano passado e é candidato a reeleição
para deputado federal por São Paulo.
Depois de ter conversado por volta do meio-dia
com Lula no Palácio
da Alvorada, Berzoini foi chamado à noite para uma reunião
de emergência na qual seria comunicado da decisão de tirá-lo
do comando da campanha presidencial petista. A cúpula do governo
avalia que Berzoini teve ciência de que auxiliares na campanha
tentaram comprar um dossiê contra o candidato do PSDB ao governo
paulista, José Serra. As explicações de Berzoini
foram consideradas insuficientes por Lula e auxiliares, que preferiram
afastá-lo a fim de evitar que o escândalo contamine a
chance de o presidente se reeleger em primeiro turno.
Ao longo da tarde de ontem, depois de ter dado
entrevista dizendo que Lula não discutira sua saída numa reunião
pela manhã, o próprio Berzoini admitiu a membros do comitê petista
que cometera um erro que poderia lhe custar o cargo. Logo de manhã,
Lula e auxiliares aventaram a possibilidade de Garcia substituir Berzoini.
Houve também sugestão para que o deputado federal José Pimentel
(PT-CE) assumisse o posto. Pimentel, sondado, disse que tinha dificuldades
para se eleger e que preferia cuidar de sua campanha.
A situação de Berzoini se fragilizou bastante desde
que ele foi obrigado a admitir que tinha conhecimento de que dois subordinados,
Jorge Lorenzetti e Oswaldo Bargas, tentaram divulgar à imprensa
um dossiê contra Serra. Berzoini nega que soubesse do teor do
dossiê. Com o surgimento das denúncias contra petistas
próximos a ele, Berzoini viu evaporar sua esperança de
ser um dos cardeais de um segundo mandato de Lula. Nas palavras de
um membro da coordenação, ele foi “rifado” por
Lula.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 21 de setembro de 2006
SANGUESSUGAS
Nota do PT
“
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu hoje (ontem)
indicar o professor Marco Aurélio Garcia como coordenador de
sua campanha, em substituição ao deputado federal Ricardo
Berzoini, presidente do PT.
Ao enviar esta indicação aos presidentes dos partidos
que compõem a Coligação “A Força
do Povo’, o presidente destacou o importante trabalho que Berzoini
desempenhou nos últimos meses, de fundamental importância
para a consolidação da liderança de sua candidatura.”
A nota é assinada por José Ramos
Filho, assessor de imprensa da campanha a reeleição do
presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
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JORNAL GAZETA
DO POVO, 21 de setembro de 2006
ESTUDO-Relatório da OIT mostra
que 18 mil pessoas foram libertadas em dez anos
País tem 25 mil trabalhadores em situação de escravidão
Brasília – Em dez anos, quase 18 mil pessoas foram libertadas
em situações de escravidão no país. As denúncias
de casos semelhantes alcançam 34,5 mil casos e a estimativa feita
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) é que
o número de escravos no Brasil que se diz moderno pode alcançar
25 mil.
Mais de um século depois da abolição formal da
escravatura, os métodos de escravidão por dívida
ainda são cultivados no país e associados a outras mazelas
do campo como o desmatamento e a violência. O relatório
da OIT “Trabalho Escravo no Brasil do Século 21”,
divulgado ontem, em Brasília, aponta o estado do Pará como
o campeão de casos e de denúncias de trabalho escravo.
Os dados usados pela OIT, compilados pela Comissão Pastoral da
Terra (CPT), mostram que, de 1995 a 2005, praticamente 50% das denúncias
de trabalho escravo no país foram feitas no Pará. Dos trabalhadores
libertados em ações de fiscalização, 37,5%
vieram daquela região.
Nova fronteira
Depois do Pará aparece Mato Grosso, com 22,3%
dos trabalhadores libertados.
Não é por acaso. É justamente na nova fronteira
agrícola do país que acontece o maior desrespeito às
leis trabalhistas e aos direitos humanos, conjugados com desmatamento
e violência no campo. A OIT cruzou os dados do trabalho escravo
com os de desmatamento. Entre os dez primeiros na lista de trabalhadores
libertados, apenas duas cidades baianas não estão também
na lista das que tiveram mais desmatamento.
“
Foi possível enxergar focos de trabalho escravo em regiões
de fronteira agrícola do país. Os mapas mostram que a expansão
de plantações coincide com os locais onde foram libertados
trabalhadores”, disse o coordenador do estudo da OIT, Leonardo
Sakamoto. A relação com a violência no campo também
aparece. O cruzamento de dados mostra que, entre as dez cidades que mais
registraram assassinatos no campo, sete delas também estão
na lista das que tiveram trabalhadores escravos.
Os dados da OIT e do Ministério do Trabalho mostram que 80% dos
trabalhadores encontrados em situação de escravidão
trabalham na pecuária. Na maioria absoluta dos casos, são
chamados para desmatar áreas e limpá-las depois da queda
das árvores para que possam servir de pasto. Depois da pecuária,
aparecem as plantações de soja e algodão, com 10%.
Dívidas
O relatório mostra, ainda, que os métodos usados para
manter os trabalhadores em situação de escravidão
são os mesmos desde o século 19: a caderneta de dívidas.
Os trabalhadores já começam a trabalhar devendo transporte,
roupas, alimentação e até mesmo o material de trabalho
que é descontado do “salário” que deveria ser
pago. A situação se agrava porque a maior parte dos trabalhadores
sai da sua cidade para trabalhar muito longe de casa e perde a referência – muitas
vezes não sabe nem em que cidade ou estado está.
A maioria, 91,5% dos trabalhadores libertados, era migrante.
A maioria do Maranhão, Piauí e Tocantins.

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JORNAL
FOLHA DE SÃO PAULO, 21 de setembro de 2006 | Dinheiro
Real e preço ameaçam 72% da exportação
Estudo da Fiesp mostra que apenas 7 de 31
setores têm condições
favoráveis para vender sua produção no exterior |
Segmentos que ainda mantêm cenário positivo respondem por
apenas 3% da força de trabalho da indústria e do agronegócio
MARCELO BILLI
DA REPORTAGEM LOCAL
Apenas 7 de 31 setores da economia
brasileira têm hoje condições
favoráveis para exportar. Os demais enfrentam condições
de preços que exigem compressão de margens ou que os deixam
de fora do mercado externo. Mais: os setores que têm condições
vantajosas de preços, apesar de responderem por quase um terço
das exportações, empregam só 3% da força
de trabalho da indústria e da agropecuária.
Os dados, que fazem parte de relatório divulgado ontem pela Fiesp
(Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo), mostram, na avaliação da entidade, que o desempenho
ainda positivo da balança comercial, puxado pelo aquecimento da
economia global, esconde situações muito diferentes. "O
crescimento mundial caiu no quintal do Brasil [aumentando a procura por
produtos que o país exporta]. O período de forte apreciação
do real foi acompanhado de forte alta dos preços", diz Paulo
Francini, do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp.
Segundo a Fiesp, só sete setores, que respondem por 28% das exportações,
têm condições favoráveis no mercado externo.
Para chegar à conclusão, a Fiesp calculou índices
de preços, em reais, das exportações para os 31
setores, de 1980 ao segundo trimestre de 2006. Depois, calculou o preço
médio para cada setor no período 1980-2006. A diferença
entre o preço atual e o preço médio mostra o quão
favorável está o mercado para aquele setor.
Os preços médios das exportações brasileiras
são hoje 6,5% superiores ao período 1980-2006. Mas a média
esconde situações bem díspares. O setor açucareiro,
por exemplo, tem preços de exportação hoje 37% superiores
ao preço médio 1980-2006. Como o cálculo é em
reais, o indicador considera tanto o efeito do câmbio quanto o
efeito do preço dos produtos no mercado internacional.
Os setores podem ser divididos em dois grandes grupos:
o dos setores com condição de mercado favorável e o dos com condição
não-favorável. Dentro deste último grupo há dez
setores que, apesar de terem preços em média menores do
que a média histórica, ainda têm alguma margem de
manobra para exportar. Eles são responsáveis por exportações
que totalizaram US$ 39 bilhões em 2005, ou 39% da pauta brasileira.
Esse é o caso, por exemplo, de laticínios, cujo preço
atual é 3% inferior à média histórica.
Já setores como químicos, farmacêuticos e plásticos
registram preços 10% menores do que a média história,
nível a partir do qual a Fiesp considera não haver margem
para sustentar as exportações, que eram, em 2005, 37% da
pauta.
Outro levantamento, do Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada),
mostra que entre o segundo trimestre deste ano e o último do ano
passado, a quantidade exportada aumentou em 12 setores, ficou praticamente
estável em 3 e caiu em 11.
"O câmbio é uma variável que afeta a balança,
mas não é só o câmbio. O preço e as
condições de mercado também", diz Marcelo Nuremberg,
do Ipea, argumentando que a diferença de desempenhos mostra que
os setores são afetados diferentemente pelo câmbio.
Um agravante, diz Francini, da Fiesp, é o fato de que são
justamente os setores em pior situação que empregam mais
pessoas. Em 2005, dos 21,5 milhões de pessoas trabalhando na indústria
exportadora e na agropecuária, apenas 649 mil, ou 3% do total,
estavam empregados nos sete setores que gozam de condições
favoráveis de preços para exportar.
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CONGRESSO EM
FOCO, 21 de setembro de 2006
Cenários para a eleição da Câmara
em 2006
Antônio Augusto de Queiroz*
A
renovação da Câmara dos Deputados nestas eleições
de 2006, apesar da crise política, deve ficar aquém da
expectativa geral, situando-se no mesmo patamar (43%) do pleito de 1998,
ano em que também o então presidente disputava a reeleição.
As razões são muitas e vão desde as mudanças
na legislação eleitoral, passam pela ausência de
novas lideranças e custos de imagem, até as vantagens comparativas
dos que buscam a reeleição.
As mudanças aprovadas na legislação eleitoral,
em particular a continuidade da verticalização, a redução
da divulgação das campanhas e a vigência da cláusula
de barreira, favoreceram os atuais detentores de mandato, conforme poderemos
constatar a seguir.
A manutenção da verticalização para o pleito
de 2006 obrigou os partidos políticos a reverem suas estratégias
de campanha, reformulando as alianças no plano estadual e nacional.
A vigência da cláusula de barreira, que condiciona o funcionamento
parlamentar à obtenção de 5% de votos válidos
para a Câmara dos Deputados e de 2% em nove estados ou de um terço
das unidades da federação, forçou muitos partidos
a priorizarem a eleição proporcional.
As mudanças na lei eleitoral, em que pese seus méritos
em relação à redução de despesas, à prestação
de contas e combate ao abuso de poder econômico, dificultaram sobremaneira
a divulgação dos nomes e programas dos candidatos, especialmente
dos novos, limitando a campanha ao exíguo horário eleitoral
gratuito.
Outro fator relevante que favorece os atuais parlamentares
que tentam a reeleição é o déficit de novas lideranças
dispostas a se aventurem na disputa eleitoral. Os custos de imagem e
o medo de traumas por acusações infundadas afastam dos
partidos e, principalmente, da administração pública
quadros da academia, executivos do setor privado, empresários
e sindicalistas, enfim, gente preparada e bem-intencionada que poderia
contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas.
Além de todas essas vantagens, os detentores de mandato que
tentam a reeleição são beneficiados porque contam
com: i) estrutura de gabinete, ii) pessoal e verba, iii) serviços
prestados, iv) nomes e número conhecidos, v) dobradinhas (alianças)
com deputados estaduais, vi) financiadores de campanha certos, vii) bases
eleitorais definidas, viii) acesso fácil à imprensa, ix)
cabos eleitorais fiéis e x) apoios em municípios e em setores
organizados da sociedade.
A estimativa de renovação, em torno de 43%, só não
será menor por causa dos escândalos e da crise política,
que indignaram profundamente os eleitores, e também pelo fato
de que cerca de 80 dos 513 deputados (ou 15% da composição
da Câmara) não irão tentar a reeleição,
seja porque desistiram de concorrer neste pleito, seja porque concorrem
a outros cargos.
Por último, registre-se que, além da renovação
abaixo da expectativa, não haverá uma oxigenação
da política, com o surgimento de novos nomes. Em lugar de uma
renovação real, com gente que nunca participou da vida
pública, haverá uma circulação no poder,
com o retorno de políticos que estavam ou já estiveram
em outros cargos, como de vereador, prefeito, deputado estadual, governador,
senador etc.
* Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político
e diretor de Documentação do Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (Diap).
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SITE NCST, 21
de setembro de 2006
Sindicato detém legitimidade ampla para substituição
processual, diz TST
A possibilidade de substituição processual por parte das
entidades sindicais deve ser aceita de forma ampla. “Com efeito,
mesmo para aqueles casos em que a lei restringiu o seu alcance em favor
de grupo de associados (artigo 195, parágrafo 2º, da CLT),
o sindicato substituirá, indistintamente, os empregados integrantes
da categoria que representa, independentemente de serem associados ou
não”, afirmou o ministro Renato de Lacerda Paiva (relator)
na decisão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
que negou recurso de revista a uma empresa do interior mineiro.
A Empresa Valadarense de Transportes Coletivos Ltda.
questionou no TST condenação sofrida na 2ª Vara do Trabalho de Governador
Valadares (MG) e confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(Minas Gerais). Ambos reconheceram ao Sindicato dos Trabalhadores em
Transportes Rodoviários de Governador Valadares o direito a propor
ação de cumprimento das cláusulas estabelecidas
em dissídio coletivo.
A entidade sindical reivindicou judicialmente a
efetivação
das cláusulas que previam o fornecimento de uniforme aos trabalhadores
e o repasse, pela empresa, dos valores correspondentes à contribuição
confederativa, cobrada sobre seus associados.
O reconhecimento da legitimidade do sindicato, segundo
Renato Paiva, resulta da evolução natural ocorrida sobre a análise
do tema desde que o Tribunal Superior do Trabalho, em outubro de 2003,
cancelou a Súmula nº 310. O item da jurisprudência
restringia a hipótese de substituição processual
pelos sindicatos às ações em torno de reajustes
salariais previstos em lei.
“Decorre daí que a posição ora adotada reflete
a melhor interpretação dada ao artigo 8º, III, da
Constituição Federal, devendo-se adotar, a partir de então,
conceito amplo acerca da substituição processual levada
a efeito pelos sindicatos”, esclareceu o relator do recurso, ao
afastar os argumentos da empresa sobre a inviabilidade da iniciativa
sindical.
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CONSULTOR
JURÍDICO,
21 de setembro de 2006
Sem subordinação
Empregado promovido a diretor perde vínculo empregatício
O
Tribunal Superior do Trabalho reafirmou a tese de que não há como
reconhecer vínculo empregatício quando o contrato de trabalho é suspenso.
O entendimento foi aplicado no recurso de um ex-funcionário do
HSBC Bank Brasil — Banco Múltiplo. Quando foi nomeado diretor
do banco, seu contrato de trabalho como empregado foi suspenso. A regra
só é quebrada quando há subordinação
jurídica, conforme a Súmula 269 do TST.
O relator do processo no TST, ministro Luciano de
Castilho Pereira, explicou que seria necessário comprovar a alteração
das atribuições do empregado quando ele passou a diretor,
para então manter a subordinação jurídica. “Sem
a comprovação da mudança de cargo, não há como
reconhecer o direito do trabalhador ao reconhecimento de vínculo
no período de contrato suspenso”, ressaltou o ministro.
Na Justiça do Trabalho, o empregado pediu as verbas trabalhistas
do período relativo à suspensão do contrato de trabalho,
afirmando que foi mantida a subordinação mesmo na condição
de diretor.
O ministro Luciano de Castilho Pereira não acolheu o argumento. “A
subordinação jurídica que vincula o empregado ao
empregador não é a mesma que vincula o diretor eleito de
um banco ao seu dono”, esclareceu o relator. Segundo ele, a subordinação
existirá sempre, mas não é a mesma que vincula empregado
ao patrão.
O ministro Renato de Lacerda Paiva afirmou que há uma grande
crítica ao Direito do Trabalho sobre sua linearidade, atingindo
no mesmo grau todos empregados. “Não há níveis,
ele é genérico, o que fere o princípio da isonomia,
que dá tratamento igual aos iguais, e desigual aos desiguais.
Assim quis o legislador. O Judiciário tenta mitigar a distorção
que há entre a lei e a realidade.”
O ministro Renato Paiva disse ainda que “quando se trata de trabalhadores
mais humildes, se atribui ao empregador o ônus da prova de quase
tudo. Na medida que se trata de empregados de níveis mais altos,
a tendência é no sentido de inverter esse ônus. Caberia
então a reclamante provar que ela continuou como empregado e não
como diretor”.
RR-18.731/98
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CONSULTOR
JURÍDICO,
21 de setembro de 2006
Doença ocupacional
Empresa é condenada por não observar norma de segurança
A
8ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas) condenou a empresa Losango Promotora de Vendas a pagar R$
50 mil por não prestar assistência a uma ex-funcionária
que adquiriu doença pela prática de movimentos repetitivos.
De acordo com o processo, a ex-funcionária foi contratada em
1998 para trabalhar como analista de cadastro e demitida em 2002. Entre
os anos de 2000 e 2002, foram emitidas várias comunicações
de acidente de trabalho, com descrição de doença
provocada pela prática de movimentos repetitivos.
A trabalhadora ajuizou reclamação na 1ª Vara do Trabalho
de São José dos Campos, pedindo indenização
por danos morais. Segundo ela, a Losango se omitiu na prestação
da assistência que era devida no local de trabalho, o que lhe causou
grave doença profissional. O juiz negou a indenização.
Para ele, não ficou comprovada a relação entre
a doença e a alegada omissão da empresa quanto às
normas de segurança no trabalho. A ex-funcionária recorreu
da decisão no TRT.
O juiz Cooper fundamentou que a CLT contém capítulo específico
relacionado com a segurança e medicina do trabalho e que o Ministério
do Trabalho aprovou normas regulamentadoras relativas ao tema, sendo
obrigatório seu cumprimento pelas empresas.
Segundo o laudo da perícia médica, a cadeira utilizada
pela trabalhadora não atendia aos padrões ergonômicos,
pois não tinha apoio para os pés. Além disso, a
altura das mesas e do monitor eram inadequadas.
“Dessa forma, evidente a relação entre a doença
desenvolvida pela empregada e a negligência do empregador ao deixar
de cumprir as medidas de segurança e medicina do trabalho, especificamente
ligadas à ergonomia no local de trabalho”, declarou o juiz.
Processo: 00081-2004-013-15-00-4 RO

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