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FETRACONSPAR, 03 de outubro de 2006
Eleições
em Curitba e Região Metropolitana
Eleita
nova diretoria do SOE CURITIBA
Foram
realizadas dias 28 e 29 de setembro,
eleições para renovação
da diretoria do SINDICATO DOS OFICIAIS
ELETRICISTAS E TRABALHADORES NA INDÚSTRIA
DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS,
GÁS HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS
DE CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA,
onde foi eleita para o mandato de 2006/2009,
a chapa única inscrita, encabeçada
pelo companheiro JOSÉ CAETANO
FERREIRA.
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JOSÉ CAETANO
FERREIRA
Presidente do SOE CURITIBA
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JORNAL DA MANHÃ /
UBERABA (MG), 03 de outubro de 2006
Bom humor influencia na produção
do trabalhador
O bom-humor melhora a produtividade
dos trabalhadores. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada
pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A descoberta,
de acordo com a pesquisa, mostra que os resultados de uma empresa podem
melhorar ou piorar de acordo com o estado de espírito dos funcionários.
Ou seja, o bom-humor no trabalho não só torna as relações
interpessoais mais agradáveis, mas também melhora a produtividade,
ameniza pressões e o estresse.
Em Minas Gerais, a pesquisa influenciou
a escolha do tema da cerimônia de entrega da fase estadual do
Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho, o PSQT. O Prêmio destaca
instituições que trabalham a responsabilidade social
de forma ampla, valorizam os empregados, preservam o ambiente e promovem
a integração comunitária.
Para a coordenadora do PSQT no Sesi,
Maria Cristina de Ligório, o prêmio é o reconhecimento
público para as empresas socialmente responsáveis.
Os quatro primeiros colocados, nas categorias
Grande, Média, Pequena e Microempresa, concorrem ao Prêmio
Nacional. Em Minas, a Thyssenkrupp Molas, Nansen Instrumentos de Precisão,
Itaúna Siderúrgica e Alarmes Santa Rita vão representar
o estado. A premiação nacional será no dia 22
de novembro.
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JORNAL O LIBERAL / BELÉM,
03 de outubro de 2006
Lei deve evitar acidentes elétricos
Nas empresas - Nova lei sobre segurança
com eletricidade entra em vigor em dezembro
IRNA CAVALCANTE
Da Redação

As empresas - de qualquer segmento ou porte - que trabalham com energia elétrica
têm até dezembro para se ajustarem à nova legislação
do setor. Com o objetivo de garantir a segurança no ambiente de trabalho
e diminuir os altos índices de acidentes nesta área, a portaria
598 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicado no dia 08 de
dezembro de 2004, vêm trazendo profundas mudanças na NR10, que
trata sobre as normas de segurança para instalação e serviço
em eletricidade. As novas regras vão influenciar toda cadeia produtiva,
desde as empresas que trabalham com a geração de energia, distribuição,
a utilização intermediária, como as empresas de construção
civil, até o consumidor final.
Dentre as principais mudanças da
portaria estão: a criação do prontuário da
instalação elétrica, que vai trazer o histórico
da instalação; estabelece o relatório da inspeção
de conformidade da instalação elétrica; cria o capítulo
de segurança nos projetos, que especifica medidas de controle
e prevenção desde a elaboração de um projeto
de construção; tornam obrigatórios os mecanismos
de proteção coletiva; apresenta um novo conceito de instalações
desenergizadas e estabelece zonas de distanciamento seguro.
'É uma garantia de que vamos ter
um trabalho seguro. São medidas simples, e não onerosas,
que, se tomadas pelo empresário, seja de qual ramo for, vão
trazer muitos resultados para todos, como mais segurança para
o trabalhador, mais produtividade, e consequentemente o aumento do lucro',
afirmou o engenheiro de Segurança no Trabalho da Fundacentro,
Helio Vitor Andrade.
Para ele um dos pontos mais importantes
na nova lei são a criação e obrigatoriedade do treinamento
de segurança no trabalho. O curso, que deve ter carga horária
de 40 horas, inclui aulas de segurança em eletricidade, conhecimento
dos riscos que envolvem a área, mecanismos de choque elétrico,
quedas, e principalmente a análise dos riscos antes de se iniciar
um trabalho.
Andrade explica ainda que, foram justamente
os altos índices de acidentes envolvendo eletricidade, que motivaram
o ajuste da legislação. De acordo com dados do Anuário
Brasileiro de Proteção 2006, só em 2004, ocorrem
no Brasil cerca de 2,8 mil acidentes fatais de trabalho, número
que aponta cerca de 13,7 óbitos para cada 100 mil trabalhadores.
Do total, 15% aproximadamente estão direta ou indiretamente ligados
a acidentes com eletricidade. No Pará, neste mesmo ano, apesar
de não ter sido registrado nenhuma vítima fatal, as estatísticas
também são alarmantes. Dos cerca de 7.203 acidentes típicos
registrados, 4.511 foram na área de eletricidade gás e água.
Destes a maior parte aconteceu envolvendo as concessionárias de
energia, que no caso do Pará é representada pela Rede Celpa.
'O que a gente percebe muitas vezes que
com a terceirização dos serviços, as empresas relegaram
a segurança do trabalhador a um segundo plano, em função
da produtividade, precarizando ainda mais as condições
de trabalho. E agora não, isso vai ser combatido', afirmou.
Evolução
As mudanças no setor aos poucos
já vêm sendo adotadas pelas empresas do ramo, principalmente,
em função da diminuição dos custos de produção
e dos prazos gradativos estabelecidos na legislação, que
termina seu processo de implantação no final do ano. A
empresa que não se adequar vai sofrer sanções, que
podem variar de multas, interdição e paralisação
da obra.
'O empresário deve despertar para
ver que a segurança no trabalho faz parte do negócio dele.
Se o trabalhador não tiver amparado, a vida produtiva útil
dele é menor, os custos de indenização são
altos, ele não corre o risco de ter que recomeçar todo
trabalho de treinamento com outra mão de obra, e ainda desafoga
a demanda do INSS', disse Andrade.
Lei é bem vista pelos empresários
A nova legislação agradou
também aos empresários da Construção Civil.
De acordo com o diretor de observação do Trabalho do Sindicato
da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Fernando
Bentes, como a NR-10 original foi criada há mais de 26 anos, a
alteração nas regras foi, mas do que necessária,
essencial para se ajustar aos novos tempos, principalmente por conta
do avanço tecnológico. 'A lei anterior já estava
muito defasada. Agora, todo sistema está integrado desde a geração
de energia até a outra ponta do consumo. Além disso, foram
gerados benefícios para o meio ambiente, para o patrimônio
e para a saúde do trabalhador', avaliou Bentes, citando a obrigatoriedade
do aterramento nas áreas de instalação elétrica,
e necessidade de proteção dos equipamentos de trabalho,
como um dos grandes ganhos para construção civil. Segundo
eles, cerca de 75% das empresas já se adequaram a nova regra.
Entretanto, apesar de atingir em cheio
as distribuidoras, concessionárias e empresas, ao exigir a qualificação
profissional e uma série de medidas protetivas, a nova legislação
vai atingir também os autônomos, que inadvertidamente, expõem
a própria vida ao risco em função da necessidade
de produzir mais.
Na última sexta, por exemplo, mais
um exemplo do perigo de quem trabalha com eletricidade sem os devidos
cuidados. Sem equipamentos de proteção, de chinelos, e
sem luvas, o autônomo José Reis, fazia a instalação
elétrica em um poste num conjunto residencial na rodovia Augusto
Montenegro. Ele se pendurava no poste, colocava a mão na fiação,
e nem se preocupava com o perigo. 'Há muitos anos eu já faço
isso, não tem perigo não, eu já estou acostumado.
Seria perigoso se eu não tivesse usando a corda, tenho que ganhar
dinheiro', justificava displicente.
Mas para o especialista do Fundacentro, é preciso
mais. 'Temos que reconhecer que a energia elétrica é indispensável
para o desenvolvimento das nações, mas por outro lado,
representa um elevado risco, e é preciso preservar a vida humana
acima de tudo', afirmou Andrade
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Revista Isto É:
Nova era sindical
Alan Rodrigues
O próximo governo que se prepare:
mais radicais e mais bem organizados, sindicatos prometem barrar propostas
de reforma na lei trabalhista a todo custo
Um desafio caro a qualquer governante é mexer
no vespeiro chamado reformas. E um ninho de vespas de bom tamanho já se
avista em 2007. Está anunciada para o próximo ano uma guerra
entre o governo e os empregados por conta das transformações
previstas para acontecer nas relações de trabalho dos brasileiros.
As entidades empresariais como a CNI e
Fiesp já fazem carga pelo fim da multa de 40% nas rescisões
contratuais, pela diluição do 13º salário em
várias parcelas, redução das férias para
20 dias e diminuição da licença-maternidade de quatro
para dois meses. A contrapartida dos empresários é gerar
três milhões empregos. O sofisma dos patrões nem
de longe sensibiliza os sindicalistas, que contra-atacam anunciando que
usarão de artilharia pesada pela manutenção das
conquistas. Nessa frente de batalha, pelo menos uma trégua é consensual:
o fim de quase 60% dos sindicatos brasileiros que surrupiam do bolso
dos empregados um dia de trabalho por ano. As alterações
na lei levarão para o ralo cerca de 15 mil desses. A batalha promete
ser longa e o próximo ocupante do Palácio do Planalto estará diante
da quase impossível tarefa de tentar fazer as reformas sem provocar
uma luta de classes.
Experiências de reformas tidas no
mundo mostram que não serão fáceis essas mudanças.
Há seis meses, a fúria de milhares de franceses contrários às
alterações das leis trabalhistas mostrou ao planeta que
a combinação dos verbos flexibilizar e modernizar relações
entre o capital e o trabalho não é tarefa tão simples
assim. No Brasil, impávidos sindicalistas prometem repetir a iniciativa
das organizações européias, caso a idéia
de cortar as conquistas seja levada a cabo. “Vamos botar fogo neste
país”, adverte José Maria de Almeida, um dos representantes
da Coordenação Nacional de Lutas. Com apenas cinco meses
de fundação e 215 entidades de classe filiadas, a Conlutas é a
mais nova e radical organização popular e sindical brasileira. “Caso
a reforma seja votada, faremos um levante popular”, diz José Maria.
Ele pode não estar blefando. Nos últimos meses, militantes
do PSOL e do PSTU assumiram sindicatos estratégicos como os dos
Metalúrgicos de Volta Redonda, Metroviários de São
Paulo e parte da representação dos bancários. A
pressão por uma atuação mais radical tem obrigado
a CUT – quinta maior central sindical do mundo – a rever
sua estratégia de organização. Fugiu do controle
da direção da entidade a greve que parou os bancos em seis
Estados da Federação. “Foi uma rebelião da
base”, admite um dirigente da própria central ligada ao
PT, que pede o anonimato.
Para enfrentar essa onda vermelha e aprovar
as reformas, governo e empresários costuram nos bastidores a versão
brasileira do Pacto de Moncloa – projeto implementado na Espanha
pós-ditadura, que uniu empresários, partidos políticos
de centro a esquerda, sindicatos e sociedade civil para garantir duras
reformas econômicas –, aqui chamado de “projeto de
concertação nacional”. A surpresa que pode atrapalhar
esse pacto é justamente essa nova safra de dirigentes sindicais.
Radicais, intransigentes, bons negociadores e distantes dos bondosos
orçamentos do Estado, esses “novos barbudos” admitem
que a paciência chegou ao fim. “Acabou a época das
chantagens da governabilidade”, antecipa Wagner Xavier, assessor
do Sindicato dos Trabalhadores do Saneamento do Estado de Minas Gerais
(Sindagua). Ligado à CUT – central com uma base de 21 milhões
de trabalhadores –, Xavier aposta no chavão, o embate da
luta de classes. “Foi tentada a conciliação e não
deu certo. Qualquer novo pacto é ilusão”, entende
Xavier, que não poupa nem mesmo a sua própria organização. “As
mudanças mexem direto no bolso e na vida das pessoas, por isso
a CUT não pode mais agir da maneira como vem se comportando”,
alerta.
Engana-se quem aposta na divisão
do sindicalismo nacional para implementar mudanças. A avassaladora
desorganização sindical que o País vive não
servirá como anabolizante para empresários e governo passarem
as reformas. “Conseguimos uma evolução surpreendente
nos últimos quatro anos com as negociações coletivas,
como a do aumento do salário mínimo”, analisa João
Carlos Gonçalves, o Juruna da Força Sindical. “Estamos
muito mais maduros para atuar juntos e derrubar qualquer proposta que
vá contra os empregados”, conclui.
Uma coisa é clara: enfrentar o
Estado não é nenhum monstro para esses dirigentes. Em 1981,
uma reunião com 5.030 militantes sindicais – a maioria deles
hoje está na CUT e no Palácio – pôs fim a quase
duas décadas de sufoco aos sindicatos nacionais imposto pelos
militares. Era a 1ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras
(Conclat) considerada o embrião do “novo sindicalismo” nacional.
Naquela época, Lula e cia. tinham absoluta certeza de que era
necessário aos sindicatos se desatrelarem economicamente do Estado.
Para tanto, prometeram lutar para quebrar a espinha dorsal das entidades
chamadas “pelegas”, fechando a torneira dos recursos financeiros.
Passaram-se 25 anos, quatro eleições presidenciais e a
chegada ao poder do mais ilustre representante daquela reunião,
mas nada mudou. Nem sequer o imposto sindical – uma contribuição
obrigatória que assalta o bolso do assalariado uma vez ao ano
com o pagamento referente a um dia de labuta do trabalhador – foi
derrubado. Essa medida, porém, ao contrário das mudanças
nas leis do trabalho, continua tendo apoio das entidades de classe. Pelo
menos 30% dos quase 20 mil sindicatos brasileiros concordam com a tese. “Tem
que mudar. Hoje, é mais fácil montar um sindicato que abrir
uma microempresa”, admite Artur Henrique, presidente nacional da
CUT.
Curto-circuito
A nova face do sindicalismo nacional
credita à forte ligação da CUT com o governo a
responsabilidade pela crise do movimento sindical. Antagonicamente,
Lula carregou para dentro da máquina do governo centenas daqueles
líderes de 1981, compondo uma república sindical. Um
desses maiores ícones é Jair Meneguelli, ex-presidente
da CUT, que teve uma discreta militância nos últimos quatro
anos, confortavelmente amparado no salário superior a R$ 20
mil. A aproximação do poder não foi realmente
saudável para os sindicalistas. Muitos dos envolvidos no escândalo
do dossiê contra os tucanos emergiram daquele agosto de 1981,
como o ex-líder sindical Oswaldo Barjas. O sociólogo
Francisco Oliveira é categórico ao afirmar que “a
erosão da base do trabalho e a falta de representação
dos partidos e sindicatos produzem um curto-circuito que é fatal
para a política e para o exercício do governo”.
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AGÊNCIA ESTADO / SÃO
PÁULO, 03 de outubro de 2006 | Economia
Projeção para a inflação
cai pela sétima semana consecutiva
Previsões para o IPCA 2006 já estão
abaixo de 3%; projeções para PIB e Juros permanecem estáveis
Gustavo Freire
BRASÍLIA - As projeções
do mercado financeiro para o IPCA (Índice de Preços ao
Consumidor Ampliado) 2006 caíram de 3,03% para 2,98% em pesquisa
semanal do Banco Central divulgada nesta segunda-feira. Esta foi a sétima
queda consecutiva destas estimativas, que estavam em 3,63 há quatro
semanas.
Com a nova queda, as previsões
de IPCA para 2006 se aproximaram do piso da meta de inflação,
que é de 2,50%. Nas instituições Top 5, as estimativas
de IPCA para 2006 no cenário de médio prazo ficaram estáveis
em 2,80%. A estabilidade interrompeu uma seqüência de três
semanas consecutivas de reduções dessas projeções,
que estavam em 3,57% há quatro semanas.
Para o mês de setembro, as previsões
de IPCA caíram na pesquisa do BC, de 0,18% para 0,16%. Esta foi
a quarta queda consecutiva destas previsões, que estavam em 0,30%
há quatro semanas. Para o mês de outubro, as projeções
de IPCA ficaram estáveis em 0,30%.
A estabilidade interrompeu uma seqüência
de duas semanas de reduções destas previsões, que
estavam em 0,35% há quatro semanas. Para 2007, as projeções
de IPCA ficaram estáveis em 4,30%. A estabilidade pôs fim
a uma seqüência de três semanas de quedas destas previsões,
que estavam em 4,50% há quatro semanas.
Apesar da estabilidade, o porcentual estimado
para o IPCA de 2007 continua abaixo da meta central de 4,50% fixada pelo
Conselho Monetário Nacional para 2007.
No Top 5, as projeções de
IPCA para 2007 também não mudaram e prosseguiram em 4,10%
no cenário de médio prazo. Há quatro semanas, estas
previsões estavam em 4,40%.
As previsões suavizadas de IPCA
em 12 meses à frente recuaram, por sua vez, de 4,13% para 4,10%.
Esta foi a quarta queda seguida destas previsões, que estavam
em 4,52% há quatro semanas.
As estimativas do mercado financeiro para
o reajustes dos preços administrados em 2006 continuaram estáveis
em 4,40% pela terceira semana seguida; há quatro semanas, estas
previsões estavam em 4,50%. Para 2007, as estimativas de alta
dos administrados também não mudaram e prosseguiram em
4,50% pela vigésima semana consecutiva.
PIB
As projeções do mercado
financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006
ficaram estáveis em 3,09%. A estabilidade das previsões
interrompeu uma seqüência de duas semanas seguidas de redução
destas estimativas, que estavam em 3,20% há quatro semanas.
As estimativas de expansão da produção
industrial neste ano, por sua vez, recuaram de 3,55% para 3,51%. Esta
foi a quarta queda seguida destas estimativas, que estavam em 4% há quatro
semanas.
Para 2007, as estimativas de expansão
do PIB seguiram inalteradas em 3,50% pela quinta semana consecutiva.
As projeções de aumento da produção industrial
no próximo ano caíram, ao mesmo tempo, de 4,50% para 4,20%.
A queda pôs fim a uma seqüência de 25 semanas de estabilidade
destas previsões.
Juros
As projeções do mercado
financeiro para a taxa de juros em outubro ficaram estáveis em
13,75% ao ano. O porcentual estimado embute uma expectativa de que o
Comitê de Política Monetária (Copom) volte a cortar
os juros em 0,50 ponto porcentual na reunião dos dias 17 e 18.
Para o fim do ano, as expectativas de
juros não foram alteradas e permaneceram em 13,50% ao ano; há quatro
semanas, estas previsões estavam em 14% ao ano. As estimativas
de taxa média de juros neste ano ficaram estáveis em 15,13%
ao ano. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,22%
ao ano.
Para o fim de 2007, as estimativas de
juros não mudaram e prosseguiram em 12,50% pela segunda semana
consecutiva. Há quatro semanas, estas projeções
estavam em 13% ao ano. As previsões de taxa média de juros
para o próximo ano, por sua vez, recuaram de 13,10% para 13,03%
ao ano; há quatro semanas, estas projeções estavam
em 13,50% ao ano.
IGP-DI
As projeções do mercado
financeiro para a variação do IGP-DI (Índice Geral
de Preços - Disponibilidade Interna) em 2006 caíram de
3,26% para 3,22%. Esta foi a segunda redução seguida destas
previsões, que estavam em 3,42% há quatro semanas.
Para 2007, as projeções
de IGP-DI caíram de 4,50% para 4,45%. Foi a primeira queda destas
estimativas, que se mantiveram estáveis por 32 semanas consecutivas.
As previsões de IGP-M em 2006, por sua vez, caíram de 3,39%
para 3,31%. Esta foi a quarta queda consecutiva destas projeções,
que estavam em 3,53% há quatro semanas.
As estimativas de IGP-M (Índice
Geral dos Preços do Mercado) para 2007 recuaram de 4,48% para
4,47%. Esta foi a segunda queda seguida destas previsões, que
estavam em 4,50% há quatro semanas.
As projeções do mercado
para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe em
2006 ficaram estáveis em 1,83%. A estabilidade veio após
sete semanas consecutivas de queda destas previsões, que estavam
em 2,14% há quatro semanas. Para 2007, as estimativas de IPC da
Fipe também não mudaram e prosseguiram estáveis
em 4%; há quatro semanas, estas estimativas estavam em 4,20%.
Balança Comercial
As projeções para o superávit
da balança comercial em 2006 ficaram estáveis em US$ 43
bilhões; há quatro semanas, estas previsões estavam
em US$ 42 bilhões. As estimativas de superávit em conta
corrente em 2006 também não mudaram e prosseguiram em US$
10 bilhões pela segunda semana seguida. Há quatro semanas,
estas projeções estavam em US$ 9 bilhões.
Para 2007, as estimativas de mercado para
o superávit da balança comercial também não
mudaram e prosseguiram em US$ 36 bilhões pela quinta semana consecutiva.
As previsões de superávit em conta corrente para 2007 também
não mudaram e continuaram em US$ 5 bilhões pela segunda
semana consecutiva; há quatro semanas, estas projeções
estavam em US$ 4,30 bilhões.
Investimento estrangeiro
As projeções do mercado
financeiro para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) em 2006
caíram de US$ 15,90 bilhões para US$ 15,72 bilhões,
segundo o BC. Há quatro semanas, estas previsões estavam
em US$ 16 bilhões. Para 2007, as estimativas de fluxo de IED continuaram
estáveis em US$ 16 bilhões pela 15º semana consecutiva.
Dívida líquida
As projeções do mercado
financeiro para a dívida líquida do setor público
em 2006 caíram de 50,40% para 50,35% do Produto Interno Bruto
(PIB), segundo a pesquisa do BC.
A queda interrompeu uma seqüência
de duas semanas consecutivas de elevação destas projeções,
que estavam em 50,30% do PIB há quatro semanas. Para 2007, as
previsões de dívida líquida ficaram estáveis
em 49,10% do PIB pela sexta semana consecutiva.
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AGÊNCIA ESTADO / SÃO
PÁULO, 03 de outubro de 2006 | Economia
Balança comercial teve superávit
de US$ 4,428 bi em setembro
As exportações no mês
totalizaram US$ 12,549 bilhões e as importações
somaram US$ 8,121 bilhões
Renata Veríssimo
BRASÍLIA - A balança comercial
brasileira registrou superávit de US$ 4,428 bilhões em
setembro, um recorde para o mês. As exportações no
mês totalizaram US$ 12,549 bilhões, com média diária
de US$ 627,5 milhões, a segunda maior da série histórica.
Já as importações somaram US$ 8,121 milhões,
com média diária de US$ 406,1 milhões, a maior registrada
pelo Brasil, ultrapassando pela primeira vez a marca dos US$ 400 milhões.
Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira
pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, as exportações, que são recorde para meses
de setembro, cresceram 23,9% em relação ao mesmo mês
de 2005, enquanto as importações subiram 35% no mesmo período.
Na comparação com agosto, as vendas externas cresceram
5,8%, enquanto as importações cresceram 2,3%.
Considerando-se apenas a quinta semana
de setembro, o superávit comercial foi de US$ 1,340 bilhão,
resultado de exportações no valor de US$ 3,419 bilhões
e importações de US$ 2,079 bilhões. A média
diária das importações na quinta semana de setembro
foi de US$ 683,8 milhões, e das importações, US$
415,8 milhões.
No acumulado do ano, o superávit
comercial é de US$ 34,002 bilhões. As exportações
no ano somam US$ 100,713 bilhões, com média diária
de US$ 535,7 milhões, um aumento de 16,8% em relação
ao mesmo período de 2005. As importações no ano
totalizam US$ 66,711 bilhões, com média diária de
US$ 354,8 milhões, o que representa um aumento de 24% ante período
de janeiro a setembro de 2005.
Em 12 meses, a balança comercial
brasileira registra superávit de US$ 46,083 bilhões. No
mesmo período anterior, de outubro de 2004 a setembro de 2005,
o saldo comercial era de US$ 41,216 bilhões. As exportações
acumulam US$ 132,302 bilhões em 12 meses, com média diária
de US$ 529,2 milhões.
Segundo os dados do ministério
do Desenvolvimento, as exportações cresceram 18,1% em relação
ao mesmo período anterior pela média diária. Já as
importações totalizam US$ 86,219 bilhões em 12 meses,
com média diária de US$ 344,9 milhões, com aumento
de 21,2% na comparação com o mesmo período de outubro
de 2004 a setembro de 2005.
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INFOMONEY PESSOAL, 03 de
outubro de 2006 | Previdência
Com sorte, energia aumentará 40%
em 5 anos
SÃO PAULO - Se o consumidor tiver
sorte, sua conta de energia elétrica estará 40% mais cara
daqui a cinco anos. A expectativa é da Comerc, empresa que atua
no mercado como membro da Câmara de Comercialização
de Energia Elétrica (CCEE).
"Esse aumento leva em conta apenas
o reajuste de cobrança da própria energia em si, vinda
de hidrelétricas. Mas o total ficará maior calculando a
energia de termelétricas, a cobrança de tributos e de fios
das distribuidoras", afirmou o diretor da entidade, Marcelo Parodi.
Análise
Para se fazer a análise, devem
ser levados em consideração diversos fatores. O primeiro
deles é o preço empregado nos leilões de energia
elétrica, realizados pelo governo federal.
Após o período do racionamento,
no final de 1990, o consumidor foi estimulado a gastar 20% a menos de
seu consumo por mês. "Mas depois disso, inclusive as indústrias
mantiveram esse gasto mais contido", explicou Parodi. Isso, por
sua vez, resultou em uma oferta maior do produto, o que fez com que seu
preço caísse.
Leilões
"Os leilões são feitos
para o consumo nos próximos oito anos", detalhou o diretor.
Em 2005, ficou acordado que as usinas comercializariam cada megawatt/hora
por R$ 57. Em 2006, o mesmo tanto ficou custando R$ 67,33 e, para o ano
que vem, o preço deve ser de R$ 75,46.
"Esse é um preço até relativamente
baixo, exatamente por causa dos reflexos do racionamento na oferta da
energia", adicionou Parodi.
Investimentos
Com os novos investimentos no setor, porém,
o preço tende a aumentar, uma vez que essas fornecedoras já estão
estabelecidas no mercado há algum tempo, tendo, portanto, o retorno
de seus investimentos.
"Essa é a energia velha. Já a
energia nova, que é a de novas distribuidoras que ainda têm
de resgatar o investimento e não passaram pelo período
do 'apagão', deve vir o dobro mais cara, em R$ 116, até R$
125 daqui a cinco anos", explicou.
Representatividade
O valor referente à energia elétrica,
propriamente dito, representa 40% da conta do consumidor. Os 60% restantes
dizem respeito a tributos, encargos e fios. "Esses preços
também têm aumentado", alertou o diretor.
Outro fator que gera preocupação é a
energia termelétrica. Conforme Parodi, o País trabalha
com apenas 30% de sua capacidade no setor hidrelétrico. Mas, apesar
disso, são as termelétricas que mais vêm ganhando
espaço no setor.
"Além de prejudicarem mais
o meio ambiente por usarem óleo diesel na operação,
metade do gás natural consumido por elas vêm da Bolívia.
E não se sabe como ficarão as negociações
de preços com o país vizinho."
O custo produtivo em si já é mais
caro. Atualmente, cada megawatt/hora vale R$ 140.
Energias alternativas
Já que as termelétricas
produzem a um preço muito alto e ainda por cima agridem o meio
ambiente, investir em fontes alternativas é um bom caminho, certo?
Segundo Prodi, não é bem assim que as coisas funcionam.
"Estrategicamente a energia eólica
(ar), de biomassa e de pequenas hidrelétricas é algo bom
para o Brasil, mas na prática não funciona", explicou.
Como exemplo, ele explicou que são
produzidos atualmente cerca de 3.300 megawatt/hora por meios alternativos.
O consumo dos brasileiros, no entanto, é estimado em 47 mil megawatts/hora.
Risco de novo apagão
Segundo o especialista, a energia pode
ficar ainda mais cara por conta de um problema já conhecido pelos
brasileiros: o apagão, ou racionamento de energia.
" Pode haver isso em 2009, 2010", estimou. Para se ter uma idéia,
na primeira vez que a tática foi empregada, quando o consumo não
era reduzido em 20%, as distribuidoras repassavam às concessionárias
cada megawatt/hora a R$ 684. Esse total, conforme o especialistas, pode chegar
até a R$ 700, apesar do teto estipulado atualmente pelo governo federal
ser de R$ 515.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 03 de outubro de 2006 | Dinheiro
Novo governo terá volume recorde
de contas pendentes
Vencedor do 2º turno ficará com
capacidade de investir reduzida em ao menos R$ 10 bi | Valor pendente é o
maior dos últimos seis anos e corresponde a mais da metade
dos investimentos previstos para o Orçamento
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Qualquer que seja ele, o vencedor do segundo
turno das eleições ao Planalto vai ver a capacidade de
o governo federal investir em 2007 gravemente comprometida por um volume
recorde de contas pendentes. Em janeiro, haverá pelo menos R$
10 bilhões de despesas ainda não pagas, concentrada principalmente
em duas áreas: transportes e saúde.
Esse valor corresponde a 57% dos investimentos
previstos para 2007, de acordo com o projeto de lei orçamentária
encaminhado pelo governo ao Congresso em agosto. Equivale, ainda, a mais
do que o dobro dos gastos planejados na recuperação ou
na construção de rodovias -isoladamente o investimento
federal que consome o maior volume de dinheiro do Orçamento.
Os compromissos já assumidos e
que terão de ser honrados com dinheiro dos impostos a serem recolhidos
em 2007 aparecem no Siafi (sistema informatizado de acompanhamento de
gastos federais).
Na véspera do primeiro turno das
eleições, o governo havia dado o primeiro passo (chamado
de empenho) em R$ 11,4 bilhões de gastos em investimentos, dos
quais apenas R$ 2,2 bilhões haviam sido pagos até o final
de setembro. Os números superam de longe o ritmo de investimento
registrado nos últimos anos.
Além dos R$ 9,2 bilhões
de investimentos comprometidos desde janeiro e ainda não pagos,
o governo também acumulava, na véspera do primeiro turno
das eleições, mais R$ 6,8 bilhões de despesas de
investimentos autorizadas em anos anteriores e ainda não quitadas.
No total, até o final de setembro, havia cerca de R$ 16 bilhões
de contas pendentes de investimentos, mostra pesquisa feita pela organização
não-governamental Contas Abertas, a pedido da Folha.
Desse total, não mais do que R$
6 bilhões poderão ser honrados até o término
do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o
limite de gastos fixado pelo Tesouro Nacional.
Cortes
Antes do mais recente corte de gastos
determinado pelo governo na semana anterior à eleição,
no valor de R$ 1,6 bilhão, o limite de gastos em investimentos
da União fixado por decreto presidencial era de R$ 14,7 bilhões.
Parte dele (R$ 8,4 bilhões) já foi gasta.
A Secretaria do Tesouro Nacional informou
que não havia fixado quanto do corte extra recairia sobre os investimentos.
Mas o governo disporá apenas de algo entre R$ 4,7 bilhões
e R$ 6 bilhões para pagar despesas de investimentos nos três últimos
meses do ano sem prejudicar a meta de superávit primário
(diferença entre receita e despesa destinada ao pagamento de juros
da dívida).
Ou seja, parte -de pelo menos R$ 10 bilhões-
dos investimentos já autorizados terá de ser honrada apenas
em 2007. Em comparação com os valores registrados no mesmo
período dos últimos seis anos, trata-se de um recorde.
Em meados do ano, o TCU (Tribunal de Contas
da União) já havia considerado "preocupante" o
acúmulo de despesas não pagas. Desde então, o governo
acelerou o ritmo de pagamentos, mas também o de novos compromissos
de gastos.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 03 de outubro de 2006 | Dinheiro
Oposição à CUT
quer negociar hoje reajuste com bancários e bancos
Greve se amplia no país, apesar de comando
defender paralisação só quinta-feira
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL
A oposição bancária,
formada por sindicalistas independentes do comando nacional de greve
(ligados à CUT), quer participar hoje da negociação
entre representantes dos bancos e dos funcionários para discutir
o impasse na campanha salarial da categoria.
Até agora, as negociações
ocorrem entre a Fenaban (federação que representa os bancos)
e o comando nacional, integrado por dirigentes da Contraf (confederação
que agrupa 140 sindicatos no país, a maior parte filiada à CUT).
Na última reunião, na quarta-feira
passada, a Fenaban propôs 2% de reajuste. Os bancários pedem
aumento real de 7,05%, além da inflação (estimada
desde a última data-base em 2,8%, segundo o INPC). Os bancos propuseram
ainda participação nos lucros de 80% do salário,
mais R$ 816 fixos -e R$ 500 no caso de o banco aumentar sua lucratividade
em pelo menos 25% em relação a 2005.
A paralisação dos bancários
tem se ampliado desde a semana passada em várias regiões,
apesar de o comando nacional defender greve por tempo indeterminado a
partir de quinta.
Na terça-feira passada, uma paralisação
nacional de 24 horas teve adesão de 120 mil bancários do
país. Desde então, algumas regiões decretaram greve
por tempo indeterminado.
Integrantes da Conlutas (ligados ao PSTU)
e sindicalistas do PSOL, que fazem parte do movimento nacional de oposição
bancária, informam que a greve atinge Rio, Bahia, Maranhão,
Pernambuco, Brasília, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande
do Norte, além do Distrito Federal e da cidade de Bauru (SP).
Podem parar a partir de hoje, segundo
informam, funcionários dos bancos em Belo Horizonte, Alagoas,
Paraíba e Piauí.
A Contraf-CUT não faz estimativa
da adesão.
Representantes de cinco sindicatos (MA,
RN, BA, Bauru e Florianópolis, regiões em greve desde a
semana passada) se reuniram ontem para discutir a participação
da oposição nas negociações salariais./
Na semana passada, a Fenaban disse à Folha que não havia espaço
para formar nova bancada de negociação, além das existentes
-com a CUT e com a Contec (confederação com direito, pela legislação
sindical, de representar bancários, mas reúne a minoria deles).
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SITE UOL , 03 de outubro de
2006
Reportagem Especial sobre a Cláusula
de Barreiras dos Partidos Políticos
Quem tá dentro
PSDB
Nome: Partido da Social Democracia Brasileira
Ano Fundação: 1988
Deputados federais eleitos: 65
Senadores eleitos: 5
Destaque: Fernando Henrique Cardoso
PT
Nome: Partido dos Trabalhadores
Ano Fundação: 1980
Deputados federais eleitos: 83
Senadores eleitos: 2
Destaque: Lula
PFL
Nome: Partido da Frente Liberal
Ano Fundação: 1985
Deputados federais eleitos: 65
Senadores eleitos: 6
Destaque: Antonio Carlos Magalhães
PMDB
Nome: Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Ano Fundação: 1966
Deputados federais eleitos: 65
Senadores eleitos: 4
Destaque: José Sarney
PP
Nome: Partido Progressista
Ano Fundação: 1991
Deputados federais eleitos: 42
Senadores eleitos: 1
Destaque: Paulo Maluf
PDT
Nome: Partido Democrático Trabalhista
Ano Fundação: 1979
Deputados federais eleitos: 24
Senadores eleitos: 1
Destaque: Cristovam Buarque
PSB
Nome: Partido Socialista Brasileiro
Ano Fundação: 1947
Deputados federais eleitos: 27
Senadores eleitos: 1
Destaque: Ciro Gomes
Cláusula é ruim
para a democracia

Mesmo sem prever a extinção de partidos políticos logo
após o resultado das urnas, a cláusula de barreira deverá "extirpar" do
meio político as siglas que representem minorias, segundo Everson Tobaruela,
presidente da Comissão de Direito Político e Eleitoral da OAB.
"A adoção do percentual
mínimo de 5% nos país só servirá para garantir
quatro ou cinco partidos no poder. Vão impedir uma minoria importante
de ter voz. É ruim para a democracia ter tão poucas siglas",
afirma o especialista.
Leia mais
Excluídos pela cláusula
de barreira, partidos vão à Justiça e estudam
fusões
Larissa Guimarães
Em São Paulo

Dos 16 partidos que têm representação no Congresso, nove
não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira, regra que
passa a valer a partir desta eleição, e podem perder força
em 2007. PPS, PV, PC do B, PSOL, PTB, PL, PSC, Prona e PTC não atingiram
os índices mínimos determinados pela cláusula. Já PT,
PMDB, PFL, PSDB, PDT, PP e PSB superaram a barreira e manterão seus
direitos.
O que é Cláusula de Barreira
A cláusula de barreira determina
que somente os partidos com 5% dos votos válidos para a Câmara
e Assembléias Legislativas terão direito a tempo no horário
eleitoral e participação no fundo partidário.
Para impedir que um partido obtenha 5%
dos votos válidos para a Câmara em poucos Estados, a cláusula
também determina que esses 5% incluam 2% de votos válidos
em, no mínimo, nove unidades da federação.
Veja Infográfico
A briga para derrubar a nova regra ou
flexibilizá-la já começou. Os partidos prejudicados
pela cláusula de barreira já entraram com ações
na Justiça eleitoral para tentar driblar as restrições. "Já entramos
com uma ação no TSE contra a aplicação da
regra", diz Luiz Penna, presidente do PV. "Pedimos o funcionamento
do partido com a vigência da cláusula anterior, que era
de 1%", explica.
O PSOL também não concorda com a aplicação da cláusula
de desempenho e considera a regra "discriminatória'. “É uma
cláusula completamente injusta. Nós vamos levar a questão à Justiça
eleitoral sob a luz das estatísticas”, argumenta Júnia
Gouveia, presidente do PSOL. "O PT quando foi fundado não conseguiu
fazer 5% dos votos no país. Se essa regra existisse naquele período,
a sigla não teria se legalizado", completa.
A briga não só chegou à Justiça
eleitoral, como também já está no Congresso. Na
Casa, existe uma série de projetos de lei para derrubar ou para
reduzir de 5% para 2% a cláusula de desempenho, segundo o ex-ministro
do TSE e professor de Direito da UnB (Universidade de Brasília),
Walter Costa Porto. "Não acredito que a regra vá durar
muito. O Congresso poderá derrubá-la", opina.
Sobrevivência
Com o novo cenário político,
os partidos que não alcançaram os 5% de votos deverão
buscar saídas para sobreviver. A mais provável, apontam
analistas, será a fusão entre siglas, principalmente dos
partidos médios. Siglas como o PPS e o PL deverão apostar
nessa estratégia. "Os partidos tiveram a possibilidade de
crescer. Teremos que enfrentar a realidade", afirmou o deputado
federal Fernando Gabeira (PV-RJ). "Temos conversação
com o PPS, mas nada definido", disse.
Segundo Walter Costa Porto, os partidos
pequenos terão mais facilidade em lidar com as restrições
porque já contavam com poucos recursos do Fundo Partidário.
Porto afirma que os partidos médios vão sofrer mais. "Essas
siglas recebiam um percentual maior do Fundo Partidário e terão
uma redução mais significativa", explica.
Como fica
Antes mesmo do resultado das urnas, especialistas
já previam que apenas sete partidos conseguiriam ultrapassá-la.
Os demais terão de tentar a sobrevivência em meios às
restrições que sofrerão. Os partidos terão
direito a apenas 1% do Fundo Partidário e tempo reduzido no horário
eleitoral gratuito.
A existência eleitoral dos partidos
que não cumprirem a cláusula de barreira não está comprometida,
mas essas siglas perderão força e poderão se extingüir,
segundo o diagnóstico de alguns cientistas políticos.
Os parlamentares desses partidos terão
direito a uma cadeira no Congresso, mas não poderão exercer
os mesmos direitos dos congressistas de siglas que tenham alcançado
os 5% dos votos. Eles não poderão assumir posições
estratégicas no Congresso, como por exemplo, ocupar cargos na
Mesa Diretora ou participar de comissões da Câmara.
"Esses deputados poderão apenas
propor projetos e fazer uso da palavra no plenário. Teremos a
figura do 'meio partido', que não terá os mesmos direitos
dos partidos grandes", opina Leonardo Barreto, cientista político
da UnB (Universidade de Brasília).
Os governadores de partidos que não
atingiram os 5% poderão ter dificuldades para governar. Isso porque
os parlamentares terão pequena influência sobre o Congresso,
e terão mais dificuldade para destinar recursos a seus Estados.
PC do B
Nome: Partido Comunista do Brasil
Ano Fundação: 1922
Deputados federais eleitos: 13
Senadores eleitos: 1
Destaque: Aldo Rebelo
PPS
Nome: Partido Popular Socialista
Ano Fundação: 1992
Deputados federais eleitos: 21
Senadores eleitos: 1
Destaque: Roberto Freire
Prona
Nome: Partido da Reedificação da Ordem Nacional
Ano Fundação: 1989
Deputados federais eleitos: 2
Senadores eleitos: 0
Destaque: Enéas Carneiro
PSOL
Nome: Partido Socialismo e Liberdade
Ano Fundação: 2004
Deputados federais eleitos: 3
Senadores eleitos: 0
Destaque: Heloísa Helena
PV
Nome: Partido Verde
Ano Fundação: 1986
Deputados federais eleitos: 13
Senadores eleitos: 0
Destaque: Fernando Gabeira
PTB
Nome: Partido Trabalhista Brasileiro
Ano Fundação: 1945
Deputados federais eleitos: 22
Senadores eleitos: 3
Destaque: Roberto Jefferson
PL
Nome: Partido Liberal
Ano Fundação: 1985
Deputados federais eleitos: 23
Senadores eleitos: 1
Destaque: Valdemar Costa Neto
Versão mais suave do
que no exterior

De acordo com o ex-ministro do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral) e professor de Direito da UnB (Universidade de Brasília),
Walter Costa Porto, a cláusula de barreira adotada no país é uma
versão "adocicada" do modelo implementado em outros
países, como na Alemanha e na Grécia.
Nesses países, se o parlamentar é eleito,
mas o partido não atinge o percentual de desempenho, ele fica
impedido de assumir o posto. "Adotamos uma cláusula amenizada,
adocicada", conta Porto.
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SITE DO MINISTÉRIO DO
TRABALHO, 03 de outubro de 2006
Na Região Sul, Santa Catarina
registra melhor desempenho de emprego
Dados da Rais de 2005 indicam que estado
ficou em quinto lugar em geração de empregos, em
números absolutos. Rio Grande do Sul teve variação
negativa
A Relação Anual de Informações
Sociais (Rais/2005) indica que, na Região Sul, o estado com melhor
desempenho em números absolutos foi Santa Catarina, com geração
de 80,7 mil empregos, ficando em quinto lugar em relação
aos demais estados brasileiros, mas em 18º lugar em números
relativos, com 5,74%. O Paraná está em segundo lugar, com
76,5 mil empregos criados em 2005, ocupando a sexta posição
no ranking dos estados.
O Rio Grande do Sul teve desempenho fraco,
com 42,1 mil empregos gerados, ficando na 11ª posição.
Em termos relativos, o Rio Grande do Sul teve a pior desempenho do país
com crescimento de 1,92% (42,1 mil postos), na comparação
com 2004.
Em termos setoriais, destaca-se o crescimento
absoluto e relativo dos Serviços no estado gaúcho, que
gerou 28,7 mil postos de trabalho, correspondente a elevação
de 4,71%. A Indústria de Transformação teve desempenho
negativo em termos absolutos, retração de 18,9 mil postos,
equivalente a um decréscimo de 3,04%. Este resultado pode ser
creditado, em grande medida, a retração verificada no ramo
da indústria de Calçados que apresentou redução
de 16,2 mil empregos celetistas.
Santa Catarina - Em Santa Catarina, o
estoque total de empregos alcançou 1,487 milhão em 2005.
Todos os setores tiveram desempenho positivo, com atenção
especial para o setor de Serviços, (7,91% ou 29,2 mil postos),
seguido pelo Comércio (9,79% ou 25,3 mil postos) e pela Indústria
de Transformação (3,20% ou 15,3 mil postos).
Paraná - O número de empregos
formais no estado paranaense alcançou 2,109 milhões em
2005. A quase totalidade dos setores obteve desempenho positivo. O melhor
resultado foi o do Comércio, que gerou 27,5 mil novos postos,
um crescimento de 6,79%, em relação a 2004.
A Agropecuária apresentou relativa
estabilidade em termos absolutos ao registrar redução de
dois mil postos, um decréscimo de 2,19%. O setor de Extrativa
Mineral também acusou declínio do nível de emprego,
sendo a queda de 5,79%, equivalente à supressão de 271
postos de trabalho formal.
O rendimento real médio do trabalhador
gaúcho teve leve elevação (1,63%) em relação
a 2004. Para o catarinense a elevação foi de 2,82%, e o
paranaense, 3,15%.
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SITE G1 – GLOBO.COM,
03 de outubro de 2006
Resultado de 1º turno faz Lula
reforçar comando da campanha
Marco Aurélio Garcia entrega o cargo,
Lula não aceita, mas reforça comando com Ciro Gomes,
Jaques Wagner e Marcelo
O G1 apurou que o clima era de muita frustração
na reunião desta manhã da coordenação política
do governo. Ninguém imaginava que haveria segundo turno nas eleições
presidenciais. Estavam presentes à reunião, além
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Márcio
Thomaz Bastos (Justiça), Tarso Genro (Relações Institucionais),
Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria-Geral) e Guido Mantega
(Fazenda).
A reunião serviu para que fossem
tomadas algumas decisões a fim de se tentar assegurar a vitória
nas urnas no dia 29 de outubro. Ficou decidido que o presidente Lula
não irá se afastar do cargo para fazer campanha, como sugerido
por alguns ministros presentes. Lula não gostou da idéia.
Na reunião, avaliou-se que, entre
outros fatores, o comando da campanha de reeleição do presidente
tinha sido fraco, o que teria prejudicado o desempenho de Lula na urnas.
O presidente falou por telefone com Marco
Aurélio Garcia, atual coordenador de campanha, que, como de praxe,
colocou o cargo à disposição. Mas Lula não
aceitou.
Resolveu, em vez disso, reforçar
o comando com Ciro Gomes, Jacques Wagner e Marcelo Déda, todos
vitoriosos nas eleições deste domingo (1º). Déda
se elegou governador pelo estado de Sergipe, Jacques Wagner surpreendeu
a todos conquistando o governo da Bahia logo no primeiro turno e Ciro
Gomes se elegeu deputado federal pelo Ceará com a maior votação
proporcional do país (16,19% dos votos válidos do estado).
Lula pediu a Marco Aurélio Garcia
(coordenador de campanha) e Márcio Thomaz Bastos (ministro da
Justiça) urgência na resolução do caso do
dossiê contra candidatos tucanos. Lula quer o caso esclarecido
antes do 2º turno, por avaliar que esse foi outro motivo do fracasso
da tentativa de vitória no primeiro turno.
O presidente ligou pessoalmente para alguns
políticos tentando costurar possíveis alianças para
o segundo turno. Lula falou com Sérgio Cabral (PMDB), candidato
ao governo do Rio de Janeiro que foi para o segundo turno, e Eduardo
Braga (PMDB), que se reelegeu ontem governador do Amazonas.
Lula também ligou para Germano
Rigotto (PMDB), que não se reelegeu ao governo do Rio Grande do
Sul e Alceu Collares (PDT), que também concorria ao governo do
Rio Grande do Sul, mas ficou em quinto lugar nas eleições.
E Tarso Genro, ministro das relações institucionais do
governo, também entrou no jogo ligando para Carlos Lupi, presidente
do PDT, sondando sobre um possível apoio a Lula no segundo turno.
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AGÊNCIA CÂMARA,
03 de outubro de 2006
Trabalhador poderá ser informado
sobre valor pago ao INSS
O Projeto de Lei 7329/06, do Senado, exige
que as empresas informem mensalmente aos empregados o valor recolhido
no nome deles para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O projeto
também determina que o órgão da Previdência
envie extrato das contribuições aos empregados, se solicitado.
A proposta prevê a cobrança
de multa no caso de a empresa não prestar informações
ao funcionário e também ao INSS. Isso porque a Lei 8212/91
já prevê que as empresas devem comunicar mensalmente à Previdência
os fatos que podem originar a cobrança da contribuição.
Sonegação
De acordo com o autor do projeto, senador
Cristovam Buarque (PDT-DF), a fragilidade da estrutura de fiscalização
do INSS faz com que se registre na Previdência um alto índice
de sonegação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário, quase 30% das empresas deixaram de recolher contribuições
ao INSS em 2004.
O senador destaca que a proposta vai permitir
ao trabalhador controlar as contribuições quando necessário.
Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade
e será analisado em caráter conclusivo pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público;
de Seguridade Social e Família; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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INFOMONEY PESSOAL, 03 de
outubro de 2006 | Previdência
INSS começa a enviar pelos
Correios resultados de perícias médicas
SÃO PAULO - Os segurados do INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social) receberão em casa os resultados
dos pedidos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez.
A decisão, adotada desde a última sexta-feira (29), evita
que os solicitantes se desloquem até uma agência do Instituto
para pegar a resposta.
Essa mudança decorre de um acordo
entre INSS e a Associação Nacional dos Médicos Peritos
(ANMP) firmado depois da greve de três dias da categoria.
Menos agressões
Para o vice-presidente da associação,
Luiz Carlos Argolo, o novo processo diminuirá as agressões
a peritos quando o segurado recebe a resposta sobre a requisição
do benefício. "A intenção é diminuir
a agressividade do segurado, aqueles mais inconformados no momento do
resultado de indeferimento", afirmou.
Já foram registradas sete agressões
a peritos do INSS desde a morte da médica perita Maria Cristina
Souza Felipe da Silva, em Minas Gerais, no dia 13 de setembro. Uma delas
ocorreu na última sexta-feira (29) em uma agência de Salvador
(BA).
De acordo com Argolo, uma segurada entrou
com uma garrafa de álcool e uma faca para agredir os funcionários. "O
clima na agência do bairro do Bonfim foi de terrorismo. Os médicos
tiveram que sair e foram à delegacia prestar queixa", contou.
Correspondência
A correspondência será entregue
pelos Correios com aviso de recebimento (AR), devendo chegar de três
a cinco dias depois da postagem. O prazo para recurso, em caso de indeferimento,
contará a partir da data do recebimento do comunicado, no qual
será informado todos os procedimentos.
"A Previdência precisa
dar outras garantias preventivas para que não ocorra mais um
assassinato de médico perito", defendeu o vice-presidente.
Uma das propostas é que sejam instalados guarda-volumes e detectores
de metais.
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de outubro de 2006
Prescrição intercorrente
TST manda prosseguir processo parado
há mais de 10 anos
O Tribunal Superior do Trabalho determinou
o retorno de um processo interrompido em 1993 ao Tribunal Regional do
Trabalho da 15ª Região (Campinas), que havia declarado sua
prescrição. A 6ª Turma aplicou ao caso a Súmula
114 do TST, que considera inaplicável na Justiça do Trabalho
a chamada prescrição intercorrente — ocorre quando
o processo é interrompido na fase de execução e
fica paralisado por muito tempo.
O processo teve início em 1980,
com uma reclamação trabalhista ajuizada por um ex-motorista
da empresa Tripolini. Durante cinco meses, ele transportou trabalhadores
para a zona rural de Limeira (SP) que trabalhavam no corte de cana de
açúcar.
A primeira instância condenou a
empresa ao pagamento de diversas verbas trabalhistas, como 13 salário
e férias proporcionais, horas extras e salário-família.
O valor da condenação era de aproximadamente seis vezes
o salário do motorista.
Na fase de execução, iniciada
em 1981, houve várias tentativas, sem sucesso, de identificar
bens da empresa e seus sócios para penhora. Por causa das dificuldades,
o juiz determinou, em 1982, o arquivamento do processo, para aguardar
a manifestação do interessado.
Em 1993, a Vara do Trabalho notificou
o trabalhador para que se manifestasse sobre seu interesse no prosseguimento
da execução. O trabalhador confirmou e indicou, para penhora,
uma linha telefônica de propriedade dos sócios. Depois de
30 dias sem que se conseguisse obter o endereço correto para a
efetivação da penhora, o processo foi novamente arquivado.
Em 2004, a primeira instância aplicou
a prescrição intercorrente ao processo. O motorista entrou
então com Agravo de Petição no TRT. Pediu o prosseguimento
da execução e a penhora de saldos bancários ou aplicações
financeiras existentes em nome do sócio da empresa. A segunda
instância, porém, manteve a prescrição.
Foi aí que o recurso chegou ao
TST. O relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou que
a ausência de bens para garantir a execução impediu
o prosseguimento do processo. Isso, porém, não permite
concluir que houve inércia do trabalhador interessado. O que houve
foi a “dificuldade natural do empregado credor em dar impulso ao
feito diante do insucesso na tarefa árdua de encontrar os bens
do devedor para apresentação em juízo”.
Para Aloysio Corrêa da Veiga, “a
coisa julgada deve ser respeitada, procedendo-se a suspensão da
execução até o cumprimento da sentença, sob
pena de se prestigiar o devedor inadimplente.”
O ministro frisou que “a aplicação
da prescrição nasceu para punir o titular do direito que
se conserva inativo”, mas esse não foi o caso dos autos.
Esta circunstância pode ocasionar, somente, a suspensão
da execução, “nunca podendo se imputar inércia
ao exeqüente [o trabalhador], pois não há providência
a se adotar, a não ser aguardar bens passíveis de penhora”,
concluiu.
Por unanimidade, a 6ª Turma afastou
a prescrição declarada e determinou o retorno do processo
ao TRT de Campinas para o exame do Agravo de Petição.
RR 728/1980-014-15-00.6
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CONSULTOR JURÍDICO,
03 de outubro de 2006
Acidente de trabalho
Reparação pode ser cumulada com benefício do INSS
Benefício previdenciário
por invalidez pode ser cumulado com indenização por dano
patrimonial, no caso de acidente de trabalho. O entendimento é da
10ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas, SP). Cabe recurso.
O trabalhador entrou com reclamação
na Vara do Trabalho de São José do Rio Pardo pedindo pensão
vitalícia e indenização por dano moral. Segundo
alegou, ele sofreu um acidente porque não foi treinado para lidar
com a ferramenta usada no serviço.
O empregador alegou que era indevida a
indenização por dano estético e moral, porque o
dano ocorreu por culpa exclusiva do trabalhador. A primeira instância
acolheu o pedido de indenização por danos morais, mas negou
o pedido de pensão vitalícia. As duas partes recorreram
ao TRT.
A relatora, juíza Elency Pereira
Neves, constatou que o ex-empregado só mutilou os dedos das mãos
porque não sabia operar a máquina, objeto de trabalho.
Segundo a juíza, o empregador não providenciou as informações
necessárias sobre as ferramentas utilizadas, tampouco providenciou
cursos de prevenção de acidentes ou treinamento.
Quanto ao pedido de pensão vitalícia,
a juíza fundamentou que o benefício previdenciário
recebido pelo trabalhador, por causa da invalidez parcial de sua mão,
não impede o recebimento da pensão pretendida, paga pelo
ex-empregador. Para Elency, o benefício pago pelo INSS tem natureza
alimentar, enquanto que a pensão a ser paga pela empresa visa à reparação
do dano sofrido.
“Considerando que o laudo técnico
concluiu pela restrição física permanente apenas
para algumas atividades, o que não torna o ex-empregado inválido,
condeno o ex-empregador no pagamento de pensão mensal, no valor
de um salário mínimo, até que a vítima complete
65 anos de vida”, decidiu Elency.
Processo 00589-2005-035-15-00-0 RO

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