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Agência Senado, 22
de novembro de 2006
Ideli atribui bom momento da construção
civil a medidas do governo Lula
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), afirmou nesta terça-feira
(21) que o setor de construção civil passa por um bom momento,
para ela resultado das medidas adotadas pelo governo federal durante o primeiro
mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A senadora citou, em Plenário,
três matérias publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira,
cujas manchetes eram: "Mercado imobiliário vive momento melhor
até que o do Plano Real", "Paulistano troca aluguel por prestações
da casa nova" e "Investimentos [no setor] podem chegar a R$ 40 bilhões
neste ano".
Ideli argumentou que algumas das providências
adotadas no primeiro mandato de Lula, como a desoneração
de insumos utilizados na construção civil e a facilitação
do acesso ao crédito, produziram resultados "em um curto
espaço de tempo" e foram responsáveis pela fase
por que passa o setor.
Segundo uma das matérias
("Mercado imobiliário vive momento melhor até que
o do Plano Real") lidas pela senadora, "nunca a construção
civil imobiliária viveu um momento tão favorável
como agora: construtoras, incorporadoras, lojas de materiais de construção
e até agências de publicidade especializadas são
unânimes em afirmar que estão batendo recordes de vendas;
o consumidor, por sua vez, beneficiado pelo crédito farto
e fácil, está indo às compras e trocando o aluguel
pelo financiamento de longo prazo com parcelas fixas".
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Agência Senado, 22
de novembro de 2006
Motta alerta para a invasão
de produtos chineses também na construção civil
O senador João Batista Motta (PSDB-ES) fez um apelo nesta terça-feira
(21) para que o Congresso Nacional e o governo atentem para o estrago que as
importações chinesas estão fazendo no mercado interno
do Brasil. Ele revelou que, além dos setores de brinquedos e calçados,
agora também o setor de construção civil se rendeu aos
preços baixos dos produtos chineses e está importando pisos e
outros materiais de construção.
Motta disse que uma empresa capixaba que
vende pisos de granito está importando porcelanato chinês
a R$ 10 o metro quadrado. Outra construtora, continuou o senador, está importando
todo o material de construção para um projeto com dez prédios.
- A situação do país é terrível.
Há muito temos alertado o governo federal para a quebradeira dos
agricultores e dos pecuaristas. Não podemos suportar o dólar
a dois reais, dois reais e dez centavos. Estamos financiando empregos
no exterior. Será que o governo não vai acordar para esse
fato? Crescer como? Ou o Brasil tem responsabilidade com o que faz no
comércio exterior ou levaremos cada vez mais nossos filhos para
a miséria - concluiu.
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Agência
Senado, 22 de novembro de 2006
Senadores aprovam "13º salário" para beneficiários
do Bolsa-Família

Em pouco mais de 30 minutos, os senadores aprovaram nesta terça-feira
(21), em Plenário, o projeto de lei do Senado (PLS 262/06) que inclui
no Programa Bolsa-Família o benefício natalino, equivalente
a um 13º salário, conforme ressaltou o autor da proposta, senador
Efraim Morais (PFL-PB). A matéria segue agora para apreciação
da Câmara dos Deputados.
De acordo com o projeto, o bônus natalino será pago junto
com o benefício do mês de dezembro. Entretanto, a proposta
só será efetivada a partir de 2007, isso se os deputados
federias a aprovarem ainda em 2006. Antes da aprovação
da redação final, o líder do governo no Senado Federal,
senador Romero Jucá (PMDB-RR), emitiu, pelaComissão de
Assuntos Sociais (CAS), parecer em Plenário sugerindo a rejeição
da matéria, alegando que ela teria um vício de origem por
gerar despesas permanentes para o Poder Executivo.
Os senadores Heráclito Fortes (PFL-PI) e Osmar Dias (PDT-PR)
elogiaram a iniciativa de Efraim e congratularam o colega pela aprovação
do projeto. O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) também
comemorou a aprovação. Após a votação,
Efraim agradeceu o apoio dos líderes partidários e lembrou
ter apresentado o PLS em setembro deste ano, antes da definição
de quem seria o presidente da República entre 2007 e 2010. Ele
salientou que a criação do bônus natalino para o
Bolsa-Família beneficiará milhões de brasileiros
e pediu que os deputados federais apreciem e votem o projeto ainda este
ano, para que possa ser efetivado já a partir de 2007.
Na justificativa da matéria, Efraim ressalta que o Bolsa-Família "tem-se
concretizado de forma surpreendente e já mostra resultados bastante
positivos". Na avaliação dele, o bônus natalino
contribuirá para o aumento da auto-estima dos beneficiários.
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Nova Central, 22 de novembro
de 2006
Aldo Rebelo revela que poderá disputar
reeleição para Presidência da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), admitiu
nesta terça-feira, pela primeira vez, que pode disputar a reeleição.
Preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar
a Casa no próximo biênio, Aldo tem procurado negar qualquer pretensão
para evitar que a exposição atrapalhe seus planos de continuar
no cargo.
Mas nesta tarde, em entrevista ao sistema
de comunicação da Câmara, Aldo afirmou que pode examinar
sua candidatura. "Se houver proposta por parte dos amigos ou aliados
nós examinaremos", disse.
Segundo apurou a Folha Online, o nome
de Aldo vem sendo trabalhado pelos aliados do governo como um "plano
B". Se o PMDB optar pela Presidência do Senado terá que
abrir mão do comando da Câmara, por imposição
do PT, que não aceita ver o partido no comando das duas Casas
Legislativas. Caberia então ao PMDB --com a força de ser
o maior partido da Casa-- escolher entre os aliados quem seria o candidato
ao comando da Câmara.
Caciques do partido já teriam
avisado ao governo que não aceitarão um nome do PT. É este
cenário que viabilizaria a candidatura à reeleição
de Aldo Rebelo.
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Nova Central, 22 de novembro
de 2006
Empréstimo para casa própria
cresceu 141,34% em outubro
O mês de outubro teve o terceiro maior volume de contratações
no crédito imobiliário verificado em 2006. As novas operações
de empréstimos para construção e aquisição
de unidades prontas totalizaram R$ 876,14 milhões, alta de 141,34%,
em comparação com o mesmo período de 2005, segundo a Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança
(Abecip).
O valor é inferior somente aos
R$ 896,9 milhões de junho e os R$ 983,36 milhões de agosto.
Com o desempenho de outubro, subiu para R$ 7,602 bilhões o total
de contratações feitas com recursos das contas de poupança
nos dez primeiros meses de 2006, superando em 108, 66 % o volume contratado
no mesmo período de 2005.
Considerando o período de doze
meses compreendido entre novembro de 2005 e outubro de 2006 o volume
de recursos alocados ao mercado pelos agentes do Sistema Brasileiro de
Poupança e Empréstimo (SBPE) superou R$ 8,8 bilhões,
sinalizando para a possibilidade de fechar o ano com nível de
contratações superior a R$ 9 bilhões. No mês
de outubro, o número de unidades financiadas superou em 146,70
% o resultado de outubro de 2005 e, no acumulado do ano, o crescimento
em relação aos dez primeiros meses de 2005 foi de 115,67%.
O volume de depósitos superou
o de saques em R$ 996 milhões. Entretanto, no acumulado do ano,
as retiradas ainda superam os depósitos em cerca de R$ 3,6 bilhões,
mas essas perdas devem ser totalmente recuperadas em novembro e dezembro,
tendo em vista que, nesses meses, tradicionalmente se observam resultados
positivos, como decorrência da renda adicional gerada com o recebimento
do 13º salário pelos trabalhadores.
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JORNAL O TEMPO / MINAS GERAIS,
22 de novembro de 2006 | Economia
Problemas de saúde custam 4%
do PIB à União
BRASÍLIA - O Brasil perde anualmente
o equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) por acidentes de trabalho
e problemas de saúde de sua massa de trabalhadores, afirmaram
especialistas em um seminário realizado hoje em Brasília.
"A sociedade perde R$ 33 bilhões
por ano em despesas com o atendimento médico público e
com as licenças de empregados", disse Ronaldo Costa Lima,
chefe do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho
do Ministério do Trabalho.
Conforme informou a agência de notícias "Efe",
os custos econômicos dos acidentes de trabalho e as medidas para
reduzi-los foram abordados hoje no Telecongresso Internacional Indústria
Saudável, organizado pelo Sesi, com a participação
de especialistas do Brasil, da Alemanha, da Bolívia e do Canadá.
Segundo dados do INSS apresentados pelo
Sesi, em 2004 foram registrados cerca de 459 mil acidentes de trabalho
no país.
"É um problema grave, pois
sabemos que para cada acidente registrado pode haver de quatro a vinte
que não foram notificados", disse Sylvia Yano, especialista
de negócios sociais do Sesi.
Yano acrescentou que os principais
acidentes de trabalho registrados na indústria brasileira são
quedas e choques elétricos, que poderiam ser evitados com uma
maior organização no ambiente de trabalho.
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ESTADÃO.COM / SÃO
PAULO, 22 de novembro de 2006 | Economia
Quase 30% dos isentos não entregaram
declaração à Receita
Isso equivale a 17 milhões de pessoas.
Prazo final encerra-se dia 30 de novembro
Rodrigo Petry
SÃO PAULO - A Caixa Econômica
Federal (CEF) divulgou nesta terça-feira um balanço da
entrega das declarações de isento do Imposto de Renda,
que já somam 46 milhões. Segundo a CEF, 27% dos contribuintes
ainda não prestaram contas à Receita Federal, o que equivale
a cerca de 17 milhões de pessoas. O prazo final encerra-se dia
30 de novembro.
A declaração de isento neste
ano é obrigatória para quem teve rendimentos inferiores
a R$ 13.968,00 em 2005. As pessoas que já tiveram o número
de seu CPF incluído em alguma declaração de Imposto
de Renda 2005, na condição de cônjuge ou dependente,
não precisam prestar as informações.
Os contribuintes podem utilizar
o site da Receita Federal, as casas lotéricas, as instituições
bancárias autorizadas e as agências e lojas franqueadas
da Empresa de Correios e Telégrafos para a entrega. A expectativa
da Receita Federal é de receber 63 milhões de declarações,
dois milhões a mais do que no ano passado.
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ESTADÃO.COM
/ SÃO PAULO, 22 de novembro de 2006 | Economia
Câmara quer reajuste maior que 90% e Judiciário,
mais de 20%
Aldo Rebelo diz que reivindicação é para que salário
seja o mesmo de um ministro do STF, R$ 24,5 mil. E Judiciário já encaminhou
proposta para votação na Câmara
SÃO PAULO - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP),
confirmou nesta terça-feira que existe uma reivindicação
para que o reajuste dos deputados chegue até o valor do salário
do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que atualmente é de
R$ 24,5 mil. O salário atual é de R$ 12.847,20 mil.
Os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também
pressionam para que o salário de R$ 23,2 mil chegue a R$ 28,8
mil. Para tanto, os 15 membros do CNJ enviaram à Câmara
projeto de lei que prevê pagamento de gratificação
por seu comparecimento às sessões de julgamento. Se aprovada,
essa espécie de jetom significará um aumento de vencimentos
de cerca de 24%, segundo publicou o Estado nesta terça-feira,
o que levaria os membros do conselho a terem salários superiores
ao teto do funcionalismo.
No caso da presidente do CNJ, Ellen Gracie, que
também preside
o Supremo Tribunal Federal (STF), o aumento seria maior - de R$ 24,5
mil para R$ 30,3 mil. O teto do serviço público é de
R$ 24,5 mil, valor equivalente ao vencimento dos ministros do STF. Promotores
e procuradores também querem aumento salarial, de acordo com o
Estado. Está em discussão no Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP) uma proposta para aumentar o teto da classe de
R$ 22,1 mil para R$ 24,5 mil. O CNJ e o CNMP foram criados como organismos
de controle setorial pela emenda constitucional da reforma do Judiciário.
O CNJ justifica o pagamento da gratificação alegando que
a atuação de seus integrantes “implica um acréscimo
em suas atribuições normais em relação ao
cargo de origem”. Também argumenta que o impacto orçamentário
está de acordo com a margem de crescimento permitida aos gastos
com pessoal e encargos sociais do Poder Judiciário. Aldo Rebelo
procurou explicar no debate pela internet de que participou nesta terça-feira
o salário dos parlamentares. "O salário bruto dos
deputados é de cerca de R$ 12 mil, e o líquido, R$ 9 mil.
As demais verbas, como combustível, passagens e habitação
só podem ser usadas com essas finalidades - e não transformadas
em salário direto."
"Os deputados têm direito
a contratar funcionários
para os seus gabinetes, auxílio-moradia, passagens aéreas
e verbas para correspondência - como acontece nas câmaras
municipais, assembléias legislativas e parlamentos de todo o mundo",
afirmou o presidente da Câmara. Colaboraram Denise Madueño
e Mariângela Gallucci .
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CONSULTOR JURÍDICO,
22 de novembro de 2006
Profissão perigo
Transportar galão de álcool é atividade
de risco
Empregado que carrega galão de álcool
tem direito de receber adicional de periculosidade. O entendimento é da
3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A Turma garantiu para
um empregado da empresa Adriana Coselli S/A Comércio e Importação
o adicional correspondente a 30% sobre o salário-base.
O empregado foi contratado em 1993, como
operador de empilhadeira. Demitido sem justa causa em 2001, ingressou
com ação trabalhista na 3ª Vara do Trabalho de Ribeirão
Preto (SP), pedindo o adicional de periculosidade, horas extras e demais
verbas rescisórias.
A primeira instância concedeu o
adicional correspondente a 30% sobre o salário-base, à época
de R$ 560, bem como as horas extras e seus reflexos. O Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região (Campinas, SP) manteve a sentença
e negou a alegação da empresa de que a atividade do empregado
não era perigosa.
A empresa alegou que o produto inflamável
era acondicionado em frascos de plástico com capacidade de 500ml
e 1000ml, embalados em caixas de papelão com 12 frascos cada uma.
O TRT considerou que “o contato com líquidos inflamáveis
não era fortuito, mas diário”, sendo irrelevante
que as embalagens internas das caixas de papelão fossem inferiores
a cinco litros cada uma.
O TST manteve a tese. O relator, ministro
Carlos Alberto Reis de Paula, afirmou que “a decisão está em
total harmonia com a Súmula 364 do TST, segundo a qual faz jus
ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou
que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco.
Indevido, apenas, quando o contato dá-se de forma eventual”.
O ministro Carlos Alberto ressaltou que
a matéria se baseia nos fatos comprovados pelo laudo pericial
e “qualquer aprofundamento para se verificar a tese sustentada
pela reclamada, implica ultrapassar o quadro fático-probatório
traçado pelo acórdão e reexaminar toda a prova produzida”.
A análise dos fatos no TST é vedada pela Súmula
126.
AIRR 1.921/2001-066-15-40.3
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CONSULTOR JURÍDICO,
22 de novembro de 2006
Fora do cadastro
OAB tem de tirar nomes de juízes
da lista de inimigos
por Rodrigo Haidar
O juiz Ricardo de Castro Nascimento, da 3ª Vara Cível Federal de
São Paulo, determinou que a seccional paulista da OAB retire o nome
de 12 juízes trabalhistas de seu Cadastro das Autoridades que receberam
Moção de Repúdio ou Desagravo — a lista de inimigos
da advocacia.
A liminar foi parcialmente concedida em
Mandado de Segurança ajuizado pela Associação dos
Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região (Amatra
II). A entidade pediu a suspensão de toda a lista e a proibição
de sua divulgação. Conseguiu apenas a suspensão
dos registros contra os juízes que representa.
O presidente da Comissão de Prerrogativas
da OAB-SP, Mário de Oliveira Filho, afirmou que "a ordem
judicial está sendo cumprida e os nomes retirados da lista, mas
a OAB vai recorrer da decisão". Segundo ele, "dos juízes
que conseguiram a liminar, muitos deles têm mais de três
processos de desagravo na Ordem e seus processos obedeceram rigorosamente
os preceitos constitucionais de ampla defesa, contraditório, devido
processo legal e publicidade. Todos foram devidamente comunicados".
De acordo com a decisão, “a
atuação da OAB na defesa das prerrogativas encontra limite
na ausência de competência para punir alguém estranho
a seus quadros”. Para Nascimento, a lista de inimigos vai além
do que autoriza a lei. “A manutenção por tempo indeterminado
da lista das autoridades que receberam desagravo e moção
de repúdio configura punição, sem o devido processo
legal.”
O juiz Ricardo Nascimento destacou que
diante da força da OAB, “conquistada e legitimada durante
sua história, a pecha de autoritário lançada reiteradamente
em suas publicações, sites, etc constitui pena imposta
unilateralmente pela suposta vítima, o que não é condizente
com o estado democrático de direito”.
Os juízes que terão o nome
excluído da lista de inimigos são: Adalgisa Lins Dornellas
Glerian, Andréa Paola Nicolau Serpa, Célia Gilda Titto,
Cíntia Taffari, José Eduardo Olivé Malhadas, Lúcio
Pereira De Souza, Mylene Pereira Ramos, Patrícia Esteves Da Silva,
Ricardo Apostólico Da Silva, Roberto Aparecido Blanco, Silvana
Louzada Lamantina Cecília e Thereza Christina Nahas.
Polêmica da lista
No começo de novembro, a Consultor
Jurídico publicou a reportagem OAB de São Paulo faz lista
de inimigos da advocacia, que tratou da existência de uma relação
de quase 200 pessoas acusadas de ofender as prerrogativas de advogados.
A lista provocou reação
de entidades de classes de juízes e promotores. As entidades que
representam juízes estaduais, trabalhistas e federais, procuradores
da República e promotores de Justiça emitiram notas oficiais
criticando o cadastro. A liminar obtida pela Amatra II deu início à briga
judicial em torno da questão.
Mas o assunto promete render ainda
mais. Nesta segunda-feira (20/11), o presidente licenciado da OAB-SP,
Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou que o cadastro é apenas
o começo. Segundo ele, é preciso punir penal e financeiramente
quem viola as prerrogativas da classe. Já há até mesmo
um projeto de lei de criminalização de desrespeito às
prerrogativas no Congresso Nacional.
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CONSULTOR JURÍDICO,
22 de novembro de 2006
Tribunal competente
Justiça do Trabalho julga ação
movida por tabelião
Justiça do Trabalho pode processar
e julgar ação proposta por tabelião contra o cartório.
O entendimento é do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal
Federal. O ministro negou o pedido de liminar do Serviço Registral
de Títulos, Documentos e Protestos de Lavras, em Minas Gerais.
A ação contestou a decisão da Vara do Trabalho de
Lavras (MG), que apreciou e julgou reclamação trabalhista
proposta por uma escrevente substituta.
A alegação foi a de que
a Justiça do Trabalho ofendeu o resultado preliminar do julgamento
da Ação Direita de Inconstitucional 3.395. O Supremo, na
ocasião, suspendeu qualquer interpretação que inclua
na competência da Justiça do Trabalho a apreciação
de ação movida contra o Poder Público por servidor
público subordinado ao regime estatutário.
“Nesta análise preliminar,
não vislumbro o caráter jurídico-administrativo
da relação existente entre o Serviço Registral de
Títulos, Documentos e Protestos de Lavras e sua empregada, pois,
pelo que consta nos autos, embora seja estável, a empregada não é remunerada
pelos Cofres Públicos”, considerou o ministro Joaquim Barbosa.
Para ele, também não ficou
demonstrado o risco de dano irreparável ou de difícil reparação
para que a liminar fosse concedida.
RCL 4.778
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CONSULTOR
JURÍDICO,
22 de novembro de 2006
Servidores estatutários
Sergipe pede fim de processos na Justiça
trabalhista
O estado de Sergipe entrou com ação no Supremo Tribunal Federal
contra a Justiça do Trabalho, que tem recebido, processado e julgado
dissídios instaurados por servidores públicos estatutários,
ocupante de cargo em comissão. O ministro Carlos Ayres Britto é o
relator da Reclamação. Segundo o estado, a 5ª Vara do
Trabalho de Aracaju e o Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região
têm analisado processos que envolvem servidores estatutários,
mesmo quando provado que o vínculo dele não é regido
pela CLT.
A alegação é a de que o entendimento da justiça
trabalhista sergipana “atenta contra o texto constitucional, e
de forma direta, contra decisão dessa Corte de Justiça
na Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.395, negando
eficácia à decisão liminar do Supremo Tribunal Federal”.
Na ADI 3.395, o Plenário do STF suspendeu qualquer interpretação
do artigo 114, inciso I, da Constituição Federal, “que
inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a apreciação
de causas instauradas entre o poder público e seus servidores,
com base em vínculo de ordem estatutária ou de caráter
jurídico-administrativo”.
“A Constituição Federal ao tratar dos servidores
públicos o faz no título relativo à organização
do Estado, conferindo à relação mantida entre o
servidor público ocupante de cargo ou função criado
por lei, de provimento efetivo ou em comissão, e a Administração
um caráter notadamente institucional e administrativo, não
se confundindo com o contrato de trabalho”, sustenta a Procuradoria
estadual.
A Procuradoria pede a concessão de liminar para suspender a prática
de atos em processo em curso no TRT-20, contra o estado, ajuizadas por
ex-servidores comissionados. Em caso de deferimento liminar, pede a comunicação
da determinação ao presidente do TRT-20 e ao juiz de Trabalho
da 5ª Vara de Aracaju (SE). No julgamento do mérito, pede
a confirmação da liminar. RCL 4.753
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JORNAL GAZETA DO POVO, 22 de
novembro de 2006 | Brasil
GOVERNO
Previdência “segura” o
mínimo
São Paulo – O impacto nas contas da Previdência com o reajuste
do salário mínimo de R$ 367, defendido pelo governo, deve ser
de R$ 3,4 bilhões por ano, segundo cálculo do Dieese.
A diferença anual nas contas, no
entanto, pode chegar a R$ 14 bilhões por ano, se o governo atender à reivindicação
das centrais sindicais e elevar o valor dos atuais R$ 350 para R$ 420.
O impacto, estimado pelo diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio,
foi calculado sobre o reajuste dos 16 milhões de segurados do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), considerando os benefícios assistenciais
e aposentadorias.
O Ministério do Planejamento não
fez as contas sobre o impacto nas contas do governo. No entanto, o próprio
governo admite que a Previdência é quem faz diferença
na discussão.
O reajuste do mínimo para R$ 375
proposto anteriormente provocaria impacto de R$ 5 bilhões por
ano.
O aumento para R$ 420 foi defendido pelas
centrais sindicais em reunião em São Paulo. Já o
ministro Luiz Marinho (Trabalho) acenou para a possibilidade de o valor
ficar em torno dos R$ 375 e, depois, o governo recuou para R$ 367.
Os sindicalistas pretendem fazer reuniões
e manifestações nos estados no próximo dia 29 e,
em 6 de dezembro, realizar uma marcha em Brasília, além
de reuniões com o ministro do Trabalho e com deputados e senadores. “Vamos
pressionar para que o valor previsto no Orçamento, que inicialmente
já estava aquém de nossa reivindicação, seja
superado pela mobilização das ruas”, disse Artur
Henrique, presidente da CUT.
Os sindicalistas querem ainda a
correção da tabela do Imposto de Renda em 7,77%.
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JORNAL GAZETA DO POVO, 22 de
novembro de 2006 | Economia
INDÚSTRIA
Setor madeireiro busca alternativas
fora do país
Reunidos no 3.º congresso internacional do setor de madeira processada,
que termina hoje em Curitiba, empresários do setor madeireiro lamentam
que, apesar de ser líder mundial em melhoramento genético e manejo
florestal, o Brasil não tenha evitado a pior crise do setor nos últimos
tempos. Algumas indústrias deste segmento reduziram a produção
em até 50% nos últimos dois anos, devido à perda de rentabilidade
ocasionada pela desvalorização do real.
“O setor não está paralisado,
mas também não há grandes investimentos”,
diz Luiz Barros, presidente da Associação Brasileira da
Indústria de Madeira Processada Mecanicamente. Apesar dos percalços
enfrentados, ele vê com bons olhos a prática crescente de
fomento, por meio da qual as indústrias contratam a produção
de pequenos produtores – o que contribuiu para expandir as florestas
de pinus e eucalipto de grandes empresas, com olhos no futuro.
Algumas empresas de médio porte buscam manter seus contratos com alternativas
fora do país. Depois de derrubar pela metade sua produção,
a serraria e fabricante de manufaturados Águia Florestal, de Ponta Grossa,
decidiu tranferir parte da atividade comercial para o Uruguai. Na cidade de
Algorta, a empresa vem conseguindo atender seus clientes na Ásia e EUA. “Do
Brasil não se consegue exportar. Enviar um contêiner a partir
de Montevidéu para Taiwan custa 40% menos do que de Porto Alegre”,
diz o presidente Álvaro Scheffer.
A exportação a partir de
Paranaguá foi cancelada porque há cerca de dois anos os
armadores que transportavam os produtos da Águia deixaram de atracar
no porto. “Eles eram obrigados a enfrentar fila e pagar diárias
extras”, explica.
Enquanto isso, comerciantes estrangeiros
estão de olho ou já fincaram bandeira nas florestas nativas
brasileiras. O grupo comercial Olam, da Indonésia, exporta 15
mil metros cúbicos ao ano de madeiras como ipê e jatobá,
que viram pisos e móveis de jardim em todo o mundo, e pretende
investir mais na espécie teca, com a qual se produz móveis
na Ásia.
Helena Carnieri
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JORNAL GAZETA DO POVO, 22 de
novembro de 2006 | Economia
BARREIRAS
Lei complicada é entrave
para investimentos
Um assunto bastante discutido durante o congresso do setor de madeira processada
foi a pouca clareza da legislação brasileira. De acordo com os
especialistas presentes no evento, a falta de zoneamento econômico ecológico
no país torna os investimentos de longo prazo arriscados.
A burocracia excessiva também seria
uma barreira. “Imagine os pequenos produtores do Pará tendo
que retirar formulários pela internet para transportar madeira”,
diz Antônio Prado, membro da Organização das Nações
Unidas (ONU).
O responsável pelo departamento
de florestas da ONU, o costa-riquenho Olman Serrano, apresentou estudo
mostrando que o crescimento do setor no país é atrasado
por conta de um “marco legal frágil”. Segundo ele,
outros entraves são a ação indiscriminada de ambientalistas
e a competição pela terra com a agricultura. (HC)
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JORNAL O ESTADO DO PARANÁ,
22 de novembro de 2006
Brasil é 67º no ranking
da desigualdade
Redação O Estado
do Paraná
Londres (AE) - Estudo divulgado
ontem pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum),
em Londres, mostrou que o Brasil está na 67.ª colocação
no ranking que mede a desigualdade entre homens e mulheres. A posição é pior
que a de países como El Salvador (39.º), Mongólia
(42.º), Uganda (48.º) e China (63.º). O Brasil obteve
0,6543 em um índice que vai de 0 (desigualdade total) a 1 (igualdade
máxima).
Em 2005, ano em que se inaugurou a medição, o Brasil ficou na
51.ª colocação. Vale ressaltar que, na primeira pesquisa,
apenas 58 países foram inseridos - este ano, esse número subiu
para 115 países avaliados, que, juntos, representam 90% da economia
mundial.
A partir de quatro áreas - participação e oportunidade
econômica, sucesso educacional, poder político e saúde
e sobrevivência - o estudo colheu dados dos países por meio de
instituições, como o Banco Mundial e a Organização
Mundial de Trabalho, e pesquisas de opinião realizadas com líderes
empresariais.
A primeira categoria - participação e oportunidade econômica
- mede diferença salarial entre homens e mulheres, níveis de
participação e acesso a trabalhos que exijam alta capacidade
intelectual. A categoria sucesso educacional avalia o efeito de acesso à educação
básica e superior. A saúde e sobrevivência mede os efeitos
de expectativa de vida e a relação entre gêneros. E a categoria
poder político analisa efeitos de representação em estruturas
decisórias.
Embora o Brasil tenha ficado em 1.º, junto com outros 14 países,
na categoria saúde e sobrevivência, não conseguiu boas
colocações nas demais: 63.º em participação
e oportunidade econômica; 72.º em sucesso educacional e 86.º em
poder político.
Os países nórdicos novamente obtiveram os melhores índices,
ocupando as quatro primeiras posições no ranking que mede a desigualdade
entre homens e mulheres: Suécia (1.º); Noruega (2.º); Finlândia
(3.º) e Islândia (4.º). Na categoria de maior peso, poder político,
a Suécia obteve a 1.ª colocação. Completam a lista
dos dez países com menor índice de desigualdade, seqüencialmente,
Alemanha, Filipinas (único país asiático), Nova Zelândia,
Dinamarca, Reino Unido e Irlanda.
Membros da União Européia também apresentaram boa avaliação:
dez deles estão entre os 20 primeiros colocados. Entretanto, países
desenvolvidos, como Grécia, França e Itália, ficaram atrás
até mesmo do Brasil - 69.º; 70.º e 77.º, respectivamente.
Isso reflete baixa participação política das mulheres
e fraco índice em participação e oportunidade econômica.
Figuram nas piores colocações no ranking que mede a desigualdade
entre homens e mulheres o Nepal (111.º) e Paquistão (112.º)
- ambos do continente asiático - e ainda Chad (113.º), do continente
africano. Arábia Saudita (114.º) e Iêmen (115.º), países árabes,
finalizam a lista, aparecendo como as nações com maior desigualdade
entre homens e mulheres.
De acordo com o fundador e presidente executivo do Fórum Econômico
Mundial, Klaus Schwab, a pesquisa visa auxiliar os países com menor índice
de desigualdade e os que apresentaram maior desigualdade a identificarem os
pontos que dificultam o desenvolvimento. “Nossa meta é ajudar
os países com colocações mais baixas e altas a identificar
seus pontos fortes e fracos nessa área de grande relevância para
o processo de desenvolvimento”, afirmou Schwab.
O estudo trouxe nova metodologia este ano e priorizou mais a diferença
entre gêneros do que o acesso a algumas áreas, como a educacional. “Assim,
o índice não cria desvantagens para os países com níveis
educacionais que são baixos em termos gerais, mas penaliza aqueles onde
a distribuição educacional entre homens e mulheres é desigual”,
declarou um dos colaboradores do estudo, Ricardo Hausmann, diretor do Centro
para Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard.
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA, 22 de novembro de
2006
‘Pacote do crescimento’ divide
governo
Equipe econômica diverge sobre
pontos básicos de conjunto de medidas que podem fazer o País
crescer 5% ao ano
Brasília - Um grupo dividido, tentando
cumprir uma missão quase impossível. Esse é o estágio
em que se encontra a equipe econômica do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que elabora um pacote de medidas para fazer a economia
crescer a 5% ao ano. O problema é que não há ainda
acordo sobre pontos básicos. Os técnicos divergem, por
exemplo, sobre se o governo vai ou não colocar um ''freio'' em
suas despesas desde já. Tampouco há consenso sobre se o
''rombo'' da Previdência será atacado com reformas na Constituição
ou só com medidas na área de gestão. Essa divisão
faz com que surjam informações erráticas sobre as
medidas em estudo.
As discussões são ainda
mais complicadas porque os técnicos têm em mãos uma
conta que não fecha. O presidente Lula encomendou um pacote ''ousado''
de cortes na tributação sobre o investimento, medidas que,
se adotadas, deveriam estimular a implantação de novas
fábricas e a expansão da estrutura produtiva brasileira.
Mas elas têm como provável resultado uma arrecadação
de impostos menor do que a projetada pela Receita Federal. Por isso,
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem insistido que as desonerações
precisam ser combinadas com reduções nas despesas do governo.
Do contrário, as contas públicas ficarão desequilibradas.
Mas Lula já disse em público
que não quer falar em cortes. Ele também já declarou
que não abrirá mão dos pilares básicos da
política econômica, que são o equilíbrio fiscal,
o câmbio flutuante e o controle da inflação pelo
sistema de metas. Conciliar todos esses interesses é a missão
da equipe econômica.
Hoje, Lula reúne os ministros da área
econômica para discutir o pacote. A agenda prevê que as discussões
serão sobre infra-estrutura. Na segunda-feira, o Mantega disse
que uma das propostas a serem discutidas é aquela formulada pela
Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias
de Base (Abdib). Ela prevê a criação de fundos privados
para financiar o setor. As aplicações ficariam isentas
de Imposto de Renda (IR) e Contribuição sobre o Lucro Líquido
(CSLL), depois de um prazo que poderá ser de 7 a 10 anos. Amanhã,
haverá outra reunião para discutir as medidas de desoneração.
Lu Aiko Otta e Fabio Graner
Agência Estado
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
22 de novembro de 2006
Existem apenas 28 democracias plenas,
diz The Economist

Londres- Cerca da metade dos países do mundo têm regimes que podem
ser qualificados de democráticos, mas em apenas 28 há uma democracia
plena, segundo a publicação ''O Mundo em 2007'' do The Economist.
Os autores do relatório, do Economist
Intelligence Unit, afirmam que 54 regimes são ''democracias imperfeitas'',
o que, segundo eles, é melhor que a ausência total de democracia.
Dos 85 outros Estados, 30 são considerados ''regimes híbridos'',
enquanto 55 são ''autoritários''.
O grupo das ''democracias plenas'' está dominado
pelos países desenvolvidos, com a ''notável exceção''
da Itália; mas há duas nações latino-americanas
(Costa Rica e Uruguai) e uma africana: Ilhas Maurício.
A lista é liderada pelos países
escandinavos ou do norte da Europa: Suécia (com pontuação
9,88), Islândia, Holanda, Noruega, Dinamarca e Finlândia,
seguidos de Luxemburgo, Austrália, Canadá, Suíça
e Irlanda, todos eles com pontuações superiores a 9, em
uma escala de 0 a 10.
O Brasil encontra-se no grupo de
''democracias imperfeitas'', em 42º lugar, ao lado de África
do Sul (29º), Chile (30º), Itália (34º), Índia
(35º) e Botsuana (36º).
Das agências
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JORNAL FOLHA DE LONDRINA,
22 de novembro de 2006
Relatório mostra o peso da
burocracia nos negócios
São Paulo - Um novo relatório
do Banco Mundial e da International Finance Corporation (IFC) constatou
que fazer negócios tornou-se mais fácil no mundo
inteiro, incluindo a maioria dos países latino-americanos,
no período de 2005 a 2006.
Cerca de 213 reformas na área
de regulamentação, em 112 economias, reduziram prazos,
custos e aborrecimentos para que as empresas cumpram os requisitos legais
e administrativos. Na América Latina, 27 reformas reguladoras,
em 13 economias da região, reduziram a burocracia para as empresas.
A pesquisa também mostra a situação do Brasil, que
não ficou muito bem classificado no ranking relativo à facilidade
de fazer negócios.
De acordo com o Banco Mundial, o empresário
brasileiro gasta mais tempo pagando impostos (2.600 horas) e a burocracia
ainda atrapalha os negócios e a produção, além
de sofrer com prejuízos em certidões e carimbos.
Para abrir uma empresa no País,
por exemplo, é necessário enfrentar alguns desafios, como
17 procedimentos, perdendo cerca de 152 dias. Por isso, no estudo ‘‘Fazendo
Negócios’’ do Banco Mundial, que comparou as regulamentações
e aplicações entre 175 economias, o Brasil ficou na 121ªposição
sobre a facilidade de fazer negócios e no 115º lugar quando
o assunto é abertura de empresas. Confira no ranking as posições
do Brasil e o comparativo com outros países.
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
22/11/2006
Empregado submetido a revistas íntimas
será indenizado
A Segunda Turma do Tribunal Superior do
Trabalho manteve a condenação imposta pelo Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro) à empresa
carioca Transportes de Valores e Segurança Ltda (Transprev) por
submeter o empregado a revistas diárias, totalmente despido. A
revista era realizada na presença de outros funcionários,
numa sala com espelho e circuito interno de TV. A empresa deverá indenizar
o empregado com valor correspondente a 40 vezes o seu maior salário.
O relator do recurso no TST, ministro
Renato de Lacerda Paiva, afirmou que o TRT/RJ constatou, com base nos
depoimentos de testemunhas de ambas as partes, que o trabalhador era
submetido diariamente à “situação vexatória,
em prejuízo de sua dignidade e intimidade”. No TST, a empresa
argumentou que a revista íntima diária não enseja
indenização por danos morais por se tratar de procedimento
previsto em cláusula contratual, além de ser um direito
seu, na condição de empregador.
O empregado foi contratado em agosto de
2001 e demitido sem justa causa em agosto de 2003. Em primeiro grau,
obteve indenização equivalente a 68 vezes o seu salário
(ou R$50 mil). O TRT/RJ reduziu o valor para 40 salários (R$29
mil). Segundo o Tribunal Regional, “a revista é possível
e viável, desde que não seja abusiva e não fira
a dignidade do empregado” depois de reconhecer que a Transprev,
por ser uma empresa de transportes de valores, “possui bens suscetíveis
de subtração e ocultação (moeda corrente),
o que torna necessária a revista pessoal do empregado, especialmente
daquele que trabalhe diretamente com o numerário”.
O ministro Renato Paiva afirmou
que “restou comprovado nos autos que o procedimento levado a
efeito pela empresa consubstanciou-se em fiscalização
excessiva”. A decisão frisou que a cláusula contratual
que prevê a revista dos empregados torna-se irrelevante diante
do prejuízo à honra e à dignidade do empregado.
O relator também rejeitou o argumento da empresa de que não
teria havido proporcionalidade entre o valor da indenização
e o dano causado. (RR-651/2004-016)
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22/11/2006
Ausência de vínculo empregatício
não exclui incidência do INSS
Reconhecida a ocorrência da prestação
de serviço, ainda que declarado nulo o contrato de trabalho, incidem
contribuições previdenciárias sobre os valores pagos
pela retribuição dos serviços prestados, conforme
previsto no artigo 195, I, “a”, da Constituição
Federal. A decisão, unânime, é da Sexta Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, segundo o voto do juiz convocado Luiz
Antonio Lazarim.
A ação trabalhista partiu
de uma ex-empregada do Município de Ribeirão das Neves
(MG), contratada sem concurso público em setembro de 1990, para
exercer a função de auxiliar de enfermagem. Dispensada
em dezembro de 2000, reclamou o não recebimento de salários
nos meses de novembro e dezembro de 2000, mais 13°, verbas rescisórias,
reconhecimento de vínculo de emprego e indenização
por danos morais e materiais.
A ação foi considerada procedente
em parte. Na sentença, o juiz não reconheceu a existência
de vínculo de emprego, apenas o direito de a empregada receber
os salários pactuados relativos aos dias efetivamente trabalhados
e não pagos, negando verbas rescisórias e indenização
por danos morais e materiais.
O juiz justificou sua decisão dizendo
que não poderia reconhecer ao servidor ilegalmente admitido todos
os direitos inerentes ao contrato de trabalho válido, pois isso
importaria em ratificar o ato ilegítimo praticado pela administração,
negando vigência a um preceito constitucional de ordem pública,
que veda a admissão de servidores públicos sem a aprovação
em concurso público. Baseou seu entendimento na Súmula
n° 363 e na OJ 85 da SDI-1 do TST.
O INSS, em recurso ordinário, pediu à Justiça
do Trabalho que determinasse o recolhimento, pela prefeitura municipal,
dos valores previdenciários apurados sobre o total do valor devido à empregada.
O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (Minas Gerais),
analisando o pedido do órgão previdenciário, esclareceu
que, não tendo sido reconhecido o vínculo empregatício,
mas tão-somente a prestação de serviços ao
município, não se consolidou a competência da Justiça
do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias
requeridas, pois a relação havida entre as partes se insere
naquelas sem vínculo celetista, para as quais o INSS tem forma
própria de executar as contribuições devidas.
Insatisfeito com a decisão, o INSS
recorreu ao TST. O recurso foi conhecido e provido, determinando-se o
recolhimento das contribuições previdenciárias sobre
o valor a ser pago pelos serviços prestados ao Município
de Ribeirão das Neves, sem reconhecimento do vínculo de
emprego. O voto do juiz convocado Luiz Antônio Lazarim segue precedentes
do próprio TST no sentido de serem devidas as contribuições
previdenciárias no caso de prestação de trabalho
mesmo na hipótese em que não há vínculo empregatício.
(RR-1008/2002-093-03-40.6).

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