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GAZETA ONLINE, 27 de setembro
de 2006
Nova modalidade de financimento de
moradias vai beneficiar classe média e impulsionar o setor
da construção civil
Alexandra Vianna
O novo modelo de finaciamento à produção,
lançado pela Caixa Econômica, para as enpresas construtoras
que antes era de apenas 30% passou para 85%. As taxas de juros variam
de 6% a 12% ao ano. O recurso para esta linha de crédito chega
a R$ 1 bilhão até o final do ano e está disponível
para todo o país. Os recursos são do FGTS e da caderneta
de poupança.
Na avaliação do presidente
das construtoras do Espírito Santo, Aristóteles Passos,
o produto lançado pela Caixa pode beneficiar a classe média.
Além disso, o número de empregos no setor deve aumentar.
"O produto vai aquecer ainda mais
o mercado deste setor. A grande dificuldade que hoje o mercado vive é a
falta de financimento à produção. O financiamento
aos compradores existem em grande escala. O que nós precisávamos
era realmente fomento, recursos para que as empresas tomem, construam
seus prédios e vendam", explicou.
O financiamento varia de acordo com
a análise de risco de crédito. Com o novo produto a avaliação
da capacidade de tomar crédito da empresa poderá levar
em consideração a viabilidade comercial do empreendimento,
o que antes não acontecia.
Para o superintendente regional da Caixa,
Antônio Carlos Ferreira, 2007 será o ano para investimentos
no setor da construção civil. Ele contou que o novo modelo é resultado
de reivindicações antigas das construtoras.
"O que nós buscamos é fazer
com que este produto dê apoio à construção
civil e passe a responder por 50% do orçamento destinado a habitação
de 2007. O próximo ano, com certeza será o ano da construção
civil", disse.
Outro ponto do novo produto é que
o percentual mínimo de 30% de comercialização
das unidades pode também ser feito direto com as construtoras.
Antes, as regras determinava que o percentual deveria ser financiado
previamente pela Caixa.
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SITE NCST, 27 de setembro
de 2006
Quanto menor a renda, mais impostos,
revela estudo
Os mais pobres realmente pagam a conta
no Brasil. Pesquisa divulgada pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo
(USP), comprovou a afirmação.
Segundo o levantamento, quase metade do
que as famílias com renda até dois salários mínimos
(atualmente R$ 700) ganham são abocanhados por impostos. Em outras
palavras, quase R$ 350 men sais vão para o governo.
Disparidade
Que a carga tributária brasileira é uma
das maiores do mundo, já é de conhecimento público.
Conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Tributária
(IBPT), é quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB), o que deixa
o País atrás somente da Suécia - cuja qualidade
de vida é extremamente superior à brasileira.
Porém, conforme o estudo da fundação,
enquanto 48,8% do que os mais pobres ganham vão para o leão,
na outra ponta, 26,3% do que as famílias com renda superior a
30 salários mínimo (atualmente a partir de R$ 10.500) recebem
são convertidos em tributos.
A classe média, com renda de dez
a 15 salários mínimo (R$ 3.500 a R$ 5.250), tem 30,5% do
ganho comprometido com impostos.
Em suma: os mais pobres realmente pagam
mais impostos. Mas por quê?
"O fato da arrecadação
ser maior para os mais pobres é um assunto conhecido há mais
de 40 anos. A questão é que todos os anos aumenta-se a
carga e esse impacto não é corrigido, o que faz com que
a diferença aumente", explicou a coordenadora da pesquisa,
Maria Helena Zockun.
Embutidos
Segundo Maria Helena, a maior parte dos
impostos são aqueles embutidos em produtos. "E como as pessoas
de baixa renda consomem quase tudo o que ganham, e até mais, contraindo
dívidas, acabam pagando mais tributos", explicou.
"Já a parcela mais rica da
população poupa mais, o que faz com que não sejam
recolhidos esses impostos", detalhou Maria Helena. "A forma
de tributar deveria ser modificada, respeitando o fato de que a maioria
da população é pobre", adicionou.
Segundo a professora, os tributos indiretos
(exclusos o ISS e os encargos trabalhistas) acrescentam, em média,
37% de custo aos produtos. No caso do fumo, esse total chega a 3.000%.
Na avaliação da professora, é exatamente esse o
motivo da alta informalidade no País.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 27 de setembro de 2006 | Dinheiro
PRODUÇÃO
Planalto estuda desoneração
em mais setores, diz ministro
SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL
O ministro da Fazenda Guido Mantega admitiu
ontem que setores da indústria brasileira perderam competitividade
internacional por conta do câmbio valorizado e afirmou que o governo "não
está dormindo no ponto" e "vai continuar tomando medidas
para compensar desvantagens cambiais reduzindo o custo tributário
e financeiro das empresas".
Mantega fez as afirmações
após mais de duas horas de reunião com representantes do
Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), em que
discutiu com empresários os caminhos para o crescimento.
A principal preocupação
manifestada pelos empresários durante a reunião foi com
a questão cambial. Eles também reivindicaram a redução
da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) para 5,5% ao ano. A taxa encontra-se
em 7,5% e hoje o CMN (Conselho Monetário Nacional) deverá definir
seu novo patamar. Essa é a taxa que baliza os investimentos do
setor produtivo.
Mantega considerou "ousada" a
proposta de redução de dois pontos percentuais na TJLP,
mas não arriscou nenhum palpite sobre a decisão do CMN,
hoje.
Segundo o ministro, o Banco Central vai
continuar comprando reservas para que o câmbio não siga
se valorizando, e o governo adotará novas medidas para compensar
o custo cambial das empresas.
Mantega lembrou que há dois ou
três anos a economia brasileira tinha uma vantagem cambial que
encobria os elevados custos financeiros, tributários e de energia. "O
câmbio partiu para um patamar mais realista e perdeu a vantagem
que dava. Vamos continuar reduzindo a taxa de juros e o custo tributário
de alguns setores que ainda têm impostos altos", acrescentou
o ministro.
A desoneração feita no setor
da construção civil, segundo Mantega, deverá ser
estendida a outros setores de modo a dar competitividade à indústria.
Um desses setores para o qual o governo já prepara medidas nesse
sentido é o de bens de capital.
Mantega também negou que
a renegociação da dívida dos agricultores do Nordeste,
regulamentada ontem pelo CMN, tenha caráter eleitoral. O governo
abre mão de R$ 1 bilhão, em conseqüência da
medida, beneficiando os agricultores da região.
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DCI – COMÉRCIO,
INDÚSTRIA E SERVIÇOS, 27 de setembro de 2006
Exportações de serviços
evoluem, mas falta incentivo
Janaína Demarque
Há um grande potencial de crescimento
para a exportação de serviços do Brasil. O setor
já representa cerca de 60% do PIB brasileiro, mas no tocante às
exportações, a participação é pequena
se comparado com o potencial do País, segundo analistas. Menos
de 25% do comércio internacional brasileiro provém dessa área.
Apesar de estar crescendo, esse número ainda é baixo, impulsionado
por construção civil e software.
Por vários anos consecutivos, até 1996,
as exportações brasileiras de serviços não
ultrapassaram a marca de 10% do valor das exportações de
bens. No ano passado, no entanto, as exportações brasileiras
apresentaram uma evolução de 28,4% em relação
a 2004, representando 0,6% do total mundial.
Mas, segundo especialista, o Brasil ainda
precisa superar alguns entraves. Os principais obstáculos são
a falta de conhecimento, tanto das etapas que envolvem o processo de
exportação, como da própria educação
dos profissionais (exigência de qualificação), e
a cultura arraigada no Brasil de exportação de bens. Renata
Sanches, coordenadora de projetos da Agência de Promoção
de Exportações e Investimentos (Apex), atribui esses baixos índices à complexidade
do processo de exportação de serviços.“Quando
você exporta um calçado, por exemplo, a pessoa compra e
usa, o negócio acaba aí. Mas quando você exporta
um serviço, a venda é só o início, em alguns
casos há a necessidade de assistência técnica”,
afirma. O vice-presidente da Associação de Comércio
Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, agrega a essas
barreiras o fato de que a exportação de serviços
ainda não possui legislação específica e
também não apresenta um índice que a quantifique,
como ocorre com a exportação de bens por meio do Sistema
Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).
Castro alerta para alguns setores que
ainda são pouco explorados, como a publicidade brasileira, serviços
médico-hospitalares e a tecnologia usada nas urnas eletrônicas.
Construção
O setor que mais se destaca é o
da construção civil. O presidente da Comissão de
Obras Públicas da Câmara Brasileira da Indústria
de Construção (CBIC), Arlindo Moura, aponta que o Brasil
tem condições de enfrentar a concorrência. “Nossa
engenharia é muito valorizada e já competimos no mercado
em igualdade de conhecimento”. O melhor exemplo é a construtora
Odebrecht. Desde que se internacionalizou, a empresa já executou
mais de 500 obras fora do Brasil e atingiu um faturamento acumulado,
no exterior, na ordem de US$ 16 bilhões. Hoje, cerca de 80% de
sua receita bruta anual é resultante de obras realizadas fora
do País. Além de infra-estrutura, Moura destaca que: “para
criar condições de competitividade, tem de criar também
linhas de financiamento entre os países”, comenta. Falta
de incentivos governamentais também são apontados como
problema. Mas há divergências. Para o vice-presidente da
AEB, o ministério até está tentando buscar soluções
para criar o suporte que as exportações de serviços
precisam.
O ramo dos softwares, considerado um dos
promissores, recebeu apoio do governo Lula logo no início de seu
mandato. Isso garantiu ao setor uma linha de financiamento. Mas para
Jorge Sukarie, presidente da Associação Brasileira das
Empresas de Software (Abes), a ajuda poderia ter sido melhor. Outro ponto
diz respeito a atuação das embaixadas brasileiras, que,
para Arlindo Moura, têm que atuar como escritórios avançados
de negócios.
A tendência é que o setor
de exportação de serviços continue crescendo, mas
não é possível apresentar projeções
numéricas, pois, conforme aponta Renata Sanches, às vezes
o país pode exportar pouco e ganhar em valor agregado.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 27 de setembro de 2006 | Economia
Brasil cai nove posições
no índice de competitividade mundial
A Suíça foi considerado o país
mais competitivo entre os 125 avaliados pelo estudo
João Caminoto/AE
LONDRES - O Brasil caiu da 57a para a
66a colocação no Índice de Competitividade Global
2006-2007 do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês),
ficando abaixo dos demais países que compõem o grupo BRIC
- Rússia, Índia e China - e de vários outros importantes
mercados emergentes. A queda do Brasil, segundo o economista-chefe do
WEF, Augusto Lopez-Claros, se deve principalmente a seu fraco desempenho
em dois dos nove "pilares" de critérios do ranking:
fatores macroeconômicos e institucionais.
A Suíça foi considerado
o país mais competitivo entre os 125 avaliados pelo estudo. Finlândia,
Suécia, Dinamarca, Cingapura, Estados Unidos, Japão, Alemanha,
Holanda e Reino Unido completam o grupo dos dez melhores colocados. Os
Estados Unidos caíram do primeiro lugar na edição
do ano passado para sexto nesse ano.
Entre os grandes países emergentes,
a Índia ocupa a 43a posição, África do Sul
a 45a, a China a 54a, o México a 58a e a Rússia a 62a.
Na América do Sul, o Chile é o melhor posicionado, no 27o
lugar. Até a competitividade da Colômbia, 65a, supera a
do Brasil. A Argentina está logo atrás, na 69a posição.
Brasil
Lopez-Claros destacou o déficit
público brasileiro no ano passado, que ficou em 3,3% do PIB, o
que fez com que o país caísse da 68a para 83a posição
nesse critério "Isso pode parecer estranho para um brasileiro,
que percebe uma nítida melhora das finanças do país
nos últimos anos", disse Lopez-Claros. "Mas o problema é que
nosso levantamento faz uma comparação entre outros países
e muito deles melhoraram mais do que o Brasil nessa área".
Ele observou que quando instituições o Fundo Monetário
Internacional "(FMI) atestam a melhora dos fundamentos da economia
brasileira, "Elas não estão estabelecendo uma comparação
com outros países, como o Chile, por exemplo, mas com o passado
do próprio Brasil".
Segundo o Lopez-Claros, o Brasil também
registra um crescente nível de endividamento público. "Ao
longo do tempo, a menos que a economia cresça rapidamente, o que
não está acontecendo, o nível de endividamento deve
aumentar", disse. Segundo ele, o alto volume de dívida do
governo e um spread grande na taxa de juros indicam um alto custo de
intermediação no setor bancário brasileiro, que
gera efeitos negativos sobre investimentos no setor privado e contribui
para menor crescimento econômico. O economista também mencionou
a inflação "muito alta" do Brasil no ano passado,
que o posicionou na 83a posição nesse critério.
Lopez-Claros explicou que no critério
relacionado às instituições, que avalia dados como
o direito á propriedade, confiança nos políticos,
polícia e Justiça, além da corrupção,
o Brasil ocupa a 91a posição. "As recentes notícias
que chegam do Brasil, como por exemplo as recentes informações
sobre o número de parlamentares sob investigação
criminal, não ajudam a imagem do País", disse.
´Vontade política´
O Brasil, segundo Lopez-Claros, possuiu
uma série de características que oferecem a perspectiva
um potencial de maior crescimento econômico e melhora das condições
sociais nas próximas décadas. "Trata-se de um país
com uma tendência demográfica positiva, com uma população
jovem que vai engrossar a massa de consumidores, uma economia sofisticada
e que atrai substanciais investimentos diretos estrangeiros", disse. "Sou
mais otimista com o Brasil do que por exemplo com a Rússia, cujos
níveis de corrupção são endêmicos,
a população está encolhendo e a economia depende
principalmente do petróleo."
A exemplo da maioria dos analistas internacionais,
ele acredita que a melhora da competitividade brasileira requer a implementação
de reformas macro e micro-econômicas que aceleram o potencial de
crescimento e a situação fiscal, fortalecimento das instituições
e maior eficiência na máquina administrativa pública.
Ele citou o exemplo do Chile, que ao longo da última década
alcançou significativos avanços nessas áreas. "O
Brasil pode fazer o mesmo? É óbvio que sim, tem uma população
educada, um setor empresarial muito sofisticado.", disse. "Tudo
depende da vontade política."
Para a elaboração
do ranking, o WEF utiliza, além de indicadores , os resultados
da "Pesquisa de Opinião de Executivos, seu estudo realizado
anualmente. Esse ano, mais de 11.000 líderes corporativos nos
125 países incluídos no ranking participaram da pesquisa.
No Brasil, aproximadamente 200 líderes empresariais foram entrevistados.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 27 de setembro de 2006 | Economia
Desemprego na Grande SP é o
menor desde agosto de 1998
O índice ficou em 16%, ante 16,7%
no mês passado; rendimento médio teve alta de 5,1% em
relação a junho
Jander Ramon
SÃO PAULO - AA taxa de desemprego
nos 39 municípios que compõem a região metropolitana
de São Paulo ficou em 16% da População Economicamente
Ativa (PEA), retrocedendo em relação aos 16,7% verificados
em julho. Em agosto do ano passado, a taxa era de 17,1%. Os dados fazem
parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta terça-feira
pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que revela
que a taxa de desemprego 16% é a menor verificada para o mês
de agosto desde 1998.
A queda da taxa está dentro da
expectativa que vinha sendo mantida pelos técnicos da Fundação
Seade e do Dieese, conforme informaram os especialistas das duas instituições. "O
que estranhamos foi a demora de tanto tempo para o emprego crescer e
o desemprego diminuir", declarou o coordenador de Análises
da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pela Fundação
Seade, Alexandre Loloian.
O contingente de desempregados da região
foi estimado em 1,60 milhão de pessoas, uma queda de 71 mil em
relação a julho ocasionada, principalmente, graças
a geração de 67 mil ocupações e também
da saída de 4 mil pessoas do mercado de trabalho.
O nível de ocupação
teve alta de 0,8%, em agosto ante julho, resultado de 45 mil postos criados
em serviços; 33 mil, em outros setores (concentrado em serviços
domésticos e construção civil); e "relativas
estabilidades" na indústria e no comércio, com os
respectivos cortes de 4 mil e 7 mil ocupações.
A PED demonstra ainda que houve crescimento
dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores entre junho e julho. No
total dos ocupados, o rendimento médio real correspondeu a R$
1.119, alta de 5,1% em julho ante junho. Na mesma base comparativa, o
conjunto dos assalariados registrou alta de 5%, com o rendimento equivalendo
a R$ 1.179.
Os especialistas estimam que a taxa de
desemprego deverá cair nos próximos meses. "Embora
o cenário não seja dos mais favoráveis, o fato é que,
no segundo semestre, tudo melhora e mantemos a previsão que a
taxa de desemprego cederá mais", disse Loloian.
O diretor técnico do Dieese, Clemente
Ganz Lúcio, ressalvou, entretanto, que a Região Metropolitana
de São Paulo se encontra num "patamar elevado" de ocupação,
o que poderia diminuir o ritmo de queda do índice do desemprego.
PIB
Além disso, os especialistas observaram
ser "preocupante" as recentes revisões para baixo nas
previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2006,
trazendo, assim, influência direta nas expectativas empresariais
e, conseqüentemente, na intenção de criar postos de
trabalho. "As indicações são de um crescimento
econômico muito localizado em alguns setores produtivos e algumas
regiões do País. Enfrentamos ainda o problema do câmbio
sobrevalorizado e juros ainda em patamares elevados, não obstante
a crescentes e constantes revisões para baixo da inflação",
listou Loloian.
Outra dúvida sobre o comportamento
do mercado de trabalho na Grande São Paulo está ainda na
baixa taxa de participação da PEA. Conforme a pesquisa,
considerando-se toda a População em Idade Ativa (PIA),
ou seja, correspondente a dez anos ou mais de idade, 62,7% estão
no mercado de trabalho, índice considerado baixo, na mesma proporção
verificada durante a década de 90. "Se houver expansão
da PEA, com mais pessoas procurando emprego, pode ser que a taxa de desemprego
até aumente neste resto de ano", ponderou Ganz Lúcio.
Teoricamente, entretanto, os especialistas
lembraram que, por dois meses consecutivos, em junho e julho, tanto
o rendimento médio real do total dos ocupados, como também
a massa de rendimentos, apresentaram crescimento, o que poderia estimular
as famílias a postergarem o ingresso de jovens no mercado de
trabalho e também desestimularem idosos a procurarem trabalho. "Pode
ser que as famílias segurem seus jovens e velhos e a taxa de
participação se mantenha estável, favorecendo
a queda da taxa de desemprego", ponderou Loloian.
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CAMPO GRANDE NEWS / MS, 27
de setembro de 2006
Pedidos de auxílio-doença
aumentam 400% em 9 anos em MS
O volume de pedidos de auxílio
doença nas agências do INSS (Instituto Nacional de Seguridade
Social) em Mato Grosso do Sul aumentou aproximadamente 400% em 9 anos,
passando de 6,4 mil em 1996 para 25,9 mil em 2005. Até o mês
de agosto, a Previdência tinha concedido 22 mil benefícios
no ano, o que para o chefe do Serviço do Benefício do INSS
no Estado, Nivaldo Zuardi é o reflexo de dois fatores, o aumento
de contribuintes, ou seja, mais pessoas no mercado de trabalho, e a incidência
de doenças cada vez mais presentes, como LER (Lesões por
Esforços Repetitivos), Dort (Distúrbios Ostomoleculares)
e depressão. “Hoje, 75% dos pedidos de auxílio-doença
são por doenças ocupacionais e uma pesquisa realizada pelo
INSS há aproximadamente 2 anos demonstra que 22% dos benefícios
requeridos estão relacionados a LER e DORT. Acredito que não
houve mudanças hoje”, explica.
Diretamente ligado ao aumento de benefícios
concedidos por auxílio-doença está o desembolso
da Previdência para ressarcir os trabalhadores. Enquanto em 1996
o INSS desembolsou R$ 1,2 milhão para os 6,4 mil benefícios,
em 2005 foram R$ 13 milhões para ressarcir 25,9 mil trabalhadores.
Nos nove anos avaliados, o INSS liberou R$ 48,6 milhões para o
pagamento de auxílios-doença.
Segundo Zuardi, os benefícios são
concedidos até que a pessoa esteja em plenas condições
de retornar ao trabalho. “Se não houver como adaptar-se
e voltar ao mercado pela perda da capacidade laborativa a pessoa permanece”.
Há casos de trabalhadores que ficam até 6 anos em licença,
sem condições de retornar à atividade.
O chefe do setor explica que há vários
fatores que são considerados para a concessão do auxílio-doença,
e a avaliação completa do histórico da patologia
que deve levar ao afastamento é o principal. Hoje, explica, os
62 peritos depuram ao máximo o histórico clinico do trabalhador,
chegando a pedir exames complementares. “Isso é necessário
para uma avaliação completa”, ressalta.
Os critérios dos médicos
peritos nem sempre são aceitos por quem busca o auxílio,
como explica a assessora do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso
do Sul, Giselle Fernandes Barros, 30 anos. Na área de abrangência
da entidade, que Campo Grande, Sidrolândia, Maracajú e Bonito,
ao menos 200 bancários entraram na Justiça pedindo a revisão
da perícia. Vítimas de LER e DORT, os trabalhadores não
conseguiram provar, por meio dos exames, que as doenças os limitava
no trabalho. O sindicato tem hoje 2,3 mil filiados, o que demonstra que
quase 10% tem algum tipo de doença ocupacional.
Desconforto- Entre as pessoas que pediram
judicialmente a revisão da perícia está a própria
Giselle, que sofre de limitações motoras ocupacionais desde
2000. “A doença tem vários estágios. Hoje
preciso até tomar anti-depressivos”, revela. Conforme Giselli,
os anti-depressivos foram introduzidos em seu tratamento em conseqüência
das chacotas que ouviu no trabalho depois que pediu o auxílio-doença. “Hoje,
as pessoas têm vergonha de requerer o benefício por vergonha,
medo de perder o emprego. Muitos têm a doença, mas falta
coragem de assumir”.
Zuardi afirma que os médicos peritos
exigem a maior gama possível de exames para garantir que realmente
o trabalhador necessita ficar afastado do trabalho para ser enquadrado
no benefício de auxílio-doença. O afastamento nem
sempre é o desejo dos trabalhadores, como explica a comerciária
Alba Regina Lira, 46 anos, que deve ficar 120 dias em casa por conta
de uma cirurgia no tendão do pé. “Eu quero que seja
menos. É horrível ficar parada”, lamenta.
Para o motorista Edjelson Garcdia,
42 anos, vítima de um tumor na coluna e hérnia, não
poder trabalhar inclui em fatores fortes psicologicamente. Ele é arrimo
de família, mas não suportou as dores na coluna, advindas
do trabalho e, agora, vai ser submetido a uma cirurgia. “É terrível,
gera uma insegurança muito grande”. Além da insegurança,
o trabalhador ainda recebe menos que o salário, já que
o benefício corresponde a 90% do vencimento. O trabalhador tem
direito a décimo-terceiro, se afastado, pelas normas da Previdência.
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CONGRESSO EM FOCO, 27 de
setembro de 2006
CNT/Sensus: Lula continua ganhando
no 1º turno
A cinco dias das eleições,
o presidente Lula mantém o favoritismo e pode vencer o pleito
ainda no primeiro turno. Pesquisa do instituto Sensus, realizada entre
os dias 22 e 24 deste mês, revela que o candidato petista tem,
agora, 51,1% das intenções de voto, contra 35,5% da soma
dos índices de votos dos outros candidatos. Apesar do favoritismo,
Lula oscilou 0,3 ponto percentual para baixo.
Já o ex-governador de São
Paulo e candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, foi a 27,5%, ganhando 7,9
pontos percentuais. De acordo com a sondagem, a diferença entre
os candidatos chegou a 23,6 pontos percentuais. Em comparação
com o último levantamento, Lula se mantém estável,
quando obteve 51,4%. Na época, Alckmin teve 19,6%.
Na terceira posição, aparece
a candidata Heloísa Helena (Psol) com 5,7%. O ex-ministro da Educação
Cristovam Buarque (PDT) tem 1,6% da preferência do eleitorado.
Os candidatos Ana Maria Rangel (0,6%) , Eymael (0,1%), Rui Costa (0,1%)
e Luciano Bivar (0,1%) não chegaram a 1%. Indecisos e votos brancos
e nulos chegam a 13,5%.
Se somados os votos válidos (descontados
nulos, brancos e indecisos), a vantagem de Lula sobre os demais candidatos é de
nove pontos percentuais. Neste caso, Lula tem 59% e Alckmin, 31,8%. Heloísa
Helena vem com 6,6% e Cristovam com 1,6%. Pode-se afirmar que Lula está próximo
do percentual de votos que obteve no segundo turno da eleição
de 2002, quando foi a 61,3%.
Segundo turno
Em um eventual segundo turno, Lula bateria
Alckmin com mais de 20 pontos de folga. O petista aparece com 55,6% e
Alckmin com 33,7% das intenções de voto. A porcentagem
de indecisos, de votos nulos e brancos chega a 10,8%.
Dossiê
Na sondagem, os entrevistadores
também perguntavam aos eleitores se eles tinham conhecimento
do caso do dossiê contra políticos tucanos e se isso mudaria
a intenção de voto para presidente da República.
Segundo a pesquisa, 59,1% tiveram conhecimento do caso. Desses, 3,2%
não devem mais votar em Lula por causa do escândalo. Sobre
o envolvimento de assessores do presidente, 26,1% atribuem a negociação
a assessores do presidente e 13,6% ao PT. Somente 17% atribuem a Lula
a responsabilidade pelo episódio.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 27 de
setembro de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES
Em Alagoas, Collor lidera
corrida por vaga no Senado
Santa Luzia do Norte, AL – “Collor vem aí” – berrava
o locutor no alto do trio elétrico que ontem à tarde puxava uma
carreta pela pequena e pobre cidade de Santa Luzia do Norte, na região
metropolitana de Maceió. E dessa vez ele não estava exagerando.
O ex-presidente Fernando Collor de Mello, que deixou o cargo sob acusações
de corrupção e teve os direitos políticos cassados por
oito anos em 1992, está mesmo na iminência de retornar a Brasília.
Dessa vez ocupando o cargo de senador por Alagoas.
Numa manobra que desorientou seus opositores,
ele desembarcou na campanha muito tardiamente, no dia 3 deste mês.
Uma semana depois, segundo o Ibope, tinha 26% das intenções
de voto, enquanto o franco favorito na corrida para o Senado, o ex-governador
Ronaldo Lessa (PDT), seguia com 35%. Hoje o quadro está invertido,
com 36% para Collor e 31% para Lessa.
Os expedientes de campanha de Collor,
que se autodenominava defensor dos descamisados e caçador de marajás,
são idênticos aos do passado. Concorre por um partido pequeno
e desconhecido, o PRTB; concentra suas ações nos lugares
mais pobres do estado; e também recorre a um novo título
de tom populista. Agora ele é o senador do povo.
Com o apoio de um helicóptero,
chega a percorrer até dez municípios do interior em apenas
um dia. Ontem foram sete. A reportagem acompanhou sua passagem por três
deles, em áreas vizinhas a Maceió. Collor chegou a Santa
Luzia às 15h30 e percorreu a cidade na carroceria de uma camioneta.
Os sorrisos e acenos eram mecânicos porque num momento em que o
veículo passou por uma área sem habitantes, cercada por
mato, o ex-presidente continuou acenando e sorrindo.
Dali a carreata seguiu para a vizinha
Coqueiro Seco e, finalmente, no começo da noite, para Marechal
Deodoro, a maior das três cidades visitadas ontem. Entre uma
e outra, em áreas distantes do olhar do eleitor, o senador do
povo descia da camioneta e entrava em outro carro para ficar protegido
da poeira.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 27 de
setembro de 2006 | Brasil
ELEIÇÕES
Escândalo não
interfere nos votos
Brasília – O Instituto Sensus questionou os entrevistados sobre
o impacto do dossiê contra tucanos na corrida eleitoral. No total, 59,1%
dos entrevistados afirmaram ter conhecimento dos fatos. O escândalo,
entretanto, não interfere nas intenções de voto, conforme
a pesquisa: apenas 3,2% dos entrevistados disseram que mudarão seu voto
por conta do que ocorreu.
O levantamento questionou sobre a responsabilidade
de compra do dossiê. Para 26,1%, a responsabilidade é de “assessores
do presidente”; outros 13,6% disseram que é do PT e 10,1%
apontaram o nome do próprio presidente.
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A pesquisa analisou também
a audiência dos programas eleitorais no rádio e na tevê.
As campanhas de Lula e Alckmin tiveram avaliações similares:
26% disseram achar o programa petista melhor e 20,4% optaram pelo tucano.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 27 de
setembro de 2006 | Economia
MERCADO-Fundos que aplicam FGTS nas ações
das empresas têm queda de mais de 10% no semestre
Papéis da Vale e Petrobras
em queda
Os fundos de investimento que aplicam recursos do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) em ações da Companhia Vale do Rio Doce
e da Petrobras estão sofrendo com a recente desvalorização
desses papéis. No segundo semestre até o último dia 21,
os fundos de privatização FGTS-Vale têm perdas de 14,85%,
enquanto os FGTS-Petrobras tiveram prejuízo de 12,14%, segundo dados
do site financeiro Fortuna. Em 2006, os da mineradora têm rentabilidade
de -7,61%, mas os da petrolífera ainda acumulam ganhos de 4,44%.
O Ibovespa – principal índice
da Bolsa de Valores de São Paulo – tem queda de 4,92% no
semestre até o dia 21 de setembro e alta de 4,12% no ano. As ações
preferenciais da Vale e da Petrobras são as mais negociadas do
pregão, por isso o seu desempenho afeta bastante o índice.
O temor de desaceleração da economia mundial derrubou os preços
dos minérios, daí a baixa das ações da Vale. As
preferenciais atingiram a cotação máxima de R$ 49,55 em
11 de maio, segundo a consultoria Economática, mas têm desvalorização
acumulada de 9,6% no ano e eram negociadas a R$ 38,50 na Bovespa na tarde de
ontem. As ordinárias chegaram a R$ 59,99 em 9 de maio, têm queda
de 7,41% em 2006 e eram vendidas a R$ 45,25.
Os papéis preferenciais da Petrobras
ainda têm elevação de 5,97% e os ordinários,
de 5,97% no ano. As ações da companhia atingiram as máximas
de R$ 48,39 em 11 de maio e R$ 55,40 em 9 de maio, respectivamente, e
eram negociadas a R$ 39,20 e R$ 43,44 ontem.
Os analistas avaliam que as pessoas que
têm recursos aplicados nesses papéis e em fundos de investimento
não devem abandoná-los agora. Ao contrário, o momento
pode ser de aproveitar os preços relativamente baixos para comprar
tais ações.
“É provável que os
investidores voltem a olhar para elas [as ações] como boas
opções, afinal, trata-se de empresas de primeira linha”,
diz o consultor financeiro e professor Ricardo Fontes. “Existe
o temor de um forte desaquecimento da economia mundial, mas muitos especialistas
já dizem que a redução do ritmo de crescimento não
vai ser tão trágica.”
Criados em março de 2002,
os fundos FGTS-Vale acumulam rendimento de 428% desde então.
Os FGTS-Petrobras, que nasceram em agosto de 2000, registram ganho
total de 503%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 27 de
setembro de 2006 | Economia
PROTESTO-Trabalhadores consideram satisfatório
o acordo fechado com as montadoras
Metalúrgicos encerram
greve no Paraná
Os mais de 8 mil metalúrgicos das montadoras Volkswagen/Audi, Renault/Nissan
e Volvo, na grande Curitiba, encerraram ontem a greve iniciada na semana passada.
Em assembléia realizada de manhã, eles decidiram aceitar a proposta
feita pelas montadoras – a quinta desde que a campanha salarial começou,
em meados de agosto. Eles vão receber 4,19% de reajuste em setembro,
0,78% em janeiro e R$ 700 de abono, que será pago na próxima
segunda-feira.
Os dias parados por conta da greve não
serão descontados, mas terão de ser compensados pelos trabalhadores.
Cada montadora irá convocar os funcionários para uma escala
diferenciada, de acordo com a demanda de produção.
O reajuste conseguido pelos trabalhadores ficou abaixo do pedido inicial, que
era de 5% de aumento real, além de 2,85% de reposição
da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC). Ainda assim, ficou acima do aumento real de 1,3% oferecido
inicialmente pelo Sindicado Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Sinfavea), que representa as empresas.
“Tivemos avanço significativo
em comparação à proposta inicial. Estamos satisfeitos
com o acordo”, avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de Curitiba e região (SMC), Sérgio Butka. Por duas vezes
durante a negociação, o SMC ameaçou romper o diálogo
com o Sinfavea, mas acabou fechando acordo com a entidade pelo terceiro
ano consecutivo.
Na Volkswagen/Audi, que emprega 3,6 mil
pessoas, e na Renault/Nissan, que tem 3,1 mil funcionários, a
paralisação começou na última quarta-feira.
Já a greve dos 1,9 mil trabalhadores da Volvo – que não
registrava paralisações desde 2001 – teve início
um dia depois, na quinta-feira.
Saldo
O sindicato dos metalúrgicos
estima que, durante a greve, a Volks/Audi deixou de produzir aproximadamente
3,2 mil automóveis dos modelos Fox, Golf e Audi A3. A Renault/Nissan,
por sua vez, teria deixado de fabricar 3,2 mil motores e 1,5 mil automóveis
e utilitários dos modelos Clio, Scenic, Megane, Máster
e Frontier. Já a Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba, deixou
de produzir 24 ônibus e 105 caminhões.
Felipe Laufer
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JORNAL GAZETA DO POVO, 27
de setembro de 2006 | Economia
FÓRUM ECONÔMICO
Brasil cai em ranking de competitividade
São Paulo – O Brasil perdeu nove posições no ranking
de competitividade global do Fórum Econômico Mundial deste ano,
ficando em 66.º (57.º no ano passado) entre 125 países, segundo
dados divulgados ontem. A posição do Brasil no ranking é um
reflexo da colocação “particularmente pobre’’ (114.º)
na categoria Macroeconomia (em 2005, o país havia ficado em 91.º lugar). “Isso é resultado
do grande déficit orçamentário em relação
aos de outros países, se não pelo desempenho historicamente pobre
do Brasil’’, diz o boletim do Fórum. O documento ainda destaca
como razões da queda de posição do Brasil os altos níveis
de endividamento do governo e o spread dos juros, o que evidencia “os
pesados custos de intermediação do setor bancário brasileiro’’,
que afetam de modo negativo os investimentos do setor privado e contribuem
para um crescimento econômico mais baixo.
A posição do Brasil
também é a mais baixa entre os BRICs (termo cunhado pelo
banco de investimentos Goldman Sachs para denominar o grupo de economias
emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China).
As outras oito categorias são: Instituições; Infra-estrutura;
Saúde e educação básica; educação
superior e Treinamento; Eficiência de mercados; Disponibilidade
tecnológica; Sofisticação de negócios;
e Inovação.
Na América Latina, o país mais competitivo, segundo o ranking, é o
Chile, que ficou em 27.º lugar – o mesmo ocupado em 2005. Sistemas
regulatórios, instituições sólidas (com um grau
de transparência que supera a média da União Européia)
e mercados relativamente livres de distorções mostram que o país
se manteve estável, segundo o Fórum.

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JORNAL GAZETA DO POVO, 27 de setembro de 2006
| Economia
SUPERÁVIT
Economia supera meta
Os gastos do governo continuam a crescer mais que as receitas, mas o governo
central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) conseguiu
superar a meta de superávit primário até agosto. Até este
mês, a economia feita para o pagamento de juros foi de R$ 47,879 bilhões,
enquanto a meta é de R$ 42,9 bilhões. Neste período, as
receitas totais do governo cresceram 11,7% na comparação com
igual período do ano passado, para R$ 351,424 bilhões. A receita
líquida – que exclui repasses a estados e municípios – somou
R$ 290,49 bilhões. Já as despesas aumentaram 13,9%, para R$ 242,611
bilhões. O resultado primário é equivalente a 3,59% do
PIB, contra 3,75% no mesmo período do ano passado. A meta de superávit
primário como um todo – incluindo estatais e governos regionais – é de
4,25%.
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AGÊNCIA CÂMARA,
27 de setembro de 2006
Projeto cria programa de estímulo à profissionalização
O Projeto de Lei 7280/06, do deputado
Josias Quintal (PSB-RJ), cria um programa de estímulo à implantação
de núcleos de formação profissional, que deverão
ser prioritariamente implantados nas periferias e bolsões de pobreza
dos grandes centros urbanos e no meio rural. Se o projeto for aprovado,
o novo programa será voltado para jovens de 14 a 29 anos, matriculados
em escolas públicas, que só poderão se matricular
no programa em turno diferente daquele em que freqüentam o ensino
regular.
Os cursos oferecidos deverão ser
relacionados às atividades econômicas predominantes em cada
região. Outra prioridade do projeto será atender jovens
de famílias carentes, com renda per capita de até um salário
mínimo (R$ 350).
Para Josias Quintal, uma das estratégias
mais importantes para reduzir as desigualdades econômicas e sociais é a
educação profissionalizante, voltada para a população
jovem. "Assim se combate, de modo positivo e estrutural, as condições
que encaminham a juventude para a marginalidade, em particular nas periferias
e bolsões de miséria".
Pela proposta, o programa será mantido
com recursos das três esferas de governo (federal, estadual e municipal),
em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac),
o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com os programas
de instrução militar desenvolvidos pelas Forças
Armadas.
Bolsas
O parlamentar reconhece que os serviços
nacionais de aprendizagem e os programas de profissionalização
das Forças Armadas podem contribuir para a profissionalização
dos jovens, mas ressalta que o projeto proposto avança, ao combinar
ensino regular, formação profissional em tempo quase integral
e uma política de auxílio financeiro que estimula o estudo
e o emprego.
Além do estímulo à profissionalização,
o projeto prevê a concessão de bolsas aos estudantes, que
poderão acumular mais de um tipo de bolsa ou acumular o valor
recebido pela bolsa com a remuneração por seu trabalho,
caso estejam empregados. "Ultrapassa-se uma importante deficiência
de diversos programas de transferência de renda, de que para receber
o benefício não se pode melhorar de vida", salienta
o deputado.
As modalidades de auxílio serão
as seguintes:
- permanência, para estimular a
freqüência aos cursos de formação profissional;
- auxílio-didático, destinada à aquisição
de materiais escolares;
- auxílio-deslocamento, para cobrir despesas de transporte dos estudantes.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação
e Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
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CONSULTOR JURÍDICO,
27 de setembro de 2006
Reforço do Natal
Saiba quais são os direitos
do empregado temporário
As lojas e empresas que precisam contratar
trabalhadores temporários para dar conta das vendas no período
que antecede o Dia das Crianças e o Natal precisam ficar atentas
aos direitos do trabalhador temporário.
Os profissionais contratados para o final
do ano devem ter registro na carteira de trabalho, férias proporcionais,
13º salário, FGTS, jornada máxima de 8 horas diárias
e 44 semanais. Além de horas extras remuneradas com no mínimo
50% sobre o valor da hora normal, repouso semanal remunerado, preferencialmente
aos domingos, adicional noturno, benefícios e serviços
da Previdência Social, inclusive por acidente do trabalho, seguro-desemprego
e vale-transporte.
Para esse tipo de contratação é necessário
que a empresa faça um contrato escrito que não poderá ultrapassar
três meses, salvo autorização pelo órgão
local do Ministério do Trabalho e desde que o período total
não exceda a seis meses.

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