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CFT/PR, 31 de outubro de 2006
Confederação Sindical
Internacional
Nos próximos dias 31 de outubro e 01 a 03 de novembro será fundada
a Confederação Sindical Internacional CSI, originária
da fusão das Centrais Sindicais mundiais Confederação
Internacional das Organizações Sindicais Livres CIOSL
e Confederação Mundial do Trabalho SMT, na cidade de
Viena, Capital da Áustria.
Esta união é fruto de muitos anos de reuniões,
discussões e debates, que concluíram pela necessidade
e conveniência da união dos trabalhadores do mundo. As
duas maiores centrais que se unirão agora no próximo
Congresso fundador representam aproximadamente 150.000.000 trabalhadores
nos continentes europeu, americano, asiático, africano e da
Oceania, sendo 130.000.000 representados pela CIOSL e 25.000.000 pela
CMT. A CIOSL é de tendência social democrata e a CMT,
democracia cristã.
A dinâmica da criação da CSI será a seguinte:
no dia 31 de outubro serão realizados os congressos de per si,
da CMT (que será extinta pela manhã) e da CIOSL (que
será extinta na parte da tarde) e finalmente no dia 01 de novembro
a criação da nova Confederação Sindical
Internacional-CSI.
A iniciativa da CIOSL-CMT gerará mudanças
profundas no sindicalismo de todos os continentes. Por exemplo, em
nível
das Américas, haverá a fusão dos braços
das entidades mencionadas, com a união da ORIT e da CLAT. Como
todos sabem, em nosso continente, a ORIT tem atuação
e visão panamericana, para todas as Américas e a CLAT
tem sua atuação dirigida para a América Latina.
Hoje, a ORIT está sediada em São Paulo – Capital
e a CLAT continua sediada em Caracas – Venezuela. Estas são
informações do Presidente da CONTEC, Lourenço
do Prado que é delegado da CGT no Congresso na Áustria,
juntamente com Serafim Gianocaro, Presidente da Federação
Nacional dos Securitários.
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JORNAL PERNAMBUCO.COM, 31
de outubro de 2006
Pernambuco: Trabalhadores da construção
civil têm negociação
Os trabalhadores da construção
civil, em greve desde a terça-feira da semana passada, fazem uma
passeata esta manhã na Rua da Aurora. De acordo com a direção
do sindicato da categoria, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) marcou
para hoje uma reunião de negociação com a classe
patronal, que até então se recusa a conversar enquanto
durar a paralisação.
O sindicato da categoria calcula
que pelo menos 80% dos 10 mil trabalhadores do ramo cruzaram os braços,
reivindicando 15% de aumento salarial, desconto maior nas refeições
e alojamento para os trabalhadores que não moram na mesma cidade
em que trabalham.
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CONSULTOR JURÍDICO,
31 de outubro de 2006
Neo-sindicalismo
Simpi defende fim da contribuição
sindical obrigatória
O presidente do Sindicado da Micro e Pequena
Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri,
afirmou que vai propor ao presidente reeleito, Luiz Inácio Lula
da Silva, a elaboração de um projeto de lei de reforma
sindical que estimule a representatividade das instituições
e o contrato coletivo de trabalho, com o fim da contribuição
sindical obrigatória.
“Queremos uma reforma que acabe
com os sindicatos de gaveta, que não representam nada nem a ninguém,
servindo apenas de massa de manobra para interesses espúrios”,
afirmou Couri. Ele disse que a reeleição de Lula deve propiciar
um sindicalismo novo, “afastando-se do modelo fascista da Carta
del Lavoro no qual se baseiam até hoje muitos sindicatos brasileiros”.
O Simpi representa cerca de 200 mil micro
e pequenas indústrias paulistas, com menos de cinqüenta empregados
cada, e recebeu o registro sindical do Ministério do Trabalho
em janeiro do ano passado. Joseph Couri sustenta que a entidade é exemplo
de que os sindicatos podem sobreviver sem contribuições
obrigatórias, o que ocorre desde sua fundação. Para
ele, a contribuição sindical leva à acomodação
e à falta de representatividade efetiva.
Couri avalia que o novo mandato de Lula
terá de caminhar em direção das diversas reformas
necessárias ao país, como a sindical, a tributária
e política. “Temos que passar por uma série de reformas,
inclusive uma ampla reforma política; mas se o econômico
não anda, o restante anda muito menos.”
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Agência Senado, 31 de
outubro de 2006
Eleições 2006
José Nery, futuro senador do PSOL: "Só aceito
reforma para aumentar os direitos dos trabalhadores"

O futuro senador José Nery Azevedo (PSOL-PA), que assumirá o
mandato no lugar da senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA), eleita governadora
do Pará, pretende apoiar a reforma política defendida pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, mas avisa: não aceitará nenhuma
tentativa do governo de reduzir direitos dos trabalhadores nas possíveis
reformas trabalhista e sindical.
- Com o meu voto, ninguém vai tirar direitos de trabalhadores. Sóaceito
reforma para aumentar os direitos dos trabalhadores - afirmou, em entrevista à Agência
Senado.
Cearense radicado no estado do Pará há 22
anos, José Nery, 45 anos de idade, é pela terceira vez
vereador na cidade de Abaetetuba (PA), nas proximidades de Belém.
Sindicalista atuante no Pará, integrou em 2002, como primeiro
suplente, a chapa da então candidata ao Senado Ana Júlia
Carepa. Militou no PT desde 1985 mas, no ano passado, decidiu se filiar
ao novo PSOL. Com sua posse, o PSOL continuará com um representante
no Senado, pois a senadora Heloísa Helena (AL) terá seu
mandato encerrado no dia 31 de janeiro próximo.
A reforma política que José Nery
pretende apoiar deve necessariamente prever o financiamento público
de campanhas eleitorais e uma severa fidelidade partidária.
- Tenho algumas reservas quanto ao voto
distrital, mas preciso pensar direito no assunto - disse.
Nos assuntos econômicos, José Nery
tem "algumas divergências" com o governo Luiz Inácio
Lula da Silva. Ele critica pesadamente os juros praticados pelo Banco
Central, por ele definidos como "monstruosos". Concorda "apenas
com a idéia" do superávit primário para pagamento
dos juros da dívida pública federal.
- Mas reservar 4,25% do PIB para pagar
juros é dinheiro demais. Por isso, nunca tem dinheiro suficiente
para investimentos, educação, saúde e gastos sociais
em geral - disse.
José Nery também não
poupa a reforma agrária do presidente Lula, a qual considera "tímida
e longe de alcançar as próprias metas do governo".
Essa timidez, a seu ver, é uma das responsáveis pela violência
no campo.
Como representante de um estado da Amazônia,
o futuro senador concorda "nas linhas gerais" com a política
ambiental da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), especialmente as
reservas extrativistas,mas lamenta que ela tem sido voz vencida dentro
do governo. José Nery critica o projeto de Gestão de Florestas
Públicas, aprovado no ano passado, por entender que ele "pode
levar à privatização de florestas da Amazônia".
José Nery foi membro da equipe
de educadores da ONGFederação de Órgãos
para Assistência Social e Educacional (Fase), atuando na região
de Abaetetuba junto aos trabalhadores rurais, metalúrgicos e
operários da construção civil do complexo de alumínio
Albrás-Alunorte. Atuou também junto aos trabalhadores
de projetos agroindustriais dos municípios de Moju, Tailândia,
Acará e Breu Branco, todos próximos de Belém.
Trabalhou ainda na formação da Central Única dos
Trabalhadores (CUT) da região de Guajarina. Entre 1993 e 1995,
integrou a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Culturais,
Recreativas e de Assistência Social.
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Agência Senado, 31 de
outubro de 2006
Propostas
Serys quer garantir pagamento de correções
do FGTS sobre contas inativas diretamente ao trabalhador

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) apresentou projeto de lei para determinar
que os créditos de correção de contas inativas do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sejam pagos diretamente ao trabalhador
(PLS 153/06). A matéria receberá decisão terminativa na
Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será relatada pelo senador
Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
O projeto altera a Lei 8.036/90, que rege
o FGTS, e acrescenta modificações ao artigo 29-A, segundo
o qual os créditos relativos à correção dos
saldos do FGTS devem ser creditados pelo agente financeiro na respectiva
conta do trabalhador. Serys entende que o pagamento da correção
deve ser feito diretamente ao funcionário. Segundo ela, o depósito
dos recursos em conta prejudica o empregado, uma vez que limita os saques às
condições previstas pela legislação do FGTS.
A proposta também revoga o artigo
29-D da Lei 8.036/90, o qual determina que a penhora em dinheiro, na
execução fundada em título judicial em que se determine
crédito complementar de saldo de conta do FGTS, será feita
mediante depósito dos recursos do fundo em conta vinculada em
nome do interessado. Na justificativa do projeto, Serys alega que a jurisprudência
atual reconhece o direito do trabalhador de receber diretamente os créditos
relativos à correção de contas inativas do FGTS,
sem a necessidade de depósito dos valores em contas vinculadas.
"Os créditos dos trabalhadores,
oriundos do reconhecimento dos expurgos inflacionários de planos
econômicos dos anos 80 e 90, têm sido pagos pela Caixa Econômica
Federal por meio de depósitos em suas contas vinculadas ao FGTS.
No caso de contas inativas do FGTS, em que os trabalhadores tiveram,
em um momento posterior ao que deu origem aos seus atuais créditos,
o direito ao saque de todos os seus recursos, a Caixa faz o depósito
desses créditos em nova conta vinculada, limitando, assim, os
saques às condições previstas na legislação
do FGTS" , explica a autora do projeto na justificativa da matéria.
A Lei 8.036/90 determina que as
contas vinculadas ao FGTS podem ser movimentadas pelo trabalhador nas
seguintes situações: despedida sem justa causa; extinção
total da empresa ou fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos;
aposentadoria concedida pela Previdência Social; falecimento
do titular da conta; pagamento parcial de prestações
decorrentes de financiamento habitacional; ocorrência de neoplasia
maligna no trabalhador ou seus dependentes, entre outros casos.
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Diário Vermelho, 31
de outubro de 2006
Em entrevistas a TVs, Lula reafirma
compromisso com os trabalhadores
Nas primeiras entrevistas concedidas
após sua reeleição, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva reiterou a manutenção da política
econômica, ressalvando que governará "para todos",
mas vai dar atenção especial aos que mais precisam
da ação do governo. "Temos de priorizar os que
mais necessitam para que possam subir para a classe média",
disse Lula numa das quatro entrevistas concedidas a grandes redes
de Tv nesta segunda-feira.
Em entrevistas a TVs, Lula reafirma compromisso
com os trabalhadores
O presidente reeleito Luiz Inácio
Lula da Silva concedeu nesta segunda-feira entrevistas às quatro
grandes redes de TV do país. A decisão de conceder as entrevistas
separadamente e a várias emissoras visa corrigir um erro cometido
em 2002, quando o presidente, assim que foi eleito, deu uma entrevista
esclusiva ao Jornal Nacional, da Rede Globo. Na ocasião, as outras
emissoras reclaram do provilégio dado à Globo.
Desta vez, Lula concedeu entrevistas a
quatro emissoras, separadamente e sempre ao vivo, no Palácio da
Alvorada. Primeiramente, o presidente falou com a entrevistadora Adriana
Araújo, do Jornal da Record. Em seguida, Lula foi entrevistado
pelo jornalista Franklin Martins, do Jornal da Band, da Rede Baneirantes.
Logo depois, foi a vez de William Bonner e Fátima Bernardes, apresentadores
do Jornal Nacional, da Rede Globo, conversarem com o presidente. Por
fim, Lula respondeu perguntas da jornalista Ana Paula Padrão,
do jornal SBT Brasil, do SBT.
Na entrevista à TV Record, Lula
disse que pretende ter "engatilhados" no início do ano
os projetos para que o segundo mandato seja marcado pelo tripé "desenvolvimento,
distribuição de renda e educação de qualidade".
Rejeitando a tese de divisão do País, Lula afirmou que
o Brasil sai da urnas "mais unido do que nunca".
Dizendo que a obrigação
do presidente é governar para todos, Lula afirmou que os segmentos
mais necessitados da sociedade têm que ser priorizados, para que
possam ascender à classe média. O mesmo raciocínio
ele levou para a questão regional. "Nós vamos trabalhar
sabendo que precisamos partilhar pão com todos, mas aqueles Estados
que precisam ser alavancados mais rapidamente nós vamos trabalhar
com prioridade. Isso é muito importante porque na hora que tivermos
Brasil mais igual, teremos menos miséria e mais gente participando
da classe média", afirmou.
Lula afirmou que a relação
política com a oposição precisa ser "civilizada" focada
no interesse do País. "Não existe projeto pessoal
do presidente, os projetos são de interesse do Brasil. Se as pessoas
quiserem fazer críticas ao presidente, que façam, mas votem
os projetos", afirmou, destacando a necessidade de se votar a Lei
Geral das Micro e Pequenas Empresas, o Fundeb e a Reforma Política.
Reforma política
Já na entrevista seguinte, ao Jornal
da Band, Lula afirmou que, embora defenda a reforma política,
não tomará a iniciativa de enviar ao Congresso um projeto
de lei sobre o assunto. "Eu acho que essa coisa tem de ser feita
pelos partidos políticos e não [é] o presidente
da República que vai tomar a iniciativa de enviar um projeto.
Eu quero que os líderes do governo tratem de trabalhar essa reforma
política com os líderes da oposição",
declarou o presidente.
Lula também afirmou que convidará os
governadores eleitos para um almoço na próxima semana e
conversar com todos. "Eu não faço distinção
agora. Uns são aliados, outros são do meu partido e outros
são governadores que têm a mesma responsabilidade que todos",
declarou. "Eu tenho uma relação com Aécio,
Serra, Luiz Henrique, Jaques Wagner. A única pessoa com quem eu
não tenho uma relação mais próxima é a
governadora eleita do Rio Grande do Sul [Yeda Crusius, do PSDB] e merece
ser tratada como todos", disse.
Política econômica
Na entrevista ao Jornal Nacional, Lula
falou principalmente sobre economia. O presidente afirmou que Guido Mantega
continua à frente do Ministério da Fazenda e condenou as
especulações sobre possível troca do ministro. “Convocação
da seleção e escolha do ministério, todo mundo acha
que pode dar palpite. Quem escolhe a seleção é o
técnico quem escolhe o ministério sou eu”, disse.
Lula disse ainda que o novo ministério
será formado levando em consideração “competência
técnica, compromisso político e compromisso programático”.
Lula recusou também a existência de uma “era Palocci”.
Segundo ele, a política econômica sempre foi definida pelo
governo. E defendeu a economia: “Se hoje podemos falar em crescimento é porque
tivemos uma política com controle de inflação e
do superávit primário e política fiscal rígida”.
Lula voltou a afirmar que o segundo mandato
será de desenvolvimento econômico, distribuição
de renda e educação de qualidade. Disse que pretende melhorar
o Bolsa Família e que o programa vai continuar existindo até que
as pessoas possam depender apenas de seu trabalho. “Nós
precisamos exterminar a miséria no País”, afirmou.
Lula pediu também compromisso dos congressistas com projetos do
Executivo. “Não tenho projeto de interesse pessoal, os projetos
são de interesse da nação. Os congressistas terão
que votar porque a proposta interessa ao Brasil”, disse.
O presidente afirmou também que “tem
que haver diferenciação sobre o que é oposição
eleitoral, partidária programática e o que é oposição
aos interesses do País. Não pode atrapalhar o Brasil por
conta de interesses eleitorais”. Lula comentou ainda a situação
do Partido dos Trabalhadores, que saiu fortalecido das urnas, mas com
a imagem abalada pelo incessante denuncismo promovido pela mídia
e pela oposição no decorrer da crise política e
da própria campanha eleitoral. "Quase todos os problemas
que eu tive não foram criados pelo PT, mas por pessoas do PT.
[O partido] precisa mudar. A direção está convencia.
Ele volta fortalecido, como a legenda mais votada em 2006. A direção
precisa refletir essa grandeza. A direção precisa ser mais
representativa, envolver quem tem mais peso político dentro do
partido."
Café amargo com FHC
Na última entrevista da série,
ao SBT Brasil, Lula afirmou que está mais preparado e mais maduro
e que os quatro anos na presidência lhe trouxeram conhecimentos
sobre o papel e a realidade do Brasil que uma universidade certamente
não conseguiria ensinar. Perguntado se ele demitiria funcionários
públicos para poder "enxugar a máquina", Lula
foi categórico. Disse que não vai demitir servidores. "Um
País que tem problema de desemprego não pode demitir funcionários
e, pelo o que conheço, não tem como cortar", disse
Lula, reinterando que muitos ganham pouco e não podem ser "sacrificados",
disse Lula.
O presidente defendeu o uso racional dos
recursos públicos e que "mais do que enxugar a máquina, é preciso
fazer o Brasil crescer". Voltou a defender a política econômica
adotada durante a gestão do ex-ministro Antônio Palocci
e criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quando a jornalista
Ana Paula Padrão comentou com o presidente as declarações
de hoje de FHC, de que não iria ao Planalto para "tomar cafezinho
com o presidente", Lula ironizou dizendo que FHC nunca o convidou
para um cafezinho mas que não vê nenhum problema em receber
o ex-presidente no Planalto. Mas criticou a postura do tucano. "Lamento
profundamente que um ex-presidente apareça na TV como um jovem
estudante contra tudo e todos. O único que tem sabido se comportar é o
Sarney", disse.
Pronunciamento nesta terça
Nesta terça-feira, Lula deve fazer
um pronunciamento sobre a sua vitória nas urnas no domingo e seu
segundo mandato. O pronunciamento deve ser transmitido em rede nacional
de rádio e TV, informaram duas fontes do governo.
" Será uma fala curta, sobre o significado da reeleição
e as possibilidades que se abrem para o país nos próximos quatro
anos", disse uma das fontes. Segundo informações, Lula também
deve conceder uma entrevista coletiva na terça ou na quarta-feira.
O presidente decidiu dirigir-se primeiro
aos eleitores e à sociedade para depois organizar uma agenda de
interlocução com governadores, partidos políticos
e movimentos sociais, como anunciou no domingo, em São Paulo,
na primeira entrevista após as eleições.
Ao deixar para a próxima semana
os contatos institucionais (não está descartada uma reunião
com governadores), Lula procura manter o controle da agenda política
e adiar as pressões em torno dos acordos partidários e
da formação do futuro governo, disseram as fontes.
VEJA AS PRINCIPAIS FRASES DE LULA
NAS ENTREVISTAS DESTA SEGUNDA
"Era Palocci"
"Não teve era Palocci, como
não teve era Mantega. A política econômica é determinada
pelo governo. Hoje, por exemplo, colhemos coisas que plantamos no tempo
do Palocci." ("Jornal da Record")
" O que está acontecendo agora no Brasil começou com Palocci.
Era preciso fazer o que fizemos para ter a garantia de dizer que a economia vai
crescer." ("Jornal da Band")
Guido Mantega
"Quem troca ministro sou eu. Não
sei por que especulam tanto. É problema meu, e eu não tenho
pressa. Guido Mantega fica no ministério e a política econômica
se mantém." ("Jornal da Record")
" Eu ganhei as eleições e eu digo quem será ministro.
O que posso dizer é que Guido será meu ministro até quando
eu quiser. Ele não vai deixar o governo por causa de palpites de uns e
outros." ("Jornal da Band")
" Eu tenho até 1º de janeiro para indicar os novos ministros.
Não pretendo trocar ministros agora, não pretendo fazer grandes
mudanças, agora (...) Eu acho que se especula muito. Convocação
da seleção e ministério no Brasil, todo mundo acha que pode
dar palpite. Quem escolhe jogador é o Dunga e quem escolhe ministros sou
eu." ("Jornal Nacional")
Crescimento econômico
"A inflação está controlada,
portanto o juro tem que baixar. Chegaremos ao final do mandato com juro
de padrão internacional, inflação controlada e economia
crescendo." ("SBT Brasil")
PT
"Quase todos os problemas que eu
tive não foram criados pelo PT, mas por pessoas do PT. [O partido]
precisa mudar. A direção está convencia. Ele volta
fortalecido, como a legenda mais votada em 2006. A direção
precisa refletir essa grandeza. A direção precisa ser mais
representativa, envolver quem tem mais peso político dentro do
partido." ("SBT Brasil")
Reforma Política
Eu acho que essa coisa tem de ser feita
pelos partidos políticos e não [é] o presidente
da República que vai tomar a iniciativa de enviar um projeto.
Eu quero que os líderes do governo tratem de trabalhar essa reforma
política com os líderes da oposição".
("Jornal da Band")
Alianças
"Eu não faço distinção
agora. Uns são aliados, outros são do meu partido e outros
são governadores que têm a mesma responsabilidade que todos.
Eu tenho uma relação com Aécio, Serra, Luiz Henrique,
Jaques Wagner. A única pessoa com quem eu não tenho uma
relação mais próxima é a governadora eleita
do Rio Grande do Sul [Yeda Crusius, do PSDB] e merece ser tratada como
todos." ("Jornal da Band")
" O que é importante é que tem que haver uma diferenciação,
entre oposição eleitoral e oposição partidária,
para evitar atrapalhar o que dá certo no país. Os projetos não
me favorecem um milímetro. Espero que a oposição seja responsavel
para votar esses projetos. Depois pode falar mal de mim, o que não pode é atrapalhar
o Brasil pela disputa eleitoral." ("Jornal Nacional")
" Nós vamos convivendo como se convive no mundo inteiro, como convivem
o Partido Democrata nos Estados Unidos e o Partido Republicano. Isso não é um
problema." ("Jornal Nacional")
" Vou tentar interferir pessoalmente nas discussões [no Congresso].
Um coisa é fazer oposição ao Lula e ao PT. Mas temos que
governar pensando no Brasil. Podem votar bons projetos para o Brasil e depois
falarem mal de mim." ("SBT Brasil")
FHC
"Eu lamento profundamente que
um ex-presidente da República, que deveria ter um pensamento
muito mais positivo com relação ao Brasil, fique instigando
para as coisas não darem certo." ("Jornal Nacional")
" Eu lamento profundamente que um ex-presidente apareça na televisão
como se fosse um jovem estudante de 18 anos contra tudo e todos. Ele deveria
aproveitar a experiência que adquirimos para passar para a sociedade a
tranqüilidade que ela precisa. (...) Acho que [sua postura] está totalmente
equivoca. Ele deveria estar pensando em ajudar a governar esse país. Passou
8 anos na presidência e nunca me chamou para tomar um cafezinho. Antes
de tudo, eu sou um ser humano civilizado. Se não quiser tomar cafezinho
e quiser tomar outra coisa, eu posso oferecer." ("SBT Brasil")
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Folha de São Paulo, 31 de outubro de
2006
Lula desautoriza ministros sobre
o fim da "era Palocci"
Presidente diz que política econômica
era do governo, não do ex-ministro da Fazenda | Em quatro
entrevistas a TVs ontem, ele evitou comentar o destino de Guido
Mantega em 2007, mas disse que ele está mantido até fim
do ano
Ricardo Stuckert/PR

Ao voltar ao Palácio da Alvorada, ontem, o presidente Lula cumprimenta
militantes petistas separados pelo espelho d'água
DA REDAÇÃO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
DA REPORTAGEM LOCAL
O presidente reeleito Luiz Inácio
Lula da Silva desautorizou ontem os ministros que na véspera haviam
decretado o fim da "era Palocci". Em quatro entrevistas concedidas
a emissoras de TV, Lula reforçou que a política econômica
não era do ex-ministro da Fazenda, mas sim do governo, e que a
economia vai crescer com a "mesma seriedade na política fiscal".
Anteontem, Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma
Rousseff (Casa Civil) e Luiz Marinho (Trabalho) deram declarações
sobre a política econômica do primeiro mandato, dizendo
que "o primeiro momento" havia acabado. Tarso afirmou que era
o fim do período de "taxas baixas de crescimento, preocupação
neurótica com a inflação sem pensar em distribuição
de renda". E Marinho: "Palocci já foi".
O presidente foi enfático ontem
ao decretar que a frase de Tarso foi uma "produção
independente", não foi discutida com ele, e que "a política
econômica do nosso governo era determinada pelo governo e, sobretudo,
por mim". "Isso [o que Tarso disse] não quer dizer nada
porque não teve era Palocci, como não tem era Guido Mantega",
afirmou à TV Record. Pouco depois, na Band, disse que a economia "vai
crescer com a mesma seriedade na política fiscal". "Não
era uma decisão do Palocci. Era uma decisão do governo,
do presidente da República."
O presidente também procurou defender
as medidas de Antonio Palocci à frente da pasta, dizendo que "o
que está acontecendo na economia hoje começou a acontecer
quando o Palocci assumiu o ministério". "O que precisamos
entender é que nós estamos colhendo hoje coisas que foram
plantadas no tempo do Palocci. A política econômica está mais
sólida." Palocci comandou a Fazenda de 2003 a março
deste ano, quando deixou o governo sob suspeita de envolvimento na violação
do sigilo do caseiro Francenildo Costa. Sua gestão foi marcada
por uma política de contenção de gastos e juros
altos, o que desagradou a parte do PT e do governo.
Mantega
Ao tentar afastar os rumores da saída
de Guido Mantega, o presidente manteve o suspense sobre a permanência
do atual ministro da Fazenda. Em nenhuma das entrevistas Lula confirmou
Mantega no novo governo. Ele desconversou sobre mudança ministerial. "Eu
não tenho pressa, eu tenho até 1º de janeiro para
indicar o novo ministério e Guido fica no ministério [até lá]",
disse.
E criticou o que chamou de especulações
sobre o tema: "Se especula muito. Convocação da seleção
e ministério, no Brasil, todo mundo acha que pode dar palpite.
Quem escolhe jogador é o Dunga, e quem escolhe ministro sou eu",
afirmou. "O que eu posso dizer é que o Guido é o meu
ministro da Fazenda. Até quando eu quiser. Quando eu não
quiser, ele não será."
Ainda sobre novos ministros, afastou a possibilidade de José Dirceu
voltar ao governo. "O Zé Dirceu é um homem cassado politicamente.
O Zé Dirceu foi cassado por dez anos", afirmou.
Oposição
Na entrevista, Lula atacou o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso que, ontem, sinalizou que ainda era cedo para
a oposição declarar ou não apoio ao segundo mandato. "Lamento
profundamente que um ex-presidente da República, que deveria ter
um pensamento muito mais positivo em relação ao Brasil,
ele viva instigando para que as coisas não dêem certo",
afirmou na Globo. Lula cobrou "responsabilidade" às
oposições no momento de votar projetos tanto na Câmara
como no Senado. "Se nós conseguirmos convencer a oposição
de que (...) precisa gostar do Brasil e votar as coisas que interessam
ao Brasil, será um ganho extraordinário para este país.
Tenho amizade com quase todos eles, eu
vou procurá-los para conversar." E cobrou mudanças
na direção do PT: "A direção do partido
precisa refletir essa grandeza do PT, por isso é que é preciso
ter um encontro extraordinário, mudar a direção,
ser mais representativa e envolver quem tem peso político dentro
do partido para ajudar a deliberar as coisas". (EDUARDO
SCOLESE, MICHELE OLIVEIRA, PEDRO DIAS LEITE E ROGÉRIO PAGNAN)
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ÚLTIMA INSTÂNCIA,
31 de outubro de 2006
OAB pede reforma política urgente
ao presidente reeleito e ao Congresso
O presidente nacional da OAB (Ordem dos
Advogados do Brasil), Roberto Busato, divulgou nota nesta segunda-feira
(30/10) pedindo que o presidente reeleito da República, Luiz Inácio
Lula da Silva e aos membros do Congresso Nacional que serão empossados
em fevereiro, promovam, com urgência, uma profunda reforma política
no país.
“A OAB espera que, já no
início das atividades da nova legislatura, haja manifestação
objetiva do Congresso e do governo nesse sentido. É essa a expectativa
da sociedade civil brasileira”, afirmou Busato, que está em
Salvador para uma sessão plenária do Conselho Federal da
entidade, e para participar da reunião da UIA (União Internacional
dos Advogados).
Segundo Busato, “o troca-troca de
legendas e a exibição explícita de infidelidade
partidária em votações é um espetáculo
moral intolerável, que fragiliza as instituições
políticas e, por extensão, o Estado democrático
de Direito”.
Segue a íntegra da nota a seguir:
“Concluído o segundo turno
das eleições presidenciais, sem que pairem dúvidas
sobre a lisura do resultado, cumpre agora cobrar do candidato vitorioso
compromisso reiteradamente assumido no curso da campanha: o de promover
profunda reforma da legislação política do país,
fonte de distorções e fragilidades de nossa democracia.
Essa a reforma prioritária, que
dará consistência e respeitabilidade às demais, na
medida em que corrige e aprimora a própria instituição
reformadora. A OAB espera que, já no início das atividades
da nova legislatura, haja manifestação objetiva do Congresso
e do governo nesse sentido. É essa a expectativa da sociedade
civil brasileira.
Nenhum regime se sustenta em ambiente
de descrédito sistemático em torno de seus agentes políticos.
E a tanto levou uma legislação precária, que acumula
impropriedades e incongruências e estimula práticas nocivas
aos bons costumes políticos.
Num sistema baseado em partidos políticos, é preciso
rever e aprimorar sua legislação, de modo a efetivamente
comprometer seus filiados à sua doutrina, meta e fundamentos.
O troca-troca de legendas e a exibição explícita
de infidelidade partidária em votações é um
espetáculo moral intolerável, que fragiliza as instituições
políticas e, por extensão, o Estado democrático
de Direito.
Somente uma reforma política consistente
porá fim a essas práticas. Para contribuir objetivamente
com esse processo, a OAB instituiu, em agosto deste ano, no âmbito
de seu Conselho Federal, o Fórum da Cidadania para a Reforma Política,
que já está ouvindo a sociedade civil e agentes políticos
e encaminhará ao Congresso propostas de aprimoramento da legislação.
Com relação ao contencioso
jurídico que envolve o governo reeleito, a OAB confia na lisura
e independência das instituições do Estado – Polícia
Federal, Ministério Público e Judiciário -, incumbidas
de investigar, enquadrar e punir os que delinqüiram.
No momento, cumpre constatar e respeitar
a eloqüência da voz das urnas, parabenizar o presidente reeleito
Luiz Inácio Lula da Silva e conclamá-lo e aos demais eleitos
ao cumprimento dos compromissos assumidos. Situação e Oposição,
sem prejuízo dos respectivos papéis institucionais, têm
agora a missão de promover a conciliação nacional.
À Justiça Eleitoral,
os nossos cumprimentos pela firmeza e transparência com que conduziu
o pleito e pela presteza na apresentação dos resultados”.
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CONSULTOR JURÍDICO,
31 de outubro de 2006
Previsto em convenção
Plano de saúde não pode
ser tirado de demitido, diz TST
Plano de saúde não pode
ser tirado de trabalhador aposentado demitido sem justa causa, se está previsto
na convenção coletiva. O entendimento é da 2ª Turma
do Tribunal Superior do Trabalho. A Turma manteve a decisão do
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do
Sul), que determinou a reinclusão de um ex-empregado da Supergasbrás
Distribuidora de Gás no plano de saúde da empresa.
O empregado se aposentou voluntariamente
depois de cinco anos na Supergasbrás, mas continuou trabalhando
por mais oito meses, até ser demitido sem justa causa. A convenção
coletiva da categoria, vigente à época, garantia aos aposentados
a manutenção do plano de saúde. Por isso, segundo
o TRT gaúcho, ao fazer constar do Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho outro motivo para o desligamento, a empresa prejudicou
o trabalhador.
No TST, a defesa da Supergasbrás
afirmou que o trabalhador só teria direito a permanecer com o
plano de saúde (extensivo a seus dependentes), se tivesse deixado
a empresa ao se aposentar. Como permaneceu no trabalho, perdeu o direito.
O ministro José Simpliciano Fernandes,
relator do processo no TST, rejeitou o argumento. “O que dá origem
ao direito é o fato do trabalhador, no momento da rescisão
contratual, estar aposentado, como ocorrido nos autos. O fato dele ter
permanecido no emprego por mais oito meses, em nada afeta a sua pretensão”,
afirmou.
“Verifica-se que os sindicatos pretenderam,
na verdade, garantir ao trabalhador aposentado e a seus dependentes o
acesso ao plano de saúde, no momento em que mais precisavam de
tal benefício”, concluiu a 2ª Turma.
RR 813.595/2001.1
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JORNAL GAZETA DO POVO, 31 de
outubro de 2006 | Economia
CAMPANHA SALARIAL
Metalúrgicos fazem
greve “canguru”
São Paulo – Os metalúrgicos de Guarulhos ligados à Força
Sindical fizeram ontem paralisação em adesão à chamada “greve
canguru’’. Aprovada na última quarta-feira, a “greve
canguru’’ prevê paralisações dos metalúrgicos
de duas horas a cada dia em uma cidade.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo, o movimento começou na quinta-feira passada,
em São Paulo, com a paralisação, por duas horas,
de cerca de 30 mil trabalhadores de 46 empresas da capital e de Mogi
das Cruzes.
Na sexta-feira, a greve pulou para Osasco, envolvendo cerca de 10 mil trabalhadores
de 23 empresas da região. Depois de Guarulhos, a greve saltará hoje
para São Caetano e Santo André.
A campanha envolve cerca de 700 mil trabalhadores
no estado de São Paulo, com data-base em 1.º de novembro.
De acordo com o sindicato, os empresários ofereceram reajuste
salarial de 3,8% durante as negociações, o que foi recusado
pela categoria.
Os metalúrgicos reivindicam
10% de reajuste salarial, piso único de R$ 800, proibição
da terceirização nas atividades fins, regularização
do trabalho de presidiários, redução da jornada
de trabalho, isenção de tarifas bancárias e plano
de saúde. A categoria também negocia parcerias para realização
de cursos profissionalizantes. Nova assembléia ocorre no dia
6 de novembro para avaliar as paralisações e as negociações.
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JORNAL DO ESTADO, 31 de outubro
de 2006 | Trabalho & Negócios
Responsabilidade social
Ações sociais em indústrias
paranaenses serão mapeadas
observatório de indicadores
realizará pesquisa para conhecer as iniciativas em 2006
Foto: Ilustração: Theo

Observatório de Indicadores realizará pesquisa para conhecer
as iniciativas em 2006
As ações sociais e os projetos de investimento privado realizados
em indústrias paranaenses serão mapeados. O Observatório
Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis), em Curitiba, realizará uma
pesquisa nas cerca de 700 indústrias do Estado com mais de 100 funcionários,
para conhecer as iniciativas de responsabilidade social realizadas e dimensionar
a contribuição da indústria para o desenvolvimento e a
qualidade de vida do Paraná. O Orbis é um programa do Instituto
de Promoção do Desenvolvimento (IPD), apoiado pelo Sistema Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e pelo Serviço
Social da Indústria (Sesi).
O levantamento começará a ser feito a partir de 6 de novembro,
via telefone, e servirá de base ao reposicionamento estratégico
do Serviço Social da Indústria (Sesi-PR) quanto à participação
da classe empresarial no processo de desenvolvimento sustentável do
Estado. De acordo com o diretor executivo do Sesi, José Antônio
Fares, esse trabalho é de fundamental importância para o Sesi
e para as indústrias. “A pesquisa mostrará o impacto dos
investimentos sociais que as indústrias fazem, em parceria com o Sesi,
junto à comunidade. Com essa ação, as indústrias
terão uma idéia mais apurada e precisa do retorno dos seus investimentos
sociais na comunidade. Além de conhecer esse impacto, o trabalho abre
oportunidade para as empresas aprimorarem seus projetos, otimizarem processos
e também equilibrarem as ações internas, voltadas para
seus funcionários, e as externas, direcionadas à comunidade”,
comenta.
De acordo com o secretário geral
do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), Fernando
Rossetti, que ministrou a palestra “Investimento Social Privado”,
na Fiep na semana passada, o grande “boom” do terceiro setor
aconteceu na década de 90 e, em menos de duas décadas cresceu
em números que se ainda não são satisfatórios,
são impactantes. “Pesquisa feita em 2005 mostra que os investimentos
nesta área somam R$ 4,7 bilhões, o que equivale a 5% do
PIB brasileiro”, revela Rossetti.
Outro número que avaliza esse salto é o
destino dos investimentos. De acordo com Rossetti, 87% das empresas brasileiras
desenvolvem e destinam recursos para projetos próprios. Os outros
13%, afirma ele, simplesmente doam o dinheiro e não se envolvem
na formatação dos programas.
Segundo Rossetti, o Censo GIFE 2005,
que pesquisou 85 empresas associadas à entidade, aponta que
a educação é a principal forma de investimento,
com 81% das ações; em segundo, desenvolvimento comunitário,
que recebe 52% dos recursos, e cultura e artes em terceiro, ficando
com 50% do bolo.
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
31 de outubro de 2006
Jovens sofrem mais com desemprego
Ligia Martoni
Foto: Valquir Aureliano/O Estado

Em busca do emprego formal.
Um relatório divulgado ontem pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) revela que o número de jovens desempregados em todo
o mundo aumentou em 14,8% nos últimos dez anos e mostra que pelo menos
um quarto da juventude vive abaixo da linha da pobreza. As conclusões
evidenciadas pelo estudo também são constatadas no Brasil, onde
o desemprego entre os jovens dobrou na última década, alcançando
4,3 milhões de pessoas, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (PNAD) 2005. No Paraná, tendência é semelhante,
uma vez que a retomada do crescimento econômico tem levado empresariado
a optar por mão-de-obra qualificada.
O estudo, que englobou jovens de 15 a 24 anos, mostra que, entre os anos de
1995 e 2005, o número de desempregados passou de 74 a 85 milhões;
mesmo trabalhando, cerca de 300 milhões de pessoas nessa faixa etária
ainda vivem com salário equivalente a menos de US$ 2 diários,
ou seja, abaixo da linha da pobreza. Ainda de acordo com o relatório,
aqueles que vivem em países em desenvolvimento agregam mais desvantagens,
já que representam parcela maior da força de trabalho que nos
países industrializados.
Segundo o diretor adjunto do escritório da OIT no Brasil, José Carlos
Ferreira, a realidade nacional reflete os dados obtidos em âmbito mundial. “O
número de jovens desempregados em todo o país, se calculado de
acordo com a População Economicamente Ativa (PEA), alcança
os 20%, sendo que, contando apenas os desempregados acima de 24 anos, não
chega-se a 6%. Isso mostra que a taxa de desemprego entre os jovens é três
vezes maior que entre os adultos”, explica.
Um dos principais motivos para isso é o baixo nível de escolaridade,
mais evidente quanto mais pobre a região. “Outro fator é que
falta qualificação técnica que responda às necessidades
do mercado”, cita, complementando com o fator social - a baixa renda
da maior parte das famílias brasileiras - cria a necessidade de inserção
no mercado cada vez mais cedo. “O grande desafio é como atenuar
esse ciclo. Com uma taxa de crescimento econômico na casa dos 2%, não
há como gerar emprego para todo mundo; ao mesmo tempo, não basta
haver crescimento, mas este tem de ser qualificado, dando incentivo a setores
que necessitem mais mão-de-obra e trabalhando-se a capacitação.” O
estímulo ao empreendedorismo, aliado a condições adequadas
para desenvolvê-lo, acredita o diretor, também é ferramenta
importante para diminuir esses índices - inclusive os baixos salários,
acarretados pelo grande número de empregos informais executados pelos
jovens brasileiros.
Paraná
Para o delegado regional do Trabalho no Paraná, Geraldo Serathiuk, um
dos motivos que leva o Paraná a se encaixar nos dados do estudo é que,
de meados da década de 90 até os primeiros anos desta, privilegiou-se
o ensino superior privado em detrimento da educação profissional
e da aprendizagem juvenil. “Ao mesmo tempo, houve pouca geração
de emprego e, quando o empresariado voltou a contratar, deu preferência
a quem já tinha melhor qualificação”, explica.
Segundo ele, hoje a educação profissional voltou a ser foco de
investimento e, junto ao sistema S, as políticas de aprendizagem foram
ampliadas - em 2002, por exemplo, o Senai no Paraná formou 700 aprendizes
para a indústria; este ano, deve fechar com 5 mil. “Outro problema é que
os jovens têm entrado cada vez mais cedo no mercado e os mais velhos,
com as baixas aposentadorias, continuam a trabalhar. Essa pressão exige
que as políticas públicas se voltem à melhoria da renda
familiar para retardar o ingresso e de forma que, quando o fizerem, estejam
mais preparados.”
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AGÊNCIA REUTERS, 31 de
outubro de 2006
Brasil e Paraguai vão retomar
diálogo sobre dívida de Itaipu
ASSUNÇÃO (Reuters) - Paraguai
e Brasil retomarão as conversações para renegociar
uma dívida de 19 bilhões de dólares da hidrelétrica
binacional Itaipu, informou nesta segunda-feira o governo de Assunção.
O passivo de Itaipu é com a Eletrobrás e o governo do Paraguai
tem manifestado discordância com os juros da dívida.
O presidente paraguaio, Nicanor Duarte, garantiu que o colega brasileiro, Luiz
Inácio Lula da Silva, comprometeu-se a retomar o diálogo após
as eleições de domingo, quando foi reeleito para mais quatro
anos com 60,8 por cento dos votos.
" As negociações sobre Itaipu ficaram, de certa forma, suspensas
pelo processo eleitoral, e o compromisso é reiniciar o diálogo
e chegar a um acordo sobre o tema depois da votação", disse
Duarte a jornalistas.
Paraguai e Brasil são sócios na hidrelétrica, uma das
mais maiores do mundo, construída na fronteira comum sobre o rio Paraná.
Segundo o governo paraguaio, a entidade que administra a companhia paga um
juro anual de 7 por cento pela dívida, além de uma taxa de 5
por cento, indexada à inflação dos Estados Unidos.
Há alguns meses, Duarte havia declarado que a taxa adicional indexada,
que governos anteriores ao seu aceitaram incorporar, era "imoral" e
representava um "descalabro financeiro" para seu país.
O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, disse, após
uma reunião com Duarte, que os presidentes das duas nações
poderiam celebrar um encontro bilateral durante a Cúpula Ibero-americana,
que acontecerá em Montevidéu entre 4 e 5 de novembro.
O presidente paraguaio, que tenta reformar a Constituição para
concorrer à reeleição em 2008, disse também que
a vitória de Lula era um fato importante para o país e para a
região.
" Foi uma grande vitória. Creio que é um fato importante para
a continuidade (dos processos) que estamos levando adiante no Mercosul e bilateralmente",
declarou.
Paraguai e Brasil são parceiros comerciais no Mercosul, junto com Argentina,
Uruguai e Venezuela.
(Por Daniela Desantis)

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