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DEPACOM, 07
de novembro de 2006
VII Seminário de Segurança e Saúde
no Trabalho em Mato Grosso
Mato
Grosso – Será realizado nos dias 08, 09 e 10 de novembro,
o VII Seminário de Segurança e Saúde no Trabalho no Auditório do SENAI Várzea Grande – Av. Dom Orlando
Chaves, 1536 – Cristo Rei, em Várzea Grande/MT.
O evento está sendo promovido por Entidades
de Trabalhadores e Empregadores, com o apoio da FUNDACENTRO.
O Seminário tem como públicos alvos profissionais da área
de Segurança e Saúde no Trabalho, membros de CIPA, sindicalistas,
empresários, administradores, agricultores, trabalhadores rurais,
estudantes, representantes de entidades públicas e privadas interessadas
na valorização do homem e na humanização
do trabalho.
Ao término do Seminário será conferido
certificado aos participantes.
Incrições e Informações
entrem em contato nos seguintes telefones:
FETIEMT Fone/Fax: (65) 3623-1661
SINTECOMP Fone/Fax: (65) 3622-1757
SINDUSCON Fone/Fax: (65) 3627-3020
STI CONSTRUÇÃO CIVIL Fone/Fax: (65)
3322-1202
CEREST Fone/Fax: (65) 3322-6177 / 3324-0316
SESI ( COORDENAÇÃO DE SST) Fone/Fax:
(65) 3611-1538
Acesse:
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Diário Vermelho, 7
de novembro de 2006
Serra cogita criar novo partido com
oposicionistas do PMDB
O governador eleito de São Paulo, José Serra, cogita liderar
a criação de um novo partido de centro. Em conversas reservadas,
ele avalia que há um "vácuo político" no país
depois do acirramento das divisões internas do PSDB e dos episódios
e campanha midiática negativa que comprometeram o apoio da classe média
ao PT.
Serra diz ter contatos em todos os partidos,
em todos os Estados. Segundo informações do jornal Folha
de S. Paulo, ele já começou a mapear informalmente deputados,
senadores e líderes regionais que possam integrar a nova legenda.
O principal foco seria de lideranças do PMDB que fazem oposição
ao governo Lula. É uma alternativa para um rearranjo partidário
que imagina que terá início a partir das eleições
de 2006 e como saída para o caso de a disputa interna no PSDB
pela candidatura a presidente em 2010 chegar a um nível de racha
extremo.
Serra tem um desejo obsessivo
de ser candidato a presidente e acha que pode não ter forças
para emplacar seu nome como "candidato natural" da legenda,
pois o governador de Minas, Aécio Neves, e o próprio
ex-governador paulista, Geraldo Alckmin, que foi candidato neste
ano, também têm os mesmos planos de se candidatarem à presidência
em 2010.
Serra e Aécio têm conversado e acertado uma espécie de
pacto de boa convivência, mas os próprios tucanos apostam que
Serra e Aécio devem ter posição moderada em relação
a Lula no início do segundo mandato, devendo, porém, tomar caminhos
diferentes até 2010.
Ainda segundo a Folha, o perfil desse partido que Serra pretende criar seria "nacionalista,
mas moderno". Seria uma legenda "desenvolvimentista" que deixaria
claro que não deseja colocar em risco a estabilidade. Defenderia um
Estado ajustado do ponto de vista fiscal, mas ativo e forte nas relações
de indução do crescimento econômico.
Pretencioso, Serra considera que se firmou nacionalmente como "a esquerda
moderna", capaz de assumir um projeto desenvolvimentista para o país,
sem criar a sensação de descontrole das contas públicas
e de leniência com a inflação --ou seja, sem aventuras
e sem assustar o mercado financeiro.
Ele também tem defendido o retorno de um discurso nacionalista, que
o PSDB, comprometido com as idéias do neoliberalismo, nunca assumiu.
Na versão de Serra, o "nacionalismo moderno" não abandonaria
totalmente as teses neoliberais mas as amenizaria. Seria caracterizado por
abertura ao mercado internacional, mas com fortes doses de proteção
ao interesse brasileiro em alguns setores.
Os quadros desse novo partido dos sonhos do futuro governador de São
Paulo viriam de praticamente todas as legendas, desde o próprio PSDB
até o PP gaúcho --que está à direita no espectro
político--, passando por PMDB, PPS, PSB, PDT, PV e sem descartar parlamentares
e ex-parlamentares do PT.
Entre os nomes citados, estão o ex-governador e agora senador eleito
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), os deputados federais Fernando Gabeira (PV-RJ),
Roberto Freire (PPS-PE), Jutahy Magalhães Jr. (PSDB-BA), Eduardo Paes
(PSDB-RJ) e Júlio Delgado (PSB-MG).
Serra não descartaria, também, nomes sem mandato, como o ex-ministro
e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim, cotado para uma pasta
no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na versão de Serra a seus interlocutores, o quadro partidário
está esgotado depois da chegada do PT ao poder e da vitória da
reeleição de Lula, que completariam um ciclo político
no país depois do fim da ditadura militar, em 1985.
Serra quer se preservar como líder do centro anti-Lula, enquanto Aécio
apontaria para uma posição de maior aproximação
e conciliação com o Planalto e com forças políticas
de centro, como o PMDB governista.
A outra ponta peemedebista, de oposição a Lula no primeiro mandato, é também
conhecida como "PMDB serrista". Esse grupo é integrado, por
exemplo, pelo presidente do partido, Michel Temer (SP) --aliás, outro
candidato a se filiar à nova legenda.
Questionado se já havia conversado com o governador eleito de São
Paulo sobre o assunto, Temer desconversou: "Não recebi nenhuma
notícia mais concreta, nem recebi nenhum convite." E afirmou que
existe espaço no cenário político para os partidos atuarem
ou revelarem um discurso desenvolvimentista. "Os partidos precisam tomar
conta desta palavra para trazer benefícios ao País. Mas se os
partidos (atuais) não fizerem isso, acho que há espaço
para a criação de um partido de natureza desenvolvimentista."
Em determinado momento nos próximos quatro anos, mais perto da eleição
de 2010, Serra deverá assumir posição forte como anti-Lula,
explicitando divergências num tom maior do que de Aécio, que aposta
num caminho de conciliação pelo centro do espectro político.
Da redação,
com informações das agências.
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Folha de São Paulo, 7 de novembro de
2006
Lula admite erro em 2002 e prevê mais
poder ao PMDB
Em reunião com ministros, presidente
diz que PT deve perder espaço para aliados
Petista quer conduzir ele mesmo as mudanças,
mas agenda de viagens pode atrapalhar; Thomaz Bastos e Gil têm
saídas quase certas
KENNEDY ALENCAR, PEDRO DIAS LEITE
EDUARDO SCOLESE, DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em reunião com auxiliares sobre
a formação do ministério do segundo mandato, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que não vai "repetir
os erros de 2002". O petista pretende reduzir no primeiro escalão
o espaço que deu ao PT quatro anos atrás e os candidatos
derrotados nas eleições estaduais. Em dezembro de 2002,
19 dos 33 ministros eram filiados ao PT. Dos 19, 8 haviam sido derrotados
nas eleições estaduais. Agora, Lula pretende ampliar o
espaço do PMDB, partido que já tem três pastas. O
presidente deseja também trazer nomes de peso do empresariado,
como Jorge Gerdau.
Participaram da reunião os ministros
Guido Mantega (Fazenda), Márcio Thomaz Bastos (Justiça)
e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e o vice-presidente
José Alencar. Bastos deve oficializar em conversa hoje com Lula
o pedido para deixar o governo. São remotas as chances de ele
reconsiderar. Ele também considera que cumpriu sua tarefa. Quer
dedicar mais tempo à família, que vive em São Paulo,
e retornar à advocacia criminal.
O ministro Gilberto Gil (Cultura) também
já disse a Lula que não gostaria de continuar. Segundo
a Folha apurou, ele argumentou que teria cumprido sua missão e
desejaria voltar à carreira artística. Os ministros Tarso
Genro (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff (Casa
Civil) não participaram da reunião de ontem com Lula. Tarso
está em férias, e Dilma teve um princípio de pneumonia.
Mesmo depois de encerrada a campanha eleitoral e com um novo ministério
para montar, o presidente disse na reunião de ontem que vai continuar
a viajar pelo Brasil, para vistoriar obras de infra-estrutura.
O objetivo é enviar um sinal inequívoco
de que o rumo de seu segundo mandato será o do desenvolvimento.
A intensa agenda de viagens, no entanto, pode prejudicar a intenção
do petista de conduzir ele próprio a montagem do ministério.
Lula marcou para hoje uma reunião com os ministérios dos
Transportes e de Minas e Energia para saber em que estágio estão
os principais projetos do governo. A idéia é que as visitas
comecem em breve, pelas obras de maior importância, como portos
e estradas federais. Depois dessa reunião, o presidente deve chamar
o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente para tratar especificamente
de entraves ao prosseguimento de obras.
Durante todo o primeiro mandato, o petista
reclamou que as duras leis ambientais atrasam seus projetos, apesar de
dizer sempre que elas tinham de ser cumpridas. Em muitos casos, a batalha
por problemas ambientais de fato atrapalha o ritmo das obras, e Lula
quer ver onde é possível chegar a um acordo mais rapidamente,
sem burlar os impedimentos judiciais.
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Folha de São Paulo,
7 de novembro de 2006
CONGRESSO
PMDB quer disputar presidência
da câmara
O PMDB deixou clara ontem sua disposição de lançar um
candidato para presidir a Câmara. "O PMDB entende que tem direito à presidência
da Câmara por ter feito a maior bancada nas eleições",
diz Michel Temer, presidente da legenda. A sigla elegeu 89 deputados, seis
a mais do que o PT. O favorito no partido para disputar o cargo é Geddel
Vieira Lima (BA).
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Folha de São Paulo,
7 de novembro de 2006
RESTITUIÇÃO DO IR
Novo lote sairá nesta semana
com "excluídos" de outubro
DA FOLHA ONLINE
A Receita Federal vai liberar nesta semana
a consulta ao sexto lote deste ano de restituições do Imposto
de Renda das pessoas físicas. O supervisor nacional do IR, Joaquim
Adir, disse que a data mais provável de liberação
da consulta é amanhã, mas se o processamento atrasar a
liberação será feita na quinta-feira.
Ainda não há informação
sobre quantas pessoas serão incluídas no novo lote. Adir
confirmou, no entanto, que o lote vai incluir os 105 mil contribuintes
que chegaram a entrar no lote de outubro mas depois foram "excluídos" pela
Receita. Os 105 mil contribuintes foram incluídos no quinto
lote devido "a uma falha operacional do Serviço Federal
de Processamento de Dados (Serpro), empresa responsável pelo
processamento das declarações", afirmou a Receita
Federal em nota.
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Folha
de São Paulo, 7 de novembro de 2006
Inflação pode triplicar até o
fim do ano
Í ndice da Fipe acumulado até outubro
está em 1,07% e, se reajustes previstos se concretizarem, pode
chegar a 3%
Entre os aumentos de preço que podem causar
pressão, estão os de ônibus, metrô, trem
urbano e integração, todos na faixa de 15%
DA REDAÇÃO
A inflação volta com força
neste final de ano, e a taxa do último bimestre pode ser o dobro
da acumulada de janeiro a outubro. Dados divulgados ontem pela Fipe
(Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) indicam
que a inflação acumulada do ano está em 1,07%
até outubro. Neste mês e no próximo, a taxa pode
atingir 1,9%, se confirmados todos os aumentos previstos para o período.
Paulo Picchetti, coordenador do Índice
de Preços ao Consumidor da Fipe, avisa, no entanto, que "nunca
foi tão arriscado fazer uma projeção como a destes
meses". O economista explica o porquê. Há uma série
de aumentos anunciados para este final de ano, mas que podem não
se concretizar. Se não se concretizarem, a taxa acumulada da
inflação de janeiro a dezembro ficaria em apenas 1,6%,
a menor desde a deflação de 1,8% de 1998. No início
do ano, as estimativas indicavam 2,5%.
Entre os reajustes previstos para este
final de ano, Picchetti coloca como os de maior pressão os de ônibus,
metrô, trem urbano e integração, todos na faixa
de 15%. Se concretizados, vão gerar inflação de
0,76% nos 30 dias após o reajuste. Outro aumento que pode ocorrer,
segundo Picchetti, é o de cigarro, que já subiu em praticamente
todas as grandes cidades, mas não em São Paulo. Se na
capital paulista for mantida a média de 9% de reajuste praticado
nas demais capitais, a inflação gerada será de
0,13%.
O setor de pães e de biscoitos
também anunciou reajustes de 10%. Conforme cálculos da
Folha, se os aumentos forem confirmados para o consumidor, a inflação
gerada será de 0,30%. A pressão desses possíveis
reajustes, somada à inflação corrente mensal,
próxima de 0,30% ao mês, poderia gerar 1,9% neste último
bimestre. Nesse caso, a inflação ficaria entre 2% e 3%
no ano.
Mas essa pressão inflacionária é passageira
e não preocupa, diz Picchetti. "Tudo é choque de
oferta e não muda a dinâmica da inflação
[que é de perda de ritmo]". A própria pesquisa do
boletim Focus, do Banco Central, acaba de apontar taxa menor para 2007,
afirma ele. "O cenário ainda é extremamente favorável."
Outubro
A taxa de inflação de
outubro surpreendeu e foi a 0,39%. As previsões iniciais da
Fipe eram de 0,20% para o período, reajustadas no meio do mês
para 0,30%. Habitação -devido ao reajustes de água
e esgoto- e alimentação pressionaram. No setor de alimentos,
as maiores altas foram de carnes, o que já era previsto. A surpresa
veio por conta de verduras. Com o aumento de preços nas granjas,
a carne de frango de ficou 14% mais cara para os consumidores no mês
passado; a de boi subiu 4,5%, e a suína, 1,5%.
A pressão das carnes não
deve continuar neste mês. O preço pago aos produtores
desses produtos está em queda. Mas o item alimentação
deve continuar pressionando a inflação. O arroz, na entressafra,
está em alta. A redução na oferta de feijão
faz o produto subir, e o trigo registra preço maior no mercado
externo. A demanda mundial por milho também aumenta, elevando
os preços do produto, que, por sua vez, puxa os da soja. (MAURO
ZAFALON)
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 07 de novembro de 2006 | Economia
Emprego na indústria acompanha
crescimento das vendas
Em oito dos nove meses de 2006, até setembro, o emprego na indústria
cresceu. As horas trabalhadas na produção também apontaram
para recuperação do setor
Renata Veríssimo
BRASÍLIA - O mercado de trabalho na indústria acompanhou
o crescimento das vendas do setor no terceiro trimestre do ano. O emprego
industrial apresentou um aumento de 0,72% no terceiro trimestre, ante
o segundo trimestre de 2006, descontando os efeitos sazonais - específicos
de determinadas épocas do ano. De acordo com o economista da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Paulo Mol, o indicador é a
grande surpresa, porque demonstrou crescimento em oito dos nove primeiros
meses de 2006. "O emprego industrial vem se expandindo a uma taxa
média de 0,9% ao trimestre, ritmo que se aproxima de períodos
de forte crescimento econômico", avaliou.
As horas trabalhadas na produção também apontaram
para uma recuperação do setor. O crescimento deste indicador
- que sinaliza o ritmo da produção industrial - foi de
1,51% em relação ao segundo trimestre deste ano. No segundo
trimestre já havia ocorrido um crescimento de 1,83%, na comparação
com o primeiro trimestre, após três trimestres de queda
consecutiva.
O importante, na opinião do economista, é que o indicador
de horas trabalhadas tem crescido sem pressionar o uso da capacidade
instalada da indústria de transformação. Ou seja,
ainda há espaço para o aumento da produção
industrial sem que haja pressão sobre os custos da indústria
Em termos dessazonalizados, a utilização da capacidade
instalada ficou em 81,8% no terceiro trimestre, mostrando estabilidade
em relação aos trimestres anteriores. No primeiro e no
segundo trimestres deste ano, a utilização da capacidade
instalada ficou em 81,6%.
Crescimento heterogêneo
Segundo Mol, o crescimento dos indicadores industriais
não é uma
radiografia da indústria como um todo. Ele explicou que o crescimento é muito
heterogêneo. Enquanto vários setores têm apresentado
crescimento, outros vem registrando queda nos indicadores. "O indicador
médio esconde essa heterogeneidade da indústria brasileira",
ressaltou.
O gerente-executivo da área de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca,
disse que os setores afetados pelo câmbio valorizado enfrentam
problema de competitividade, além do fato do crescimento ainda
não ter alcançado as pequenas e médias empresas.
Ele, no entanto, estima que a indústria continuará crescendo
no quarto trimestre deste ano.
Mol alertou que a continuidade do crescimento econômico do País,
sem pressão inflacionária, depende de um investimento mais
forte por parte do setor privado."Se não, corremos o risco
de passar mais uma década de crescimento pífio", afirmou
Fonseca.
O economista Paulo Mol disse que um levantamento
feito por ele mostra que de 1996 a 2005 o Brasil teve um crescimento
médio de 2,2%
ao ano e o PIB per capta cresceu apenas 0,7%, nos últimos 10 anos. "Se
continuarmos nesse ritmo, o Brasil vai demorar 100 anos para conseguir
dobrar a sua renda per capta e atingir níveis como os de hoje
da Coréia e de Portugal.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 07 de novembro de 2006 | Economia
Feira de construção em
Dubai gera US$ 19 mi para o Brasil
O valor é resultado de mais de 1.200
reuniões entre empresários brasileiros e compradores
estrangeiros que estiveram no evento, que terminou no último
dia 1º
Pedro Henrique França
SÃO PAULO - A feira de construção
civil dos Emirados Árabes, que aconteceu de 28 de outubro a 1º de
novembro em Dubai, no Oriente Médio, gerou para o Brasil US$ 19
milhões em negócios. O valor é o resultado de mais
de 1.200 reuniões entre empresários brasileiros e compradores
estrangeiros que estiveram no evento.
No total, 30 empresas brasileiras do ramo
de construção civil - dos setores de rochas, cerâmicas
para revestimento e aparelhos de refrigeração - estiveram
na feira, que tem o nome de Big Five.
Como forma de acentuar o potencial do
mercado brasileiro, foram utilizadas estratégias de marketing
para introduzir o Brasil como uma "nova alternativa" de compra.
Outdoors e anúncios de produtos nacionais circularam em Dubai
para auxiliar na divulgação.
Durante os cinco dias da feira,
58 países estiveram presentes como compradores. A ida das empresas
brasileiras ao evento contou com o apoio da Agência de Promoção
de Exportações e Investimentos (APEX)Brasil, da Câmara
de Comércio Árabe-Brasileira e de outras entidades do
setor de construção civil.
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CONSULTOR JURÍDICO,
07 de novembro de 2006
Liberdade de filiação
Contribuição assistencial
ou federativa é facultativa
por Fernando Porfírio
A contribuição assistencial
ou federativa é facultativa. Somente pode ser cobrada se houver
expressa autorização dos trabalhadores filiados ao sindicato.
A imposição da cobrança, pela entidade, viola as
garantias constitucionais da liberdade de filiação e de
associação. E, nesse caso, é devida aos contribuintes
a restituição dos valores recolhidos, com juros e correção
monetária.
Com esse fundamento, a Justiça
decretou a penhora de um dos imóveis do Sindicato dos Bancários
de São Paulo. O imóvel, com mais de mil metros quadrados
de área, ocupa um andar inteiro do edifício Matinelli,
na rua São Bento (região central paulista). O motivo da
penhora foi o não pagamento de multa de R$ 312 mil. A determinação
foi dada pelo juiz da 17ª Vara Cível Central da Capital.
Em ação civil pública,
o sindicato foi condenado a restituir a contribuição assistencial
cobrada de trabalhadores não sindicalizados. O sindicato diz representar
cerca de 100 mil bancários, dos quais 40 mil não são
associados.
A multa
O valor é referente apenas a execução
da multa, de um período de 208 dias – 13 de maio do ano
passado a 6 de dezembro de 2005, sem levar em conta o valor da dívida
com os trabalhadores a ser apurada em execução.
Ainda com o pagamento de multa, em outra
ação de execução a ser proposta, o sindicato
deverá ser intimado a retirar de seus cofres mais cerca de R$
547 mil correspondentes ao período de dezembro do ano passado
até hoje.
A multa fixada no valor diário
de R$ 1,5 mil foi estabelecida em sentença transitada em julgado,
onde a entidade é obrigada a devolver contribuição
sindical cobrada, desde 1991, de trabalhadores não filiados.
A sentença transitou em julgado
e o Ministério Público entrou com ação de
execução. O sindicato tinha prazo de 30 dias para intimar
os trabalhadores e mais 45 dias para devolver o dinheiro, sob pena de
multa diária. O prazo terminou e a entidade não cumpriu
a decisão.
Defesa
Quando entrou com recurso contra a sentença,
o sindicato argumentou que a competência para julgar ação
ou acordos coletivos de trabalho seria da Justiça do Trabalho
e não da Justiça Comum. A entidade acrescentou que a lei
dá ao sindicato o poder de impor contribuições a
todos.
A Justiça entendeu de forma contrária.
O TJ paulista decidiu que compete à Justiça Comum processar
e julgar ações relativas à contribuição
sindical, decisão confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça
(STJ).
Para a Justiça, o desconto depende
de consentimento explícito do empregado. “Obrigar os não
associados a recolher determinada percentagem de seus salários,
a título de contribuição assistencial, equivale
a renegar os princípios da liberdade de filiação
a sindicato e da liberdade de associação”, afirmou
a relatora do recurso, desembargadora Zélia Maria Antunes Alves.
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CONSULTOR JURÍDICO,
07 de novembro de 2006
Conflito de trabalho
Justiça estadual julga ação
sobre vínculo estatutário
Compete à Justiça estadual
processar e julgar ação de servidor estadual decorrente
de direitos e vantagens estatutárias no exercício de cargo
em comissão. A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça
reforçou esse entendimento, fixado pela Súmula 218, ao
julgar conflito de competência suscitado pela Vara do Trabalho
de Barreiras, na Bahia.
No julgamento, a ministra Maria Thereza
de Assis Moura, relatora, declarou que a Vara da Fazenda Pública
de Barreiras (BA) é competente para processar e julgar a reclamação
trabalhista proposta por Eduardo Luiz D’Andrea Espinheira. Ele
propôs a reclamação contra o município de
Barreiras para pedir o pagamento de verbas rescisórias, decorrentes
de cargo comissionado, que não foram pagas. Espinheira foi nomeado
para exercer cargo em comissão na prefeitura e estava sujeito às
regras do regime jurídico dos servidores locais.
A Vara do Trabalho de Barreiras suscitou
o conflito de competência com o argumento de que não cabe à Justiça
do Trabalho julgar esse tipo de reclamação. De acordo com
a liminar citada, cabe à Justiça comum dirimir conflitos
trabalhistas de servidores estatutários e celetistas.
A Vara da Fazenda Pública de Barreiras
declarou-se incompetente para julgar a questão, com base na Emenda
Constitucional 45 ao artigo 114 da Constituição Federal.
O dispositivo estabelece que qualquer litígio de caráter
trabalhista é de competência da Justiça especializada.
Ao decidir, a ministra verificou que o
vínculo estabelecido entre o poder público e o funcionário
era estatutário. Assim, mesmo em face da alteração
no texto do artigo 114 da Constituição Federal, pela EC
45, persiste a orientação firmada pelo STJ na Súmula
218: cabe à Justiça estadual julgar relação
de trabalho entre servidores e o poder público.
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CONSULTOR JURÍDICO,
07 de novembro de 2006
Custo da mão-de-obra
Terceirização e Direito
do Trabalho ainda precisam se acertar
por Maria Carolina La Motta Araújo
Aniz
O tema sempre recorrente da terceirização
de serviços, especialmente em pequenas e médias empresas,
e o direito do trabalho vem sendo debatido novamente, considerando-se,
inclusive, as recentes discussões sobre o baixo crescimento da
economia e as próximas eleições.
A reforma da legislação
trabalhista é sempre assunto espinhoso em discussões políticas,
sobretudo considerando-se o passado sindical do atual presidente da República
e seus compromissos morais com os direitos dos trabalhadores. É compreensível
que ele encontre dificuldades na discussão desses direitos no
Brasil — tarefa sempre árdua —, mas não podemos
ignorar a discussão nem tampouco seus efeitos nos atuais índices
de desemprego.
O setor produtivo brasileiro, em especial
o de serviços e desenvolvimento tecnológico, encontra no
custo trabalhista e na permanente contingência — representada
pelas incontáveis ações trabalhistas atualmente
em curso perante a Justiça Trabalhista — grande entrave
para seu crescimento.
Empresas que têm grande necessidade
de mão-de-obra para desenvolvimento e customização
de aplicações nem sempre conseguem arcar com os custos
da contratação pela CLT, apelando para a contratação
sem registro, em desacordo com as leis vigentes no país.
Nesse cenário, a terceirização
de serviços mostra-se como alternativa para pequenas e médias
empresas, que não têm a intenção de empregar
mão-de-obra de forma irregular nem tampouco de lesar seus funcionários.
Mas apesar de ser a melhor alternativa
do ponto de vista financeiro e comercial, a terceirização
de serviços esbarra na legislação vigente. Conforme
disposto nas Súmulas 256 e 331 do Tribunal Superior do Trabalho,
a contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal,
formando-se o vínculo empregatício diretamente entre o
tomador do serviço e o trabalhador.
Neste caso, só é permitida
a terceirização ou contratação de trabalhador
por empresa interposta, com redação da própria Súmula
331 em caso de serviços de vigilância e conservação
e limpeza, bem como nos casos de serviços que estejam ligados à atividade
meio da empresa, desde que a pessoalidade e a subordinação
direta seja inexistente.
É justamente na última parte
do disposto na Súmula 331, com relação às
atividades meio, que tem sido aberta a possibilidade para pequenas e
médias empresas de terceirizar seus serviços administrativos,
financeiros, de contabilidade e de recursos humanos. Porém, mesmo
com relação a tais serviços, as empresas têm
sofrido fiscalizações por parte da Delegacia Regional do
Trabalho, no intuito de coibir a terceirização de serviços,
exceto os de vigilância e conservação e limpeza,
a chamada terceirização clássica.
Considerando-se as recentes fiscalizações,
alguns sindicatos patronais e de empregados têm feito esforços
para encerrar um longo ciclo de terceirizações, oferecendo às
empresas a possibilidade de uma anistia com relação aos
atos passados, ficando tais empresas protegidas contra eventuais fiscalizações
e autuações.
Nesse sentido, o Sindicado dos Trabalhadores
em Processamento de Dados (SINDPD) e o Sindicado das Empresas de Processamento
de Dados (Seprosp) do estado de São Paulo firmaram acordo coletivo
para formalização dos profissionais prestadores de serviços,
com anuência da Delegacia Regional do Trabalho e Emprego. Tal acordo
visa a formalizar (i) todos os profissionais prestadores de serviços
nas áreas administrativas e (ii) todos os profissionais prestadores
de serviços nas áreas técnicas e/ou operacionais
que emitam notas ficais de até R$ 5 mil.
O acordo denota justamente a situação
descrita acima, deixando claro o alto grau de informalidade existente
em empresas de pequeno e médio porte (aqui representadas pelas
empresas ligadas à área de informática) com a terceirização
de serviços administrativos. Estes podem ser considerados como
atividades meio da empresa, e ainda assim são também desaconselhados
pelos órgãos de classe e sujeitos a fiscalizações,
bem como o esforço pela formalização.
Infelizmente, como se tem visto em casos
semelhantes, as empresas vêm se regularizando com receio de eventuais
fiscalizações e crescimento de contingências trabalhistas,
o que muitas vezes tem custado inúmeros empregos, pois o custo
com empregados contratados pelo regime da CLT é crescente. Muitas
vezes, os acordos coletivos não são observados pela DRT,
que autua as empresas, ainda que as mesmas estejam regularizando seus
funcionários observando os termos do acordo.
Não há solução
simples para a questão trabalhista no Brasil. Os custos com a
contratação de funcionários pelo regime da CLT inibem
tal contratação por pequenas e médias empresas,
que optam pelo regime da terceirização como opção
mais interessante para ambas as partes. Esperemos que a questão
seja abordada no próximo governo com a merecida atenção
e consideração para ambos os lados envolvidos.
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CONSULTOR JURÍDICO,
07 de novembro de 2006
Escola de julgamento
Escola de juízes do trabalho
forma a primeira turma
por Maria Fernanda Erdelyi
Depois de um mês com oito horas
de atividades diárias, 72 juízes do trabalho substitutos,
de sete regiões diferentes do país, concluíram o
primeiro curso de formação inicial da Escola Nacional de
Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho
(Enamat). Esta foi a primeira turma da escola.
O diretor da escola, ministro do Tribunal
Superior do Trabalho Ives Gandra Martins Filho, avalia que a partir de
agora todos os novos juízes do país terão uma formação
mais uniforme, nacional, com aprofundamento teórico e vivência
prática da atividade. Técnicas de conciliação
e visitas aos conselhos e tribunais superiores foram algumas das atividades
desenvolvidas pelos alunos.
A Enamat foi criada por determinação
da Emenda Constitucional 45 (Reforma do Judiciário). A partir
de sua instalação, no início deste ano, todos os
juízes aprovados em concursos públicos deverão passar
pela escola antes de começar a julgar. O próximo curso
deverá ter início em fevereiro de 2007. A previsão
do diretor da escola é de 120 alunos por semestre.
O curso, que é financiado pelo
TST, tem entre seus professores o ministro Gilmar Ferreira Mendes, do
Supremo Tribunal Federal e os ministros do TST Milton de Moura França,
Ives Gandra da Silva Martins Filho, Antônio José de Barros
Levenhagen e Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, entre outros.
Entre as disciplinas estudadas estão
a Deontologia Jurídica — estudo dos aspectos éticos
que envolvem a atividade judicante, a postura do magistrado e os fundamentos
jusfilosóficos da ordem jurídica; a Lógica Jurídica — estudo
do procedimento lógico-jurídico para tomada de decisão,
em suas várias vertentes (lógica formal, tópica,
dialética, retórica e filosofia da linguagem); o Sistema
Judiciário; a Administração Judiciária; Técnica
de Juízo Conciliatório, além de Psicologia e Comunicação.
A Enamat já tem um site que disponibiliza
outras informações sobre o curso, os professores e as atividades
desenvolvidas pelos alunos do primeiro curso.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 07 de
novembro de 2006 | Paraná
EMPREGO-Redução no número
de trabalhadores feridos e mortos garantiu economia de R$ 2 milhões
Paraná tem queda de
14% no total de acidentes de trabalho
O número de acidentes de trabalho caiu neste ano no mercado formal do
Paraná. Indicadores da Previdência Social mostram que foram emitidos
14% menos auxílios-acidente aos trabalhadores. Enquanto entre janeiro
e outubro do ano passado 73.548 benefícios foram concedidos, em 2006,
no mesmo período, houve 62.934 concessões. O volume de trabalhadores
mortos no local de trabalho também apresentou queda. Nos primeiros 10
meses deste ano houve 63 mortes, enquanto que no mesmo período do ano
anterior, 71 pessoas perderam a vida enquanto trabalhavam.
A gerência regional do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) de Curitiba, que tem o maior volume
de casos, teve 26.250 benefícios emitidos a trabalhadores no ano
passado, contra 24.640 no mesmo período analisado em 2006. Na
gerência de Cascavel, a queda foi de pouco mais de 3 mil benefícios
desde o ano passado. Na gerência de Ponta Grossa, que responde
por 74 municípios, nos primeiros 10 meses deste ano, a emissão
de auxílio-acidente ficou em 10.329 casos. No mesmo período
do ano passado, esse número foi de 13.223.
A queda no total de acidentes representa redução de gastos. Dentro
do período analisado, em 2005, a Previdência pagou R$ 46.698.054,61
aos trabalhadores afastados. Neste ano, a economia já chega a R$ 2 milhões.
Na avaliação do delegado
regional do Trabalho do Paraná, Geraldo Serathiuk, há três
fatores principais para a queda. “O primeiro fator é a retomada
do crescimento econômico, ou seja, as empresas investem mais em
planos de prevenção de acidentes de trabalho do que em
período de recessão. O segundo ponto é que os órgãos
ligados ao setor produtivo, como o Senac e o Senai, estão mais
integrados em treinamentos na área da saúde do trabalhador.
O terceiro é que as empresas estão exportando mais e o
mercado internacional exige essa postura, de indústrias mais preocupadas
com a segurança do trabalhador”, aponta o delegado.
Para o vice-presidente da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Álvaro
Scheffer, o tema prevenção já faz parte da rotina
das empresas. Scheffer aponta que a queda na contratação
de novos funcionários favoreceu a segurança nas indústrias. “O
setor contratou pouco nesse ano e por isso temos trabalhadores antigos
que já vêm de um processo contínuo de treinamento
de prevenção a acidentes de trabalho”, observou,
considerando ainda que os dispositivos dos maquinários estão
mais seguros. O empresário discorda que essa nova postura seja
uma exigência do mercado. “As empresas estão reduzindo
os acidentes de trabalho não por uma exigência do mercado,
mas por uma questão de conscientização. Ninguém
gosta de ver um amigo ou um funcionário ferido no trabalho”,
argumenta.
Os indicadores da redução
referem-se apenas ao mercado formal. O engenheiro de segurança
da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Luiz Carlos Lavalle
Filho, lamenta que existam trabalhadores do mercado informal, como
o da construção civil, acidentados sem que haja registros
estatísticos. O engenheiro defende que as pequenas empresas
precisam se incluir na política de prevenção.
Maria Gizele da Silva

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JORNAL GAZETA DO POVO, 07 de
novembro de 2006 | Paraná
ECONOMIA
Impacto é de U$ 2 bi por ano
Os acidentes de trabalho provocam impacto financeiro de US$ 20 bilhões
anuais no Brasil e de US$ 2 bilhões no Paraná. As informações,
do delegado regional do Trabalho do Paraná, Geraldo Serathiuk, mostram
ainda que para cada R$ 1 investido em segurança do trabalho nas empresas,
gera-se uma economia de R$ 5.
Apesar da economia que pode ser gerada
e, principalmente, dos danos aos trabalhadores que podem ser evitados,
muitas empresas ainda resistem aos programas de segurança do trabalho.
No Paraná, segundo informações da Delegacia Regional
do Trabalho, entre as 14 mil empresas que têm mais de 20 funcionários,
somente 7 mil têm Comissão Interna de Prevenção
de Acidentes de Trabalho (Cipa).
Desde 1990, o Ministério
Público do Paraná tem a promotoria especializada em casos
referentes a acidentes de trabalho. Há em andamento 594 ações
judiciais. A promotora Elaine Sanches explica que a atuação
se dá na fiscalização sobre o cumprimento de normas
de segurança e na apuração de eventuais irregularidades
cometidas por empregadores. No ano passado, por exemplo, 88 ações
indenizatórias e execuções foram propostas pela
promotoria. (MGS)
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JORNAL GAZETA DO POVO, 07 de
novembro de 2006 | Brasil
CONGRESSO
Câmara vota hoje a MP do reajuste
dos aposentados
Passada a eleição, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula
da Silva terá a oportunidade de fazer o primeiro teste da base de apoio
na Câmara com a votação da medida provisória (MP)
que reajusta em 5,01% as aposentadorias acima de um salário mínimo
pagas pela Previdência Social. O PFL insistirá em tentar aprovar
um índice maior, 16,67%. A MP dos Aposentados é o terceiro item
da pauta da sessão de hoje do plenário da Casa.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 07
de novembro de 2006
200 milhões de americanos vão às
urnas
Hoje, eleitores irão às urnas
para renovar toda a Câmara dos Representantes (deputados),
um terço do Senado e 36 governadores nos EUA
São Paulo - Pesquisa divulgada
pelo Pew Research Center ontem mostra que a diferença entre
as intenções de voto nas eleições americanas
de hoje é de apenas quatro pontos percentuais (47% para democratas
e 43% para republicanos). Há duas semanas, a vantagem democrata
era de 11 pontos percentuais: 50% contra 39%.
O resultado da nova pesquisa pode ou não
ter sofrido influência da decisão judicial que condenou
o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein à forca, no último
domingo, mas a notícia é animadora para os republicanos,
partido do presidente George W. Bush - que vem sendo duramente criticado
por sua estratégia de condução da Guerra do Iraque.
Entre os eleitores registrados, que devem
mesmo comparecer às urnas, a diferença é de oito
pontos percentuais - 48% preferem democratas e 40% republicanos. Nos
EUA, o voto não é obrigatório.
A diminuição da diferença
entre os dois partidos lança dúvidas sobre as previsões
de que o Partido Democrata receberá votos suficientes para reconquistar
o controle da Câmara dos Representantes (deputados). A pesquisa
foi feita com 2.912 possíveis eleitores, entre os dias 1º e
4 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais,
para mais ou para menos.
Bush e Saddam- O anúncio do veredicto
de Saddam Hussein (condenado à forca) foi feito dois dias antes
das eleições americanas, mas Bush negou relação
entre as datas. Segundo a Casa Branca, a data do veredicto foi escolhida
por processos da própria corte iraquiana que julgou o ex-ditador.
Ainda assim, após a condenação,
declarações de Bush soaram diretamente voltadas para eleitores
republicanos, ao tocar na questão da segurança nacional.
Segundo reportagem publicada ontem pelo jornal ''The New York Times''
(NYT), Bush se aproveitou rapidamente do anúncio para reforçar
sua estratégia central de tentar convencer eleitores republicanos
a participarem da votação.
Apesar de negarem a relação
entre as datas do julgamento e as eleições, candidatos
republicanos também sugeriram que a decisão de domingo
(a condenação de Saddam) pode se converter em benefícios
políticos nas urnas. Um alto oficial do Partido Republicano, que
pediu anonimato, disse que a condenação iria revigorar
os eleitores republicanos que estavam desanimados com o Iraque.
Já os democratas, apesar de também
comemorarem a condenação de Saddam, tentaram minimizar
a impressão do veredicto e seu suposto efeito de gerar estabilidade
ao Iraque.
Para o senador democrata Charles E. Schumer,
de Nova York, um dos principais agentes da tentativa da oposição
de reconquistar o controle do Senado, ''as pessoas estão preocupadas
com o futuro do Iraque, não com seu passado''.
Hoje, cerca de 200 milhões
de eleitores nos EUA irão às urnas para renovar toda
a Câmara dos Representantes (deputados), um terço do Senado
e 36 governadores dos 50 Estados do país. O voto nos EUA não é obrigatório.
Andrea Murta
Folhapress
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
07/11/2006
TST admite incidência concomitante
de adicionais
A Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho considerou válida a incidência concomitante
dos adicionais de penosidade e de periculosidade pagos a um empregado
da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). O entendimento da relatora
do processo, juíza convocada Maria do Perpétuo Socorro
Wanderley de Castro, seguido pela unanimidade dos ministros, foi no sentido
de que a acumulação de ambos os adicionais não viola
os artigos 7°, XXIII da Constituição Federal e 193
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), conforme alegado
em recurso pela empresa.
O empregado da RFFSA garantiu na Justiça
do Trabalho o direito ao adicional de periculidade. Ele trabalhava na
estação de trem de Sete Lagoas (MG) e era responsável
por fazer as manobras de vagões de tanques de combustíveis.
A empresa pediu que fossem compensados os valores pagos a título
de adicional de penosidade.
O adicional de penosidade é destinado à remuneração
das atividades profissionais penosas, tais como aquelas que exigem o
emprego de força excessiva, elevada concentração,
atenção permanente ou imutabilidade da tarefa. Já o
adicional de periculosidade é aquele que se destina à remuneração
das atividades profissionais que, por sua natureza ou métodos
de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis, explosivos,
radiações ionizantes e alguns casos de trabalho com eletricidade,
em condições de risco acentuado.
Em resposta ao pedido da empresa, o Tribunal
Regional do Trabalho da 3a Região (Minas Gerais) afirmou ser impossível
a compensação por se tratar de parcelas de naturezas distintas.
Insatisfeita, a RFFSA dirigiu recurso de revista ao TST, que foi trancado
no TRT/MG. Em agravo de instrumento, a Rede alegou ofensa aos artigos
7°, XXIII da Constituição Federal e 192, § 2°,
da CLT.
A juíza relatora entendeu pela
não configuração das alegadas violações.
Segunda ela, o artigo 193 da CLT dispõe especificamente sobre
o adicional de periculosidade, facultando ao empregado optar pela remuneração
relativa ao adicional de insalubridade, nos termos do parágrafo
2º, sem se referir ao adicional de penosidade.
De outra parte, no artigo 7º, XXIII,
da Constituição Federal, está previsto o direito
ao adicional de remuneração para as atividades penosas,
insalubres ou perigosas aos trabalhadores urbanos e rurais, na forma
da lei, sem ser estabelecida a forma desse pagamento.
“Não há como
reconhecer violados os preceitos invocados, na medida em que neles
não há referência acerca da cumulatividade de percepção
de adiconais”, concluiu a juíza.
A decisão da Primeira Turma do TST firma precedente sobre a penosidade,
que ainda não foi objeto de lei específica. No mesmo sentido
decidiu a Quarta Turma do Tribunal, em recurso de revista julgado em abril
do ano passado. (AIRR 677988/2000.5)
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07/11/2006
TST afirma prerrogativa da substituição
processual a sindicato
A Seção Especializada em
Dissídios Individuais – 1 (SDI-1) do Tribunal Superior do
Trabalho assegurou, com base em voto do ministro João Batista
Brito Pereira, o exame de recurso proposto por sindicato na condição
de substituto processual da sua categoria profissional. A decisão
unânime da SDI-1 concedeu embargos em recurso de revista ao Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria de Ladrilhos Hidráulicos,
Produtos de Cimento e Artefatos de Cimento Armado de Curitiba, que acionou
a Eternit S/A a fim de reivindicar o pagamento de horas extras.
O posicionamento da SDI-1 reforma decisão
tomada anteriormente pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
em abril de 2001, à época em que ainda estava em vigor
a Súmula nº 310 do TST. Esse item da jurisprudência
do TST restringia a possibilidade de substituição processual
pelo sindicato a algumas hipóteses, como a discussão sobre
reajustes salariais previstos em lei.
Com base nessa jurisprudência, a
Quarta Turma deferiu recurso de revista à Eternit para cancelar
decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região
(Paraná) favorável ao sindicato. O julgamento determinou
a extinção do processo sem julgamento de mérito,
conforme previsão da legislação processual civil
(artigo 267, inciso VI, CPC).
Um novo exame sobre o tema foi submetido à SDI-1
pela entidade sindical, que interpôs embargos em recurso de revista.
A alegação foi a de violação ao artigo 8º,
inciso III, do texto constitucional. O dispositivo estabelece que “ao
sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais
da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas”.
Durante o julgamento da SDI-1, o ministro
Brito Pereira registrou a mudança de entendimento do Tribunal
Superior do Trabalho, o que levou ao cancelamento posterior da Súmula
nº 310. “A jurisprudência desta SDI-1 firmou-se no sentido
de que a substituição processual, tal como prevista no
referido dispositivo (artigo 8º, inciso III), abrange os direitos
ou interesses individuais homogêneos, reconhecidos pelo Supremo
Tribunal Federal como subespécie de interesses coletivos”,
explicou o relator.
“O sindicato tem legitimidade para
atuar na qualidade de substituto processual, no caso, em que se busca
o pagamento de horas extras”, acrescentou o ministro Brito Pereira,
ao votar pelo retorno dos autos à Quarta Turma do TST a fim de
que, afastada a ilegitimidade sindical, examine o direito ou não
da categoria profissional às horas extras.(ERR 509819/1998.0)

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