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Agência Diap, 11
de outubro de 2006
Eleições 2006
Eleitor que não votou no 1º turno
pode votar no 2º turno
Quem deixou de votar no primeiro turno das eleições deste ano
pode votar no próximo dia 29 de outubro, desde que não seja o
terceiro turno consecutivo sem votar. De acordo com o artigo 7º do Código
Eleitoral, será cancelada a inscrição do eleitor que não
votar em três eleições consecutivas, não pagar multa
ou não se justificar no prazo legal. Vale salientar que cada turno corresponde
a uma eleição.
Haverá segundo turno para a eleição
presidencial e também para governador em 10 estados da federação:
Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná,
Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul
e Santa Catarina.
O prazo legal para a justificativa eleitoral é de
60 dias. Para se justificar, o eleitor deve encaminhar requerimento
ao juiz da zona eleitoral – preferencialmente, àquela
onde está inscrito. Mas a justificativa também pode ser
dirigida a qualquer outro cartório eleitoral. Se o eleitor estiver
no exterior, no dia das eleições, terá o prazo
de 30 dias, a contar de seu retorno ao Brasil, para justificar a ausência.
Quitação eleitoral
Se ultrapassar o prazo de 60 dias, ao
solicitar a regularização, o eleitor receberá uma
multa, cujo valor será arbitrado pelo juiz eleitoral. Essa multa é calculada
com base em 33,02 Ufir, entre o mínimo de 3% e o máximo
de 10% desse valor - o que significa de R$ 1,06 a R$ 3,51 - por cada
turno.
Para cada turno em que o eleitor não
compareceu e não justificou, será cobrada uma multa,
arbitrada pelo juiz eleitoral. Após a apresentação
do comprovante do pagamento, o eleitor recebe a certidão de
quitação eleitoral. O eleitor que deixar de votar e não
justificar a ausência em três turnos consecutivos pode
ter o título cancelado.
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JORNAL O VALOR ONLINE, 11
de outubro de 2006
Aumento do custo da construção
civil foi de 0,24% em setembro, mostra IBGE
RIO - O Índice Nacional da Construção
Civil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), subiu 0,24% em setembro. O custo fechou o mês passado em
R$ 565,21 por metro quadrado. Em agosto, a elevação havia
sido de 0,28%. O acumulado no ano ficou em 4,07%. Em 12 meses, houve
alta de 5,11%.
Da composição do custo total
por metro quadrado, R$ 326,45 foram relativos aos gastos com materiais,
com incremento de 0,25%. Os outros R$ 238,76 foram a parcela da mão-de-obra,
com avanço de 0,21% ante agosto.
Os números são calculados
pelo IBGE, em convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF),
a partir do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da
Construção Civil (Sinapi), criado em 1969.
(Valor Online)
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Nova Centra, 11 de outubro
de 2006
Senado pode votar o Super Simples esta
semana
Lei que institui o Super Simples deve ser apreciada nesta semana no Senado.
A votação, que deveria ter ocorrido no dia 3, foi suspensa por
falta de quorum. Apesar da tendência de aprovação, ela é alvo
de polêmica. Enquanto entidades representantes de micros e pequenas empresas
defendem a simplificação dos impostos para aumentar a formalidade,
parte dos secretários estaduais de Fazenda teme que a lei gere queda
na arrecadação. Entidades que representam fiscais de tributos
e do trabalho ainda solicitaram alterações no projeto em relação à fiscalização.
De acordo com o Ministério da
Fazenda, a aprovação do projeto, em um primeiro momento,deve
gerar queda de R$ 5 bilhões na arrecadação. No caso
do RS, segundo o diretor adjunto da Receita Estadual, Claudionor Barbosa,a
arrecadação deve até aumentar, porque, ao contráriodo
Simples Gaúcho, o projeto não prevê faixas de isenção.
A preocupação da Secretaria Estadual da Fazenda é o
controle sobre o recolhimento dos tributos porque, pela lei, a União
controlará o comitê gestor responsável pela arrecadação
unificada. Para o presidente do Sindicato dos Fiscais de Tributos do
RS(Sintaf), Carlos Alberto Agostini, o RS não será prejudicado
na arrecadação porque sua economia é baseada em
médias e grandes empresas. Conforme dados da Sefaz, 83% das empresas
se enquadram no Simples Gaúcho, mas respondem por apenas 3% da
arrecadaçãodo ICMS.
Segundo ele, o projeto desarticula as
administrações tributárias e a própria fiscalização.
A Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho(Agitra)
tem posição semelhante. O presidente Valdir José Knecht
diz que a entidade pleiteia a retirada da emenda 45, que restringe a
fiscalização, por considerar que a questão do trabalho
envolve outros aspectos. 'Como o projeto estabelece uma fiscalização
orientadora no lugar de punitiva, a mudança será prejudicialaos
trabalhadores. Ao invés de autuar, conversaremos com empresários
que tenham funcionários sem registro,' disse ele.
Com base em estudos do Sebrae Nacional
em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas, o consultor
de Políticas Públicas do Sebrae/RS, Alessandro Machado,
defende que o projeto é benéfico não apenas para
as empresas, mas para a economia. 'A arrecadação pode cair,
mas com o aumento da formalidade volta a crescer. Isso aconteceu com
o Simples atual.' Conforme o Sebrae, a aprovação da lei
deve levar a uma redução média de 50% nos tributos
e 2,5 milhões de empresas com faturamento anual médio de
R$ 15 mil sairão da informalidade. Em relação aos
trabalhadores, Machado destaca que 50% da mão-de-obra do país
está na informalidade, onde não há direitos.
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Radiobrás,
11 de outubro de 2006
Ministro do Planejamento defende redução da CPMF
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Antônio Cruz/Abr
Brasília - O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, fala sobre o projeto de lei orçamentária para
2007 durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento.
Brasília - O governo estuda a redução
da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), hoje de 0,38%, cobrada sobre cheques e saques e transações
em geral nas contas bancárias. Durante audiência pública
na Comissão Mista de Orçamento sobre a proposta orçamentária
para 2007, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu a redução
gradativa do imposto, num prazo de dez anos.
Bernardo defende, no entanto, a manutenção
de uma cobrança mínima de 0,08% como instrumento de controle
fiscal. Segundo ele, essa é uma visão do Ministério do
Planejamento, e a questão precisa ser discutida com os ministros da
Fazenda e da Casa Civil, e sobretudo com o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva.
Na audiência, o ministro apresentou os
números estimados pelo Executivo para receitas e despesas no ano que
vem. Também destacou a determinação política do
Governo Federal no sentido de diminuir a carga de impostos cobrados do setor
produtivo. “É possível fazer esforço para reduzir
a carga tributária, mas não é possível fazer isso
do dia pra noite”, disse.
Inicialmente, de acordo com o ministro, a CPMF
poderia ser reduzida para 0,30%. Conforme Bernardo, esse é um cenário “perfeitamente
possível”, desde que se faça também uma adequação
do lado das despesas.
O Orçamento Geral da União para
2007 prevê despesas de R$ 1,511 trilhão ao longo do ano e o cumprimento
de metas de 4,50% para a inflação e 4,75% para o crescimento
da economia. Prevê, ainda, correção do salário mínimo
de R$ 350 para R$ 374, além de projetor uma taxa básica de juros
(Selic) de 13,68%. Esses números, porém, deve mudar até a
aprovação da proposta.
A CPMF foi criada em 1996 com caráter
provisório. Inicialmente, os recursos obtidos a partir da taxação
sobre a movimentação financeira seria destinado às políticas
de saúde. O prazo previsto para o imposto deixar de ser cobrado é dezembro
de 2007.
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Folha
de São
Paulo, 11 de outubro de 2006
Lula amplia para 11 pontos a vantagem sobre Alckmin
Após debate, tucano sofre perdas em vários segmentos e nas
regiões Sul e Nordeste
Entre pesquisa realizada na sexta passada
e ontem, Alckmin perdeu 9 pontos entre os eleitores que votaram em
Heloísa Helena
FERNANDO CANZIAN
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou de 7 para
11 pontos a vantagem sobre o seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB),
no segundo turno da eleição presidencial, revela pesquisa
Datafolha realizada ontem em todo o país. Neste levantamento,
o primeiro após o debate na TV Bandeirantes no domingo e o segundo
realizado na reta final da eleição, Lula oscilou de 50%
para 51%, considerando o total de votos declarados pelos eleitores. Alckmin
caiu três pontos, de 43% para 40%.
Considerando os votos válidos, Lula oscilou de 54% para 56% e
Alckmin, de 46% para 44% _ambos dentro da margem de erro da pesquisa,
que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos
votos válidos, portanto, a diferença entre os dois adversários
aumentou quatro pontos. Subiu de oito no último dia 6 de outubro
para 12 agora. Vencerá a eleição no próximo
dia 29 quem conseguir mais de 50% dos votos válidos.
A pesquisa revelou ainda que Lula e Alckmin tiveram desempenho semelhante
no debate de domingo. Para 43% dos que viram o debate, o tucano venceu.
Lula foi o melhor para 41%. Mas Alckmin perdeu mais pontos nos segmentos
que deram mais audiência e repercussão ao evento.
Perdas em várias frentes
O levantamento captou uma diminuição das intenções
de voto em Alckmin em vários segmentos importantes do eleitorado
e nas regiões Sul (onde o tucano ainda vence por larga margem)
e no Nordeste (onde Lula já liderava). O tucano também
sofreu um significativo "desembarque" dos eleitores da terceira
colocada, Heloísa Helena (PSOL), que pretendiam votar nele.
Entre a pesquisa realizada na sexta passada e a
de ontem, Alckmin perdeu nove pontos percentuais entre os ex-eleitores
de Heloísa Helena
(tem 39%), enquanto Lula ganhou quatro (foi a 36%). O restante se dividiu
entre brancos/nulos e indecisos. Na região Sul, a única
onde o tucano está à frente de Lula, Alckmin perdeu três
pontos e Lula ganhou cinco. No Nordeste, o petista ganhou mais quatro
pontos, enquanto Alckmin perdeu também quatro.
O tucano também perdeu oito pontos entre os eleitores com idade
entre 25 e 34 anos (cerca de 24% do eleitorado), enquanto Lula ganhou
cinco. O ex-governador de São Paulo acumulou ainda perdas entre
os eleitores mais escolarizados e de maior renda, justamente os segmentos
onde a audiência e o acesso às repercussões do debate
foram maiores, segundo o levantamento.
Os eleitores que ganham mais de 2 salários mínimos no
Brasil representam 52% do total do eleitorado. Segundo a pesquisa, Lula
ganhou e Alckmin perdeu pontos em todas as faixas de renda familiar mensal
acima dos dois mínimos. Entre os eleitores que recebem entre 5
e 10 salários mínimos, por exemplo, Lula cresceu de 41%
para 45% (mais quatro pontos), enquanto Alckmin caiu de 51% para 48 (menos
três pontos).
Já entre os com ensino médio (cerca de 39% do eleitorado),
Lula ganhou quatro pontos e Alckmin perdeu cinco. Entre os com ensino
superior, o petista oscilou positivamente dois. O tucano perdeu três.
A pesquisa revelou também que 89% dos eleitores de Lula souberam
dizer corretamente o número que devem digitar no dia 29. Entre
os eleitores de Alckmin, 79% responderam corretamente qual é o
número do candidato do PSDB a ser digitado na urna.
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Folha
de São Paulo, 11 de outubro de 2006
ELEIÇÕES 2006 / DATAFOLHA
Segundo eleitores, debate na televisão
terminou empatado
Para 43% dos que assistiram ao debate da TV Bandeirantes,
no último domingo, Alckmin venceu; para 41%, Lula foi melhor
Tucano não se saiu tão bem entre os
mais escolarizados e de maior renda em relação a suas intenções
de voto nessas fatias do eleitorado
RAFAEL CARIELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Os candidatos Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) empataram na percepção
dos eleitores quanto ao seu desempenho no debate de domingo na TV Bandeirantes,
segundo o Datafolha. No entanto, Alckmin não se saiu tão
bem na percepção do debate entre os eleitores mais escolarizados
e com maior renda quanto as intenções de voto que havia
conquistado nessa faixa do eleitorado em pesquisas anteriores. O debate
foi mais visto, proporcionalmente, entre os mais ricos e mais escolarizados,
e foram dessas fatias do eleitorado que o tucano mais perdeu votos.
Do total de eleitores ouvidos pelo Datafolha
ontem, 39% disseram ter assistido ao debate -inteiro ou em parte-, contra
61% que não o fizeram. Entre os que acompanharam os desempenhos
do tucano e do petista, 43% disseram que Alckmin se saiu melhor, contra
41% que viram em Lula o vencedor do encontro. A diferença entre
os dois está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais
para mais ou para menos.
O Datafolha também coletou a impressão
dos que não viram o debate, questionando qual a opinião
deles sobre o desempenho dos candidatos a partir do que sabiam ou ouviram
dizer. No total dos entrevistados, 30% disseram considerar que Alckmin
havia se saído melhor no debate, contra 28% que tinham essa opinião
para Lula. Entre os eleitores que têm renda familiar mensal maior
do que 10 salários mínimos, Alckmin foi considerado o vencedor
do debate por 54% dos entrevistados, contra 23% para Lula. Nessa faixa
de renda, o tucano tinha na pesquisa da última sexta-feira 69%
das intenções de voto, caindo agora para 62%.
Entre os que ganham de cinco salários
mínimos a dez salários mínimos, 37% consideraram
que Alckmin se saiu melhor, e 31%, Lula. Na pesquisa da última
sexta-feira, no entanto, o tucano tinha nessa faixa 51% das intenções
de voto. Agora tem 48%.
Influência
Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, "se
o debate exerceu alguma influência foi entre os que têm renda
e escolaridade mais altas". "O fato novo entre as duas pesquisas
foi o debate, e foi nesses segmentos que Alckmin caiu mais", ele
diz. Entre os eleitores que têm nível superior de escolaridade,
45% disseram ter visto vitória de Alckmin, contra 25% que consideraram
Lula o vencedor do debate. Nessa faixa do eleitorado, as intenções
de voto de Alckmin caíram de 56% nos dias 5 e 6 para 53% ontem.
Quando considerados os que têm nível
médio, 35% consideraram Alckmin o vencedor, contra 27% que viram
em Lula o candidato que se saiu melhor no debate. Alckmin tinha no final
da semana passada 48% das intenções de voto nessa faixa,
e caiu para 43% agora. O debate foi assistido por 61% dos eleitores com
nível superior completo, por 43% dos que têm ensino médio
e por 31% dos que concluíram apenas o curso fundamental. Entre
os que ganham mais de 10 mínimos, 72% disseram ter acompanhado
o debate. A fatia cai para 53% dos que têm renda entre 5 e 10 mínimos;
41% entre 2 e 5 mínimos; e 31% entre os que ganham até 2
mínimos.
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Folha
de São Paulo, 11 de outubro de 2006
ELEIÇÕES 2006 / PRESIDÊNCIA
Alckmin sugere Aécio presidente
em 2010
" Cada um dá um passo. Isso é uma
corrida de revezamento, um vai passando o bastão para o outro",
disse presidenciável
Ao lado do candidato, o governador reeleito de MG
diz que "votar em Aécio e confiar no seu projeto é dar
a vitória a Geraldo Alckmin"
PAULO PEIXOTO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
O candidato do PSDB à Presidência,
Geraldo Alckmin, sugeriu ontem em discurso em Belo Horizonte que o
governador reeleito Aécio Neves (PSDB-MG) seja candidato a presidente
em 2010. Embalado pelo ambiente, Alckmin usou a metáfora da
corrida de revezamento com bastão para dar a idéia de
que, caso seja eleito, dará vez ao governador de Minas. O tucano
falava que o PT e o presidente Lula já tiveram sua oportunidade
nesses quase quatro anos e que agora é a sua vez. "Não
vamos continuar perdendo oportunidades, esperando mais quatro anos,
esperando 2010. É claro que nós queremos 2010, né?",
disse Alckmin, interrompido pelos aplausos das cerca de 1.300 pessoas
na casa de shows onde ocorreu o ato.
"Cada um dá um passo. Isso é uma
corrida de revezamento, um vai passando o bastão para o outro",
afirmou. "O PT já teve a sua chance. Agora é time
novo para trabalhar pelo bem do Brasil. Minas vai estar conosco nessa
caminhada cívica."
O clima do segundo turno em Minas está centrado na popularidade de Aécio,
reeleito com 77% dos votos válidos, percentual que o PSDB mineiro interpreta
como resultado do desejo dos mineiros de vê-lo presidente. Por isso o
PT já começou a explorar a boa relação de Lula
com Aécio e a dizer que a vitória de Alckmin poderá prejudicar
o projeto político dele.
Em discurso, antes de Alckmin falar,
Aécio tocou no assunto, sugerindo estar muito sintonizado com
o tucano paulista, que em outras ocasiões já chamou o
mineiro de "grande irmão" e "querido irmão". "Votar
em Aécio e confiar no seu projeto político é dar
a vitória a Geraldo Alckmin", disse Aécio. Quando
Alckmin foi questionado sobre a tática petista, Aécio
interveio e disse: "Amigo do governador Aécio Neves vota
em Geraldo Alckmin porque gosta do Brasil". E o paulista completou: "Aqui
em Minas, o Newton Cardoso [PMDB] é Lula. E o Aécio,
Itamar Franco e o povo mineiro são Geraldo".
Alckmin rebateu declaração
de Lula pela qual o tucano é "destruidor" do que o
PT construiu. "Isso é desespero, isso é mentira." Voltou
a negar que vai privatizar estatais e disse "a campanha do Lula
mente sem parar". "É triste, porque estamos chegando
no 27º dia e até agora ninguém diz de onde veio
o dinheiro, esse é o fato", afirmou Alckmin sobre o dossiê. "É impressionante
a tolerância do presidente da República com atos ilícitos.
O que foi feito contra o caseiro Francenildo não foi uma grosseria,
foi um crime, violação de sigilo."
Em Lisboa, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso elogiou o desempenho do candidato tucano no debate. "Alckmin
mostrou, pelo menos, que tem uma presença forte, que era o que
alguns criticavam", disse ele à Agência Lusa. "E
como o presidente Lula está enfrentando uma onda negativa neste
momento, [o resultado da eleição] tornou-se imprevisível",
completou FHC.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 11 de outubro de 2006
| Economia
PESQUISA-Paraná, Rio Grande do Sul e
Santa Catarina ainda avançam menos do que a média nacional
Produção industrial
cresce em 9 regiões, de julho para agosto
Rio – A produção industrial
cresceu em 9 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto, na comparação
com julho, na série com ajuste sazonal divulgada ontem. As maiores
expansões em relação ao mês anterior ocorreram
na Bahia, que teve aumento de 3,2%; Goiás, alta de 2,1%; Minas
Gerais, crescimento de 1,3%; Rio de Janeiro, alta de 1,1%; e Rio Grande
do Sul, que cresceu 0,9%. O Paraná teve crescimento de 0,4%, enquanto
o Amazonas mostrou estabilidade e sua variação ficou em
0,0%.
Segundo Isabella Nunes, gerente de análise
e estatísticas derivadas do IBGE, “os dados regionais da
produção industrial confirmam que houve uma aceleração
na atividade do setor do primeiro para o segundo semestre”. No
caso da média da indústria nacional, após acumular
crescimento na produção de 2,7% no primeiro semestre ante
igual mês do ano passado, houve expansão de 3,3% no acumulado
de julho a agosto ante igual período de 2005.
São Paulo cresceu 0,5%, abaixo da média nacional, que ficou em
0,7%. Na cidade, que responde por 40% da produção nacional e
tem o maior peso na pesquisa nacional, houve aumento acumulado de 3,4% no primeiro
semestre, subindo para 4,6% no bimestre julho-agosto, sempre em comparação
com o mesmo período de 2005.
Foram registradas quedas ante mês
anterior no Espírito Santo (5,8%), Pernambuco (3,0%), Ceará (-2,2%)
e Santa Catarina (0,2%).
Em relação a agosto de 2005,
quando o índice nacional subiu 3,2%, os índices regionais
da produção industrial foram positivos em 11 locais, com
destaque para o Pará, que teve aumento de 19,1%.
Santa Catarina (2,0%), Espírito
Santo (1,9%), Bahia (1,0%), Rio de Janeiro (0,7%) e Pernambuco (0,3%)
tiveram altas abaixo da média nacional. Permanecem em queda
Rio Grande do Sul (2,6%), Amazonas (-1,3%) e Paraná (0,6%).
Segundo Isabella, as regiões com desempenho negativo na produção
industrial sofrem impacto dos problemas enfrentados no setor agrícola
ou do câmbio, seja pelos efeitos nas exportações
ou concorrência nas importações. Essas mesmas regiões
também apresentaram queda na produção no acumulado
do ano: Amazonas (2,4%), Paraná (3,0%) e Rio Grande do Sul (-3,5%).
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JORNAL GAZETA DO POVO, 11 de
outubro de 2006 | Economia
MERCOSUL-De olho na reeleição,
governo argentino pressiona empresários para segurar os
preços
Kirchner consegue congelamento
nos supermercados até o ano que vem
O presidente Néstor Kirchner
autografa capacetes de trabalhadores portuários, em Buenos
Aires
Buenos Aires – O presidente Néstor Kirchner arrancou dos empresários
do setor de supermercados o compromisso de manter o congelamento dos preços
de quase 400 produtos até dezembro de 2007. O acordo original, assinado
nas últimas semanas do ano passado, determinava que sua vigência
concluiria em dezembro de 2006. Com o novo – e antecipado – prolongamento,
Kirchner tenta blindar seu governo de uma eventual escalada da inflação
até depois das eleições presidenciais de outubro do ano
que vem, às quais pretende candidatar-se à reeleição.
Em troca, o governo prometeu moderar as
negociações por aumentos salariais. Os sindicatos anunciaram
que em 2007 pretendem um aumento de 15%. Mas, os assessores do presidente
indicam que eles terão que se contentar com um aumento de 10%.
O governo tomou a decisão de acertar o prolongamento do congelamento
de preços depois que verificou, em setembro, que a inflação
desse mês havia sido de 0,9%, maior que a prevista. Desta forma, desde
janeiro, a inflação acumulada foi de 7,1%. A meta oficial estabelece
que a inflação neste ano terá que ser inferior a 10%.
A inflação é o maior
pesadelo do governo Kirchner, já que a cada 1% de aumento, o número
de pobres aumenta em 100 mil pessoas. O fator inflacionário remove
popularidade de Kirchner, que por esse motivo está disposto a
combatê-la por todos os meios. O acordo com os donos de supermercados
será seguido da negociação com os “chinos” (chineses),
como denominam-se os mini-mercados majoritariamente de propriedade de
imigrantes chineses e coreanos, que controlam 40% do setor em Buenos
Aires.
Informações extra-oficiais
no âmbito empresarial indicam que o secretário de Comércio,
Guillermo Moreno, costuma iniciar as reuniões com os empresários
colocando seu revólver em cima da mesa, sem fazer qualquer comentário
sobre a arma. O simbolismo desse gesto costuma intimidar os empresários
que participam dessas peculiares reuniões. O resultado é que
todos assinam os acordos impostos pela administração
Kirchner. Os setores rebeldes costumam ser castigados severamente.
Isso foi o que ocorreu com a empresa Shell, que no ano passado aumentou
o preço de seus combustíveis. Kirchner reagiu imediatamente,
convocando um boicote nacional ao vivo, pela TV. A empresa teve que
recuar.
Ariel Palacios
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JORNAL GAZETA DO POVO, 11 de
outubro de 2006 | Economia
CAMPANHA SALARIAL-Bancos federais pagam
mais para os funcionários
Com 3,5% de reajuste, bancários
encerram greve
Depois de quatro dias de greve por reajuste
salarial, os bancários do Paraná voltam ao trabalho
hoje no horário normal. A greve continua em São Paulo,
Minas Gerais e Brasília.
Uma nova proposta foi apresentada ontem
pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e aceita.
O aumento de 3,50% é bem menor do que o pedido pelos grevistas,
que queriam reposição da inflação medida
pelo INPC mais 7,05%. Ainda assim, a proposta patronal representa aumento
real.
A participação nos lucros e resultados (PLR) será de 80%
do salário mais R$ 828, pagos até 10 dias após assinatura
do acordo, acrescidos de uma parcela adicional que varia de R$ 1 mil a R$ 1,5
mil, paga até março. Os funcionários do Banco do Brasil
e Caixa Econômica terão o mesmo reajuste mas conseguiram aumentos
no PLR e no plano de cargos e salários.
Transtornos
O último dia de paralisação
na capital envolveu 6 mil bancários e fechou 125 agências.
O correntista precisou procurar muito até encontrar atendimento
nos caixas, como no Bradesco da Av. Marechal Deodoro, que abriu às
13 h. E as filas enormes incomodaram. No HSBC Palácio Avenida,
o motorista Maicon José Pap pegou uma senha com 40 pessoas à frente. “A
greve prejudica a empresa onde trabalho. Estou no horário de trabalho
e pelo jeito vou perder bastante tempo aqui”, disse.
Já no Banco Safra da mesma avenida
não era possível acessar nem mesmo os caixas eletrônicos.
De acordo com João Quaresma, contratado pelo Sindicato dos Bancários
para os “piquetes” em frente a agências, a única
agência que funcionava normalmente na cidade era a do bairro Portão.
A Caixa Econômica da Praça
Carlos Gomes também ficou fechada e os clientes eram encaminhados
aos caixas automáticos da Praça Zacarias. Com isso, o auxiliar
de produção Itamar Caetano não conseguiu resgatar
o PIS. “Estou esperando o cartão chegar na minha casa, mas,
por causa da greve, ele não vem e minhas contas estão com
juros”, diz. Caso parecido com o da estudante Silvana Dutra, que
não pôde sacar o valor do seguro-desemprego na Caixa. “Eu
ainda não fiz o Cartão do Cidadão e estou contando
com ele para pagar contas.”
Lotéricas faturam
No interior, as lotéricas, que
funcionam como correspondente bancário da Caixa e permitem saques
do Banco do Brasil seguiram lotadas. A presidente da Associação
das Lotéricas de Maringá e Região, Rosária
Marques de Lima, avalia que houve um aumento de 20% no movimento das
casas do centro desde quinta-feira, com até 30 minutos de espera
nos horários de pico. “É ruim, mas é o único
jeito”, reclama a dona-de-casa Joelma Alves, que tentou pagar a
conta de telefone na segunda, e voltou ontem decidida a enfrentar a fila.
Mais contentes estavam os proprietários
das casas. “A gente não sobrevive sem estes serviços
que são a manutenção das lotéricas”,
explica Rosária. A greve durante a segunda semana do mês
engrossou ainda mais as filas, com o vencimento de vários bloquetos. “Mas
as pessoas precisam saber que só nos bancos elas têm garantia
de segurança”, alerta o presidente do Sindicato dos Bancários
de Maringá, Luiz Pereira.
Helena Carnieri, Andye Iore e Gesebel Nardon
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 11 de outubro de
2006
Exame da Ordem desafia os futuros
advogados
Para advogar, depois de concluída
a graduação em Direito, é preciso ultrapassar
a etapa que a maioria considera a mais difícil: o Exame
da Ordem
A subseção paranaense da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou semana passada o resultado
do seu segundo exame de 2006, para a admissão de novos membros.
Em todo o Estado, 761 candidatos foram aprovados, de um total de 4.899
inscritos. O índice de 15,53% está dentro da média
que a prova vem tendo nos últimos anos, e reacende a polêmica
questão da dificuldade do exame.
''É difícil para aqueles
que não se preparam e bastante razoável para os bem-preparados.
Se a prova tivesse um nível absurdo de exigência não
haveria tantos candidatos aprovados na primeira tentativa'', assegura
Artur Piancastelli, coordenador regional do exame em Londrina. ''A aprovação
depende mais da qualidade de ensino jurídico e pessoal dos candidatos'',
considera, acrescentando que o ensino que o jovem recebeu durante a vida
e seu preparo ao ingressar na faculdade também são fatores
determinantes.
O exame existe desde a década de
1970, mas o formato atual foi instituído em 1994. Desde então,
segundo Piancastelli, a prova vem sendo modificada, mas o nível
de conhecimento exigido não se alterou, apesar de os índices
de aprovação terem diminuído. ''A prova não
ficou difícil, mas sim mais criteriosa e bem-elaborada'', garante.
Para Piancastelli, o fato de os cursos
particulares terem uma porcentagem menor de aprovação,
em relação aos públicos, deve-se mais à formação
prévia, preparo e empenho do próprio acadêmico, que
encontra mais facilidade e menor concorrência para ingressar em
uma faculdade particular. Como as universidades públicas têm
um número maior de candidatos, o vestibular acaba ''filtrando''
melhor a entrada. O que não significa, porém, que não
existam faculdades com qualidade de ensino inferior a outras.
A falta de preparo atinge também
outros níveis. De acordo com o advogado, as vagas para magistratura
e Ministério Público geralmente não são totalmente
preenchidas, apesar do grande número de candidatos.
Vale lembrar que quem faz a faculdade
de Direito não é obrigado a prestar o exame da OAB. ''As
pessoas costumam confundir, achando que o curso de Direito forma só advogados.
Na verdade, ele forma bacharéis em Direito, e, a partir daí,
o profissional vai ter diversas opções de áreas.
A advocacia é apenas uma delas. Só faz o exame da OAB quem
quer exercer a advocacia ou prestar determinados concursos na área
jurídica'', esclarece Piancastelli.
Ele destaca que boa parte dos concursos
não exige o exame, lembrando que há vagas para carreiras
públicas com salários que podem chegar a R$20 mil. Quem
não deseja advogar pode ainda se tornar professor, trabalhar
em órgãos públicos como a Receita Federal ou em
determinadas áreas da carreira jurídica e até em
alguns cargos da diplomacia.
Adriana Ito
Reportagem Local
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 11
de outubro de 2006
Brasil conta com mais de 500 mil
advogados
De acordo com o coordenador regional
do exame da OAB em Londrina, Artur Piancastelli, ao contrário
de muitas críticas, a exigência de uma prova não
pode ser considerada corporativa, nem objetiva criar reserva de
mercado. ''Somos em mais de 500 mil advogados no Brasil. É o
maior número de profissionais em um país que tem
mais de mil faculdades de Direito. Como ser corporativo dessa forma?'',
questiona.
''A prova, inclusive, não visa
ter mais ou menos aprovados'', ressalta Piancastelli, ''a responsabilidade
da OAB é colocar no mercado advogados que estejam preparados para
exercer a profissão''. Para ele, o nível de conhecimento
exigido pela prova é perfeitamente justificável. ''A OAB
tem uma responsabilidade muito grande. A advocacia exige um preparo muito
profundo, já que lida com a liberdade, o patrimônio e a
dignidade das pessoas.''
O formato do exame é o mesmo em
todo o país, mas cada regional estadual da entidade elabora sua
própria prova. Segundo Piancastelli, há um esforço
para que as datas também coincidam, em uma tentativa de incentivar
os concorrentes a prestar o exame em seus locais de origem.
Quem é do Paraná pode
se inscrever em qualquer uma das seis cidades nas quais as provas são
realizadas: Londrina, Maringá, Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel
e Pato Branco. O candidato que tem domicílio civil ou eleitoral
fora do Estado, mas se formou aqui, pode optar por fazer a prova em
uma das duas localidades. Para ser aprovado, é preciso acertar
pelo menos 50% da prova objetiva e 60% da dissertativa. As provas são
realizadas em março, agosto e dezembro. (A.I.)
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GLOBO.COM, 11 de outubro
de 2006 | Economia
Exportação ajuda Indústria
a crescer em quase todo o país
O crescimento das exportações
e a crise na agricultura definiram o desempenho da indústria brasileira
no mês de agosto. O setor cresceu em nove das 14 regiões
pesquisadas pelo IBGE na comparação com julho e em 11 regiões
em relação a 2005.
O destaque positivo foi o desempenho da
indústria no Pará, a única a crescer na casa dos
dois dígitos (19,1%) na comparação com agosto de
2005. O resultado se deve às exportações na indústria
extrativa (principalmente minério de ferro) e de metalurgia (alumínio).
O estado teve crescimento de 0,5% em relação a julho e
de 15,4% no acumulado do ano.
A pior situação foi registrada
no Rio Grande do Sul. Apesar do crescimento de 0,9% em relação
a julho, o estado registrou queda de 2,6% na comparação
com 2005 e queda de 3,5% no acumulado do ano. Os maiores problemas foram
na indústria de máquinas e equipamentos (-18,2% no ano);
calçados e artigos de couro (-7,8%); e refino de petróleo
e produção de álcool (-9,5%).
"Os locais com as maiores altas no
ano foram influenciados pela manutenção do dinamismo dos
produtos tipicamente de exportação. Por outro lado, o Rio
Grande do Sul (-3,5%) assinala a queda mais intensa, refletindo, ainda,
o desempenho desfavorável dos setores agrícola e de calçados",
diz o IBGE.
São Paulo
A indústria paulista – a
maior do País - cresceu 0,5% na comparação com julho
e 4% em relação a agosto de 2005. Nessa última comparação,
os setores que mais cresceram foram material eletrônico e equipamentos
de comunicações (20,2%), máquinas para escritório
e equipamentos de informática (56%) e veículos automotores
(5%).
No ano, a indústria paulista
acumula expansão de 3,7%, acima da média nacional de
2,8%. As maiores influências positivas vieram de veículos
automotores (7,5%), alimentos (5,7%) e máquinas para escritório
e equipamentos de informática (40,8%).
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 11 de outubro de 2006 | Economia
Câmara vota MP do reajuste de
16,67% para aposentados
O principal entrave é provocado pelos
partidos de oposição, que buscam o mesmo reajuste concedido
ao salário mínimo
Pedro Henrique França
SÃO PAULO - O Plenário da
Câmara deve se reunir nesta terça-feira para votar oito
medidas provisórias (MPs) que estão com prazo vencido.
Entre as MPs, está a polêmica 316/06, que corrige os benefícios
pela Previdência Social acima de um salário mínimo.
O reajuste havia perdido a validade depois do fim do prazo de vigência
da MP 291/06, no dia 10 de agosto.
A votação da MP 291/06 na
Câmara não foi concluída por falta de acordo sobre
o índice de reajuste. O principal entrave é provocado pelos
partidos de oposição, que buscam aplicar aos demais benefícios
da Previdência o reajuste de 16,67%, o mesmo concedido ao salário
mínimo.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes
pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse
que esse reajuste "é demagogia pura". "Qualquer
aposentado responsável, sabe que isso é impossível",
completou o candidato petista à reeleição.
Outras MPs em pauta para esta tarde são
a MP 320/06, que altera regras de exploração dos portos,
e as MPs 313/06, 314/06 e 318/06, que abrem créditos extraordinários,
respectivamente, para reparos na infra-estrutura hídrica, recuperação
de rodovias e concessão de crédito estudantil.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 11 de outubro de 2006 | Nacional
Onze MPs podem perder validade antes
do segundo turno
Oito delas tratam de planos de cargos e aumentos
salariais de servidores públicos e pagamento a anistiados
políticos
Denise Madueño
BRASÍLIA - Com o ritmo lento do
Congresso nesse período eleitoral, 11 medidas provisórias
que esperam votação no Senado poderão perder a validade
antes do segundo turno das eleições, caso não sejam
votadas. Das 15 MPs que estão trancando a pauta do Senado, oito
que tratam de planos de cargos e aumentos salariais de servidores públicos
e pagamento a anistiados políticos perderão a validade
no dia 27 de outubro.
Entre essas MPs está a que reajustou
o salário dos militares das Forças Armadas em 10%. Além
delas, também vence no dia 27 deste mês a MP que prevê parcelamento
de débitos com a Receita Federal e INSS, conhecida pela MP do
Refis III.
No dia 31 de outubro, logo após
o segundo turno, perderá a validade a MP que trata do plano de
carreira e de salários da Agência Brasileira de Informações
(Abin). Duas MPs que concedem crédito extraordinário para
a Justiça Eleitoral e órgãos do Executivo perderão
a validade nos dias 17 e no dia 25 de outubro, caso não sejam
votadas até essas datas. O Senado marcou sessão com votação
para esta terça-feira à tarde.
Na Câmara, com a disputa política
acirrada entre governo e oposição, não haverá votações
na sessão desta tarde. Na Casa, cinco MPs trancam a pauta do plenário,
entre elas a que instituiu o pacote fiscal e a que reajustou em 5,01%
as aposentadorias pagas pela Previdência Social.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
11 de outubro de 2006 | Economia
Consumo garante a expansão do
crédito
RIO DE JANEIRO – A expansão
do crédito no Brasil nos últimos anos foi voltada quase
que exclusivamente para o consumo. Segundo a avaliação
do vice-presidente da área de finanças do Banco do Brasil,
Aldo Luiz Mendes, o financiamento à produção e para
investimentos poderá crescer via instrumentos do mercado de capitais
e menos a partir de crédito direto.
Mendes destacou que, nesse ano, a emissão
de debêntures e outros títulos de renda fixa deve superar
R$ 20 bilhões.
Mesmo reconhecendo que boa parte desses
recursos foram captados por empresas de leasing – e acabam indo
para a tesouraria do bancos dar fundos ao crédito ao consumidor – ele
garante que houve crescimento expressivo das debêntures de empresas
do setor produtivo.
Ele projeta ainda que o volume de recursos
abertura de capital ou emissão secundárias de ações
ultrapassará R$ 25 bilhões. “Esse mercado de capitais
supre a ausência de crédito. Pois só há financiamento
de longo prazo disponível do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES)”, afirmou.
Mendes destacou ainda que no crédito
ao consumidor, o grande avanço ocorreu principalmente com financiamento
com desconto em folha. Do Banco do Brasil, segundo ele, o crédito
consignado cresce a um ritmo de 150% ao ano.
O banco tinha um estoque R$ 3,8 bilhões
em financiamento desse tipo, em dezembro de 2005, que chegou a R$ 6 bi,
em junho de 2006, e deverá alcançar R$ 7 bi em outubro.
Mendes afirmou ainda que a próxima onda de crédito deverá ocorrer
no financiamento imobiliário.
“A estrutura das taxas de juros
no Brasil já estão permitindo um alongamento desse crédito.
Os bancos que cresceram no crédito consignado vão crescer
agora no crédito imobiliário”, disse.
Aldo Luiz Mendes participou ontem, na
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Seminário Internacional
Políticas Econômicas e Financiamento para o Desenvolvimento.
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TRIBUNA CATARINENSE, 11 de
outubro de 2006
SC: Acidentes com os trabalhadores
da construção civil entristecem categoria
Hoje em Balneário o número
de construtoras está próximo de 300
Anita Souza - A categoria trabalhista
da construção civil de Balneário Camboriú está entristecida
com os últimos acontecimentos na cidade. Em menos de dois meses,
aconteceram duas mortes em acidentes de trabalho. O mais recente aconteceu
nesta quinta-feira. O pintor de paredes Oziel Rodrigues, de 37 anos,
caiu no fosso do elevador de um prédio em construção.
A queda foi de aproximadamente 28 metros. Ele continua internado e seu
estado de saúde é considerado grave.
A onda de acidentes em obras assusta o
presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon), Auri Antônio Pavoni, que há quatro anos
não registrava uma morte de operário funcionário
de empresas filiadas. “Destes três últimos acidentes,
um dos trabalhadores era filiado à empresa do Sinduscon”,
destacou. O presidente se referiu ao técnico de elevadores Ismael
Xavier da Silva, 24. No dia 20 do mês passado, o rapaz morreu após
também cair no fosso do elevador. O acidente aconteceu no Edifício
Albany, localizado na Avenida Atlântica.
O outro trabalhador que morreu é Vilson
Rodrigues, 31. Ele sofreu múltiplas fraturas após cair
de um elevador equivalente ao oitavo andar. Na ocasião, seu colega
Lúcio José Paetzold, 51, também sofreu a queda,
mas sobreviveu às fraturas. O acidente aconteceu em um prédio
em construção da Rua 3618, no centro da cidade.
O presidente da Siduscon também
comentou que regularmente funcionários como engenheiros, médicos
e fiscais visitam obras das construtoras credenciadas.
“Nossos profissionais dão
treinamentos junto às obras. Isso faz com que os acidentes diminuam
bastante. Tenho como base que nos últimos anos os acidentes diminuíram
bastante. A preocupação do sindicato é esta: evitar
acidentes. Mas, pelo volume de obras que temos na cidade, este número
atual de acidentes é baixo; mas mesmo assim abala a todos. Afinal, é um
trabalhador que morre, é um pai de família que perde sua
vida”, destacou.
Modelo – Pavoni comentou que o Sinduscon
serve de “modelo” para outros sindicatos de todo o Brasil. “Muitos
já copiaram nosso trabalho, isto é muito gratificante”,
festejou o presidente.
Pavoni relatou que são 61 construtoras
filiadas ao Siduscon, num total de 102 também no ramo de prestadores
de serviço. Hoje em Balneário o número de construtoras
está próximo dos 300. “O nosso serviço é gratuito
e contamos com ótimos profissionais”, finalizou o presidente.
A reportagem da Tribuna conversou também
com o engenheiro Emerson Kroenke, que relatou a importância do
Sinduscon. “Damos assessoria e fazemos trabalho de prevenção
em segurança”, disse. O engenheiro destacou que age baseado
em três programas preventivos; o ppra - programa preventivo de
riscos ambientais, o pcmate – programa de condições
de meio ambiente de trabalho da indústria da construção
civil e o pcmso – programa de controle médio, saúde
ocupacional.
“As empresas filiadas ao nosso sindicato
são empresas sérias e idôneas, e seguem à risca
as normas contidas nestes programas”, relatou.
Sobre o acidente ocorrido na última
quinta-feira, Kroenke disse que foi uma “fatalidade”, e que
o sindicato irá acompanhar as investigações realizadas
pela Polícia Civil. “Vamos acompanhar o caso para analisar
o ocorrido, para que algo semelhante não ocorra mais. O que aconteceu
não dá para entender, o por quê de pegar o cavalete
pelo lado de dentro. A atenção dentro de uma obra precisa
ser redobrada. Estamos todos muito chocados”, disse o engenheiro.
De acordo com o boletim médico
do Hospital Santa Inês, onde está internado o pintor Rodrigues,
por volta das 17 horas seu estado de saúde ainda era considerado
grave. O paciente fazia uso de ventilação mecânica
e estava sedado.
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CONSULTOR JURÍDICO,
11 de outubro de 2006
Preço do precatório
Instituto potiguar contesta seqüestro
de verbas
O Instituto de Previdência dos Servidores
do Rio Grande do Norte entrou com Reclamação no Supremo
Tribunal Federal contra o bloqueio de R$ 116 mil de suas contas, determinado
pela 2ª Vara do Trabalho de Natal. O ministro Joaquim Barbosa é o
relator da ação.
A Justiça Trabalhista potiguar
determinou a execução da dívida no prazo de 60 dias,
sob pena de bloqueio, “independentemente de ter havido preterição
ou não da ordem de pagamento”.
De acordo com o Instituto, a decisão
viola julgamentos do Supremo nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade
1.662 e 3.057. São dois os motivos que afrontariam decisões: “incompetência
do magistrado de primeira instância trabalhista para expedir a
requisição de 'pequeno valor' e impossibilidade de determinação
de bloqueio da quantia pelo simples decurso do prazo, determinado pelo
reclamado para pagamento, uma vez que não se tratou de preterição
da ordem de pagamento”.
O instituto alega que o Supremo decidiu
que o seqüestro de verbas públicas para a satisfação
de precatórios, ou requisições de pequeno valor, “só é autorizado
para o caso de preterição do direito de precedência
do credor”.
Liminarmente, o instituto pede para suspender
os efeitos da decisão reclamada, determinando a suspensão
da ordem de bloqueio e seqüestro emitida pela 2ª Vara do Trabalho
de Natal, bem como a proibição de bloqueios futuros em
qualquer conta do estado do Rio Grande do Norte e suas autarquias. E,
se já concretizada a transferência dos valores, requer o
estorno da quantia aos cofres do instituto.
RCL 4.674
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CONSULTOR JURÍDICO,
11 de outubro de 2006
Dinheiro protegido
Restituição do Imposto
de Renda não pode ser penhorada
Restituição do Imposto de
Renda não pode ser penhorada porque nada mais é do que
a devolução do desconto feito indevidamente sobre o dinheiro
do contribuinte. O entendimento é da Seção Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.
Os juízes concederam Mandado de
Segurança para um sócio da Elebra S/A Eletrônica
Brasileira contra a decisão de primeira instância, que determinou
a penhora os recursos de sua conta pessoal para o pagamento de uma dívida
trabalhista da empresa.
No TRT paulista, o empresário alegou
que a penhora recaiu sobre valor depositado como restituição
do IR e que, por ela ter caráter salarial, é impenhorável.
Também classificou como precipitada a penhora, justificando que “a
empresa possui bens suficientes” para garantir o pagamento da dívida.
A juíza Vania Paranhos, relatora
da questão, acolheu os argumentos. Considerou “que a desconsideração
da personalidade jurídica da empresa-executada tenha sido precipitada,
uma vez que, conforme se verifica dos autos, ela decorreu da inexistência
de bens da empresa suficientes à garantia do Juízo”.
Segundo a juíza, “os
valores recebidos a título de devolução do Imposto
de Renda, constantes da conta-corrente de titularidade do impetrante
objeto da constrição, revestem-se de impenhorabilidade,
nos termos do artigo 649, inciso IV, do Código de Processo Civil”.
A decisão da Seção Especializada em Dissídios
Individuais do TRT-SP foi por maioria de votos.
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CONSULTOR JURÍDICO,
11 de outubro de 2006
Pedido impossível
Servidor público não
pode instaurar dissídio coletivo
É juridicamente impossível
servidor público pedir instauração de dissídio
coletivo. O entendimento é da Seção de Dissídios
Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho. O relator do caso, ministro
João Oreste Dalazen, explicou que a Constituição
não conferiu aos servidores públicos o direito de firmar
acordo ou convenção.
O Sindicato dos Funcionários Públicos
Municipais de Tatuí e Região ajuizou dissídio coletivo
de greve, em agosto de 2004, contra o Município de Tatuí (SP),
para obter a declaração de que a greve não foi abusiva,
com condenação ao pagamento em dia dos salários
dos funcionários. Alegou que o município atrasa, desde
outubro de 2003, o pagamento dos salários dos servidores de cargo
em comissão e concursados.
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região
(Campinas, SP) rejeitou as preliminares de ilegitimidade ativa e impossibilidade
jurídica do pedido. No mérito, declarou que a greve foi
legal, não abusiva e determinou o pagamento dos dias parados.
Mas determinou também o imediato retorno dos grevistas ao trabalho,
condicionado ao cumprimento da decisão, e deferiu estabilidade
de 90 dias após o trânsito em julgado da decisão.
O município recorreu ao TST. Apontou
a ilegalidade da greve e a conseqüente legalidade dos descontos
dos dias parados. Por fim, pediu a exclusão da multa.
O ministro Dalazen decidiu pela extinção
do processo, sem exame do mérito, por dois fundamentos: primeiro
por impossibilidade jurídica do pedido, porque é inviável
a instauração de dissídio coletivo em face de ente
público; segundo, por ilegitimidade ativa ad causam, no que toca à declaração
de abusividade da greve.
“No caso dos autos, ainda pontuo
circunstância relevante: ajuizou-se o dissídio coletivo
de greve com pleito de condenação a pagamento de salários
em mora. Contudo, tal postulação desvirtua por completo
a natureza do processo coletivo. Se os servidores não recebem
a devida contraprestação do trabalho, dispõem dos
institutos processuais adequados para exigi-la. Sobretudo porque não
se coaduna com a índole do processo coletivo o pedido exclusivamente
condenatório”, destacou.
RXOF e RODC – 1.467/2004-000-15-00.7
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
11/10/2006
TST libera Carrefour da responsabilidade
por operário de obra
A empreiteira de uma obra é responsável
pelos encargos trabalhistas do operário por ela contratado. Nesse
sentido, decidiu a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao
absolver os Supermercados Carrefour da condenação subsidiária
sofrida com as empresas Elkem Participações Indústria/Comércio
Ltda e Módulo Engenharia.
O relator do recurso no TST, ministro
Lelio Bentes Corrêa, esclareceu que “o contrato de empreitada
entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade
solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas
contraídas pelo empreiteiro”. Segundo ele, a responsabilidade
pelos empregados só seria compartilhada se o dono da obra fosse
uma empresa construtora ou incorporadora, conforme a Orientação
Jurisprudencial nº 191 da SDI-1.
A decisão reformou a tese do Tribunal
Regional do Trabalho da 17ª Região (Espírito Santo),
que havia condenado o Carrefour a responsabilizar-se pelas obrigações
trabalhistas. Inconformado, o Carrefour ingressou com recurso de revista
no TST, alegando que a atividade de supermercados não obtém
lucro com o trabalho realizado pelos operários da construção
civil. “Era notório o fato de que sua loja localizada em
Vitória/ES encontrava-se em fase de reformas, tendo contratado
para a sua execução várias empreiteiras”,
afirmou a defesa da empresa.
O ministro Lelio Bentes ressaltou em sua
decisão que “a relação jurídica, acaso
existente, não configura contrato de prestação de
serviços, pois seu ramo de atividade é o supermercadista,
não auferindo lucro da atividade de construção civil”.
Segundo a Primeira Turma, o TRT/ES aplicou mal a jurisprudência
do TST, ao utilizar a Súmula nº 331.
A súmula trata das relações
jurídicas quando há prestação de serviços
por empresa interposta, o que não ocorreu. No caso, as empresas
não intermediaram mão-de-obra para o Carrefour. Já a
OJ 191 da SDI –1 do TST diz que o contrato de empreitada entre
o dono da obra e o empreiteiro não gera responsabilidade nas obrigações
trabalhistas assumidas pelo empreiteiro, com exceção da
empresa prestadora de serviços com a mesma atividade da tomadora,
o que não foi o caso.
“Evidente o equívoco em que
incorreu o Tribunal Regional, ao dar aplicação ao caso
o verbete sumular que com ele não se compadece, recusando a incidência,
de outro lado, a Orientação Jurisprudencial (191) em tudo
adequada à hipótese”, afirmou o ministro Lélio
Bentes.(RR-893/2003-008-17-00.2)

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