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Agência Câmara,
10 de outubro de 2006
CCJ analisa flexibilização
da contribuição previdenciária
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
(CCJ) pode votar hoje a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 496/06, do deputado Roberto Gouveia (PT-SP), que permite aos estados,
municípios e Distrito Federal fixar alíquotas de contribuição
previdenciária de seus servidores abaixo da estabelecida para os servidores
da União, atualmente em 11%. A PEC determina também que aqueles
entes federativos recolham, a título de contribuição previdenciária,
o dobro do que for recolhido pelo servidor.
O objetivo do projeto é permitir
que o regime previdenciário dos servidores estaduais, distritais
e municipais seja adaptado às realidades locais. Segundo o autor
da PEC, a alíquota atual é excessiva para alguns estados
e municípios, tendo em vista as características próprias
de seus servidores ativos e inativos.
O relator na CCJ, deputado Colbert Martins
(PPS-BA), é a favor da admissão da PEC. A proposta estava
na pauta da reunião da semana passada, que foi cancelada por
falta de quorum.
Fiscalização do SFH
A CCJ também pode votar o Projeto
de Lei Complementar 139/96, que autoriza o Banco Central a delegar à Caixa
Econômica Federal (CEF) competência para fiscalizar e punir
entidades do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A
proposta atende a recomendação do Tribunal de Contas
da União (TCU) e tem o propósito de institucionalizar
o poder fiscalizatório e punitivo da CEF, que hoje é exercido
de forma juridicamente precária, mediante convênio com
o BC. A Comissão de Finanças e Tributação
aprovou emenda determinando que o Banco Central remunere a Caixa Econômica
Federal pelo exercício da atividade delegada.
Plebiscito e referendo
Outra proposta que está na pauta
de hoje é o PL 6928/02, da deputada Vanessa Grazziontin (PCdoB-AM),
que regulamenta a realização de plebiscitos e referendos,
a apresentação de projetos de lei de iniciativa popular
e a atuação dos grupos de pressão e lobies. O
texto define que plebiscitos e referendos serão facultativos,
dependendo apenas de aprovação do Congresso Nacional,
com exceção daqueles relativos a propostas de alteração
territorial, quando a realização de plebiscito continua
a ser obrigatória. No caso de rejeição de matéria
em consulta popular, esta só poderá ser objeto de nova
consulta após cinco anos.
Quanto aos projetos de lei de iniciativa
popular, a proposta de Vanessa Grazziotin determina que as assinaturas
de dirigentes de sindicatos ou associações de classe
passem a ser contabilizadas pelo número de pessoas que as entidades
representam. O objetivo é superar o principal obstáculo à apresentação
desse tipo de projeto: a dificuldade para obtenção do
apoio mínimo exigido pela Constituição (1% do
eleitorado nacional) distribuído pelo menos por cinco Estados,
com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles.
Quanto ao lobby, a proposta permite
que qualquer pessoa ou empresa, nacional ou estrangeira, exercendo
a prática continuada de trabalho de informação
e acompanhamento. Essas pessoas deverão ser regularmente credenciadas
e terão que atuar de acordo com as normas de administração
interna de cada órgão ou Poder.
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Diário Vermelho, 10
de outubro de 2006
Dissídios do trimestre mantêm
aumento real de salário
Do jornal Valor Econômico
As categorias com data-base no terceiro
trimestre continuaram a negociar acordos salariais com pagamento de aumento
real. Negociações como a dos bancários - sem percentual
de correção acima da inflação - têm
sido raras no setor industrial. Mesmo aquelas categorias cujos setores
estão afetados pelo câmbio apreciado - caso de calçadistas
e têxteis - têm feito acordos com aumento real superior ao
negociado no ano passado. Os baixos índices de inflação
- que em 12 meses estão inferiores a 3% - têm sido um dos
fatores que estão tornando as negociações deste
ano mais tranqüilas.
Os 12 mil trabalhadores nas indústrias
calçadistas da Grande São Paulo receberam este ano um reajuste
de 2,15% além da inflação acumulada até junho
deste ano - a data-base da categoria é em julho. De julho do ano
passado até junho deste ano, a inflação acumulada
foi de apenas 2,8%, segundo o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC), o que acabou por facilitar a negociação
de um percentual maior.
Em 2005, o aumento real foi de apenas
1% e a inflação no período havia sido bem maior,
de 6,28%. "Na Grande São Paulo, o setor calçadista é mais
voltado para o mercado interno e tem conseguido resultados bons nas vendas",
diz José Carlos Guedes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
da Indústria de Couro e Calçados de São Paulo.
Mesmo tendo uma parcela maior do mercado
no exterior, as indústrias de calçados de Novo Hamburgo,
cidade gaúcha localizada no Vale do Rio dos Sinos, fecharam um
acordo para pagar 4% de correção salarial, sendo 2,87%
de variação do INPC mais aumento real de 1,13%. A data-base
da categoria é agosto.
O sindicato dos trabalhadores queria 10%,
mas admite que o resultado foi melhor do que o 0,46% de aumento real
obtido em 2005, ainda mais no cenário de crise do setor, inclusive
com a extensão da validade das cláusulas sociais de um
para dois anos, incluindo garantia no emprego para trabalhadores a 18
meses da aposentadoria, além de estabilidade adicional de dois
meses após a licença-maternidade, auxílio-creche,
auxílio-funeral e bolsa de estudos de R$ 157 mensais. Já o
piso salarial dos sapateiros voltou a acompanhar a variação
do salário mínimo regional e subiu 8,35%, para R$ 1,88
a hora, ou R$ 413,60 por mês, informou o diretor do Sindicato dos
Trabalhadores na Indústria de Calçados, Luciano Fagundes.
Para os metalúrgicos do ABC do
setor de bens de capital (máquinas e eletroeletrônicos,
chamado grupo 9) o reajuste foi de 5%. O valor superou em 2,07% a inflação
acumulada no ano, de 2,8%. Os demais setores (montadoras, autopeças
e fundição) já fecharam, em 2005, acordo de aumento
real entre 1,3% e 1,99% estendido para este ano, que já previa
a reposição pela inflação, com exceção
do grupo 10, dos funcionários de lâmpada e estamparias,
que tem data-base em novembro. Em 2005, pela primeira vez, a categoria
negociou cláusulas econômicas válidas por dois anos.
A negociação do Sindicato
dos Trabalhadores das Indústrias Têxteis de Blumenau, Gaspar
e Indaial (Sintrafite), com os empresários durou três rodadas
e foi fechada no dia 23 de setembro - mês da data-base - com aumento
real de 1,15%, sendo o reajuste total de 4%. O pedido inicial dos trabalhadores
foi de 5% de aumento real e mais 2,85% para repor as perdas da inflação,
baseada no INPC acumulado de setembro de 2005 a 31 de agosto de 2006.
Mas os empresários alegaram a competitividade com chineses e ainda
os efeitos do câmbio para puxar o valor da negociação
para baixo.
Segundo Jaimir Ferrari, presidente do
sindicato que representa 27 mil trabalhadores, na terceira rodada os
patrões melhoraram a oferta, que envolveu também reajuste
do piso da categoria em 11%, saindo de R$ 410 para R$ 450 e mudança
em benefícios: o trabalhador poderá tirar dois dias de
folga do trabalho para levar seu filho de até seis anos ao médico,
sem que isso seja descontado do seu salário. Antes o benefício
contemplava apenas um dia. E houve reajuste de 10% no auxílio
creche.
Embora a negociação não
seja avaliada como satisfatória pelo sindicato, ela foi tida como
boa se comparada com a negociação do próprio setor
no ano passado, quando os trabalhadores ganharam apenas 0,5% de reajuste
e 9% de aumento no piso. Para Ferrari, a conjuntura do setor está melhorando
e existe a expectativa de um bom segundo semestre, depois de ajustes
de redução de custos que foram feitos nas empresas exportadoras,
após a valorização do real.
No Paraná, de acordo com o economista
Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Sócio-econômicos (Dieese), mesmo no segundo semestre foram
conseguidos ganhos reais na maioria das negociações. Ele
citou os acordos verificados na empresa de alimentos Kraft Foods e das
montadoras de automóveis Volkswagen, Renault e Volvo. "Nesses
casos o aumento real ficou acima de 2% e todos os trabalhadores tiveram
pagamento de abono salarial", contou.
No caso da Kraft, cuja data-base é agosto,
foi dado reajuste nominal de 5% e real de 2,07%, além de abono
de 0,4 salário. Para conseguir isso, eles não precisaram
fazer greve, ao contrário dos mais de 8 mil metalúrgicos,
que no fim de setembro cruzaram os braços por quase uma semana
para exigirem propostas com aumento real de 5%. O acerto só foi
feito na quinta proposta, quando foi oferecido reajuste real de 2,68%
mais abono de R$ 700.
"Os resultados estão no mesmo
ritmo do primeiro semestre", garante Cordeiro. Ele contou que outra
empresa que está em negociação com os funcionários é a
companhia de energia do Paraná, a Copel, que tem 8 mil trabalhadores
e data-base em outubro. De acordo com ele, há a expectativa de
que, além de aumento real, a empresa negocie o adicional por tempo
de serviço. "Os trabalhadores tiveram perdas de 1998 a 2003
e os sindicatos estão tentando recuperar isso", explicou
o economista, que cita outros dois fatores para esse movimento.
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Folha de São Paulo, 10 de outubro de
2006
REFORÇO:
Ministro do trabalho tira férias
para ajudar lula
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tirou
dez dias de férias para reforçar a campanha de reeleição
do presidente Lula.
Por orientação da Comissão de Ética Pública
da Presidência da República, Marinho vai atuar como"cidadão-eleitor",
sem assumir um posto oficial campanha. Ex-presidente da CUT, braço sindical
do PT, Marinho deve lutar por votos em São Paulo. O eleitorado paulista
levou Geraldo Alckmin ao segundo turno.
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Folha
de São Paulo, 10 de outubro de 2006
ELEIÇÕES 2006 / DEBATE
Candidatos distorcem dados em duelo
Lula exagera número de empregos criados;
proposta de Alckmin de vender o AeroLula para criar cinco hospitais não
se sustenta
Ambos inflam números e forçam comparações
para louvar o crescimento do país e de São Paulo em suas
respectivas administrações
GUSTAVO PATU, MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os presidenciáveis Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) recorreram a dados errados
no debate de anteontem, durante o qual os auto-elogios exagerados do
petista se depararam com a primeira promessa mirabolante feita pelo
tucano nesta campanha: a venda do AeroLula para custear a construção
de hospitais.
Para falar de crescimento econômico,
um dos pontos fracos de sua administração, o presidente
teve de fazer um remendo em seu mais tradicional bordão, o "nunca
antes na história deste país" aplicado a qualquer
tema político, econômico ou social. "Fizemos o país
crescer como em nenhum momento de sua história nos últimos
20 anos", disse, no debate na TV Bandeirantes.
Mesmo com a restrição
da história nacional a um período tão curto, a
afirmação não se sustenta. Os governos José Sarney
(1985-1990) e Itamar Franco (1992-1994) registraram taxas médias
de crescimento bem superiores aos 2,7% anuais do mandato de Lula -considerando,
no cálculo, a previsão de 3% neste ano. Lula omitiu que
os mencionados 20 anos compõem o período de crescimento
mais baixo desde, ao menos, os anos 50. Não há estatísticas
confiáveis para décadas anteriores.
Já Alckmin, que insistiu no discurso
de choque de gestão e rigor fiscal, apresentou como proposta
mais marcante uma medida que contraria princípios básicos
do gasto público fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal. "Vou
vender esse AeroLula. Vou vender e vou fazer cinco hospitais com esse
dinheiro", prometeu, referindo-se ao avião oficial do Planalto,
adquirido pelo atual governo.
Se levada a sério, a idéia
significa, na prática, criar uma despesa permanente com base
em uma receita transitória. Ainda que a venda do avião,
que custou aos cofres públicos cerca de R$ 125 milhões,
seja suficiente para as obras (um hospital inaugurado em agosto em
Juiz de Fora custou R$ 37 milhões, mas há opções
mais baratas), faltariam recursos para manter posteriormente os hospitais
em funcionamento.
Além disso, os deslocamentos
presidenciais poderiam ficar mais caros, a longo prazo. Segundo dados
da Aeronáutica, o aluguel de um avião privado para o
transporte do presidente no governo FHC custava US$ 12 mil por hora
voada, contra US$ 2.100 no uso do AeroLula. Ainda no figurino de administrador
eficiente, Alckmin fez, a exemplo de Lula, propaganda enganosa do crescimento
econômico obtido em São Paulo -segundo ele, superior ao
desempenho nacional.
De 2001, quando Alckmin assumiu o Estado
com a morte de Mario Covas, a 2004, São Paulo cresceu a uma
taxa média de apenas 2,4% ao ano. Seu melhor resultado, que
evitou uma média ainda pior, foram os 7,6% de 2004, sob Lula.
O presidente, que na campanha de 2002 falou em gerar 10 milhões
de empregos, alegou durante o debate ter criado 7 milhões, uma
número de procedência duvidosa.
Não há uma estatística
oficial para a criação de empregos no país.
O levantamento que mais se aproxima disso é a Pnad (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE, que constatou,
de 2002 a 2005, um aumento de 6,4 milhões do número
de pessoas ocupadas. Os gastos em saneamento também foram
superestimados por Lula. Mesmo considerado empréstimos contratados,
mas ainda não desembolsados, com dinheiro do FGTS, os investimentos
ficaram longe dos R$ 10 bilhões mencionados. O custo com servidores
contratados sem concurso foi superestimado por Alckmin. A conta só alcança
os R$ 8 bi citados se contabilizadas as gratificações
pagas a funcionários de carreira.
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Folha
de São
Paulo, 10 de outubro de 2006
Bancários decidem manter greve
por aumento de 7%
Paralisação entra hoje no 4º dia útil em todo
o país KAREN CAMACHO
DA FOLHA ONLINE
Os bancários decidiram, em assembléias realizadas ontem
pelo país, permanecer em greve por tempo indeterminado. A greve
entra hoje no quarto dia útil e, de acordo com a Contraf-CUT (Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), teve a adesão
de 185 mil bancários ontem. A categoria reivindica aumento real
de 7,05% e os bancos oferecem apenas a reposição da inflação,
de 2,85%. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) marcou
para hoje nova rodada de negociação com o comando de greve.
Em São Paulo, o número de grevistas ontem chegou a 36
mil, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Osasco e Região. No total, 494 locais de trabalho participaram
do movimento, entre agências e centros administrativos. A base
tem 106 mil funcionários em 3.000 locais. Na última quinta-feira,
primeiro dia de greve, 517 locais e cerca de 39 mil bancários
pararam. Na sexta, o número cresceu para 555 locais e 40 mil trabalhadores.
Para o sindicato, a redução no número de bancários
parados era esperada por ser segunda-feira. O sindicato acredita que
haverá ampliação do movimento.
Os bancos ofereceram reajuste salarial de 2,85%
e PLR (participação
nos lucros e resultados) de 80% do salário, mais R$ 823 fixos
(os R$ 800 pagos em 2005 corrigidos pelos 2,85% de reajuste proposto)
e adicional de R$ 750 para os bancários de instituições
que tiverem crescimento de 20% ou mais no lucro líquido. A categoria
reivindica, além dos 7,05%, participação maior nos
lucros e resultados -de 5% do lucro líquido linear, mais um salário
bruto acrescido de R$ 1.500. Em 2005, após seis dias de greve
em outubro, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento
real) mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário
mais R$ 800.
Ontem, os bancários se reuniram com representantes do Banco do
Brasil e da Caixa Econômica Federal para discutir pontos específicos
para os funcionários desses bancos e PLR. O resultado da reunião
deve ser apresentado em assembléia com os funcionários
dos bancos estatais marcada para hoje.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 10
de outubro de 2006
Diagnóstico para o setor metal-mecânico
Parceria entre Sebrae, Fiep e Sindimetal
pretende levantar os problemas e desenvolver projetos para para
empresas da região de Londrina
As empresas do setor metal-mecânico de Londrina e região serão
alvos de uma avaliação, que pretende diagnosticar e organizar
o segmento. A partir da segunda quinzena deste mês, as empresas receberão
a visita de técnicos que vão levantar informações
sobre departamento de produção, comercial e até o de recursos
humanos dos estabelecimentos.
A parceria entre o Sebrae, a Federação
das Indústrias do Estado do Paraná e o Sindicato das Indústrias
Metalúrgicas, Mecânicas e de Material elétrico (Sindimetal)
de Londrina tem como objetivo levantar as características e os
principais problemas enfentados pelo setor. Com o levantamento em mãos,
as entidades pretendem desenvolver projetos regionais, promover palestras
e tentar solucionar alguns problemas incomuns enfretados pelo setor.
''Sentimos a necessidade de conhecer melhor
o segmento, ver quais são os problemas que afligem os empresários
e desenvolver ações específicas para auxiliá-los'',
frisou Valter Orsi, presidente do Sindimetais. Atualmente a entidade
conta com cerca de 600 empresas associadas. Entre as propostas, para
depois de terminada a avaliação, está a promoção
de rodada de negócios entre os sindicalizados.
Conforme o consultor do escritório
regional do Sebrae em Londrina, Ricardo Magno Silva, a idéia é otimizar
o setor metal-mecânico, tornar o Sindimetal mais dinâmico
no atendimento das principais dificuldades do segmento. ''Não
será um diagnóstico estatatístico. ''Os dados levantados
serão colocados em um software de relacionamento, serão
cruzados para avaliarmos quais as características e os problemas
mais comuns'', disse Silva.
Os técnicos do Sebrae estão
sendo treinados para realizar o trabalho de pesquisa, previsto para durar
dois meses. Segundo Silva, a pesquisa vai alcançar a maioria das
empresas. Um dos objetivos também é dividir as empresas
metal-mecânicas em pelo menos 12 segmentos, dentre os quais os
de metalurgia, serralheria, fundição, refrigeração
e baterias. ''Assim ficará mais fácil coordenar o processo
de implantação de um sistema de relacionamento no Sindimental,
criar e acompanhar o operador desse sistema e planejar ações
de relacionamento baseadas nos dados disponíveis no sistema'',
afirmou o consultor do Sebrae.
De acordo com ele, o questionário
feito aos empresários será uma ficha com perguntas simples
e comuns de cada área da empresa. Serão questionados os
serviços dos mais diversos setores: recursos humanos, produção,
comercial e até mesmo a tecnologia aplicada em cada área.
O diagnóstico também pretende levantar o número
de funcionários, o segmento de atuação, os produtos
comercializados, as dificuldades quanto à capacitação
e oferta de mão de obra qualificada. Os empresários responderão
ainda questões de mercado como concorrência, perspectivas
de exportações e análise de qualidade dos produtos
oferecidos.
Projeto Empreender - A idéia de
realizar esse diagnóstico surgiu da necessidade em conhecer melhor
o segmento, mas também baseado no Projeto Empreender, que é um
conjunto de ações para fortalecer as micro e pequenas empresas.
''É um projeto onde os empresários procuram os projetos
incomuns e também tentar solucionar os problemas parecidos'',
frisou o presidente do Sindimetais. Segundo ele, o projeto ajuda as empresas
através do associativismo, contribuindo para o desenvolvimento
socioeconômico principalmente na geração de empregos,
ocupação e renda.
Serviço
Para mais informações, os
empresários podem ligar para o telefone (43) 3342-2750 (Sindimetal)
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AGÊNCIA BRASIL, 10
de outubro de 2006
Jovens: Secretário diz que estudo
do Dieese reflete realidade do país
Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O secretário
Nacional de Juventude, Beto Cury, afirmou que o estudo A Ocupação
dos Jovens nos Mercados de Trabalho Metropolitanos, divulgado em setembro
pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), reflete a realidade do país.
A pesquisa mostra que, nas cinco regiões
metropolitanas analisadas (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador,
São Paulo e Distrito Federal), os jovens de famílias de
baixa renda são os que encontram maior dificuldade para conciliar
estudo e trabalho.
Segundo o secretário, o “investimento
forte na elevação de escolaridade e na formação
profissional são dois componentes essenciais” para melhorar
as condições de vida da juventude brasileira.
Ele acrescenta que uma das preocupações é adotar
políticas que combinem educação e trabalho. “Esse
binômio tem sido uma preocupação intensa do governo,
no sentido de assegurar programas que possibilitem aos jovens oportunidades
que possam gerar direitos”.
O secretário citou o Programa Nacional
de Inclusão de Jovens (ProJovem), destinado a pessoas de 18 a
24 anos, sem emprego com carteira assinada e que estudaram até a
4ª série, mas não concluíram a 8ª série
do ensino fundamental. Os participantes do programa, na avaliação
dele, têm a chance de voltar a estudar e aprender uma profissão.
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AGÊNCIA ESTADO, 10
de outubro de 2006
Balança: importações
crescem mais que exportações
A balança comercial da primeira
semana de outubro manteve a tendência de maior aceleração
das importações que das exportações, verificada
nos últimos meses. O crescimento da média diária
de desembarques (US$ 397,0 milhões na semana) foi de 27,5%, em
relação à média de outubro de 2005. A de
exportações (US$ 622,8 milhões na semana) apresentou
expansão de 25,8%. No período, entretanto, foi registrado
expressivo superávit comercial de US$ 1,129 bilhão, resultado
de um total de US$ 3,114 bilhões em vendas externas e de US$ 1,985
bilhão em importações.
No ano as exportações alcançam
103,827 bilhões - o que indica que faltam US$ 31,173 bilhões
para que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC) cumpra sua mais recente meta de embarques ao exterior
para 2006, de US$ 135 bilhões. Ainda restam 12 semanas até 31
de dezembro, o que sugere a necessidade de o País exportar, em
média, US$ 2,6 bilhões por semana para que a meta seja
cumprida.
As importações acumulam
US$ 68,696 bilhões no ano, o que indica também seu crescimento
mais expressivo que o das exportações desde o início
de 2006. Enquanto os embarques aumentaram 15,9%, na comparação
com igual período de 2005, as importações avançaram
23,0%.
Importados
O total de importação da
semana passada teve como principal item o petróleo, que respondeu
por US$ 429 milhões ou um quinto das compras externas do período.
A média diária de compras externas desse item aumentou
53,9%, em relação a outubro de 2005. Com exceção
dos produtos farmacêuticos (-28,8%) e dos extratos corantes (-0,3%)
todos os outros 20 principais itens da pauta de importação
brasileira registraram expressivos aumentos nas suas médias diárias.
Os equipamentos eletroeletrônicos
cresceram 15,8%, os equipamentos mecânicos, 19,9%, os produtos
químicos aumentaram 10,2%, e as aeronaves, 44,0%. O plantio da
safra de grãos 2006-2007 elevou em 68,2% as importações
de adubos e fertilizantes. Matérias-primas e insumos industriais
também apresentaram forte expansão, entre eles, produtos
siderúrgicos (+45,6%), borracha (+58,9%), cobre (+139,7%), cereais
(+108,8%), filamentos e fibras (+67,2%), alumínio (+36,4%), algodão
(+190,4%) e leite (+82,4%). Bens de consumo, como os automóveis,
cresceram apenas 4,6%.
Exportados
As exportações registradas
na primeira semana de outubro foram favorecidas especialmente pelos aumentos
das vendas de bens manufaturados (+30%) e semimanufaturados (+55,2%),
cujas médias diárias de embarques tiveram expressivas elevações
em relação a igual mês de 2005. O setor de material
de transportes, que lidera a lista de exportadores, teve aumento de 3,7%.
Em seguida estão os setores metalúrgico (+48,9%) e de equipamentos
mecânicos (+88,8%). Em volumes menores, estão os eletrônicos
(+40,5%) e o suco de laranja (+192,8%).
O desempenho das vendas de manufaturados
manteve-se em alta mesmo com as quedas verificadas em um setor - o
têxtil (-14,6%). Entre os semimanufaturados, as exportações
de papel e celulose tiveram aumento de 36,1% e favoreceram o desempenho
da categoria. As exportações de produtos básicos,
que cresceram 7,7%, foram beneficiadas pelos setores de soja (+16,9%),
de minérios (+20,9%) e de fumo (+47,3%).
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
10 de outubro de 2006 | Economia
Especialistas prevêem crescimento
menor da economia
BRASÍLIA - Os 100 analistas financeiros,
que o Banco Central consulta às sextas-feiras e divulga o resultado às
segundas, previram que o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma das riquezas
produzidas no país -, em 2006, será de 3,01% - abaixo dos
3,09% previstos na semana anterior.
Por outro lado, a projeção
de crescimento da produção industrial no ano subiu de 3,51%
para 3,56%. Para 2007, as estimativas de expansão do PIB continuam
em 3,50%. As previsões de aumento da produção industrial
no próximo ano avançaram de 4,20% para 4,30%.
Os especialistas também continuam
a crer na redução da taxa básica de juros (Selic)
dos atuais 14,25% para 13,50% ao ano, ainda em 2006. Para o fim de
2007, as projeções dos juros continuaram estáveis
em 12,50% ao ano.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
10 de outubro de 2006 | Economia
Economistas de mercado estimam alta
da inflação em 2006
BRASÍLIA - Os 100 analistas financeiros,
que o Banco Central consulta às sextas-feiras e divulga o resultado às
segundas, projetaram em 3,01% o Índice de Preços ao Consumidor
Ampliado (IPCA) neste ano. Na semana passada, a expectativa era de alta
de 2,98%. As projeções para 2007 ficaram em 4,20%.
Conforme o boletim Focus, do Banco
Central, a previsão de aumento para os preços administrados
(combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte
urbano, medicamentos e educação) recuaram de 4,40% para
4,30% em 2006, com possibilidade de alta de 4,40% no próximo
ano.
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SÓ NOTÍCIAS
/ MATO GROSSO, 10 de outubro de 2006
Sindicatos cobrarão instalação
de subdelegacia do Trabalho em Sinop
Sindicatos dos trabalhadores vão
cobrar amanhã, durante uma reunião com a delegada do Ministério
do Trabalho em Mato Grosso, Marilete Mulinari Girardi, a instalação
de uma subdelegacia em Sinop. O encontro deve reunir autoridades e representantes
da categoria para tratar sobre o assunto. O presidente do Sindicato dos
Trabalhadores na Indústria, Construção Civil e Mobiliário
do Norte (Siticom), Vilmar Galvão, a cobrança para a instalação
de uma subdelegacia começou a ser feita nos últimos anos. “O
que queremos saber é o tempo, quando vai ser inaugurada a subdelegacia
no município. Estamos confiantes já que foi a própria
delegada quem convocou a reunião”, destacou.
Segundo ele, a subdelegacia vai fortalecer
as fiscalizações e cumprimento das exigências de
segurança e registro na carteira. “Se tiver fiscal vai haver
um elo de discussão entre trabalhadores e empregadores, para pontuar
as necessidades maiores”, acrescentou.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores
no Comércio (Sintracom), Adauto Vieira de Paula, a fiscalização
vai inibir ações praticadas pelo setor que infrigem as
leis. “O setor dará todo apoio e disponibilidade para a
instalação da subdelegacia”, enfatizou.
Atualmente, em todo o Estado existe uma
delegacia em Cuiabá e subdelegacia em Rondonópolis. Em
Sinop há uma agência. Além da fiscalização,
suas funções são a habilitação ao
seguro desemprego, emissão de carteira do trabalho, registro profissional,
recebimento de RAIS e CAGED, intermediação de conflitos
coletivos, assistência nas rescisões contratuais, mesas
de negociação, combate às formas degradantes de
trabalho, entre outras.
Fonte: Só Notícias/Tania Rauber
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JORNAL O VALOR ONLINE, 10
de outubro de 2006
SP: Químicos pedem 5% e metalúrgicos,
10%
Raquel Salgado e Samantha Maia
Grandes categorias com data-base no último
trimestre também já deram início à campanha
salarial, como os químicos e metalúrgico de São
Paulo, mas ainda estão no início do processo de negociação.
Os petroleiros, com data-base em setembro, só começaram
a negociar agora.
Paulo Pinto/AE

Eleno da Silva, dos metalúrgicos de SP: expectativa de acordo em breve
Os trabalhadores na indústria química
de São Paulo, com data-base em novembro, entregaram para a Federação
da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) uma pauta de
reivindicações que inclui além da reposição
integral da inflação um reajuste de 5% e o pagamento de
uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor
equivalente a três pisos salariais da categoria. Hoje, sem o aumento
proposto, o piso está em R$ 627.
Sérgio Luiz Leite, secretário-executivo
da Federação dos Químicos de São Paulo, acredita
que o bom desempenho do setor e a inflação mais baixa vão
ajudar a negociação deste ano a superar os 2,58% de aumento
real obtidos no ano passado, quando a inflação que corroeu
o salário dos químicos foi de 5,42%. Para 2006, a previsão
da Federação é que o INPC acumulado de novembro
a outubro fique em 2,88%. "É claro que as empresas têm
reclamado do câmbio valorizado e da dificuldade de exportar, mas
os resultados continuam sendo bons e ainda há muita gordura para
queimar", avalia o sindicalista.
Os metalúrgicos de São Paulo,
com data-base em novembro, entregaram na quinta-feira proposta aos empresários,
que ficaram de marcar novo encontro ainda esta semana. O sindicato reivindica
um reajuste salarial de 10%. "Sabemos que não será fácil,
mas não podemos fazer a negociação com parâmetros
baixos, pois setores importantes, como siderurgia e automóveis,
estão apresentando bons resultados", diz Eleno Bezerra, presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. A expectativa é que
até o dia 25 deste mês eles consigam fechar algum acordo.
A Federação Única
dos Petroleiros (FUP) também já entregou sua proposta à Petrobras
no fim de setembro. Os trabalhadores querem um aumento de 10%, sendo
2,8% referentes à inflação acumulada pelo Índice
de Custo de Vida (ICV) medido pelo Dieese e o restante ganhos reais.
Na semana passada houve uma reunião
com a Petrobras e agora os petroleiros esperam uma contraproposta da
empresa. Além do reajuste, eles reivindicam a criação
de um piso para a categoria no valor de R$ 831, mais o reajuste que for
acordado neste ano. A data-base da categoria é setembro, mas,
segundo o coordenador da FUP, Hélio Seidel, é comum o acordo
só ser fechado no início de novembro.
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CAMPO GRANDE / MATO GROSSO,
10 de outubro de 2006
Sesi premiará empresas
por qualidade no trabalho
Carlos Eduardo Orácio
O Sesi premia no dia 19 os ganhadores da XXI edição do PSQT (Prêmio
Sesi de Qualidade no Trabalho). O prêmio será oferecido aos vencedores
nas categorias micro, pequena, média e grande empresa.
A Comissão Julgadora se reuniu
no dia 12 de setembro. As empresas classificadas em primeiro lugar participarão
da etapa nacional. Este ano se inscreveram 19 empresas nas diversas categorias.
A premiação será em
um café da manhã, que acontece às 8h no Espaço
Rubens Gil de Camillo, no 6º andar da Casa da Indústria,
em Campo Grande.
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INFOPESSOAL.COM, 10 de outubro
de 2006
Trabalho noturno: compensa trocar o
dia pela noite?
Trocar o dia pela noite. Ficar acordado
enquanto a maioria da cidade dorme e descansar quando muitos estão
se levantando. O trabalho noturno é quase um estilo de vida, que
garante, ainda, um salário maior do que a mesma função
exercida em horário comercial.
Segundo a presidente do Núcleo
Trabalhista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo,
Sônia Mascaro Nascimento, esse retorno financeiro, segundo a CLT, é de
20% sobre a hora trabalhada.
Horário
"A primeira coisa que deve ser levada
em conta é que a regra vale somente para empregados de pessoas
jurídicas com fins lucrativos, registrados ou não",
explicou Sônia. "Não estão inclusos, por exemplo,
os trabalhadores domésticos."
Na zona urbana, o trabalho noturno é aquele
que se exerce das 22 horas às 5 horas. Na zona rural a situação
muda um pouco: pecuária, das 21 horas às 4 horas e agricultura,
das 22 horas às 4 horas. "Isso porque o trabalho no campo
já costuma ser iniciado mais cedo", adicionou a advogada.
Além de cada hora render mais em
dinheiro, com o chamado adicional noturno, ela também vale menos
em proporção de minutos. "Ficou definido que os 60
minutos do dia equivalem a 52 minutos e 30 segundos da noite", informou
Sônia. Essa normativa muda, no entanto, no caso de acordo ou convenção
coletiva.
Desgaste
"Na minha opinião, que é bem
parcial, os 20% a mais na hora trabalhada não compensa o desgaste
físico e emocional da pessoa", garantiu o psicólogo
Eduardo Yabusaki.
Segundo ele, a mudança no hábito
traz prejuízos para a pessoa. "O nosso organismo tem um funcionamento
tanto biológico quanto psíquico. Sem dúvida, a noite
foi feita para descansar e possibilitar a reposição de
energia", explicou.
No caso da pessoa trocar o dia pela noite,
o prejuízo é maior. "É muito indicado para
pacientes em depressão atividades ao ar livre, durante o dia,
porque o sol é um componente muito importante que tem influência
direta no nosso metabolismo. Ele estimula a liberação da
serotonina, que é o hormônio responsável pela sensação
de saciedade", afirmou o psicólogo.
Problemas emocionais
Entre os problemas emocionais que a prática
acarreta estão a maior propensão ao estresse, crises de
ansiedade e cansaço emocional. Todos esses fatores influenciam
diretamente no humor da pessoa. "A tolerância fica diferente
e as características de personalidade alteradas."
Para trazer um pouco mais à realidade
as conseqüências de se trocar o dia pela noite, Yabusaki contou
a história de um casal que atendeu. "Ele trabalhava de noite
e ela de dia. Só tinham tempo de ficar juntos aos fins de semana,
porém, o marido não tinha tanta disposição
quanto a esposa". A diferença gerou uma crise no casal. "Esse
tipo de coisa pode até colocar em risco o relacionamento",
finalizou.
Retorno financeiro
Quando decidiu encarar uma jornada de
trabalho das 22 horas às 6 horas, William Maitan, então
com 18 anos, levou em consideração o retorno financeiro. "Poderia
escolher entre os três turnos. Fui para a noite porque queria ganhar
mais", contou. O local de trabalho era um hospital, onde Maitan
dava suporte à rede de computadores.
"Era muito cansativo, eu não
consegui me habituar. É completamente diferente trocar o dia pela
noite, porque uma hora que você dorme durante a noite vale cinco
durante o dia", opinou.
Vida pessoal
Foi assim por um ano. O rapaz trabalhava
de segunda a segunda, com folgas intercaladas durante a semana. Para
ele, no entanto, o horário do trabalho não chegou a causar
problemas em sua vida pessoal. "Na época eu namorava, mas
ela sempre foi muito tranqüila com isso", contou.
Por outro lado, Maitan perdia o tempo
livre durante os finais de semana à noite. "Quando estava
com meus amigos, sempre que chegava a pizza, eu tinha que ir embora trabalhar",
brincou.
Jornada
A jornada do rapaz não acabava na hora em que encerrava seu expediente.
Maitan ia do trabalho direto para o curso pré-vestibular. "Já cheguei
a dormir na aula", disse.
A mudança de horário veio
quando ele conseguiu outro cargo, na mesma empresa, para trabalhar de
dia. Hoje, aos 22 anos, ele afirma que trabalhar à noite não é tão
simples assim. "Sem dúvida, é melhor durante o dia."
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RÁDIO CRICIÚMA,
10 de outubro de 2006
Ruído pode contribuir para
a ocorrência de acidentes de trabalho
Apesar de serem fenômenos socialmente
determinados e prevenível, os acidentes do trabalho constituem
um importante problema de saúde pública. Estudos internacionais
mostram que trabalhadores expostos ao ruído ocupacional intenso
apresentam maior risco de se acidentarem quando comparados a trabalhadores
não expostos. Nesse sentido, Adriano Dias da Unicamp, juntamente
com outros pesquisadores, realizou pesquisa com o objetivo de verificar
se a exposição ocupacional ao ruído constitui um
risco importante para acidentes do trabalho numa cidade industrializada
do interior do Estado de São Paulo.
Os resultados mostram que a maioria dos
acidentes consistiu de contusões, seguida por entorses (lesão
articular que compromete ligamento), ferimentos corto-contusos (causados
por objetos que causam corte e impacto, como uma foice) e fraturas, que
atingiram, principalmente, as mãos, os pés, os membros
superiores, os membros inferiores e a coluna. As causas imediatas dos
acidentes identificados foram, em sua maioria, aquelas relacionadas às
máquinas e equipamentos, quedas de objetos, esforço excessivo
ou excesso de peso e aquelas ocasionados por quedas. Cerca da metade
desses acidentes atingiu adultos jovens com até 30 anos – 12%
do total tinha 20 anos de idade ou menos.
O estudo foi feito com moradores da cidade
de Piracicaba, que tinham entre 15 e 60 anos e que haviam sido atendidos
no pronto-socorro do Centro de Ortopedia e Traumatologia de Piracicaba
(COT) em decorrência de acidentes do trabalho. De acordo com artigo
publicado na edição de outubro de 2006 dos Cadernos de
Saúde Pública, “os dados foram coletados por meio
de um questionário em todos os dias úteis compreendidos
entre 16 de maio e 29 de outubro de 2004, compreendendo 600 casos e 822
controles”.
Os pesquisadores observaram também
que ruídos médios e fortes mostraram-se fatores de risco
para acidentes do trabalho. Segundo eles, “o ruído ocupacional
impõe ao trabalhador dificuldades de comunicação
(na detecção, discriminação, localização
e identificação das fontes sonoras, assim como na inteligibilidade
de fala), de manutenção da atenção e concentração,
de memória, além do estresse e fadiga excessiva”.
Dessa forma, a equipe alerta para a importância
de se adotarem medidas de prevenção: “os achados
aqui apresentados justificam o investimento em programas de conservação
auditiva particularmente voltados para o controle da emissão de
ruídos na fonte, objetivando não apenas a manutenção
da saúde auditiva, mas também a diminuição
da acidentabilidade dos trabalhadores”.
(Fonte: Agência Notisa)
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CONSULTOR JURÍDICO,
10 de outubro de 2006
Dilemas trabalhistas
Livro discute mundo do trabalho contemporâneo
Para onde vai o mundo do trabalho? Essa é a
questão que permeia as 500 páginas do livro Riqueza e miséria
do trabalho no Brasil, lançado na última quinta-feira (5/10)
no Memorial da América Latina, em São Paulo. A obra foi
organizada por Ricardo Antunes, professor do Departamento de Sociologia
do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual
de Campinas.
“O objetivo foi tentar entender
as mutações do mundo do trabalho no Brasil, fazendo um
desenho consistente da realidade setorial brasileira”, disse Antunes.
O livro traz trabalhos de pesquisadores de diversas instituições
e monta um mosaico coeso e crítico das novas formas produtivas
no país.
Entre os colaboradores estão Márcio
Pochmann, professor do Departamento de Economia da Unicamp; Giovanni
Alves, professor do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual
Paulista; e o pensador húngaro István Mészáros,
da Universidade de Sussex, na Inglaterra.
Além de discutir as novas modalidades
de trabalho e de sua precarização, as novas faces do desemprego
e a crise do sindicalismo, a obra expõe a pesquisa de campo realizada
em diversos setores produtivos, como automobilístico, bancário,
têxtil, telecomunicações, trabalho informal e até mesmo
o ramo do canto erudito.
A análise de cada um dos setores
permite observar uma completa mudança na morfologia do trabalho
após a década de 1990. “Há elementos que aparecem
em diversos retratos do mundo do trabalho, como a terceirização,
precarização, erosão de direitos, individualização,
planos de demissão voluntária ou lesões por esforços
repetitivos”, disse Antunes à Agência Fapesp.
“Os anos 80, considerados pelo capital
como uma década perdida, foram um momento de intensa luta social
na América Latina. Nos anos 90, ocorreu o que chamo de desertificação
neoliberal. Nossos bolsões de informalidade, que não passavam
de 20%, hoje giram em torno de 60% a 70%. Vivemos no continente da superexploração
do trabalho.”
O coordenador ressalta que, mesmo com
todo o rigor científico das pesquisas — e até em
decorrência dele — o leitor não deve esperar neutralidade. “Não
fazemos sociologia da empresa, mas sociologia do trabalho. Nosso livro
renuncia assumidamente à neutralidade. Fomos ao inferno do trabalho,
mostrando sua exploração pelas empresas”, finalizou.
Ficha técnica
Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil
Organizador: Ricardo Antunes
Páginas: 528
Editora: Boitempo
Preço: 62,00
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
10/10/2006
TST afasta incidência dupla de multas
punitivas
A Terceira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho, conforme voto do ministro Alberto Bresciani (relator), impediu
a incidência simultânea da multa por litigância de
má-fé e da multa pela utilização de embargos
declaratórios com intuito protelatório. A decisão
unânime resultou no deferimento parcial de recurso de revista à Telemar
Norte Leste S/A e na alteração de acórdão
firmado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio
de Janeiro), em processo que correu em rito sumaríssimo, de forma
favorável a um ex-funcionário.
A empresa sofreu condenação,
nas duas instâncias trabalhistas do Rio de Janeiro, ao pagamento
das diferenças da multa de 40% do FGTS em decorrência dos
expurgos inflacionários. Após o pronunciamento do TRT/RJ,
a Telemar ingressou no mesmo órgão com recurso de embargos
declaratórios, sob o argumento de obscuridade na decisão
em relação a dispositivos da Lei Complementar nº 110
de 2001.
Segundo o TRT/RJ, os embargos tiveram
o objetivo de retardar o desfecho da ação, o que levou à aplicação
de multa de 1% sobre o valor da causa, de acordo com o parágrafo único
do artigo 538 do Código de Processo Civil (CPC), bem como multa
de 20% sobre o mesmo valor, por entender que houve litigância de
má-fé (artigo 18, caput e parágrafo 2º, CPC).
A Telemar recorreu com novos embargos
de declaração a fim de questionar a aplicação
da multa por litigância de má-fé, pois considerou
que os requisitos do CPC para a aplicação da penalidade
não ficaram caracterizados. O TRT/RJ manteve a condenação
e elevou o valor da multa sobre o valor da causa (embargos protelatórios)
para 10%.
No Tribunal Superior do Trabalho, a empresa
sustentou que o objetivo de seus embargos foi o de buscar apenas a apreciação
judicial da matéria (prequestionamento), um dos requisitos para
a tramitação do recurso no TST. Também questionou
o direito do ex-funcionário à correção da
multa de 40%.
O relator do recurso no TST, com base
em dispositivo da legislação trabalhista, esclareceu a
inviabilidade da iniciativa da empresa. “Prevê o artigo 896
da CLT que ‘nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo,
somente será admitido recurso de revista por contrariedade à súmula
de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho e violação
direta da Constituição da República'".
O exame do recurso revelou o caráter
protelatório dos embargos e, assim, o acerto da decisão
tomada pelo TRT em relação a este ponto. “Os julgamentos
proferidos não se ressentiam de omissões ou contradições”,
considerou Alberto Bresciani.
Quanto à multa por litigância
de má-fé, contudo, a Terceira Turma do TST decidiu pela
inviabilidade de sua aplicação em conjunto com a penalidade
pelo uso indevido dos embargos. “As multas assim disciplinadas
têm caráter punitivo, de forma que repelirão incidência
conjunta”.
“Sendo genérica a previsão
do artigo 18 do CPC”, explicou o relator, “aplicar-se-á,
quando presente a situação de que trata o artigo 538, parágrafo único,
do CPC, a penalidade específica nele cominada”, explicou
ao restringir a punição a uma das multas. Quanto ao mérito
do recurso (correção da multa do FGTS), a decisão
do TST foi contrária à Telemar. (RR 901/2003-068-01-40.6)

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