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CFT/PR, 12 de dezembro de 2006
Contribuição Assistencial
tem semana decisiva
Na quarta feira dia 13 a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do
Senado Federal se reúne e desta vez deve finalizar o debate sobre
o PLS 248/2006 do Senador Paim que busca regulamentar a contribuição
assistencial. Na semana que passou por um pedido de vistas do Senador
Flexa Ribeiro o PLS não foi votado.
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Gazeta do Povo, 12 de dezembro de 2006
INFÂNCIA | Ministério da Saúde
contesta relatório do Unicef
Brasil piora no ranking de mortalidade
infantil
Brasília – O Brasil piorou sua situação no
ranking de mortalidade infantil de crianças até 5 anos
do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
e está em 86.º lugar, perdendo duas posições.
Apesar de ter reduzido a taxa, o Brasil foi ultrapassado por países
com políticas mais eficientes. Pelos critérios do Unicef,
o país em pior situação ocupa o primeiro lugar no
ranking e o que tem os melhores indicadores de mortalidade infantil,
o último.
Os números constam no relatório Situação
Mundial da Infância 2007, publicação anual do Unicef
cujo tema, neste ano, são as desigualdades entre homens e mulheres.
O relatório foi apresentado ontem.
Três piores
De cada mil crianças nascidas vivas no Brasil, 33 morrem antes
de completar 5 anos, segundo o Unicef. Na América do Sul, apenas
três países estão em situação pior
do que a brasileira: Bolívia (64.ª taxa mais alta), Guiana
(66.ª) e Suriname (78.ª).
O estudo parte da premissa de que a igualdade de oportunidades entre
homens e mulheres favorece o bem-estar da criança. “A
luta em prol da defesa dos direitos da mulher e a luta da realização
dos direitos da criança são duas pautas necessárias,
complementares e solidárias”, resume a representante da
Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. O relatório traz indicadores
referentes à igualdade de oportunidades de homens e mulheres
na família, no emprego, na política e no governo no mundo
todo.
O Unicef critica a baixa participação das mulheres na
política, o que, segundo a organização, é um
entrave ao desenvolvimento social e à garantia dos direitos
das crianças. Apenas 17% dos parlamentares em todo o mundo são
mulheres, segundo o relatório. No Brasil, a proporção é ainda
menor: somente 46 dos 513 deputados eleitos em outubro deste ano são
do sexo feminino, ou seja, 8,9%.
Resposta
O Ministério da Saúde divulgou nota ontem contestando
o relatório do Unicef. De acordo com o ministério, a
metodologia usada “superestima a mortalidade infantil” no
país, especialmente o dado usado para o ranking dos países,
de mortalidade em menores de 5 anos.
“As estimativas da taxa de mortalidade infantil (até 1
ano) e da taxa de mortalidade na infância (até 5 anos)
divulgadas pelo Unicef para 2005 apresentaram valores de 31 e 33 óbitos
por mil nascidos vivos, respectivamente. A estatística oficial
do Ministério da Saúde estima uma taxa de mortalidade
infantil de 22,58 óbitos por mil nascidos vivos e uma taxa de
mortalidade na infância de 26,85 óbitos por mil nascidos
vivos em 2004”, diz a nota. O texto ressalta, ainda, que a tendência
tem sido de queda e não houve nenhum aumento dos índices
entre 2002 e 2004.

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Jornal do Estado, 12 de dezembro de 2006
Trabalho & Negócios - Irregularidade
Blitz da DRT encontra 50 trabalhadores
sem registro
Uma pseudo-cooperativa do ramo do vestuário, situada em Matinhos
(Litoral do Paraná), estava funcionando com todos os funcionários
informais, ou seja, sem registro em carteira de trabalho. Uma pseudo-cooperativa
do ramo do vestuário, situada em Matinhos (Litoral do Paraná),
estava funcionando com todos os funcionários informais, ou seja,
sem registro em carteira de trabalho. Ao todo, 50 trabalhadores, sendo
47 mulheres, atuavam no ramo de confecção.
A ação fiscal da Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PR)
aconteceu nos dias 6, 16 e 24 de novembro. A fiscalização
foi acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo a Seção de Inspeção do Trabalho
(Seint) da DRT, além dos problemas com a falta de registro,
a empresa também era informal, sem qualquer tipo de regulamentação.
Em virtude disso, a autuação foi aplicada no nome do
proprietário no valor de R$ 20 mil pela falta de registro e
de R$ 2 mil caso não apresente a documentação
exigida pelos auditores fiscais do Trabalho.
O Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que dará um prazo para
a cooperativa regularizar, por completo, a situação dos
trabalhadores, deverá ser firmado no dia 8 de janeiro, às
14h, na Procuradoria do Trabalho, em Curitiba. Caso o empregador não
assine, será instaurada uma ação civil pública.
Após a assinatura do TAC, auditores fiscais do Trabalho devem
retornar ao local para verificar o cumprimento das determinações
do MPT.
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Agência Senado, 12 de dezembro de 2006
Orçamento
Leomar Quintanilha, relator setorial
do orçamento, mantém salário mínimo em
R$ 375

O relator setorial de Previdência, Trabalho e Assistência
Social do orçamento federal para 2007, senador Leomar Quintanilha
(PCdoB-TO), garantiu dinheiro para que o salário mínimo
seja elevado em abril próximo de R$ 350 para R$ 375. Se o seu
relatório for aprovado pelos deputados e senadores, o Congresso
estará ignorando a pretensão da equipe econômica
de subir o mínimo para um valor menor: R$ 367. Quintanilha pondera
em seu relatório que o próprio governo havia reservado
dinheiro para o salário mínimo de R$ 374,93,um aumento
de 7,12%. No entanto, como a economia não está crescendo
como se previa, e a inflação vai fechar o ano em um percentual
abaixo das projeções feitas há oito meses, nos últimos
dias os ministros da Fazenda e do Planejamento, Guido Mantega e Paulo
Bernardo, passaram a defender um mínimo de R$ 367.
Na opinião dos dois ministros, o valor menor cumpre o que está na
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a qual prevê reajuste
do salário mínimo pela inflação passada,
acrescida do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita.
Previdência
Em seu relatório, o senador Leomar Quintanilha informa que
houve nos últimos meses uma reversão na tendência
verificada desde 2001 de queda nos gastos do governo federal com seus
aposentados e pensionistas. Para ele, a mudança se deve aos
reajustes concedidos pelo governo ao funcionalismo neste ano, o que
beneficia os aposentados, e também porque a reforma previdenciária
de 2003 não afetou os militares. Assim, apenas os inativos civis
passaram a recolher a contribuição previdenciária.
Os gastos com inativos da União, civis e militares, serão
de R$ 35,9 bilhões em 2007.
Quintanilha observa ainda que o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), na previsão do govermo, terá um déficit
em 2007 de R$ 46,4 bilhões, contra R$ 41 bilhões neste
ano - crescimento de 13,1%. Para ele, se o governo destinasse à Previdência
parte da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), como determina a legislação, o déficit
seria R$ 7,4 bilhões menor. Mais: se o governo considerasse
a Seguridade Social como um todo (Previdência, Saúde e
Assistência Social), não haveria déficit. O problema
existe, de acordo com o senador, porque o governo não direciona
ao setor toda a arrecadação prevista em lei.
O orçamento da área do Ministério do Trabalho
prevê aumentos de gastos com a erradicação de trabalho
escravo (28,8%) e com o combate ao trabalho infantil (77,5%), comparando-se
com 2006. No entanto, há um corte de 34% com o programa Primeiro
Emprego. No final, o senador Leomar Quintanilha aceitou 541 emendas
dos parlamentares e das comissões, no valor de R$ 275,4 milhões.
O dinheiro saiu das reestimativas de receitas feitas pela Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização
(CMO).
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Folha
de Londrina, 12 de dezembro de 2006
Mínimo de R$ 420 quebraria
o país, diz relator
Brasília - O relator do Orçamento para 2007, senador Valdir
Raupp (PMDB-RO), disse ser ''impossível'' atender à reivindicação
das centrais sindicais de aumentar o salário mínimo dos atuais
R$ 350 para R$ 420. ''Quebraria o país, quebraria a Previdência,
os estados mais pobres e os municípios, que também têm
de fazer a correção do salário. Seria insustentável'',
afirmou.
Ele explicou que o principal problema no reajuste do mínimo é a
sobrecarga que o aumento causa na Previdência Social. Segundo
ele, o déficit previdenciário em 2006 deve ser em
torno de R$ 42 bilhões; a previsão para 2007 é que
esse valor fique em torno de R$ 46 bilhões. ''Cada R$ 1
que se aumenta no salário mínimo, significa R$ 180
milhões a mais de despesa para a previdência''.
Apesar de dizer que a questão ainda não está fechada,
Raupp voltou a afirmar que colocará no relatório
final a proposta de aumento para R$ 375, valor superior ao defendido
pela equipe econômica do governo, que pede reajuste de R$
367. Segundo Raupp, seria muito bom que o presidente Lula fechasse
o novo mínimo em R$ 380. Agência Brasil.
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Agência
Diap, 12 de dezembro de 2006
Supersimples
Projeto será sancionado nesta
quinta-feira; direitos trabalhistas estão ameaçados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou para esta quinta-feira,
14/12, em solenidade no Palácio do Planalto, a sanção
do Projeto de Lei Complementar (PLP 123/2004), que dispõe sobre
a Lei-Geral da Micro e Pequena Empresa, também conhecido como Supersimples.
O projeto, cuja finalidade principal é estimular as pequenas
e microempresas, extrapola seus objetivos iniciais ao promover
alteração na legislação previdenciária
e, principalmente, a simplificação das relações
de trabalho. Sobre a polêmica em torno do Supersimples postamos
na seção Destaque da página do DIAP, o artigo: “Direitos
trabalhistas ameaçados”. No texto, Antonio Augusto
de Queiroz aponta os perigos dos artigos 51, 55 e 75 do PLP 123/04,
que representam ameaça e retrocesso em direitos trabalhistas.
Ao final do artigo, Queiroz destaca: “o fato de o presidente
da República ser um ex-dirigente sindical, em lugar de condescendências
com a equipe econômica, que à revelia da retórica
presidencial patrocina matérias contra os trabalhadores,
o movimento sindical deveria pressionar para assegurar avanços
e não admitir retrocessos dessa ordem. O presidente certamente
agradeceria. Pelo veto aos aspectos trabalhistas da Lei Geral das
micro e Pequenas empresas.”
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Agência
Diap, 12 de dezembro de 2006
Direitos trabalhistas ameaçados
Autor (a): Antônio Augusto de Queiroz
Uma combinação perversa de fatores estão
colocando em risco direitos trabalhistas históricos, como
o acesso à Justiça, a fiscalização
das condições de trabalho e até a coação
para a renúncia de direitos violados. O DIAP tem alertado
as entidades sindicais, em geral, e seus filiados, em particular,
sobre a tramitação e os desdobramentos dos projetos
que embutem tais ameaças.
A primeira ameaça está associada a um aspecto
da reforma do Judiciário (Emenda Constitucional nº 45/2004,
alterando o § 2º do art. 114 da CF), que condiciona
o ingresso de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho,
ao “de comum acordo” entre as partes. Ou seja, havendo
impasse na negociação coletiva, por ocasião
da data-base, o sindicato de trabalhadores só poderá ingressar
com dissídio coletivo de natureza econômico se houver
a concordância do patrão.
O principal defensor dessa medida, objeto de um destaque para
votação em separado durante a apreciação
da Proposta de Emenda à Constituição da
Reforma do Judiciário em 2002 na Câmara, foi o deputado
de oposição Ricardo Berzoini (PT/SP), atual presidente
licenciado do PT e ex-ministro da Previdência e do Trabalho
e Emprego no Governo Lula.
A segunda ameaça, cuja concretização ou
não dependente da sanção ou veto do presidente
da República, está relacionada aos aspectos trabalhistas
(artigos 51, 55 e 75) do Projeto de Lei Complementar nº 123/2004,
que dispõe sobre a Lei Geral das Microempresas e das Empresas
de Pequeno Porte, classificadas como tal aquelas com faturamento
anual até R$ 2,4 milhões.
O artigo 51 do referido projeto de lei complementar diz textualmente: “As
microempresas e as empresas de pequeno porte são dispensadas:
I – da fixação de Quadro de Trabalho em suas
dependências; II – da anotação das
férias dos empregados nos respectivos livros ou ficha
de registro; III – de empregar e matricular seus aprendizes
nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem; IV – da
posse do livro intitulado “Inspeção do Trabalho”;
e V – de comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego
a concessão de férias coletivas”.
O artigo 55, da mesma proposição, institui a fiscalização
orientadora nos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário,
ambiental e de segurança, e adota o critério de
dupla visita para efeito de lavratura de autos de infração.
Isto significa que a fiscalização, mesmo que encontre
irregularidade nas relações de trabalho, nos pesos
e medidas, em condições de higiene e na agressão
ao meio ambiente, não poderá lavrar o auto de infração,
que só poderá ser expedido na segunda visita. Com
a carência de fiscais, dificilmente as empresas serão
multadas por descumprimento da lei.
O caput do artigo 75 cuida de estimular a utilização
dos instrumentos de conciliação prévia,
mediação e arbitragem para solução
dos conflitos, inclusive os de natureza trabalhista, e o § 1º do
mesmo artigo diz expressamente que “serão reconhecidos
de pleno direito os acordos celebrados no âmbito das comissões
de conciliação prévia”, dando plena
quitação e negando o questionamento judicial de
acordo feito no âmbito da empresa.
Entre os fatores perversos, convém chamar a atenção
para alguns aspectos que deixam os trabalhadores impotentes diante
da pressão de setores do mercado, do governo, de lideranças
políticas e de certa apatia de lideranças sindicais
importantes em relação às políticas
públicas sob apreciação do Congresso Nacional.
O primeiro aspecto diz respeito à inclusão na
Lei Geral – requerida pela Constituição Federal,
no art. 145, para disciplinar as questões tributárias
e fiscais, e no inciso IX do art. 170, para o tratamento favorecido às
empresas de pequeno porte – de temas alheio à exigência
Constitucional, como a parte sobre relações de
trabalho.
Aliás, o PLP nº 123/2004, de autoria do deputado
Jutahy Junior (PSDB/BA), o anteprojeto do Sebrae, e o PLP 125/2004,
do deputado Eduardo Paes (PSDB/RJ), que deram origem ao substitutivo
do relator, só cuidava dos aspectos tributários,
fiscais, de desburocratização e de favorecimento às
empresas de pequeno porte na aquisição de bens
e serviços pelo governo. No entanto, o PLP 210/2006, do
Poder Executivo, anexado ao PLP 123, introduziu outras matérias,
especialmente as de natureza trabalhista.
O segundo aspecto é que o relator da matéria na
comissão especial, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR),
construiu seu substitutivo em negociação com a
equipe econômica do Ministério da Fazenda, representada
pelo Secretário-Executivo da Pasta, economista Bernard
Appy, que não cedeu um milímetro sequer no que
diz respeito aos aspectos negativos da parte trabalhista, previsto
no PLP 210 do Poder Executivo. Até a supressão
do item que reduzia o FGTS de 8% para 0,5% dos trabalhadores
dessas empresas foi feita pelo relator à revelia do representante
do Governo.
O terceiro é que, em nome da governabilidade e na ânsia
de aprovar a matéria, houve enorme pressão das
autoridades constituídas, inclusive dos órgãos
dirigentes da Câmara e do Senado, sobre os parlamentares
que condicionavam a votação da matéria à retirada
dos aspectos prejudiciais aos trabalhadores. Na Câmara,
apenas como homenagem aos que resistiram, destacamos o deputado
Sérgio Miranda (PDT/MG), e no Senado, o senador Paulo
Paim (PT/RS), que ficou impossibilitado de destacar as partes
contrárias ao trabalhador em razão do acordo de
líderes para que a votação fosse simbólica.
Por último, o fato de o presidente da República
ser um ex-dirigente sindical, em lugar de condescendências
com a equipe econômica, que à revelia da retórica
presidencial patrocina matérias contra os trabalhadores,
o movimento sindical deveria pressionar para assegurar avanços
e não admitir retrocessos dessa ordem. O presidente certamente
agradeceria. Pelo veto aos aspectos trabalhistas da Lei Geral
das micro e pequenas empresas. Antônio
Augusto de Queiroz é jornalista, analista político
e Diretor de Documentação do DIAP – Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar.
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Agência Diap, 12 de dezembro de 2006
Sindicalismo
Comissão analisa indenização
para dirigente sindical
A Comissão de Trabalho da Câmara poderá votar esta
semana o PL 5.710/01, de autoria do deputado Fernando Ferro (PT/PE).
O projeto acrescenta parágrafo ao artigo 543, da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), a fim de dispor sobre a indenização
em caso de rescisão do contrato de empregado eleito para cargo
de dirigente sindical ou suplente. O relator da matéria na comissão é o
deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP). O parecer do relator conclui
pela aprovação do projeto. A reunião do colegiado
está prevista para quarta-feira, 13/12, às 10h.
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Nova
Central, 12 de dezembro de 2006
SALÁRIO MÍNIMO
Nova Central vai participar de reunião
com ministros para definir reajuste do salário mínimo.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, se reúne nesta quinta-feira,
14/12, às 9h, com representantes das centrais sindicais, entre elas
a Nova Central, para dar continuidade ao debate sobre o reajuste do salário
mínimo e a atualização da tabela do Imposto de Renda
da Pessoa Física. O Ministro da Previdência, Nelson Machado,
fará uma exposição sobre os números de sua
pasta.
Enquanto o Governo sinaliza com um mínimo de, no máximo,
R$ 375 e um reajuste de 3% da tabela do IR nos próximos
dois anos, os dirigentes sindicais querem um mínimo de R$
420 e um reajuste de 7,7% na tabela do Imposto de Renda. Pela NCST
participaração da reunião o Diretor de Relações
Internacionais e Comunicação, Sebastião Soares;
o Diretor de Assuntos Jurídicos, Francisco Calazans; o presidente
da NCST de Minas Gerais, Antônio Miranda; e a economista
do DIEESE, Alessandra Cadamuro.
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Nova
Central, 12 de dezembro de 2006
Número de famílias
chefiadas por mulheres aumentou 6% em dez anos
O número de famílias chefiadas por mulheres aumentou seis
pontos percentuais em dez anos, de acordo com o Relatório Situação
Mundial da Infância 2007, divulgado hoje pelo Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef). Em 1993 o número representava
22,3% e, em 2003, chegou a 28,8%. Os dados do Brasil vão na contramão
do panorama mundial, em que a desigualdade entre homens e mulheres ainda é grande.
De acordo com o estudo, em apenas 10 dos 30 países em desenvolvimento
pesquisados, 50% ou mais das mulheres têm participação
nas decisões domésticas incluindo aquelas referentes
aos gastos familiares, à saúde da mulher e às
visitas feitas pelas esposas a parentes e amigos.
Na África, por exemplo, o percentual de lares em que o
marido decide sozinho sobre a saúde da mulher ultrapassa
os 70% em Burquina Fasso (74,9%), Mali (74,1), Nigéria (73,4%)
e Malaui (70,8%). Na Ásia, metade dos maridos do Nepal e
de Bangladesh decidem sobre a saúde de suas esposas. Na
América Latina , a autonomia feminina é bem maior.
O pior índice disponível refere-se ao Haiti, onde
21,3% dos homens tomam a decisão.
A liberdade de ir e vir também é bastante limitada
em muitos países em desenvolvimento. Em Burquina Fasso e
Mali, cerca de 60% dos maridos decidem quando suas esposas podem
visitar parentes e amigos. Na América Latina e Caribe, a
Nicarágua se destaca lá 18,4% das mulheres pedem
permissão aos maridos antes de sair de casa.
Quanto às decisões referentes aos gastos familiares,
cabem ao marido em mais da metade dos lares de países africanos
como Malaui, Nigéria e Uganda. Na América Latina
e Caribe, são as mulheres que decidem na Colômbia,
que tem o pior índice da região, apenas 13,7% dos
maridos deliberam sobre gastos familiares.
Para aumentar a participação da mulher nas decisões
familiares, o relatório sugere três caminhos: aumentar
as oportunidades de emprego e de geração de renda
para mulheres, envolver os homens em programas de defesa de direitos
e apoiar organizações de mulheres.
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Diário
Vermelho, 12 de dezembro de 2006
Reforma da Previdência: os
ataques à “Constituição Cidadã”
O principal argumento dos neoliberais contra
a Previdência Social é o de que ela ganhou deveres sem
a contrapartida em direitos. Não é verdade. O que está por
trás desse argumento é a tática dos conservadores
de desqualificar as bandeiras progressistas.
Por Osvaldo Bertolino
O principal argumento usado pelos neoliberais na sistemática campanha
contra a Constituição de 1988 é que ela foi aprovada
na contramão da história. Dizem eles que a Assembléia
Nacional Constituinte atribuiu ao Estado um papel e um peso na vida do
país, distribuindo direitos para todo lado sem se preocupar com
quem pagaria a fatura, no exato momento em que o “livre mercado” despontava
como a salvação econômica do mundo. Os constituintes,
afirmam os conservadores, não sentaram para fazer as contas e
a nova Carta tornou o país ingovernável porque a experiência
doméstica e internacional já tinha mostrado não
ter mais sentido o termo ''Constituição Cidadã'' – como
proclamou o doutor Ulysses Guimarães, o presidente da Assembléia
Nacional Constituinte.
Não é por acaso, pois, que só na Câmara
dos Deputados quase 2 mil emendas à Constituição
tenham sido propostas desde sua entrada em vigor. O furor mudancista
se explica pelo fato de que alterações, tendo em
vista o timing ideológico da Constituição, é uma
adaptação ao furacão neoliberal que ganhou
força com a queda do Muro de Berlin. Mas esse furor certamente
reflete outro fenômeno, a respeito do qual pouco se fala:
ainda não há, na sociedade brasileira, um consenso
sobre como devem ser as instituições. A Constituição
foi escrita quando as forças direitistas sofriam os efeitos
da ascensão dos movimentos progressistas que suplantaram
a ditadura militar. Um ano depois, com a eleição
de Fernando Collor de Mello à Presidência da República,
o jogo se inverteu.
Preservação da Constituição
Desde então, a direita foi para o ataque e investe pesado contra
o direito de greve, flerta com o autoritarismo partidário – a
inconstitucional cláusula de barreira é o maior exemplo
disso – e uma corrente fortemente representada pela “grande
imprensa” debocha às claras da nossa ''democracia permissiva''
aos movimentos sociais. Conviver com uma Constituição mutante é um
problema. Em teoria, as constituições servem para garantir
um arcabouço geral para o funcionamento dos países. São,
portanto, uma espécie de alicerce sobre o qual se sustentam as
demais leis. Se o alicerce é frágil, todo o corpo legal
perde força. A luta pela preservação da Constituição,
portanto, é uma dessas bandeiras mandatórias para o movimento
sindical, inclusive pelo aspecto democrático que ela encerra.
Os motivos são reais. Para começo de conversa, a
batalha reflete a disputa entre forças progressistas e conservadoras.
Hoje, o principal alvo dos reformistas é o título
da ordem social – no qual está inscrito todo o espectro
da Previdência Social. Está aí um assunto que
não se resolve apenas com conversas. O ambiente político
está carregado por reivindicações econômicas
de quem está pagando caro pela sobrevivência na crise
econômica. E cristaliza-se entre os trabalhadores a impressão
de que o presidente Luis Inácio Lula da Silva não
tem medo de careta.”As contas da Previdência Social
são um problema muito mais do Tesouro Nacional do que da
própria Previdência”, disse ele recentemente. É sinal
de disposição para a luta e de vontade de vencer.
E nessa tarefa Lula precisa do apoio dos trabalhadores.
Administração da macroeconomia
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda,
Bernardo Appy, também se manifestou nesse rumo. Segundo
Appy, a Previdência é um acordo social entre diferentes
gerações de uma sociedade. ''A questão é como
encontrar o equilíbrio entre a necessidade de garantir uma
renda adequada (para os aposentados) e o financiamento desse sistema”,
afirmou. É óbvio que esse “acordo social” requer
a inclusão de recursos do Tesouro Nacional. Foi com base
nessa premissa que a bancada de deputados do Partido Comunista
do Brasil (PCdoB) apresentou um projeto de lei promovendo a inclusão
previdenciária dos trabalhadores do mercado informal, donas
de casa, estagiários, empregados domésticos – com
os respectivos incentivos para as empresas pagarem em dia as contribuições.
A questão toda se resume ao conceito de administração
da macroeconomia. Sem cortar os benefícios concedidos pelo Estado,
o governo terá dificuldades para manter o elevado superávit
primário exigido pelos compromissos com o setor financeiro. Para
cumprir esses “contratos”, o governo terá de romper
o contrato social assumido pela sociedade com a Constituição
de 1988. Afinal, como Lula costuma dizer, controlar as contas de um país é o
mesmo que acertar o caixa de casa: adequar a saída de recursos à entrada.
E quando os gastos incham de um mês para outro, como no caso do
pagamento de juros à ciranda financeira, é preciso compensar
a despesa de alguma forma. É aí que entra a diferença
a respeito do papel do estado entre progressistas e conservadores.
Outros benefícios do INSS
Uma das maiores vantagens geradas pela mudança no Ministério
da Fazenda, com a saída de Antônio Palocci, se refere ao
tratamento que está sendo dado aos gastos públicos. Palocci
vinha acenando com a intenção de realizar um corte profundo
nas despesas sociais, mas pouco conseguiu de concreto. Seu sucessor,
Guido Mantega, tem acenado em outra direção. Para ele,
os investimentos públicos devem aumentar sem o sacrifício
dos direitos sociais. É evidente que o ministro contraria os neoliberais.
O aumento do investimento público é uma necessidade indiscutível:
desde 1991, quando a “era neoliberal” ganhou impulso, esse
investimento – em estradas, portos e aeroportos, por exemplo – caiu
de 2,9% do PIB para 1,9%, um dos mais baixos da história. Mas
ele não pode implicar em cortes sociais. Seria uma perversidade
para a imensa maioria da sociedade.
O trabalhador brasileiro deve analisar não só a aposentadoria,
mas os outros benefícios que o Instituto Nacional de Seguro Social
(INSS) oferece – como os auxílios doença e maternidade.
A arrecadação do INSS sustenta 15 milhões de aposentados.
Mais da metade dos recursos arrecadados é gasta com apenas 10%
dos beneficiários do sistema. O restante, como disse Lula, entra
na conta dos benefícios concedidos pela Assembléia Nacional
Constituinte, sob a responsabilidade do Tesouro Nacional. Diante dessa
situação, a Previdência Social se inscreve como um
ponto crucial da batalha de fundo entre forças progressistas e
conservadoras. Afinal, são as espertas lideranças neoliberais
que querem os recursos públicos a serviço exclusivo dos
interesses privados. Encerro esta série aqui.
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STJ,
12 de dezembro de 2006
DECISÃO
Parte não precisa comprovar
estado de pobreza para obter assistência judiciária
gratuita
O pedido de assistência judiciária gratuita, para ser autorizado,
não exige a comprovação da situação
financeira de estado de pobreza da parte que solicita a assistência,
mas, apenas, a afirmação de que vive nesse estado e necessita
do benefício. A conclusão é da Terceira Turma do Superior
Tribunal de Justiça (STJ). Os integrantes da Turma, seguindo o voto
do ministro Humberto Gomes de Barros, rejeitaram o recurso do Banco do
Brasil contra a decisão que reconheceu o direito de Miriam Caram à gratuidade
da assistência.
Segundo os ministros, o benefício pode ser negado ou cassado
apenas na hipótese de a parte contrária ao requerente
da assistência apresentar prova incontestável de que
a parte solicitante não precisa da gratuidade, podendo arcar
com os custos do processo, o que não ocorreu no caso em
questão.
Direito à gratuidade
Miriam Caram teve o pedido de assistência gratuita negado
pela Justiça de segundo grau. Segundo o Tribunal, cabe ao
assistido a comprovação de sua necessidade. Diante
da decisão desfavorável, ela recorreu ao STJ, mas
o Juízo de segundo grau não admitiu o recurso especial,
ou seja, não autorizou a subida do processo para análise
do Superior Tribunal.
A Defensoria Pública, em favor de Caram, entrou com um
agravo (tipo de recurso) diretamente no STJ e teve seu pedido concedido
por decisão individual do ministro Gomes de Barros. Ao deferir
o pedido, o relator ressaltou que “a assistência judiciária
gratuita visa a garantir o acesso à Justiça, devendo
ser afastado todo excesso de formalismo. Assim, não é necessária
a comprovação da situação financeira
da pessoa física”.
Com a decisão, foi a vez de o Banco do Brasil recorrer
ao Superior Tribunal. Para o Banco, o entendimento do ministro
deve ser modificado, pois não pode ser entendida como absoluta
a presunção de pobreza quando da concessão
da assistência judiciária gratuita.
O ministro Gomes de Barros levou o processo ao colegiado da Terceira
Turma para julgamento e reiterou sua conclusão pelo direito
de Miriam Caram ao benefício. O relator destacou que “a
Lei 1.060/50, em seus artigos 7º e 8º, prevê a
revogação da assistência gratuita tão-somente
quando requerida pela parte contrária, desde que comprove
a inexistência ou o desaparecimento dos requisitos do artigo
4º da referida lei”, o que, segundo o ministro, “não é o
caso dos autos (processo)”.
O ministro destacou que o entendimento do Juízo de segundo
grau, ao negar o benefício, foi contrário ao posicionamento
do STJ sobre a questão. O relator enumerou uma série
de decisões no mesmo sentido de seu voto de que “a
concessão dos benefícios da assistência judiciária
gratuita não se condiciona à prova do estado de pobreza
do requerente, mas tão-somente à mera afirmação
desse estado, sendo irrelevante o fato de o pedido haver sido formulado
na petição inicial ou no curso do processo”.
E que, para a concessão do benefício, “basta
requerimento em que a parte afirme a sua pobreza”, cumprindo à outra
parte que deseje contestar a concessão da assistência
gratuita “provar o contrário”.
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Folha
de São Paulo, 12 de dezembro de 2006
Aos 60, quem é de esquerda
tem problemas, diz Lula, 61
" Evolução da espécie
humana" caminha para o centro, afirma petista a empresários
| Para presidente, mudança acontece de acordo com a "responsabilidade" e
a "quantidade de cabelos brancos" que a pessoa tem
JOSÉ ALBERTO BOMBIG, MARCELO SAKATE
DA REPORTAGEM LOCAL
Ao ser homenageado ontem pela revista "IstoÉ",
publicação da Editora Três, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva provocou risos na platéia
quando afirmou que a "evolução da espécie
humana" caminha para o centro no que diz respeito ao espectro
político.Segundo o petista, reeleito para mais quatro
anos e historicamente ligado à esquerda, "se você conhecer
uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque ela tem problemas".
Entre os convidados do evento (cerca de 900 pessoas), realizado
em um luxuoso hotel de São Paulo, estavam ministros, artistas,
esportistas, banqueiros, empresários, deputados, senadores
e socialites. As declarações de Lula, o grande
homenageado da noite, vieram após um comentário
sobre as altas taxas de crescimento de governos anteriores ao
dele, como os da ditadura militar. Ele evocou o ex-ministro Delfim
Netto para dizer que se considera hoje no "centro",
em busca de "equilíbrio".
"Eu agora sou amigo do Delfim Netto (...) Porque eu acho
que é a evolução da espécie humana,
quem é mais de direita vai ficando mais de esquerda, quem é mais
de esquerda vai ficando social-democrata e as coisas vão
fluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos que você vai
tendo e de acordo com a responsabilidade que você tem.
Não tem outro jeito, se você conhecer uma pessoa
muito idosa esquerdista, é porque ela tem problemas. Se
você conhecer uma pessoa muito nova de direita, é porque
também tem problemas. Então, quando a gente está com
60 anos, doutor [Antonio] Ermírio, é a idade do
ponto de equilíbrio em que a gente não é nem
um nem outro. A gente se transforma no caminho do meio, aquele
caminho que precisa ser seguido pela sociedade." Lula completou
61 anos em outubro.
No palco, ao lado de Lula e do empresário Antonio Ermírio
de Moraes, estavam, entre outros, o banqueiro Lázaro Brandão
(Bradesco), e os pefelistas Cláudio Lembo (governador
de São Paulo) e Gilberto Kassab (prefeito da capital paulista).
O ex-presidente José Sarney (PMDB) estava na platéia.
Na economia, Lula disse que seu desafio será fazer o país
crescer sem a volta da inflação e numa economia
global que tem potências emergentes como China e Índia. "Na época
do milagre brasileiro, era Brasil, México e Argentina
[disputando os investimentos externos], não haviam nem
Leste Europeu."
As declarações em favor do manutenção
da estabilidade foram interpretadas pelo empresariado, segundo
a Folha apurou, como um apoio explícito ao presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, que recebeu o prêmio
de "personalidade do ano" na economia. O presidente
voltou a criticar o que chama de entraves ambientais ao desenvolvimento. "Algumas
coisas no Brasil são imexíveis, como diria o ministro
[Antonio Rogério] Magri."
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Folha
de São Paulo, 12 de dezembro de 2006
Produção industrial
sobe em 6 de 14 regiões
Pesquisa do IBGE mostra que SP avançou 1,5% em outubro; Goiás
apresentou a maior expansão: 5,1%
CLARICE SPITZ
DA FOLHA ONLINE, NO RIO
A produção industrial mostrou crescimento em apenas
6 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística) no mês de outubro na
série com ajuste sazonal em relação a setembro.
São Paulo, que concentra 40% da indústria de transformação
e tem maior peso na estrutura industrial do país, apresentou
avanço de 1,5% após recuar 1,7% e "puxar" a
retração da indústria no mês anterior.
Goiás apresentou a maior expansão percentual, com
alta de 5,1%, seguido por Paraná (2,3%) e Rio de Janeiro
(1,7%).
Pernambuco e a região Nordeste também apontaram
aumento na produção, mas ficaram abaixo da média
nacional de 0,8%. Por outro lado, Santa Catarina, Minas, Ceará,
Bahia, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Sul
e Amazonas tiveram queda de setembro para outubro. A indústria
amazonense amargou o maior recuo: 4,6%. No confronto entre outubro
e o mesmo mês do ano passado, a produção
industrial foi positiva em quase todos os locais. A exceção
coube ao Amazonas, que apresentou decréscimo de 8,1% em
sua produção industrial. A ampla expansão,
que atinge 13 dos 14 locais, não era observada desde maio
de 2005.
Ceará e Pernambuco encabeçam as maiores altas,
com avanços de 12,4% e 11,2%, respectivamente. Pará (9,7%),
Espírito Santo (9,1%), região Nordeste (6,0%),
São Paulo (5,9%) e Goiás (5,6%) também registraram
acréscimo na produção. As demais evoluções
positivas ficaram com Minas (3,5%), Paraná (2,8%), Bahia
(2,3%), Santa Catarina (1,6%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Rio
de Janeiro (0,9%).
Segundo o IBGE, a expansão captada em SP na comparação
com o mesmo mês do ano passado atingiu 17 dos 20 ramos
pesquisados. As maiores contribuições vieram de
máquinas e equipamentos, veículos automotores e
edição e impressão. Em sentido contrário,
refino de petróleo e produção de álcool,
outros equipamentos de transporte e alimentos exerceram as três
pressões negativas.
A indústria do Amazonas apresentou recuo graças
aos decréscimos na fabricação de telefones
celulares e de rádios que foram os principais destaques
no segmento de material eletrônico e equipamentos de comunicação
Segundo o instituto, a produção industrial avança
de forma "discreta, mas permanente" ao longo de 2006. Os locais
que registraram as maiores expansões no ano foram influenciados
pela manutenção do dinamismo dos produtos tipicamente de
exportação, particularmente as commodities (minérios
de ferro, açúcar, celulose e produtos siderúrgicos),
além de outros com forte presença da fabricação
de automóveis e de computadores.
No acumulado no ano, as taxas positivas alcançaram: Pará,
Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Minas, Bahia,
SP e região Nordeste. Em sentido contrário, acumulando
perdas na produção, figuraram Paraná, Amazonas
e Rio Grande do Sul.
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Folha
de São Paulo, 12 de dezembro de 2006
TRABALHO
Montadoras vão informar
fornecedoras sobre escravos
DA BLOOMBERG
A General Motors, Ford, DaimlerChrysler e Honda se uniram para
treinar fornecedores sobre como evitar a compra de materiais
produzidos por escravos. O treinamento está sendo coordenado
pela associação norte-americana de montadoras Automotive
Industry Action Group. A Toyota preferiu não se juntar
ao programa, pois acredita ser capaz de solucionar sozinha as
questões relativas ao trabalho escravo, disse um porta-voz.
Quase todas as montadoras que operam nos Estados Unidos utilizam
materiais cuja manufatura envolve trabalho escravo realizado
no Brasil, noticiou a Bloomberg em novembro. Escravos que trabalham
na Amazônia produzem carvão vegetal para exportadoras
de ferro-gusa, um dos principais ingredientes para a produção
do aço utilizado na fabricação de veículos.
"Estamos tentando desenvolver uma abordagem comum capaz
de promover condições decentes de trabalho nos
mercados emergentes", disse Scot Sharland, diretor-executivo
da associação. "Queremos nos assegurar de
que esse pessoal [as montadoras] está cumprindo a legislação
local." A associação organizará treinamento
em fábricas e empresas fornecedoras para instruir funcionários
sobre direitos humanos em toda sua cadeia, disse Ian Olson, executivo
da Ford "emprestado" à associação.
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Folha
de São Paulo, 12 de dezembro de 2006
MONTADORAS
Daimler planeja demitir 4.000 funcionários
DA REDAÇÃO
A DaimlerChrysler disse ontem que estuda a demissão de
4.000 funcionários de suas fábricas nos Estados
Unidos e no Canadá. O motivo para o possível corte é a
previsão de queda nas vendas de caminhonetes em 2007.
Das possíveis demissões, 800 já haviam sido
anunciadas e afetarão, a partir de março, os empregados
de uma fábrica no Canadá. A unidade de caminhonete
da companhia emprega 25 mil pessoas na América do Norte.
Em outubro, a DaimlerChrysler anunciou que estudava maneiras
de reduzir os custos de produção de suas unidades
nos Estados Unidos.
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Notícias do Tribunal Superior
do Trabalho
12/12/2006
Publicação de declarações
ofensivas a empregada gera dano moral
A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou o direito
de uma ex-empregada da Brasil Telecom S/A (CRT) ao pagamento de indenização
por dano moral decorrente de declarações desabonadoras
feitas à imprensa por diretor da empresa após a promoção
de dispensa coletiva. “Configura dano à dignidade do trabalhador,
sua dispensa ocorrida ao tempo em que o empregador, em declarações à imprensa,
informava que as dispensas afetavam a empregados desidiosos”,
considerou a juíza convocada Perpétua Wanderley (relatora),
ao negar agravo de instrumento à empresa.
A decisão resultou em manutenção de acórdão
firmado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(Rio Grande do Sul), que reconheceu a caracterização
do dano moral. De acordo com o TRT gaúcho, os autos revelaram
a divulgação jornalística da despedida de empregados
negligentes na prestação do trabalho. A ausência
dos nomes dos dispensados não impediu a ocorrência da
ofensa.
“O fato de tais notícias não registrarem qualquer
referência pessoal à trabalhadora não é suficiente
para descaracterizar o dano moral. Isso porque a dispensa coletiva
foi amplamente noticiada e as expressões ofensivas foram dirigidas
a todo o conjunto dos dispensados, o que inclui a trabalhadora”,
registrou o TRT/RS.
“Houve ofensa à pessoa da trabalhadora, abalando sua
imagem, importando em dor pessoal, sofrimento íntimo e inequívoca
lesão de cunho moral, especialmente diante da publicidade conferida
a essas acusações, as quais, por óbvio, repercutiram
na intenção da trabalhadora na admissão em novos
empregos”, acrescentou o tribunal de segunda instância.
O argumento da empresa no TST foi o da inviabilidade da condenação
pois seria inexistente a legislação que regulamentasse
a competência da Justiça do Trabalho para o exame de casos
de dano moral. Alegou, também, a inexistência de prova
de que a trabalhadora estaria entre os 143 empregados dispensados,
cujos nomes não foram divulgados.
Segundo a relatora, contudo, “a atribuição genérica
das falhas resulta ofensiva, por ser incutida imagem negativa a respeito
dos empregados dispensados”. Perpétua Wanderley também
afastou o argumento da inviabilidade do exame do tema ao lembrar que
a Emenda Constitucional nº 45 estabeleceu expressamente a competência
da Justiça do Trabalho para processar e julgar ações
de indenização por dano moral ou patrimonial decorrentes
da relação de trabalho.(AIRR 24731/2002-900-04-00.2)
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TST confirma ilegalidade
de dispensa de trabalhador deficiente
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, segundo voto do ministro
Aloysio Corrêa da Veiga (relator), confirmou o direito de um
trabalhador portador de deficiência física à reintegração
no emprego. A decisão unânime do TST negou agravo de instrumento à Telemar
Norte Leste S/A e, assim, confirmou manifestação do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), que
determinou o retorno do empregado aos quadros da empresa telefônica.
Contratado pela Telecomunicações do Rio de Janeiro (Telerj)
para a função de porteiro, o trabalhador teve seu contrato
rescindido em junho de 1998, quando foi dispensado sem justa causa
pela Telemar Norte Leste, sucessora da estatal carioca. Após
buscar, sem êxito, convencer os superiores da inviabilidade da
dispensa, o trabalhador ingressou na Justiça do Trabalho (em
março de 1999) a fim de reivindicar sua reintegração
ao emprego.
O argumento jurídico utilizado pela defesa do trabalhador levou à concessão
de seu pedido pela 28ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. A conduta
da empresa resultou em violação da Lei nº 8213,
de 1991, que, dentre outros temas, prevê a porcentagem mínima
de cargos para deficientes físicos em empresas com mais de cem
empregados (artigo 93) e restringe a possibilidade de dispensa.
De acordo com o parágrafo 1º do artigo 93 da lei, “a
dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao
final de contrato por prazo determinado de mais de 90 dias, e a imotivada,
no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer
após a contratação de substituto de condição
semelhante”. Como não foi provada a admissão de
outro portador de deficiência em substituição ao
porteiro dispensado, foi determinado seu retorno à empresa.
Além da ordem de reintegração, num prazo de oito
dias, a primeira instância determinou o pagamento dos salários
correspondentes ao período de afastamento, 13º salário,
férias acrescidas de um terço e os depósitos do
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
Posteriormente, a questão foi submetida ao TRT fluminense que
confirmou os efeitos da sentença. O órgão de segunda
instância frisou que o artigo 93 da Lei nº 8.213/91 determina
que a empresa com mais de mil funcionários deve preencher os
seus cargos com 5% de beneficiários reabilitados ou portadores
de deficiência física.
“A empresa, por sua vez, limita-se a alegar o cumprimento das
determinações legais sem, contudo, fazer prova do alegado.
Quer dizer, não provou ter mantido em seus quadros 5% de funcionários
portadores de deficiência física”, considerou o
acórdão regional conforme trecho reproduzido no voto
de Aloysio Veiga.
A ilegalidade da dispensa do trabalhador foi igualmente constatada
pelo TST, que não detectou violação de dispositivo
do texto constitucional como alegado pela Telemar. O relator do agravo
destacou que a decisão do TRT/RJ baseou-se em dispositivo de
lei.
“No caso dos autos, a tese é no sentido de que não
houve prova de que fora contratado outro empregado em condição
semelhante ao empregado demitido”, afirmou Aloysio Veiga, ao
também ressaltar que a empresa não demonstrou decisões
divergentes à do TRT/RJ, providência necessária à análise
do recurso. (AIRR 600/1999-028-01-40.6)
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Trabalhador temporário
não tem estabilidade no emprego
A Seção Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho reafirmou tese de que operário
contratado para trabalho temporário não tem direito à estabilidade
no emprego. A decisão da SDI baseou-se em acordo coletivo firmado
entre as partes, o qual não previa a reintegração
de trabalhadores temporários ao quadro permanente da empresa.
O relator do processo no TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula,
afirmou que “o Regional considerou o exposto na cláusula
2ª do Acordo Coletivo para concluir que o Autor não fazia
jus à reintegração nos quadros da empresa, por
se tratar de empregado temporário”.
O empregado foi contratado por empresa prestadora de serviços
da obra da Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A (Gerasul). Na justiça
trabalhista, pediu o reconhecimento de estabilidade com a empresa tomadora
de serviços, a Gerasul. O trabalhador alegou que houve negativa
de prestação jurisdicional por parte do Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul), ao analisar
cláusula do acordo que tratava da estabilidade dos empregados.
A SDI-1 sustentou a decisão do TRT/RS de que o acordo somente
previa a reintegração de funcionários do quadro
permanente da empresa, não estendendo o direito ao empregado
temporário. “Evidentemente que a cláusula em referência,
que condicionava a dispensa à hipótese de justa causa,
só poderia ter em vista o pessoal permanente da empresa”,
concluiu o ministro Carlos Alberto.
O contrato de trabalho do empregado era temporário, ainda mais
por ele ter sido contratado por empresa interposta. No caso em questão,
quando a obra é paralisada ou concluída, não há mais
necessidade dos serviços do empregado contratado por tempo determinado.
Segundo o ministro, “o entendimento contrário aos interesses
da parte não implica em negativa de prestação
jurisdicional, tampouco leva à nulidade da decisão”.
(E-RR-469483/1998.4)
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