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FETRACONSPAR,
06 de outubro de 2006
Eleições em
Foz do Iguaçu/PR
Posse no SITRACOCIFOZ
- PR
Tomou posse no último
dia 04 de outubro, a diretoria do SINDICATO DOS
TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
CIVIL E NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO
DE ESTRADAS, PAVIMENTAÇÃO E OBRAS
DE TERRAPLENAGEM EM GERAL DE FOZ DO IGUAÇU,
encabeçada pelo companheiro ANTONIO
BARROS FRANÇA, eleita dia 06/07/2006,
para o mandato de 2006/2010. Estiveram presentes
na solenidade os senhores GERALDO RAMTHUN,
Presidente da FETRACONSPAR, Diretor Secretário
Regional da CNTI-PR e 3º Vice-Presidente
da NCST Nacional, ALMIR GUEDES FERNANDES,
Presidente do STI da Madeira e do Mobiliário
de Cascavel, ANACIR
ANTONIO DE ANDRADE, Presidente do STICM
de Toledo, SIRLEI CESAR DE OLIVEIRA,
Presidente do STICM de Guarapuava.
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ANTONIO
BARROS FRANÇA,
presidente do SITRACOCIFOZ
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Da
esquerda para a direita: ANACIR ANTONIO DE ANDRADE,
Presidente do STICM de Toledo, ALMIR GUEDES FERNANDES,
Presidente do STI da Madeira e do Mobiliário de Cascavel, GERALDO
RAMTHUN, Presidente da FETRACONSPAR, Diretor Secretário
Regional da CNTI-PR e 3º Vice-Presidente da NCST Nacional, ANTONIO
BARROS FRANÇA, Presidente eleito do SITRACOCIFOZ
e SIRLEI CESAR DE OLIVEIRA, Presidente do
STICM de Guarapuava.
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ANTONIO
BARROS FRANÇA, Presidente eleito do SITRACOCIFOZ
sendo empossado pelo Sr. GERALDO RAMTHUN,
Presidente da FETRACONSPAR, Diretor Secretário Regional
da CNTI-PR e 3º Vice-Presidente da NCST Nacional.
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Diretoria
eleita do SITRACOCIFOZ
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MONITOR MERCANTIL, 06 de
outubro de 2006
Trabalho perde participação
no PIB Mundial
Salários ladeira abaixo | Em alguns
países, porém, trabalhador mantém direitos
Se a globalização elevou às
alturas a participação do lucro nos produtos internos brutos
(PIBs) nacionais do Ocidente, inclusive nos países ricos, ao mesmo
tempo tirou poder de negociação dos trabalhadores, que
viram sua fatia no PIB encolher aos mais baixos níveis das últimas
décadas.
Isso por causa da integração
da China e dos demais países em desenvolvimento ao sistema econômico
mundial, com incorporação da mão-de-obra dos emergentes.
A perda não ocorreu só para os trabalhadores sem especialização,
mas também entre os qualificados.
O economista do Dieese Paulo Jagger observa
que a distribuição de renda piorou também nos Estados
Unidos: "Tem havido muita reclamação de setores afetados
pela concorrência também na França e Espanha. No
caso do Brasil, ainda não analisamos dados para 2005, mas ao longo
dos anos 90 e início dos anos 2000 houve piora sistemática
da participação dos salários no PIB. E o lucro vem
aumentando exatamente sobre a parcela perdida pelos assalariados".
Aos motivos comuns a todo o Ocidente,
como a reestruturação produtiva, reengenharia, terceirização
e a abertura comercial, Jagger acrescenta outros, no caso brasileiro:
"Em nosso caso, tivemos juros altos,
estrutura tributária regressiva, queda na taxa de sindicalização
e outros fatores que reforçaram essa tendência, sobretudo
o aumento do desemprego", listou.
As conseqüências distintas
são fruto, segundo Jagger, de estratégias diferentes: "Os
países não estão entrando nesse jogo da mesma maneira.
Vários adotam um protecionismo disfarçado. Não é à toa
que emperraram as negociações na OMC. Mas não interessa
para eles o protecionismo aberto, pois têm interesse no mercado
externo".
Mas lembrou que, em alguns lugares,
os trabalhadores mantiveram direitos trabalhistas e previdenciários.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 06 de outubro de 2006 | Economia
Produção industrial brasileira
cresce 3,2% em agosto
O resultado, ante mesmo mês de 2005,
ficou no no teto das estimativas, que variavam de 2% a 3,20%
Jacqueline Farid
RIO - A produção industrial brasileira cresceu 0,7% em
agosto em relação a julho, na série com ajuste sazonal,
segundo divulgou o IBGE nesta quinta-feira. O resultado veio dentro das
estimativas dos analistas ouvidos pelo AE-Projeções, que
variavam de -0,30% a +1,10%, e acima da mediana de 0,60%.
Na comparação com agosto de 2005, a produção
cresceu 3,2%, no teto das estimativas, que variavam de 2% a 3,20%, com
mediana em 2,70%. De janeiro a agosto de 2006, a produção
industrial acumula alta de 2,8% em relação ao mesmo período
de 2005. Em 12 meses até agosto registra crescimento de 2,2%.
Os técnicos do IBGE acreditam que o resultado da produção
industrial de agosto "reforçam os sinais de discreta recuperação
no ritmo da atividade fabril". O índice de média móvel
trimestral, principal indicador de tendência, mostra crescimento
de 0,1% na produção do trimestre encerrado em agosto, em
relação ao terminado em julho.
Bens de capital
A produção de bens de capital, que reflete os investimentos
no País, cresceu 2,8% em agosto, ante julho, e aumentou 7,4% ante
agosto do ano passado, segundo o IBGE. O aumento apurado em relação
ao mês anterior foi o maior para bens de capital desde dezembro
de 2005.
Nas demais categorias pesquisadas, os bens intermediários apresentaram
alta de 0,7% em relação a julho e 3,4% ante agosto de 2005;
bens de consumo duráveis, aumento de 1,6% ante julho e de 5,4%
ante agosto de 2005; bens não duráveis, queda de -0,9%
ante julho e alta de 1,2% ante agosto de 2005.
O coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, destacou o
aumento da produção de bens de capital em agosto. Segundo
ele, os dados mostram expansão da capacidade produtiva, já que,
ao contrário do que vinha ocorrendo anteriormente, desta vez houve
aumento também em bens de capital para a indústria. Antes,
o crescimento estava concentrado em máquinas e equipamentos "para
fora da indústria", como energia e construção.
Para Sales, os dados de bens de capital apontam
para um crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF) no PIB, já que
há aumento na produção de máquinas e equipamentos
e de insumos para a construção, que são os dois
componentes da FBCF.
O crescimento da produção de bens de capital acima da
média da indústria em geral em agosto ocorreu não
apenas nos dados comparativos a julho (2,8%) e a agosto de 2005 (7,4%),
mas também no índice de média móvel trimestral,
considerado o principal indicador de tendência.
Enquanto o índice de média móvel da indústria
em geral foi de 0,1% no trimestre encerrado em agosto ante o terminado
em julho, no caso de bens de capital a expansão foi de 1,2%. Além
disso, na comparação entre o trimestre encerrado em março
- quando a indústria iniciou a série de cinco crescimentos
consecutivos, até agosto, na média móvel trimestral
- e o terminado em agosto, o crescimento de bens de capital foi de 2,3%,
ante 1,3% para a indústria em geral.
As boas notícias em relação aos bens de capital
- ou seja, aos investimentos - prosseguem com a constatação
de que, em agosto, a expansão dessa categoria se ampliou também
para as máquinas e equipamentos para fins industriais (14,3% ante
agosto de 2005), o que não vinha ocorrendo anteriormente. Este é o
segmento que sinaliza investimentos da indústria em expansão
de capacidade produtiva.
O coordenador do IBGE avalia que "se a importação
(de bens de capital) continua crescendo e a oferta interna também,
significa que o bolo de investimentos na indústria aumentou".
Em "quantum" (quantidade) as importações de
bens de capital cresceram 18,8%, em agosto ante igual mês de 2005.
Segundo Sales, boa parte dos equipamentos importados estão voltados
para expansão da capacidade industrial.
Os dados apresentados por Sales mostram que, no bimestre julho a agosto,
a produção de bens de capital em geral cresceu 7,9%, acelerando
a expansão ante o período acumulado de janeiro a junho
(5,0%). Também neste caso, houve uma reversão importante
nos dados de bens de capital para indústria, cujo crescimento
no bimestre foi de 11,9%, ante uma queda de 1,9% apurada no primeiro
semestre deste ano.
Revisões
Com a introdução dos dados de agosto na série com
ajuste sazonal dos indicadores de produção industrial,
o IBGE revisou os resultados divulgados anteriormente de julho ante junho
(de 0,6% para 0,7%) e de junho ante maio (de -1,3% para -1,1%). Sales
afirmou que a revisão resulta exclusivamente da introdução
dos novos dados na série.
O IBGE também divulgou a revisão do resultado da variação
da produção industrial de julho de 2006 ante julho de 2005,
de +3,2% apresentados anteriormente para +3,5%. O coordenador do instituto,
explica que as revisões de dados ante igual mês de ano anterior
não costumam ser freqüentes, ao contrário das mudanças
de resultados ante mês anterior, que ocorrem a cada introdução
de novos dados na série com ajuste sazonal.
Segundo ele, a revisão dos dados de julho ocorreu por causa de
mudanças nos resultados informados por indústrias do segmento
de bens de consumo semi e não duráveis, especialmente do
setor têxtil. As indústrias que respondem ao questionário
do IBGE informam, a cada mês, tanto os dados relativos ao mês
a que se refere a pesquisa como também a confirmação
dos dados informados anteriormente. Quando há mudança nesses
dados originais, há revisão dos resultados já divulgados
da pesquisa, como ocorreu em julho.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de outubro de 2006 | Economia
Reformas fiscal e tributária
podem ser alento ao investimento, diz Furlan
O ministro do Desenvolvimento defendeu a
adoção de um sistema mais simples de ser aplicado e
fiscalizado e afirmou que a carga tributária é o maior
inibidor de investimentos no Brasil
Paula Puliti
SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse
nesta quinta-feira, durante o Fórum Brasil com Z, promovido pelo
Grupo Estado, na capital paulista, que as reformas fiscal e tributária
podem ser um grande alento para o investimento no País. Furlan
defendeu a adoção de um sistema mais simples de ser aplicado
e fiscalizado e ressaltou que uma pesquisa recém-concluída
mostrou que a carga tributária é, de longe, o maior inibidor
de investimentos no Brasil.
Falando sobre o tema internacionalização
de empresas brasileiras, o ministro admitiu que, por conta da complexidade,
muitas vezes política, as reformas tendem a ser mais lentas. Mesmo
assim, enumerou algumas medidas que o governo tem adotado para desonerar
investimentos.
Ele citou a redução de impostos
nas áreas de bens de capital e construção civil,
além do Reporto, programa de modernização dos portos
nacionais. Furlan mencionou ainda que, durante seu período no
ministério, foram criados cinco centros de distribuição
de produtos no exterior. Esses centros incluem espaços para mostruário,
salas de reuniões e depósitos, voltados para empresas de
pequeno e médio portes.
Ao final de seu pronunciamento, no Auditório
do Grupo Estado, o ministro afirmou, sobre o atual governo, que "vamos
deixar um País muito mais estável e promissor". Furlan
citou diversas vezes o nome do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva como grande incentivador, tanto da internacionalização
de empresas quanto do comércio exterior.
Afirmou ainda ter percebido que, hoje,
o Brasil não depende de forças externas para se desenvolver
e crescer. "Se a sociedade brasileira se engajar em torno de algumas
prioridades, como o crescimento, teremos, em poucos anos, um País
muito melhor", comentou.
Indústria
O ministro do Desenvolvimento foi evasivo
em seu comentário sobre o resultado da produção
industrial de agosto, divulgado nesta quinta pelo IBGE. Furlan afirmou
que este terceiro trimestre foi bom, por conta da vitalidade das exportações
e do mercado interno.
Ele lembrou que, no mês passado,
o setor automotivo bateu recorde de vendas (152 mil veículos,
segundo a Fenabrave). Ao comentar a queda de 14,8% na produção
de automóveis, divulgada hoje pela Anfavea, e de recuo de 11,7%
nas vendas, na margem, o ministro limitou-se a dizer que esses números
refletem apenas o número menor de dias úteis.
"A produção continua
crescendo. Ela está ligada a dias úteis. Agosto, com 23
dias, foi o maior mês do ano e, setembro, teve 21 dias úteis",
afirmou Furlan, logo após sua participação no "Fórum
Brasil com Z", promovido pelo Grupo Estado, na capital paulista.
O ministro disse que vê "o
clima na produção bem mais tranqüilo". Para Furlan,
o segundo semestre será melhor que o primeiro, mas ressaltou que
os últimos três meses do ano são marcados por uma
intensa sazonalidade, ligada ao período natalino.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 06 de outubro de 2006 | Dinheiro
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Lula diz que Alckmin quer "demitir
e cortar salários"
Em evento no Rio, petista sustenta que "corte
de gastos" atingirá servidores públicos | Presidente
diz que os lucros recordes dos bancos são positivos, porque
evitam a necessidade de programas de auxílio, como o Proer
RAPHAEL GOMIDE
SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO
O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, candidato à reeleição pelo PT, acusou seu
rival, Geraldo Alckmin (PSDB), de estar planejando, se eleito, demitir
funcionários públicos e cortar salários.
A declaração foi feita no
discurso em que Lula saudou a adesão do PT à candidatura
do senador Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Estado do Rio.
"Quando meu adversário estiver
falando "vou fazer contenção de gasto corrente",
ele está afirmando é [que vai] mandar servidor público
embora, vai cortar salário. É isso o que significa cortar
despesa com gasto corrente."
Quando se referiu a supostas intenções
do rival em relação ao funcionalismo público, Lula
falava dos investimentos de seu governo na área de saúde
do Estado do Rio. Disse que investiu R$ 156 milhões em melhorias
hospitalares nos municípios fluminenses, em 2005.
Logo depois, ao avistar o presidente da
Petrobras, José Sérgio Gabrielli, no fundo do palco, atrás
de prefeitos, deputados e dirigentes petistas no Rio, o presidente repreendeu
os organizadores do evento.
Lula disse que Gabrielli, cotado para
ocupar um ministério de seu segundo governo, caso eleito, deveria
estar sentado em uma cadeira, não em pé, anônimo,
longe das autoridades presentes ao evento.
Em seguida à reclamação
do presidente, Cabral e a ex-governadora Benedita da Silva, coordenadora
da campanha de Lula no Rio, correram até o fundo do palco, trouxeram
um Gabrielli ruborizado pelos braços e o sentaram em uma cadeira
providenciada imediatamente ao lado do local onde o presidente discursava.
Lula foi ao Rio acompanhado de três
ministros e do coordenador-geral da campanha, Marco Aurélio Garcia.
Ladeado por rivais do PT há até cinco
dias, Lula falou a militantes do partido e do PMDB que a união
para a disputa do segundo turno decorre da necessidade de "compreender" o "momento
político do Brasil".
Ao discursar, Lula criticou a elaboração
de planos financeiros voltados para a disputa eleitoral, não para
a melhoria do país na história nacional. Citou o Plano
Cruzado, de 1986, criado no governo do então presidente José Sarney,
hoje seu aliado no PMDB.
Mais cedo, em Brasília, ele havia
batido na tecla da temática social, ao reivindicar a paternidade
de praticamente todos os programas hoje existentes no país. Em
uma farpa contra governadores, desprezou a contribuição
dos Estados.
"Se andar pelo Brasil qualquer especialista,
e tenho pedido para a imprensa me ajudar nisso, vamos perceber o seguinte:
99% de todas as políticas sociais nesse país são
feitas pelo governo federal."
Lula voltou a usar uma de suas "vacinas" contra
críticas à política econômica. Repetiu que
os lucros recordes dos bancos são positivos, pois evitaram que
eles precisassem de um programa federal de auxílio nos moldes
do extinto Proer. Mas as empresas, segundo o presidente, lucraram ainda
mais.
À noite, o boletim de sua campanha
distribuído por e-mail à imprensa tinha como título "O
candidato de Wall Street", em alusão a Alckmin.
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JORNAL FOLHA DE SÃO
PAULO, 06 de outubro de 2006 | Dinheiro
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Alckmin pede cassação
do registro de Lula
No TSE, tucano diz que entrevista de Mantega
na Fazenda para criticá-lo caracteriza uso da máquina
em favor de petista | PSDB pede multa de até R$ 100 mil
a ministro, que criticou Alckmin e usou site da Fazenda para noticiar
entrevista na terça passada
SILVANA DE FREITAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O candidato do PSDB à Presidência,
Geraldo Alckmin, entrou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com representação
contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Guido
Mantega (Fazenda). Para os tucanos, houve uso da máquina administrativa
em favor da candidatura de Lula em entrevista de Mantega.
A coligação PSDB-PFL afirma
que Mantega usou a sede do Ministério da Fazenda e servidores
para convocar e conceder uma entrevista em que teria feito "proselitismo
político". O tucano diz que o site do ministério reproduziu
a íntegra da entrevista e notícia sobre ela.
Na terça-feira passada, Mantega
convocou uma entrevista que foi dada na portaria da Fazenda e fez críticas
ao tucano. "O [programa econômico] do candidato Alckmin eu
não conheço porque vi apenas algumas idéias esparsas.
Diz "vou fazer mais reformas", mas que reformas? Não
sei. Vejo propostas desencontradas. Ora eu vejo: vai fazer um ajuste
fiscal mais rígido. Aí me pergunto: ele vai cortar o quê?
Vai cortar os programas sociais? É preciso que ele explicite melhor
[suas propostas]", afirmou Mantega.
À época, a assessoria do
ministro negou que ele tenha convocado a entrevista. Informou a assessoria
que o ministro iria ao Planalto e estaria à disposição
para responder perguntas.
A campanha do tucano pede liminar para
suspender a divulgação na internet da entrevista e de notícia.
No mérito, pede que Lula seja condenado à cassação
do registro da candidatura como beneficiário da conduta de Mantega.
Sobre este, quer multa de até R$ 100 mil. As punições
estão previstas no artigo 73 da Lei Eleitoral, que proíbe
os agentes públicos de uma série de condutas na campanha.
Para Alckmin, as circunstâncias
em que a entrevista ocorreu implicaram a violação dos incisos
que vedam o uso de prédios públicos e serviços custeados
pelo poder público, em razão do uso do site da Fazenda.
Segundo Alckmin, a máquina administrativa
foi usada de pelo menos duas formas: além do uso do site, diz
que a chefe da assessoria foi ao comitê de imprensa avisar que
o ministro iria ao Planalto e que estaria à disposição. "Não
há dúvida de que é irregular o uso da página
oficial da Fazenda para fazer a divulgação de entrevista
de cunho eminentemente eleitoral concedida pelo titular da pasta, após
irregular convocação por intermédio de servidores",
afirma. A representação diz que "a entrevista concedida
não passou de um ato de campanha."
O PPS anunciou ontem que deve ir à Justiça
contra a liberação de R$ 1,5 bilhão do Orçamento,
por julgar a medida eleitoreira. A coligação de Alckmin
também pediu ao TSE uma investigação contra a
CUT para apurar se a entidade faz propaganda da candidatura Lula.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 06 de
outubro de 2006 | Economia
ESTUDO
Aos 18 anos, Constituição
tem 229 mil regras tributárias
Ontem, a Constituição Federal completou 18 anos. Em todos estes
anos, muita coisa mudou na legislação do país, como mostra
um estudo sobre a quantidade de normas tributárias editadas, que o Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) aproveitou para divulgar
na data que lembra a criação da Carta Magna. Segundo a entidade,
foram criadas aproximadamente 3,5 milhões de regras em geral, das quais
229 mil se referem aos tributos, o que dá 6,54% do total. No entanto,
apenas 16 mil destas normas tributárias estão em vigor, o que
leva os contribuintes a dedicarem muito tempo e esforço para se atualizarem
sobre elas, para se manter em dia com o Fisco.
O estudo mostra que, nestes 18 anos, o
Brasil criou 141.771 normas no âmbito federal, 891.112 no estadual
e 2.447.920 normas no municipal. É como se a União tivesse
criado 31,6 normas por dia útil, os estados, 7,36, enquanto os
municípios foram os responsáveis pela publicação
de 0,1 norma diária. Quanto às regras tributárias,
foram 51 por dia útil, 6 na esfera federal, 15 na estadual e 30
na municipal. O cálculo revela ainda que foram criadas 2,13 normas
tributárias por hora neste período.
Somando-se tudo, chega-se à cifra
de 229.616 normas tributárias editadas desde a promulgação
da Constituição brasileira. O problema é que algumas
revogam as outras e servem como atualizações do sistema
tributário. Desta forma, estão em vigor 16.142 normas tributárias,
ou 7,03% do total editado até agora. Porém, como as empresas
não realizam negócios em todos os estados, o IBPT estima
que cada uma precisa conhecer 3.203 normas em média para se manter
em atividade. E isso é bastante. Se alguém quiser ler todos
artigos, parágrafos, incisos e alíneas, vai ter que enfrentar
uma fila de 5,5 quilômetros, se imprimi-las em papel A4 com letra
Arial 12.
Devido à complexidade das
regras que regem o jogo tributário brasileiro, o IBPT acredita
que as empresas gastam cerca de R$ 30 bilhões anualmente somente
para manter pessoal, sistemas e equipamentos para acompanhar as modificações
na legislação. Dividindo-se a quantidade de normas por
habitantes, tem-se uma norma geral para cada grupo de 52 pessoas, enquanto
nos três anos anteriores da promulgação da Carta
o número era de uma norma para cada grupo de 300 pessoas. Em
relação às normas tributárias, os números
ficam em uma regra para cada grupo de 4.615 habitantes, no período
de 1985 a 1988, e de uma norma para cada grupo de 802 habitantes nos
18 anos seguintes.
Marco Sanchotene
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AGÊNCIA
CÂMARA , 06 de outubro de 2006
Decisão do TSE muda resultado da eleição para a Câmara
Os
deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relator da CPMI dos Sanguessugas,
e Dimas Ramalho (PPS-SP), ambos promotores de justiça, obtiveram
do Tribunal Superior Eleitoral, por meio de recurso, o reconhecimento
de suas candidaturas e estão oficialmente reeleitos. Segundo a
assessoria de imprensa do TSE, a decisão transitou em julgado,
ou seja, não há mais possibilidade de recurso.
A votação de São Paulo para deputado federal será recalculada
pelo Tribunal Regional Eleitoral, que não informa em que prazo
isso será feito. As candidaturas dos dois deputados haviam sido
impugnadas pelo TRE paulista em razão de supostos problemas no
prazo legal para afastamento do cargo de promotor de justiça em
tempo de concorrer nas eleições. As representações
contra os deputados foram ajuizadas pelo Ministério Público
Eleitoral.
Mudanças no quadro partidário
Os dois deputados obtiveram votação expressiva. Sampaio
teve 239.781 votos, e Ramalho, 117.108. Esses votos poderão ser
suficientes para "arrastar" outros candidatos de seus partidos
ou coligações, provocando ainda mais mudanças no
quadro partidário da Câmara, o que traria conseqüências
na composição da Mesa Diretora e nas comissões permanentes.
A recontagem de votos também provocará alterações
no cálculo da cláusula de barreira.
PSDB ganha reforço
A eleição do deputado Carlos Sampaio – cujos números
não estavam computados oficialmente no TSE, assim como os de Dimas
Ramalho – converte o PSDB na terceira força política
da Câmara, com 66 deputados, jogando o PFL para o quarto lugar
(ambos estavam empatados com 65 deputados eleitos). Já o PPS passa
a ter 22 deputados, empatando com o PTB e numa situação
muito próxima às do PL (23) e PDT (24), que ocupam a oitava
e a sétima posições, respectivamente. Com a entrada
dos dois deputados, dois outros, até agora considerados eleitos,
perderão suas vagas. Ainda não se sabe quem serão
eles.
As mudanças poderão ser maiores, dependendo das alterações
que forem verificadas nos quocientes eleitoral e partidário.
Reportagem - Christian Morais e Francisco Brandão
Edição – Wilson Silveira
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CIDADE BIZ.COM, 06 de outubro
de 2006
Preços no atacado e na construção
civil puxaram queda na variação do IGP-DI
Dois dos três itens que compõem
o índice apresentaram desaceleração no mês
passado
O IGP-DI (Índice Geral de Preços
- Disponibilidade Interna, calculado pela FGV) variou 0,24% em setembro,
0,17 ponto percentual abaixo da variação registrada em
agosto, de –0,41%. O índice é calculado com base
nos preços coletados entre os dias 1º e 30 do mês de
referência.
Dois dos três componentes do IGP-DI
mostraram decréscimos em suas taxas de variação
entre agosto e setembro: o Índice de Preços por Atacado
(IPA) recuou de 0,53% para 0,28%, e o Nacional de Custo da Construção
(INCC), de 0,24% para 0,11%. O Índice de Preços ao Consumidor
(IPC), marcou leve alta, de 0,16% para 0,19%.
IPC (0,19%) - Cinco das
sete classes de despesa componentes do índice apresentaram alta.
As maiores vieram dos grupos Habitação (0,04% para 0,33%)
e Vestuário (-1,11% para 0,70%). No primeiro caso, a principal
aceleração foi taxa de água e esgoto residencial.
No segundo grupo, as maior contribuições vieram de roupas
e calçados.
INCC (0,11%) - A Mão-de-Obra
recuou de 0,14% ´para 0,04%, com o fim do impacto dos reajustes
salariais em Curitiba e Porto Alegre. O grupo Serviços teve a
taxa elevada de 0,16% para 0,25%. E Materiais registrou desaceleração
de 0,35% para 0,12%.
IPA (0,53%) - Houve desaceleração
dos bens finais (-0,08% para –0,35%), com destaque para os legumes
e frutas. Os bens intermediários desaceleraram de 0,58% para 0,20%,
muito por causa dos do subgrupo combustíveis e lubrificantes para
a produção. As matérias-primas brutas tiveram leve
recuo de 0,02 ponto percentual, passando de 1,31% para 1,29%, com destaque
para bovinos, cana-de-açúcar e suínos.
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UOL ECONOMIA, 06 de outubro
de 2006
Pesquisa CNI mostra que otimismo do
consumidor atinge nível recorde
Da Redação
Em São Paulo
Divulgado hoje pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), o Índice Nacional de Expectativa
do Consumidor (Inec) mostra que o brasileiro está satisfeito com
sua vida e faz previsões otimistas sobre o emprego e a renda.
O indicador atingiu em setembro os 110,6
pontos, mais alto nível da série histórica de pesquisas,
que teve início em outubro 1997. O recorde anterior, de 106,3
pontos, havia sido registrado em junho de 2003.
Segundo informa a CNI em nota, o otimismo
do brasileiro é resultado do aumento da renda, proporcionado pela
queda da inflação e pelo reajuste do salário mínimo
e dos benefícios da Previdência, como avalia o gerente-executivo
da Unidade de Política Econômica da confederação,
Flávio Castelo Branco.
De acordo com Castelo Branco, a expectativa
dos brasileiros é confirmada pelo aumento do consumo, que deve
fechar o ano com uma expansão de 4%. "É esse consumo
que está mantendo o crescimento da economia", afirma o executivo,
segundo informa o CNI. Ele lembra que a projeção da entidade
para o crescimento da economia neste ano é de 2,9%.
A pesquisa da CNI, que ouviu 2.002 pessoas
em todo o país entre 9 e 11 de setembro, aponta que 24% dos entrevistados
planejam ampliar suas compras nos próximos três meses, percentual
0,5% superior ao registrado no segundo trimestre e 7,6% maior do que
o de igual período de 2005. O estudo mostra, assim, que a disposição
para ir às compras aumentou.
Já o temor de perder o emprego
diminuiu. O Inec demonstra que o indicador de temor em relação
ao desemprego foi de 104,7 pontos em setembro, menor nível desde
o início da pesquisa.
Os consumidores também apostam
na redução dos preços, de acordo com o Inec. O indicador
que verifica a expectativa de queda da inflação subiu para
111,5 pontos, nível 17% superior ao registrado em setembro de
2005. Quanto maior o indicador, maior o otimismo em relação à inflação.
Ainda segundo o estudo da CNI a
percepção positiva dos consumidores em relação à renda,
ao emprego e à inflação aumentou sua satisfação
com a vida, efeito demonstrado no indicador específico, que
atingiu 102,2 pontos, 3% maior que o de setembro de 2005.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 06 de outubro de 2006 | Economia
Clientes devem procurar alternativas
de atendimento bancário
Caixas eletrônicos, internet, casas
lotéricas, correios e lojas de departamento são opções
para pagamentos e saques
Solange Spigliatti, Mônica Aquino,
Kelly Lima e Flávio Leonel
SÃO PAULO - Os correntistas não
estão sendo afetados bruscamente pela greve dos bancários
nesta quinta-feira, segundo a Federação Brasileira de Bancos
(Febraban). Os caixas eletrônicos e serviços por telefone
estão funcionando normalmente e devem ser utilizados pelos clientes
como alternativa para a greve.
A Febraban não tem estimativa do
número de prejudicados pela greve e instrui os clientes a usarem
canais de atendimento alternativo, como caixas eletrônicos, internet,
telefone, correios, lotéricas e lojas de departamentos.
A Universidade de Campinas (Unicamp) decidiu
prorrogar as inscrições para o Vestibular 2007 até o
dia 11 de outubro, em conseqüência da greve. Os candidatos
devem pagar a taxa de inscrição por meio de boleto bancário,
e poderiam ser prejudicados pela paralisação. Além
dos bancos, o valor de 100 reais pode ser pago com o boleto em casas
lotéricas, nos Correios, caixas eletrônicos e pela internet.
O prazo se encerraria nesta sexta-feira,
dia 6 de outubro, mas foi estendido para que os candidatos tenham mais
tempo para pagar a taxa. As inscrições para os processos
seletivos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade
Federal de São Paulo (Unifesp) também se encerram nesta
sexta, mas as instituições não divulgaram nenhum
adiamento do prazo.
A Fundação informa que a
greve não atinge todas as agências e que os bancários
que quiserem trabalhar terão o direito assegurado. Entretanto,
alerta que os clientes que tiverem contas vencidas terão de pagar
os juros estabelecidos pelas empresas e pelos bancos correspondentes
ao pagamento. Já as contas com vencimento programado para os próximos
dias, devem ser quitadas nas agências bancárias ou em locais
alternativos.
Clientes que necessitam sacar o FGTS e
o seguro desemprego, entretanto, devem procurar uma agência da
Caixa Econômica Federal, única autorizada a disponibilizar
este tipo de serviço, segundo a Febraban.
A Fundação considerou que
a decisão sobre a greve prejudica, principalmente aposentados
e pensionistas, já que o pagamento dos benefícios deve
cair nas contas nesta quinta-feira. Porém, afirma que grande parte
dos beneficiários já utiliza os caixas eletrônicos
para sacar o valor recebido.
De acordo com relatório da Febraban,
em 2005 apenas 10,6% dos correntistas, das cerca de 95 milhões
de contas correntes existentes no país, utilizaram os serviços
em caixas de agências. Um número considerado pequeno pela
Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em 2005, foram
feitas 35 bilhões de transações bancárias,
sendo que apenas 10% delas foram registradas nos caixas das agências,
segundo a Febraban.
Greve
O Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região informou nesta quinta que o mais recente
balanço sobre a greve da categoria por tempo indeterminado, iniciada
nesta quinta-feira em todo o País, apontou que cerca de 36 mil
trabalhadores estão parados em 428 locais de trabalho na região
de abrangência do sindicato, entre agências e centros administrativos.
Até as 13 horas, os bancários estavam parados em 77 locais
na região central da capital paulista, 37 na região da
Avenida Paulista, 103 na zona leste, 68 na zona oeste, 38 na zona sul,
44 na zona norte e 60 na região de Osasco.
De acordo com o sindicato, os caixas eletrônicos
das agências estão funcionando normalmente e os aposentados
estão recebendo atendimento. Em São Paulo, Osasco e nos
15 municípios da região de Osasco, há cerca de três
mil locais de trabalho e 106 mil bancários.
A Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que é ligada à Central Única
dos Trabalhadores (CUT) e representa cerca de 450 mil trabalhadores,
deve divulgar ainda nesta quinta um balanço nacional da paralisação
da categoria. Desde a semana passada, movimentos parciais de greve vêm
sendo organizados pelos sindicatos do Rio de Janeiro (capital), Belo
Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador e região,
Sergipe, Florianópolis, Maranhão, Rio Grande do Norte,
Paraíba, Alagoas, Piauí, Campina Grande (PB) e Bauru (SP).
A categoria, que tem data-base em 1º de
setembro, decidiu na quarta-feira à noite iniciar a greve por
tempo indeterminado, após sete rodadas de negociação
com os banqueiros, que fizeram propostas de reajuste salarial abaixo
do desejado pelos trabalhadores. Enquanto os bancários reivindicam
aumento real de 7,05%, a Federação Nacional dos Bancos
(Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira
de Bancos (Febraban), ofereceu, até a mais recente rodada de negociação,
reajuste de 2,85%.
Segundo a assessoria de imprensa da federação,
não foi feito nenhum balanço da greve por parte da entidade,
tampouco foi adotado um posicionamento sobre o assunto. A Fenaban destaca,
entretanto, que não recebeu comunicado oficial dos trabalhadores,
em relação à proposta de 2,85%, apresentada na terça-feira.
Rio
A greve ganhou maior força no Rio
nesta quinta. O sindicato da categoria estima que 80% dos 30 mil bancários
do Estado estão parados. Segundo o presidente do Sindicato dos
Bancários do Rio e membro do Comando Nacional, Vinícius
Assumpção, o fato de a greve ter se tornado um movimento
nacional deu força à paralisação e pressionou
um maior número de trabalhadores a aderir ao protesto. Um esquema
preparado pelo comando de greve está garantindo o atendimento
especial voltado aos aposentados e pensionistas.
Assumpção é enfático
ao repudiar qualquer tentativa de se atrelar a greve às eleições. "Estamos
fazendo contínuas greves nos últimos anos para recompor
as perdas que a categoria teve nos anos anteriores", disse, revelando
que apóia Lula e acredita que este movimento pode até beneficiá-lo, "se
houver um bom acordo".
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PARAÍBA.COM, 06 de
outubro de 2006
Justiça do Trabalho pede que
PF garanta abertura do Bradesco
Um ofício da Justiça do
Trabalho manda que a Polícia Federal atue para garantir a abertura
de todas as agências do Bradesco em João Pessoa, Bayeux
e Sapé. O ofício, já enviado à PF, foi assinado
pela juíza Margarida Alves de Araújo Silva, titular da
1ª Vara do Trabalho de João Pessoa e busca o cumprimento
da decisão do juiz do Trabalho Arnóbio Teixeira de Lima,
que acatou pedido de liminar feito pelos advogados do banco em uma ação
de interdito proibitório, contra o Sindicato dos Empregados de
Estabelecimentos Bancários da Paraíba. A decisão
abrange oito agências do banco nas três cidades.
O banco pediu à Justiça
a retirada de pessoas que possam vir a se postar nas portas e impedir
o acesso dos clientes e de funcionários que queiram trabalhar.
Pede a retirada de veículos, cavaletes, correntes, cadeados e
de objetos que possam impedir a entrada.
Requer, a retirada, ainda, de faixas que
possam vir a ser fixadas e de aparelhos de som ou instrumentos “que
possam provocar ruídos, perturbando a ordem e a paz no local e
nas imediações”.
Na ação, os advogados representantes
do banco pedem a aplicação de multa diária ao sindicato
dos bancários no valor de R$ 10.000,00, para cada agência,
no caso de descumprimento da ordem judicial.
Em seu despacho, o juiz Arnóbio
Teixeira de Lima diz que “é fato de todos conhecido que,
os piquetes formados nas portas de agências bancárias, via
de regra, impedem o livre acesso, daqueles funcionários que não
aderiram ao movimento, bem como da clientela do Banco. Para que se conceda
a liminar pleiteada faz-se mister demonstrar a posse, a ameaça
de turbação e o justo receio. Todos esses requisitos estão
provados nos autos”.
Adianta que a atuação o
sindicato dos bancários na defesa das reivindicações
trabalhistas de seus filiados é legítima, reconhecida constitucionalmente,
não devendo ser obstada. “Todavia, esse direito constitucional,
não deve ser exercido com violações aos direitos
dos consumidores, que procuram a agência bancária para suas
operações financeiras, bem como dos demais trabalhadores,
que não encaparam o movimento revista. E é fato notório
que a movimentação dos sindicalistas nas agências
bancárias, durante movimentos reivindicatórios, ameaça
o exercício de direito de terceiros não envolvidos na lide
trabalhista, como também, a posse sobre os bens dos quais o autor é titular”,
disse o magistrado em sua decisão.
Diz, ainda que as fotografias juntadas
aos autos juntadas no processo são “prova suficiente da
probabilidade de ocorrerem atos turbatórios da posse, as quais
poderiam até constituir condutas tipificadas no Código
Penal Brasileiro, o judiciário deve garantir as atividades ameaçadas
pela conduta dos filiados do sindicato-réu”.
O magistrado, portanto, deferiu a liminar
no sentido de determinar ao sindicato dos bancários, que se abstenha
de ameaçar o exercício da posse do banco sobre as agências
bancárias, sob pena de aplicação de multa diária
de R$ 5.000,00 por descumprimento por cada agência.
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de outubro de 2006
Acréscimo de patrimônio
Verba de rescisão de contrato
de trabalho é tributada
Incide Imposto de Renda sobre verba decorrente
de rescisão de contrato trabalho sem justa causa. O entendimento é da
2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. O entendimento
já está pacificado pela 1ª Turma, que entendeu que,
por importar em acréscimo patrimonial, conforme previsto no artigo
43 do Código Tributário Nacional, incide o Imposto de Renda.
A decisão da Turma reverteu entendimento
de segunda instância. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região
concluiu que, sobre a indenização adicional paga pelo empregador,
qualquer que fosse a sua denominação, não se sujeitaria
ao Imposto de Renda. Isso nos casos em que o pagamento seja feito por
conta da rescisão do contrato de trabalho e o objetivo essencial
seja compensar financeiramente a situação, ainda que fora
do contexto de adesão ao plano de demissão voluntária.
No recurso ao STJ, a Fazenda Nacional
argumentou que não se trata de “demissão incentivada
ou de adesão a programa de incentivo à demissão
voluntária”, o que afasta a incidência da Súmula
215. O enunciado da súmula prevê que a indenização
recebida pela adesão a programa de incentivo à demissão
voluntária não está sujeita à incidência
do imposto de renda.
EREsp 775.701
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CONSULTOR JURÍDICO,
06 de outubro de 2006
Empregado ébrio
Demissão por justa causa deve
ser feita no ato da infração
A demissão por justa causa por
embriaguez só pode ser feita no momento em que se constatou a
falta, não depois. O entendimento é da 6ª Turma do
Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.
Os juízes anularam a demissão
por justa causa de um empregado do Laboratório de Análises
Médicas Dr. José Rodrigues. Por unanimidade, a 6ª Turma
acompanhou o voto do relator e determinou o pagamento dos 40% da multa
do FGTS e demais verbas rescisórias das demissões comuns.
Para justificar a justa causa, a empresa
declarou que o técnico de laboratório fazia uso constante
de bebida alcoólica e tinha por hábito comparecer ao trabalho
em estado de embriaguez. Segundo a empresa, o fato o impedia de fazer
o seu trabalho, que englobava coleta de material biológico para
exames, inclusive, de sangue.
Uma testemunha da empresa disse tê-lo
visto passar mal, mas não disse que ele estava alcoolizado. O
ex-funcionário alegou que, ao ser dispensado, passava por tratamento
de saúde e que não passou pelo exame médico demissional.
Em seu voto, o juiz Valdir Florindo destacou
que “ainda que se admita que o autor ingeria bebida alcoólica,
cumpre salientar que não há sinonímia entre a embriaguez
e o ato de beber, haja vista que este não resulta necessariamente
naquele”. Além disso, o juiz lembrou que a empresa não
usou a demissão por justa causa no momento oportuno. “A
justa causa deve ser aplicada na primeira oportunidade em que o empregador
tomar conhecimento da prática de falta grave, com mais razão
no caso, onde o recorrente era técnico de laboratório”,
observou.
Segundo o juiz, se comprovada a embriaguez,
a empresa deveria afastar o técnico para tratamento clínico
e não tê-lo dispensado, “pois nos moldes previstos
no inciso II do artigo 4º do atual Código Civil, os ébrios
habituais são considerados relativamente incapazes”.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
06/10/2006
Pleno aprova nova Súmula do TST
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho
decidiu pela conversão da Orientação Jurisprudencial
nº 169 da Seção Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) na Súmula nº 423 do TST. A mudança é decorrência
da decisão majoritária, tomada pelo Pleno, durante exame
de Incidente de Uniformização de Jurisprudência (IUJ)
sobre a fixação da jornada de trabalho superior a seis
horas diárias em regime de turno ininterrupto de revezamento,
por meio de negociação coletiva, e a inexigibilidade do
pagamento das horas extras. Na oportunidade, o IUJ foi julgado procedente
conforme o voto de seu relator, o ministro João Batista Brito
Pereira.
De acordo com a deliberação
do Pleno do TST, a nova Súmula terá a seguinte redação: “Estabelecida
jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular
negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos
ininterruptos de revezamento não têm direito ao pagamento
da sétima e oitava horas como extras”.
A redação da agora extinta
Orientação Jurisprudencial nº 169, instituída
em março de 1999 tratava do tema de forma mais genérica,
pois estabelecia que “quando há na empresa o sistema de
turno ininterrupto de revezamento, é válida a fixação
de jornada superior a seis horas mediante a negociação
coletiva”. O exame de diversos casos concretos e a evolução
dos ministros na análise do tema levaram à conversão
da OJ em Súmula.
No âmbito do Tribunal, as Orientações
Jurisprudenciais correspondem a uma primeira formalização
de certo entendimento firmado pelos órgãos julgadores do
TST. Já a Súmula representa a consolidação
do posicionamento de todo o Tribunal, ou seja, uma jurisprudência
mais ampla e cristalizada sobre um determinado assunto.

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