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Agência Senado, 13 de dezembro de 2006
Construção civil será tema
de debate nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira (14), a partir das 10h, a Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) realiza audiência pública destinada
a debater a política nacional para a construção
civil. O requerimento aprovado na reunião desta terça-feira
(12) é da autoria da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti
(SC).
Foram convidados para fazer parte da reunião o presidente da
Associação Brasileira das Entidades de Crédito
Imobiliário e Poupança (Abecip), Décio Tenerello;
o coordenador da União Nacional da Construção,
Paulo Safady Simão; e o coordenadordo comitê da Cadeia
Produtiva da Indústria da Construção Civil, da
Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp), José Carlos de Oliveira Lima. Entre os temas
a serem abordados na reunião destaca-se o fortalecimentoda política
nacional para a construção civil, comas devidas conseqüências
no Produto Interno Bruto (PIB) e na geração de empregos.
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Agência Senado, 13 de dezembro de 2006
Projeto que autoriza uso do FGTS na
compra de lotes urbanizados tem parecer favorável

Os recursos das contas vinculadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) poderão ser usados no pagamento parcial de um lote popular
adquirido para uso residencial, segundo texto substitutivo ao Projeto
de Lei da Câmara 18/02 que recebeu nesta terça-feira (12)
parecer favorável da Comissão de Educação
(CE). Os lotes deverão estar em parcelamentos urbanos aprovados
pelo poder público local.
Elaborado pelo relator deste e de outros 14 projetos sobre o mesmo
tema, o substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) incluiu ainda
outras possibilidades de uso de recursos do FGTS. Entre elas, o pagamento
de prestações do Sistema Financeiro da Habitação,
a amortização de parcelas do Fundo de Financiamento ao
Estudante do Ensino Superior (Fies), limitada a 70% do valor da parcela,
e a constituição de microempresa por titular de conta
vinculada que esteja desempregado.
Em decisão terminativa, a CE aprovou o Projeto de Lei 224/00,
de autoria da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), que estabelece
a oferta gratuita, ou a preço de custo, de livros didáticos
impressos em braile. A relatora da proposta na CE, senadora Fátima
Cleide (PT-RO), votou pela aprovação do texto substitutivo
aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ).
Também em decisão terminativa foi aprovado o Projeto
de Lei 297/99, do então senador Luiz Estevão, que institui
- como estipula emenda do relator, senador Leonel Pavan (PSDB-SC) -
bolsa de estudos destinada ao aperfeiçoamento profissional dos
integrantes das carreiras de policial federal, civil ou militar e dos
integrantes dos corpos de bombeiros e das Forças Armadas.
Igualmente em decisão terminativa foi aprovado o Projeto de
Lei 286/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), que institui o Dia Nacional
de Reflexão do "Cantando as Diferenças", que
será celebrado em 10 de agosto. Segundo emenda apresentada pelo
relator, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), nessa data - quando se
lembra a morte do sociólogo Florestan Fernandes - se buscará a "reflexão
sobre as diversidades em todo o país nos aspectos sociais, culturais,
individuais e do meio ambiente".
Recebeu parecer favorável da CE o Projeto de Lei do Senado
216/06, do senador Geraldo Mesquita Junior (PMDB-AC), que assegura
aos estagiários o direito ao vale-transporte. Também
receberam parecer favorável o Projeto de Lei da Câmara
109/05, que torna obrigatório o estudo da história e
cultura afro-brasileira e indígena em estabelecimentos de ensino
fundamental e médio, e seis projetos de decreto legislativo
que autorizam o funcionamento de emissoras de rádio.
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Agência Diap, 13 de dezembro de 2006
Seguro-Desemprego
Ex-presidiário poderá ter
acesso ao benefício
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
do Senado agendou para esta quarta-feira, 13/12, a partir das 10h, a
apreciação, entre outras matérias, do PLS 166/05,
que tem a finalidade de estender o auxílio do seguro-desemprego,
no valor de um salário mínimo, em três parcelas,
para ex-presidiários.
O projeto, de autoria do senador Rodolpho Tourinho (PFL/BA), tem parecer
pela aprovação do relator, senador José Jorge
(PFL/PE). Além do benefício do seguro-desemprego, o ex-presidiário
será encaminhado pelo Ministério do Trabalho e Emprego
para cursos de qualificação profissional que facilitem
a recolocação no mercado de trabalho por meio do Sistema
Nacional de Emprego (Sine).
Sendo aprovado na CCJ, o projeto será enviado para a Comissão
de Assuntos Sociais (CAS), onde tem caráter terminativo e, salvo
recurso para votação no plenário do Senado, poderá ser
encaminhado para a Câmara dos Deputados.
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Diário Vermelho, 13 de dezembro de
2006
Artigo:
Os acidentes de trabalho e
o dedo de Lula
O secretário nacional de Políticas Sociais da CUT, Carlos
Rogério de Carvalho Nunes, é o autor do artigo abaixo,
publicado originalmente no Portal do Mundo do Trabalho. No texto, Carlos
Rogério põe em xeque um juiz que, há quase dez anos,
minimizou a perda do dedo mínimo - "de muita pouca utilidade" -
do metalúrgico Valdir Martins Pozza.
Acidente de trabalho: o dedo de Lula
Por Carlos Rogério de Carvalho Nunes *
Se dependesse do juiz Edmundo Lellis Filho, de Cotia, na Grande São
Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria
se preocupar com os adesivos distribuídos pelo PSDB no Sul do
país durante a campanha das eleições presidenciais
deste ano com o desenho de uma mão aberta, com apenas quatro dedos,
dentro de um círculo atravessado por uma tarja símbolo
de "proibido". Segundo o juiz, o dedo mínimo tem "muito
pouca utilidade".
Em 1997, ele considerou improcedente o pedido de auxílio de acidente
de trabalho requerido pelo metalúrgico Valdir Martins Pozza, que
perdeu os movimentos do dedo mínimo ao romper o tendão
enquanto limpava uma retificadora. "Não é fato comprovado
que sua capacidade de trabalho foi efetivamente diminuída pelo
acidente, até porque o dedo lesado, mínimo, muito pouca
utilidade tem para a mão e, por muitos estudiosos em antropologia
física, é considerado um apêndice que tende a desaparecer
com a evolução da espécie humana", diz a sentença.
Para evitar absurdos como esse, Lula baixou a medida provisória
n° 316 determinando que o trabalhador vítima de acidente no
trabalho ou que apresente doença relacionada à sua atividade
passa agora a ter o nexo ocupacional (relação entre a doença
e o trabalho) automaticamente estabelecido. Caso a empresa não
concorde, ela terá que provar que o trabalho não é a
causa da doença ou acidente. Ou seja, está invertido o
chamado ônus (obrigação) de provar.
Antes da medida provisória, quando a empresa não emitia
a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) o trabalhador
era afastado por "doença comum", o que implicava em
suspensão do contrato de trabalho, no não recolhimento
do FGTS e na perda da estabilidade no emprego por no mínimo um
ano após o retorno ao trabalho. A medida provisória garantiu
também o Nexo Técnico Epidemiológico (NTE).
Essa inovação representa muita coisa. Dados da Dataprev,
Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência
Social, indicam que por ano há mais de sete mil amputações
de mãos entre os cerca de 23 milhões de segurados do Seguro
de Acidentes do Trabalho. Mas este número representa menos de
um terço da população economicamente ativa, estimada
hoje em 83 milhões de trabalhadores. Os acidentes e doenças
são, possivelmente, muitos maiores do que apresentam os dados
oficiais. São gastos R$ 32,8 bilhões por ano, segundo dados
da Previdência Social, com benefícios por incapacidade temporária
ou permanente. A parte majoritária da assistência médica
e hospitalar é prestada pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), e os benefícios por incapacidade temporária ou permanente
são arcados pelo Ministério da Previdência Social.
A gravidade do problema não se limita ao Brasil. Segundo estimativas
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorrem
anualmente no mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho
e aproximadamente 160 milhões de casos de doenças ocupacionais.
Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do Produto Interno Bruto
(PIB) mundial. Em um terço desses casos, cada acidente ou doença
representa a perda de quatro dias de trabalho. Dos trabalhadores mortos,
22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil.
Ainda segundo a OIT, em todo o mundo morrem, por dia, em média
cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas
ao trabalho.
No caso brasileiro, a dramaticidade do problema chegou à instância
máxima da Justiça. No dia 3 de março de 2005, o
Supremo Tribunal federal (STF) decidiu que a competência para o
julgamento de ação de indenização por danos
morais e materiais decorrentes de acidente de trabalho é da Justiça
Comum, e não da Justiça do Trabalho (o artigo 114, inciso
6º da Constituição Federal, na redação
conferida pela emenda constitucional nº 45, diz expressamente que "compete à Justiça
do Trabalho processar e julgar as ações de indenização
por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de
trabalho). A decisão suscitou polêmica e o STF reviu a decisão.
Segundo a assessoria de imprensa do STF, quem se sentir lesado pode entrar
com recurso extraordinário que o Supremo decidirá qual
ramo da Justiça terá a incumbência de julgar a ação.
O advogado e assessor da Vice-Presidência da Central Única
dos Trabalhadores (CUT), Renan Arrais, diz que mesmo com a emenda constitucional
nº 45 há conflito de competência. "Quando o caso
já está em andamento, a tendência é que a
Justiça Comum julgue o caso, mas novas ações a competência é da
Justiça do Trabalho", diz ele.
A Constituição Federal diz em seu artigo 5º, inciso
35, que a lei não excluirá da apreciação
do Poder Judiciário lesão ou ameaça ao direito.
Isso significa que ou a Justiça Comum ou a Justiça do Trabalho
deverão decidir quanto aos pedidos de dano moral apresentados
nos processos em andamento. Não há jurisprudência
consolidada no STF sobre o tema, depois que entrou em vigor a emenda
constitucional nº 45. O Supremo poderá adotar uma súmula
sobre o tema, mas ela só valerá para a Justiça do
Trabalho quando entrar em vigência a súmula vinculante. "Enquanto
não há uma súmula vinculante, os tribunais regionais
do trabalho estão livres para se posicionarem de forma contrário
ao Supremo", afirma Renan Arrais.
Talvez a nossa histórica falta de parâmetros para enfrentar
essa grave questão venha a se constituir em capacidade de mudar
rapidamente e de transformar os problemas em novas formas de combater
o descaso com as condições de trabalho. Para isso será necessária,
antes de tudo, uma pressão maior por mudança na filosofia
de muitas empresas, abrindo espaço para a contribuição
efetiva dos trabalhadores por melhorias das condições de
trabalho, estimulando as performances dos sindicatos e das Cipas para
a obtenção de menores índices de acidentes de trabalho.
O debate em andamento ajuda essa tarefa. Não há razão
para o movimento sindical não tomar o assunto nas mãos.
Carlos Rogério de Carvalho Nunes é secretário nacional
de Políticas Sociais da CUT e membro da Corrente Sindical Classista
(CSC).
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Congresso em Foco, 13 de dezembro de 2006
Álvaro e Gabeira chegam em primeiro
lugar
Suplicy e Jefferson Péres, no
Senado, e Fruet e José Eduardo Cardozo, na Câmara,
também ficam entre os seis primeiros colocados.
Acabou. Durante três semanas, os leitores deste site puderam
votar em até três deputados federais e três senadores
que, a seu juízo, estão entre os melhores parlamentares
do Congresso. Quando a votação terminou, 0h27 desta quarta-feira
(13), foram contabilizados impressionantes 5.377.111 votos em favor
dos 40 congressistas pré-selecionados.
Eles foram escolhidos por meio de enquete realizada com jornalistas
que cobrem o Congresso. Em solenidade no próximo dia 19, às
17h30, no auditório Nereu Ramos (anexo II da Câmara dos
Deputados), serão contemplados: com troféus, os três
mais votados na Câmara e no Senado; com placas, os que ficarem
entre a quarta e décima colocação em cada Casa;
certificados, para todos os parlamentares que puderam ser votados durante
o Prêmio Congresso em Foco.
Após uma disputa acirrada e emocionante, com revezamento constante
nas primeiras colocações, sobretudo nos últimos
dias, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Fernando Gabeira
(PV-RJ) venceram a primeira edição do Prêmio Congresso
em Foco.
No Senado, as dez primeiras colocações ficaram com Alvaro,
624.381 votos; Eduardo Suplicy (PT-SP), 610.201; Jefferson Péres
(PDT-AM), 236.665; Pedro Simon (PMDB-RS), 232.733; Heloísa Helena
(Psol-AL), 215.656; José Agripino Maia (PFL-RN), 129.190; Osmar
Dias (PDT-PR), 110.841; José Jorge (PFL-PE), 93.771; Arthur
Virgílio (PSDB-AM), 84.254; e Aloizio Mercadante (PT-SP), 73.818.
Na Câmara, os dez primeiros foram Fernando Gabeira, 419.498
votos; Gustavo Fruet (PSDB-PR), 419.288; José Eduardo Cardozo
(PT-SP), 386.329; José Carlos Aleluia (PFL-BA), 344.460; Alberto
Goldman (PSDB-SP), 161.075; Roberto Freire (MD-PE), 160.434; Aldo Rebelo
(PCdoB-SP), 127.590; Denise Frossard (MD-RJ), 122.805; Rafael Guerra
(PSDB-MG), 118.380; e Sigmaringa Seixas (PT-DF), 101.783.
Os troféus, idealizados pela artista plástica Suzana
Gouveia, têm 20 cm cada e são feitos em fundição
artística de bronze com base de granito negro. Para diferenciar
as três primeiras colocações, as peças serão
estilizadas. O troféu ouro receberá polimento especial,
enquanto o troféu prata será produzido em alumínio
fundido.
Votação
Durante todo o dia de ontem (terça, 12), o grande número
de acessos ao Congresso em Foco de pessoas interessadas em dar o seu
voto aos melhores parlamentares federais do país tornou extremamente
lenta a navegação neste site, principalmente nas páginas
de votação e de resultados parciais do prêmio. Às
23h06, tornou-se quase impossível votar, situação
que apenas se normalizou perto de meia-noite. Por isso mesmo, a votação
ainda se estendeu por mais alguns minutos, até 0h27
Desde 22 de novembro os internautas podem votar nos 15 senadores e
25 deputados pré-selecionados. Foi admitido que a votação
se repetisse, do mesmo computador, a cada 24h. Um código numérico
impediu a utilização de robôs e programas que pudessem
distorcer os resultados.
Promovido pelo Congresso em Foco, com o patrocínio da Brasil
Telecom e da Petrobras, o prêmio foi criado com o propósito
de incentivar os brasileiros a acompanharem o desempenho dos parlamentares
federais, valorizando aqueles que são percebidos como os melhores
representantes da população no Parlamento.
Os resultados desta primeira edição superaram até as
nossas expectativas mais otimistas e nos animam a realizar a votação
anualmente. Serão estudados aprimoramentos que contribuam para
fazer do prêmio um instrumento de educação política
e desenvolvimento da cidadania.
PRÊMIO
CONGRESSO EM FOCO
RESULTADOS
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Senadores
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QTDE
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Alvaro Dias (PSDB-PR)
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624.381
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Eduardo Suplicy (PT-SP)
|
610.201
|
|
Jefferson Péres (PDT-AM)
|
236.665
|
|
Pedro Simon (PMDB-RS)
|
232.733
|
|
Heloísa Helena (Psol-AL)
|
215.656
|
|
José Agripino Maia (PFL-RN)
|
129.190
|
|
Osmar Dias (PDT-PR)
|
110.841
|
|
José Jorge (PFL-PE)
|
93.771
|
|
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
|
84.254
|
|
Aloizio Mercadante (PT-SP)
|
73.818
|
|
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
|
70.554
|
|
Delcídio Amaral (PT-MS)
|
30.420
|
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José Sarney (PMDB-AP)
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27.103
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Renan Calheiros (PMDB-AL)
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19.529
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Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA)
|
17.395
|
Total:
2.576.511 votos
|
|
Deputados
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QTDE
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Fernando Gabeira (PV-RJ)
|
419.498
|
|
Gustavo Fruet (PSDB-PR)
|
419.288
|
|
José Eduardo Cardozo (PT-SP)
|
386.329
|
|
José Carlos Aleluia (PFL-BA)
|
344.460
|
|
Alberto Goldman (PSDB-SP)
|
161.075
|
|
Roberto Freire (MD-PE)
|
160.434
|
|
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
|
127.590
|
|
Denise Frossard (MD-RJ)
|
122.805
|
|
Rafael Guerra (PSDB-MG)
|
118.380
|
|
Sigmaringa Seixas (PT-DF)
|
101.783
|
|
Henrique Fontana (PT-RS)
|
81.825
|
|
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
|
69.960
|
|
Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP)
|
61.906
|
|
Beto Albuquerque (PSB-RS)
|
36.368
|
|
Delfim Netto (PMDB-SP)
|
27.757
|
|
Sérgio Miranda (PDT-MG)
|
24.383
|
|
Rodrigo Maia (PFL-RJ)
|
19.132
|
|
Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ)
|
17.918
|
|
Perpétua Almeida (PC do B-AC)
|
15.341
|
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Chico Alencar (Psol-RJ)
|
15.041
|
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Renato Casagrande (PSB-ES)
|
15.014
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Michel Temer (PMDB-SP)
|
14.724
|
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Miro Teixeira (PDT-RJ)
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14.092
|
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Eduardo Campos (PSB-PE)
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12.942
|
|
Cezar Schirmer (PMDB-RS)
|
12.555
|
Total: 2.800.600 votos
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CFT/PR, 13 de dezembro de 2006
Concessão de auxílio-doença
aumenta e preocupa inss
A gestão do auxílio-doença, segundo o ministro da
Previdência, Nelson Machado, continua sendo um “pesadelo”.
Esse benefício consumiu, em outubro, mais de R$ 1 bilhão
dos cofres federais. Apesar de o governo ter tomado diversas medidas
para reduzir esse tipo de gasto, a trajetória das concessões
voltou a crescer, preocupando os administradores da maior despesa do
governo federal. O déficit da Previdência vai passar dos
R$ 42 bilhões este ano.
O governo apostava muito na substituição dos médicos-peritos
terceirizados, contratados pelo governo passado, por profissionais
aprovados em concursos. Mas depois de um período inicial de
reversão da tendência de aumento das concessões
desses benefícios, os números voltaram a assustar. O
pico, em outubro do ano passado, foi de 1,66 milhão de auxílios-doença,
mas esse número caiu a 1,30 milhão em maio deste ano.
De maio a outubro de 2006, a curva voltou a ser ascendente, chegando
a 1,52 milhão. Em novembro, os registros apontam para uma leve
queda, para 1,51 milhão.
O ministro reconhece algumas dificuldades operacionais, mas diz que
são “conjunturais”. Uma delas é o cumprimento
integral da jornada de trabalho dos médicos-peritos. Os controles
têm de ser mais rigorosos para garantir que a demanda de 650
mil consultas por mês seja atendida. Atualmente, são feitas
550 mil perícias por mês. Machado explica que, de fevereiro
a junho deste ano o INSS viveu um período difícil de
transição, quando o instituto ficou sem o trabalho dos
terceirizados e ainda não podia contar com todos os concursados.
A prova teve atraso de três meses com o incêndio que destruiu
um dos prédios que a Previdência ocupava em Brasília.
Outro desafio a enfrentar está em São Paulo, onde as
agências ainda demoram cerca de 40 dias para marcar uma perícia
médica. A meta que terá de ser alcançada é de
cinco dias. Machado garante que isso será resolvido quando começarem
a operar as agências especializadas em incapacidade. O projeto-piloto
prevê 12 unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador,
Vitória, Belo Horizonte e Porto Alegre.
No diagnóstico feito pela Previdência, a origem desse
gasto com o auxílio-doença é o estímulo
da legislação. Pelas normas em vigor, um trabalhador
pode receber mais do INSS que do seu empregador, apesar de afastado
por doença ou acidente no trabalho. Nesse aspecto, Machado está otimista
com a aprovação, em novembro, do projeto de lei do Senado
(PLS) 261, apresentado por Aloizio Mercadante (PT-SP). Se aprovado,
vai limitar o pagamento do auxílio-doença ao teto da
média aritmética dos últimos 12 salários.
O ministro alerta para a altíssima participação
dos benefícios pagos por doença e invalidez. Num universo
de 32 milhões de contribuintes previdenciários, 4,4 milhões
(14%) estão nessa condição. A meta é baixar
a 7%, nível considerado adequado mundialmente. Os registros
do auxílio-doença tinham média mensal de 600 mil
benefícios até o ano 2000. Mas a partir daquele ano,
a quantidade aumentou de maneira exponencial. Em dezembro de 2005,
o estoque chegou a 1,618 milhão de benefícios. O gasto
saltou de aproximadamente R$ 4 bilhões, em 2000, para R$ 13
bilhões em 2005.
A terceirização dos médicos-peritos foi uma das
causas identificadas pelo governo para o descontrole. A remuneração
desses profissionais era por consulta, mas não havia compromisso
de trabalharem oito horas por dia. A partir de 2001, o terceirizado
passou a autorizar o benefício.
Mas antes disso, já havia outra distorção. O
pagamento do auxílio-doença era baseado na média
dos maiores salários. Investigação do Ministério
da Previdência, realizada em 2005, comprovou que, na metade dos
casos, o pagamento do benefício era maior que o último
salário recebido.
Feito o diagnóstico, o governo tomou providências. Determinou
o fim da terceirização dos médicos-peritos e contratou
2.838 profissionais por meio de dois concursos públicos, realizados
em 2005 e 2006. O total de funcionários, nesse segmento, passou
a 4,8 mil.
Mas o ministro informa que o governo também procurou atacar
a origem do problema: o estímulo aos pedidos. A MP 242 foi publicada
em março de 2005 para limitar o valor do benefício ao
maior salário recebido. Em julho do ano passado, o Senado acabou
rejeitando a MP 242. Com base no texto da MP 242, Mercadante apresentou
o PLS 261, que também trará, segundo o ministro, outros
avanços. Um deles é estabelecer multa para os titulares
de cartórios que deixam de informar óbitos à Previdência.
Outra tentativa de aperfeiçoar as contribuições
previdenciárias, segundo o ministro, foi a publicação
da MP 316. Ela estabelece relação entre a atividade da
empresa e os acidentes de trabalho. Atualmente, os empregadores têm
de recolher um seguro que vai de 1% a 3% da folha de pagamento. Mas
a partir de levantamentos do IBGE, será apurado, para cada setor,
uma incidência média de acidentes. Fonte:
Valor Econômico
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Folha de São Paulo, 13 de dezembro
de 2006
Ministros do TSE rejeitam contas
do comitê de Lula
Decisão desta madrugada não
impede a diplomação do presidente, amanhã |
Doação de R$ 10 mil de empresa do Porto Seco
de Santos é julgada irregular; Procuradoria Geral
da República irá analisar o caso
Alan Marques/Folha Imagem

Presidente Lula participa de reunião sobre infra-estrutura com
ministros no Palácio do Planalto
SILVIO NAVARRO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Uma doação de R$ 10 mil da empresa aduaneira Deicmar
S/A provocou, na madrugada de hoje, a rejeição das contas
do comitê financeiro da campanha do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pela Corte do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O repasse,
feito no dia 10 de novembro, depois do segundo turno da eleição, "compromete
a regularidade das contas", segundo o relator, ministro Gerardo
Grossi.
Outros três ministros compartilharam a opinião, entre
eles o presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello. O resultado
dessa etapa do julgamento foi 4 votos contra 3 pela reprovação.
Também opinaram pela rejeição os ministros do
tribunal Cesar Peluso e José Delgado. Outros três optaram
pela aprovação: Carlos Ayres Britto, Cesar Asfor Rocha
e Caputo Bastos. Com o revés, o presidente Lula será diplomado
amanhã pelo TSE com parte das contas da campanha recusada. A
conta individual de campanha do petista foi aprovada por 5 a 2.
Procuradoria
Rejeitada pelo TSE, a contabilidade do comitê será agora
encaminhada à Procuradoria Geral da República, a quem
cabe determinar se a captação desses recursos caracteriza
abuso do poder econômico. Em caso de denúncia do Ministério
Público, o caso será analisado novamente pela Corte do
TSE e, se mantida a reprovação, acarretaria a perda do
fundo partidário ao PT. Em parecer emitido antes do julgamento
no TSE, a Procuradoria Geral da República havia recomendado
que as contas da campanha do presidente fossem aprovadas com ressalvas.
Para justificar o repasse da Deicmar, a Procuradoria resgatou decisão
de 2002 da ministra Ellen Gracie na qual dizia se tratar de quantia
irrisória diante do total arrecadado.
Segundo a Receita Federal, a Deicmar é administradora do Porto
Seco de Santos -atua com armazenagem e transporte de cargas. A Lei
Eleitoral proíbe a doação de recursos por empresas
prestadoras de serviços públicos. A Deicmar injetou um
total de R$ 120 mil nas eleições -para quatro candidatos
a deputado estadual e federal. Procurada pela Folha na semana passada,
a empresa não se manifestou sobre o caso. O advogado do PT,
Márcio Silva, classificou o caso como "preciosismo" da área
técnica ter apontado um lançamento de R$ 10 mil diante
de um total gasto de R$ 104 milhões. Ele disse que o caso não
caracteriza abuso do poder econômico e "não repercute
no candidato Lula", mas no PT.
Em partes
O relator das contas decidiu dividir a discussão sobre a contabilidade
em várias etapas. A primeira delas se referia às chamadas "doações
vedadas". Na primeira fase, ele selecionou cinco empresas -MBR
(Minerações Brasileiras Reunidas), Caemi, CSN (Companhia
Siderúrgica Nacional), Construtora OAS e Tractbel. Grossi contestou
a avaliação da área técnica do tribunal,
que havia apontado em dois laudos se tratar de empresas vinculadas
a concessionárias de serviços públicos. Segundo
o relator, essas cinco empresas "têm personalidades jurídicas
distintas" das concessionárias citadas. O placar dessa
votação foi de 5 votos a 2 pela aprovação
da prestação.
Em seguida, houve a votação sobre a empresa IBS (Instituto
Brasileiro de Siderurgia). O relator rebateu análise dos técnicos
e disse não se tratar de entidade de classe -placar de 4 a 3
pela aprovação. Juntas, essas sete empresas doaram R$
9 milhões. Outro R$ 1 milhão foi repassado diretamente
ao candidato petista pela empreiteira Carioca Christiani Nielsen.
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Folha de São Paulo, 13 de dezembro
de 2006
Ao renegar esquerda, Lula
provoca mal-estar no PT e na "inteligentsia"
Petista diz que esquerdistas acima
de 60 têm problemas; Francisco de Oliveira critica
e Marilena Chaui silencia | Ex-integrante do PT, Plínio
de Arruda Sampaio afirma que "há muito tempo" o
presidente já não tem mais uma posição
de esquerda
DA REPORTAGEM LOCAL
DA REDAÇÃO
As afirmações do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, segundo as quais as pessoas com mais de 60 anos que permanecem
de esquerda têm problemas e a humanidade evolui rumo ao centro,
desencadearam uma série de reações críticas,
dentro e fora do PT, em particular no meio intelectual. Em evento da
revista "IstoÉ", que o homenageava anteontem à noite,
Lula disse a uma platéia formada na maioria por empresários: "Se
você conhecer uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque
ela tem problemas. Se você conhecer uma pessoa muito nova de
direita, é porque também tem problemas. Então,
quando a gente está com 60 anos (...) é a idade do ponto
de equilíbrio (...) a gente se transforma no caminho do meio".
O sociólogo Francisco de Oliveira, ex-integrante do PT e hoje
no PSOL, afirmou: "Tenho 73 anos e continuo de esquerda, com muito
orgulho. Tenho pena dos que se afastaram dela, embora respeite as razões
de alguns e leve outros na brincadeira. Essa do Lula não é brincadeira, é lamentável".
Procurada pela Folha, a professora de filosofia da USP Marilena Chaui,
uma das principais ideólogas do PT, disse não ter tomado
conhecimentos das declarações de Lula e acrescentou que
não fala com o jornal.
A socióloga Maria Victoria Benevides, 64, ex-integrante da
Comissão de Ética Pública do Palácio do
Planalto, respondeu, em tom de brincadeira, que ao ler as declarações
de Lula pensou que tinha de ir ao médico. Em seguida, a petista
criticou o presidente, mas afirmou que não fazia nenhuma "condenação
moral" a Lula. "Acho que foi uma indelicadeza com militantes
que continuaram de esquerda depois dos 60 anos, como o Apolônio
de Carvalho, o Florestan Fernandes. Que eu saiba, nenhum deles se declarou
de centro."
Plínio de Arruda Sampaio, também ex-integrante do PT
e hoje no PSOL, disse: "Há muito tempo Lula não
tem mais posição de esquerda, o que é novo é a
discussão médica. Não sabia que ele entendia disso,
mas às vezes, na andropausa, o cara descobre vocações
novas". O advogado Hélio Bicudo, que também se desligou
do PT, afirma que ficou mais de esquerda com o tempo. "Estou com
84 anos e sou mais de esquerda hoje do que quando tinha 60 anos."
Partidos
Raul Pont, membro da corrente Democracia Socialista do PT, disse que
Lula o surpreendeu porque, há menos de um mês, participou
da reunião do Diretório Nacional do partido e teve comportamento
distinto. "Eu tenho mais de 60 anos e luto pelo socialismo. Estou
no PT por causa disso. Não me criei na clandestinidade porque
gostava, mas em função da ditadura", disse.
O senador Cristóvam Buarque (PDT), ex-ministro de Lula, diz
que a frase consolida sua opinião de que o governo atual é de "direita". "Eu
tinha nove razões para defender que o PDT fique fora da coalizão.
Agora, tenho dez", disse ele. O presidente do PT, Marco Aurélio
Garcia, afirmou que, apesar de ser mais velho do que Lula, continua
sendo de esquerda. "Ou então não tenho muito juízo",
disse. Segundo ele, Lula fez a declaração anteontem para "brincar" com
a platéia. (LEANDRO BEGUOCI, JOSÉ ALBERTO
BOMBIG, MATHEUS PICHONELLI E MAURICIO PULS)
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Folha
de São Paulo, 13 de dezembro de 2006
CAMPO MINADO
Justiça aceita denúncia
contra Paulinho da Força
DA AGÊNCIA FOLHA
A Justiça Federal em Ourinhos (SP) aceitou denúncia
criminal oferecida pela Procuradoria contra Paulo Pereira da
Silva (PDT), o Paulinho, presidente da Força Sindical
e deputado federal eleito. Além dele, o subprefeito do
Butantã, Maurício Pinterich (PSDB), e outras dez
pessoas são acusadas por irregularidades na implantação
de um projeto de assentamento em Piraju (SP), iniciado em 2000.
A Procuradoria os acusa de estelionato, falsidade ideológica
e falsificação de documentos. A Justiça
marcou interrogatório com Paulinho para 14 de fevereiro.
Se for diplomado antes, terá foro privilegiado. Ele e
Pinterich negam irregularidades.
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Folha
de São Paulo, 13 de dezembro de 2006
Classe média terá 1/3
de subsídio a moradia
Famílias com renda entre 5 e 10
salários mínimos poderão contar com recursos
para imóveis de até R$ 70 mil, diz governo | Verba,
estimada em R$ 2 bi, virá da manutenção até 2011
do adicional cobrado de empregadores nas multas do FGTS
LEANDRA PERES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
As famílias com renda entre cinco e dez salários
mínimos poderão ter um subsídio de até um
terço da prestação cobrada nos financiamentos
de imóveis com valor de até R$ 70 mil. O dinheiro
para financiar esse programa virá da manutenção
até o ano de 2011 do adicional de dez pontos percentuais
que as empresas recolhem ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço) quando demitem os seus funcionários
sem justa causa. O governo espera gastar cerca de R$ 2 bilhões
para alavancar empréstimos à "classe média
baixa" num período de quatro anos.
Além do dinheiro para quem ganha entre cinco e dez salários
mínimos, o governo estima que poderá ter mais R$
4 bilhões até o fim do segundo mandato do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para subsidiar famílias
de baixa renda (até cinco salários mínimos).
Se somados aos recursos orçamentários, a equipe
econômica espera construir 300 mil casas até o fim
do mandato de Lula. Essas medidas serão apresentadas ao
presidente e, se aprovadas, farão parte do pacote que
sairá na próxima semana.
"Esse plano é uma resposta às críticas
de que as medidas de estímulo ao setor habitacional tomadas
até agora não atacavam diretamente o déficit
habitacional", explica o secretário de Política
Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio
Sérgio Gomes de Almeida. Na avaliação do
governo, o mercado de crédito imobiliário atende à demanda
de famílias com renda superior a dez mínimos. No
caso da baixa renda, o diagnóstico é o de que é preciso
direcionar recursos a fundo perdido, o que já é feito
atualmente com o FGTS, que destinará R$ 1,830 bilhão
em subsídios aos mais pobres.
Mas no caso de famílias que o governo vem chamando de "baixa
classe média", principalmente aquelas que ganham
entre quatro e sete mínimos, há dificuldades para
compra da casa própria. "Essas pessoas não
têm subsídio nem acesso ao crédito. O presidente
Lula tem mostrado preocupação com esse vácuo
no atendimento", explica Gomes de Almeida. De acordo com
o secretário, o subsídio para a classe média
terá como limite um terço do valor da prestação,
mas vai variar de acordo com a renda da família. Quanto
mais próximo de dez salários forem os vencimentos,
menor será a ajuda oferecida pelo governo.
O plano em estudo pela equipe econômica prevê ainda
uma regionalização dos limites para enquadramento
nos empréstimos. Assim, uma família com renda de
dez mínimos que more em São Paulo poderá ser
subsidiada. Já aquela que esteja no Nordeste, onde a renda é menor,
poderá ficar fora do programa.
Fim da multa
A equipe econômica trabalha com a idéia de eliminar
o adicional da multa do FGTS em 2011. Mas a decisão terá de
ser formalizada pelo Conselho Curador do Fundo -composto por
empresários, governo e trabalhadores-, a quem cabe a palavra
final sobre o assunto. De acordo com Gomes de Almeida, a proposta
passa pela aprovação de um projeto de lei no Congresso
Nacional que fixa o fim da contribuição, criada
para financiar o pagamento da correção monetária
dos planos Bresser e Verão, e ao mesmo tempo destina os
recursos para a casa própria. "Pela primeira vez
vamos acabar de verdade com um tributo provisório. Mas
não conseguiremos fazer isso de modo imediato, por causa
da execução desse programa", justifica o secretário.
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Folha
de São Paulo, 13 de dezembro de 2006
Emprego na indústria em SP é o
pior desde 2000
Para 2006, Fiesp prevê uma expansão
entre 0,5% e 1%
KAREN CAMACHO
DA FOLHA ONLINE
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo) refez para baixo a previsão de crescimento
do emprego na indústria paulista para este ano. Com a
revisão, 2006 deve ser o pior ano para o emprego desde
2000, quando a nova metodologia da federação passou
a ser aplicada. Para Paulo Francini, diretor de pesquisa da Fiesp,
o emprego deve ter crescimento entre 0,5% e 1%, o que garante
a criação entre 10 mil e 20 mil vagas ao longo
do ano. Até o mês passado, a Fiesp acreditava que
o índice ficaria em 1%. No início do ano, a expectativa
era de alta de 2%.
"O ano de 2006 terá o pior comportamento da indústria
da transformação desde 2000. Se ficar em 0,5% ou
1%, o resultado é ruim e muito aquém do demandado.
Qualquer número abaixo de 1% para a indústria paulista é muito
ruim", disse. Apesar de a previsão estar entre 0,5%
e 1%, a Fiesp acredita que o emprego não crescerá mais
que 0,5% em 2006. Em 2005, a alta foi de 1,62%. O principal motivo
para a queda, segundo Francini, é o decréscimo
do nível de atividade em razão do aumento das importações.
Os juros altos, a valorização do real ante o dólar
e a carga tributário também foram apontados como
motivos para a previsão de crescimento, que Francini classificou
como "porcaria".
O desempenho de novembro foi o principal fator que motivou a
Fiesp a rever suas contas. A indústria paulista cortou
35 mil postos no mês passado, uma queda de 1,64% na comparação
com o mesmo período do ano passado. Já em novembro
do ano passado, o emprego industrial teve queda de 0,87%. "A
queda de novembro era esperada, mas foi maior do que nossa previsão.
Se, em dezembro, a queda for de 1,8%, o índice do ano
ficará em 0,5%", disse Francini.
O número de novembro, afirma, é elevado se comparado
a outros meses de novembro e pode representar antecipação
de corte de vagas de dezembro. "Pode ser também que
a indústria, frustrada com a expectativa negativa para
o final de ano, tenha desacelerado a produção",
disse. Para crescer 1% no ano e gerar 20 mil empregos, a indústria
teria de registrar queda de, no máximo 1% em dezembro.
Mas a Fiesp acredita em recuo mais acentuado.
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Gazeta
do Povo, 13 de dezembro de 2006
SALÁRIO
Comissão aprova mínimo
de R$ 375 e veto é descartado
Brasília – O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
descartou ontem a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva vetar o reajuste do salário mínimo para R$ 375,
valor aprovado na Comissão Mista de Orçamento do Senado.
Segundo Jucá, se faltar dinheiro no Orçamento, o
corte será feito em outra área. “Não
tem como regredir. É importante dar um ganho real ao salário
mínimo. Se as contas do relator fecharem, não tem
problema. Agora, se tiver que ter um corte, não será no
salário mínimo porque a política do governo
Lula é de recuperação do salário mínimo”,
disse Jucá.
O relatório setorial do senador Leomar Quintanilha (PCdoB-TO)
garantiu dinheiro para que o salário mínimo seja
elevado em abril de R$ 350 para R$ 375, ignorando a pretensão
da equipe econômica de subir o mínimo para um valor
menor, de R$ 367, por causa das mudanças nas estimativas
do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação
neste ano.
Na segunda-feira, o relator do Orçamento para 2007, senador
Valdir Raupp (PMDB-RO), disse que seria impossível atender à reivindicação
das centrais sindicais de aumentar o mínimo para R$ 420.
Segundo ele, este novo valor deixaria insustentável a situação
da Previdência, além de quebrar estados e municípios
mais pobres: “Quebraria o país, quebraria a Previdência,
os estados mais pobres e os municípios, que também
têm de fazer a correção do salário.
Seria insustentável”, afirmou.
Raupp explicou que o principal problema no reajuste do mínimo é a
sobrecarga que o aumento causa na Previdência Social. Segundo
ele, o déficit previdenciário em 2006 deve ser em
torno de R$ 42 bilhões; a previsão para 2007 é que
esse valor fique em torno de R$ 46 bilhões.
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Gazeta
do Povo, 13 de dezembro de 2006
INVESTIMENTO
Construção propõe
estímulo ao crescimento
A União Nacional da Construção (UNC) entrega hoje
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proposta do setor para
contribuir com o crescimento da economia brasileira. O plano, elaborado
pela Fundação Getúlio Vargas, aponta para a necessidade
de investimentos de R$ 206 bilhões – a maior parte do setor
privado – no período entre 2007 e 2010. O Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon-PR), que participa da UNC,
também propõe a extinção da multa de 10% do
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários
demitidos, alíquota que o governo federal quer destinar para o financiamento
de habitação para classe baixa.
O documento da UNC sugere a aplicação de R$ 160
bilhões da iniciativa privada e R$ 46 bilhões do
poder público na manutenção e ampliação
da malha rodoviária federal, no aumento da capacidade de
geração e distribuição de energia elétrica
e em obras de saneamento básico e de habitação
social.
O presidente do Sinduscon-PR, Júlio Araújo Filho,
diz que o investimento privado depende de marcos regulatórios
do governo federal, mas que todas as ações propostas
são viáveis dentro do prazo de quatro anos. “Não
temos dúvida de que a construção civil, sendo
tomadas as atitudes sugeridas, vai ajudar muito o crescimento do
PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro”, afirmou.
Araújo Filho disse ainda que o setor não apóia
a iniciativa do governo federal de manter a multa adicional do
FGTS – 10%, pagos ao governo no caso de demissão sem
justa causa, para financiamento dos expurgos de planos econômicos
de 1989 e 1990. Os expurgos terminam de ser pagos neste ano. Rosana
Félix.
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Jornal
do Estado, 13 de dezembro de 2006
Economia
Setor imobiliário cresce 35%
em 2006 em Curitiba
Mossunguê e Centro são algumas
das áreas beneficiadas com prédios e casas
ANA EHLERT
FRANKLIN DE FREITAS

New Concept, da Thá, é uma
das 8.285 unidades que obtiveram o alvará para construção
em 2006
A indústria da construção imobiliária
de Curitiba fecha o ano de 2006 com bons números: os melhores
dos últimos cinco anos. Com a construção
de 1,3 milhão de metros quadrados, na área residencial
e não residencial, o balanço aponta um incremento
de 35% em relação a 2005 — patamar muito
próximo a média dos 1,5 milhão de metros
quadrados do final da década de 1990.
De janeiro a setembro deste ano, 9.521 unidades foram concluídas
em Curitiba — 88% a mais que o registrado em igual período
de 2005, com 5.055 unidades. Os bairros mais beneficiados com
os novos empreendimentos de até 8 pavimentos foram Campo
Comprido, Novo Mundo, Mossunguê (Ecoville). Já na
região Central e nos bairros Água Verde e Bigorrilho
as unidades têm mais de 8 pavimentos.
A construção de casas foi destaque nos bairros
Alto Boqueirão, Campo Comprido e Sítio Cercado.
Os números foram divulgados ontem, durante a coletiva
realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Paraná (Sinduscon-PR) para a apresentação
do balanço anual do setor.
Já o mercado de lançamentos imobiliários
apresentou estabilidade em relação a 2005. Neste
ano, 1.666 novos empreendimentos, contra os 1.708 do ano passado.
As novas unidades estão distribuídas nos bairros
Ahú, Cabral, Água Verde, Mossunguê, Batel,
Bigorrilho, Vila Izabel e Centro de Curitiba. 61% destes empreendimentos
são de unidades com três dormitórios, com área
entre 100 e 288 metros quadrados. Com o bom desempenho nas vendas,
o saldo de empregos também foi positivo. No ano de 2006,
o saldo é de 132.132 novos postos de trabalho.
No Paraná, o saldo é de 7.692. Nos últimos
12 meses, o movimento de admissões (65.860) e demissões
(59.418) indicou um saldo positivo de 6.442 postos de trabalho.
Já em Curitiba, foram 3.591 novos postos. Foram 25.340
admissões, contra 21.749 demissões.
Cai em 19% a liberação de alvarás
para novas obras
Apesar dos bons números de 2006, houve um recuo de 19%
no número de solicitações de alvarás
para novas construções. Também foi registrado
uma queda na liberação dos alvarás em igual
período. Em 2006, foram liberadas a construção
de 8.285 unidades, contra as 11.713 de 2005 — ano considerado
atípico uma vez que a média de alvarás er
de 9 mil unidades. Essas liberações foram expedidas
para a construção de unidades nos bairros do Sítio
Cercado, Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Campo Comprido,
Cabral, Uberaba, São Francisco, Mossunguê, Ahú,
Vila Izabel, Alto da Glória, Tatuquara, Campo do Santana,
Alto Boqueirão e Centro.
CUB — O fio de cobre, as ferragens, tintas produtos de
PVC foram os vilões do ano para o segmento da construção
civil. Foram eles os itens para mais sofreram reajuste de preço.
O índice oficial, o Custo Unitário Básico
(CUB), da construção civil foi reajustado em 0,05%,
em novembro. No acumulado do ano (janeiro a novembro) a alta
foi de 4,42%. O levantamento apontou ainda que 42,87% do custo
de uma unidade é devido aos tributos que incidem sobre
a atividade. (AE)
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Notícias do Tribunal
Superior do Trabalho
13/12/2006
Mantido valor de multa a fazendeiro que
não registrou empregados
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve, por unanimidade,
o valor de condenação imposta ao dono da Fazenda Três
Rios, localizada em Unaí (MG), por empregar em sua propriedade
trabalhadores rurais sem registro. Com base no voto do juiz convocado
Ricardo Alencar Machado (relator), o órgão do TST negou
agravo de instrumento à União, que pretendia elevar em
dez vezes o valor da punição.
A análise do tema decorre da Emenda Constitucional nº 45/2004
(reforma do Judiciário), que atribuiu à Justiça
do Trabalho o exame das ações relativas às penalidades
administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos
de fiscalização das relações de trabalho.
A fazenda foi notificada pelo Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), em 1999, quando foi constatada a falta de registro de 66 trabalhadores
que cultivavam feijão, milho e cereais. O fazendeiro foi multado
pelo MTE em R$ 26 mil.
Inconformado, o fazendeiro ingressou com ação anulatória
de débito fiscal na Justiça Federal que era o órgão
competente para julgar esse tipo de causa. O juiz federal confirmou
a aplicação da multa com base na legislação
vigente à época.
Posteriormente, já sob a vigência da Emenda Constitucional
nº 45, a União pediu na Justiça do Trabalho a elevação
da multa imposta em dez vezes o seu valor, em função
de novos dispositivos da CLT, introduzidos pela Lei nº 6.986 de
1982 (que eleva as multas por infração a preceitos da
CLT).
A Justiça do Trabalho, contudo, afastou a aplicação
das regras da CLT na fixação da multa, tanto pela sentença
da Vara do Trabalho, quanto em acórdão do Tribunal Regional
do Trabalho da 3ª Região (Minas Gerais), ressaltando que “a
lei em vigor à época da infração é que
fixará a multa aplicável ao caso”.
No TST, o juiz convocado Ricardo Machado, afirmou que “a infração
atribuída ao autor estava prevista especificamente no artigo
18, § 1º, da Lei 5889/73”. Para casos de ausência
de registro de empregados, o dispositivo limitava a multa a um salário
mínimo regional por empregado em situação irregular.
Essa era a legislação em vigor à época
da inspeção e apuração das irregularidades
na Fazenda Três Rios.
Segundo o relator, a lei vigente à época da infração
disciplinava o trabalho rural, regulamentação que perdurou
até modificação promovida pela Medida Provisória
nº 2.164-40/2001 – editada em momento posterior à autuação
do fazendeiro.
Ricardo Machado esclareceu que “não se pode esquecer
o princípio geral que impõe o respeito aos atos praticados
sob o enfoque da lei anterior, bem como aos seus efeitos, impossibilitando
a aplicação retroativa da lei nova”. Segundo o
relator, deve-se utilizar a legislação da época
da infração, “sendo aplicáveis ao infrator
as penalidades então previstas, e não as que foram posteriormente
instituídas”, concluiu. (AIRR – 225/2005-096-03-40.0)
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TST confirma punição
administrativa da CEF
A ampliação da competência da Justiça do
Trabalho, introduzida pela Emenda Constitucional nº 45 de 2004
(reforma do Judiciário), levou a Primeira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho a firmar importante precedente. Em julgamento
relatado pela juíza convocada Perpétua Wanderley, o órgão
do TST confirmou a validade dos resultados de autuação
promovida por fiscais do Ministério do Trabalho e a condenação
da Caixa Econômica Federal por terceirização irregular
de mão-de-obra. A decisão unânime negou agravo
de instrumento em recurso de revista à CEF.
A inovação constitucional, promulgada em dezembro de
2004, estabeleceu novas atribuições à Justiça
do Trabalho no artigo 114 da Constituição. Dentre elas,
está a prevista no inciso VII que confere aos magistrados trabalhistas
a competência para processar e julgar “as ações
relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores
pelos órgãos de fiscalização das relações
de trabalho”. O caso julgado insere-se nesse contexto.
A decisão do TST também resultou em manutenção
do posicionamento adotado pela Justiça do Trabalho da 3ª Região
(Vara do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais),
que negou ação anulatória de auto de infração
proposta pela Caixa. A autuação da CEF deveu-se à constatação
de fraude à legislação trabalhista por terceirização
irregular. Segundo a fiscalização, foi firmado contrato
com outra empresa e os profissionais terceirizados e sem registro desempenhavam
funções de caixas, sob a coordenação de
empregados da CEF.
“O fato da autora do recurso ser empresa pública e estar
sujeita às regras constitucionais do concurso público,
na verdade, torna a sua infração ainda mais grave, já que,
sendo ente público, ela ainda está obrigada a respeitar
os princípios que regem a Administração Pública,
dentre eles o da legalidade e moralidade”, registrou o TRT. Segundo
a Caixa, a prática ocorreu até 2002 e, após assinatura
de termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público
do Trabalho, não houve mais contratações por esse
sistema.
Uma vez confirmada, em juízo, a regularidade do procedimento
administrativo, a empresa pública recorreu ao TST. Alegou, em
seu agravo de instrumento, violação a dispositivos constitucionais,
como o que garante a ampla defesa. Também sustentou que a legislação
relativa ao processo administrativo motivado por infrações
trabalhistas (Lei nº 9.874 de 1999) não foi observada pelo
TRT/MG, pois teria sido afirmada a validade do auto de infração
sem a produção de provas e a devida fundamentação.
A relatora do processo no TST considerou correta a posição
adotada pelo TRT/MG de que a “decisão administrativa foi
devidamente fundamentada e que o ato administrativo, por se revestir
da presunção de veracidade somente demandaria prova da
parte que contra ele investe a qual, ademais, deve produzir prova robusta,
o que não ocorreu”.
Perpétua Wanderley também afirmou a validade da punição
imposta. “Tendo, o agente da fiscalização, constatado
a terceirização ilícita e assim o procedimento
irregular adotado pela contratante para atendimento de sua atividade-fim,
isto é, a manutenção de caixas terceirizados (back
office), é aplicável o artigo 41 da CLT que tem por objetivo
a repressão à irregularidade no trabalho”, afirmou.
Durante o exame da questão, o presidente da Primeira Turma,
ministro João Oreste Dalazen, destacou tratar-se de empresa
pública federal, da área bancária, que mantinha,
segundo o TRT/MG, caixas terceirizados. “Para atendimento da
finalidade primordial de uma instituição financeira é inconcebível
que ela não tenha empregados contratados legalmente”.
(AIRR 695/2005-109-03-40.6)
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